Beta: Claudia Ackles.

Jared percebeu que não conseguiria mais dormir. Faltava apenas uma hora para se arrumar e sair para trabalhar. Mas, não era como se ele realmente estivesse preocupado com aquilo, de maneira alguma.

Só que ter um Gênio dentro da sua casa, e que conviveria com ele por alguns dias, não era uma coisa que acontecia todo dia.

Já havia deixado de lado o pensamento de que aquilo era uma alucinação da sua cabeça. Resolveu acreditar naquele estranho a sua frente e no que ele dizia. Além do que, depois da sua apresentação mágica em seu quarto, seria meio louco se o ignorasse.

Com apenas um roupão escuro no corpo, observava quieto o outro, que estava sentado no sofá e segurava com as duas mãos uma caneca cheia de café. E este realmente parecia estar deliciado e de vez em quando, olhava ao seu redor, dando sorrisinhos. Depois voltava a bebericar seu café sem maiores preocupações.

- Bom, eu vou ter que ir para a clínica agora... – Jared disse casualmente prestando atenção na reação do loiro. – Só por garantia... Você vai ficar bem sozinho?

Jensen deu um último gole no café e olhou demoradamente para Jared.

- Vou ficar bem. Mas... Se realmente estiver incomodado é só me levar até a minha lâmpada e...

- Está tudo bem, Jensen. Contanto que não destrua nada e que permaneça... – Jared pensou em dizer vivo, mas por algum motivo achou melhor não usar aquela palavra. – Intacto, até eu voltar no final da tarde, seria um bom começo para eu confiar em você.

Jensen permaneceu calado.

- Só quero que isso acabe logo. – Jared disse baixinho, mas mesmo assim o outro escutou. Jensen depositou devagar a caneca na mesa de centro e se levantou assim como o moreno.

- Vou mostrar seu quarto provisório. – Disse subindo as escadas com Jensen em seu encalço. Andaram pelo curto corredor até pararem em frente a uma porta de madeira branca. Abriu-a revelando o cômodo.

O moreno, ainda segurando a maçaneta, fez um gesto curto com a cabeça para o quarto olhando para Jensen que timidamente entrou no aposento. Torcendo as mãos, nervoso, olhou o quarto e depois se voltou a Jared com um sorriso.

- É muito bonito.

- Que bom que gostou. Mas não se acostume... Pretendo logo fazer estes desejos tão preciosos pra você voltar de onde veio.

A voz de Jared pareceu arrogante e um pouco rude, mas Jensen havia percebido que aquele jeito meio rabugento e arredio era frequente em Jared. Por isso demonstrou não se incomodar e apenas acenou com a cabeça.

- Ok, vou me arrumar e quanto a você... Acho que não vai querer permanecer com essa roupa o tempo todo não é? – Jared não esperou o outro abrir a boca e continuou. – Vou ver se tenho algumas roupas que caibam em você e algumas toalhas.

Jensen apenas suspirou ao ver a porta se fechar.

Aproximou-se da cama e lentamente se sentou nela, um pouco cauteloso como se a qualquer momento algo fosse o atacar, mas sorriu ao sentir a maciez do colchão. Passou a mão de leve pelo tecido da colcha e se jogou, deitando de costas e rindo baixinho.

Um minuto se passou, dois minutos... E antes de chegar ao terceiro, Jensen estranhou o fato de Jared ainda não ter aparecido. Com passos decididos foi até o quarto ao lado e não se preocupou em bater na porta.

Entrou e ouviu um barulho, que era abafado por outra porta dentro do cômodo. Andou até lá e inclinou a cabeça de leve, sorrindo ao ver Jared cantarolando baixinho debaixo do chuveiro.

O moreno ainda não tinha percebido sua presença, completamente alheio em pensamentos. O box de vidro escuro não deixava que seu corpo aparecesse totalmente, sendo escondido também pelo vapor da água quente e as pequenas gotículas que se acumulavam.

Estava de costas, mas sentiu algo estranho e virou-se, dando um pulo ao encontrar Jensen parado no batente da porta com uma expressão... Inocente.

Bem... Comparado ao que Jared pensou por um segundo quando o viu ali, o olhando como se não tivesse nada melhor pra fazer, a cena era bizarra para ele.

Engolindo em seco, os cabelos molhados ocultando uma parte de sua visão pegou a toalha no suspensório ao lado e se cobriu voltando novamente seu olhar a Jensen.

- O que você está fazendo aqui? Eu disse que ia levar as roupas, você é impaciente ou o que? – Jared estava nervoso.

- Ah... Achei que tinha acontecido alguma coisa, você demorou um pouco. – Jensen achou o rubor no rosto do mais alto um tanto adorável. Quer dizer... Se ele reparasse bem, poderia até achar que o outro estava sem graça na frente dele. – Acho melhor eu voltar para o quarto.

Jared começou a achar que aquilo era loucura. Não fazia nem 24 horas e já estava perdendo a cabeça com o outro, que nem sequer estava respeitando sua privacidade.

Será que todos os gênios eram abusados assim?

Já vestido com a sua usual calça de linho preta e uma camisa social pegou sua bolsa se preparando para sair, mas lembrou que tinha que dar as roupas e as toalhas a Jensen. Suspirou, indo até ao quarto de hóspedes, e para a sua surpresa o encontrou deitado na modesta cama de solteiro encolhido de costas para a porta, ressonando tranquilamente.

Balançou a cabeça o observando rapidamente antes de sair e fechou a porta com um clique suave.

~OoO~

Ajeitando o jaleco ao corpo, Jared pegou a prancheta em cima de sua mesa e fez algumas anotações de algumas encomendas de medicações. Queria ocupar-se o máximo possível com o trabalho, especialmente naquele dia. Afinal, era só mais um dia normal, como todos os outros.

Mas mesmo atendendo seus "pacientes" com cautela e maiores cuidados possíveis, Jared não conseguia deixar de pensar... Por mais que se ocupasse a manhã toda, ele sempre vinha a sua cabeça. Estava começando a achar que tinha alguma coisa de errado com ele. Pensava também no que a presença de um total estranho iria trazer para a sua vida simples, quase sem nenhum agito ou novidades.

E os tais Sete Desejos... Não sabia nem por onde começar. O que pediria? Dinheiro? Amor? Felicidade? Uma casa na praia?

Nenhum destes chamava a atenção de Jared. Nenhum desses pedidos o satisfaria de modo sincero. E Jensen explicara que esta era a principal condição.

Absorto em seus pensamentos sobressaltou-se ao ouvir dois toques suaves na porta e com um aceno curto, Traci adentrou na sala do veterinário.

- Jared, as consultas terminaram. A Sra. Morrison virá daqui a uma semana com o Pete, o pastor alemão que estava com a pata infeccionada. Já pode ir para casa. – A mulher sorridente se aproximou do médico que a encarava levemente decepcionado. – O que foi? Não vai me dizer que realmente planejou passar o dia do seu aniversário trabalhando não é?

Traci teve sua resposta ao ver o silêncio do moreno que agora estava sentando na cadeira anotando algumas receitas.

- Se você quiser, nós podemos sair para beber mais tarde o que acha? – Traci perguntou hesitantemente, sabendo que o veterinário a sua frente não aceitaria sair para nenhum lugar.

A cada dia que se passava, Jared ficava cada vez mais recluso, longe de todos. Nunca a tratara mal, mas vê-lo daquele jeito, indiferente às coisas que aconteciam ao seu redor, a deixava mais preocupada. Não eram amigos de longa data, mas de vez em quando, ela, Jared e Ben saíam para beber em algum bar perto dali.

- E então? Conseguiu convencê-lo? – Perguntou o homem que usava um jaleco branco parecido com o de Jared, onde se lia na altura do peito o nome Benjamin Wishaw. Seus cabelos curtos e ondulados eram da cor castanho escuro, e seus olhos ocultados pelas lentes dos óculos, eram verdes. Os lábios finos sorriram esperançosos.

- Mais uma vez, não. – Traci disse pesarosa.

- Isso era tudo um plano de vocês dois? – Jared perguntou surpreso. – Não sei por que fiquei surpreso.

- Qual é Jared? O que tem demais em sair conosco? Um jantar, ou até mesmo beber um pouco pra variar, conversar besteiras. Tirar essa tensão toda de você.- Respondeu a morena de cabelos longos e olhos azuis, cruzando os braços.

Jared balançou a cabeça suspirando.

- Como eu não tenho mais nenhuma consulta, vou pra casa.

- Se recusando a ficar conosco para ficar sozinho em casa, Jared? – Ben disse com a voz maliciosa e o cenho franzido. – Ou você quer se livrar de nós dois, ou vai levar alguma garota para se divertir hoje.

Jared pegou uma bola de papel qualquer por perto e jogou diretamente na cabeça do outro veterinário que sorriu abertamente.

- Errou Ben. Vou pra casa tentar repor o sono de hoje, já que eu... – Jared calou-se antes de finalizar o começo de um longo papo que seria iniciado com seus únicos amigos a sua frente, se não fosse mais esperto e saísse de fininho.

- Só eu acho que ele está escondendo alguma coisa? – Traci sussurrou para o médico a seu lado que acenou positivamente, concordando.

Tirando o jaleco e o pendurando atrás da porta de sua sala, Padalecki ajeitou o casaco por cima de sua camisa escura e antes de partir, deu um abraço nas duas pessoas que sabia que, apesar do pouco tempo que se conheciam, se importavam verdadeiramente com ele.

- Feliz aniversário cara. – Ben deu dois tapinhas em seu ombro. – Pode escapar hoje de irmos para uma boate gay, mas...

- Benjamin! – Jared retrucou indignado. Traci riu.

- Foi mal, esqueci por uns minutos que você é hétero. Bom... Azar o meu. – O moreno de olhos verdes coçou levemente sua pinta que havia perto de seus lábios.

- Se James escutar você dizendo isso... – Traci disse despreocupadamente olhando para as unhas pintadas de vermelho.

Ben apenas lançou um olhar contrariado.

- Certo crianças, até amanhã. – Jared disse achando graça da situação, mas o que ouviu em seguida, fez o seu sorriso diminuir.

- Você quer dizer... Até o final da outra semana não é? – A assistente dos dois veterinários o encarava séria. – Ben concordou comigo que ficaria no seu lugar por uma semana, e antes que você venha com vários argumentos, pense bem, Jared... Uns dias apenas, não irão fazer mal a você! Tem trabalhado demais, com a cabeça longe. Procure algo para se distrair, se divertir...

- Faça o que deseja. – Ben disse misterioso.

Inevitavelmente a imagem de um rapaz loiro veio à mente de Jared.

Este até pensou em argumentar em seu favor, mas viu que a batalha estava perdida ao ver a postura séria de Traci. Pensou que ela sabia ser bem persuasiva quando queria. E dessa vez iria dar ouvidos aos conselhos dos amigos. Iria dar-se um tempo para descansar e...

Descobrir mais do Gênio que abrigava em casa.

- Certo, vocês venceram. Sei que não gostam da minha companhia... – Jared disse manhoso dando as costas e sorriu ao ouvir as leves risadas o acompanharem.

Depois de alguns minutos, Jared abria a porta da sala de estar e se preocupou ao ver a casa totalmente silenciosa. Ao passar pelos cômodos, foi ligando alguns interruptores. Subiu as escadas devagar e prendeu sua respiração ao ver pela brecha da porta de madeira branca, uma pequena luz que vinha de dentro do quarto. Não sabia se ficava aliviado ou decepcionado ao ver que realmente não tinha sido um pesadelo.

Jensen ainda estava ali, de pernas cruzadas, sentado despojadamente na poltrona de estampas florais do quarto de hóspedes. A calça jeans azul moldava bem em suas pernas e a camisa xadrez de flanela azul caía perfeitamente bem em seu corpo. E como as mangas da camisa estavam arregaçadas, Jared pode ver uma tatuagem no pulso do loiro.

- Anh... Tatuagem legal. – Jared revirou os olhos ao começar um assunto tão interessante como este. Mas, no fundo estava curioso.

Jensen levantou os olhos do livro que lia e sorriu para o moreno. Levantou-se dando alguns passos em direção deste, ficando a uma distância significativa. Olhou para o seu braço e viu a figura prateada. Que na verdade, deveria estar seu bracelete.

Os Gênios Ancestrais e Guardiões usavam o bracelete de cor violeta. Eram os mais poderosos, podiam controlar seus poderes de forma pacífica e também, os sentimentos das pessoas. O Bracelete dourado representava os gênios que possuíam o poder da cura, tranquilidade e sabedoria. E... O Bracelete prateado era destinado aos verdadeiros soldados. Fiéis em suas missões tinham coragem e esperteza. Audaciosos algumas vezes, maliciosos em outras... Mas independente de qualquer posição ao poder de cada um, era a vontade especial de ajudar as pessoas a terem seus desejos mais sinceros realizados. E a cada missão bem sucedida seu poder crescia gradualmente.

E Jensen se encaixava nesse gênero.

O Gênio não havia estranhado totalmente não ver seu bracelete em seu braço. Mas de alguma forma, ele teria que ter o desenho do bracelete em si. Então a estrela prateada de sete pontas permanecia intacta em seu pulso.

Jared percebeu que havia encarado todo o tempo a tal tatuagem e olhou para o lado um pouco receoso. Mas enquanto ia para a casa, em sua mente planejara finalmente dar o primeiro passo para o fim daquela brincadeira toda.

- Eu... Eu quero fazer o meu primeiro desejo.

Jensen sem piscar, olhou demoradamente para Jared. Podia ver a expressão de Jared e previu que ele realmente não queria, não ainda. Sua boca dizia uma coisa. Mas seus olhos demonstravam tudo ao inverso. Mas, Jensen não podia desobedecer a uma ordem de seu Amo.

Tinha que satisfazê-lo.

Olhou para a paisagem de fora da janela e viu que escurecia devagar. A luz alaranjada do sol em Nova Jersey estava sumindo aos poucos, dando mais alguns minutos de sua beleza aos americanos. De alguma forma, ver aqueles raios passando pelo vidro e entre as cortinas fez algo em seu peito se aquecer. Como se o levasse a um momento distante... Com alguém.

Féach leat go luach...

- E então? – Jared perguntou ansioso.

O que ele não esperava era que o gênio desviasse seus olhos distantes e o direcionasse aquele olhar que tinha visto no começo daquele dia. Os olhos mais verdes e intensos. Engoliu em seco quando este puxou sua mão o guiando de costas sem deixar de fitá-lo, para frente da janela. Pode ver ainda nervoso alguns carros passando pela rua que estava coberta por algumas folhas do outono que caíam calmamente das árvores.

Jensen com a voz firme e ao mesmo tempo quase inaudível, perguntou. - O que você deseja?

O moreno esqueceu de dizer qualquer coisa coerente por que naquele exato momento, os raios do sol iam de encontro aos olhos verdes de Jensen que agora possuíam uma linha prateada em volta das íris misteriosas, e seus cabelos ficaram mais claros ainda. E por isso nem se preocupava em saber se era errado, sua mão estar entrelaçada a dele.

Fechou os olhos e se deixou levar pela sensação que o arremetia...

- Eu desejo...

Como Jared estava de olhos fechados, tomado por uma energia que desconhecia totalmente, não pode ouvir algumas palavras sussurradas pelo gênio e nem viu uma linha prateada saindo lentamente do pulso deste, que os envolvia com o seu brilho.

Depois de alguns segundos, se sentiu seguro e abriu os olhos.

Então compreendeu que era tudo verdade. O gênio não havia mentido pra ele.

Largou a mão de Jensen percebendo que elas tremiam de leve. Sua respiração ficou agitada ao ver onde estava. O lugar continuava o mesmo, o cheiro, os móveis... A casa onde viveu com os seus pais até os sete anos. Até o dia do acidente.

Sorriu tristemente ao reconhecer um garoto de pijamas olhando pela brecha da porta do quarto e que algo o entristecia. Causava dor não somente naquela criança, mas nele também, mesmo com a vida feita e um caminho a seguir pela frente.

Fechou os olhos suspirando ao ouvir os gritos ecoando pela casa. A voz de seu pai transtornada e agressiva. Sua mãe procurando de algum jeito consertar o que estava quebrado no casamento deles. Mesmo que a desconfiança, e a falta de intimidade os assolasse. Só que estavam tão preocupados com isso, naqueles últimos meses que não davam exatamente atenção para o pequeno filho deles.

Brigavam às vezes por coisas fúteis, por estarem falidos e a ponto de perderem a casa e viajarem para um outro lugar onde pudessem retomar a vida, e esquecer as palavras dolorosas e as brigas constantes. Mas antes de qualquer plano a mais, o destino foi mais rápido e em um pequeno descuido de seu pai, o carro deles se chocou com outro em uma tarde chuvosa. E então Jared ficou com sua tia Margareth, irmã de sua mãe até quando completasse a maioridade. Mas antes mesmo do acidente... Jared se viu só.

Sozinho.

Ainda em pé e totalmente invisível aos olhos do garoto de cabelos castanhos, olhou rapidamente para trás e sentiu a presença de Jensen ali, oculto na sombra no canto do quarto. Sabia que os olhos dele o miravam.

O pequeno Tristan fechou a porta silenciosamente e andou até a cama, se aconchegando nos cobertores frios, que o cobriam até seu queixo, esperando ansioso para que o sono o levasse, e não pudesse mais escutar algum grito.

Jared se aproximou e sentou-se na ponta na cama e fez um leve carinho nos cabelos que foram seus quando criança. Viu com um sorriso que o garoto dormira profundamente. Na cômoda ao lado tinha uma pequena estátua de brinquedo onde um rei majestoso sorria e sua coroa de ouro era maior que a própria cabeça. O moreno sorriu mais ainda, mesmo que o seu sorriso fosse triste.

Ficou em alerta e até pensou em se esconder quando a porta do quarto se abriu e viu sua mãe entrando. Mas, como isso era apenas uma pequena viagem no tempo, como um filme rebobinado, Jared não se preocupou e permaneceu sentado, sabendo o que viria a seguir.

Sharon limpou os resquícios de lágrimas, mas seus olhos continuaram vermelhos. Seu belo cabelo estava preso em um penteado a deixando com a aparência mais nova. Observou o filho dormir alheio a todos os problemas que ela e o marido enfrentavam e sentiu-se culpada afinal. Aproximou-se e com cuidado e deu um beijo nos cabelos de Tristan. E então depois de poucos minutos apenas restava o som do retumbar do coração de Jared acelerando.

- Está na hora.

Jared levantou-se e parou no meio do quarto esperando que o dono da voz aparecesse. E então deixou que uma lágrima teimosa descesse de seus olhos ao ver Jensen com uma coroa folheada a ouro, a depositando no topo de sua cabeça. Os fios castanhos se bagunçaram levemente e Jensen que antes estava com uma expressão séria, agora sorria de forma carinhosa.

Não entendia por que justo naquele dia, seu Amo resolveu voltar a um tempo em que não o fazia feliz. Por que nos olhos do mais alto se refletiam uma dor que ninguém tinha conseguido curar, ou ameniza-la. Sentiu-se um pouco ''humano'' ao reconhecer aquela dor, por que já a tinha sentido antes. Por alguém.

Alguém que não estava mais do seu lado.

Por isso, entrelaçou novamente seus dedos aos de Jared o transportando para a atual realidade deles.

Depois de alguns segundos se encaravam no quarto de Jensen. A lua brilhava no céu escuro e agora os olhos verdes de Jensen voltavam a sua cor normal. Mesmo ainda transmitindo toda aquela intensidade.

Jared meio desnorteado deu um singelo sorriso e andou até a porta, até que escutou.

- Feliz Aniversário, pequeno príncipe.

O primeiro sorriso verdadeiro de Jared surgiu em seus lábios finos e ainda de costas ao gênio que o fitava, respondeu.

- Obrigado.

E a porta de madeira branca se fechou.

Continua...


Oi Leitores! Aqui esta mais um capitulo... Espero que tenham gostado.

E Obrigada pelas lindas reviews, leitores, todas são especiais. Adorei de verdade!

Beijos para vocês e para a beta.