Parte 4: Casamentos
O clima de amor era abundante na igreja. O sol brilhava com tudo, anunciando o acontecimento daquele dia.
Youta aguardava com ansiedade junto ao altar. Seus amigos, sentados nos bancos da frente, não escondiam nem um pouco a sensação de felicidade que tinham por seus amigos que brevemente se uniriam.
Ao som da marcha nupcial, Ai-Chan vinha delicadamente se mostrando em seu belo vestido de casamento com Mai segurando seu véu. Youta se enchia de amor pela vinda da mulher que tanto amava e que brevemente seria sua esposa. Os dois se juntaram em frente ao padre.
"Você está tão bonita, Ai-Chan. Parece uma estrela do céu."
"Oh, Youta." A loira mal tinha como expressar o elogio, exceto pelo rubor do rosto.
O padre começou a proferir o anúncio do casamento, indo dos votos dos noivos até a promessa de ambos ficarem juntos sob qualquer circunstância. Mai era a mais emocionada, mal conseguindo segurar o choro.
"Então, pelo poderes a mim concedidos e pela benção de Deus, eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva." E não só um beijo, foi um super beijo dos mais doces e carinhosos que ambos já tinham dado. Os convidados aplaudiram animados e os recém-casados agradeciam o apoio dos amigos.
"Youta, meu menino." O senhor Moteuchi abraçou os noivos com vontade. "Estou tão feliz que tenha achado uma jovem tão graciosa para se casar. Se sua mãe estivesse aqui, estaria muito orgulhosa."
"Sei que ela está, senhor Moteuchi. E confie em mim pra cuidar desse malandrinho aqui." Ai-Chan piscou com confiança.
"Eu acredito nisso, querida. Felicidade aos dois e tenham um ótima lua-de-mel."
"Valeu, pai. E obrigado por nos ajudar no arranjo em Kyoto."
"Sem problema. Tenham uma boa viagem e divirtam-se."
Depois de comemorarem a festa no restaurante escolhido e se despedirem dos amigos, Youta, Ai-Chan e Mai voltaram pra casa e foram arrumando as malas.
"Lembrem de levar só o necessário."
"Positivo, chefinho." Ai-Chan falou no seu modo brincalhão. "Apenas o que necessitar: bronzeador, toalhas, biquínis e uma coisinha especial que quero exibir na noite de lua-de-mel aos meus dois amores."
"Eu também tenho algo que fará seu queixo cair, Ai-Chan." Falou Mai com suavidade. "E tomara que não tenha um ataque cardíaco quando o vir, senão...terei que tomar Youta como marido."
"Ei. Só passando por mim vai tomá-lo de mim, ouviu?" "Que lutar por ele agora, meu bem?"
"Calma. Por favor, acalmem-se, meninas. Deixe a disputa depois de se juntarem, tá bom?" A jovem pediu levantando as mãos em sinal de paz. As duas riram inocentemente e foram preparando as malas.
"Uau. Kyoto é mesmo incrível." Comentou Mai vendo a paisagem ao redor após deixar o trem.
"E a praia então. Super convidativa." Citou Ai-Chan. "Quero pegar uma corzinha agora mesmo."
"Vai se segurando, meu bem." Youta pegou a esposa pelo cangote. "Vamos primeiro nos instalar e preparar o casamento de vocês. Depois damos um chego na praia...à menos que tenham desistido."
"Desistir? Jamais. Quero logo ter essa morena maravilhosa como parte da família." Ai-Chan abraçou a garota de cabelo negro, que só teve um sorriso pra retribuir.
"Digo o mesmo da minha maluquinha. Vamos seguir pra pousada." E seguindo a ordem de Mai, os três foram para a cidade.
Após instalados no quarto(que originalmente seriam 2 quartos, mas devido a chegada de um grupo de última hora, precisaram trocar por outro, mas recebendo um desconto de 50% da diária como desculpa), Ai-Chan e Mai trataram de se arrumar pro casamento. Ai-Chan pegou o mesmo vestido que usou e Mai estreou o que tinha comprado para a ocasião.
Não foi difícil encontrarem um templo onde os monges realizam casamentos entre sexos iguais. Depois de uma cerimônia simples mas elegante, as duas garotas estavam oficialmente casadas. Mai se encontrava feliz por enfim fazer parte das vidas de Youta e Ai-Chan.
"Meninas. Meus cumprimentos. Preciso dizer que estavam adoráveis."
"Obrigado, Youta. Ter vocês em minha vida é uma dádiva preciosa e farei de tudo pra mantê-la." Mai comentou muito contente.
"E então, minha esposa e meu marido." A loira segurou firme os amigos. "Quem aqui quer pegar umas ondas?" Nem precisou de resposta: os três rumaram para a praia.
"EBAAA. Hora de diversão com muita água e sol." Ai-Chan corria alegremente pela areia, se mostrando num biquíni vermelho de cordinhas. "E não me envergonho de me exibir pra quem eu amo num biquíni tão sumário. Na verdade, acho que por vocês, vou ficar peladona." Ela começou a puxar uma das cordinhas da calcinha quando Youta a segurou.
"Ai-Chan. Tenha compostura. Sei o quanto gosta de ser livre, mas precisa ver seus limites."
"Youta tem razão, benzinho. Parece que nunca veio a uma praia antes." Mai foi dizendo, se mostrando num maiô preto tomara-que-caia.
"Já vim sim, querida, e não tenho por que me inibir. Que tal ficarmos peladas juntas?" Ai-Chan veio pra perto da morena e agarrou-lhe a parte de cima do maiô, tentando puxá-lo.
"Nossa, Ai-Chan. Você é uma desmiolada." Retrucou Youta.
"E uma baita de uma tarada." Comentou Mai, recolocando o maiô no lugar.
"Tudo bem, tudo bem. Vou me comportar, dupla de puritanos. Mas ainda podemos nos divertir de outros jeitos, não?" Ela indagou com a cara meio fechada, porém seu marido e sua esposa sabiam ser só de fachada sua rabugice. Sem dizer mais nada, os três rumaram até a praia.
Foi um dia com bastante diversão com jogos de vôlei, surf, enterrar-se na areia, tomar sol, sorvete e até uns pequenos incidentes como Ai-Chan quase perder a calcinha no mar.
Youta aproveitava seu tempo descansando na toalha, contemplando sua esposa e a companheira dela brincando bem felizes nas ondas, embora fosse inevitável olhar para outras garotas, como uma jovem de cabelo rosa vestida como um rapaz acompanhada de uma moça bronzeada de cabelo roxo e óculos que passaram do seu lado. Ambas mostravam-se lindas e bem mais do que amigas.
"Admirando a paisagem?" A pergunta lhe tirou a atenção, voltando-a para Ai-Chan e Mai.
"Quer dizer que bastam só 5 minutos de distração que já tá secando outras, né?" Mai perguntou um tanto indignada.
"Que? Que? Do que estão falando? Só foi por um instante. Nada de sério."
"Nada de sério, hein? Talvez queira ficar um pouco mais com elas. Se for assim, minha esposa e eu vamos te deixar. Com licença." Ai-Chan pegou no braço de Mai e foi andando rapidamente.
"Ai-Chan. Mai. Voltem. Foi um lapso. Não precisa ser assim." A rapaz correu até as duas bem depressa e ambas pararam, mas não se viraram.
"Meninas, por favor. Prometo olhar só pra vocês, mas digam algo." Por uns instantes, parecia que não iam dizer nada, mas de repente, se viraram pra Youta, mostrando-lhe uma careta simpática.
"BLÉÉÉÉÉ. SEU BOBO." Youta quase caiu sentado pela surpresa. Ai-Chan segurou-lhe a mão. "Claro que confiamos em você, querido."
"Vocês são doidas, sabiam?" "Sim, mas é por isso que você nos ama. Não concorda?" Questionou Mai, passando um piscar de olho. Youta sorriu de volta e tratou de ir se divertir com as garotas pelo resto do dia.
"E então, garotas? Já estão prontas?" Youta perguntou já deitado na cama, esperando que as duas viessem.
"Um pouquinho mais, Youta. Mai e eu já iremos." "Tá certo, Ai-Chan."
Um pouco depois, as duas jovens esposas entraram no quarto já prontas. Ai-Chan vestia um maiô escolar do tipo que se via em mangá e Mai, um conjunto de top esportivo e shorts, parecendo uma corredora com uma faixa na cabeça e óculos escuros de corrida.
"Caramba."
"É só isso que vai dizer, Youta? Ai-Chan e eu nos preparamos exclusivamente pra essa noite, pois sabemos que tem paixão por maiôs escolares e corredoras."
"B-bem...não sei o que falar, mas afinal...querem minha opinião ou o que posso fazer?" E diante dessa questão, as duas correram direto pra Youta, praticamente mergulhando sobre ele.
"Vamos lá, gente. Quero desfrutar cada minuto, e ser a primeira a ter um bebê." Falou Ai-Chan bem convicta.
"Não esquece, amor. Você prometeu que Youta poderia me dar um bebê também." "Eu sei, mas quero ser a primeira. Depois ele cuida de você."
Ai-Chan e Mai começaram se beijando bem gostoso, estimulando Youta onde devia. Logo se dirigiram aos lábios do jovem recém-casado, beijando-o com intensidade e amor.
"Youta, Ai-Chan. Eu amo vocês. Quero fazer parte desta família pro resto da vida." Mai disse toda emotiva, quase chorando. "Tê-los conhecido foi a coisa mais maravilhosa que já tive."
"A gente também te ama, Mai. E fico feliz de ter dado a você e a Ai-Chan suas vidas humanas."
"Vida pela qual também sou-lhe grata, meu querido. Obrigada por nunca ter desistido de mim. Ter me alugado e reproduzido no vídeo quebrado fez uma grande diferença em minha vida." "E na minha também, coração." E com mais um beijo, os três foram aproveitando a noite mágica que se seguia durante a lua-de-mel, e outras noites vindouras.
Continua...
No mangá quase não há citação do pai de Youta e não seria certo deixá-lo de fora do casamento do filho.
Reconheceram as duas garotas que Youta observou na praia? Ainda pretendo fazer outros trabalhos com ela
