Quando June descobriu que estava grávida, ela estava com duas semanas e meia, agora ela estava com 4 semanas.
Numa manhã comum qualquer, a amazona estava tendo seus enjoos matinais, June estava vomitando no vaso sanitário enquanto seu marido Shun segurava seus sedosos cabelos.
-Já acabou meu amor?- perguntou Shun preocupado
-Sim, me sinto melhor agora.-
-Vai conseguir tomar café?-
-É claro que vou, eu não estou doente.-
-Mas está com o estômago fraco.-
-Como pode um bebê tão pequeno fazer uma coisa assim?-
Saíram do banheiro e foram até cozinha, se sentaram na mesa onde o café já estava servido.
-Nossa, mais que cheiro forte!- comenta June
-Não to sentindo cheiro nenhum.-
-É um horrível e enjoativo, eu acho que que é leite tá estragado.-
Shun então vasculha alguma coisa que indicasse se o leite estava estragado ou não, e nada, não tinha cheiro, não tinha nata, estava normal.
-O leite está perfeitamente normal June, você só está com o olfato mais sensível.-
-Eu não entendo como a gravidez afeta lugares que não tem nada a ver.-
-Pois é. Isso não me ensinaram a faculdade.-
Após terem tomado cafe, os dois partiram pro hospital onde Shun trabalhava, June iria fazer sua primeira ultrassom. Chegando lá, os dois esperam ser atendido, 10 minutos se passaram e a médica chamou o casal.
-Olá Shun, olá June.- cumprimenta a médica
-Oi professora... quer dizer, doutora Harumi.- cumprimenta Shun.
-Pode me chamar de professora, não tem problema.- disse doutora Harumi.- June, pode se deitar.-
(Ah, antes que me esqueça, a doutora Harumi foi professora do Shun na faculdade. Por isso ele a chamou de professora, por questão de costume. E tinha pouco tempo que o Shun se formou.)
June então se deitou na maca de ultrassom, desabotoou a calça e levantou sua blusa, esperando a médica começar o processo.
Então a douto Harumi colocou gel no ventre de June, ligou a máquina de ultrassom e começou a passar o transdutor. Em cerca de um minuto, apareceu o bebê.
-Olhem ali, estão vendo esta manchinha preta com formato de feijão?- perguntou a doutora
-Sim estamos.- diz June
-Dentro dele há uma outra manchinha cinza, aquele é o bebê de vcs.-
Shun e June se emocionaram pois conseguiram ver seu filho.
-June...-
-Eu sei Shun, é o nosso filho, aquele ali é nosso filho.- diz June se emocionando
-Esse serzinho tão pequeno, nós o fizemos.- diz Shun com os olhos marejados
-Querem ouvir o coraçãozinho dele?- perguntou a médica
-Sim queremos.- respondeu June
A doutora Harumi apertou vários botões do aparelho de ultrassom para mostrar os batimentos do pequeno fruto do casal.
-Prontinho, escutem.- diz a doutora
Apesar de ser bem pequeno, os batimentos do bebê eram fortes e acelerados, parecia mais uma bateria de escola de samba.
June ficou mais emocionada ao ouvir o coração do bebê, dentro dela havia um ser vivo, o fruto do amor dela com o seu Shun, ela carregava um tesouro e já amava o serzinho.
Após a consulta, o casal se separou pois estava na hora do serviço de cada um, e estavam atrasados exatamente para o exame de ultrassom. Shun já estava no hospital e foi para seu consultório, June pegou o carro e dirigiu para o studio.
Anoiteceu, Shun e June terminaram seus expedientes e voltaram pra casa. Na hora do jantar, June comenta algo muito importante para o Shun.
-Querido, lembra que temos que fazer o curso de treinamento para pais de primeira viagem?-
-Sim me lembro, por que?-
-Marquei a nossa primeira aula nesse sábado.-
-Assim vou finalmente aprender a trocar uma frauda kkkkkk.- ri Shun.-Mas as aulas são todos os sábados?-
-Sim, são no máximo 25 aulas.-
-Caramba, tem tanta coisa assim pra aprender? Tomara depois nós ganharmos um diploma.- brinca Shun
