A chuva caia pelo gramado, deixando pequenas poças de água que por sua vez escoriam pelo campo já encharcado.

Nesse cenário veraniaco uma dama surgiu da estrada de terra batida que percorria toda a estrada que percorria por Garphor desde a garradeira até as montanhas aonde se encontrava o reino da região comandado pelo senhorio das terras Elizandre Garphor.

A dama vestia um capuz carmim que lh escondia o rosto, embora seus olhos desiguais pudessem ser vistos. Um olho era castanho escuro e outro verde claro, esse fato lhe fazia bela. Ela trazia em seus braços uma manta com uma pequena criança dormindo. Ela dormia tão tranquilamente que dava ate um pouco de inveja, a criança tinha alguns fiapos de cabelo ruivo forte algumas sardas, mas fora isso uma criança normal. As feridas da mulher doíam demais com o peso da criança porem não poderia deixá-la pra trás a vida da criança dependia dela. Ela precisava aguentar um pouco mais.

Ela seguiu forte pela estrada a dentro, de olho para caso encontra-se uma casa ou hospedaria. Porém a única coisa que encontrou foi um pequeno moinho com uma casa. A casa era simples e pequena mas havia de servir. Ela seguiu até esta aonde prosseguiu até porta, batendo nela. Após um tempo a porta se abriu revelando uma idosa de cabelos brancos um nariz de batata e olhos castanhos claros. Ao ver a criança e as feridas da jovem a senhora disse.

-entre logo por favor, você não pode ficar na chuva.

A jovem entrou com a senhorita, a casa havia apenas 3 aposentos que eram iluminados por archotes, porem tinha um clima reconfortante e hospitaleiro. A velha senhora saiu da sala não antes de dizer que voltaria com algo para as feridas da jovem.

-por favor esconda a criança, logo eles chegaram e não quero esta ferida-disse ela a senhora

-quem lhe assusta minha jovem...?

-Alia de Moros, e quem temo são os cavaleiros e o rei sombrio. Por favor sabia senhora esconda q criança.

Sem saber o que fazer a senhora olhou confusa para Alia, tentando entender suas intenções e saber se ela era de confiança. Ela podia ver medo e desespero na jovem. Ela era de confiança, não sabia como mas era importante ela ajudar a menina.

-Muito bem menina ei de te ajudar-disse esta- melhor vir rapidamente, pela sua cara quem você teme esta perto.

A senhora levou à para o Comodo do quarto, que era simples tinha apenas um Guarda roupas e uma cama com um colchão de palha desgastado. Embaixo desta uma taboa solta levava até o porão da casa que era onde guardavam algumas comidas para o inverno.

-aqui em baixo não a nada que possa machucar a criança-disse à senhora

-Obrigado senhora como posso lhe agradecer?

-Não me agradeça ainda criança, os seus temores podem estar a Paços daqui.

Ela tinha total razão, Alia havia despistado os seus perseguidores na fronteira de Porynswid. Porem já era provável eles estarem perto. Não podia ficar ali era perigoso para criança. Não teria que prosseguir ariscando-se para o bem estar de sua criança. Sem que permitisse as lágrimas caiam do seu rosto, como uma amarga chuva. Eu preciso ser corajosa pela criança.

-Obrigado senhora, terei que seguir meu caminho. É o melhor tanto para criança quanto para você eu não ficar mais-ela tinha razão se lhe encontra-se ali seria o fim para criança e a bondosa senhora.

-você não pode ficar pelo menos para eu cuidar de suas feridas?-ofereceu a senhora.

-se eu pudesse realmente gostaria senhorita?

-Joanny Bhrelon.

-Obrigado por tudo senhora Bhrelon, logo eide voltar para buscar a criança.

-está certo-disse Joanny com um sorriso cansado- eide cuidar dela para você pelo tempo que precisar.

Alia saiu da casa seguindo novamente pela Estrada de terra agora com mais velocidade, do que antes, se ela chegasse até o riodiablo estaria a salvo. Ela estava perto se pudesse alcançar o rio...porem ao longe é possível escutar o trotar de cavalos se aproximando, a esperança se esvai de Alia, enquanto ela pensa o que fazer. Ela segue reto porem agora na direção da esquerda para o desfiladeiro da baia de vidro. Não procurariam ela lá, mal sabia ela que o destino trapaceou com está o terreno no qual percorreu deixou um rastro até ela, tal rastro que foi encontrado facilmente por Xhalon Walver o comandante da patrulha do rei. Que agora seguia para o desfiladeiro atrás dela montado em seu corcel marrom. Ao chegar ao local encontrou Alia, a chuva aumentava a cada momento se mostrando uma tempestade que viera pra ficar.

-PARADA-gritou Xhalon desembainhando sua espada de duas mãos denominada Lamúria de tigre-Não me obrigue a machuca-la moça.

Alia deu um sorriso triste para o cavaleiro, pronunciou palavras que não foram possíveis ser escutadas por Walver, abril os braços se entregado ao destino, jogou-se para a morte. O cavaleiro tentou correr até ela mas não foi rápido o suficiente o corpo da mulher já caia rumo a morte. Um relâmpago rompeu o céu, parecendo anunciar a morte Alia de Moros.

A quilômetros dali no moinho o bebê acordada chorando em seu esconderijo no porão , sendo acalmado pela bondosa Joanny, que lhe pegou no colo.

-acalme pequeno-disse esta-acalme meu pequeno Eric de Garphor, o bebe sorri ao escutar a voz doce da senhora. Sem nem se preocupar com o que poderia significar o seu nome ou o que acontecerá no rochedo a Criança adormecera. Sem ter nenhum conhecimento da terrível profecia que levará ele até àquele moinho. Seu futuro já marcado...apenas a espera dele