Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens relacionados pertencem à Masami Kurumada e às editoras licenciadas.
Este capítulo foi escrito ao som de "Wicked Game", "Skyfall" e "It ain't over 'til it's over" da playlist da fic. E as cenas finais, ao som de "Do the evolution", do Pearl Jeam... A letra em si não tem muito a ver, foi mais pelo ritmo do instrumental, que casou bem com a ação do que eu queria descrever.
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Capítulo XV
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Era inegável que estava se sentindo mais leve, o sorriso bobo em sua face denunciava para quem quisesse ver. A companhia de Aiolos havia feito bem para Melinda, aqueles olhos tão lindos, o sorriso franco, a conversa agradável, as palavras que eram espontâneas e não calculadas. Voltava mais tranqüila ao hotel, e carregando uma embalagem para viagem da confeitaria, o rapaz havia percebido o quanto ela gostava de torta de maça e lhe deu uma inteira de presente!
Entrou pelo quarto e, ao deixar a torta sobre a mesa, seus olhos logo pousaram sobre a caixa de veludo com o colar que Shura havia lhe presenteado e um suspiro desapontado e triste saiu dos lábios da garota. Era inevitável não comparar os dois homens, mesmo que ainda não conhecesse muito bem Aiolos a ponto de ter certeza que ele, de fato, era diferente. Mas havia conhecido um lado de Shura que a fazia ter certeza de que ele nunca fora o homem gentil e preocupado que pensava, no começo.
Claro que imaginava que, quando ele soubesse da verdade, as coisas mudariam, mas não fazia ideia de que seria daquela maneira tão distinta e... Vil. Sem gentileza alguma, como se ela fosse uma mercadoria e ele, o comprador e proprietário. Não queria mais olhar para aquele colar e o guardou no armário, dentro de uma das gavetas. E, se pudesse, pegaria os vestidos, sapatos e tudo o mais que havia ali e queimaria, parecia tudo tão sujo... Sentou-se na cama, ao menos as camareiras já haviam trocado a roupa de cama, não precisaria sentir, por um tempo, o cheiro do espanhol que parecia impregnado aos lençóis.
Como dormira pouco durante a noite, acabou se deitando e adormecendo pelo restante da tarde.
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No Phaternom, Violet estava sentada em uma poltrona bastante confortável, já de banho tomado e lendo um livro, quando Saga chegou. Cabisbaixo, ele apenas tirou seu paletó e o pendurou em uma arara, indo se sentar no braço da poltrona onde a jovem estava. Com um semblante cansado, ele a beijou.
-Como se sente? – ela perguntou, deixando livro de lado por um momento, voltando sua atenção para o rapaz.
-Cansado, nervoso, perdido... É a segunda vez em dias que temos problemas com a polícia, Violet! E, desta vez, o baque financeiro vai ser bem mais pesado... Eu ainda não sei o que fazer de fato.
-Você precisa de um descanso, meu amor... Vá tomar um banho, eu vou pedir nosso jantar.
-Está certo... – ele a beijou mais uma vez e levantou-se da poltrona, já indo para o banheiro. Foi então que se lembrou de algo – Camus me disse que encerrou o expediente bem mais cedo hoje se trancou aqui na suíte, incomunicável. Aconteceu alguma coisa, meu amor?
-Eu... Eu não sei, Saga... – Violet disse, e estava sendo sincera, embora parecesse evasiva – Já há algum tenho sentido algo estranho, como uma sensação de que algo está para acontecer. Pensei que tivesse a ver com a diligência policial de hoje, mas o sentimento ainda não passou.
-Não pode ser algo que comeu e te fez mal? Ou algo que te deixou doente?
-Não, Saga. Não tenho outros sintomas como febre ou náuseas... O que sei é que fiquei tão cansada com isso que achei por bem me fechar por hoje.
-Está certo, Violet... Vou tomar meu banho, mas se eu achar que está mesmo doente, eu vou te levar a um hospital!
Saga entrou no banheiro e a jovem foi até o telefone, pedindo o jantar para seus funcionários. Com um suspiro, voltou para sua poltrona, extremamente pensativa, deixando o livro de lado por um momento...
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Melinda acabou dormindo pela tarde toda e só acordou quando ouviu batidas vigorosas à porta do quarto, quem poderia ser àquela hora? Ainda um pouco sonolenta, ao atender deu de cara com Shura, a expressão extremamente séria do espanhol chegava até a assustar.
-Shura, o que... – ela o deixou entrar – Você não me avisou que viria...
-Eu sei, na verdade não pretendia vir até aqui hoje, mas... Também não me pereceu uma boa ideia ficar sozinho em casa, remoendo tudo o que aconteceu hoje.
-Eu soube da diligência policial no galpão de entorpecentes.
-Soube? – Shura arqueou uma sobrancelha, enquanto se sentava à mesa – De que maneira se ninguém da família a procurou para contar?
-Ah, é que... – Obviamente não poderia falar do "encontro" na confeitaria – Eu sai de tarde para ir à confeitaria comprar torta de maçã – apontou a mesma sobre a mesa – E as notícias correm... Ouvi comentários e imaginei que fossem negócios da família...
A expressão séria e inquiridora do espanhol desanuviou um pouco ao ouvir a explicação da garota. Então, com um gesto, ele a chamou para perto de si e a sentou em seu colo, beijando-lhe o pescoço.
-Já que sabe do ocorrido, não quero falar sobre isso então... Só quero ficar aqui, com você mi angel...
-Ah, Shura... – ela se afastou um pouco, antes que ele a beijasse – Eu estou suada, acabei dormindo ao voltar da rua... Me deixe tomar um banho primeiro, por favor... – levantou-se do colo do espanhol já se afastando dele – Eu já... Já volto...
E entrou no banheiro antes que ele fizesse menção de se levantar. Com um leve sorriso, apesar de não ter gostado da interrupção, Shura resolveu ligar na recepção e pedir o jantar, que chegou alguns minutos depois. E, ao bater na porta do banheiro para avisar Melinda que a comida estava servida, é que percebeu que não estava trancada. Foi com um susto que a garota ouviu um barulho e se virou, vendo Shura dentro do cômodo, já livre de suas roupas e entrando pelo box.
-Eu também preciso de um banho, cariño... – ele disse, agarrando a cintura de Melinda e beijando os lábios molhados da garota.
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Na central, a maior parte dos policiais já tinha finalizado o turno de trabalho, restando apenas Dohko, em reunião com o promotor Shaka, Hyoga e Isaak finalizando os relatórios de coleta de provas, Mu e Aiolia revisando as fichas criminais abertas e Aiolos. Este, deveria estar atento aos relatórios dos interrogatórios realizados, mas a cabeça estava longe. Havia parado por um momento para se espreguiçar e, ao observar um patrulheiro passar por si, sua mente o levou de volta a um passado que parecia tão distante, mas, ao mesmo tempo, tão vivo como se tivesse acontecido em dias...
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Claro que gostava de seu trabalho e mais ainda daquele uniforme bege escuro dos patrulheiros, mas seu sonho na carreira era se tornar um investigador, ou melhor ainda, um inspetor. Só não havia se decidido se seria da divisão de homicídios ou do combate ao crime organizado. Todos os dias, depois de encerrar sua patrulha diária pelas ruas da cidade, Aiolos treinava tiros em um pátio de treinamentos da polícia e depois, dedicava cerca de duas horas estudando diversos casos resolvidos dos dois departamentos, para entender como funcionavam as investigações e o que precisaria saber quando sua promoção finalmente chegasse.
Era o finalzinho da tarde quando terminou a patrulha pela área onde ficava o hotel Phaternom, um dos mais caros e elegantes de toda a cidade. Estava olhando para o alto, observando o novo letreiro do prédio, todo dourado, e não percebeu que alguém saía do mesmo. Uma "quase" trombada aconteceu, isso porque o homem que saía do hotel havia estancado o passo ao notar que o patrulheiro não o havia visto.
-Oh, me desculpe, senhor... – Aiolos disse, voltando seu olhar para o homem à sua frente, tomando um susto logo em seguida – Saga? É você mesmo?
-Aiolos! – o homem exclamou, ele também surpreso – O que você... Você faz aqui?
-Eu te pergunto a mesma coisa... Isso é... Estranho.
Saga riu, Aiolos também e acabaram por trocar um longo e afetuoso abraço. E assim estavam quando um segundo homem saiu do hotel e se deparou com a cena na calçada, não conseguia distinguir quem era o rapaz uniformizado que Saga abraçava com tanta força.
-O que está acontecendo, Saga?- os dois rapazes se soltaram do abraço e ele ficou lívido ao ver quem era o patrulheiro – A-aiolos?
-Kanon! Que surpresa te ver aqui também! – o rapaz disse, abraçando o outro amigo. Estava de fato feliz em rever os amigos de infância, depois de tantos anos sem uma notícia sequer – O que fazem aqui na América?
-Negócios, meu amigo... Mas e você? Pelo visto você está aqui há bastante tempo... – Saga disse, notando que Aiolos usava um uniforme de patrulheiro da polícia – E seus pais?Aiolia?
-Nós imigramos para o país há alguns anos, depois que... – de súbito lembrou-se da última vez que vira os amigos, em uma situação de violência familiar – Que nos encontramos a última vez... E seu... – ele hesitou por um momento – Seu pai?
-Não faço ideia... – Kanon respondeu, seco – Saímos de casa aos 15 anos, deixamos tudo para trás. Espero sinceramente que esteja morto.
A resposta era dura, mas verdadeira. Mudando de assunto, Aiolos fez um convite para que os amigos fossem visitar sua casa, seus pais certamente ficariam felizes em reverem os "garotos", com ainda se referiam, aos gêmeos ao falarem deles com os filhos... Convite prontamente aceito para aquela mesma noite, em um jantar.
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-Hoje não será uma daqueles dias em que eu tinha que voltar pra central tarde da noite e te levar pra casa porque a mamãe surtava de preocupação com você, não é? – perguntou Aiolia, ao ver que o irmão estava com o pensamento longe dali.
Balançando a cabeça para voltar e se situar no presente, Aiolos levantou o olhar e viu o irmão sentando à sua frente, junto de Mu. Ambos haviam terminado suas tarefas e agora estavam ali parados, na intenção de arrancar Aiolos daquela mesa e saírem para jantar. Hyoga e Isaac já os esperavam, encostados no balcão da recepção.
-O que foi?
-Vamos sair para jantar e depois, casa! - Mu disse, enfático – Hoje foi um dia em tanto!
-Sim, mas não posso sair. E se Dohko ainda quiser falar comigo?
-Se quiser, ele fará isso amanhã, meu irmão... – Aiolia riu – A reunião dele com o Shaka vai entrar pela madrugada, pode ter certeza.
Uma risada baixa da parte dos rapazes e Aiolos concordou com o irmão. Então, vestindo seu paletó, ele decidiu sair para jantar com os companheiros de trabalho. O sucesso da diligência merecia de fato uma comemoração.
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Após o banho e o jantar, Melinda pensou que Shura iria embora, como fizera nas outras noites. Mas não daquela vez. E agora, madrugada, ele dormia a sono alto, com um dos braços agarrado à cintura de Melinda, ambos nus enrolados no lençol. A garota, no entanto, não dormia, não se sentia confortável naquela posição e situação. E também sentia seu corpo dolorido.
Quanto tempo mais iria suportar aquela situação? O preço a se pagar por sua mentira estava ficando alto demais, a sufocava, a fazia se sentir menos que nada. Um lixo. Deus, como queria procurar por Violet e contar tudo a ela. Mas tinha tanto medo... Como confiaria que Saga e Kanon ficariam do seu lado? Mesmo o gêmeo mais velho sendo o noivo da jovem, ele ainda era um criminoso, como reagiria? E Melinda não podia cravar com certeza que Shura não faria mal à Violet se descobrisse tudo, caso ela realmente contasse algo.
No fim das contas, o que precisava mesmo era de um milagre pra se ver livre de tudo, de uma vez por todas...
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O dia havia amanhecido frio, e estranhamente silencioso. Na recepção do Spartan, onde Melinda estava hospedada, um ainda sonolento recepcionista estava iniciando seu turno de trabalho, quando um homem de porte altivo e olhar superior se aproximou. Usava roupas casuais de outono e observava de maneira atenta seu derredor.
-Com licença... – ele disse, apoiando-se no balcão – Meu nome é Alberich e preciso de algumas informações sobre um hóspede deste hotel... – ele mostrou seu distintivo, discretamente.
-Pois não, Sr. Alberich, sobre qual hóspede estamos falando?
-O nome dele é Edward Grant, um rapazinho que trabalha como mensageiro.
-Ah, sim, sei quem é... – o recepcionista olhou para os lados, antes de se inclinar na direção do policial – Ele está hospedado aqui há algum tempo. E sei que tem recebido, quase todas as noites, a visita de um espanhol chamado Shura Gonzalez.
Um brilho de leve excitação correu os olhos verdes de Alberich ao ouvir o nome dito pelo rapaz... Um dos sócios dos Stravos...
-Pode me fazer um favor? – ele pediu, abrindo sua carteira e entregando uma nota de 100 dólares ao rapaz – Eu estarei por aqui durante o dia todo. Quando vir o tal Edward sair, poderia me avisar?
-Claro, senhor. Mantenha-se por perto...
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No hotel onde costumava ficar quando não estava trabalhando, Pandora despertava aos poucos, sentindo lábios úmidos beijando seu pescoço e ombros. Sorriu, virando-se até ficar de frente para o homem deitado consigo.
-Bom dia, Sr. Rabugento... – um grunhido foi sua resposta – Melhore essa cara, vai... Nossa noite não foi ruim para acordar assim.
-Com você é sempre perfeita... – ele disse, beijando-a - Mas é parte do meu charme esse ar mal humorado.
-Ar? – ela riu – Você já nasceu assim, meine liebste, mas sabe que não ligo... – ela o abraçou, puxando-o para junto de si novamente – Esqueci de te perguntar ontem, quando chegou... Tem notícias sobre a denúncia que fiz?
-Hum... – um gemido ao sentir uma leve mordida no ombro – Tenho sim... Nossos contatos na polícia disseram que o oficial de patrulha para quem entregou a denúncia está investigando.
-O patrulheiro? Pensei que ele fosse entregar a denúncia para o inspetor responsável... Ou para um dos nossos homens.
-Também pensei, mas segundo nossos parceiros, não é tão ruim assim. O tal patrulheiro é um homem ambicioso, louco para se promover dentro da corporação. Vai mover céus e terras para investigar sua denúncia e pegar o mensageiro.
-E quanto ao nosso próximo passo? O que faremos?
-Por enquanto, vamos esperar o resultado da investigação de sua denúncia, mas... – o homem sorriu, encarando as orbes de Pandora – Fique atenta à movimentação de Afrodite e seus negócios...
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-Buenos dias, hermosa... – A voz rouca de Shura aos ouvidos despertou Melinda de seu sono, o espanhol acabara de acordar também – Dormiu bem?
-Acho que sim... – ela disse, levantando-se da cama para ir ao banheiro, realizar sua higiene matinal. Estava quase entrando no cômodo quando o telefone tocou – Alô? Bom dia... Ah sim, pode subir... Obrigado.
-O que foi?
-O café da manhã... Com um recado para mim.
Melinda fez sua higiene, enquanto Shura ainda estava deitado na cama, feito um gato preguiçoso. Pouco depois ela saiu, vestindo um roupão. Bem nesse momento, uma batida na porta do quarto.
-Espere... – Shura disse, levantando-se rápido – Vou pro banheiro, não podem me ver nesse estado... – ele foi para o outro cômodo, totalmente nu.
Melinda suspirou e então abriu a porta, o mensageiro deixou o carrinho do café no quarto e entregou a ela um cartão. Estava lendo seu conteúdo e se servindo de uma xícara de café quando o espanhol saiu do banheiro, enrolado e uma toalha, já que só havia um roupão no quarto. Sentou-se à mesa, pegando uma faca e um pão.
-Este recado... – Melinda disse, entregando o cartão para Shura – É para você, do Saga... Ele mandou que eu o procurasse para informar de uma reunião no apartamento, às 14 horas.
-Deve ser para contabilizarmos o prejuízo financeiro... – ele resmungou – Com certeza vai ser uma reunião demorada, que vai entrar pela madrugada... Não poderei vir te ver à noite, mi angel...
Por pouco a garota não soltou um suspiro de alívio...
O café se seguiu em silêncio, Shura vestiu-se depressa e estava quase indo embora quando se voltou para Melinda novamente. Tirando a carteira do bolso do paletó, ele entregou um maço de notas para ela.
-Aproveite que hoje não terá mais nenhum chamado e vá às compras... Vestidos novos, sapatos... – ele sorriu, malicioso – Lingerie femininas... Não tem porque continuar usando roupas de baixo feitas para homens.
Resignada, Melinda pegou o dinheiro. Shura então a beijou e se despediu, indo embora. A garota largou o maço de notas sobre a mesa e foi para seu armário, pegar uma roupa e se trocar para sair mais à tarde.
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Como o dia anterior tinha sido altamente satisfatório, Aiolos não se levantou cedo da cama. Durante o jantar, havia dado o dia de folga para Aiolia e os demais, e ele próprio também aproveitaria ao menos a manhã para um descanso. Iria para a central somente à tarde, para conversar com Dohko e saber como tinha sido a reunião com o promotor.
Espreguiçando-se demoradamente, rolou para o outro lado da cama e voltou a dormir.
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Nota: a partir daqui, algumas cenas descritas irão conter violência, mesmo que não seja gráfica, vale o aviso
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Pouco depois da hora do almoço, Melinda saiu de seu quarto e deixou o hotel. Cumprimentou o recepcionista que estava parado junto ao porteiro na entrada e seguiu pela calçada. Não viu que o rapaz havia feito um sinal para um homem parado do outro lado da rua, sentado em um banco de ferro. Agradecendo, Alberich se pôs ao caminho também, seguindo a garota.
Ela andava, e mais nada além. A cabeça de Melinda estava fervilhando de ideias e pensamentos, eram tantas coisas acontecendo que a deixavam confusa e com medo. Medo de Shura. Dos desdobramentos dos golpes que os Stravos haviam sofrido nos últimos dias. De alguma coisa ruim acontecer com Violet. E com Aiolos também.
Ah, sim, estava pensando no inspetor com certo carinho. Percebera que ele era um policial respeitado e que colocava seu trabalho como uma prioridade, mesmo sabendo que poderia ser morto por perseguir os Stravos e sua família. Um arrepio percorreu de maneira aterradora sua espinha, ao se imaginar levando um recado de Saga para Máscara da Morte, autorizando a execução do rapaz. Balançou a cabeça para os lados, tentando esquecer aquele pensamento ruim.
Ainda caminhando sem rumo certo, dobrou uma esquina e seguiu por uma rua com pouco movimento, estava se afastando do centro. Parou por um momento em frente a um muro e se abaixou, percebeu seu sapato com o cadarço desamarrado. E, quando levantou-se novamente, um homem de cabelos rosa e olhos verdes estava parado a poucos metros, encarando a si.
Aqueles olhos eram extremamente frios. Estremeceu de imediato.
-Edward Grant? – ele lhe perguntou, aproximando-se. Melinda recuou um passo.
-E se eu for? O que de-deseja?
-Uma conversa, por enquanto... – Alberich se aproximou até segurá-la pelo braço e então mostrou seu distintivo – Me acompanhe, por favor.
Merda, em que encrenca tinha se metido? Tentou se soltar, mas Alberich era mais forte, apertou ainda mais seu braço e a levou para um beco próximo, a jogando contra uma parede que ficava escondida por algumas lixeiras. Melinda bateu a cabeça e se sentiu zonza.
-Você trabalha para os Stravos, não é moleque?
-Eu? Não, eu não... – ela tentou dizer, mas em vão – Ai! – um novo empurrão contra a parede, desta vez bateu a cabeça e as costas com mais força, se desequilibrando.
-Mentira, garoto! Eu sei que trabalha para eles!
-Eu... Eu... Ah! – desta vez foi um tapa em seu rosto, a boca começou a sangrar por ter sido cortada – Por favor, eu não... – Um soco desta vez, bem no seu olho direito.
Melinda caiu para trás, bateu as costas na parede novamente, e caiu no chão aos pés do rapaz. Puxando a garota pela gola da camisa, Alberich a deixou a meia altura, os botões estavam fechados até seu pescoço, ela sentiu que sufocaria daquela maneira.
-Me... Me solte...
Ela tentou agarrar o braço do rapaz e fazê-lo soltar sua camisa, mas Alberich deu-lhe um golpe com o joelho no estômago, Melinda caiu com o rosto no asfalto do beco, puxando o ar, sentindo seu corpo todo reagir com dor. Iria apanhar até morrer, era o que se passava por sua cabeça. Impaciente, ele voltou a agarrar suas roupas e a jogá-la contra a parede, só não escorregou ao chão novamente porque ele a segurou.
-Confesse de uma vez, moleque!
-Pare... Por favor, pare, eu não...
Um novo soco, desta vez no estômago, ela caiu de joelhos. Sentiu um chute em suas costelas, talvez dois, não sabia mais, o olho machucado estava inchado e não enxergava mais nada, do outro só sentia as lágrimas embaçando sua visão. O gosto de sangue na boca.
-Quer saber? – Alberich a levantou com força do chão, novamente puxando-a pela gola da camisa – Você está preso, vamos para a central agora moleque!
Arrastando Melinda de volta para a rua, Alberich a levou para a central de polícia. No caminho, a garota só rezava para não desmaiar de dor e desespero.
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Continua...
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Mas Sheila, que desespero! Que aflição! Você só faz essa menina sofrer! Mas, gente, eu já venho avisando há uns bons capítulos que Melinda teria ainda mais problemas e que um golpe ainda mais forte que a diligência viria... E agora? Como será daqui para frente, ela vai abrir a boca e denunciar a todos? Ou um sagitariano e anjo salvador vai aparecer, salvar a pobre garota das mãos cruéis de Alberich?
Minha linda guest, pode dar quantos socos quiser no Shura, eu deixo! Fiz ele muito FDP, pior que na próxima fic que estou desenvolvendo ele também é do time do mal, só não tão escroto como aqui... Preciso urgente devolvê-lo para o lado dos mocinhos!
Revenge of Queen Anne, calma que o sofrimento da Melinda ta quaaaaaaase acabando. Tb tenho nojo desse Shura, como disse algumas linhas acima preciso urgente escrever uma fic com ele do lado dos mocinhos! Quanto à Violet, ela vai ter sua cota de sofrimento também, mas não vai chegar a ser como a Melinda... Vou abrir uma campanha no senado americano para mudar a lei e Aiolos poder se candidatar a presidente! Melhor, vou fazer isso aqui no Brasil...
Dani Polaris, que alegria te rever por aqui! Tb amo gângsteres e estes aqui são um show a parte, né não?
