Notas do Autor

Aviso: Todas as personagens do universo Harry Potter, assim como as demais referências a ele, não pertencem ao autor desse texto, escrito sem nenhum interesse lucrativo, mas à JK Rowling.

Por favor, não me processem, eu só peguei emprestado para pura diversão.

Esta é uma One-Shot com cenas que chocam a família tradicional brasileira. Se você faz parte dela, seu lugar não é aqui.


Capítulo 1


— Você está alucinada pelo professor, não é?

A garota mais desagradável da escola se aproximou de mim, me arrancando dos meus pensamentos.

— Perdão?

— O professor Snape. Você está desejando ele.

— Achei que todas nós estávamos. — Ironizei, tentando disfarçar o constrangimento.

Pelo sorriso que ela me ofereceu, percebi que não funcionou.

— Você sabe que Hogwarts não proíbe práticas sexuais com professores, não é? Desde que não sejam descobertas, óbvio.

— Achei que não deveríamos conversar sobre isso.

Ela exibiu um sorriso exagerado.

— Definitivamente você quer ele na sua boca e na sua cama. Só vocês dois.

— Está mesmo querendo saber se eu estou com tesão pelo Diretor da Sonserina? Porque eu acho que essa pergunta tem uma resposta bem óbvia.

— Não se encara um homem do jeito que você o encara sem um mínimo de tensão sexual.

— Vou ter que discordar.

— Pode discordar o quanto quiser, Granger. O jeito como ele falou com você, no começo da aula?

— O que tem?

— Você o deixa com raiva por qualquer coisa, não é?

Engoli em seco.

— Percebi. — Ela disse desdenhosamente.

— Perdão?

— Ele ficou duro. — Ela cochichou.

— Perdão? — Eu tinha plena noção que parecia ter perdido todas as palavras do meu vocabulário fora essa. Então, me agarrei com o que tinha e simplesmente a repeti.

— Conheço o diretor da minha Casa, Granger, ele é um mestre em autocontrole. — Ela lançou um olhar de desprezo a Ron, num claro sinal de expulsá-lo da carteira ao meu lado. O ruivo saiu imediatamente e ela sentou-se enquanto esperávamos a demonstração de Harry com sua Poção. — Ele tem experiência demais e sabe se controlar incrivelmente bem. — Explicou. — Um professor da estirpe do Snape… — Ela riu. — Ele ter ficado excitado em plena aula quer dizer um bocado.

Minha boca estava entreaberta e eu considerei o quanto é inapropriado o fato de que uma aluna estava prestando atenção na ereção de um professor. A encarei incrédula, seus olhos negros estavam sorrindo irônicos e eu respirei fundo.

— Ele me incomoda. No dia a dia. E é recíproco, eu acho.

— Ele é um bastardo. E você é sonsa.

— O quê? — Perguntei irritada.

— É a forma como você o olha. O jeito de que gostaria que ele te arrastasse pra cama, mas não gostaria que ele falasse sobre isso. Acho que é por isso que ele te incomoda.

Deixei que a expressão em meu rosto fizesse a pergunta por mim e Parkinson riu antes de responder.

— Snape é do tipo que se ele quer transar com você, vai falar, Granger. Você é uma fêmea dominante, mas que se esconde no rótulo de Grifinória exemplar. Ele é do tipo que diria que está com o pau pulsando por você, ou que sabe que você se masturba pensando nele. Quando um homem que, nos agrada, fala desse jeito, não tem mulher que se segure. Mesmo uma que se esconde no seu manto vermelho e dourado de santa.

— O que você é? Uma especialista em sexo? — Sussurrei, agradecida pelos demais alunos ainda estarem prestando atenção na exposição de Harry.

— Não, mas acho sinceramente que você precisa de um. Por isso, estamos falando do seu problema.

Eu não consegui definir se ela estava brincando.

— Eu tenho um problema?

— Claro. Você está louca de tesão por um professor, um homem mais velho. E não vamos esquecer que você adora ser uma sabe-tudo, então, te irrita que ele seja mais experiente que você no assunto sexo. Logo, você vem tentando compensar isso sendo irritante com ele em todas as aulas para extravasar a tensão sexual. Mas está fazendo tudo errado. Não é nas aulas que você vai ganhar a guerra. E se esconder no seu manto de santidade Grifinória também não vai te levar a lugar algum. Você tem que vencê-lo em seu próprio campo de batalha. O jeito de manter um homem como Snape sob controle não é fazê-lo ficar com raiva de você.

— E como é?

Ela abriu os olhos para mim em uma expressão que misturava divertimento e descrença.

— Não é óbvio, Granger? Tem que fazê-lo te querer até ele não aguentar mais. Será mesmo possível que você nunca manipulou um homem na vida?

Eu tive vontade de responder que eu nunca tinha precisado manipular homem nenhum. Ou eu impunha minha vontade, ou cedia porque concordava com ele. Essa resposta, no entanto, não parecia que agradaria Parkinson, então eu nem me atrevi a falar.

— Homens são fáceis de manipular, Granger. Geralmente, basta a promessa ou a sugestão de sexo.

— Você quer que eu prometa transar com o professor Snape se ele me obedecer? Porque, olha Parkinson, eu não acho que isso vai funcionar.

— Você só precisa combinar sexo a um pouquinho de elemento surpresa.

— Que seria...?

— Fazer o que ele não está esperando.

— Sim, Parkinson, essa é a exata definição de elemento surpresa.

— Você é da Grifinória, então ele espera que você seja teimosa. Que tente demonstrar que sabe tudo e que a submissão te irrita. — Ela se deliciava com cada palavra dita, como se fosse com ela que tudo aquilo estivesse acontecendo. — Ele nunca esperaria que você gostasse.

— O que você quer dizer com isso? — Minha voz saiu um pouco mais rude do que eu pretendia.

— Busque a dominação dele. Abandone a teimosia e obedeça.

— Parkinson, pode me chamar de estúpida, mas eu não vejo como abandonar minha inteligência vai me deixar no poder.

Ela revirou os olhos.

— Porque é assim que se manipula um homem, Granger. Fazendo com que ele acredite que é ele quem está no controle quando, na verdade, é você. Jogue o jogo dele. Finja que tudo que ele faz é exatamente o que você queria receber. Ele vai ficar tão deslumbrado com sua atitude que vai buscar te agradar ainda mais. E é aí que você sabe que o tem nas mãos.

Eu tenho certeza que não tinha sequer começado a compreender o que Pansy parecia saber com tanta facilidade. Mas a explanação de Harry terminou e a voz suave do homem que perturbava os meus pensamentos encheu a sala. Nosso tempo para conspirações acabou.


Duas semanas depois da conversa mais estranha que já tive com minha maior rival da Sonserina, uma coruja-das-torres me alcançou no meio da minha ronda dos corredores do terceiro andar.

Já ouviu falar de exibicionismo? Claro que não, às vezes esqueço que você é uma puritana.

No exibicionismo, você transa, ele assiste. É a sua chance de provocar o seu professor favorito. Sala Precisa, 21h. Não se atrase.

P.P.

Senti os pelos da minha espinha se arrepiarem e uma onda de excitação descer pelo meu estômago. Pansy Parkinson estava me fazendo um convite para ir em uma aventura sexual e provocar o professor Snape? Isso é sério? Minha garganta inteira travou. Não passava nem ar. Eu não sabia se o problema com aquele bilhete era o fato de Pansy pensar que eu iria realmente transar com alguém para provocar meu professor de Poções ou o fato de que apenas o pensamento de provocá-lo dessa forma fez cada uma de minhas terminações nervosas se acenderem. O próprio pergaminho parecia exalar feromônios.

Talvez a tinta ou o próprio pergaminho estejam enfeitiçados?

Não, o mais estranho daquele bilhete foi a minha reação à ele: minha mente imediatamente respondeu aquela "convocação" com um "vá!". Meu lado emocional justificando minha ida com "siga o conselho de Pansy e abandone sua teimosia em ser uma sabe tudo". Enquanto que o meu lado racional me mandava ir até lá e pôr um fim nessas especulações infundadas da Sonserina, afinal, ela não sabe nada sobre mim. Como ela pode saber que eu quero transar com o professor Snape só por causa do jeito que eu olho para ele. Isso é impossível!

— O que é? — A voz de Ron me arrancou do meu estado de choque.

— Um convite.

— Um convite? — Ron repetiu. — Para quê?

— Eu acho que terei de descobrir. — Decidi atender ao chamado. — Você pode continuar sozinho?

Ron me olhou estranhamente.

— A Monitora Chefe vai abandonar suas obrigações pela metade?

Franzi o cenho para ele.

— Você pode? — Rosnei irritada.

— Claro que posso. Sabe, Hermione, eu sou o Monitor Chefe.

— Você soou exatamente igual a Percy.

Rony pousou a mão no coração como se estivesse gravemente ofendido.

— Vai lá descobrir o que é o seu convite. Provavelmente é para o novo grupo de estudos dos N.I.E.M.s. — Ele soltou um risinho para sua própria piada e eu o olhei com desprezo.

Me afastei pelo corredor e lancei um feitiço Tempus. Eu só tinha meia hora, antes do horário determinado por Pansy para chegar ao sétimo andar. Fiz uma parada estratégica no banheiro dos monitores e me olhei no espelho por dez minutos, reafirmando minha decisão de ir até lá apenas para deixar claro que Pansy Parkinson não sabia nada sobre mim. Mesmo assim, lancei alguns feitiços de higiene, jurando para mim mesma que era apenas para me tornar mais apresentável após duas horas de rondas que fiz. Respirei fundo e segui para a Sala Precisa.

Cheguei no sétimo andar faltando cinco minutos paras o horário combinado. Pansy Parkinson estava encostada na parede, ao lado de uma porta simples, onde eu sabia que estava a sala que se modifica a cada necessidade do seu usuário.

— Ah, Granger, aí está você. — Ela me deu um sorriso irônico. — Eu tinha certeza que você viria. Impulsividade é uma característica inata dos alunos da sua Casa.

— Eu vim apenas informá-la que este — Apontei o pergaminho na minha mão. —, é o bilhete mais impróprio que já recebi na minha vida. No que estava pensando?

— Na lição de casa.

— Lição de casa? — Repeti incrédula.

— Você se perdeu mesmo na aula passada, han? Eu te disse como controlá-lo, lembra? Você quer transar ou não com o professor Snape?

— Eu me recuso a responder isso.

— Tudo bem, não preciso que você responda, isso já é um fato. Reformulando e deixando claro que esta será a minha única oferta: Você quer deixá-lo louco por você ou não?

Mordi a parte interna da minha bochecha e meu coração perdeu uma de suas batidas enquanto eu refletia. A voz de Pansy ecooou na minha mente "Abandone a teimosia e obedeça". Minha voz tremia quando respondi.

— Tudo bem. Onde estão os parceiros? — Perguntei.

Ela estava sorrindo.

— Ah, Granger! Não me diz que você nunca ficou com uma mulher antes…

Eu nunca tinha ficado com uma mulher antes. E isso estava bem óbvio na minha expressão.

— Você tem que relaxar. Quer beber alguma coisa? — Pansy ofereceu quando abriu a porta da sala.

Entramos numa ante sala grande, e as paredes do fundo eram inteiramente de vidro para que qualquer pessoa que se aproximasse da sala pudesse ver as pessoas dentro da sala de aula atrás das vidraças. Pansy me puxou através do vidro, que se dissolveu quando passamos por ele. A sala de aula era exatamente igual a nossa sala de aula de Poções. A mesa de Snape estava postada num patamar mais alto que os nossos e diversos caldeirões borbulhantes nas carteiras dos alunos indicavam um final de aula.

— Não, prefiro ficar sóbria para saber em que loucura eu me meti.

— Falando em loucura… — Pansy apanhou dois pedaços de pergaminho e rabiscou alguma coisa neles. Com um aceno de sua varinha, os dois desapareceram em uma labareda verde.

— Dois?

— Você não se importa se um amigo nos assistir, não é? Suspeito há anos que ele nutre uma paixão secreta por você. Assim, podemos enlouquecer os dois de uma vez.

Encarei seu rosto sem acreditar na ousadia dela. Ela se aproximou de mim e brincou com os botões da minha blusa e resolvi que não adiantava mais hesitar.

— Não temos que esperar eles chegarem?

Pansy estava sorrindo novamente.

— Exibicionismo pode ser apenas um sexo que alguém, por acaso, está assistindo.

— O que isso quer dizer?

Ela beijou a linha do meu maxilar e enterrou as mãos nos meus cabelos.

— Quer dizer que a gente vai transar. E quando nossos amigos chegarem, eles assistem. E caso se atrasem, o problema é deles.

Ela respondeu isso enquanto beijava o meu pescoço, desabotoava os botões da minha blusa e escorregava a saia do meu uniforme para fora do meu corpo. Eu comecei a despi-la de volta tentando não me preocupar com o fato de que, se qualquer outra pessoa no castelo viesse até a Sala Precisa agora, nós estaríamos nos exibindo para uma plateia bem mais vasta que Snape e o tal amigo de Pansy que me desejava. Mas esse era o tipo de pensamento nervoso que podia me fazer recuar e eu resolvi abandoná-lo de uma vez.

Eu não estava vestindo nada a mais do que minha lingerie branca, com os dedos de Pansy passeando pela minha cintura, quando vi Severus Snape através de uma das paredes de vidro no exato instante em que ela mordeu minha orelha e colocou a mão por dentro da minha calcinha. Notei que ele ofegou com a visão. E essa falta de ar dele foi o suficiente para eu espantar cada dúvida minha e me sentir uma mulher puta gostosa.

Desliguei a parte da minha cabeça que achava desprezível que eu estivesse fazendo isso para um homem. Curioso como as pessoas se permitem tirar as roupas para se permitir transar, mas nunca despem tudo. O pudor, a vergonha, questões de gênero, de identidade, de orientação costumam ficar sempre entre os lençóis conosco. Questões demais. Questões que me atacavam, mas não pareciam ter sequer um mísero efeito sobre Pansy Parkinson.

Suas unhas me arranharam de um jeito inusitado enquanto ela provocou meu clitóris e eu virei o rosto até nossas bocas se encontrarem. Os lábios dela eram cheios, macios e gostosos de morder. Ela suspirou quando meus dentes encontraram seu lábio inferior. Sua mão livre baixou a alça do meu sutiã e seus dedos beslicaram meu mamilo.

Eu podia ver Snape com o canto do olho, aproximando-se do vidro com os braços cruzados, e eu tive a certeza de que ele não sairia dali até eu terminar. Beijei Pansy mais uma vez e, quando abri os olhos, notei que Draco Malfoy também tinha se juntado a nós. Seu sorrisinho sugestivo e aqueles olhos cinzentos fixos em mim não deixaram nenhuma dúvida de que Pansy tinha razão: Malfoy nutria alguma coisa pela sua inimiga Grifinória. Por alguma manipulação da Sala Precisa, a ante sala tinha agora uma grande coluna de mármore dividindo-a, o que me fez desconfiar que Snape e Malfoy não estavam cientes da presença um do outro, mantendo para nossos dois espectadores a ilusão de que eram únicos.

Eu estava nua sobre a mesa quando a língua de Pansy encontrou o meio das minhas pernas. Deitei a cabeça contra a borda da mesa e vi Draco soltar seu manto no chão e colocar a mão por dentro da própria calça. Mordi o lábio considerando se seria possível vislumbrar seu tamanho desse ponto de…

A boca de Pansy. Fechei os olhos e Malfoy perdeu minha atenção. Sua boca alternava pressão em diferentes partes da minha intimidade. Sugava, mordia, beliscava. Meus músculos se contraíam e eu senti meus joelhos dobrarem de prazer enquanto ela tirava a boca para me sentir com os dedos e depois a trazia de volta.

Abri meus olhos novamente e Draco tinha uma das mãos contra o vidro e a outra no pênis que ele acariciava. Eu queria finalmente prestar atenção no tamanho dele, mas a situação não permitia que eu parasse ou me movesse.

Enfiei meus dedos nos cabelos negros dela e gemi quando ela encontrou o ponto exato dentro de mim. Ela subiu para os meus seios, distraindo-se entre mordidas em meus mamilos sensíveis enquanto sua mão continuava entre as minhas pernas. Toquei sua cintura, seus quadris, suas coxas. Para mim, era estranho tocar uma mulher, mas ela era tão macia e suave, sua pele hidratada deslizava sob do meu toque, que tornava isso uma sensação incrível. Encontrei seu clitóris e comecei a devolver as carícias que ela tão deliciosamente me ofereceu.

Arrisquei um olhar para o outro lado e vi o nosso professor ainda com os braços cruzados, congelado no lugar. Sua boca estava levemente entreaberta e o peito subindo e descendo irregularmente na sua respiração descompassada. Snape era puro controle, com seu rosto neutro e olhos intensos, desafiando-me para descobrir até onde eu iria. Ele era o oposto de Draco, que estava com a mão enfiada nas calças e um sorriso sacana de quem vai aproveitar e não vai pedir desculpas.

Deslizei dois dedos em Pansy e a masturbei com força, ao mesmo tempo em que continuava a lhe estimular com o polegar. Ela soltou um gemido alto e me soltou, se contorcendo sobre a mesa. Não demorou muito e ela estava ofegando, gemendo e gritando.

Mordi o lábio e encarei Snape com o tipo de olhar que Malfoy me encarava. Ele soltou os braços e me fez uma reverência breve, como se estivesse me parabenizando. Sorri para ele. Olhando em retrospectiva, eu imagino que tenha sido aí que Draco percebeu que não estava sozinho e resolveu fazer o outro espectador notar sua presença. A parede de vidro se dissolveu quando ele entrou na sala de aula onde estávamos.

A expressão de Snape mudou imediatamente e não demorou dois segundos para ele também atravessar o vidro.

— Semana do exibicionismo?

Draco beliscou um de meus mamilos com tanta força que doeu. Minha virilha inteira se contraiu de desejo e eu quis que ele o sugasse para amenizar o fogo.

— Exibicionismo é para assistir, Sr. Malfoy. Não para tocar. — Snape se juntou a nós.

Pansy respirava fundo recuperando o fôlego, mesmo assim, ela sorriu.

— Sinto muito. Mas hoje ela é minha. Vocês podem assistir se quiserem, mas só isso.

— Tudo bem. — Draco levantou as mãos, rendido, e apoiou as costas contra o vidro. — Vocês aceitam pedidos?

Eu quis chorar. Por que Malfoy tinha que falar soando como um canalha completo? Isso era erótico demais e eu desconfiei que ele conseguiria me fazer gemer só com palavras. Pansy sorriu esperando.

— Mostra para ela direito como você sabe usar sua língua, Pansy, sim? Acho que quero ver nossa puritanazinha favorita gemer do jeito certo.

Pansy acariciou meu corpo.

— Estou te devendo um orgasmo.

Não achei que ela fosse precisar se esforçar muito. Com Snape e Malfoy aqui acho que eu conseguiria um orgasmo mesmo que ninguém me tocasse.

Ela me beijou com força e deslizou sua língua na minha boca, antes de descer pelo meu seio, abdomem e finalmente me tocar lá embaixo. De um jeito novo. Indescritível. Eu arfei um gemido baixo. Draco riu e não conseguiu manter a distância. Ele e Snape estavam, os dois, com as mãos apoiadas na beira da mesa. Assistindo. Mas eu quase não conseguia mais vê-los. Os movimentos de Pansy ficaram mais rápidos, mais fortes, estimulando tudo dentro e fora de mim. Apoiei-me na mesa como pude e a língua dela me penetrava com uma força que eu não sabia que era humanamente possível.

Quando o sexo é bom, você sempre atinge aquele ponto em que o orgasmo é iminente. É como uma onda que cresce e se acumula no pé da sua barriga, escorrendo para a virilha, querendo explodir no corpo inteiro. Eu estava neste ponto.

— Olhe para ela, professor. — O sorriso de Draco fez com que eu movesse meu quadril mais intensidade na direção de Pansy. — Está doida para gozar. Só precisa de mais um pouquinho.

Seu indicador e polegar prenderam meu mamilo e o esfregaram de forma contínua e suave. Entoei meu gemido como uma canção.

— Será que você pode só assistir, Malfoy?

— Não sou como você, Snape. Não consigo me controlar. — Ele sorriu descaradamente. — Está escutando esse gemido? Como consegue não ficar com vontade de foder essa boquinha quando ela geme desse jeito? — Draco colocou um dedo sobre o meu lábio e eu o suguei com força. — Viu? — Sua boca se aproximou do meu ouvido. — Tesão te deixa mais calminha, Granger?

Eu ainda o detesto. E eu o quero em cima de mim.

Ele deslizou a língua pela minha bochecha e lambeu o meu suor.

— Malfoy! — Snape rosnou. — "Exibicionismo" é para assistir.

— Ótimo. — Draco murmurou, rouco, com o nariz a centímetros do meu mamilo. — Então você fica aí e assiste, professor.

Ele segurou um de meus seios na mão e enfiou a pontinha na boca. Eu assisti quando ele fechou os olhos e sugou o bico com força, tentando aplacar o que parecia ser uma sede insaciável por mim.

E finalmente foi demais. Entre experimentar Pansy me sugando e a boca morna e devassa de Draco no meu peito, eu atingi o clímax. Muito forte e muito rápido. Eu estava mole e derretida sobre a mesa, tentando recuperar minha respiração. Tentando lembrar onde eu estava. Tentando reaprender a me mover.

— Acho que tem gente demais aqui. — Pansy brincou, enquanto se vestia depressa. — E acho que quem está sobrando sou eu. — Me deu um selinho rápido e sussurrou um me escreve com o resultado.

Ela deve ter visto alguma troca entre os dois bruxos na minha frente. Troca essa que eu devo ter perdido enquanto estava jogada e inutilizada em cima da mesa. Mal me levantei e vi minha calcinha nas mãos de Draco. Ele a tinha enfiado no nariz e respirava com voracidade.

— Não faz isso, Malfoy. — Pedi com uma voz sedosa, que saiu sem minha autorização.

Ele passou a língua na tira certa e sorriu. Sentei na borda da mesa e ele se abaixou para me vestir. Coloquei os pés na calcinha para ajudá-lo e ele a subiu pelas minhas coxas, os polegares deslizando demoradamente em minha pele. Afastei-me da mesa para que ele conseguisse vesti-la por completo. Sua mão subiu para minha cintura, apoiando meu corpo nu contra o seu. Ele ainda estava excitado e senti o volume na minha barriga. Arrumou cada tira duas vezes, e eu não tirei os olhos dos dele durante todo o processo.

Olhei para o lado e Snape estava segurando meu sutiã. Puxou-me para longe de Malfoy, primeiro. E foi só quando se certificou que me tinha para si que tomou minhas mãos suavemente para que eu vestisse as alças. Passou o polegar na base dos meus seios enquanto ajeitava as taças e me envolveu com seus braços para atacar o fecho em minhas costas.

Peça de roupa a peça de roupa, eles me vestiram. Malfoy prolongava cada toque se aproveitando da situação. Beijava meu rosto ou meu pescoço sempre que eu vacilava. De Snape eu só sentia tensão, cada músculo do seu corpo parecia retesado e contraído e me puxava pela cintura sempre que Malfoy se aproximava demais.

Snape enfiou a mão no meu cabelo e colocou meu nariz contra o seu depois que Draco arriscou outro beijo no meu pescoço. Era como se ele quisesse me dizer que eu seria dele antes de descer as pontas dos dedos pela minha perna inteira e calçar a sapatilha no meu pé esquerdo. Quando eu estava finalmente pronta, ele me ofereceu o braço. Estava tentando mandar um recado claro para Malfoy de que ele podia até ter sexo, mas que era com meu professor que eu sairia dali.

Mas ele não me beijou. Não me reivindicou como dele.

Então eu não ia jogar o jogo dele. Snape queria mostrar para Malfoy que dominava a situação. Mas eu precisava impor um limite e mostrar para aqueles dois que o sexo não tinha destruído meu cérebro. Evitei seu braço com um sorriso educado.

— Obrigada, rapazes. Isso foi ótimo.

Apertei o braço de cada um e me retirei. Sozinha.


Notas Finais

É isso! Beijos, pessoal.