A Justiça Não é Surda
"Carisi. Se continuar andando de um lado pro outro, vai abrir uma vala no chão. Fica frio."
"Como vou ficar frio, Fin? Viu como a porcaria se desenrolou. 2 estupradores soltos por acharem que estão acima da lei devido à papais ricos, um juiz incompetente que facilitou tudo e uma garota cuja vida..."
"Já sabemos disso, Domie. Estávamos lá. Presenciamos tudo isso."
"E mesmo assim não conseguimos nada, Olivia. Tínhamos a faca e o queijo na mão. Aqueles canalhas iam pegar uma dura e merecida pena. Sei que não se pode ganhar todas, mas essa...devíamos ter ganho." Desabafou Carisi quase gritando.
"Ninguém está com mais raiva do que eu, Carisi." Falou Amanda tomando um café. "Queria poder ter ajudado Evie, mas ela mesma decidiu seguir tal caminho."
"Por que aquele juiz tranqueira simplesmente fechou os olhos a tantas evidência claras? Está na cara que molharam a mão dele. Eu queria por minhas mãos no pescoço corrupto dele e daqueles moleques."
"Não duvido nada da sua teoria, Carisi. Eu apostaria o salário de um ano todo nela, mas infelizmente não temos evidências disso." Disse pesadamente o capitão Cragen.
"Creio que só dá pra aguardar por um milagre." Comentou Fin Tutuola. Foi quando uma garota afro-americana parecendo ter uns 18 anos entrou na sala.
"Com licença, mas vocês são da UVE?"
"Somos, sim, senhorita. Capitão Donald Cragen às suas ordens. No que podemos ajudá-la?"
"Sou Diana Curring. Estavam trabalhando no caso de Evie Barnes, não?" Cragen confirmou e logo em seguida, Diana estendeu um envelope que Amanda pegou e abriu. O conteúdo prendeu a atenção da detetive loira por vários segundos. Os demais ao redor foram pra perto e ficaram do mesmo modo.
"Nossa Senhora. Isso é uma verdadeira dinamite."
"Dinamite, Nick? Tá mais pra uma bomba atômica."
"E eu, que era o milagre que citei. Ainda bem que sempre acreditei neles." Fin respondeu contente.
"Senhorita. Tudo isso...é verdade?" Indagou Olivia.
"A mais pura verdade, detetive Benson. Quero que a justiça seja feita e ouvida, e não fingida de ser surda."
"Vamos cuidar disso agora. Cadê o Barba?"
"Hmmm. Creio que sei onde esteja, capitão. E acho que ele vai soltar rojões de alegria." Falou Nick.
"Eu já estou soltando. Vamos." Carisi foi o primeiro a sair da sala de Cragen.
Sala do juiz Oscar Briggs.
"Não podia ter feito isso, juiz Briggs. Tínhamos as provas, testemunhas..."
"Melhor não me levantar a voz, promotor Barba, se quiser se manter no cargo."
"Eu levanto a voz quanto eu quiser, seu idiota. Me explica o que te deu na cabeça pra anular a decisão do juri."
"Provas não-suficientes. Além disso, a garota comprovou ter participado de uma produção pornô."
"Contra à vontade. Ela foi enganada e violentada. E ao deixar aqueles pivetes riquinhos livres, o senhor deixou aberta as portas para todos que pensam poder passar por cima da lei. Quanto te custou pra vender seu caráter? 500 mil? Um milhão?"
"Está me acusando de suborno? Eu fiz valer a justiça. Agora peço que se retire da minha sala ou terei de chamar uma escolta."
"Não vai precisar chamar, meritíssimo." Exclamou Donald Cragen, seguido do resto da equipe.
"Ainda bem que está aqui, capitão. Seu amigo Barba está me causando aborrecimentos."
"Peço desculpas por isso, juiz Briggs, mas vamos resolver essa parada. Benson."
"Claro. Juiz Oscar Briggs," Olivia agarrou o juiz por trás e o algemou. "está preso. Tem o direito de ficar em silêncio e a um advogado."
"P-preso? Isso é um ultraje. O que foi que eu fiz?"
"Ah, não muita coisa." Falou ironicamente Carisi. "Apenas facilitação de fuga e aceitar uns trocados pra livrar a cara de dois estupradores. Vamos indo."
"M-mas o que foi que...?" A pergunta de Barba nem precisou ser completada quando Fin lhe passou os papéis do envelope. Seu sorriso nunca esteve tão grande.
"Ei, capitão." "Sim, Amanda?" "Ganhou a aposta." Os dois mostraram um semblante positivo nos rostos pela piada.
Tribunal em andamento.
"...e como mostrado nestes documentos que foram passados para o grupo da UVE," Foi explicando Rafael Barba a todos presentes no tribunal. "deixa mais que evidente o real motivo pelo qual Oscar Briggs, aqui presente, ter anulado a decisão de condenação dos estupradores de Evie Barnes: Matt Cooper e Daniel Pryor." Uma pausa. "Ele recebeu cerca de um milhão e quinhentos mil dólares pra libertar os dois acusados."
"Protesto." Disse o advogado de Briggs. "Meu cliente é um respeitável juiz que cumpriu seu trabalho com integridade por muito anos sem se desviar jamais."
"Até esse momento, senhor advogado," Prosseguiu Barba sem olhar pro advogado." quando as famílias Cooper e Pryor lhe pagaram essa fortuna pra ignorar seu dever e libertar seus filhos criminosos, acabando de vez com a vida de uma jovem que queria vencer e devido a um ato abominável, jogando a vida dela no ralo."
"Promotor Barba. Poderia me mostrar essas evidências?"
"Certamente, meritíssimo." Rafael apresentou os papéis ao juiz que os examinou cuidadosamente.
"Como pode ver, senhor juiz, são transições bancárias direcionadas à conta do senhor Briggs, fazendo um depósito de um milhão e meio para sua conta. Também há registros de ligações telefônicas cujas origens vieram diretamente de números de celulares de propriedade das famílias Cooper e Pryor, e tudo isso uma hora antes do julgamento de Matt Cooper e Daniel Pryor."
"Objeção, juiz. Tudo isso é especulação. Tais transições poderiam ter sido forjadas através de manipulações eletrônicas, implicando nessas 'acusações'. Repito que meu cliente é a vítima do caso e não fez mais do que a devida justiça."
"Eu não chamaria de justiça as ações de um juiz corrupto."
"Protesto por esse insulto, meritíssimo."
"Retiro o 'insulto'." "Aceito. Prossiga, advogado."
"Eu peço apenas que terminemos com tudo isso e liberte meu cliente, a menos que o promotor Barba tenha mais algo a dizer."
"De fato, eu tenho, ou melhor, tenho alguém que dirá. Chamo ao banco minha principal testemunha...Diana Curring." E a garota afro-americana se aproximou do banco ao lado da mesa do juiz, sem qualquer preocupação ou receio. Ao contrário, seu rosto inspirava confiança e positividade. Oscar Briggs olhava atônito.
"Jura dizer só a verdade, apenas a verdade, nada mais que a verdade?" "Eu juro." Rafael Barba foi pra perto dela.
"Muito bem. Senhorita Curring. Foi a senhorita que entregou o envelope que continha os números bancários e telefônicos?"
"Sim. Eu que os consegui. Quando soube o que ele tinha feito com Evie, não podia ficar em silêncio. Precisava fazer algo."
"Diana. Como pôde fazer isso comigo? Depois de tudo..." Oscar falou como que se sentisse traído.
"Senhor Briggs. Não fale sem ser solicitado." Reclamou o juiz, que voltou om olhar para a jovem testemunha.
"Srta. Curring. Da onde conhece o réu?"
"Ele é meu tio. Me criou desde os 4 anos quando meus pais morreram. Sei o que pensam. 'Como pode fazer algo do tipo com quem te criou'. Simples: desde criança, me foi ensinado a fazer o que fosse certo e nunca me desviar de meus princípios. Tio Oscar me educou dessa forma, o que me deixou enojada quando ele simplesmente aceitou uma fortuna em dinheiro sujo pra ignorar a verdadeira justiça e deixar a vida de uma garota ser destruída."
"M-mas, Diana, eu fiz isso por você. Só quis me assegurar que pudesse ter o bastante pra uma boa faculdade."
"Conversa fiada. Tudo isso foi pra manter a Evie 'fora do meu caminho'. Nunca que aceitou nossa amizade." Diana apontou o dedo furiosa pro tio.
"Ela estava te levando pro mau caminho. Tentei te proteger. Quando soube que era ela a vítima..."
"Aproveitou a brecha pra lançar a flecha. Saiba que apesar do que ouviu..."
"Perdão por interromper, srta., mas qual sua ligação com Evie Barnes?" Indagou o advogado de Briggs.
"Ela é minha melhor amiga. Somos amigas desde crianças. Meu tio nunca gostou dela e tentava me afastá-la, mas eu não dei o braço a torcer. Depois de saber o que tinha feito à ela, decidi fazer justiça...dentro dos parâmetros da lei, naturalmente."
Barba se dirigiu à Briggs. "Senhor Briggs. Conhecia a senhorita Barnes antes mesmo do julgamento?" Silêncio. "Senhor Briggs. Estou lhe perguntado." Mais silêncio.
"Senhor Briggs. Responda a pergunta do promotor." Ordenou o juiz.
"Sim, meritíssimo. Eu a conhecia. Nunca gostei dela, mas minha sobrinha a via como uma amiga inseparável e não tinha como interferir sem Diana fazer uma ameaça como ir embora ou coisa parecida."
"Então quis se aproveitar de sua posição e situação pra...como disse," Barba comentou ironicamente. "'afastar Evie de sua sobrinha' e de quebra, encher seus bolsos com dinheiro sujo?"
"Eu só queria protegê-la. Ela é minha família. Não podia deixar que ela fosse degenerada pelas ações de..."
"As ações, pro seu governo, foram de minha iniciativa, tio. Eu que quis avançar o sinal e Evie aceitou por nossa amizade. Sua querida sobrinha não é tão pura e inocente quanto imaginava e espero que pague pelo seu pecado. Humpt." Começou-se uma grande discussão no tribunal.
"Ordem. Ordem no tribunal." Mandou o juiz. Quase que na hora, a ordem foi restaurada.
"Sem mais perguntas, meritíssimo." Respondeu Barba. Diana deixou o banco e voltou ao seu assento. O julgamento prosseguiu.
"O juri chegou a um veredicto?"
"Sim, senhor juiz." Disse a primeira jurada.
"E a que conclusão chegaram? Pela acusação de aceitar suborno, como declaram o réu?" "Culpado."
"Pela acusação de facilitação de fuga?" "Culpado."
"Pela acusação de quebra de protocolo e abuso de autoridade?" "Culpado."
"Agradeço ao juri, em nome do estado de Nova York, por seus serviços. O réu se erga." Oscar Briggs e seu advogado se levantaram.
"Oscar Briggs. Devo dizer que estou envergonhado com suas ações. Como juiz, era seu dever que fosse feita a justiça: cega e aberta aos ouvidos de todos, mas escolheu abusar de seus poderes em prol de razões pessoais que acarretaram na ruína da vida de uma jovem com tantos sonhos pela frente e na libertação de criminosos que pensam estar acima da lei. Em vista disso e somado a todas as acusações, o sentencio a 25 anos de prisão na ilha Rikers e o destituo de seu poder e autoridade de juiz. Além disso, revogo a decisão de libertação que deferiu à Matt Cooper e Daniel Pryor. Caso encerrado. Guardas, levem o prisioneiro."
O ex-juiz foi levado algemado pra fora do tribunal com diversos repórteres ao redor. Quando passou por sua sobrinha, não recebeu dela nada mais do que um olhar de desprezo. Olivia e o resto do grupo se juntou à Diana e Barba.
"Parabéns, Barba. Fez bonito lá dentro."
"Obrigado, Olivia, mas isso só se deu graças à estrela do espetáculo: Diana." Barba se aproximou da moça. "Saiu-se bem, minha jovem."
"Fico feliz de ajudar. Pode parecer estranho eu ficar orgulhosa de mandar um parente pra prisão, especialmente um que me criou como filha, mas justiça real é justiça real, sem distinção."
"Vejo futuro pra você na promotoria, querida." Falou Fin.
"E digo a mesma coisa." Citou o juiz, sorrindo pro grupo. "Fizeram um belo trabalho."
"Eu também acho, juiz Marshall." Cumprimentou Donald o juiz.
"Nick, por favor. Pros amigos, sou Nick."
"Certo, Nick. Seu desempenho foi limpo e brilhante. Nem quis esperar e já passou a sentença."
"É claro. Como policial e promotor, perdi muitos casos por causa de truques jurídicos e advogados corruptos, mas sempre acreditei no sistema. Quando me tornei juiz, procurei sempre seguir a lei ao pé da letra por acreditar no sistema, e ainda acredito."
Os membros da UVE admiravam aquele homem por tamanha integridade e devoção ao trabalho de execução da lei. Em seguida, juiz Marshall tirou uns papéis do bolso da túnica, passando-os pro capitão.
"Os mandados estão assinados, capitão. Vão atrás daqueles predadores."
"Nem precisa dizer duas vezes." Dito isso, Olivia, Elliot Stabler e Fin foram embora determinados a cumprir seu dever.
Chegando a Universidade Hudson, era de noite e o silêncio, total.
"Caramba. Tá tão quieto aqui. Achei que a essa hora, haveria festas de fraternidades com tanto barulho que acordariam até um morto."
"Mesmo os festeiros precisam de uma pausa...pra depois fazerem mais festas, Elliot." Brincou Fin.
"Melhor a gente ir depressa encontrar quem queremos antes de..." "AHHHHH." Um grito interrompeu a fala de Olivia. Determinando a direção do grito os 3 policiais aceleraram o carro.
Olhando pra todo lado, notaram uma movimentação numa viela próxima. Correndo a pé, viram dois sujeitos atacando uma moça e ameaçando tirar suas roupas.
"EI, VOCÊS." Gritou Fin. "UVE. LARGUEM ELA AGORA."
Stabler e Fin caíram em cima dos agressores enquanto Benson amparava a vítima, que chorava desesperada tentando se cobrir. A policial deu seu paletó pra ela.
"Tudo bem, querida. Está salva agora."
"Ei. Que negócio é esse? A gente tava se divertindo um pouco."
"Se divertindo? Imagino que 'diversão' seria essa. Aliás, é conveniente que tenhamos achado justamente os caras que viemos prender. Não é...Cooper?" Reprendeu Stabler.
"Nos prender? Mas nós..." "Poupa seu papo, Pryor. Já estavam encrencados antes, mas agora só pioraram." Falou Fin ao algemar Daniel Pryor. Benson veio pra perto, dando a voz de prisão.
"Daniel Pryor, Matt Cooper. Estão presos pelo estupro de Evie Barnes e mais uma tentativa de estupro."
"Tão ruins da cabeça ou o que? O juiz liberou a gente. Acabou aquele lance. É só falar com ele de novo que..." O detetive Stabler o empurrou contra uma parede, quase jogando seu rosto contra ela.
"Más notícias, Cooper. Aquele juiz bonzinho pra quem seus velhos molharam a mão recebeu o bilhete azul e o nosso amigo juiz, que é um homem integro, tá a fim das cabeças de vocês. Andando agora, pois uma boa cela em Rikers os aguarda. Anda, vagabundo." Elliot foi empurrando seu prisioneiro com força, seguido de Fin com Pryor e Olivia, conduzindo a moça ainda em choque até o carro.
Amanda Rollins, Dominick Carisi, Diana Curring e o juiz Nick Marshall seguiam pelo corredor até chegarem a uma sala onde havia equipamentos de filmagem e atores e funcionários se preparando pro trabalho. Passando em meio ao set, cujo ambiente era de um filme erótico, chegaram até onde ficavam os atores até encontrarem a pessoa que buscavam.
"Evie?" Perguntou Amanda. A moça morena se virou surpresa.
"Detetive Rollins? O que a trás..." Nisso que voltou a atenção pra garota afro-americana ao lado de Carisi. "Diana? Você?"
"Sim, Evie. Sou eu." As duas se abraçaram emocionadas. Depois de se afastarem, ela encarou os dois detetives.
"O que estão fazendo aqui?"
"Temos boas notícias. Cooper e Pryor foram presos novamente por outro ataque, e desta vez eles terão o merecido."
"Não quero parecer desinteressada, detetive Carisi, mas da última vez, não fez diferença alguma já que o juiz não me acreditou e os soltou."
"Foi porque as famílias deles o pagaram pra soltá-los, mas garanto que não será como antes." Enfatizou Nick, cumprimentando Evie. "Sou o juiz Marshall. Julguei o ex-juiz Briggs e o sentenciei a mais de 20 anos de prisão. Mandei prender Cooper e Pryor e os condenei a 40 anos em Rikers pelo que fizeram à você e a outra jovem. Nem à condicional eles terão direito. Vão apodrecer lá, cada dia da sentença."
Evie não conseguia crer no que ouvira. Os rapazes que a violentaram e pensaram que escapariam impunes finalmente tiveram seu castigo. Ela quase que chorou se Diana não a abraçasse.
"Viu, querida? A justiça foi feita e pode agradecer a Diana por isso. Ela não hesitou em mandar o tio pra cadeia por você." Disse Amanda lhe pondo a mão no ombro.
"Sério? Diana. Você fez..." "Sim, Evie. Por você faria tudo. Agora vamos embora."
"E-eu...não posso." Evie abaixou a cabeça. "Gente. Fico feliz que tenham feito o que fizeram, mas não me resta mais nada. A Hudson não vai me aceitar e duvido que outra faculdade queira também. Tudo que me restou foi fazer o que começou tudo isso."
"Não é verdade." Exclamou Diana. "Isto não é vida pra você e pra ninguém. Que importa se aquela universidade estúpida não te quer? Eu te quero porque...eu te amo. Sempre te amei e quando soube o que meu tio te fez, imediatamente tratei de escavar a sujeira por você."
"M-mas, Diana..." "Evie. Você ainda me ama? Com o mesmo sentimento que mostrou da primeira vez que nos encontramos?" Tais palavras mantiveram Evie quieta por uns instantes, reagindo quase que na hora com uma única ação: um beijo bem dado nos lábios da moça afro, durando vários segundos.
O juiz e os dois policiais da UVE mal acreditavam no que presenciaram, mas aquilo já deixava claro: as duas tinham um forte amor.
"Diana. Eu ainda te amo e sempre te amarei. Sempre quis que nossa relação fosse bem além disso, mas receio que...não possa. Eu não tenho pra onde ir."
"Se você não vai vir comigo, eu vou ficar com você. Se quer continuar fazendo esses filmes, faremos juntas, pois não tenho nada mais a perder." Diana disse com convicção.
"Não, amor. Não jogue sua vida fora por minha causa. Nunca que me perdoaria."
"Minha vida é você, paixão. Ou vem comigo ou fico. Já me decidi."
Evie ficou pensativa, refletindo naquelas palavras e notando o quanto o sentimento de Diana por ela era forte e genuíno. Carisi, Rollins e Marshall só observavam.
"Bem, Diana. Se eu decidisse ir com você, pra onde...iríamos?"
"Que tal Acapulco? A gente compra uma casa em frente à praia e vivemos lá. Poderíamos abrir um restaurante de frutos do mar. Eu sou boa em preparar pratos de frutos."
"Eu sei. Olha, se quer que eu vá e se me ama de coração, me responde:" Evie lhe segurou as mãos. "quer se casar comigo?" "Sim. Eu aceito. Esperei a vida toda que me pedisse isso, querida." As duas se abraçaram comovidas. O juiz e os policiais respiraram aliviados.
"Vai ser triste, mas Stephen vai ter que arrumar outra estrela pornô." Evie disse em tom de brincadeira. "Detetives. Obrigada por tudo. Ficaríamos felizes se vocês e seus amigos da UVE comparecessem ao nosso casamento."
"Ficaremos honrados. Vou avisar todos." Citou Carisi.
"E se desejarem, posso presidir o casamento."
"Obrigada, juiz Marshall. Então, Diana." A jovem se virou par a noiva. "Vamos escolher os vestidos de casamento?"
"Só se for agora." As duas deram as mãos e deixaram o set, seguidas dos policiais e do juiz.
"Parece que tudo está em clima de festa."
"E por que não, Amaro? Temos um casamento importante pra irmos em alguns dias e enfatizando importante, já que a justiça pra Evie Barnes foi feita." Respondeu Amanda muito orgulhosa.
"Talvez mais que a encomenda. Vejam isto." Olivia mostrou algumas fotos que deixou o grupo quase sem o que dizer.
"Veio de hoje cedo. Foram tiradas da câmera de segurança externa de uma loja. O furgão onde Briggs, Cooper e Pryor estavam sendo transportados foi atacado. Alguém o parou usando pregos no meio da estrada e tirou os guardas do carro, nocauteando-os. Depois pegou a chave, foi pra parte de trás e saiu uns segundos depois. Um dos guardas, após acordar, checou o furgão e encontrou os três mortos, todos a golpes de facas."
"Mortos? Mas em tão pouco tempo? O cara devia ser profissional."
"Pode ser, Fin. O estranho foram as marcas deixadas, todas em forma de V." "Como se fosse o Zorro, mas usando um V em vez de Z? Loucura."
O capitão Cragen olhou um pouco mais a última foto e reparou em algo. Usando uma lupa, notou algo curioso.
"Pessoal. Acho que a câmera pegou o suspeito, mas olhem como está trajado."
A figura, conforme todos olhavam, se vestia de preto de cima à abaixo com um chapéu de abas largas e no rosto um tipo de máscara sorridente com um fino bigode.
"Algum tipo de justiceiro," Indagava Elliot. "ou um...vingador?"
FIM.
Ainda não vi todos os ep de Law&Order SVU, mas dos que vi, tem os que acho injusto o final. Sei que não se pode esperar um final feliz nos processos jurídicos, mas há os ep. que deveriam ter tido um final melhor, razão pela qual quis fazer um fim mais razoável pra este aqui.
Há ao menos mais 2 ou 3 episódios que posso considerar dar um fim mais justo caso consiga inspiração.
Justiça Final(Dark Justice) é um dos seriados que mais gosto e embora não esteja presente como elemento-base pra história solo ou crossover, nada me impede de usar seus elementos, como fiz ao introduzir o Juiz Nick Marshall.
O fim do conto tenho certeza de que os mais atentos saberão de quem se trata. Vi o filme por esses dias e pensei em dar um pequeno gancho.
