... para a Mãe Adotiva
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Mamãe, algum dia a senhora iria conseguir me perdoar?
Quando eu não tive um nome, a senhora me deu um. Quando eu não tive uma visão, a senhora me deu seus óculos. Quando eu não tive lembranças, a senhora me deu novas e felizes. Quando eu não tive nada, a senhora me deu tudo.
Eu ainda me pergunto se caso eu tivesse permanecido naquele orfanato, se algum dia eu iria ver a senhora de novo como minha mãe, a mãe de todas aquelas crianças que também não tinham nada, mas que a senhora dava tudo por elas.
Por favor, me perdoe...
Mesmo depois de tudo o que fez por mim, eu não consegui retribuir. Talvez hoje, pudéssemos estar aqui um ao lado do outro, mamãe. Talvez tudo fosse diferente se eu não tivesse sido um egoísta que não entendeu o contexto daquele nosso último encontro em Iwagakure.
Eu aprendi a lição!
Não sou mais egoísta e hoje me esforço para ser um pai para todas essas crianças, me espelhando na senhora.
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Os devaneios de Kabuto foram interrompidos por um dos antigos Shin, puxando levemente a manga do quimono que ele usava.
— Está triste?
— Não... só estou pensativo — ele sorriu — Você já deveria estar na cama, sabe que horas são?
— Não sei ver horas ainda...
— Então vamos resolver isso!
