... Harry deveria ter acertado como contas.
Após ter chegado à casa de seus títulos, Harry ficou tranquilo durante todo o dia. Ele fez suas obrigações obviamente, não que seus tios tivessem mandado, pois estavam ou ignorando. Aquele dia foi diferente de todos os outros. Ele estava em um distrito mágico, descobriu suas origens, descobriu que tinha dinheiro, e o mais importante, descobriu o verdadeiro ódio.
Harry já tinha sentido raiva, mas nada parecia estar sentindo naquele momento. Era como se seu estômago estivesse congelado ao mesmo tempo que um calor subia por seu peito. Ele sente-se calmo e ao mesmo tempo pergunta, e ele imagina cenários e rostos enquanto se contorcia em ansiedade para quem estava prestes a acontecer.
Perto da meia noite estava até o quarto primeiro jogo de vídeo jogava sentado no seu carpete. Seu primo ou monitor com uma mistura de medo e irritação por está em seu espaço.
- O que está fazendo aqui? - Questionou com a voz levemente trêmula.
- Preciso de um favor. - Disse seriamente.
- Um favor? - Duddle ergueu como sobrancelhas e Harry se sentou ao lado dos primos e então contou seu plano fazendo seu primo sorrir. - Se você tiver uma forma de mostrar o resultado, você fará.
- Tudo bem, eu não garanto, mas vou tentar. - Suas mãos foram selecionadas em um acordo mútuo.
Harry observa seu primeiro pedido para que seu pai parasse em uma loja de artes marciais próximo ao centro de Londres.
- Eu realmente preciso disso pai! - disse em um choramingo.
- Muito bem meu garoto. - seu tio Valter disse com um sorriso orgulhoso. - Quanto vai precisar?
- 10 libras. - Disse Duddle rapidamente e tia Petúnia o entregou o dinheiro e seu parado parou de carro em frente a uma loja.
Duda saiu correndo pela loja e cerca de dez minutos depois voltou com uma caixa verde pequena parecida com uma caixa de pulseira de cristais de sua tia.
- Aqui idiota, você vai precisar. - Disse jogando uma caixa pra Harry.
- O que é isso Dudinha? - Questionou sua tia.
- Coisas de meninos mãe. - Respondeu seriamente seu primeiro, fazendo Harry rir.
A viajem até Londres foi tranquila e até Hogwarts também. Harry conheceu três pessoas. O ruivo Ron Weasley, do qual não gostou de imediato. O garoto era invejoso e um claro apoiador da pessoa que ele estava preste a conhecer. A segunda pessoa foi Draco Malfoy, Harry o encontrou no banheiro após ter deixado o ruivo estúpido de lado. O loiro era mesquinho e um idiota completo, e então ele conheceu Lee Jordan, que era mais velho e sabia como manipular uma câmera. Harry adorou o menino, pois o mesmo prometeu tirar muitas fotos, com a câmera que Harry havia comprado, da seleção.
Já no imenso Castelo, eles foram guiados por um corredor até chegar a uma porta gigantesca e uma mulher com cara severa lhes explicar sobre a seleção e as casas.
Harry ignorou tudo, ele não se interessava pelas casas, ele não se interessava pela escola, ele se interessava pelo homem velho, de longos cabelos e barba branca, com uma roupa extraordinariamente horrível, olhos azuis e um nariz torto. Harry iria consertar aquele nariz.
Foi tudo muito rápido. O chapéu começou a dizer algo, então os alunos começaram a ser chamados, Harry apenas observava o homem velho. A sensação de calor em seu peito e sua ansiedade cresceram quando foi chamado.
Andando calmamente, ele passou reto pela mulher que segurava o chapéu e Harry sentiu o comentário dos alunos confusos sobre o por que dele ter passado reto e parado em frente ao diretor.
- Você é Albus Dumbledore? – Questionou, sua voz calma e baixa.
- Sim, meu... – O homem não pode completar sua sentença. Harry o acertou o rosto velho com seu punho direito e em seguida com o esquerdo. Mais tarde, ele sabia que iria sentir a dor do soco inglês em sua mão, mas a adrenalina do momento o fazia apenas ter mais forças.
O homem cai para trás em sua cadeira e Harry sentou em seu estômago e o socou cada vez mais. Ele sentia alguém o puxando, mas quando fincou seu dentes no pescoço do velho, pararam, principalmente por conta de um pedaço de carne que Harry senti em sua boca.
E Ele não parou, continuou socando e socando, vendo cada vez mais sangue em seu rosto e mãos, ele iria continuar mas alguém apertou um pano em sua boca e nariz o impedindo de respirar.
Por fim, Harry se deixou ser puxado, mas não antes de acertar um chute certeiro entre as pernas fazendo alguns homens gemerem em solidariedade.
- Potter? – Alguém deu tapinhas em seu rosto o fazendo despertar para seu redor não havia nenhum aluno ali, apenas adultos. – Senhor Potter? – Uma mulher de aproximadamente 30 anos o olhava. Ela era loira e tinha uma aparência bem rígida. – Senhor Potter? Consegue me entender?
Harry piscou. – Sim. – Ele estava ofegante e alguém o segurava no colo prendendo suas pernas e braços
- Senhor Potter, meu nome Lucinda Jones, sou do serviço de assistência infantil. – Harry enrugou o rosto.
- Por que está aqui?
- Por que senhor Potter, o senhor atacou uma pessoa, você entende como isso é grave?
- Por que você está aqui? – Repetiu Harry
A mulher olhou confusa para ele. - Por que sempre que há um menor envolvido em qualquer caso, deve haver um representante de assistência envolvido.
- Posso te perguntar uma coisa senhorita?
- Sim.
- Quando meus pais morreram, quem foi responsável pelo meu caso? – A mulher franziu a testa. Harry olhou em volta e percebeu que todos os professores e alguns outros adultos estavam lá o observando com varinhas apontadas para ele. – Bem, ninguém, o senhor Dumbledore assumiu sua guarda.
- Por que? – Vendo que sua pergunta confundiu a mulher ele completou. – Por que minha guarda foi para ele quando o testamento dos meus pais informaram especificamente oito pessoas e em nenhuma deles estava escrito Albus Dumbledore. – A mulher ficou de boca aberta e Harry retirou a cópia do testamento de seu pais. – Me diga uma coisa senhorita, qual as obrigações de um guardião?
- Ele deve zelar pelo bem estar físico e emocional de seu protegido. Além de ter por obrigação, fornecer qualquer bem material que seu protegido precise para seu desenvolvimento.
- Como é possível que Dumbledore tenha feito isso, se antes de hoje, eu não o vi em momento algum.
- Não o viu? – Harry negou a pergunta retórica da mulher.
- Sabe quando também não o vi? Eu não o vi quando meus tios e primo me espancavam, me deixavam dias sem comer, me trancaram em um armário em baixo da escada e também quando eles quebraram meu braço. – Harry levantou o braço esquerdo que estava nitidamente torto.
- Senhor Potter? – Uma mulher mais velha, vestida como uma enfermeira se aproximou dele. – Posso fazer um feitiço diagnóstico no Senhor? Ele identifica todo seu histórico médico. – Harry olhou para a mulher.
- Se doer eu vou fazer você sentir dor. – Ameaçou mesmo que da boca pra fora, a adrenalina em seu corpo diminuiu e ele estava se sentindo cansado.
- Não vai. prometo. – A mulher jogou algo nele e uma pena começou a escrever em um pergaminho. O pergaminho percorreu um longo percurso. A folha que voava a cerca e um metro e meio do chão, já estava se empilhando.
- Senhor Potter? – Um homem que parecia um goblim do Banco se aproximou. – Posso limpa-lo? – Harry então olhou para suas próprias mãos e braços. Seus dedos claramente estavam quebrados, a dor era comum a ele, mas o sangue o deixando irritado.
- Por favor. – Respondeu ao homem que com um aceno o deixou limpo. Seu estômago roncou e ele ignorou. Por fim, o pergaminho parou.
- Isso é um absurdo. – Disse outra mulher se aproximando. – Senhor Potter, meu nome é Amélia Bones, sou algo como uma chefe de polícia no mundo mágico.
- Eu vou ser preso?
- Não senhor Potter, o senhor estará sob custódia do ministério. – A mulher se ajoelhou e colocou uma mão em seu ombro. – O senhor finalmente estará seguro.
1998, Formatura em Hogwarts.
Harry estava feliz. Ele foi chamado para ser aprendiz do atual diretor de Hogwarts. Seu mestrado de defesa seria o sonho da sua vida desde que pode assistir as aulas a partir do terceiro ano.
- Um momento por favor Harry. – Chamou o direto Marvolo Slytherin. – Caminhe comigo. – Harry se afastou de sua irmã adotiva, Alissa Black de 6 anos, filha de seu Padrinho e esposa Rose Siclair, e se afastou direção ao Castelo com o homem mais velho. – Está preparado para seu mestrado?
- Mais do que preparado senhor! – Disse empolgado.
- Muito bem! – O homem parou quando estava a uma distancia mais do que suficiente de olhos indiscretos. – Por que não sente raiva de mim?
Harry o olhou. Ele sabia que essa pergunta viria. – Depois daquele dia, quando todos souberam do meu passado, você foi até mim, ainda possuindo Quirel. Você me prometeu que não iria deixar nenhuma criança mágica sofrer o que passei... O que passamos. Você cumpriu a promessa, foi o primeiro adulto que disse que ia me proteger e cumpriu.
- Madame Bones? – Questionou pois sabia da promessa da mulher.
- Ela me ajudou dentro das possibilidades, mas foi você que impediu os repórter de me perseguirem, conseguiu ajuda psicológica e me permitiu voltar a ser criança em Hogwarts.
- Ainda assim...
- Não vou fingir que sinto gratidão por você senhor, nem agir como se não soubesse que foi você quem matou meus pais, mas eu te respeito. - Harry respirou. – Mais do que isso, eu me respeito, eu me respeito em saber que quero continuar, que posso ter uma família, uma carreira. Eu me respeito por saber que apesar de tudo, eu vou construir minha vida e pra isso eu precisei perdoar. Sirius por ter me abandonado, Mcgonagall e Hagrid por ter permitido o velho a me machucar, meus tios por terem me machucado, você por ter matado meu pais. – Harry suspirou. – Eu só não consigo perdoa-lo. – Sorriu. – Acho difícil perdoa-lo depois da falsa profecia, das compulsões de raiva em meus tios e primo, dos bloqueios em minha magia e do roubo em minhas contas. – Harry olhou ao redor e viu seu primo Duddle acenar ao longe, eles se tornaram amigos depois que as compulsões de ódio em seus pais foram quebradas. Seu primo ainda guarda uma foto do momento exato em que Harry deu o primeiro soco no antigo diretor. Sorrindo Harry se despediu do antigo lorde das trevas e correu para seu padrinho. Ele em breve estaria casado com Padma Patil e teriam um monte de filhos como manda a tradição indiana e sua vontade de ter a maior família o possível. A vida era boa.
