Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens relacionados pertencem à Masami Kurumada e às editoras licenciadas.

Este capítulo, no geral, foi escrito ao som de "Smooth Criminal", que acrescentei à playlist da fic. Mas não a versão original do Michael Jackson (embora seja espetacular) e sim a de Glee, interpretada por Naya Rivera e Grant Gustin e com instrumental da dupla 2Cellos.

Já as cenas entre Melinda e Aiolos (com exceção da primeira, na central), a partir deste capítulo, são todas escritas e inspiradas pela canção "Náufrago", da Majur, já há algum tempo na playlist de PE.

E como estão todas se "roendo" para saber o que vai ser da Melinda daqui para frente, vou inverter a ordem novamente e responder as reviews antes do capítulo iniciar!

Gemini Thai, se fosse nos dias de hoje a Melinda seria muito diferente, mas estamos falando de uma outra época, então não dá para fazer a personagem muito "pra frente", embora tenhamos a Violet que é um exemplo de mulher que não se submete e sabe bem o que quer e como quer... Fico feliz em saber que sou inspiração para você, quero logo ler o que anda aprontando! Quanto ao destino do Shura, ele já está escrito...

Dani Polaris, eu tb amo odiar o Alberich! Eu amo o personagem pq ele era o único de fato que sabia o que rolava com a Hilda e queria tirar proveito, não se arrependeu e foi canalha até o fim! Foi fiel à sua essência até a morte... Fico feliz que esteja entretida com a fic!

Paula Sammet, odeie a ambos com todas as suas forças, eu deixo! Um deles já vai ter o castigo merecido logo, mas o outro... Vamos ver o que planejei para o final do cabrito! Aiolos vai tomar uma atitude com relação à Melinda logo, logo... E quanto à sua preocupação com os personagens, bem... Eu nunca prometi que eles não sofreriam, tão pouco que todos chegariam vivos até o fim da fic...

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Há alguns anos...

O orgulho era tanto que mal cabia em si! Aliás, era um sentimento multiplicado pois, além da própria promoção, tinha também a companhia do irmão na central, Aiolia estava dando seus primeiros passos como patrulheiro. Sentando-se à mesa, custava a acreditar que agora tinha uma para poder organizar suas coisas, arquivos de casos em que trabalhava e afins.

Aiolos era agora um investigador da divisão de combate ao crime organizado, sob o comando do inspetor Siegfried Loretzen*e se preparava para integrar a força tarefa especial do departamento, que investigava as ações criminosas de uma "família" composta por imigrantes europeus, que tomava conta do submundo da cidade, expandindo seus negócios de maneira avassaladora.

-Aqui está, Aiolos, o arquivo que produzi sobre os criminosos, com todas as informações já coletadas por meus homens... – O inspetor disse, entregando uma pasta ao investigador – Infelizmente, ainda não temos muita coisa, a maior parte do que acreditamos serem negócios e transações desta família pela cidade são ainda suposições.

O grego pegou a pasta e, ao abrir, a careta de desagrado e surpresa foi inevitável de sua parte. No alto da primeira folha do arquivo, escrito em letras diferenciadas do restante da ficha e texto, estavam dois nomes bastante familiares ao rapaz.

Saga e Kanon Stravos.

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Foi com estardalhaço que Alberich voltou à central, empurrando Melinda com tudo pela recepção e a levando por um dos corredores, até chegar a uma das salas de interrogatório. Diversos patrulheiros, detetives, pessoas que estavam ali para registrarem denúncias e boletins de ocorrência viam a cena, o "infrator" que o rapaz empurrava com força não deveria ser mais do que um garoto!

Com certa violência, Alberich fez Melinda se sentar em uma cadeira e puxou os braços dela para cima do tampo de uma mesa, onde havia um gancho para algemas. A garota estava sentindo tanta dor e tão zonza que sequer protestou ao ser algemada à mesa. Então, Alberich saiu e trancou a porta da sala. Mesmo tendo feito a "prisão", não poderia conduzir um interrogatório, teria que procurar por um dos homens de Aiolos para isso.

-Inspetor Kinaros! – ele o chamou, ao ver o próprio tirando seu paletó para se sentar à mesa de trabalho – Acabo de trazer um mensageiro para a sala de interrogatórios! Existe uma denúncia de que ele trabalha para os Stravos.

-E porque não me avisou antes para que pudesse averiguar de maneira adequada, Alberich?

-O senhor e seus homens estavam muito ocupados com a diligência ao galpão de entorpecentes... Achei por bem lhes poupar a parte inicial da investigação.

-Está certo... – Aiolos estreitou o olhar, não gostava nada daquele patrulheiro com jeito arrogante – Qual o nome do mensageiro? – ele perguntou, já se dirigindo ao corredor.

-Edward Grant, senhor.

E, ao ouvir o nome dito pelo patrulheiro, Aiolos encarou Alberich com um olhar descrente, para logo em seguida correr para a sala de interrogatórios. Ao entrar na mesma, foi inevitável sentir a face ficar vermelha e se aquecer de raiva, ao ver o estado em que Melinda estava.

A garota estava praticamente desmaiada sobre a mesa, com os braços e roupas sujos. Ao se aproximar e tocar o ombro dela, sentiu-a se encolher imediatamente de dor e um gemido fraco escapar de seus lábios.

-O que você fez, Alberich? – Aiolos perguntou, nervoso, ao levantar o rosto de Melinda e vê-lo todo machucado, sujo e inchado – Você ficou louco?

-Ele resistiu à abordagem, inspetor! Tive que usar de força para contê-lo!

-Força, Alberich? Esse garoto é menor e mais fraco que você, bastava algemá-lo! – ele se virou novamente para Melinda, que parecia quase inconsciente – Edward, é o inspetor Aiolos, está me ouvindo?

Por um momento, Melinda tentou erguer a cabeça, ao ouvir aquela voz que lhe falava. Uma voz amável, que reconhecia muito bem... Aiolos a chamava, estava ao seu lado, mas parecia tão distante... Abriu o olho que não estava inchado, tentou abrir a boca e falar, mas tudo o que conseguiu foi sentir a sala rodar e seu corpo enfraquecer...

Acabou desmaiando sobre o tampo da mesa.

-Ele precisa de um médico! – Aiolos saiu da sala depressa, atrás dos patrulheiros que estavam na recepção, voltando logo depois – E você, Alberich... – ele apontou o dedo em riste bem na cara do rapaz, falando de maneira muito dura – O capitão vai ficar sabendo do que fez, e eu vou garantir que seja severamente punido por sua conduta.

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No apartamento dos Stravos, a reunião corria extremamente tensa, apenas Saga e Kanon falavam alguma coisa, os demais limitavam-se a ouvir, fazer algum comentário pontual ou se alfinetar vez ou outra. E claro que, em uma pequena pausa para um café, Afrodite não perderia a oportunidade de destilar seu veneno e dizer o que pensava a respeito de quem poderia ter feito a denúncia sobre o galpão de entorpecentes.

-É ridículo não irmos atrás daquele moleque... – ele disse para sim, mas em tom que os demais pudessem ouvir.

-Afrodite, já chega! Por que não despeja de uma vez o que tem contra o Edward? – Shura falou, virando-se de maneira acusadora para o amigo, sentado à sua esquerda. O sueco riu, de maneira contida.

-Eu não confio naquele moleque desde que coloquei meus olhos sobre ele e todos vocês sabem bem disso! Tem alguma coisa nele que me deixa com a pulga atrás da orelha – Shura, nesse momento, arqueou levemente uma das sobrancelhas – Mas como seria voto vencido, aceitei que ele trabalhasse conosco.

-Dite, eu lhe disse que trabalho com Ed há um certo tempo e o conheço bem. – Máscara da Morte falou, dirigindo um olhar estreito ao namorado – Ele não faria nada que pudesse nos prejudicar.

-Talvez não de maneira deliberada... – Afrodite elevou seu tom de voz para o italiano – Mas ele pode muito bem ter feito algum comentário com os antigos colegas de trabalho e algum deles ter se aproveitado disso para procurar a polícia.

-Mas isso é... – Shura ia dizer algo, mas Saga o interrompeu com um gesto.

-Afrodite não deixa de ter razão em seu raciocínio... – Um riso satisfeito por parte do sueco – Edward pode, sem querer, ter feito algum comentário, que acabou da maneira como sabemos. Seria importante ouvir o que ele tem a dizer sobre isso.

-Concordo com você, Saga... – Kanon disse, se servindo de uma xícara de café – Podemos convocá-lo para nossa reunião de amanhã, no Phaternom, e ouvir sua versão sobre os acontecimentos.

-Está decidido então! Shura, amanhã antes de ir para o Phaternom, vá ao hotel onde Edward está hospedado e o leve para nossa reunião.

Com um grunhido, o espanhol concordou. E teve que aturar o sorrisinho vitorioso que Afrodite lhe dirigia.

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-Aiolos! O que aconteceu? – perguntou Marin, a cunhada do inspetor, ao vê-lo entrar pelo hospital carregando um garoto desmaiado e muito ferido.

-Este garoto precisa de cuidados urgentes, Marin, me ajude por favor!

A jovem enfermeira indicou que ele colocasse Melinda sobre uma maca, logo um médico de presença marcante e bastante corpulento apareceu pelo corredor, aproximando-se da maca, examinando os ferimentos da garota desacordada.

-Vamos levá-lo para a sala de exames, Marin! - Aiolos fez menção de acompanhar a ambos – Você precisa ficar aqui e esperar, Aiolos! Marin logo lhe trará notícias...

-Mas, dr. Aldebaran...

-Fique aqui e espere!

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-Camus, pode me trazer um copo de água com açúcar, por favor? – Violet pediu ao gerente e amigo, ambos reunidos na sala de administração do hotel.

-Você não me parece bem, Violet, está se sentindo mal como ontem?

-Não exatamente, acho que estou nervosa com os últimos acontecimentos... Me traga o que pedi, por favor.

Camus saiu para providenciar o pedido de Violet, que ficou sozinha e pensativa. O que poderia estar prestes a acontecer para fazê-la se sentir assim, oprimida? Ou já estava acontecendo e ainda não fazia ideia?

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Quase uma hora depois de chegar ao hospital com Edward, Aiolos viu Marin vir em sua direção na sala de espera do hospital. Ansioso por notícias, o rapaz pulou da cadeira onde estava sentado e foi ao encontro da cunhada, que parecia confusa e olhava de maneira insistente para os lados.

-O que foi, Marin? Como ele está?

-Venha comigo, Aiolos, por favor.

-Mas e o Edward, como ele está?

-Aqui não, Olos... – a enfermeira falou, puxando-o delicadamente pela mão, levando-o para uma sala onde o dr. Aldebaran os aguardava. Ao entrarem, Marin trancou a porta para ter certeza de que não seriam interrompidos.

-O que está acontecendo, afinal? Ele... Edward morreu, é isso?

-Não, Aiolos, ele, quer dizer, ela... – Aldebaran parecia confuso – Ela está bem. Não quebrou nenhum osso, mas está bem machucada e fraca.

-Espere um momento... – Aiolos encarou o médico e a cunhada – Como assim "ela"? Edward é um garoto!

-Dr. Aldebaran, acho melhor que Aiolos mesmo veja o que estamos dizendo...

Concordando, o médico e a enfermeira levaram o rapaz para um dos quartos do hospital, onde Melinda estava deitada sobre uma cama, ainda inconsciente, mas com os ferimentos tratados e vestindo uma camisola de hospital. Ao se aproximar do leito, Aiolos entendeu então o que a cunhada e Aldebaran estavam lhe dizendo... Na altura do peito, eram perceptíveis as duas pequenas elevações.

-Mas ele... Ela é... Uma garota? Estou confuso...

-É exatamente isso, Aiolos... Como ela ainda não acordou, não sabemos seu nome, mas algo muito sério deve ter acontecido para ela se identificar como um garoto para você, antes de trazê-la para cá.

-O que pensa em fazer, Olos?

O rapaz voltou seu olhar para Melinda, dormindo. Então, com um suspiro, ele se voltou para a cunhada e o médico, ainda um tanto incerto.

-Por enquanto, vou deixá-la sob seus cuidados, Marin... Vou voltar para a central e resolver um assunto pendente, passarei aqui mais tarde para saber como ela está e, se estiver acordada, saber o que tem a me dizer sobre tudo isso.

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Foi como se o chão lhe faltasse aos pés. Um misto de tristeza, decepção, surpresa, raiva... Aquilo só podia ser alguma piada de mau gosto! Desde quando... E como... Seus melhores amigos de infância haviam se tornado criminosos? Por que Saga e Kanon haviam seguido por aquele caminho? Deitado de barriga para cima em sua cama, encarando o teto, Aiolos tentava entender o que poderia ter acontecido aos gêmeos durante o tempo que estiveram afastados, para justificar o que haviam se tornado.

Não ouviu baterem à porta de seu quarto, até que a pessoa usou de um pouco mais de força, para se fazer ouvir.

-Filho, o jantar já está esfriando... Não vai comer? – sua mãe perguntava, já em tom preocupado com seu primogênito.

Aiolos se levantou e decidiu ir jantar, mesmo não tendo fome. Não queria preocupar sua mãe, até porque jamais contaria a ela o motivo de estar se sentindo assim... A senhora Kinaros tinha um apreço tão grande por Saga e Kanon, não merecia aquele desgosto. À mesa, limitou-se a responder de maneira automática as considerações que seus pais faziam e também as perguntas de Aiolia, que percebeu algo estranho no irmão, mas se manteve calado. E, assim que terminou de comer, voltou ao quarto alegando cansaço.

Era noite alta, madrugada até, quando acordou ouvindo um estranho barulho em sua janela. Parecia o som de pedras contra a veneziana de madeira. Abriu a mesma e viu, parado na calçada em frente, Saga. Imediatamente se lembrou do ocorrido quando crianças, sua última lembrança com os gêmeos na Grécia. Vestiu seu casaco, calçou os sapatos e saiu para a rua, indo ao encontro do rapaz. E, notou, Saga parecia tenso.

-Precisa de ajuda para encontrar o Kanon novamente?- a pergunta acabou saindo de forma espontânea de sua boca, o outro apenas riu.

-Desta vez não, eu...- Saga suspirou, era estranho ele estar ali, no meio da madrugada – Eu estava sem sono e decidi sair para caminhar na madrugada, não queria ficar no apartamento. E acabei vindo parar aqui...

Os dois amigos ficaram se encarando em silêncio, Aiolos tinha tanto a perguntar para Saga e o geminiano sabia bem disso, ele próprio queria poder contar tudo ao amigo. Por fim, os olhos verdes miraram o céu estrelado sobre suas cabeças e, sem tirar o olhar do alto, Aiolos falou.

-Saga... Por quê?

O rapaz ficou sem palavras, ele encarando o céu também. Sabia bem o motivo da pergunta. Mas não sabia se tinha a resposta, de fato...

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Após resolver o caso da punição de Alberich - uma suspensão de cinco dias e depois, mais um mês de trabalho administrativo, com corte de salário a fins de multa. E, neste meio tempo, uma diligência interna para determinar se seria exonerado - Aiolos voltou ao hospital. Encontrou Marin monitorando a respiração de Melinda, que ainda não tinha acordado. Pedindo licença, ele ficou no quarto, sentado em uma poltrona próxima à janela. Não importava quanto tempo ficaria ali, queria ser o primeiro a conversar com a garota e saber quem ela era e porque estava fingindo ser um rapaz.

Analisando melhor os traços do rosto dela, mais seu corpo, de repente lhe pareceu tão óbvio se tratar de uma menina! Como ele, um inspetor de polícia acostumado à investigações, não havia percebido? "Porque ele... Ela nunca foi objeto de seu interesse, oras!", ele pensou logo em seguida e era bem verdade, haviam tido o quê, dois ou três encontros casuais, o maior deles o almoço na confeitaria. E estava tão eufórico pelo sucesso da diligência que, sinceramente, não prestara muita atenção à Edward.

Mas, agora que se lembrava do almoço, algo lhe veio à mente... Algo que havia chamado sua atenção, mas que ela se apressara em explicar, que acabou se esquecendo depois. A reação de Melinda ao saber que a diligência mirava os negócios dos Stravos. Será que ela, de fato, trabalhava para a família, como Alberich lhe dissera? Caso afirmativo, tinha uma peça valiosa da quadrilha em mãos, mas... Mas, no fundo, não queria que fosse verdade.

Um pequeno murmúrio o tirou de seus pensamentos, ela se remexeu um pouco sobre a cama. Um lamento de dor ao sentir o corpo dolorido escapou dos lábios machucados, Melinda virou a cabeça de um lado para o outro e então, ainda de maneira sonolenta, abriu um dos olhos, o que estava inchado ainda não conseguia fazer o mesmo. Piscou uma ou duas vezes para se situar, o teto era diferente do seu quarto de hotel, onde estava?

Lembrou-se então de Alberich e que havia sido levada pelo rapaz para a central de polícia, estaria presa em uma das celas? Mas, ao virar a cabeça para esquerda, viu que estava em um quarto de hospital, quando fora levada à um que não se lembrava?

-A senhorita está bem? – ouviu a voz masculina, mas suave, a lhe fazer aquela pergunta e então virou a cabeça para a direita. E quando viu Aiolos, não sabia definir se o que sentia era alívio, culpa ou vergonha.

-Onde... Onde estou? – ela perguntou, tentando levantar o tronco, mas parou ao sentir a dor em seu estômago e costelas.

-No hospital municipal, eu a trouxe depois que desmaiou na sala de interrogatórios... Peço perdão pelo que Alberich lhe fez, saiba que ele foi punido por isso.

-Pode me... Me ajudar a levantar? – ela pediu, com a voz baixa de dor – Eu quero me... Sentar um pouco...

Aiolos ajeitou o travesseiro na cabeceira da cama e ajudou Melinda a se sentar, a garota recostou-se com um pouco de dificuldades. E, então, se voltou a ele, com um semblante triste.

-Obrigada por me ajudar... Mas eu... Eu creio que precise mais do que isso agora... Não é?

-Bem, saber seu verdadeiro nome já me bastaria por enquanto.

-Melinda... Melinda Grant.

-É um nome muito bonito, senhorita... – Aiolos sorriu para ela - vou chamar a enfermeira para te ver, já volto.

Pouco depois, Marin entrou no quarto para ver como Melinda estava, tomar sua temperatura e fazê-la comer alguma coisa. No corredor, Aiolos conversava com o dr. Aldebaran. Enquanto esperava que a garota acordasse, ele havia tomado uma decisão e precisava da ajuda do médico e de sua cunhada.

-Dr. Aldebaran, você e Marin precisarão ser extremamente discretos enquanto Melinda estiver aqui... Ninguém, em hipótese alguma, pode saber que esta garota está internada neste hospital.

-Mas por que isso, Aiolos?

-Eu lhe explicarei com calma depois, mas preciso que façam isso... Para todos os efeitos, o garoto que trouxe para ser avaliado conseguiu fugir antes que pudessem fazer qualquer coisa por ele.

-Está certo, farei isso porque somos amigos e confio em você... Vou transferir Melinda para a ala onde ficam os doentes infecciosos, ela está vazia agora. Com o isolamento, somente eu, Marin e você teremos acesso à paciente.

-Obrigado, meu amigo.

Depois de conversar com o médico, Aiolos voltou para o quarto, bem no momento em que Melinda esboçava uma tentativa de sorriso ao ouvir Marin falar sobre sua relação com o inspetor. Sem aqueles machucados todos, o sorriso da garota deveria ser bonito...

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Ah, pronto pessoas... Aiolos modo príncipe encantado na área para vocês! Mas será que agora vai ser só amor para a Melinda? E quando a família descobrir que "Ed" sumiu, o que vão fazer? Posso adiantar que ao menos Violet vai sofrer, mas também veremos porque ela e Saga são meu "casalzão da p****" nessa fic!

*Como Siegfried no anime é de Asgard e a terra gelada não existe de verdade, decidi que faria dele um imigrante norueguês! O sobrenome que lhe dei faz parte da família real da Noruega...