Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens relacionados pertencem à Masami Kurumada e às editoras licenciadas.
Postando o epílogo mais rápido do que planejei de início, mas é por uma boa causa, viu pessoas? Em breve saberão mais detalhes...
Este epílogo foi escrito ao som de praticamente todas as canções da playlist da fic. Por isso, as separações entre os núcleos de personagens e situações será feita com o acréscimo de trechos de algumas dessas músicas, até para que vocês possam compreender um pouquinho melhor porque escolhi essas canções em específico, ou como me senti quando escrevi cada linha desta fic como um todo.
Mais detalhes e coisas a dizer, nas notas finais do epílogo/fic...
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Epílogo
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If I look hard enough
Into the settin' Sun
My love will laugh with me
Before the mornin' comes
Se eu olhasse bem
Dentro do pôr do Sol
O meu amor irá rir comigo
Antes que a manhã chegue
Paint in Black, Rolling Stones
Era madrugada alta, talvez perto das duas da manhã. Reunidos no porão do orfanato, Ikki, Shun e seus aliados brindavam ao sucesso de seu plano com taças e mais taças do mais fino e caro champagne francês, que importavam clandestinamente. A cidade seria deles agora, e de maneira muito mais eficiente que os métodos dos Stravos, afinal, tinham gente infiltrada na polícia e promotoria, e logo Seiya estaria deixando o trabalho ao lado dos irmãos Amamiya para se "aventurar" na esfera política.
Havia apenas um pequeno detalhe a ser verificado, pois, como bem lembrara Shiryu, os Stravos tinham uma cópia de um contrato de trabalho com os irmãos. Mas, como dito por Hyoga com um raro sorriso, ele e Isaak é que fariam o trabalho de busca e apreensão no apartamento dos gêmeos e não seria tão difícil assim dar fim ao documento...
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Oh, sugar, don't you cry
Oh, child, wipe the tears from your eye
You know I need you to be strong
And the day it as dark, as the night is long
Feel like trash, you make me feel clean
I'm in the black, can't see or be seen
Oh, doçura, não chore
Oh, criança, enxugue as lágrimas de seus olhos
Você sabe que eu preciso que você seja forte
E o dia é tão escuro quanto a noite é longa
Sinto-me como lixo, você me faz sentir limpo
Eu estou no escuro, não posso ver ou ser visto
Ultraviolet, U2
Passaram-se horas, quantas não sabia dizer. E nem Aldebaran ou Marin apareciam com notícias sobre Melinda. Mu, cansado e sabendo que o dia seguinte seria de muito trabalho, despediu-se dos irmãos e foi para sua casa descansar. Aiolia, mesmo com sono, não arredou o pé do lado do irmão, pois, além de estar muito curioso sobre quem era aquela garota e como Aiolos a conhecia, percebeu que o mais velho estava desorientado e precisando de apoio. Havia pedido ao parceiro que avisasse seus pais que não voltaria naquela noite para casa, conversaria com eles no dia seguinte.
-Olos... – ele disse, depois de um bom tempo de silêncio, apoiando a mão direita sobre o ombro do irmão – Você está muito tenso... Não quer conversar comigo sobre isso?
O mais velho levantou os olhos verdes para o irmão, estavam vermelhos de lágrimas e preocupação. Então, com um longo suspiro, ele começou a falar sobre Melinda. Quem era ela, como a havia conhecido, o apoio de Marin e Aldebaran para mantê-la longe dos Stravos e, por fim... De como se sentia atraído pela garota, talvez realmente apaixonado.
Foi ao final de toda a história que Aldebaran apareceu na sala, com um semblante cansado. Imediatamente o inspetor se levantou, Aiolia fez o mesmo.
-Com ela está, Alde? Por favor, eu preciso saber...
-A cirurgia foi um pouco difícil, mas conseguimos tirar a bala e estancar a hemorragia. Marin a levou para o quarto, ela irá acordar pelas próximas horas.
-Eu posso vê-la?
-Espere Melinda acordar, Aiolos... Vá para casa e tome um banho, troque de roupa. Será melhor vir pela manhã.
-Eu vou com você, meu irmão... – Aiolia disse, puxando-o em direção à saída – Alde, diga à Marin que falarei com ela amanhã.
Cerca de meia hora depois, os dois irmãos entravam pelo apartamento de Aiolos. E ele, assim que tirou o paletó e deixou as chaves sobre o balcão, viu o bilhete que Melinda lhe deixara sobre o mesmo.
"Aiolos,
Quando chegar do trabalho, eu estarei fora, mas não se preocupe, não vou fugir ou voltar para o trabalho com os Stravos. Eu decidi colocar um fim nessa história e farei isso ainda hoje.
Prometo que a partir de amanhã, poderemos ir atrás de tudo que me falou e prometeu, a começar pela escola, sempre sonhei com isso...
Melinda"
Amassou o papel com força entre as mãos, deixando que o choro tivesse vez novamente. Ah, se não tivesse falado para ela sobre a chave reserva, ela não teria saído do apartamento... Não teria se machucado tanto...
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I see faith in your eyes
Broken is the promise, betrayal
The healing hand held back by the deepened nail
Follow the god that failed
Eu vejo fé em seus olhos
Quebrada é a promessa, traição
A mão curadora presa pelo prego enterrado
Siga o deus que falhou
The god that failed, Metallica
Na central, Kanon estava deitado sobre o banco de concreto colado a uma das paredes, Afrodite estava na outra ao lado, separados apenas por uma grade. Ambos em silêncio, cada um remoendo sua dor e perda. O que faria sem o irmão? Mesmo sendo um adulto e homem feito, mesmo que Saga já o tivesse nomeado o novo chefe da família... Como seguiria em frente sem ele? Como fazer algo sem os seus conselhos, sem a sua palavra de honra? Sem o seu olhar de reprovação quando fazia alguma besteira, ou a mão forte que por tantas vezes o defendeu do pai alcoólatra e violento?
Estava completamente perdido...
Well I remember, I remember don't worry
How could I ever forget, it's the first time,
The last time we ever met
But I know the reason why you keep your silence up, no you don't fool me
The hurt doesn't show, but the pain still grows
It's no stranger to you or me
Bem, eu me lembro, eu me lembro, não se preocupe
Como poderia me esquecer, é a primeira vez,
A última vez onde nós nos encontramos
Mas eu sei a razão por que você mantém seu silêncio, não você não me engana
A dor não aparece, mas a dor ainda cresce
Não é estranho para você ou para mim
In the air tonight, Nopoint
Para o sueco, era como se o mundo tivesse desmoronado de uma única vez sobre sua cabeça e sua vida. Durante muito tempo se perguntava como pudera se envolver com Máscara da Morte, um italiano tão grosso, rude e sem meias palavras? Um homem que por diversas vezes causava medo e apreensão nos demais, mas não nele. Que não ligava tanto para o luxo em que viviam, pois para ele o dinheiro deveria ser investido em algo para o futuro de ambos... Que, nos seus braços, na intimidade de seu romance, deixava transparecer todo cuidado e afeto que havia em seu coração, um pedaço de si, de sua alma que apenas Afrodite conhecia.
Que apenas ele tivera o privilégio de amar...
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Sometimes I had to cry all night long
Yes, I did
Sometimes I had to give up right
For what I knew was wrong
Yes, it's been an uphill journey
Algumas vezes eu chorava a noite inteira
Sim, eu chorei
Algumas vezes eu desisti do que era certo
Para fazer aquilo que era errado
Sim, eu estava numa árdua jornada
A change is gonna come, Aretha Franklin
Abriu os olhos lentamente, ainda se sentindo zonza por causa da anestesia. Piscou algumas vezes, até sua visão firmar e encarar o teto branco. Estava no hospital novamente, era isso? Sentiu algo a incomodar na região do abdômen e então se lembrou da chegada da polícia no casarão de Afrodite, da troca de tiros entre dois oficiais e Shura... Da dor ao ser atingida por um dos projéteis. Mas, acima de tudo, lembrava-se com clareza do rosto do rapaz que a amparou, antes de desmaiar.
-Aiolos...
-Eu estou aqui, Melinda... – o rapaz disse, levantando-se da cadeira onde estava sentado, ao ouvir seu nome dito pela garota – Graças aos deuses você acordou.
-O que... O que houve?
-Meus homens fizeram uma batida ontem no casarão de Afrodite e o fecharam. Ele foi preso, o espanhol que era sócio dos Stravos foi morto pelo meu irmão e seu parceiro.
-Então foi o Aiolia que me ajudou... – ela disse, tencionando se levantar, Aiolos correu a ajudá-la a se sentar, recostada nos travesseiros – Preciso agradecer a ele depois.
-Por que saiu sozinha ontem, Melinda? Poderia ter me esperado, eu a acompanharia e te ajudaria no que fosse preciso.
-Por que eu não queria te arrastar para mais problemas, Aiolos... O que Saga e os demais pensariam ao me ver junto do inspetor que investiga seus negócios?
-Ainda sim, o que fez foi perigoso. Mas, agora, não importa mais... Você está livre dos Stravos para sempre.
Melinda notou o tom de pesar na voz de Aiolos, o que ele estava dizendo com aquilo? Um arrepio de medo percorreu sua espinha, ela o encarou com os olhos castanhos cheio de interrogações e preocupação.
-O que quer dizer com "para sempre", Aiolos?
-Melinda, agora não é uma boa hora, você precisa descansar e...
-Eu preciso saber, Aiolos.
-Bem... A central recebeu diversas denúncias sobre os negócios dos Stravos e onde estariam na noite de ontem. Além do casarão, pegamos Kanon e Máscara da Morte em uma inspeção de drogas no Harlem... Kanon foi preso, o italiano foi morto... – Um longo suspiro, o rapaz não queria falar sobre o que acontecera com Saga e Violet – Eu... Eu fui com o capitão ao hotel Phaternom, para levar Saga para a central, para que pudesse prestar esclarecimentos sobre as denúncias, mas... Mas... – ele se calou por um momento, aumentando a preocupação da garota
-Mas o quê?
-Houve uma confusão durante a abordagem, Melinda... Saga acabou sendo morto por um dos oficiais e Violet, ela...- ele engoliu em seco e se aproximou mais da garota, até segurar suas mãos – Ela ficou transtornada, tentou atirar contra meus homens e... O capitão teve que agir, Melinda...
-Agir? Ela... – a garota começou a tremer – Ela está morta, Aiolos?
O rapaz assentiu com um menear, baixando o olhar. E então tudo que se ouviu naquele quarto de hospital foi o choro convulsivo e os gritos de dor e desespero de Melinda. Ela poderia suportar tudo, menos perder a mulher que amava como se fosse sua família.
O destino era de fato muito cruel consigo...
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Três dias depois...
The way that you hold me
Whenever you hold me
There's some kind of magic inside you
That keeps me from runnning
But just keep it coming
How'd you learn to do the things you do
O jeito que você me abraça
Sempre que você me abraça
Há algum tipo de magia dentro de você
Que não me deixa fugir
Mas deixe esta magia continuar vindo
Como você aprendeu a fazer as coisas que faz?
Nobody does it better, Carly Simon
Primeiro, ficou surpreso com a reunião solicitada por Julian Solo, o que um concorrente poderia querer consigo? Mas, ao final do encontro, a sua surpresa era por outro motivo bem diferente e de grande escala que agora estava, literalmente, jogado em seu colo. Como se organizar o funeral e também os trâmites para a leitura do testamento de Violet já não fossem trabalho suficiente para ocupar suas horas e não fazê-lo ficar se lamentando pelos cantos... Sim, porque, no fim das contas, a jovem mulher era mais do que uma cliente, era uma amiga muito querida. Passando as mãos de maneira contínua e nervosa pelos longos cabelos loiros, Milo precisava se reunir urgentemente com Camus e pensar no que fariam com aquela informação toda, e como fariam...
O francês atendeu rápido ao chamado do advogado para ir ao seu encontro no escritório e então ele também ficou boquiaberto com o que Milo lhe dizia e com os documentos que comprovavam a veracidade da informação. Após muito pensar e considerar, ele se decidiu sobre o que fazer.
-Era um sonho da Violet, Milo... O mínimo que devemos fazer é trabalhar para realizá-lo.
-Você está certo, Camus. Vou entrar em contato com o governo grego para saber dos trâmites de concessão da ilha e o que podemos fazer para dar início ao projeto.
Dias antes de morrer, Saga havia transferido para o nome de Violet a empresa que seria responsável pela construção e administração do resort de luxo na ilha de Mikonos, bem como o dinheiro para a execução de todo o projeto...
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No dia seguinte...
Let the Skyfall (let the Skyfall)
When it crumbles (when it crumbles)
We will stand tall (we will stand tall)
Face it all together
Deixe o céu cair (deixe o céu cair)
Quando desmoronar (quando desmoronar)
Estaremos de pé, orgulhosos (estaremos de pé, orgulhosos)
E iremos encarar a tudo juntos
Skyfall, Adele
A notícia da morte de Violet não fizera nada bem para Melinda, a garota se fechou em torno de si mesma e de sua dor. Comia pouco, mal falava com Marin ou o dr. Aldebaran, assim como evitava conversar com Aiolos. Não o culpava de fato pelo ocorrido, mas ainda não conseguia encarar o rapaz, aceitar seus pedidos de perdão. Estava perdida.
-Melinda? – Marin entrou pelo quarto, chamando sua atenção – Há um rapaz aqui fora que disse que precisa conversar com você. O dr. Aldebaran autorizou, pode recebê-lo?
-Quem é?
-Disse que se chama Milo Petraskiz, era advogado de Violet Saint-Jhon.
A garota assentiu, sentindo o coração apertar ao ouvir o nome da amiga. Milo entrou logo em seguida, tinha uma pasta de couro em mãos e puxou uma cadeira para se sentar o mais próximo possível da cama.
-É um prazer conhecê-la, Srta. Grant... Uma pena ser em uma circunstância tão dolorosa.
-O prazer é meu, mas podemos ser breves Sr. Petraskiz? Eu ainda não estou me sentindo muito bem.
-Claro, mas me chame de Milo, por favor. Posso chamá-la de Melinda? – ela assentiu - Eu estou aqui para lhe falar sobre o testamento de Violet... – ele abriu a pasta e entregou uma cópia do documento para Melinda – Você foi indicada com uma das beneficiárias.
-Co-como assim?
-Violet a incluiu no testamento, Melinda. Ela lhe deixou uma quantia em dinheiro para que se mantenha por algum tempo enquanto procura um trabalho e um lugar para morar, além de ter aberto um fundo educacional em seu nome. É uma quantia suficiente para voltar aos estudos fundamentais e fazer uma faculdade também, se assim desejar.
-O quê? Violet, ela... Ela fez isso… Por mim?
-Sim… Você era alguém especial para Violet, Melinda. Ela me indicou como seu tutor, por isso estou aqui também... Quando se recuperar e tiver alta, nós iremos nos reunir novamente para discutir o que fazer com este dinheiro e como posso ajudá-la no que precisar daqui em diante.
Melinda estava sem palavras, como se não acreditasse no que ouvia, no documento que tinha em mãos. Milo continuou falando, explicando-lhe algumas formalidades, mas ela mal ouvia suas palavras. Seu coração se apertava em dor, gratidão, saudades...
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Mais alguns dias…
And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her Sky
É isso ai
Como você disse que seria
A vida vai fácil pra mim
Na maioria das vezes
É isso ai
A história curta
Nenhum amor, nenhuma glória
Nenhum herói em seu céu
The blower's daughter, Damien Rice
Transferidos para a prisão estadual, Kanon e Afrodite aguardavam por seu julgamento. Haviam sido indiciados por formação de quadrilha, tráfico de entorpecentes, incentivo à exploração por jogos de azar e prostituição. Se condenados, a pena poderia variar de 30 a 50 anos, até mesmo sem direito à condicional. Mas ambos, tão destruídos por suas perdas e dores, pareciam não se importar com o que o futuro lhe reservava.
Pelo menos não até aquele dia...
-Kanon Stravos? – o carcereiro parou à frente da cela, chamando pelo grego – Apronte-se, tem visitas para você.
-Para mim?
-Acaso tem outro Kanon nesta penitenciária além de você?
Incrédulo, Kanon saiu da cela e foi levado pelo carcereiro pelo corredor, algemado. Ao passar pela cela de Afrodite, o sueco o encarou com um olhar de interrogação, quem poderia ser? O grego entrou de cabeça baixa na sala de visitas, atrás do oficial que o conduzia. E, quando levantou os olhos e viu de quem se tratava, não sabia o que dizer ou como agir.
-Tia Diana... Sr. Hector...
-Como você está, meu garoto? – a mãe de Aiolos e Aiolia se aproximou, o abraçando, seus olhos verdes intensos e cheios de ternura – Senhor, não há como tirar essas algemas dele? Eu garanto que Kanon não fará nenhum mal a mim ou meu marido.
O oficial ponderou por um momento, mas acatou o pedido feito de maneira tão gentil pela mulher. Com as mãos livres, Kanon acabou abraçando-a também, os olhos estavam cheios de lágrimas, sentia como se voltasse a ser um garoto precisando de ajuda e cuidados.
-Ah, Kanon... – o Sr. Kinaros se juntou ao abraço – Não pudemos cuidar de você e de seu irmão quando crianças... Mas não vamos abandoná-lo agora, ouviu? Não vamos...
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Dez dias depois de tudo ter acontecido...
Your heart is not open so I must go
The spell has been broken, I loved you so
Freedom comes when you learn to let go
Creation comes when you learn to say no
Seu coração não está aberto, por isso eu devo ir
O encantamento foi quebrado, eu te amei tanto
A liberdade vem quando você aprende a deixar acontecer
A criação chega quando você aprende a dizer não
The Power of goodbye, Madonna
Não foi trabalhar naquele dia, estava se sentindo tão nervoso que não conseguiria se concentrar em absolutamente nada na central. Na noite anterior, em uma conversa com Aldebaran, o amigo lhe dissera que Melinda teria alta no dia seguinte, logo após o almoço. Então, arrumou-se da melhor maneira, comprou um buquê* misto de rosas vermelhas e cor de rosa, e foi para o hospital buscar a garota. E, enquanto se encaminhava ao quarto, ia repassando em sua mente o roteiro que fariam dali para frente. Ele a levaria para a casa dos pais, seria melhor para ela se hospedar por lá enquanto procuravam um lugar para ela ficar. Jantariam todos juntos em família, ele a levaria para conhecer o jardim de sua mãe e então a pediria oficialmente em namoro.
Mas, quando abriu a porta do quarto, apenas Marin estava por lá, ajeitando os lençóis da cama vazia.
-Marin? – a enfermeira se voltou para ele, com os olhos um tanto pesados – Onde está Melinda?
-Ela foi embora Aiolos, já estava de alta... O advogado que foi nomeado tutor dela veio buscá-la a cerca de meia hora.
-Mas eu... Eu disse que viria buscá-la, que ele não precisava se preocupar com isso...
-Eu sei, mas ela insistiu para que ele viesse. E ela... – Marin tirou do bolso do uniforme uma carta – Ela me ditou esta carta pela manhã e me pediu que te entregasse... – a cunhada passou o envelope a ele, com um semblante um tanto triste – Eu sinto muito, Aiolos.
Sentou-se em uma cadeira por ali mesmo para ler a carta, as flores ficaram em cima da cama. E, conforme lia o que estava escrito ali, seus olhos verdes se enchiam de lágrimas e seu coração se apertava, eram palavras breves, mas tão diretas e certeiras... Por quê? Por que Melinda tinha ido embora, por que ela tinha decidido que o melhor a fazer era se afastar de tudo e todos, da cidade e dele? Por que recomeçar a vida em outro lugar, longe do seu cuidado, do seu... Amor?
Seus planos estavam todos acabados, destruídos. No fim das contas, ele talvez fosse o único homem na terra destinado a ser uma ilha...
You were my lesson I had to learn
I was your fortress you had to burn
Pain is a warning that something's wrong
I pray to God that it won't be long
Do you wanna go higher
Você foi minha lição, eu tive que aprender
Eu fui sua fortaleza, você teve que queimar
A dor é um aviso de que algo está errado
Eu rogo a Deus para que não seja longo
Você quer ir além?
The Power of goodbye, Madonna
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*Um buquê misto de rosas vermelhas e cor de rosa significa um amor apaixonado, mas ainda começando a se desenvolver entre o casal em questão.
Antes de qualquer coisa, como ameaças de morte à minha pessoa, vamos aos reviews?
Gemini Thai, Ai ó, tão vendo? Já fui ameaçada no review... As mortes foram bem difíceis de escrever, assim como o tiro que a Melinda levou. E eu odeio o Shura somente nesta fic, no geral eu amo esse cabrito com todas as minhas forças! Quanto ao Kanon, eu nunca quis outro final para ele a não ser o que escrevi... Aiolia conheceu a cunhadinha, mas será que ela e Aiolos ficam juntos?
Revenge of Queen Anne, Primeiramente, obrigada! Segundamente, bota emoção nisso, adooooooro! Pois é, bandidagem presa e morta e o destino da Violet, bem... Era um dos finais que tinha decidido antes mesmo de desenvolver o enredo, para mim o amor dela e do Saga é algo tão forte que separados, nenhum sobreviveria por muito tempo... E quanto ao final feliz de Aiolos e Melinda, bom... Você leu o epílogo, né?
Ok, Sheila… Quer dizer que se este foi o epílogo, a fic acabou mesmo assim? Aiolos e Melinda separados, ela sumiu para algum lugar distante e ele ficou sozinho, arrasado e de coração partido? Você é de fato muito má...
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Vocês acham mesmo que vou deixar um dos meus cavaleiros preferidos sozinho, a ver navios? Depois de ter sido um príncipe a fic toda? Vocês não me conhecem, pessoas... Acontece que o epílogo ficou muito longo e eu o dividi em dois porque o final dele iria destoar muito do início, então aguardem que ainda tem mais um chorinho de Public Enemies para vocês, em breve...
