... para a Babá que Gosta como Mãe

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— Natsu... — Hanabi murmurou, parando de fazer as tarefas de aula.

— Sim?

— Eu nunca te agradeci, né? — A garotinha encarou a babá.

— Me agradeceu pelo que, Hanabi-sama? — a mais velha perguntou um tanto confusa.

— Por ser como uma mama!

O sorriso de Hanabi só não era maior do que o de Natsu.

Apesar de seu dever ser cuidar daquela criança, há muito que ela não via como uma obrigação e sim como um prazer. Ter todo o carinho reconhecido de uma forma tão simples e meiga como só Hanabi seria capaz de fazer fez com que os olhos opacos ganhassem um brilho alegre e vivido como o verão.

Hoje em dia, Hanabi era tão diferente daquela criancinha doce e admirada com o mundo. Ela estava passando por uma faze onde queria ser adulta sem poder ser e isso acabava a deixando aborrecida com tudo. O que estava a Natsu era cuidar de sua garotinha com todo o carinho de sempre e esperar pacientemente.

Esperar que os ânimos naquela casa melhorassem. Esperar que Hanabi voltasse a se admirar com o mundo. Esperar que aquela pequena garotinha se tornasse uma mulher, uma bela mulher, e que tivesse sua própria vida sem estar acorrentada a todas aquelas tradições do clã.

Por mais que Natsu já não fosse mais necessária como uma babá para Hanabi, ela continuaria ali. Continuaria se lembrando daquela confissão tão amável que enchia seu coração de alegria. Continuaria ali para que a pequena Hyuuga, hoje em dia já não tão pequena, sempre tivesse com quem contar.

Natsu não se animava apenas em pensar sobre isso e nos vários futuros gloriosos que a sua garotinha pudesse ter, ela também se animava em pensar que ela e a irmã se tornariam amigas e cumplices, se animava em pensar que um algum dia aquele clã tão acinzentado pudesse ser pintado com as cores vivas do verão que Hanabi tanto gostava.