Capítulo 13
Compatibilidade
Jack tinha ficado até tarde nos estábulos cuidando dos cavalos e principalmente dando atenção à Violeta que daria à luz a um potro saudável muito em breve. Embora estivesse na posição de cavalariço mestre no castelo de Graves havia pouco tempo, estava gostando muito do trabalho e sua família estava muito feliz no solar aonde Lorde Sawyer os havia acomodado. O duque, apesar de seu jeito um tanto extravagante, parecia ser uma pessoa honrada e de bom coração que cuidava muito bem de seus empregados, de suas terras e de sua família.
Pensou em Lady Austen, a jovem dama que conhecera mais cedo nos estábulos. Sua beleza era certamente marcante, mas Jack gostara muito de seu jeito extrovertido e direto; entretanto, ela era a cunhada do duque e um homem na posição dele jamais deveria sonhar tão alto. Ela certamente se casaria com um nobre cheio de títulos e fortunas que ele, um mero soldado, nunca teria condições de dar a ela.
Enquanto caminhava de volta para o solar, Jack sentiu o peso da umidade no ar e o cheiro da chuva que estava por vir. Graves era certamente uma terra fria e escura, mas estava ansioso para ver como seria a propriedade no verão. Entrou na casa pela porta dos fundos porque estava com as botas sujas de lama, mas parou na entrada quando notou que o tapete de lã não estava na porta.
- Mamã?- ele chamou pela matriarca ao ver que ela não estava na cozinha apesar do cheiro delicioso de cozido de carneiro que exalava de um caldeirão cozinhando no fogão à lenha.
Margot ouviu a voz dele de dentro da despensa onde procurava tomates em conserva para adicionar ao cozido.
- Jack, chegastes tarde, meu filho.- ela disse saindo da despensa.
- Perdão, mamã. Eu estava gostando tanto da companhia dos cavalos que não vi o tempo passar. Onde está o tapete de lã da porta? Gostaria de limpar minhas botas.
- Eu o lavei e pendurei na cerca para secar. Vou trazer-te um pano.
- Obrigado, mamã.
Ela logo veio ao auxílio dele com o pano e já ia se abaixando para limpar-lhe as botas quando Jack a interrompeu.
- Não, pode deixar que eu faço isso.
Margot deixou que ele pegasse o pano das mãos dela e foi mexer o caldeirão.
- Precisas de um pajem, Jack. Alguém para auxiliar-te. E eu certamente preciso de uma cozinheira, uma governanta e duas criadas de quarto pelo menos, uma para mim e outra para tua irmã.
- Mamã, eu não preciso de um pajem. Mas certamente quando receber meu primeiro salário irei contratar alguém para ajudar nos serviços da casa e um bom homem que possa nos ajudar com o solar.
- Meu filho, eu tenho certeza de que em pouco tempo o duque verá o quanto és um homem bom e trabalhador. Quem sabe ele não te dará tuas próprias terras quando te casares?
- Quem sabe.- Jack disse educadamente enquanto terminava de limpar suas botas.
- Hoje eu conversei com uma das criadas do castelo.- Margot contou-lhe. – Ela me disse que a preceptora dos filhos do duque é uma moça muito jovem e bonita de muita instrução. Eu ainda não a vi mas certamente quando fores ao castelo, talvez devesses prestar atenção.
Jack ergueu uma sobrancelha divertido e disse sem levar a sério o que a mãe lhe dizia.
- Prometo que manterei os olhos bem abertos.
- Oh, Jack, eu não estou a fazer galhofa. Sabes como são os costumes. Se te casares com alguém como a precptora vai ser bem mais rápido para ti conseguir tuas terras.
Jack finalmente adentrou a cozinha.
- Como queira, mamã.- disse Jack aproximando-se dela e dando-lhe um beijo carinhoso na testa.
- Jack, filho, tens que escutar-me.- ela continuou mas ele já tinha ido.
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"Se tu fores mesmo quem eu penso que és vais encontrá-lo." As palavras enigmáticas de Eloise Hawkins se repetiam em sua mente enquanto Ana-Lucia caminhava para fora do castelo apertando sua capa ao redor do corpo por causa do vento frio súbito que tomara o ambiente anunciando uma tempestade.
Trazia consigo uma vela dentro de uma lamparina que ela esperava que não apagasse por conta do vento. Estava imaginando aonde poderia começar a procurar o duque quando ouviu um sussurro.
- Ana!
Ela se voltou para trás tentando ver quem tinha pronunciado seu nome, mas não havia ninguém. Caminhou pelos jardim até chegar à entrada do labirinto, parando ao perceber aonde estava; definitvamente não queria entrar ali.
- Ana!- o sussurrou que chamava seu nome se fez ouvir novamente.
- Quem está aí?- Ana falou apreensiva, mas novamente não havia ninguém.
Resolveu voltar para o jardim quando sentiu uma mão delicada em seu ombro. Deixou escapar um grito abafado e encolheu os ombros tentando se livrar da mão que a tocava.
- Quem está aí?- ela gritou dessa vez sentindo-se muito assustada.
Tentou correr com a lamparina na mão mas caiu para trás de repente, batendo contra uma parede invisível. Ela arfou e seu corpo inteiro começou a tremer. Um raio cortou o céu iluminando o cenário. Não havia nada diante dela, nada que pudesse explicar como ela tinha caído daquele jeito. Olhou para o chão e também não haviam galhos ou pedras que pudessem ter contribuído para a queda.
Ana-Lucia respirou fundo e ergueu o rosto devagar; foi quando se deparou com Lady Austen em sua capa vermelha olhando diretamente para ela. Gritou mas logo cobriu a boca com a mão para evitar que gritasse mais alto.
- Lady Austen! Perdão.- ela disse com um soluço. – Mas não esperava ver a senhorita aqui. Eu estou procurando...- ela se ergueu arrumando as saias.
- Pelo duque.- disse a lady. – Ele está no labirinto e precisa de você.
- Mas eu não posso entrar no labirinto, milady.
- Se o deseja tanto quanto eu sinto que o deseja, vá procurá-lo no labirinto!
Ana se voltou com a lamparina e olhou para a entrada do labirinto novamente. Outro raio cortou o céu e o barulho estrondoso que se seguiu foi tão forte que quase a derrubou no chão mais uma vez.
- Lady Austen, temos que sair daqui! A tempestade vai cair!- ela disse exasperada mas quando voltou-se novamente, Lady Austen já não estava mais lá.
- Que inferno!- gritou frustrada. – O que está acontecendo?
Caminhou de volta para o labirinto angustiada.
- Aonde ela foi?
- Ana, vá para o labirinto!
A voz sussurrou novamente, dessa vez bem perto de seu ouvido.
- Lady Austen?- Ana-Lucia chamou uma última vez antes de finalmente entrar no labirinto.
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Katherine não sabia dizer o que era pior, ser humilhada pelo cunhado que a tratara com tanto desinteresse ou ter que voltar para Londres sem um anel de compromisso e nenhuma promessa de casamento. Já conseguia até ouvir a voz da mãe dizendo que ela teria que se casar com o primeiro milionário que sua família escolhesse, não importando se ele tinha uns trinta anos a mais do que ela.
Desolada, ela deixara o quarto de Lorde Sawyer depois que ele a assustara cruelmente dizendo que lhe tiraria a castidade, somente para dizer logo em seguida que nunca tocaria nela, que seria uma blasfêmia dormir com ela, que ela nunca estaria à altura de Evangeline. Kate voltou para o seu quarto e encontrou Sophie esperando por ela.
- Está tudo bem, milady?- a criada perguntou muito preocupada vendo o estado em que se encontrava sua patroa.
Mas Katherine não respondeu, apenas vestiu um par de calçolas por baixo da camisola, jogou uma capa de lã pesada por cima e estava calçando suas botas de montaria quando Sophie decidiu intervir.
- Lady Katherine, o que está fazendo?
- Nada que seja da sua conta, criada.
Sophie ignorou o comentário dela e insistiu:
- A senhorita vai sair? Mas tem uma tempestade vindo. Não ouviu os trovões?
- Pro diabo com os trovões!- exclamou Kate se dirigindo à porta do quarto.
- Milady, por favor se acalme, eu lhe faço um chá. – Conte-me, o que aconteceu com o duque?
- Ele que se exploda!- ela disse indo para as escadas depressa.
- Lady Kate!- Sophie chamou uma última vez mas ela não lhe deu ouvidos.
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Mais um trovão e esse foi tão forte que sacudiu algumas prateleiras do solar. Claire asssutou-se e quase engasgou com a comida.
- Essa tempestade vai ser daquelas.- comentou Margot molhando um pedaço de pão no cozido em seu prato.
- Eu vou trazer os cachorros para dentro.- disse Christian preocupado com seus dois bordercollies que geralmente dormiam no celeiro. – Os trovões devem estar assustando-os.
- Oh Deus!- Jack exclamou de repente ao ouvir o pai falar sobre os cachorros.
- O que houve filho?- Magot indagou.
- Acho que eu esqueci de fechar as janelas de algumas das baias. Eu abri pouco antes de terminar o trabalho porque achei que a Violeta precisava de um pouco de ar fresco mas acabei esquecendo de fechar.- ele largou o prato quase vazio na mesa.
- Mas Jack, a tempestade vai cair a qualquer momento. Você não vai ter tempo de ir e voltar.- Margot alertou.
- Eu não posso deixar as baias abertas com essa tempestade, mamã. Lorde Sawyer ficaria furioso se um dos cavalos adoecesse, principalmente a égua prenhe. Eu volto logo. Prometo!
- Toma cuidado, meu irmão.- disse Claire enquanto Jack colocava suas botas de volta.
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O duque de Sawyer estava imerso em dor e desespero depois da tentativa de sua cunhada em seduzi-lo para levá-la para a cama. Aquilo era um disparate, um atentado à memória de Evie. O que Kate estava pensando? A visão dela em sua cama por algun segundos quase o fez acreditar que Evangeline estava ali, esperando por ele como costumava fazer, cheia de luxúria. Ela era toda luxúria, mas também era paixão, amor, compreensão. Eles eram iguais e ele jamais encontraria alguém à altura dela, nunca.
- Evie...- ele gemeu quando se deixou cair ao lado do túmulo dela que ficava dentro do labirinto. Um mausoléu construído para que ela pudesse descansar pela eternidade, onde sua memória nunca seria profanada.
- James...- ele ouviu uma voz sussurrada ao ouvido.
- Evie?- ele retrucou, assustado, se levantando do chão e apoiando as mãos no tampo de mármore do jazigo dentro do mausoléu.
- James...
Ele seguiu o som da voz.
- Evie, diga-me o que fazer...preciso de você...
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Ana-Lucia se embrenhou no labirinto e logo se arrependeu do que tinha feito. Andava de um lado para o outro tentando voltar ao início, mas a cada passo que dava sentia que estava mais e mais longe.
- O que eu vou fazer?- disse consigo mesma.
Olhou para o chão e percebeu que algumas folhas se moviam soprando na mesma direção. Imaginou que se estavam se movendo daquela maneira significava que ali poderia ser uma saída. Ela seguiu o vento e caminhou por pelo menos quinze minutos até que sentiu uma presença atrás de si.
- Lady Austen!- ela exclamou ao ver a cunhada do duque de pé com sua capa vermelha esvoaçante. – Por que me fez vir aqui?- questionou.
Ela nada disse.
- Por favor, ajude-me a procurar o duque e vamos todos voltar para o castelo.
Ela se virou e caminhou para longe de Ana-Lucia.
- Lady Austen, que jogo doentio é esse? Volta aqui!
Ana correu atrás dela que se movia depressa. De repente chegou a uma clareira e percebeu que estava no final do labirinto em frente à porta da construção que tinha chegado enxergado antes mas que não conseguira chegar da outra vez. Agora que conseguia ver de perto, conseguiu entender do que se tratava. Era um mausoléu, o local de descanso eterno de Lady Evangeline Ford, a Duquesa de Sawyer.
- O que está fazendo aqui?- perguntou uma voz atrás dela.
- Lorde Sawyer?- murmurou Ana ao se virar para vê-lo. A expressão dele era agressiva, mas ela não sentiu nenhum medo.
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A chuva começou a cair, mas Kate não se importou com isso. Continuou correndo para os estábulos, seguindo a luz fraca das lamparinas à querosene espalhadas pela propriedade. Não estava raciocinando naquele momento, só queria fugir o mais rápido possível para longe de Graves, de Londres, do mundo. Estava cansada de não ter escolhas só por ter nascido mulher, cansada de ser controlada e tratada como uma mercadoria pela própria família.
Ao chegar aos estábulos, encontrou as lamparinas apagadas e os cavalos guardados nas baias. Nenhum dos cavalariços à vista. Ela viu Raio de Sol, a égua que tinha montado de manhã e pensou em levá-la; no entanto o animal era muito dócil e provavelmente não a levaria muito longe de Graves. Decidiu então montar um garanhão chamado Thor que ainda estava em treinamento. Era um cavalo enorme, negro que deveria ter 1,50 de altura e pesar uns 450 quilos.
Kate gostou do cavalo e embora ele não estivesse ainda pronto para ser montado, ela se sentiu ousada o bastante para tentar, sempre tinha sido uma das melhores amazonas de sua família, melhor até mesmo do que Evie. Preparou a cela rapidamente e subiu no cavalo. O animal se mostrou arredio a princípio, mas Kate se segurou com força no topo dele e o domou.
- Isso, docinho.- ela falou gentil com o cavalo. – Você gosta de mim, não gosta?- acariciou a crina de Thor antes de bater em sua anca com a bota. – Vamos dar um passeio, que tal?
Ela tinha aberto a baia dele antes de montá-lo e o animal saiu em alta velocidade do estábulo correndo em direção à ladeira que descia para a praia.
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- Eu perguntei o que está fazendo aqui, Srta. Cortez?
- Eu estava procurando pelo senhor, Vossa Graça.- disse Ana-Lucia. – Eloise pediu-me que viesse.
- Eloise?- ele retrucou. – Sempre se metendo no que não é de sua conta.
- O que está acontecendo?- ela perguntou com a voz compreensiva porque ele estava ali parecendo tão perturbado na frente do túmulo de sua falecida esposa.
Ele entendeu de imediato o que ela estava pensando e rosnou para ela:
- Está com pena de mim, Srta. Cortez? Com pena do demônio?
- O senhor não é o demônio. Está sofrendo. Posso ver no seu semblante e eu não gosto de vê-lo sofrer. Parte-me o coração.
- Por que senhorita? Está apaixonada por mim?
Ela não respondeu. Ele se aproximou dela com o olhar perigoso.
- Pois eu sou um monstro, Ana-Lucia. Jamais poderia ser um princípe encantado para você. Não tenho nada de gentil.
- Eu não acredito no senhor.- ela disse com seriedade. – Sei que ama seus filhos, que se importa com seus empregados e com seus pacientes. O senhor é melhor do que muitos nobres que já conheci.
- Doutor Morte.- ele disse. – Assim que me chamam porque eu sou o abutre que vai atrás dos corpos dos mortos que ninguém quer enterrar...
- E por que faz isso?
- Você não entenderia.- ele deu um riso amargo.
- Por que não experimenta me contar?
- Acha que está segura aqui comigo?- ele perguntou ficando frente a frente com ela.
Ana balançou a cabeça dizendo que sim.
- Acha que a sua castidade vai continuar segura? Estamos em um lugar onde ninguém vai poder ouvir seus gritos.
- Vai me atacar, Vossa Graça?- ela o provocou com aquele jeito petulante que o deixava louco.
- Moça, não sabe o que está fazendo.- o coração dele estava sangrando. Ele queria beijá-la e abraçá-la, mas não da forma convencional e Ana-Lucia ainda não estava pronta para ele, para o tipo de desejo que o consumia. Evie sabia, ela o amava e aceitava, mas Ana era apenas uma menina inocente.
- Não tenho medo do senhor.- Ana disse sem se abalar. – Por que me mandou aquelas rosas?
- Porque queria cortejá-la, fazer as coisas do jeito certo.- ele contou. – Mas diabos, aquele não sou eu!
- E quem é o senhor?- ela perguntou com interesse colocando ambas as mãos no peito dele.
A chuva caiu depressa e Sawyer a carregou, surpreendendo-a, correndo com ela para o outro lado do mausoléu aonde havia outra porta que ela não tinha notado antes. Era um quarto consideravelmente maior do que parecia do lado de fora, sem janelas. Possuía apenas algumas persianas entalhadas na pedra que permitiam que o ar circulasse dentro do local.
O aposento estava iluminado por duas lamparinas. O duque a colocou no chão e fechou a porta atrás deles. Retirou sua capa e com cuidado ajudou-a retirar a dela. O aposento era muito simples comparado com os quartos extremamente luxuosos do castelo de Graves. Possuía uma cama de casal de espaldar de mogno, uma escrivaninha cheia de papeis com anotações e uma mesa com água fresca em uma jarra.
- Que lugar é esse?- ela perguntou com curiosidade andando pelo quarto.
- Esse era o aposento onde Evie e eu nos encontrávamos antes de nos casarmos.- ele revelou. – Estávamos noivos e queríamos ficar sozinhos, mas você sabe como a sociedade é contra o amor.
- A sociedade é contra muitas coisas.- Ana disse. – Então vinham aqui para...- ela começou a dizer mas ele completou a frase dela.
- Para fazer amor...sexo.
Ana-Lucia sentiu um arrepio na espinha, mas definitivamente não era de medo.
- E faziam isso o tempo todo?- ela continuou perguntando enquanto tocava o lençol de algodão da cama com a ponta dos dedos.
- Sempre que tínhamos oportunidade.- ele respondeu.
- E ela gostava de...- Ana respirou fundo e disse: - Perdão Vossa Graça. Eu não deveria ter feito essa pergunta.
- Ela gostava muito.- ele respondeu com a voz perigosamente baixa, o que causou uma revolução no corpo de Ana fazendo com que ela engolisse em seco.
- Eu ouvi dizer que as mulheres da sociedade não apreciam os prazeres íntimos, mas as mulheres do povo parecem ter outra visão.- disse ela.
- De certa forma o povo é livre mas a nobreza não. – Sawyer concordou.
- Por que disse que era um monstro?- ela indagou sentando-se na cama. O duque sentou-se também e tomou a mão dela devagar na dele.
- Porque eu sou um libertino.- respondeu. – Não sou nada convencional, senhorita. Tenho gostos peculiares dos quais a minha esposa também apreciava. Coisas que a fariam corar...
- Eu sei de algumas coisas.- ela revelou. – Coisas que ouvi ou li...
- Duvido que essas coisas que saiba cheguem perto do que eu estou falando.
Ana mordeu o lábio inferior e disse antes que pudesse parar a si mesma:
- O senhor pode me falar dessas coisas?
- A senhorita é inocente, mas muito curiosa. Senti isso da primeira vez em que nos vimos e não estava errado.
- O que eu senti hoje de manhã...o que foi aquilo?
- Prazer.- ele respondeu. – A senhorita teve um orgasmo.
- Oh!- ela exclamou e em seguida disse: - O que é um orgasmo?
Ele deu uma risadinha e acariciou o rosto dela.
- É a maior sensação de prazer que uma pessoa pode sentir e nas mulheres é muito intenso...
Os lábios dele chegaram bem perto dos dela e a beijaram devagar. Ana envolveu os braços ao redor do pescoço dele e deixou-se beijar. Eles se deitaram na cama lado a lado e ele ficou brincando com o laço da camisola dela.
- Quão intenso?- ela indagou.
- Fazendo perguntas periogosas, Srta. Cortez.- ele falou balançando a cabeça.
- Pode ser muito mais intenso do que o que eu senti hoje?
- Muito mais.- ele respondeu.
Ana deixou escapar um suspiro de excitação, seu corpo inteiro estava quente e a sensação era de como se estivesse com febre.
- Me mostre.- ela pediu numa voz quase inaudível.
- Srta. Cortez, tens certeza do que estás me pedindo? Pensei que queria preservar sua castidade.
- Sei que não vai tirar a minha castidade.
- E como pode ter tanta certeza disso?
- Porque o senhor é um homem honrado que sabe respeitar os desejos de uma mulher.
- Ana-Lucia, eu só atendo aos meus desejos.- ele falou enquanto beijava e mordiscava o pescoço dela. – Tem certeza que quer vir para a escuridão comigo? É um caminho sem volta, senhorita. Vai me deixar fazer o que eu quiser com você...?
- Sim.- ela respondeu rouca de desejo.
Logo em seguida sentiu a mão do duque acariciando suas coxas embaixo da camisola. Gemeu baixinho e relaxou o corpo inteiro, se entregando.
Continua...
Meninas espero que tenham gostado. Será que o Sawyer irá até o fim ou respeitará o desejo dela de se casar virgem? E o Jack, será que ele encontra a Kate? Feedbacks por favor! Abraços.
