Parte 5: Feliz Resultado
"Certo, meninas. Cruzem os dedos." Youta estava de posse de 2 envelopes que poderiam mudar bastante as vidas de Ai-Chan e Mai. A loira e a morena esfregavam as mãos de nervosas.
Youta abriu o primeiro com o nome de Ai-Chan. Leu o conteúdo tão ansioso quanto as garotas. Seu semblante rapidamente alterou-se para um mais feliz, quase pulando em cima da loira ao abraçá-la.
"Y-Youta. T-tá cortando meu ar." "Ops. Desculpe, querida, mas as notícias são animadoras. Deu positivo."
"Positivo? Significa..." "Acertou, meu anjo. Você vai ser mãe."
Ai-Chan chorava de felicidade pela notícia. Em menos de um ano, se tornara humana, esposa e agora, mãe. Mai a abraçou em amparo.
"Acredita, querida? Sou ser mãe. Mãe." "Sim, amor. Estou tão contente, e espero que a felicidade venha em dobro."
"É o que veremos, Mai." O garoto pegou o segundo envelope, mas Ai-Chan o agarrou tão depressa que quase lhe puxou a mão fora.
"Ei. Tenha calma aí." "Desculpa, Youta, mas não consigo me segurar de ansiedade." A ex-video girl abriu o envelope e lendo a carta de resposta, não mostrando nem alegria ou tristeza, só expectativa.
"E aí? O que deu, Ai-Chan?"
"Bem, Mai. Sei o que estava esperando, e deve estar ciente de que nem sempre a vida te dá os limões para um limonada. Tem vezes em que só recebe o bagaço da decepção."
"Ai-Chan. O que quer dizer? Será que é o que penso que é?" Mai indagou com aflição na voz.
"Nem de longe, Mai. Como sou eu, sua esposa, que preciso te dar a notícia..." Ai-Chan pegou a mão da companheira e logo expressou uma faceta diferente.
"Parabéns, senhora mamãe. Vamos ter cada uma um filho."
"Estou grávida também? E me fez pensar que não? Quem você pensa que é, hein?" Mai perguntou bem nervosa.
"Hi, hi. Sou sua mulher e te amo muito. Só quis tirar uma da sua cara."
"É assim, é? Vou te ensinar a não me fazer de boba, sua pirada." A morena saiu correndo por toda a casa com as mãos estendidas para pegar Ai-Chan. Youta ficou sentado apenas assistindo a cena cômica com uma gota de suor na cabeça.
"Tomara que as crianças herdem a calmaria de mim, porque se puxarem à elas, talvez precise chamar o exército."
10 anos depois.
"Meninas. Venham logo ou vão ter jantar frio." Avisou Youta da cozinha. Em poucos instantes, as filhas desceram numa nuvem de poeira, disputando quem chegava antes.
"Eu cheguei primeiro." Falou a menina loira de longos cabelos.
"Que nada. Eu cheguei. Sou a campeã." Retrucou a outra de cabelos curtos negros.
"Miyone. Kihoshi. Tenham modos. Agora sentem e façam seus pratos." Falou Ai-Chan, apontando a espátula para a mesa. Mai e Youta observavam as meninas se sentando e se alimentando.
"Que meninas cheias de energia. Nem imagino quem elas puxaram." Youta comentou bem alegre. Ai-Chan veio por trás dele e o abraçou carinhosamente.
"E por acaso isso é ruim?" "Mas nem um pouco, paixão. Não ia querer de outro modo."
"Eu que o diga. Um beijinho, querida." Mai se levantou e beijou os lábios de sua esposa loira, em seguida os de seu marido.
"Mas que meigo." Comentou Miyone.
"Não duvido em nada do que o papai, a mamãe e a mamãe Ai-Chan sentem. Tão legal termos 2 mães tão divertidas e um pai tão legal e bonitão." Concluiu Kihoshi.
De fato, suas vidas pouco mudaram em relação a seus primeiros anos de convivência. Youta fez um grande sucesso com seu livro 'O Dever de Kokoro', o qual acabou virando mangá, anime e até filme. Com o que ganhou de tudo, pôde comprar uma casa mais espaçosa pra sua família.
Ai-Chan seguiu com os estudos e após se formar, abriu uma doceria e obteve fama ao escrever um livro de culinária. Resolveu deixar o cabelo crescer, deixando uma longa cabeleira loira como de sua filha Miyone.
Mai formou-se em engenharia civil, a qual tinha bastante área de trabalho devido a tantas vezes em que os prédios de Tokyo caiam devido aos ataques de monstros gigantes, permitindo-a ganhar uma boa soma quase todas as semanas. Ao contrário de Ai-Chan, preferiu encurtar o cabelo e ainda assim, mantinha-se linda. Vendo que não seria justo deixá-la como mãe solteira de sua parte, ainda que tenha registrado Kihoshi como filha, Youta decidiu se casar com ela numa viagem à Okinawa, legalizando tudo.
"Somos tão felizes em ter um lindo marido e uma à outra como companheira. Não pensa assim, Mai, minha flor?"
"Tô com tu e não com tatu, docinho." As duas deram outro beijo e beijaram o marido, em seguida abraçaram suas filhas.
"Fomos tão abençoadas com esses anjinhos, mesmo tão travessas." Comentou Ai-Chan com a filha nos braços.
"E ainda que nos deixe de cabelo em pé de tanto que aprontam, não ia querer diferente." Mai concordou, olhando pro rosto de sua menina de cabelo moreno.
"Também amamos vocês, se bem que se somos tão levadas, foi porque puxamos a vocês, pois o papai é sempre comportado." Respondeu a menina loira.
"Não tem como questionar isso, amores. Agora, minhas pequeninas, é hora de escovarem os dentes e irem para a cama." Disse Youta, conduzindo as filhas até o quarto. Ele se voltou para as esposas. "Podem ir pro quarto que já estou indo."
"Não se demore, Youta. Mai e eu temos uma surpresa pra essa noite." Ai-Chan se virou pra sua esposa. "Pegou as boias infláveis?" "Sim. Na sua opinião, devo usar o biquíni vermelho ou o rosa hoje?" "Acho que o rosa está mais pra você hoje, mesmo porque o vermelho vai chamar mais a atenção dele e por isso estou com ele por baixo." A morena fez uma careta meio embaraçada.
"Mas você é uma pilantra, mesmo." "Exato, porém uma pilantra que você ama demais, não?" Nem precisou falar: um beijo apaixonado já respondeu a dúvida.
"Certo, queridas. Se já estão prontas, tratem de se deitar." Youta viu as meninas prontas pra dormir.
"Papai. Conta uma história pra gente dormir?"
"História? Bem, Kihoshi. Eu...ah, tá bom. Qual querem ouvir? As novas aventuras de Kokoro?"
"COMO CONHECEU NOSSAS MÃES." Disseram as duas irmãs simultaneamente.
"De novo essa? Mas se é o que querem, eu conto." Youta sentou-se na beirada da cama da filha morena.
"Tudo começou numa manhã quando eu despertei e sem querer, deixei meu videocassete novo, fruto de muitos trabalhos de meio período, cair no chão..."
Continua...
Não é exagero eu citar sobre ataques de monstros em Tokyo, pois isso acontece quase o tempo todo em tokusatsus, mangás e animes.
Já questionaram em algum momento o que se deu com Louleck depois de cair na armadilha do Vovô? É o que saberemos no capítulo final.
