Disclaimer: Naruto não me pertence.

Notas: Sabaku no Hanna e DezaGabi, você não fazem a menor ideia do efeito que o recadinho de vocês causou em mim. Eu amo escrever e amo escrever fanfics, mesmo que as vezes eu me sinta velha e boba por ainda escrever sobre Naruto, mas ter alguém que leia o que eu escrevo e realmente goste, é o que me faz continuar. Eu realmente chorei quando vi o carinho que vocês têm pela minha Castelo de Areia, ser colocada como uma das melhores fanfics de Gaara e Sakura que vocês já leram é algo que me faz querer explodir de alegria. Muito obrigada, do fundo do meu coração. Eu vou voltar a escrevê-la, sim. Quero terminar o que comecei, mas enquanto isso, coloco para fora aqui o que estive ansiosa para escrever durante todo esse tempo. Sei que não é a mesma coisa, mas fico imensamente feliz e grata que, mesmo assim, vocês gostaram do que eu trouxe. Espero que dessa vez, esse capítulo também as conquiste. Agradeço mais uma vez, por todos os elogios e por favor, continuem interagindo comigo, se tiverem ideias, ou sugestões, vamos construir esse projetos juntas!

Sobre Delírio, esse é com-toda-certeza um capítulo não indicado para menores HAHAHA Ultimamente tenho lido MUITOS livros desse gênero mais... Picante. E não sobreviveria se não colocasse Gaara e Sakura em uma situação dessas. Indico uma trilha sonora bem provocante, fones de ouvido e privacidade para ler esse capítulo! Me diverti muito escrevendo, princialmente por colocar Gaara como um dominador. Aproveitem e depois venham me contar o que acharam!

Outra vez, peço para que me sigam no meu blog e mandem um alo, seria ótimo interagir com você por lá também. O site me desconfigurou, mas é torta (ponto) de (ponto) limão. Ou seja, torta de limão dividido por pontos, só para ter certeza hahahahah

Bom, é isso!


Fragmentos

Capítulo II: Delírio

Todos em Konoha sabiam que o verão daquele ano seria um dos mais intensos, mas quando ele finalmente chegou, surpreendeu. Os dias são longos, quentes e sempre terminam com uma forte chuva – refrescante, mas problemática – dando então, início à uma noite igualmente quente.

Sakura nem se lembra a última vez que esteve tão ocupada no hospital. Todos os dias há casos de insolação e desidratação para lidar, principalmente entre idosos e crianças, o tipo de paciente lhe requer o dobro cuidado e paciência, por isso, no fim do dia ela está completamente exausta. Tudo que ela consegue pensar ao atravessar as portas do hospital, é chegar em casa, se livrar daquelas roupas abafadas e relaxar em seu sofá com uma bela garrafa de cerveja gelada. Definitivamente, a última coisa que a Haruno precisa, é somar uma missão a rotina cansativa. Principalmente uma missão envolvendo o Kazekage de Sunagakure.

- Eu não estou entendendo Kakashi-sensei. – Mesmo que Kakashi tenha se tornando o Hokage há quase seis anos, a Haruno ainda carrega o hábito de chamá-lo pelo sufixo de professor.

- O Kazekage te explicará melhor quando chegar.

- Mas ele está doente?

- Eu não tenho a informação completa, Sakura. – O Hokage suspira, sabendo exatamente o quão irritada a rosada pode ficar quando é pega despreparada, principalmente, com um paciente tão importante.

- E o que você sabe então? – Kakashi ergue uma sobrancelha quase arrependido do momento em que permitiu que Sakura, Naruto e Sasuke continuassem a tratá-lo como um amigo, mesmo sob a patente mais poderosa da Vila.

A intimidade adquirida entre o time 7 aumentou ainda mais com o passar dos anos, mesmo com Sasuke longe, Naruto estudando para assumir o cargo e Sakura encarregada do hospital. Todos pensaram que a história iria se repetir e Sakura sofreria terrivelmente quando o Uchiha deixou a vila pela segunda vez, mas ela demonstrou-se uma mulher forte. Sakura finalmente soube colocar-se em primeiro lugar, lutou a cada dia para superar um sentimento que dominou boa parte da sua vida e por fim, aceitou que Sasuke seria eternamente um bom amigo. Quando finalmente conseguiu desviar os olhos do Uchiha e olhar ao redor, percebeu a incrível família que a cercava, o sucesso que havia alcançado na sua carreira, a fila de pretendes que a desejavam e, pela primeira vez, Sakura viu a si mesmo uma mulher realizada e feliz.

Mas algumas coisas realmente nunca mudam e a Haruno jamais será conhecida pela sua enorme paciência.

- Sei que ele virá a Konoha para nossa reunião de acordos comercias e solicitou extraoficialmente os seus serviços como médica. – Kakashi responde, reclinando-se em sua poltrona, para encarar o céu carregado. A chuva daquele dia estava prestes a começar. – Seja o que for, você estará preparada, Sakura.

A Haruno cruza os braços irritada e ao mesmo tempo, preocupada. A guerra havia acontecido há muitos anos, mas muitos laços feitos naquela época permanecem fortes até os dias de hoje, como por exemplo, os da rosada com a família Sabaku. Depois, acompanhar Shikamaru em missões burocráticas até a vila da areia, consolidou ainda mais essa relação. Sakura tem tanta consideração pelos três irmãos quanto por qualquer um dos seus amigos de Konoha. Saber que Gaara possa estar com algum problema a deixa com os nervos à flor da pele, não somente por ser quem ele é, mas também, por tratar-se de um amigo querido.

- Tudo bem. A que horas deve esperá-lo? – Sakura murmura rendida.


Sakura está exatamente amaldiçoando o Hokage pela falta de investimento no hospital quando sua secretária anuncia o Kazekage. A falta de ar condicionado em sua sala sempre foi algo que a irritou, mas aquele verão impiedoso a condenou de vez. Mesmo com as janelas abertas e um potente ventilador apontado para si mesma o dia inteiro, o vento que entra é quente e abafado. Sakura sente gotas de suor escorrendo pelas suas costas e o cabelo molhado e enroscado em sua nuca. É difícil aturar o seu jaleco por cima da roupa, ainda que naquele dia tenha escolhido um vestido curto e refrescante.

Gaara entra em sua sala sorrindo gentilmente, sem saber que sua aparência confortável inveja a Haruno. O Kazekage não parece minimamente incomodado com o calor como a ela, completamente acostumado a temperaturas ainda mais extremas. Sempre que Sakura o encontra após um longo período, se surpreende. Gaara fica ainda mais bonito a cada ano que se passa, seus traços cada vez mais másculos e um corpo que os acompanha. Ela sorri e o cumprimenta animada, sem saber que o exatamente mesmo pensamento sempre alcança mente dele e Gaara também costuma repara a bela mulher que a Haruno se tornou.

- Kankuro e Temari também vieram? – Ele acena para confirmar.

- Mas Kankuro ficou o hotel e Temari está com Shikamaru. – Sakura fica feliz, ver os dois juntos sempre lhe aquece o coração.

- Ótimo. – Ela sorri. – Vamos nos sentar.

Ela o guia em direção a sua mesa, sentando-se um de frente para o outro. Sakura se prepara, separando uma ficha e coloca o estetoscópio ao redor do pescoço, sentindo o olhar atento do Kazekage sobre si.

- Sei que você sempre prefere ir direto ao ponto, Gaara. – Ela o encara. – Então, qual é o problema?

Mas diferente do que a Haruno esperava, o Kazekage permanece em silêncio, mesmo quando Sakura ergue uma sobrancelha e o questiona mais uma vez com o olhar.

- Eu preciso de um exame de sangue.

Sakura aguarda um instante esperando que ele termine de explicar, mas Gaara permanece quieto e ela fica ainda mais confusa.

- Certo. – A Haruno brinca com a caneta em sua mão e suspira se lembrando exatamente o quão difícil pode ser lidar com Gaara. – Faremos isso, mas você precisa me dar alguma pista. Para que eu saiba o que procurar, entende?

- Se houver alguma alteração, você pode me dizer. – Os dois se encara em silêncio.

- São as enxaquecas de novo?

- Não.

- Problemas para dormir?

- Não.

- Tem se alimentado corretamente?

- Sim.

- Voltou a fumar?

- Não.

- Álcool?

- Ocasionalmente.

Sakura suspira mais uma vez, sentindo sua paciência esvaindo-se.

- Gaara, você está em um ambiente totalmente seguro. – Ele balança sua cabeça, concordando ainda sem desviar os olhos dos dela. – Estamos sozinhos, ninguém pode nos ouvir.

- Eu sei, Sakura.

- E você pode confiar em mim.

Dessa vez quem suspira é o Kazekage e ele se move desconfortavelmente, incomodado em envolver a Haruno nessa situação. Não há nenhum outro ser humano a quem Gaara confiaria sua saúde como a confia a Sakura, mas que palavras utilizar para explicar o inexplicável?

- Eu tenho certeza disso, Sakura.

- Então me diga o que há de errado.

Ele encara o ventilador ao seu lado e observa a Haruno pelo canto dos olhos, imaginando o que ela pensará dele.

- Estou com um problema... – Ele começa, a voz de repente baixa e suave, os olhos ainda sem totalmente encontrar os dela. – De controle.

Sakura franze as sobrancelhas confusa. – Da bexiga?

Ele a encara de uma vez, irritado. – Não, Sakura. Da minha areia.

- Como assim, Gaara? – A rosada se inclina sobra sua mesa, apoiando-se sobre seus braços cruzados. – Como antigamente? Mas você não é mais um hospedeiro.

- Mas minha areia ainda se move institivamente. – Ele faz uma pausa, tornando a observar o ventilador. – Ela segue os meus impulsos.

- Certo. - Sakura se esforça para seguir a linha de raciocínio dele. – E que instintos te fizeram perder o controle?

Ele continua quieto, movendo apenas os seus olhos. Encarando-a como quem deseja transmitir sua mensagem apenas com o olhar, mas Sakura não compreende.

- Raiva? – Ele nega com a cabeça.

– Medo? – Outra negação.

Sakura está chegando ao seu limite. Ela apoia os cotovelos na mesa e massageia suas têmporas, sentindo mais uma vez, o calor levá-la a loucura. O calor e o Kazekage. – Gaara, diga de uma vez. Nós estamos perdendo tempo aqui e-

- Desejo. – Sakura para de falar e abre os olhos, encarando a mesa diante de si. – E prazer.

- Prazer?

- O suficiente para me fazer perder o controle, Sakura. – A Haruno, sente vontade de rir, mas ao erguer os olhos, mal reconhece Gaara.

Seus olhos estão cintilando e ela consegue praticamente ler a sua mente, adivinhando exatamente no que ele está pensando e ela tem que se controlar para não corar. Sakura não é uma mulher inocente, mas jamais havia visualizado Gaara dessa maneira e esse pensamento chocante confunde sua mente por um instante. Uma onda de calor a envolve e, mais uma vez, ela amaldiçoa Kakashi e esse clima infernal que atrapalha o seu raciocínio.

- Certo. – Eles se encaram. – É uma nova parceira? Alguém com quem você realmente-

- Eu acredito que não.

- Por que?

- Aconteceu três vezes. – Os olhos dele ainda estão brilhando. – Com três pessoas diferentes.

- Ah. – Sakura murmura.

Novamente, um leve silêncio toma a sala e Haruno se vê obrigada a desviar os olhos dos dele para conseguir pensar. – Então é alguma... ahm, atividade nova? Algo... Muito diferente?

- Talvez. – Gaara aparta os braços da cadeira em que está e ergue o seu queixo. – Sim, novos hábitos.

Ela olha para ele mais uma vez, a língua coçando em sua boca e a curiosidade martelando sua cabeça, mas a pergunta jamais deixa os seus lábios e Sakura força a si mesma para focar no que realmente interessa.

- Alguém se machucou? – Ela pergunta forçando o mesmo tom de voz neutro que usa com seus pacientes, desesperada para retomar o controle daquela conversa.

- Não, eu consegui parar a tempo.

- Isso é bom, Gaara. – Ela sorri minimamente.

- Mas eu poderia não ter conseguido. Isso é algo que eu não posso permitir que aconteça nunca mais. – Ela concorda. – Foi por isso que vim até você.

- C-Como?

- Você sabe tudo sobre controle, Sakura, e sabe exatamente como o corpo funciona.

A Haruno demora um instante para responder, absolutamente recusando-se a pensar que Gaara pode estar considerando algum tipo de treinamento sórdido.

- Se você conseguir me dizer onde está o problema, eu poderei consertá-lo.

Sakura quase bate em si mesma, sentindo-se a mulher mais pervertida da terra. Ela mal acredita na ironia da sua própria cabeça, há um instante estava se perguntando que tipo de pensamentos pervertidos coloriam a mente do Kazekage, quando na verdade, eles dançavam na sua.

Mas como resolver esse problema? Como toda certeza, isso não é algo que pode ser encontrado nos livros.

- Eu preciso – Ela encara o Kazekage sem fazer a mínima ideia do que responder e ao mesmo tempo, sem querer assumir sua incapacidade. – De um exame de sangue.

Sakura se levanta desconcertada, indicando uma cadeira ao lado onde Gaara pode sentar-se para doar uma amostra.

- Mas-

- Por ser hormonal. – Sakura mente constrangida. – Ou algo assim.

Gaara concorda e segue ao local indicado, sem notar o tom avermelhado nas bochechas da Haruno.


Nem todo o treinamento médico, ao qual Sakura foi submetida, a teria preparado para tal desafio. Ela tem um pouco mais de 24hrs até que os exames do Kazekage estivessem prontos, mas o seu prazo já estava pela metade e ela ainda não havia encontrado nenhuma resposta. Uma manhã inteira revirando os arquivos médicos de Konoha e ela não estava nem ao menos perto de uma solução.

Ela decide, então, conceder uma pausa a si mesma para o almoço, qualquer lugar que tivesse um ar condicionado digno. O restaurante onde está é um dos locais mais frequentados durante o verão, principalmente graças a um prato típico que entra no menu apenas nesta estação do ano. Desta forma, Sakura se delicia de uma porção generosa de macarrão gelado enquanto pensa sobre o que fará.

Se tivesse mais detalhes, talvez pudesse chegar à alguma conclusão, mas perguntar a Gaara detalhes íntimos da sua vida sexual não é uma opção. Quando se trancou na sala de arquivos, seu objetivo era encontrar um caso parecido no qual pudesse se basear, mas os Jinchuurikis de Konoha não foram como Gaara. Sua areia se comporta de maneira única. Sakura tenta ser lógica, mas a falta de controle não está associada as emoções, como a raiva por exemplo, são os instintos. Como lutar contra aquilo que queima à flor da sua pele?

E afinal de contas, o que diabos o Kazekage andou fazendo para o deixar tão fora de si?

"Com três mulheres diferentes, ainda por cima. Pelo amor de Deus."

Sakura pensa, sem ao menos saber porque está irritada.

- Por que eu tenho que resolver isso? Será que ele simplesmente não consegue se manter dentro das próprias calças?

"Eu preciso de uma luz."

- Sakura? – A Haruno se surpreende e ao olhar para quem a chama, tem que se controlar para não agradecer seu anjo de guarda em voz alta, como estava fazendo a pouco, falando sozinha.

Seu raciocínio trabalha depressa e ela demora um instante para responder Hinata. A Hyuuga sorri gentilmente acostumada a essa reação de Sakura, a rosada parece estar o tempo todo com a cabeça nas nuvens. Mas se Hinata soubesse exatamente o que se passa na cabeça dela neste momento, com toda certeza não estaria tão tranquila.

- Oi, Hinata! – Sakura finalmente consegue dizer.

"Isso é perfeito! Se alguma coisa do tipo já tiver acontecido com ela e o Naruto, ela pode me dizer o que fazer."

- Faz tempo desde a última vez que nos vimos, como você está? – A Hyuuga pergunta, gentil e polida como costuma ser.

"Mas se eu perguntar diretamente, ela vai ter um troço."

- Estou bem, obrigada! Sente-se, por favor. – Sakura indica o assento a sua frente. – E você como está? Faz algum tempo que não vejo Naruto também.

- Obrigada, mas eu não tenho muito tempo. – Ela sorri. – Nós estamos bem. Ele está se dedicando muito.

Sakura pensa em como poderia abordar o assunto sem assustá-la. Definitivamente não agora, nesse local exposto bem na luz do dia. Houve apenas uma única oportunidade onde a Haruno, infelizmente, ouviu Hinata falar abertamente sobre cada detalhe da sua vida íntima com Naruto. Foi uma noite intensa e uma ocasião única na despedia de solteiro de Tenten, quando descobriram o poder da tequila. Sakura sorri ao se lembrar daquele momento, provavelmente foi a última vez que todas as garotas se reuniram.

- Você soube que os Sabaku estão na cidade? Inclusive Temari. – Hinata sorri, sinceramente feliz. Eram todas muito unidas.

- Nós deveríamos sair, faz séculos desde a última vez que coloquei um vestido sem um jaleco por cima. – Sakura rola os olhos, tentando disfarçar sua culpa por atrair Hinata para uma armadilha.

- Você tem toda razão! Não a vejo desde a despedida da Tenten. – A Hyuuga não consegue disfarçar o constrangimento ao se lembrar daquela noite. – Você sabe por quanto tempo ela está na cidade?

- Precisa ser essa noite. – Sakura diz de repente. – Estou de folga, sabe? – Ela completa tentando disfarçar.

- Por mim tudo bem, posso avisar a Tenten.

- Perfeito! Eu falo com as outras duas. – Hinata sorri e Sakura também, se controlando para não deixar transparecer suas segundas intenções.

Horas mais tarde, Sakura aguarda suas amigas no mesmo lugar de sempre. Feitiço da Lua é o bar mais badalado de Konoha e o ponto de encontro mais utilizado pelas cinco mulheres. O ambiente é enorme, com três andares e uma decoração mística, toda baseada na floresta de Konoha. Sakura adora esse lugar, principalmente graças as atrações e porque há pessoas dançando por todos os lados, a música é alta, animada e os drinks divertidos, mas esta noite ela dá graças a Deus pelo ar condicionado potente o suficiente para vencer o clima fervente.

Ela escolheu um vestido preto, curto, que realça suas curvas e prendeu seu cabelo no alto para deixá-la ainda mais à vontade. Havia algum tempo desde que havia colocado um salto tão alto pela última vez, mas ela decidiu que precisava de confiança para encarar aquela noite e por isso, um par de sandálias com pedras brilhantes alongam suas pernas e realçam sua postura.

- Hey, testuda! – Sakura sorri e acena para suas amigas.

As quatro chegam juntas, mas Sakura definitivamente não esperava encontrar o Kazekage junto a elas.

- Gaara? – Ela murmura.

- Ah, não se preocupe. Os garotos decidiram se reunir hoje também, ele está a caminho.

Sakura evita olhar para ele, ainda constrangida ao se lembrar da sua missão. O Kazekage sorri e enquanto as outras se preparam para entrar, puxa o braço da Haruno levemente.

- Espero que você não tenha se esquecido do meu problema. – Ele brinca, mas sua afirmação irrita a rosada.

- Não, Kazekage-sama. E você consegue suportar mais uma noite sem recorrer as suas atividades?

Gaara se surpreende.

- Porque está irritada?

- Não estou. – Sakura responde em um tom de voz que não deixa dúvidas que está, ainda que ela mesma não entenda o porquê.

- Sakura?

Ela desvia dele e se apressa para acompanhar suas amigas, deixando-o para trás sem se despedir. Elas entram no bar conversando animadamente, Sakura está distraída, mas se esforça para se concentrar. Ainda que essa missão, por algum motivo a tenha tirado do sério, iria cumpri-la a todo custo e, para isso, precisava embebedar Hinata Hyuuga.

- Qual tal tequila, meninas? – Ela sugere caprichando no seu sorriso.

Todas as encaram surpresas. A última vez que a noite começou com tequila a situação saiu do controle depressa.

- Não sei, eu queria pegar leve hoje. Eu e Neji vamos almoçar com o clã amanhã. – Tenten murmura duvidosa.

- É, eu também. – Hinata completa.

"Droga. Isso definitivamente não estava nos planos."

- É a primeira folga que tenho em semanas e Temari veio do outro lado do mundo para nos ver. Temos que comemorar! – Sakura diz depressa.

- Sakura tem razão! – A rosada quase suspira de alivio, se Ino a apoiasse suas chances de sucesso aumentariam consideravelmente. Era praticamente impossível contrariar a Yamanaka. – Tenten eu jurei que não deixaria você virar uma dona de casa chata e Hinata já enfrentou o clã de ressaca um milhão de vezes.

- N-Não foram tantas vezes assim. – A coitada sussurra.

- E você, Temari? – Acrescentar uma Temari bêbada no plano talvez deixasse Sakura um pouco menos constrangida em tentar resolver a vida sexual do Kazekage.

- Garçom, traz a garrafa! – A loira grita por cima do balcão e as meninas explodem em risada, para o alívio da Haruno.

Mais tarde, Sakura percebe que havia um único detalhe no sem plano que ela não havia levado em consideração. Embebedar suas amigas significava ficar tão bêbada quanto elas. Exatamente por isso, quando ela dá início a Operação Extrair Informações, não percebe suas chances de sucesso são ridiculamente mínimas.

- Então, Hinata - Sakura começa ao se jogar no assento ao lado das suas amigas, ainda sem folego e se recuperando da pista de dança. – Como anda a sua vida sexual?

Em algum lugar da sua pobre cabeça nublada de álcool, Sakura fielmente acredita que a sua abordagem é discreta e sutil, mas quando Hinata arregala os olhos e todas da mesa olham para a Haruno como se ela fosse louca, Sakura percebe que cometeu um erro.

- Essa foi bem direta. – Temari ri.

- Certo, Sakura, o que diabos está acontecendo? – Ino pergunta.

- E-Eu só estava lembrando daquela vez na despedida da Tenten. Lembram? – A Haruno sente sua cabeça girar e uma enorme dificuldade em controlar sua língua, ainda que o seu esforço seja gigantesco. – Eu só queria ouvir aquela história de novo. De como ficar com um Jinchuurikin é louco, porque as vezes ele perde o controle e tal.

- Eu nunca disse isso. – Hinata diz depressa, constrangida.

- Ah. – Sakura fica nervosa sem saber como contornar essa situação, principalmente quando percebe Ino estreitando os olhos, a loira sempre foi um detetive de alto nível quando se trata de descobrir seja lá o que a Haruno inutilmente luta para esconder. – E você, Tenten? Sexo casada é muito diferente?

Sakura dá uma risada nervosa sentindo os olhos de suas amigas sobre si, todas ao mesmo tempo. Sua tentativa de contornar o assunto vai de mal a pior.

- Não muito. – Tenten responde, levando o canudo da sua bebida a boca e sem tirar os olhos da Haruno. – Mas nós nunca fomos o tipo "loucos".

- Como assim?

- Você fez perguntas a noite inteira sobre "atividades inusitadas".

- E alguma coisa sobre controle. – Temari acrescenta.

- E sobre o Naruto. – Hinata completa. – O que foi meio estranho, sabe?

Sakura definitivamente não se lembra de nada disso.

- Deus, Hinata, eu sinto muito. – A rosada apoia sua cabeça na mesa, derrotada e com a leve impressão de que abusou daquela noite muito mais que suas amigas.

- Porque você está tão curiosa sobre a vida sexual do Naruto, Sakura? – Ino questiona e a Haruno engasga com a própria saliva.

- Eu não estou!

- Pensando bem, ela também mencionou o fato dele ser um Jinchuurikin algumas vezes. – Hinata murmura.

- Meu deus, eu acho que bebi demais, esqueçam isso. Podemos mudar de assunto agora?

- Então porque você está tão curiosa sobre a vida sexual de um Jinchuurikin, Sakura?

- Vocês estão confusas, esses drinks estavam tão fortes, não é?

- Naruto está com algum problema? – Hinata murmura.

- Não! Hinata isso não tem nada a ver com ele, eu sinto muito.

- Se não é o Naruto, então quem? – Tenten questiona.

- Ele é o único Jinchuurikin por aqui.

Um silêncio toma a mesa por alguns instantes, as quatro tentando raciocinar, quando Sakura se afoga no próprio desespero. Se Gaara tivesse a menor ideia do que está acontecendo, com toda certeza, a Haruno seria uma mulher morta. A rosada dá uma risada sem graça e instintivamente olha para Temari, com um medo sem sentido de que alguma forma o Kazekage possa adivinhar sobre o que elas estão falando. Ino segue o olhar da Haruno e no mesmo instante, sua ficha cai.

- Mas ele não costumava ser. – Ela declara e encara Temari, assim como Sakura. As demais demoram um instante para entender, mas para o total desespero da Haruno, ela está rodeada pelas mulheres mais inteligentes e ninjas mais habilidosas que conhece.

- SAKURA, VOCÊ ESTÁ DORMINDO COM O MEU IRMÃO?

Ao sentir o olhar intenso de suas amigas sobre si novamente, a Haruno faz a única coisa que consegue pensar e vira o conteúdo do seu copo de uma única vez.

- Ai meu Deus, ela está! Sakura está dormindo com o Kazekage! – Tenten cobre a própria boca com as mãos sentindo a mesma mistura de sentimentos que as demais na mesa. Choque, surpresa e uma empolgação sem tamanho.

- Desde quando? Como é? Que tipo de coisa loucas vocês andaram fazendo para você querer dicas? – Hinata também se anima.

- Como você conseguiram esconder isso? E principalmente, como conseguiram esconder de mim?! – Temari grita.

- Fiquem quietas, pelo amor de Deus. – Ino explode. – Sakura você vai nos contar cada detalhe dessa história e eu não me importo quantas horas vai levar.

- Vocês estão completamente loucas! Eu não estou transando com o Gaara, meu Deus! – A Haruno finalmente consegue debater, tonta pela bebida e confusa pelo bombardeio das amigas.

- Mas todas aquelas perguntas eram sobre ele?

- Bem... Sim...

- Meu deus, o que você e o meu irmão andaram fazendo?

- Eu não fiz nada, Temari! Ele que é o pervertido dessa história!

Elas ficam em silêncio, esperando Sakura terminar de falar. A rosada suspira e fecha os olhos por um instante. Ela tem a plena consciência que de que Gaara a procurou em sigilo e com toda certeza, jogar os seus problemas sexuais na sua roda de amigas não é um método nem um pouco ético ou médico de resolver essa situação, mas ela ainda precisa de uma luz. Hinata tem a sua experiência com Naruto, Ino é uma expert no assunto, Temari pode dar alguma pista e Tenten é a pessoa mais racional que Sakura conhece.

- Ele me procurou ontem para uma consulta médica. Disse que está com problemas para controlar a sua areia quando... er, pratica determinadas atividades.

- O que? Eu nunca ouvi nada do tipo. – E lá se vai a pista de Temari.

- Toda vez que ele faz sexo? Que coisa terrível.

- Não. – Sakura murmura. – Ele disse que foi depois que começou... Novos hábitos.

- Que hábitos?

- Eu não perguntei, Ino, pelo amor de Deus. Sabe-se lá que coisas malucas ele anda fazendo.

- Mas você precisa saber, Sakura. – Tenten conclui. – Se você não souber exatamente o que o provoca, não terá como ajudar.

- Eu não sei se quero saber. – A Haruno arregala os olhos, constrangida só de se imaginar questionando o Kazekage.

- Se você não perguntar, não vai poder dizer se é algo físico ou psicológico. – A morena acrescenta.

- Sakura, eu realmente nunca ouvi nada como isso, não faço a menor ideia do que possa estar acontecendo, mas se Gaara está com problemas e foi até você é porque ele sabe que você dará um jeito de resolver, custe o que custar.

- Temari, como eu vou perguntar uma coisa dessas para o Kazekage?

- Você não precisa perguntar. – Ino pega o seu copo e se apoia do encosto do seu assento. – Pode pedir para ele te mostrar.

Tenten e Hinata explodem em uma risada, Temari vira bebe seu drink em um único gole e Sakura se engasga com o próprio ar.

- Eu estou falando sério, testuda. Você bem que está precisando.

- Ino, cala a boca, pelo amor de Deus.

- Mas, ela tem razão, Sakura. – Tenten murmura pensativa. – Se você estiver por perto durante uma crise, vai conseguir ajudar.

- É, testuda, tudo pelo bem da ciência.

- Eu apoio esse casal.

- Temari!

- Eu também!

- Eu não vou transar com o Gaara.

- Mas pode tirar uma casquinha.

- Cala boca, Ino!


O som da campainha atinge os ouvidos de Sakura com uma potência que a faz gemer de dor. Maldito momento em que ela teve a brilhante ideia de oferecer tequila para as suas amigas. Seu plano foi completamente inútil, ela não foi capaz de esconder a verdade delas e ainda foi obrigada a escutar seus conselhos absurdos por horas. Pelo menos, uma de suas dicas foi útil, ela realmente deveria entender o que exatamente faz Gaara perder o controle para conseguir ajudá-lo. O único problema seria conseguir fazer ele falar.

Justamente por isso, ela decide que o hospital não seria o melhor lugar para essa conversa. Ela tira o dia de folga para combater a sua ressaca e se preparar para enfrentar Gaara no seu próprio apartamento. Ele chega quando já quase fim o dia, Sakura já pode ouvir os trovões e quando abre a porta é atingida por uma rajada de vento.

- Você demorou.

- Sinto muito, não pude deixar a reunião mais cedo.

- Entre.

Ele atravessa a porta, bem a tempo das primeiras gotas começarem a cair.

- Vamos ficar presos aqui por algum tempo. – Sakura murmura olhando pela pequena janela ao lado da porta.

- Por causa da chuva? Acho que é a primeira vez para mim. – Ela ri e Gaara fica satisfeito em saber que ela não está mais irritada.

Ele tira seus sapatos e entra antes dela. Não é a primeira vez que visita o seu apartamento, ao longo dos anos já foram inúmeras ocasiões, o suficiente para deixa-lo à vontade. É um apartamento pequeno, muito menor que a sua casa em Suna, mas possui pequenos detalhes que não deixam dúvidas deixam que ele pertence a Sakura e por isso, Gaara sempre o achou muito aconchegante.

- Como você está? Temari ficou mal o dia inteiro, vocês beberam por todos nós ontem.

Elas provavelmente beberam pela vila inteira. O assunto sobre Gaara foi ficando cada vez mais intenso e puxou muito outros, cada vez mais baixos. Sakura acredita que nem mesmo um grupo de homens bêbados seria capaz de ser tão pervertido e sem escrúpulos quanto suas amigas e cada novo tópico, era acompanhado de uma nova rodada de bebidas. No fim, ela mal se lembra de como foi capaz de chegar em casa.

- Um pouco melhor, obrigada. – Ela se joga no sofá e Gaara senta ao seu lado. Na pequena mesa diante deles está o resultado dos exames dele. – Eu dei uma olhada, mas não tem nada de errado com você, Gaara.

- Então como você expli-

- Nada físico. O que me faz acreditar que o seu descontrole é algo psicológico.

Ele fica quieto e Sakura suspira. O momento pelo qual ela esteve se preparando o dia inteiro se aproxima. Lá fora a chuva cai com força, o som do vento e da água batendo contra as suas janelas sempre foi algo que deixou a Haruno incomodada, principalmente quando está sozinha em casa, mas ter Gaara com ela, a deixa calma e tranquila, ainda que a situação em que se encontram esteja longe de ser relaxante.

- O que eu devo fazer então?

- Podemos... – Ela faz uma pausa, a voz de Ino ecoa em sua mente e Sakura tem que se esforçar para calá-la. – Conversar sobre isso.

Gaara ergue os olhos, sério de repente. – Como exatamente?

- Se você me disser o que te faz perder o controle, nós podemos encontrar uma solução.

- Eu já disse.

- O que exatamente, Gaara. – Sakura cruza as pernas, evitando os olhos dele. – Em detalhes.

- Você... Quer que eu... – Ele também está constrangido, ela nota. Sua voz sai um pouco trêmula e baixa. – Narre?

- Como for melhor para você.

- O melhor é não falar sobre isso, Sakura.

A Haruno fica irritada. – Você pediu a minha ajuda, não foi?

- Mas você mesma acabou de dizer que não é um problema médico. Eu posso encontrar uma outra solução.

- De certa forma, é um problema médico sim, é a sua saúde mental. – Ela debate depressa. – E eu sou uma médica e sua amiga, Gaara.

- Como você espera que eu te conte uma coisa dessas?

- Você pode escrever, se preferir.

- Não, Sakura.

- Desenhar?

- Não.

- Cantar?

- Sakura.

- Teatro de fantoches! – Ele nem ao menos a responde.

- Foi você que veio me procurar e estou fazendo o melhor que posso para te ajudar.

- Sim, eu sei disso e sou grato, mas você é a última pessoa com quem eu conversaria sobre isso.

Definitivamente a Haruno fica irritada e se levanta do sofá depressa.

- Você é tão arrogante! Agindo como se você fosse algum deus grego do sexo e eu inocente demais para processar uma historinha picante.

- Eu não quero que você fique com medo de mim.

A Haruno se surpreende e mais uma vez, cada célula do seu corpo se contorce de curiosidade. – Isso é impossível, Gaara.

Eles se encaram. Sakura de pé, próxima a ele e Gaara sentado em seu sofá, olhando-a com olhos que a Haruno não reconhece.

- Eu não posso te contar, Sakura. – Ele sussurra.

- Então... – Sakura engole seco sem desviar os olhos dos dele e sem ao menos acreditar que ela está realmente fazendo isso – Você pode me mostrar.

Os olhos dele cintilam e vibram com fogo, mais uma vez, a Haruno sabe exatamente o que está passando na cabeça dele e assim como antes, seu corpo é tomado por uma onda de calor, mas agora ele vem de outra parte do seu corpo.

- O que você disse? – Gaara sussurra e é como se de repente, ele fosse outra pessoa. Sua voz muda, sua postura está diferente e Sakura sente as palmas das suas mãos formigarem.

- Vo-Você pode me mostrar. – Ela vacila, mas se esforça para parecer decidida. – Pode me usar como exemplo.

O Kazekage se levanta e Sakura dá alguns passos para trás, Gaara nunca esteve tão perto antes. – Eu entendi. Mas você compreende o que está dizendo?

- Nós... Nós não precisamos fazer, hn- nada. Você só precisa me mostrar.

- Apenas uma encenação?

- Sim.

- Com fins totalmente médicos?

- Tudo pela ciência. – Ela repete a frase de Ino sem conseguir acreditar que teve a coragem de usar a sugestão dela.

Mas não exatamente. Gaara só precisava mostrar a ele, eles não fariam sexo de fato.

O Kazekage sorri sinceramente achando graça na sugestão dela. Sakura não faz a menor ideia do que está dizendo. Como se fosse possível tocá-la e não desejar o seu corpo. Imediatamente, ele se surpreende com o próprio pensamento. Sakura é sim uma mulher muito atraente, com curvas perfeitas e uma personalidade que a torna irresistível, mas ele nunca havia considerado a possibilidade possui-la dessa forma e principalmente, jamais imaginou que a desejaria tanto quando finalmente pensasse sobre isso.

Mas não é simplesmente sexo, é mostrar a ela uma parte dele que Gaara esconde a sete chaves.

- Sakura. – Seu tom de voz é completamente inédito e faz arrepios percorrerem o corpo da rosada. Tudo isso apenas ao dizer o seu nome. – Se eu te mostrar... O que você vai pensar de mim.

- O mesmo Gaara de sempre. – Ela responde depressa, sem dúvidas.

Ele sorri, terrivelmente tentado a aceitar a proposta dela. O Kazekage jamais imaginou que chegaria a isto quando a procurou por ela para ajudá-lo. A culpa pensa na sua consciência, sentindo-se um canalha por abusar das boas intenções de Sakura, mas ela está olhando para ele com os olhos tão verdes, brilhantes e Gaara tem certeza que vê expectativa neles. Se aceitar, ele terá um trabalho duplo. Terá que garantir que não irá invadir os limites dela, tendo em mente que é tudo apenas uma mera encenação. E terá que se controlar, porque se Sakura sair ferida dessa brincadeira, ele jamais seria capaz de se perdoar.

- Vamos para o quarto. – Ele diz antes que possa controlar sua própria boca. Seus desejos respondendo por ele.

- C-Certo. – Ele murmura com a vacilante, mas não consegue disfarçar a ansiedade em sua voz.

Eles entram e Sakura se estica para acender a luz, mas Gaara a impede, segurando sua mão. As cortinas estão abertas e ainda chove lá fora, mas não está escuro. Ela caminha até a cama, sentindo o ruivo logo atrás. É a primeira vez que Kazekage entra no quarto dela e ele sorri, por que jamais pensou que estaria aqui prestes a manipular Sakura como uma bonequinha, brincando de teatro. A Haruno fica de pé ao lado da cama sem saber se deve deitar ou não, a mão de Gaara ainda sobre a sua. Ele está tão perto que ela pode sentir o seu calor, batendo em suas costas. Sakura está ansiosa como se fosse sua primeira vez e de fato é, é a primeira vez que ela submete a jogo tão perigoso. Sua pele queima e a faz questionar quanto tempo mais terá que esperar para sentir as mãos do Kazekage tocando-a.

- Sakura, há algo que você precisa escutar antes. – A voz dele está naquele tom novamente, quente e perigoso. – Se eu fizer qualquer coisa que você não goste ou não se sinta confortável, você precisa me dizer, ok?

- Tudo bem. – Seu coração dispara e mesmo que ela não queria, sua voz treme.

- Eu preciso que você me diga o limite. – Ele aproxima sua boca do ouvido dela e Sakura sente vontade de fechar os olhos, mas não obedece seus instintos. Ela não tem o direito de aproveitar esse momento e se obrigada a lembrar que deve avaliar a situação clinicamente.

Sakura apenas move sua cabeça para mostrar que entendeu.

- E se... – Gaara faz uma pausa, ele seria o momento. – Se você não aguenta a dor, preciso que diga.

- Dor? – Ela se surpreende.

Gaara não responde, ao invés disso, ele leva sua outra mão até o cabelo dela, correndo-a pelas suas costas e alcançando-o depois de alisar seu pescoço. O Kazekage o segura com uma pouco mais de força que o necessário e faz Sakura erguer sua cabeça, deixando seu pescoço exposto. A outra mão sem jamais deixar a dela.

Sakura arfa surpreendendo-se. Então era esse o segredo, o novo hábito. Gaara descobriu que gosta rude e selvagem.

- Entendeu? – Ele questiona, um pouco preocupado e arrependido, mas ao mesmo tempo excitado como nunca esteve antes. É uma loucura estar fazendo isso com Sakura.

Ela solta um murmúrio desconexo, mas deixa claro que entendeu.

- Você quer parar?

- Você ainda nem começou.

Ele tem que se controlar para não rir, mas ao invés disso aperta o seu cabelo um pouco mais. Sakura morde seu lábio e aperta a mão dele, ela treme de ansiedade, pensando o quão real as coisas estavam prestes a ficar. Gaara solta o seu cabelo, ao senti-la tão trêmula.

- Relaxe, Sakura. Feche os olhos. – Ela obedece. – Você está com medo? – O ruivo teme sua resposta, disposto a desistir de tudo com uma única palavra dela.

- Já disse que isso é impossível, Gaara. – Ela continua com os olhos fechados e se lança para trás, para que suas costas o encontre. – Estou curiosa. O que você faria a seguir?

O Kazekage leva um instante para responder, pensando cuidadosamente no que irá dizer. – Tem mais uma regra, mas acho que ela não deve ser válida na nossa... encenação.

- Temos que fazer de acordo. Diga.

Ele se afasta novamente, temendo que Sakura pode sentir sua excitação. A Haruno é terrivelmente tentadora sem ao menos se dar conta. – Você deve fazer tudo o que eu mandar.

Ela respira fundo sentindo seu corpo se arrepiar. – Entendi. - O ruivo fica quieto esperando a reação dela. - E qual é a sua primeira ordem?

Gaara a amaldiçoa em pensamento, se Sakura tivesse a mínima noção do que está fazendo com os desejos do Kazekage jamais teria aceitado essa brincadeira. – Tire a sua roupa.

A Haruno tenta virar o rosto para encará-lo, verdadeiramente surpresa, mas Gaara a segura no lugar. – Mas você não precisa.

Sakura demora um instante para responder. Sim, era tudo uma encenação e tirar suas roupas seria cruzar um limite perigoso, mas ela disse que agiria de acordo e precisava levar o Kazekage ao descontrole. Além disso, não há uma parte dela se quer, que não está morrendo de vontade se de tirar vantagem dessa situação como Ino havia sugerido. Ainda que nenhum dos dois vá admitir, Sakura deseja ser aproveitada tanto quando Gaara deseja se aproveitar dela.

Ela solta a mão dele e começa a desabotoar os botões da sua camisa, sem conseguir ver o sorriso que ele deixa escapar. O tecido escorre pelos seus ombros devagar e Sakura segue, se livrando também de seu shorts. Em instante, está apenas com suas roupas intimas, sentindo Gaara quente atrás de si. Ele se afasta um pouco e tira sua camiseta, sua pele queimando de desejo para encontrar a dela.

- O sutiã também, Sakura. – Ele murmura em seu ouvido e ela tem que segurar para não gemer.

Seria esse um dos limites que a Haruno não deveria deixá-lo cruzar?

Se fosse, agora é tarde demais.

Ela mesma abre o fecho e abaixa os braços para deixa-lo cair ao chão. Gaara a observa o tempo todo, se controlando para não a jogar na cama e devorá-la naquele segundo. Suas mãos vagam então para sua calcinha, mas o ruivo a detém.

- Essa é minha... Mas ainda não. – Ela acena com a cabeça, sem ser capaz de formular uma única palavra. – Não se mova.

Ela obedece como disse que faria e quase chora em protesto quando o sente se afastar. Gaara caminha pelo quarto, procurando o que precisa e em um instante, está de volta. Ele usa o tapa-olhos dela, colocando-o em seu rosto com delicadeza e toca seus ombros, trazendo seus braços para trás, conforme a contorna. Sakura geme em um tom de voz quase inaudível quando sente Gaara amarrar seus punhos em suas costas. Ela jamais fez algo assim com qualquer outra pessoa. A Haruno não faz a menor ideia do que esperar, Gaara mal a tocou e ela já está sentindo o seu corpo em chamas, como nunca antes. Ele puxa o nó, um pouco bruto demais e ela suspira. Está quase enlouquecendo, sua missão praticamente esquecida.

- Você está tensa. – Ele sussurra, puxando seu cabelo mais uma vez, forçando-a a deixar seu pescoço exposto para ele.

- Estou ansiosa.

- Entendo. – Gaara beija seus ombros e lambe sua pele até alcançar seu ouvido. A outra mão segurando seu cabelo rosa com força, impedindo-a de se mover. – Vai ajudar se eu disse o que faria com você? Se fosse real, é claro.

Ela apenas acena, seu coração quase explodindo de expectativa, por um instante havia esquecido completamente do teatro, principalmente porque Gaara não faz a menor questão de fingir e brinca com o seu juízo, lambendo e mordendo toda a pele que lhe é oferecida. Ele menciona a encenação de propósito, apenas para testá-la e ao alcançar o seu ouvido novamente, torna a falar.

- Primeiro, eu te deitaria nessa cama e usaria a minha língua para saborear cada canto desse corpo. Provar tudo o que eu tenho direito. – Ela treme, se o que ele está fazendo com o seu pescoço já a deixou a beira da loucura, ela não pode nem imaginar como seria ter a língua dele por todos os lados. - Depois, Sakura, eu iria brincar com esses dois.

Gaara agarra os seus seios de repente e a Haruno arqueia seu corpo, ficando a mercê dele. Ela engasga com o próprio gemido e tenta se mover, louca de desejo, mas o Kazekage a prende, pressionando-a contra si mesmo. É alucinante ter suas mãos amarrada, os olhos vendados e o corpo exposto para ele. Gaara aperta seus seios e brinca com seus mamilos sem piedade, Sakura geme e choraminga, sentindo dor e prazer ao mesmo tempo.

- Deliciosos. – Ele murmura em seu ouvido. A Haruno mal reconhece a sua voz, é gutural e carregada de desejo. – Eu só os largaria quando você estivesse pronta.

Ele desce uma de suas mãos, até o cos da sua calcinha e a puxa um pouco, Sakura se contorce ainda mais e choraminga. – No ponto certo, para a minha língua aqui em baixo.

- Quando eu terminasse, Sakura, nós iriamos foder. Com força.

Ela mal consegue respirar. Nunca havia imaginado que Gaara pudesse dizer esse tipo de coisa, mas agora tudo o que ela consegue pensar é em tornar aquelas promessas realidade. Ele ainda brinca com um dos seus seios, enquanto lambe o seu pescoço, aparentemente alheio ao delírio dela. Sakura já teve alguns parceiros, mas nada com isso. Nada deixasse sua mente completamente em branco e a única coisa que ela consegue pensar é em Gaara e nas palavras dele.

- Infelizmente, não faremos nada disso. – Ele a solta seu peito e afasta seus lábios, para o desespero da Haruno.

Sakura quase chora em ser trazida tão abruptamente para a realidade. – Por que?!

- Como porquê, Sakura? – Ele sorri, sabendo que ela já está completamente presa em sua armadilha. – Nós estamos apenas encenando, lembra?

Ela choraminga de novo, exatamente do jeito que ele queria. O objetivo era levar Gaara ao limite, mas o novo plano é muito mais tentador. Fazer Sakura enlouquecer de tanto prazer tornou-se a maior prioridade do Kazekage, algo que ele jamais havia percebido que almejava com tanta veemência.

- N-Nós podemos... – Ela murmura transtornada. Gaara havia feito promessas arrebatadoras demais para deixá-la sem nada agora. – Por favor?

- Por favor o que, Sakura? – Ele a tenta perversamente, as mãos retornando para onde nunca deveriam ter saído, lhe alcançando com uma calma torturante a base do seio. – O que você quer?

- Você. – Ela responde depressa e o Kazekage se surpreende. Era o que ele queria ouvir, mas a realidade é espantosa e deslumbrante.

- Então implore.

Ela rosna, irritada e se move para se afastar, mas Gaara a segura, as mãos agarrando seus seios com força. Sakura arfa ao sentir sua ereção contra sua bunda, não há dúvidas que o ruivo a deseja com a mesma intensidade. Ele brinca com seus mamilos, esfregando-os e de os então, os belisca com vigor. A Haruno geme alto e treme, surpresa pela onda de prazer inexplicável que a toma, sua cabeça fica nublada e mais uma vez, ela só consegue pensar no que mais o Kazekage é capaz de fazer.

- Gaara. – Ela balbucia, completamente rendida. – Você pode fazer o que quiser comigo, vamos... – Sakura soluça de prazer. – Sem teatro. Eu quero tudo.

- Então peça, Haruno.

- Me fode, Gaara, eu imploro.

- Sim, Sakura. - Ele a joga na cama, segurando o seu quadril, obrigando-a a empinar sua bunda para ele. – Mas não agora, nós ainda temos muito a fazer.

Apenas a visão dela amarrada, rendia e totalmente exposta quase faz o Kazekage perder completamente o juízo. Sakura se move, voltando o seu rosto para ele, ainda que seus olhos estejam cobertos. Seu rosto está vermelho, molhado de suor e ela more o lábio, claramente se perguntando porque ele está demorando tanto para realizar o seu próximo movimento. Ela está ansiosa e Gaara sorri. Sem tirar os olhos do rosto dela, ele toca uma de suas nádgas, o lábio da rosada treme em expectativa. Ele a acaricia lentamente, provocante, tentando o seu máximo para levá-la ao limite e afasta sua calcinha levemente. Gaara quer vê-la implorar mais uma vez. Sakura arqueia o seu corpo, empinando-se um pouco mais em sua direção, ela quer mais, quer tudo de novo que Gaara puder lhe oferecer. Ela tenta se mover, quer deitar e abrir suas pernas, mas o Kazekage a coloca de volta no lugar rapidamente.

- Sou eu quem comanda. – Ele adverte e a Haruno suspira diante daquele tom de voz novamente.

Gaara sempre foi uma pessoa autoritária, afinal, ele é o Kazekage, mas ao mesmo tempo sempre foi um homem muito gentil. Porém, agora a sua postura é completamente outra, é como se Sakura estivesse conhecendo um outro lado seu, alguém completamente dominador e controlador. Ela tenta se mover mais vez, parte sua ardendo de curiosidade em ver a reação dela, quando ela o desobedecer.

- Não me provoque, Haruno. – Ele murmura sério, colocando-a exatamente na mesma posição de volta. A bunda bem empinada e o rosto apoiando no colchão. – Ou terei que castigá-la.

- C-Como? – Ela quase paga para ver.

Gaara sorri, completamente satisfeito com a reação dela. Ele ficaria feliz em ensinar tudo o que sabe a ela, guiá-la e dominá-la em cada passo desse perigoso caminho, mas Sakura é impaciente e se ela quiser ser uma boa aluna, será necessária muita disciplina.

Ele não a responde e ao invés disso, se abaixa para colar seus lábios na sua pele branca. Ele dá uma mordida em sua bunda, fazendo Sakura gemer de prazer e surpresa. Gaara morde e depois beija, lambe e chupa cada centímetro da sua pele, exatamente como disse que faria. Das nádegas, ele sobe para as costas, viajando por ela sem pressa, com a plena consciência do quão torturante isso é para Sakura. Mas o pior ainda está por vir.

Ela fica mole sob o seu toque. Onde a língua do Kazekage toca queima, onde ele morde, arde e os seus beijos a deixam a beira da loucura, sem conseguir controlar os seus gemidos. Se é isso o que Gaara esteve fazendo esse tempo todo, Sakura não consegue entender como era ele quem perdia o controle. Ela está prestes a desmaiar de prazer, ele mal começou o seu jogo.

Gaara senta no colchão e se apoia na cabeceira. Ele puxa Sakura com cuidado, colocando-a sentada em seu colo. A Haruno ainda está tremendo, suada e ofegante. A chuva lá fora para aos poucos e o quarto volta a ficar quente, mas Sakura não poderia dizer de onde vem o calor. Seu cabelo está úmido e bagunçado, ela respira pela boca, com dificuldades para se acalmar, principalmente no colo do Kazekage, onde pode sentir perfeitamente sua ereção. Ele está controlado, concentrado na respiração dela que faz seus seios balançarem. Gaara segura sua cintura, se deliciando com o efeito que causou nela. Ele está pronto para mais, mas dá um segundo para ela respirar.

- Se acalme. – Ele murmura. – Está tudo bem.

A voz dele é calma, controlada e a envolve, conduzindo-a como as suas mãos. Gaara tira o tapa-olhos do seu rosto, ansioso para ver seus olhos, mas se surpreende. Ela carrega um olhar repleto de desejo, olhos verdes e vivos, como ele nunca havia testemunhado, mas também inocentes. Por um instante, Gaara vacila. Ele se lembra de quem está em seu colo, é Sakura Haruno, é sua amiga de infância. As outras mulheres foram fáceis de dominar, não havia inseguranças ou receios, era apenas sua autoridade e luxuria pura. Mas Sakura é querida, é nova e se envolveu nesse perigo apenas para ajudá-lo. Em algum lugar da sua mente ele se pergunta o que seus amigos diriam se soubesse o que ele está fazendo com ela, aproveitando-se da sua boa vontade e tratando-a movido pelo seu desejo.

A Haruno percebe. Ela vê seus olhos trepidando em incerteza, mas nela não há uma única gota de dúvida. Sakura pode ter demorado anos para ver Gaara como um homem, mas agora que havia provado o gosto desse banquete, quer devorá-lo por inteiro. Ou melhor, ser devorada. Ela não quer que ele se questione, quer ele bruto e dominador, quer ele puxando o seu cabelo e dando ordens. Quer aprender muito mais disso que Gaara tem a oferecer.

Justamente por isso, ela se lança para frente o beija. Seus braços estão amarrados, mas ela faz questão de empinar seus seios, empurrando-os contra o Kazekage. Gaara vacila um instante, ainda incerto, mas ao sentir a língua da Haruno entrando em sua boca, lança ao inferno suas dúvidas. Foi uma iniciativa dela, mas Gaara é controlador e assume o beijo depressa. Ele a beija com vontade. Sakura sente uma explosão dentro de si, o beijo tão quente e intenso que faz sentir-se mole e trêmula mais uma vez. Seus ouvidos estão zunindo e o seu corpo arrepiado, completamente entregue. O gosto dela é bom, viciante como uma droga e Gaara se pergunta como conseguiu ficar tanto sempre sem isso. Agora já tarde demais, ele havia provado dessa fonte e deseja se afogar como um alcoólatra. Eles se separam um instante e a Haruno geme baixinho, sentindo-se zonza e tentada a murmura palavras desconexas de puro prazer, mas Gaara não lhe dá tempo. Ela a toma mais uma vez, ainda mais selvagem. Chupa seus lábios e puxa seu cabelo, completamente tomado pelo desejo. Sakura não tem outra opção, a não ser se render, querendo que esse momento dure. Ela sente vontade de abraçá-lo, mas seus braços estão amarrados e ela geme ao se lembrar disso.

- Ainda não, querida. – Ele sussurra contra seus lábios. Sakura se derrete com a sua voz apaixonada. É a primeira vez que ele a chama assim, mas é tão doce e natural que soa como um hábito antigo. – Você se lembra do quem vem agora?

Ela se esforça, repassando mentalmente as promessas dele. Então, acena com a cabeça, incapaz de responder e empina seus seios, oferecendo-os a ele.

- Muito bem, você é uma boa menina, Sakura. – Gaara sorri malicioso. – Vamos ao seu primeiro teste.

- O-O que?

- Se você fechar os olhos enquanto eu estiver brincando com eles, vou castigá-la. – Ela suspira. – Pode gemer o quanto quiser, Sakura, mas não feche os olhos, entendido?

Ela acena com a cabeça, para demostrar que entendeu. – Não, querida, quando eu te der uma ordem você tem que dizer "Sim, Kazekage-sama."

Sakura quando engasga de surpresa, quase não acreditando na audácia dele e espera um instante para certifica-se de que ele não está brincando. Mas Gaara continua sério, esperando ela falar.

- S-Sim. – Seus olhos permanecem um no outro. Sakura pode sentir o seu rosto queimando, mas ela se esforça, sem conseguir explicar de onde vem essa vontade de agradá-lo. – Sim, Kazekage-sama.

- Muito bem.

Ele nem dá a ela um instante para processar o que acabou de acontecer e coloca um dos seus seios inteiro na boca. Ele a chupa com vivacidade, os olhos sem nunca deixar o rosto dela, certificando-se de que irá cumprir o que ordenou. Sakura arfa, sem ar e se controla o máximo que pode para não fechar os olhos ao sentir a língua dele rodeando seu mamilo. Ela levanta o rosto e encara o teto para tentar se concentrar, mas se surpreende quando ele a morde.

- Olhos em mim, Haruno. – Ela obedece.

A visão dele chupando-a é alucinante e a coisa mais excitante que Sakura já viu. Gaara pressiona seus seios, alternando entre seus mamilos, brincando com o seu juízo. Ele chupa sua pele branca com força, certificando-se de deixar marcas, porque quer que ela se lembre desse dia por muito tempo. A Haruno é macia, cheirosa e deliciosa em sua língua. Seus seios tem o tamanho perfeito, cabem por inteiro na sua boca e seus mamilos, duros de tesão, o deixam louco. Sakura está usando todas as forças que tem para não fechar os olhos e se permitir afundar nesse delírio. Ao invés disso, ela rebola, sentindo a ereção dele firme entre as suas pernas. Ter seus braços amarrados não a ajuda, a sensação de estar rendida, a mercê dos desejos dele é incrível e delirante.

Gaara já esteve com muitas outras mulheres, mas nunca sentiu seu pênis doer tanto de tesão. Ele só consegue pensar se afundar nela até sua mente ficar em branco, até Sakura desmaiar de tanto prazer e perder a voz de tanto gemer para ele. Mais uma vez ele se pergunta como pôde ficar tanto tempo sem isso, sem ela. Como pôde olhar para Sakura e não perceber quão inebriante seriam seus beijos, quão suculento seria o seu corpo e quão fantástica essa mulher é. Como ele poderá voltar para casa agora? Como poderá ficar com outra senão ela? Nenhum beijo jamais será como de Sakura, nenhum suspiro como o som que ela faz, nenhuma outra seria capaz de tremer tão perfeitamente como a Haruno sob o seu toque.

Gaara sente que está ficando doente.

Ou pior.

Ele olha nos olhos dela, tão transparente quanto vidro. Sempre foram e ele sempre amou isso nela. Seu desejo é claro, ela o quer tanto quanto ele. Mas não ainda, não agora. Ele precisa provar cada pedacinho, decorar cada olhar, memorizar cada suspiro. Essa é a primeira vez, mas Gaara fará como se fosse a última. Quer dar a ela tudo o que tem, quer fazer Sakura se lembrar com a mesma certeza de que ele jamais esquecerá.

Ela está mole mais uma vez, rendida e cada vez que parece que vai desmaiar, Gaara morde um de seus mamilos com mais força para acordá-la. Sakura sente vontade de chorar de tanto prazer, está molhada e todo seu corpo formigando, implorando pelo toque dele. Está no seu limite, um único toque a fará gozar com toda certeza.

- G-Gaara, por... Por favor... – Ela mal consegue falar, mas ele compreende. – Eu preciso...

- Eu sei do que você precisa, minha Sakura. – Ele ergue a sua boca para encontrar a dela de novo, já com saudades do seu beijo, mas deixa sua outra mão brincando com seu mamilo.

A Haruno mal tem forças para beijá-lo, mas corresponde. O gosto de Gaara é único e é algo que ela nunca soube que precisava tanto.

Ela solta seus braços e Sakura o abraça sem demora, se enterrando no Kazekage. Ela acaricia seu cabelo ruivo e pela primeira vez, corre as mãos pelos seus ombros. Desesperada para absorvê-lo antes que Gaara a prenda mais uma vez.

- Muito bem. – Ele sussurra. – Você foi uma ótima garota.

Ela sorri, fraca e pulsando, tão molhada que sua umidade atravessa sua calcinha.

- Só mais um teste e vou te dar o que você quer Sakura. – Ele a deita na cama. – Se você passar, eu vou te foder a noite inteira.

- Sim, Kazekage-sama. – Ela diz depressa, almejando com todas as forças o que ele oferece.

Gaara sorri, ela aprende depressa, com toda certeza. – Será mais difícil.

Ela acena e o beija, passando a mão no seu cabelo ruivo. – Eu faço o que você quiser.

Doce Sakura, doce e inocente. Não faz a menor ideia do que está oferecendo. Tão maravilhosa e submissa. Perfeita.

- Eu vou te chupar. – Ela arfa de alegria, é o que ela mais quer, senti-lo revirando-a com a sua língua. – E você não pode gozar.

Sakura fica séria, o encarando. Ela tem certeza que não será capaz, está prestes a gozar ali mesmo, ainda de calcinha. Não há a mínima possibilidade de ela aguentar a língua do Kazekage sem sucumbir.

- E se eu não conseguir?

- Será punida.

Ele está sério. Sakura pensa sobre o que ele seria capaz de fazer. Ele havia comentado algo sobre dor, seria isso? Qual é o preço a se pagar?

Ela ainda está pensativa quando ele se move, deitando-a na cama e se ajoelha no chão. Sakura fecha os olhos, suspirando.

- Haruno, não me desobedeça. – Ela acena com a cabeça, mas sabe que é uma ordem desperdiçada.

Gaara desliza sua calcinha úmida pelas suas pernas e antes mesmo de sentir a sua língua, Sakura decide que irá pagar para ver.

Ela está tão molhada que encharca a boca do Kazekage depressa, sua umidade escorre pelo queixo dele e alcança o seu nariz. Sakura tem um gosto marcante, é única e ele tem a certeza que jamais a esquecerá. Ela grita e geme quando Gaara afunda seu rosto, provando-a com todo o direito que tem. A rosada esparrama suas mãos pela cama, procurando algo para se apoiar, alucinada e delirante de prazer. Gaara a lambe e chupa seu clitóris, sugando-a sem piedade. Provocando-a como pode, querendo que Sakura sucumba e ele tenha a oportunidade de dar umas belas palmadas no seu traseiro. Mas não é assim que funciona, ele é um homem honesto e não um sádico, não quer vê-la errar de proposito e ficará furioso se Sakura não o obedecer, por isso, ele a chupa com vontade enquanto pode, mas pronto para parar quando ela der o sinal.

Mas Sakura não dá. Ela é incapaz de pedir para que ele pare mesmo quando sente seu gozo vindo, sua vagina se contrai e pulsa, seu corpo se arrepia, preparando-se para se derramar. Sakura agarra o cabelo do Kazekage e força sua boca contra ela, sentindo sua língua em seu clitóris, ela rebola e geme sem conseguir ser capaz de se controlar. A explosão vem depressa. Ela arqueia seu corpo e agarra um dos seus seios, friccionando seu mamilo. Sakura grita e treme, permitindo-se o melhor orgasmo que já teve, gozando na boca do Kazekage sem nenhum arrependimento. Ela arfa e larga a cabeça dele, fraca e exausta. Seu interior pulsa, latejante e completamente satisfeito. Ela fecha os olhos e respira, tentando se acalmar. Alheia ao que está por vir.

Gaara se levanta, parte extasiado por sentir Sakura gozando em sua língua e parte furioso pela rebeldia dela. Ele a observa, deitada com as pernas abertas, ainda escorrendo no colchão. Uma visão memorável. Ela respira ofegante, tremendo e uma mão ainda em seu seio, massageando-o de leve. Gaara sente vontade de sorrir, tão satisfeita, nem se quer se lembra do que não cumpriu. Ele se levanta e tira suas últimas peças de roupa, finalmente libertando sua ereção. O ruivo precisa usar todo o seu controle para não se enfiar de uma vez dentro dela, antes disso, tem que corrigir o que Sakura errou.

- Você não fez o que eu mandei, Sakura. – Ela abre os olhos preguiçosa e ele a percebe um pouco envergonhada.

- Eu sinto muito, Gaara. Eu não consegui segurar. – A rosada senta-se quase sem forças e se surpreende, ao vê-lo nu pela primeira vez.

Gaara está duro e tão tentador que Sakura sente vontade de retribuir, colocando-o imediatamente na boca, ou abrindo-se para que ele entre de uma vez. Mas ao olhar em seu rosto, vê que ele está sério e irritado.

- Vire e empine a sua bunda.

- O que você vai fazer? – Ela murmura receosa, sexo anal não era algo que Sakura já havia experimentado e não é algo que gostaria de fazer com o Kazekage irritado.

- Você vai apanhar. Por me desobedecer.

- O que?!

- Vire agora, Sakura. – Ele usa um tom de voz novo. Outro que ela não conhecia.

É irritado e autoritário, mas ao mesmo tempo, incrivelmente sexy.

Dessa vez, ela obedece. Fica na posição que ele ordenou, a bunda para cima, bem empinada para ele e se apoia nos cotovelos mordendo o lábio, ansiosa.

- Você vai levar cinco palmadas. Quero que conte em voz alta – Ela acena.

Gaara se posiciona e Sakura fecha os olhos. A primeira palmada a faz gritar, mas não de dor. É surpresa e um tesão que a Haruno jamais havia sentido. Ela mal se recuperou do orgasmo e já sente seu interior pulsar novamente.

- Conte, Sakura.

- Um.

A segura doí um pouco mais, arde e faz Sakura gemer.

- Dois.

A terceira faz o Kazekage ter que respirar fundo. Sua nádega começa a ficar vermelha e som da Haruno gemendo de dor e tesão quando o faz devorá-la. Ela está gostando.

- Três.

A quarta, Sakura arqueia seu corpo, sentindo seus mamilos eriçados. Ela está completamente excitada novamente. Sua pele arde e dói, mas é uma dor deliciosa.

- Q-Quarto. – Ela murmura, zonza, querendo que o Kazekage faça gozar de novo.

- Mais alto, Haruno.

- Quatro. – Sakura repete, não quer deixá-lo irritado mais uma vez, ainda que essa punição seja incrivelmente deliciosa.

- A última.

Ele bate com mais força, querendo deixá-la marcada. Sakura grita gemendo de novo e de choraminga de dor. Gaara quase se arrepende, mas quando a vê escorrendo entre as pernas, sorri. Ele está ofegante, seu pênis dói e pulsa, implorando por ela. Gaara quer foder essa mulher mais que tudo.

- Cinco. – A Haruno declara derrotada.

- Sakura. – Ela se vira levemente. – Não me desobedeça novamente.

- Sim, Kazekage-sama.

Gaara agarra sua bunda ainda vermelha e a penetra de uma vez, sem conseguir se controlar mais. Essa é a sua posição favorita, estava querendo comê-la de quatro a noite inteira. Sakura arfa sentindo o pênis do Kazekage abrir caminho em sua vagina, quente e úmida. Ela está tão molhada que tudo o que sente é prazer. Sua bunda ainda está ardendo e ele a segura sem dó e sem se preocupar em deixar mais marcas. A Haruno se empina, dando espaço a ele e Gaara capricha nas estocadas.

Os dois gemem em conjunto, o suor escorrendo em seus corpos. Gaara pensou que seria impossível ficar ainda mais enfeitiçado pela Haruno, mas ele estava terrivelmente enganado. Sakura é, sem sombra de dúvidas, a mulher mais incrível com quem ele já esteve. Seu corpo fica dormente e o seu raciocínio se esvai, tudo o que há é Sakura, seu corpo, seu cheiro, seus sons. Ele precisa dela, precisa como se sua vida dependesse disso. Gaara a vira no colchão, bruto e selvagem, ela quase grita de surpresa e perde o folego quando ele a penetra novamente. Tudo fica ainda mais incrível. Os olhos da Haruno brilham de desejo, como se estivessem gritando, chamando Gaara cada vez mais, ainda que Sakura mal seja capaz de emitir um único som. Ela geme, sem folego e sem forças, sentido seu corpo febril e delirante. Sentindo-se consumida pela sensação de ter Gaara dentro de si, tomando-a como se tivesse o direito, como se Sakura pertencesse a ele. É uma energia impossível de ser descrita. Nenhum dos dois jamais imaginou que isso seria possível, nem mesmo em seus mais loucos devaneios, ligar-se a outra pessoa dessa maneira, com uma conexão tão forte que ultrapassa o físico.

Gaara segura as mãos dela, prendendo-as acima da sua cabeça e encara Sakura nos olhos. Ela está tremendo e suspirando, seus lábios trepidando e as pupilas dilatadas. Tão inacreditavelmente linda, tão sua. Gaara quer se afundar cada vez mais nela, quer vê-la assim pelo resto da sua vida. Ele arfa e geme, murmurando palavras sem sentido, cedendo a Sakura tudo o que é seu. A cada investida, Gaara sente sua razão escorrendo entre seus dedos, como se estivesse perdendo o juízo, como se estivesse ficando louco. É uma sensação extraordinária.

Sakura é boa demais, boa demais para ser verdade.

Boa demais para ele.

Sakura é gentil, inteligente e pura, e agora, Gaara a fode sem pudor nenhum. Sua mente formula vários pensamentos ao mesmo tempo e o Kazekage sente-se zonzo de repente. Mais uma vez, ele percebe com quem está e pensa no que fez. É Sakura entre a suas pernas. Sua amiga, a quem ele não suportaria perder e ele está penetrando-a, segurando seus braços, com se ela fosse qualquer uma. E por Deus, ele bateu nela. Marcou sua pele como se tivesse algum direito. Ele se arrepende, não deveria ter mostrado a ela esse seu lado. E se Sakura estivesse se lembrando de quem ele costumava ser? Se ela estivesse com medo dele? É o seu maior medo. Pelo amor de Deus, ela está sentindo-se forçada? Ele nem ao menos perguntou antes de penetrá-la.

De repente, acontece. O Kazekage ultrapassa uma linha tênue, seu corpo treme e ele fecha os olhos, reconhecendo a sensação.

"Não, não, não. Não com ela."

- Gaara, abra os olhos. – A voz dela é doce e suave, mas ele reluta.

O prazer, torna-se dor depressa. Gaara solta um urro angustiado e liberta as mãos da Haruno. Está acontecendo, ele está perdendo o controle e se desespera, tomado por um medo enlouquecedor de feri-la. Tudo o que ele consegue pensar é em protegê-la, e em não deixar que sua areia tome conta. O ruivo se afasta depressa, jogando-se ao chão, colocando distância entre ele e Sakura, ofegante e sua visão escurecendo.

- Gaara! – Ela se lança até ele, os braços erguidos para alcançá-lo, mas Gaara acena para que ela se afaste.

- Não me toque. Você precisa sair daqui, Sakura! Eu posso te machucar.

-Você nunca faria, isso. – Ela o abraça, ainda que Gaara relute, trazendo sua cabeça para descansar acima dos seios. – Respire fundo. Se acalme, você não está perdendo o controle.

O Kazekage sente seu coração batendo alucinado em seus ouvidos, uma náusea embrulha seu estômago e o seu peito dói como se ele estivesse o meio de um ataque cardíaco, mas Sakura o segura firme e impulsiona seu chakra cuidadosamente. Acalmando-o aos poucos, tão gentil e cálida como seus beijos.

- Eu sinto muito, Sakura. – O ruivo murmura exausto, tremendo e seu corpo dói.

- Não se preocupe, Gaara. – Sakura sussurra gentilmente. – No que você estava pensando?

- P-Por que?

- Você não está perdendo o controle, isso é um ataque de pânico, Gaara. – Ela explica, segurando-o firme em seus braços.

- Eu não tinha um há anos.

- Você sabia?

- Começaram depois do ataque da Akatsuki, eu pensei que havia superado, mas então eles voltaram depois da guerra. – Ele explica com a voz baixa. – Mas foi por pouco tempo. Não entendo porque voltaram.

- Sobre o que você estava pensando? Não minta, eu percebi.

Gaara se ajeita em seus braços para conseguir olhá-la sem se afastar. – Estava com medo de ter te assustado... De ter te machucado.

- Isso nunca aconteceria.

- Sak-

- Não, Gaara. Isso é impossível. Sei quem você é. – Ela segura o rosto dele. – Você assumiu o controle e ficou desesperado em perde-lo, mas você sabe muito o que está fazendo.

- Eu bati em você.

Sakura sorri, sentindo vontade de rir, mas ele se irrita e tenta se levantar. – Gaara, se você tivesse oferecido dez palmadas, eu pediria mais cinco.

Ele a encara verdadeiramente surpreso, pela primeira vez, respirando tranquilo depois de um ataque. Teria Sakura esse poder?

- Quantas vezes preciso repetir que você não me assusta? – Ela sorri e afaga seu rosto com carinho. – E, Gaara... Eu nunca quis tanto alguém em toda a minha vida.

Ele fica e silêncio, querendo que ela diga isso mais uma vez. – Eu quero isso, quero você.

Gaara se levanta, olhando-a nos olhos. O que está acontecendo? Eles estavam discutindo e então, brincando de teatro e depois transando como loucos e agora, abraçados no chão do quarto dela.

Que mulher é essa? Quer sentimento é esse?

Gaara a beija. Seu beijo é como os outros, completamente arrebatador. Ele a ergue nos braços, fazendo questão de segurá-la, sem romper o contato. O Kazekage a deita na cama com delicadeza, ansioso para reacender a chama. O ruivo a toma para si, roubando Sakura um pouco mais a cada beijo.

Nenhum dos dois jamais imaginou que isso aconteceria quando Gaara atravessou as portas do consultório dela. Essa jamais foi a sua intenção. Sakura estava repleta de perversões quando sugeriu a encenação, mas sua mente não seria capaz de formular uma fantasia tão incrível quanto esta. Gaara a toca com delicadeza e a olha nos olhos, prestando atenções nas suas reações. Ela está tão feliz que sente vontade de chorar. Valeu a pena.

Mas ela ainda queria mais.

O Kazekage não demora para se excitar mais uma vez. E a toma enquanto a beija, assumindo uma nova forma. Ele se move lento e sensual, encaixando-se nela como duas peças perfeitas. Sorrindo entre os beijos, murmurando sussurros delicados, segurando-a com a certeza que jamais irá soltar. Penetrando-a com carinho e cuidado. Outra face do Kazekage que ela não conhecida. Eles se enroscam devagar e ela suspira, aproveitando. Gaara é incrível a qualquer velocidade, mas ela sabe muito mais a espera. Ela a toma lentamente, por enquanto. Somente até Sakura implorar para ser fodida mais uma vez e a noite estava apenas começando.


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