Capítulo I
5 de Fevereiro
20:40
- Por que eu deveria ir junto? - questionou Sesshoumaru, estreitando os olhos para o homem sentado a sua frente.
A semelhança entre os dois era incrivelmente assustadora até mesmo para pai e filho, Sesshoumaru possuía a mesma cor de cabelos e olhos que seu pai, e até mesmo o porte físico dos dois era parecido, entretanto Inutaisho aparentava ser mais maduro e experiente.
- Creio que você não entendeu filho, - disse Inutaisho dando um meio sorriso. - eu não estou pedindo para que nos acompanhe, estou ordenando que o faça. - sua voz soou debochada e ao mesmo tempo severa.
Sesshoumaru trincou os dentes, sentindo a fúria correr como veneno por suas veias, e por um segundo perdeu o controle, não conseguindo evitar que seus olhos mudassem de cor, e revelasse sua verdadeira natureza, Inutaisho sorriu irônico por ver o filho perdendo seu autocontrole bem diante seus olhos, o que só serviu pra deixar Sesshoumaru mais furioso.
- Se esse é o caso não posso me negar a ir, - disse impassível, sua expressão calma não demonstrava o que estava sentindo de verdade. – só espero – abriu um pequeno sorriso. – que não se arrependa de ter tomado essa decisão.
Inutaisho sorriu. – Não vou. – garantiu confiantemente.
- É muito bom que tenha sempre certeza de tudo. - disse Sesshoumaru dando as costas ao pai. - Deixe tudo pronto pra minha chegada, tenho que resolver algumas coisas pendentes antes de ir.
- Você tem um dia. – informou Inutaisho.
- É o bastante. – disse Sesshoumaru, antes de passar pela porta, deixando o pai sozinho com um sorriso satisfeito no rosto.
Era inacreditável que ele teria novamente que mudar de cidade, logo quando estava tão divertido morar em Tokyo, não podia estar mais contente com sua vida atual, tinha tudo o que queria e quando queria, e não lhe faltava absolutamente nada. No entanto já estava na hora de partirem, não podiam mais permanecer na cidade, pois já haviam passado muito tempo nela, talvez daqui a cem anos retornassem a ela, quando todos que tiveram contato já estiverem mortos. Porém, esse não era o único motivo para partirem, a verdadeira razão pra estar indo pra Kyoto são os recentes acontecimentos que vem surgindo na cidade, mortes inexplicáveis de vampiros.
Vampiros!
Seres imortais que se alimentam de sangue humano, não existia melhor definição para o que eram, no entanto, há diferentes tipos de vampiros: os criados, os nascidos, e os puros sangues. Os que estão sendo mortos são vampiros criados, humanos que foram transformados em vampiros através da mordida, estes são fracos, contudo não podem ser menosprezados, pois ainda possuem habilidade e força capaz de causar muito estrago. Diferente dos vampiros criados, os vampiros nascidos são gerados, eles são concebidos por um vampiro criado com um vampiro puro sangue, e já nascem sendo vampiros, são muito mais fortes que os vampiros criados, entretanto seu número é menor que o dos criados. E por fim os vampiros puros sangues, eles já vieram ao mundo como vampiros, fazem parte de linhagens puras de vampiros, e são os mais fortes e temidos, também aqueles que estão no comando e impõem a ordem entre os vampiros, contudo, seu número é ainda menor que os dos nascidos.
Sesshoumaru fazia parte dos puros sangues, gerado por dois vampiros puro sangue, os pais dos seus pais eram filhos dos primeiros vampiros, e continuaram gerando vampiros puro sangue, mantendo a linhagem puro sangue intacta. Atualmente existem poucas famílias de puros sangues, no decorrer do tempo essas famílias foram exterminando umas as outras em busca de poder, só restando duas ou três famílias de sangues puros, dentre elas a Taisho era a mais poderosa. Ele se orgulhava de ser um puro sangue, e ser orgulhoso é a principalmente característica dos puros sangues, além da extrema arrogância.
Ele não compreendia o motivo de seu pai estar tão preocupado com as mortes em Kyoto, embora ele esteja numa posição que tudo que for relacionado aos vampiros seja de seu interesse, dessa vez parecia que o assunto de algum jeito o intrigava completamente, talvez ele não estivesse lhe contando tudo, ou quem sabe ele não soubesse de tudo, o que seria realmente surpreendente.
Passado um dia, Sesshoumaru se encontrava em Kyoto como disse que estaria, e ao descobrir os planos de seu pai pra ele se arrependeu amargamente por ter vindo, mas não podia fazer nada em relação a isso, pois ele não estava apenas lhe dando uma ordem como seu pai, mas como também um dos líderes dos vampiros, algo que não podia ser ignorado, ir contra seu pai já é bastante perigoso, imagina contra os demais anciões vampiros, não queria problemas pra si.
Estranhamente, seu pai teve a brilhante ideia de colocar ele e Inuyasha em uma universidade, evidente que tinham que ter algum disfarce para se misturar, mas não entendia porque logo um professor e um estudante, por que Inutaisho os queria nesse tipo de lugar, um lugar infestado de humanos inconsequentes. As atuais atitudes de Inutaisho não combinavam com ele, denunciavam que estava desesperado por respostas, o que significava que alguma coisa muito esquisita estava acontecendo, e Sesshoumaru estava mais que disposto em descobrir o que, todo esse mistério despertou seu imenso interesse, e quando se interessava por algo não havia nada nem ninguém que o impedisse de ir até o final, escavaria até chegar o final dessa história.
Sesshoumaru adentrou no cômodo, um enorme e elegante escritório, suas paredes estavam decoradas com quadros e objetos raros, em uma das paredes havia uma grande estante lotava de livros, a maioria deles com aparência antiga, na parede de frente existia uma ampla janela de vidro, onde ficava uma mesa e uma poltrona junto com mais duas a sua frente, a poltrona de trás estava ocupada por Inutaisho, e a poltrona da direita por Inuyasha, seu irmão mais novo. Ele fez um pequeno cumprimento e caminhou até o lugar vazio ao lado do irmão.
- O que o senhor quer nos dizer, pai? - perguntou Inuyasha, tranquilamente, assim que Sesshoumaru se sentou.
- Quero instruí-los, - explicou. - por hora quero que os dois apenas atuem como dois humanos comuns numa universidade, não usem suas habilidades, não se alimentem, não procurem por nada, hajam naturalmente, eliminem qualquer suspeita de serem vampiros.
- Qual a razão dessa medida? - perguntou Sesshoumaru, franzindo as sobrancelhas. - Desconfia de alguém dessa universidade?
- Desconfio de todos, - respondeu impassível. - porém há um motivo para que eu tenha escolhido essa universidade como alvo.
- Que motivo é esse? - questionou Inuyasha, confuso.
- Quatro vampiros foram mortos lá. - disse Inutaisho, seriamente.
- É possível que exista algum caçador de vampiro na cidade? - questionou Sesshoumaru, pensativo.
- Não sei, não há muito que supor, - estreitou os olhos. - pois os corpos dos vampiros sumiram.
- Espera, mas o senhor disse que vários corpos de vampiros mortos estavam sendo espalhados pela cidade, como agora diz que os corpos desapareceram? – questionou Sesshoumaru, totalmente confuso.
- Porque esses dois tipos de situações estão acontecendo por aqui, alguns desapareceram e certamente estão mortos, e outros foram encontrados mortos, totalmente retalhados, - explicou pacientemente. - quem está executando essas mortes não está nem um pouco preocupado em ser discreto.
- Será que querem atrair a atenção de alguém, a nossa talvez? - supôs Inuyasha, pensativo.
- Pode ser que sim, - respondeu encostando-se à poltrona. - mas a questão é: pra quê?
- Talvez seja algum inimigo seu. - disse Sesshoumaru, sorrindo debochado.
- Não seja tolo garoto, - repreendeu Inutaisho. - não tenho inimigos, - girou os olhos. - todos eles estão mortos.
- Nunca se sabe quando um vampiro psicopata pode aparecer buscando vingança contra o grande vampiro Inutaisho. - disse Inuyasha, sarcástico.
- Mais respeito comigo moleque. - advertiu Inutaisho, impaciente. - Entretanto, se esse for o caso, estejam preparados, porque certamente não será um simples inimigo.
- O que quer dizer com isso? - questionou Sesshoumaru, confuso, Inutaisho se levantou da poltrona, e andou até a janela, ficando de costas pra os dois filhos.
- Que ele pode ser capaz de nos derrotar. - respondeu distraído. - Isso é tudo, a mãe de vocês quer vê-los. - disse os dispensando.
Os dois olharam pra Inutaisho de costas e se entreolharam confusos, o pai deles parecia ter mais segredos do que eles imaginavam, os dois fizeram um pequeno cumprimento e saíram do escritório, caminhando em silêncio lado a lado até onde sua mãe se encontrava, talvez tivessem mais sorte com ela, certamente Izayoi sabia cada segredo de Inutaisho, porém uma coisa é certa, mesmo que sua vida dependesse disso ela nunca os revelaria, pois ela é totalmente fiel a Inutaisho, ao ponto de se sacrificar por ele, e principalmente por seus dois filhos.
Por onde passava ouvia os murmúrios aumentarem, as estudantes a sua volta paravam o que estavam fazendo para observá-lo, Sesshoumaru ignorou completamente essas reações, continuando a caminhar calmamente pelos corredores, apesar de controlar bem sua sede por sangue, ver todos aqueles pescoços macios expostos era uma tentação, ele se concentrou em seu caminho, relembrado a si que não podia tocar naquelas lindas garotas. Então chegou finalmente ao seu destino, a sala de aula de medicina, por enquanto teria que seguir as ordens de seu pai e executar bem seu papel como professor, sua chegada causou um grande alvoroço entre os estudantes, porém após um olhar irritado por parte dele, eles foram se acalmando e se sentando em seus respectivos lugares, Sesshoumaru adentrou na sala e seguiu até mesa, depositando a maleta em cima dela, passou para frente da mesa e aguardou que todos fizessem silêncio para se pronunciar.
- Bom dia! – saudou. – Me chamo Sesshoumaru Taisho, e serei o novo professor de vocês. – anunciou com firmeza.
Então, inesperadamente uma garota no final da sala se levantou num sobressalto chamando a atenção de todos, ela tinha cabelos negros que iam até o meio de suas costas, e olhos incrivelmente verdes, estava vestida com uma saia estilo godê vermelha, uma blusa branca e uma jaqueta de couro preto por cima, ela particularmente parecia apenas uma simples garota, mas embora não pudesse explicar, ao olhar pra ela sentiu que não era somente isso, havia algo mais.
- Senhorita, algum problema? – perguntou estreitando os olhos.
Sesshoumaru se perguntou se a reação dela devia-se a sua aparência, ou se existia outra razão fora essa, mas que outra razão seria se não essa?
Ela se desculpou envergonhada, e se sentou escondendo-se dos olhares ao seu redor, Sesshoumaru a fitou por mais um momento antes de começar sua explicação, enquanto falava e gesticulava notava o olhar da garota sob si, ela estava o observando minuciosamente, era estranho, pela primeira vez o olhar de uma garota o inquietava, era diferente dos olhares a que estava acostumado, nele havia um tipo de interesse desconhecido, uma curiosidade diferente, era como se ela soubesse o que ele era de verdade.
Em um momento seus olhares acabaram se cruzando e ele se assustou com a reação do seu corpo, a desejava, ali e agora. Ela desviou o olhar do dele virando a cabeça de lado, e sorriu devagar, o deixando completamente desconcertado, ela estava o confundindo e isso o deixava incrivelmente irritado, nenhuma mulher, principalmente uma humana o faria de idiota, com isso se concentrou apenas no que tinha que fazer, e ignorou qualquer coisa desnecessária, como a existência daquela garota.
Mais um dia estava terminado, ainda em seu lugar Kagome repousava a cabeça sobre seus braços com os olhos fechados, parecia que as poucas horas de sono estavam fazendo efeito, se sentia extremamente cansada, e o pior de tudo é que ainda precisava fazer uma coisa muito importante, não pôde fazê-lo na noite anterior por causa de um contra tempo, porém hoje estava decidida a fazer, não podia mais adiar, pois algo dentro de si a induzia a ir em frente com isso.
- Kagome, está dormindo? – escutou Sango perguntar.
Ela ergueu a cabeça, e se endireitou na cadeira, encarando a amiga, que não estava sozinha, ao lado dela estava Kouga, havia esquecido que ele tinha algo a tratar com ela.
- Faz tempo que todos saíram? – perguntou Kagome, olhando ao redor, e vendo a sala completamente vazia, a não ser por eles três.
- Alguns minutos, - respondeu Kouga. - por quê? – perguntou confuso.
- Por nada. - se levantou pegando suas coisas. – Então, por que me procurou ontem? – perguntou ela, começando a andar em direção à porta, sendo acompanhada por Sango e Kouga.
- É que infelizmente dessa vez não poderei ajudá-la com o que me pediu. – explicou Kouga, fazendo uma careta.
Ela o olhou por sob o ombro. – Ah, sim. – disse se lembrando do que ele falava. – Poderia pelo menos explicar o motivo disso? – pediu seca.
- Não fique zangada, por favor, - pediu ele, suspirando. – eu apenas não conseguirei fazer parte disso, me peça qualquer coisa menos isso. – disse aflito, Kagome bufou irritada.
- Está bem, dessa vez passa. – disse indiferente.
- Não seja assim Kagome, - disse Sango, suspirando. - se quiser eu...
- Esqueçam! – mandou Kagome, interrompendo Sango. - Sei me virar sozinha, eu sempre me virei, e não será agora que isso vai mudar. – disse pondo um ponto final na conversa.
Os três caminharam em total silêncio pelos corredores, Kagome seguia mais a frente com os dois a alguns passos dela, nenhum deles queria deixá-la mais irritada. Talvez eles dois fossem as únicas pessoas que entendiam mais ou menos como Kagome Higurashi era, principalmente quando não conseguia algo que queria. Ela deu mais alguns passos a frente e parou, um grito estridente tomou conta do lugar, Sango e Kouga pararam de lado a Kagome, eles olharam pra ela com preocupação, o grito cessou, e segundos depois eles escutaram um baque de algo caindo, os três correram na direção do barulho, dobrando o corredor e chegando a saída do prédio, os três olharam horrorizados; um corpo estendido no chão, ambos correram até lá, Kagome se ajoelhou no chão e fitou o corpo diante de si, uma garota loira, talvez tivesse cruzado com ela alguma vez, não recordava, os olhos dela estavam fechados e sua respiração estava lenta, e havia um sangramento em sua cabeça.
- Ela está viva? - perguntou Sango, preocupada.
- Por enquanto. - respondeu Kagome, nervosa, ela ergueu a cabeça e fitou Kouga, ele estava de costas pra elas olhando pra cima do prédio. - Kouga, vá e encontre um médico, rápido! - ele olhou pra Kagome e assentiu. - Sango, vá com ele. - mandou com o semblante sério, ela assentiu e os dois saíram correndo as pressas.
Kagome ouviu passos se aproximando delas duas, e ergueu o rosto para ver o dono deles, se surpreendendo ao se deparar com seu novo professor e também seu novo colega.
- O que aconteceu aqui? - perguntou Sesshoumaru, observando a garota com o semblante preocupado.
- Eu não sei, - respondeu ela, depois de um segundo. - escutamos o grito de alguém e corremos pra cá, encontrando ela caída no chão. - explicou devagar. - Ela deve ter caído lá de cima, ou possivelmente foi empurrada. - supôs.
Sesshoumaru se abaixou perto da garota e a analisou, Kagome se levantou e olhou pra o alto do prédio, o que tinha acontecido era bastante estranho, a garota com certeza não se jogaria dali, também não podia esquecer que haviam escutado o grito dela, alguém com toda certeza a empurrou de lá de cima, mas por que alguém faria isso a ela?
- Inuyasha, chame a polícia, eles vão querer investigar o acontecido. - ordenou Sesshoumaru, olhando pra algo no pescoço da garota.
- Certo. - disse Inuyasha, tirando o celular do bolso, e discando rapidamente o número, depois tomou certa distância de onde estavam para falar ao celular com mais calma. Kagome voltou a ficar ao lado do corpo da garota.
- Você está bem? - perguntou Sesshoumaru, olhando pra Kagome, ela o fitou com os olhos estreitos.
- Por que me pergunta isso? - perguntou ríspida. - Não sou eu quem está morrendo.
- Não seja mal educada garota, - repreendeu ele, irritado. - se fiz essa pergunta, é porque presenciar esse tipo de coisa pode ser chocante demais pra alguém. - explicou.
A expressão dela se suavizou. - Me desculpe, - disse ela, envergonhada. - acho que estou nervosa e assustada demais com o que aconteceu. - disse enquanto olhava a garota.
- Não se preocupe, eu entendo. - disse ele, calmo.
Kagome franziu as sobrancelhas, e abaixou a cabeça próximo ao rosto da garota, Sesshoumaru estreitou os olhos, percebendo que a respiração dela havia parado por completo, Kagome levantou a cabeça e tocou o pescoço dela, comprovando mais uma vez que ela havia falecido.
- Ela não resistiu, a bancada provavelmente provocou uma hemorragia interna. - disse Sesshoumaru.
Kagome soltou o ar pesadamente. - Ninguém resistiria a uma queda dessas. - ela volta a se levantar.
Inuyasha se aproxima dos dois. - Eles estão a caminho. - informou ele, e olhou pra Kagome, percebendo que suas mãos estavam sujas com sangue. - Por que não vai lavá-las enquanto isso. - disse ele, indicando as mãos dela com um olhar.
- Oh, é mesmo, - disse ela, olhando pras próprias mãos. - não percebi que as havia sujado com sangue. - franziu as sobrancelhas. - Quando meus amigos retornarem pode avisá-los que estarei de volta logo? - pediu.
- Inuyasha cuide de tudo, - mandou Sesshoumaru. - vou acompanha-la.
- Tudo bem. - concordou Inuyasha, meio confuso.
- Não há necessidade, posso ir sozinha. - retrucou Kagome, impassível.
- Eu insisto! - disse ele, seriamente, Kagome suspirou frustrada, e começou a andar na direção que ficava os banheiros femininos, sem se dar ao trabalho de esperar por Sesshoumaru, que a seguia um pouco atrás.
Ele não estava preocupado com ela, de jeito nenhum, na verdade estava muito curioso sobre quem ela era, queria descobrir porque ela o intrigava tanto, e também porque o sangue dela parecia ser tão tentador, ao ponto de ter que usar todo seu autocontrole para não ceder ao desejo e, saboreá-lo até ficar satisfeito. Porém não podia simplesmente se deixar levar por seus instintos selvagens, pois acabaria estragando tudo, e não podia deixar isso acontecer, porque agora mais do que nunca queria respostas, algo lhe dizia que a morte dessa garota não foi mera coincidência, que existia um propósito em matá-la, ou a morte dela era um aviso, ou então, uma isca que os levaria ao culpado.
Os dois caminhavam em total silêncio, imersos em seus pensamentos, Kagome se sentia inquieta com a morte da garota, não compreendia o significar disso, sentia que alguma coisa não estava se encaixando, e também tinha algo que não podia deixar passar; o surgimento repentino do novo professor e do novo estudante, a chegada de ambos já lhe era bastante suspeita e agora mais ainda, por que coincidentemente eles apareceram no exato momento que o acidente aconteceu, por algum motivo sempre acaba desconfiando dos dois.
Seria por causa dos homens que encontrou na noite passada? Talvez seja mesmo isso.
- Não vai querer entrar junto, não é? - perguntou ela, virando o rosto para olhá-lo.
Ele ergueu uma das sobrancelhas, e cruzou os braços. - Você quer que eu entre? - questionou irônico.
Kagome franziu as sobrancelhas, irritada. - Não, obrigado. - disse no mesmo tom de ironia, e adentrou no banheiro, seguindo para um dos lavatórios, abrindo a torneira ela deixou que o jato de água levasse embora o sangue de suas mãos.
Sesshoumaru encostou-se à parede ao lado da porta, e sorriu de leve, pensando que seria muito divertido brincar com essa garota, ela seria um ótimo passatempo, serviria para diminuir o tédio enquanto não podia agir livremente, talvez pudesse usá-la para algo.
- Por que está aqui? - perguntou Kagome, alto o suficiente para que ele escutasse.
- Apenas estou a acompanhando se...
- Não me refiro a isso, - interrompeu ela. - pergunto por que está aqui nessa universidade. - explicou.
- Que pergunta mais idiota, - disse rindo. - estou aqui por que fui contratado para substituir seu antigo professor.
Ela fechou a torneira, e começou a secar as mãos, enquanto encarava seu reflexo no espelho. - Você e o estudante novo parecem se conhecer muito bem. - comentou ela, de modo desinteressado.
Sesshoumaru estreitou os olhos, pessoas curiosas demais o irritava, e resolveu por finalmente dar a resposta que ela tanto queria. - Pensávamos em manter isso em segredo, mas, - suspirou. - a verdade é que somos irmãos.
Kagome arregalou os olhos surpresa com a revelação, não esperava uma resposta como essa.
- Bom, meios-irmãos, já que ele é adotado. - ele sorriu com a ideia dessa mentira chegar aos ouvidos de Inuyasha.
- Sorte dele. - disse Kagome, rolando os olhos, imaginando como seria insuportável ter um irmão como ele, e começou a andar em direção a porta.
- Gostaria que você me respondesse algo também. - disse Sesshoumaru, e escutou ela parar de andar.
- O quê? - perguntou ela, curiosa.
- Qual o motivo daquela reação na sala? - perguntou ele. - Você parecia muito assustada com a minha presença, por quê?
Ela riu. - Me desculpe, - pediu. - aquilo foi muito vergonhoso, mas acontece que achei você muito familiar.
- Familiar?
- Sim, - concordou. - talvez um pouco parecido com meu irmão.
- Faz tempo que não o vê? - questionou interessado.
- Sim, - assentiu. - muito tempo. - disse ela, e após alguns segundos em silêncio ela voltou a andar, saindo finalmente do interior do banheiro.
- Podemos ir? - perguntou ele, ainda encostado à parede, ela o olhou seriamente e parou diante dele. - O quê? - questionou ele, estreitando os olhos.
Kagome sorriu levemente, e aproximou o rosto do dele, seus olhos verdes fitando intensamente os olhos azuis dele, enquanto suas bocas ficavam perigosamente perto uma da outra. O cheiro dela invadiu os sentidos de Sesshoumaru, e com muito esforço ele controlou o impulso de tocá-la, porém não conseguiu evitar ficar perdido no olhar dela, era algo intenso e hipnotizador, quase como se ela o estivesse controlando, o induzindo a olhá-la, apoiando a mão direita na parede ela aproximou o rosto próximo ao ouvido dele.
- Eu não gosto de você. - murmurou ela, lentamente.
Sesshoumaru estreitou os olhos, confuso com o rumo que a conversa tomou, por que do nada ela estava dizendo que não gostava dele, e por que ela parecia estar no comando da situação, ele que sempre estava no comando de tudo, ninguém ousava tentar o intimidar. Ela se afastou dele, e voltou a encará-lo, mas dessa vez havia um brilho diferente em seus olhos, eles estavam cheios de más intenções, e então inesperadamente ela juntou seus lábios ao deles, Sesshoumaru sabia que ela estava jogando com ele, mas não se importava com isso, na verdade não queria se importar, e sem pensar duas vezes correspondeu ao beijo, ele a segurou pela cintura e a puxou de encontro ao seu corpo, e logo sentiu as mãos dela envolverem seu pescoço, Sesshoumaru aprofundou o beijo, e num movimento rápido prendeu Kagome contra a parede, ela deixou que um som de surpresa escapasse por seus lábios com a ação dele, o que o fez sorrir divertido, ele queria saber até onde ela iria com esse jogo, e assim, a ergueu, envolvendo as pernas dela em sua cintura, ele apoiou a mão esquerda na parede e foi lentamente deslizando a direita pela perna desnuda dela, sua mão chegou até a coxa dela, e então como se tivesse despertado de um transe, ela abriu os olhos e o empurrou, Sesshoumaru segurou a cintura dela e a colocou de pé, sem tirar os olhos dos delas, porém não encontrou neles o que estava esperando, não existia arrependimento, vergonha, e nem tão pouco culpa, ela o olhava tranquilamente, como se nada demais tivesse acontecido, e podia ouvir que nem mesmo suas batidas cardíacas estavam alteradas, os lábios dela se curvaram num sorriso de deboche, o pegando mais uma vez de surpresa, e imediatamente ele retirou as mãos dela dando um passo pra trás, ela alisou a roupa voltando a deixá-la arrumada, e foi aí que Sesshoumaru percebeu alguém já muito próximo de onde estavam, Kagome passou a mão pelos fios negros, e deu um passo a frente, parando logo em seguida com a chegada de Kouga.
- Você estava demorado, então vim ver se estava tudo bem por aqui. - disse Kouga, inquieto.
- Ah, obrigada - agradeceu e sorriu docemente. - eu estou bem, estava a caminho.
- A polícia já está aqui, eles querem conversar com todos os envolvidos. - informou Kouga.
- Não irei fazê-los esperarem mais então, vamos. - disse ela, caminhando em direção a Kouga, ela parou diante dele, e os dois se viraram para irem embora, Kagome deu mais dois passos e voltou a parar, virando o corpo um pouco de lado, Kouga a imitou e seguiu o olhar dela, que estava direcionado para Sesshoumaru, que os encarava de volta com uma expressão indecifrável.
- Seja bem vindo professor Sesshoumaru, - disse ela, com um sorriso irônico nos lábios. - espero nos darmos bem.
- Obrigado, - disse ele, com um sorriso gentil. - tenho plena certeza que nos daremos bem. - disse tranquilamente.
Ela assentiu e virando-se voltou a andar seguindo Kouga. Ela não queria Sesshoumaru na universidade, não estava mentindo quando disse que não gostava dele, realmente não havia gostado dele, não sabia explicar exatamente o motivo, mas parte devia-se a personalidade dele, embora não quisesse admitir, era muito parecida com a dela. Não o queria por perto, e faria o impossível para que ele deixasse a universidade, ela sorriu se lembrando do beijo, pensando que talvez tirá-lo do seu caminho não fosse tão difícil, ou quem sabe sim, ela estreitou os olhos, irritada, apesar de ter sido ela a começar com o jogo, no final foi ele quem o conduziu, agindo conforme sua vontade, havia o subestimado, contudo não cometeria esse erro novamente.
Depois de relatarem tudo aos oficiais de polícia, todos foram liberados para irem embora sem problemas, não havia muito que dizer, eles apenas a encontraram, não viram, nem notaram nada de estranho, por isso não existia nada que pudessem fazer, estavam de mãos atadas, e totalmente às cegas, só podiam presumir diante o testemunho dos demais que a garota não se atirou de lá. Após ser liberada para ir embora, Kagome pediu que Kouga levasse Sango em casa, dizendo que precisava ir a um lugar, e simplesmente conduziu o carro para fora das imediações da universidade, deixando os dois pra trás sem mais explicações, acostumados com a maneira de agir dela, eles apenas suspiraram cansados e decidiram partir, já Sesshoumaru e Inuyasha permaneceram no lugar, decidindo investigar ao redor a procura de qualquer pista que levasse ao assassino da garota, mas mesmo após uma longa procura não encontraram nada, e assim resolveram ir embora e relatar o acontecimento a Inutaisho.
Apesar de ser um lugar triste e solitário, ele trazia uma sensação de paz e conforto, o vento soprava calmamente como se ele reconfortasse os visitantes, e o barulho das folhas secas sendo esmagadas era tranquilizador, depois de dar mais alguns passos Kagome parou diante de uma das lápides, ela se abaixou próxima à lápide, e percorreu os dedos sobre as letras esculpidas nela, enquanto fechava os olhos.
- Sinto saudades. - disse ela, tristemente.
Há muito tempo não retornava ali, não que não quisesse, ela não podia voltar, porque para ela, voltar significava voltar também àquelas lembranças, relembrar todas as lembranças felizes, que após aquele dia passaram a ser dolorosas e insuportáveis de serem lembradas; estar ali de pé trazia toda a dor e sofrimento que viveu anos atrás, e também ódio e fúria. Precisava lembrar a si mesma porque ainda estava em Kyoto, não podia simplesmente esquecer as obrigações e as responsabilidades que seu nome trazia, e principalmente esquecer o juramento que fez a si, nunca deixaria as coisas como estão. Ela abriu os olhos, e suspirando voltou a ficar de pé, então ficou a encarar aquele bloco de concreto sem graça, que significava o fim para sempre, recebendo o consolo do vento que sobrava devagar seus cabelos e lhe tocava a pele.
Chega um dia que a morte se torna algo inevitável, e aceitar que o fim chega pra todos nem sempre é fácil, não é fácil perder aqueles que amamos, o sentimento de perda é uma coisa impossível de se descrever, não é apenas dor, nem somente tristeza, há um profundo vazio, onde podemos facilmente nos perder nele, sem ter chance para voltar.
Novamente decidida com o que queria, Kagome se virou e seguiu o caminho por onde tinha vindo, seus passos eram calmos e lentos, sem nenhuma pressa, finalmente no portão do cemitério, ela prendeu o ar ao ver uma figura inesperada a poucos metros dela, caminhando tranquilamente em sua direção, não era possível que ele tivesse a seguido, talvez fosse a consequência de suas ações, ela havia o provocado. Ele parou a poucos passos dela e sorriu gentilmente, deixando Kagome mais confusa ainda.
- Professor! - falou ela, soltando o ar lentamente.
Ele sorriu novamente, dessa vez divertido, o que fez Kagome estreitar os olhos em irritação, o que estava acontecendo com ele, estava brincando com ela assim como ela fizera com ele?
- Então você conheceu meu filho? - perguntou ainda sorrindo.
Kagome piscou confusa, e após uma rápida olhada nele, percebeu que o homem parado diante de si de fato não era o professor novo, parecia uma versão mais velha e madura dele.
Que estranha coincidência cruzar exatamente com o pai de seu mais novo professor, a situação não podia ser mais incomum do que já era.
- Não sei nem o que dizer, - disse franzindo a testa. - é meio desconcertante.
- Oh, não se preocupe, - disse ele, calmo. - isso acontece com mais frequência do que imagina.
- Não me surpreenderia. - disse ela, rindo. - Bom, já que ainda não nos conhecemos, vou me apresentar, sou Kagome Higurashi, estudante do segundo ano de medicina.
- Muito prazer Kagome, - disse sorrindo. - me chamo Inutaisho.
- É um prazer conhecê-lo senhor Inutaisho. - disse sorrindo amavelmente.
- Estava visitando alguém querido? - perguntou ele.
- Ah, sim, meus avós. – respondeu dando um sorriso triste. - O senhor também? – perguntou tirando a atenção de si.
- Sim, dois amigos meus descansam aqui. – respondeu ele.
- Desculpe, - franziu as sobrancelhas, contrariada. - mas preciso ir embora. - disse e curvou levemente a cabeça. - Espero que faça uma ótima visita, - desejou sorrindo. - e que nos encontremos novamente.
- Quem sabe mais cedo que pensa. - disse enigmático, ela sorriu de leve, e seguiu pra onde havia estacionado o carro, entrando nele e saindo rapidamente, Inutaisho a observou partir pra finalmente adentrar no cemitério.
- Vocês teriam me servido melhor vivos. - disse Inutaisho, pensativo. - Cometi um erro.
Na manhã seguinte, quando Sesshoumaru adentrou na sala de aula se surpreendeu ao não encontrar Kagome junto às duas amigas, e pensar que ele se preocupou tanto com o fato de ter que vê-la, havia decidido se manter afastado dela, pois sabia perfeitamente que ela podia facilmente acabar com seu disfarce, ela era muita tentação pra ele, uma tentação capaz de fazê-lo perder totalmente o controle, fazendo seu disfarce como alguém comum se desfazer em um segundo, sendo ele um puro sangue, não podia simplesmente sucumbir a tais tentações, pois assim seria considerado igual aos vampiros inferiores, que são incapazes de se controlar, - não por não conseguirem controlar a sede que sentiam, mas por não quererem controlar - essa é uma das diferenças que os puros sangues possuem; serem capazes de controlar a sede por sangue, mesmo quando estão muito famintos, entretanto, controlar essa sede não a manda embora, na verdade só faz com que ela aumente cada vez mais, e é aí que se encontra o perigo, porque quando um puro sangue ultrapassa seu limite, - o que é muito raro acontecer - se controlar se torna algo praticamente impossível, pois não existe mais consciência, tudo se transforma em sentidos, nada mais existe além da necessidade de se alimentar.
Mesmo estando decidido a manter-se longe dela, e algo estar lhe dizendo para fazer exatamente isso, queria saber tudo em relação a ela, porque de alguma maneira inexplicável, ela o intrigara, e principalmente o irritara, por isso não podia simplesmente deixar pra lá, então mandou que alguém descobrisse toda e qualquer informação sobre Kagome Higurashi, ele podia estar exagerando em relação a ela, mas como ela, ele também não havia gostado dela. Talvez a ausência dela fosse compreensível dado o que ela presenciou, seria normal ela não estar se sentindo bem, contudo, aquilo pareceu não afetá-la em nada, ela aceitou facilmente o acontecido sem demonstrar muita comoção, não a perturbou em nada ver alguém morrer bem diante seus olhos, ou ela estava acostumada a presenciar tais acontecimentos, ou era muito fria pra demonstrar qualquer sentimento, e nenhuma dessas opções o agradava.
Antes de deixar a sala após o sinal tocar, Sesshoumaru lançou um olhar significativo pra Inuyasha, dando a entender que deixava para ele a tarefa de descobrir algo sobre Kagome, Inuyasha girou os olhos, entediado, mas acabou assentindo. Ele aguardou o fim das aulas para então se dirigir até as duas amigas de Kagome, que conversavam descontraidamente, ele parou diante delas e com um sorriso as cumprimentou.
- Olá! - falaram as duas de volta.
- Desculpe a interrupção, mas notei que a amiga de vocês não apareceu hoje, e fiquei preocupado, ela está bem? - perguntou Inuyasha, com falsa preocupação.
- Aparentemente ela está bem, - respondeu Sango, dando de ombros. - no entanto, não sei se está verdadeiramente bem.
- Não entendo. - disse Inuyasha, confuso com a resposta dela.
- A morte parece não a abalar mais depois da perda dos avós dela. - explicou Sango, pensativa. - Bem, pelo menos não por fora.
- Compreendo, - disse Inuyasha, sério. - acho que ela preferiu não aparecer hoje, para evitar as pessoas a rodeando com perguntas a respeito do que aconteceu.
- Na verdade não, - disse Rin. - Kagome tinha alguns assuntos familiares para resolver, e por isso não veio. - explicou ela.
- Algum problema? - perguntou ele, curioso.
- Ah, não, - disse Rin, sorrindo. - coisas de família. - disse girando os olhos.
Ele sorriu para elas sem ter mais nada a dizer, percebendo isso elas se despediram dele, e seguiram para a saída, enquanto conversavam sobre coisas banais, Inuyasha as acompanhou com o olhar até que elas sumissem de seu campo de visão, e estreitou os olhos, pensativo.
Horas mais tarde Sesshoumaru parava seu Audi preto diante uma enorme mansão, como sempre o nome Taisho era estimado por todos da alta classe, o que resultou num convite especial para uma exclusiva festa da sociedade, seria a primeira aparição em público da família Taisho, então era essencial a presença de todos os membros da família, por isso ele não podia deixar de comparecer, Sesshoumaru geralmente gostava de frequentar tais eventos, porém por alguma razão ele não queria fazer parte disso, não dessa vez, havia vindo contra sua vontade, e não esconderia seu descontentamento para os demais, passaria o menor tempo possível, e depois iria embora, possuía assuntos mais interessantes que essa tal festa insignificante.
Adentrou no lugar, não se dando ao trabalho de reparar na decoração ou em qualquer outra coisa, apenas se misturou aos demais convidados que conversavam uns com os outros, acenando de vez em quando para alguém, apanhou uma taça de champanhe que lhe foi oferecida, e seguiu caminhando lentamente a procura de seus pais e seu irmão. Não demorou muito até que os encontrassem, eles conversavam animadamente com um casal de humanos, o homem possuía uma aparência jovem, mas sua postura era séria e determinada, seus cabelos eram negros e seus olhos castanhos escuros, ele estava vestido com um sofisticado smoking preto, a mulher também tinha uma aparência jovem, era uma dama elegante e simpática, seus cabelos negros estavam presos em um coque bagunçado, e seus olhos verdes brilhavam intensamente, o vestido branco que usava era simples mais muito elegante, Sesshoumaru cumprimentou os dois gentilmente como provavelmente seu pai queria que fizesse, apesar de seu péssimo humor, um esforço para o bem maior não fazia mal.
- Senhor e senhora Higurashi, esse é nosso filho mais velho, Sesshoumaru. - apresentou Inutaisho.
- Parece tão jovem para um professor universitário. - comentou a mulher, sorrindo amavelmente.
Sesshoumaru sorriu levemente para ela, nem um pouco interessado em comentar algo a respeito.
- Idade é bobagem querida, - disse o homem, rindo. - quando se nasce com talento, o tempo que se leva para conseguir algo é insignificante.
- Estou de acordo com o senhor. - disse Sesshoumaru, sorrindo.
Inutaisho e Izayoi iniciaram uma conversa empolgante com os dois, deixando Sesshoumaru e Inuyasha de fora, os dois se afastaram dos quatro, circulando pelo salão enquanto saboreavam suas bebidas.
- Como se sente sabendo que veio parar na toca do lobo? - perguntou Inuyasha, repentinamente.
Sesshoumaru estreitou os olhos pra ele. - Sobre o que está falando?
- Sério?! - perguntou ele, incrédulo. - Não conseguiu assemelhar o sobrenome deles a ninguém? - Sesshoumaru o olhou, enquanto processava o que o irmão disse, ele parou de andar, fazendo Inuyasha fazer o mesmo, e arregalou levemente os olhos.
- Inacreditável. - disse Sesshoumaru, frustrado.
Inuyasha riu sem humor. - Totalmente inacreditável. - comentou Inuyasha, olhando um ponto específico atrás de Sesshoumaru, que se virou para descobrir sobre o que ele estava falando, mas antes mesmo dele se virar, ele sabia muito bem quem encontraria.
Kagome... Higurashi.
A desgraçada descia a escadaria do salão mais tentadora do que nunca, como se não bastasse o sangue dela ser uma terrível tentação pra ele, ela também era, não podia negar, não era apenas o sangue que o atraia, mais ela também, desejava tê-la das duas formas, e a teria, mesmo com sua consciência gritando desesperadamente, perigo.
N/A:
Olá!
Não sei nem o que dizer sobre o meu desaparecimento, apenas que sinto muito, mas não teve jeito de voltar antes. Então... Este capítulo estava concluído há muito tempo, mas preferi não postar enquanto não tivesse um reserva, e também porque depois de duas semanas sem internet (porque os técnicos não vinham instalar), eu prometi que se colocassem ainda nesse fds eu postaria o capítulo, e adivinhem, eles vieram, e aqui estou cumprindo com a minha promessa, eu revisei o capítulo pela milésima vez e alterei algumas coisinhas, e não sabem o quanto estou curiosa pra saber a opiniões de vocês, aqui eu começo finalmente essa história, espero agradar vocês. Lembrando que durante os capítulos posso voltar ao passado, e alterar entre a perspectiva dos personagens. Qualquer coisa que não entenderem pode perguntar que responderei com prazer. Em relação ao casal, vou apenas dizer que a sortuda da Kagome escolherá com sabedoria, ela tem duas opções altamente impossível de se jogar fora, não é mesmo? Ou seria três? :/
Agradeço a minha beta linda por revisar o capítulo, e a todos que me deixaram reviews, fiquei muito feliz com elas.
Tinha muita coisa em mente pra escrever aqui, mas me fugiu, então até o próximo capítulo, que será postado possivelmente daqui um mês.
Até lá. Bye!
