... para a Mãe que é Fada
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— Mamãe...
— Sim, Choji? — a mulher respondeu sem tirar a atenção das várias panelas, com caldos borbulhantes e apetitosos.
— Me desculpa?
Neste mesmo instante, ela deixou tudo de lado e olhou séria para o filho.
— Pelo quê?
— Eu queria te dar uma borboleta de presente, mas fiquei com pena de prender e não deixar ela voar...
A mulher sorriu e bagunçou os cabelos castanhos do filho, se abaixando um pouco para isso.
— Não precisa se desculpar por ter feito a coisa certa, Choji. Você é gentil e este é o melhor presente que pode me dar! — Ela tentou encorajar um pouco a criança.
— Certo! — Ele sorriu de forma meiga.
Depois de um pouco mais de cafuné, a mãe voltou a atenção para as panelas enquanto o filho corria em direção a porta, mas antes que ele pudesse cruzar o arco, a mãe o chamou.
— Choji!
— Sim, mamãe? — ele parou no mesmo instante.
— Por que queria me dar uma borboleta, querido?
De todos os presentes que já ganhou, de fato, uma borboleta seria o mais inusitado e talvez até mesmo o mais bonito. Borboletas tem um significado forte, principalmente para o clã Akimichi.
— Porque fadas gostam de borboleta, não gostam? — Enquanto falava, Choji se aproximou da mãe novamente e segurou carinhosamente uma das mãos livres — O papai sempre diz que a senhora tem mãos de fada porque cozinha bem...
— Mas isso não quer dizer que eu seja uma fada de verdade, Choji... — Algumas risadas escaparam, apesar do elogio ter sido tão gracioso.
— Claro que sim! — a criança protestou — Não adiantaria de nada ter as mãos se a senhora não fosse uma fada de verdade.
— E por que não? — A mãe ficou um tanto séria, esperando ansiosa pela resposta.
— Porque você sempre diz que cozinha com o coração para a comida sair gostosa, então a senhora tem um coração de fada...
— Oh, Choji... — o olhar de surpresa era tão nítido quanto o sorriso grande que apareceu nos lábios da mais velha. — Obrigada, querido! — Ela se abaixou e apertou o filho com força, o cobrindo de beijinhos de fada.
