Oiiieeee! Voltei com mais uma adaptação de um livro que eu amo muiiito e tem tudo a ver com o nosso casal! Os personagens são da querida Stephanie Meyer e a história é da maravilhosa Sara Craven ( quem tiver tempo por favor leiam os romances dela, são espetaculares... rsrs sem exageros). Espero que gostei, comentem, e que apreciem este lindo romance!

Capítulo 1

Dizem que as únicas certezas da vida são a morte e os impostos, pensou Isabella Swan enquanto levantava a esponja e espremia água maravilhosamente morna e perfumada nos ombros e seios. Mas há mais uma certeza: basta entrar num banho quente e muito desejado que o telefone começa a tocar.

Como estava acontecendo nesse exato momento.

Mas ao menos dessa vez Bella não teria de se levantar xingando e pegar uma toalha para correr até o telefone, porque alegria das alegrias! o aparelho não era seu.

Quem estava do outro lado da linha podia falar com a secretária eletrônica.

Devia ser Rosalie querendo saber se tudo estava bem, mas nesse caso podia deixar uma mensagem. E depois, quando estivesse banhada e bem alimentada, Bella telefonaria para sua meia-irmã e agradeceria novamente por lhe ter oferecido esse abrigo temporário sem fazer muitas perguntas. Pelo menos até agora.

Rosalie era três anos mais velha, e como seus pais estavam aposentados e morando numa casa de campo ao lado de um campo de golfe em Portugal, assumira com muita seriedade seu papel de irmã mais velha. Assim, quando voltasse no domingo, exigiria saber por que o emprego dos sonhos de Bella tivera um fim tão prematuro.

Mas até lá Bella começaria a se sentir melhor. Assim que tivesse se recuperado do cansaço e do caos das últimas 24 horas e conseguisse pensar direito, teria o fim de semana inteiro para fazer planos e ser positiva sobre sua vida, em vez de querer gritar.

Claro que teria de esperar até segunda-feira para saber se ainda tinha um emprego na agência ou se a ameaça de sua última chefe dera frutos. Mas ao menos poderia começar a procurar por algum lugar onde viver até seu próprio apartamento voltar a ficar disponível.

Não que o apartamento de Rosalie não fosse agradável. Esse banheiro, por exemplo, era um sonho; seus azulejos de suave coloração azul davam-lhe a impressão de estar flutuando no mar. Somado a isso a espaçosa sala de estar, a cozinha moderníssima e os dois quartos elegantes, Rosalie nunca vivera com tanto luxo.

O que não conseguia compreender era como Rosalie podia pagar por um ambiente tão suntuoso. Sua meia-irmã era assistente pessoal de Edward Cullen, diretor de uma das principais empresas de relações públicas do Reino Unido, e devia estar recebendo um salário altíssimo para poder pagar um apartamento assim nessa vizinhança.

Se não soubesse o quanto Rosalie estava apaixonada por Emmett com quem viajava neste exato minuto para conhecer seus pais em Kent , poderia até se questionar que espécie de "assistência pessoal" sua meia-irmã provinha ao patrão.

Deixe de ser invejosa, disse a si mesma. Então, apoiando a cabeça no encosto da banheira, cerrou os olhos para refletir sobre o rumo desastroso tomado por sua vida. O pior de tudo era que aquilo a pegara completamente de surpresa. O que fazia dela a mulher mais estúpida e ingênua que caminhava na Terra.

Fora estupidez colocar seu apartamento para alugar, mas confiara na duração mínima de seis meses prometida pelo trabalho para a escritora de best-sellers Victória Manson.

"A secretária habitual da Sra. Mason precisa tirar uma licença. Sua mãe idosa está prestes a fazer uma cirurgia séria e precisará de muitos cuidados pós-operatórios" dissera-lhe Heidi sua chefe. "A Sra. Mason faz sua pesquisa em Londres e então segue para sua casa no sudoeste da França, onde escreve. Assim, precisa de alguém que preencha a brecha." Heidi pressionara os lábios. "Aparentemente fomos bem recomendados a Sra. Mason, mas ela não é fácil de agradar."

"Victória Mason" ecoara Bella, olhos castanhos reluzindo. "Mal posso acreditar. Ela é uma escritora maravilhosa. Sou sua maior fã."

"Foi por isso que sugeri você, embora suspeite que seja jovem demais. Mas ela já recusou Kate e Irina e disse que quer uma pessoa "agradável"." Heidi resfolegara. "Mas não se deixe levar por seu entusiasmo por ela como escritora. Aposto que você estará farta do novo livro antes que ele tenha sido terminado. Li uma entrevista com ela na internet. A Sra. Mason escreve à mão, num papel especial e com uma caneta especial. Você terá de digitar cada versão do romance num computador para ela corrigir. E ela costuma fazer umas dez versões."

Heidi fizera uma pausa antes de concluir:

"Você também fará muito trabalho de leva e traz; ser secretária será apenas parte do serviço. Mas como ela acabou de se casar de novo, ao menos será poupada de lhe servir a xícara de chocolate quente de grife que gosta de tomar toda noite antes de dormir."

"Por uma chance de trabalhar com Victória Mason eu até colheria grãos de cacau" assegurou Bella, jubilosa. "Não é problema."

"Mas passar na entrevista pode ser" avisara Heidi.

Victória Mason fizera parte de um game show naquela noite, cabelos ruivos cortados num penteado severo e um vestido escarlate exibindo sua silhueta invejável. Era inteligente e engraçada e vencera com facilidade a competição, aceitando os cumprimentos dos outros participantes com aparente modéstia.

Contudo, havia alguma coisa em seu sorriso e na forma como movia a cabeça que parecia lembrar a todos que ela fora a vencedora.

Por que isso deveria me preocupar? perguntara-se Bella. Não vou ser nenhuma espécie de rival para ela, apenas uma funcionária... isso é, se eu passar na entrevista.

Contudo, um pouco para sua surpresa, ela passara.

"Você parece ter muito mais a oferecer que as outras candidatas" disse-lhe a Sra. Mason enquanto mexia em sua aliança de casamento ornada com um enorme diamante. "Um delas deu a impressão de nunca ter lido um livro na vida, e a outra era simplesmente... inadequada." Victória olhou Bella dos pés à cabeça, examinando o corpo esguio, os cabelos castanho- avermelhados penteados para trás e presos por um laço, a pele pálida e cremosa e as feições comuns, e assentiu. "Sim, se sua habilidade como digitadora for boa, acho que servirá bem."

A escritora fizera uma pausa.

"Planejo descer até Evrier sur Tarn na semana que vem. Espero que esteja disponível para viajar comigo. Ângela cuidou de todos os preparativos antes de ir bancar a Florence Nightingale, mas se houver qualquer dificuldade, espero que você seja capaz de resolver."

O telefone voltou a tocar, exigindo a atenção de Bella.

"Todo mundo sabe que estou fora" dissera-lhe Rosalie ao partir, acrescentando: "E deixei um memorando escrito, de modo que ninguém deverá perturbá-la."

"Só que não era isso que estava acontecendo."

"Por favor, deixe seu recado após o sinal" Bella aconselhou a quem estava ligando numa voz cantarolada, antes de acrescentar mais água quente e algumas gotas de óleo perfumado ao banho e mergulhar mais em suas profundezas confortáveis.

Devia ser ótimo ser tão requisitada, ter amigos telefonando constantemente para sugerir um cinema, um jantar ou até um drinque.

E ter alguém como Emmett...

Isso provavelmente mais do que tudo, admitiu. Porque, aos vinte anos, Bella ainda não tinha nada próximo de um relacionamento sério com um homem.

Bella saíra com alguns homens desde que chegara a Londres e ocasionalmente seu acompanhante pedira para vê-la novamente. Ocasionalmente. Mas com toda honestidade, Bella jamais se importara quando não havia novos contatos.

Bella era a primeira a reconhecer que era tímida e que não sabia flertar nem tomar parte de conversas de duplo sentido. Que nem em mil anos poderia se imaginar sendo atraída para a espécie de intimidade casual que parecia a norma nos dias de hoje.

Não que chegasse realmente a desaprovar isso. O que outras pessoas faziam depois que acabavam de se conhecer não era da sua conta. Sabia apenas que essa espécie de comportamento não era para ela, que suas próprias inibições não poderiam ser descartadas com tanta facilidade. Provavelmente os homens com quem saíra haviam notado isso e decidiram procurar por garotas com menos inibições.

"Acha que sou uma esquisita?" certa vez perguntara a Rosalie, mas sua meia-irmã limitara-se a rir.

"Não, querida. Acho que você tem princípios e que terá de se apaixonar muito seriamente antes de se sentir tentada a abandoná-los. E não há nada nem remotamente esquisito nisso. Portanto, pare de se punir."

Bella sorriu ao lembrar disso. Rosalie era muito boa para ela pensou com gratidão , calorosa e atenciosa como o pai, Phil Smith, o homem que havia conhecido e se apaixonado pela mãe de Bella há seis anos.

E muito diferente do pai dela, que fora um homem discreto mas afetuoso pensou Bella. A infância de Bella tinha sido segura e confortável sob a proteção do casamento feliz de seus pais. Charlie Swan fora um bem-sucedido advogado de divórcios que costumava declarar que cada caso que passava por sua mesa o fazia contar suas bênçãos.

E continuou contando-as até o dia que morreu repentinamente de uma doença cardíaca da qual ninguém suspeitara, deixando a sorridente mãe de Bella devastada e incapaz de compreender terrível perda sofrida.

Retornava olhares frios para as pessoas que diziam que ela ao menos não tinha preocupações com dinheiro. Que Charlie ganhara muito bem e investira com sabedoria. E que ela poderia vender sua casa quitada, livrando-se com ela de todas as suas memórias, e seguir em frente.

Porém, passaram-se três anos até que uma amiga, que trabalhava com Renée Swan na instituição de caridade na qual ela passava a maior parte de suas manhãs, a persuadisse a embarcar num cruzeiro de luxo aos fiordes da Noruega. Phil Smith, um homem grande e de sorriso fácil, fora designado para sua mesa logo na primeira noite, e até o final do cruzeiro. Renée para sua própria surpresa não mais se sentia culpada em desfrutar de seu charme e gentileza. Renée compreendeu que iria sentir falta dele mais do que imaginara ser possível. Além disso, compreendeu que Phil, sendo um viúvo com apenas uma filha crescida, queria vê-la de novo e provavelmente lhe pedir para iniciar uma nova vida com ele.

Bella sabia que isso poderia ter causado muitos problemas. Segundas famílias nem sempre davam certo e no começo não quisera gostar de Phil, vendo a relação como deslealdade à memória do pai. Contudo, aceitara seu dilema com tamanha compreensão e sensibilidade que fora impossível não se afeiçoar um pouco por ele. E observando sua mãe desabrochar ao receber seu afeto, passara a amá-lo e aprovar seu casamento.

Já em Rosalie ela encontrara não apenas uma irmã, mas uma amiga. Assim, a despeito dos eventos recentes, ela também podia contar suas bênçãos. Porém, esse telefone, que agora emitia mais uma convocação autoritária, não estava entre elas.

Resmungando, Bella curvou-se para frente e deixou a água escorrer. Em seguida levantou da banheira, estendendo a mão para uma toalha branca e macia, a qual passou em torno de si como um sarongue, dobrando as extremidades acima de seus seios.

Soltou os cabelos, penteando com os dedos as pontas úmidas, antes de caminhar descalça pela passagem até a sala de estar. Seguiu até a mesinha de telefone e apertou o botão "play". Uma voz de homem não a de Emmett disse abruptamente:

" Rosalie, atenda. É urgente." O segundo recado era apenas um suspiro, expressando impaciência e irritação em doses iguais, e o terceiro parara assim que a secretária eletrônica fora acionada.

Talvez quem estava ligando tenha decidido que era hora de não aceitar um não como resposta pensou Bella enquanto se virava, congelando ao ouvir o chocalhar de uma chave na fechadura, o som da porta da frente sendo aberta e então batida com força, seguida por passos rápidos e inquestionavelmente másculos aproximando-se pelo corredor.

Aterrorizada, Bella olhou ao redor à procura de alguma coisa qualquer coisa que pudesse usar para se defender contra o intruso. Exceto que ele já estava no vão de sua porta, a voz carregada com irritação ao inquirir:

" Pelo amor de Deus, Rosalie, ficou surda?"

Então ele se calou, respirando fundo ao compreender. Bella percebeu que estava sendo examinada intensamente por olhos verdes e gélidos como o mar ártico. Quando tornou a falar, sua voz soou ameaçadoramente baixa:

"Quem é você, e o que está fazendo aqui?"

Obedecendo a um instinto que mal conseguia compreender, ela verificou se as dobras da toalha que envolvia seu corpo estavam seguras.

"Poderia perguntar a mesma coisa" retorquiu, a voz tremendo um pouco porque já conhecia a resposta. Que o visitante inesperado e indesejado, olhando para ela seminua e morrendo de vergonha, era o chefe de Rosalie, Edward Cullen.

"Não faça joguinhos comigo, querida" aconselhou, a voz tão fria quanto seu olhar. "Apenas responda minha perguntas antes que eu chame a polícia. Como entrou aqui?"

"Estou ficando na casa da minha irmã."

"Irmã?" repetiu o homem, como se a palavra tivesse sido numa língua estrangeira.

"Mas Rosalie é filha única."

"Meia-irmã, então" disse ela. 'O pai dela é casado com a minha mãe há vários anos."

"Sim" disse lentamente. "Eu havia esquecido. Mas isso não explica por que a deixou cuidando deste lugar. Contudo, isso pode esperar." Ele olhou em torno, correndo uma das mãos pelos cabelos ruivos que usara num corte mais comprido do que a moda ditava. "Então, onde está Rosalie? Preciso falar com ela com urgência."

"Não está aqui. Foi passar o fim de semana em Kent. Ela disse que tinha contado a você."

O rosto bronzeado ficou, se era possível, ainda mais hostil.

"Achei que poderia pegá-la antes que saísse."

E era precisamente esse o motivo pelo qual Rosalie partira com tanta pressa, pensou Bella.

"Não vou dar bobeira de novo" dissera sua meia-irmã enquanto fazia a mala. "Estou partindo antes que Cullen, o workaholic, encontre outro motivo urgente para me manter em Londres, como fez da última vez que planejei ir a Kent. Ele pode estar preparado para trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana, mas nem todo mundo é assim, e prefiro ter essa folga a um bônus, por mais generoso que seja. Afinal, não quero que os pais de Emmett pensem que eu os estou evitando."

Bella empertigou os ombros nus.

"Temo que não. Ela vai voltar no domingo."

"O que não resolve o problema que tenho esta noite" disse rispidamente Edward Cullen.

Bella empinou o queixo.

"Vejo que minha irmã deveria ter permanecido aqui para a remota possibilidade de você precisar de sua ajuda" retorquiu com a mesma rudeza. "Mas por acaso Rosalie tem uma vida, e posso lhe assegurar que é muito mais importante para ela conhecer os pais de seu noivo do que ficar parada aqui à disposição das necessidades urgentes de seu patrão."

Houve um silêncio, e então ele disse:

"Belo discurso, Srta...?"

" Swan, Isabella Swan. E como você pode ver com seus próprios olhos que Rosalie não está aqui, eu gostaria que se retirasse."

"Tenho certeza de que gostaria, Srta. Swan, mas não creio que lhe cabe me dispensar de minha própria residência." Os olhos verdes correram ainda mais lentamente por Bella, que sentiu um aperto na garganta.

Ocorreu a Bella que ela só o vira antes em fotografias de jornal, nenhuma das quais lhe fizera muita justiça. Não era bonito, pensou, não com aquele nariz curvado em forma de bico que parecia ter se quebrado em algum momento, mas era mais do que atraente. Muitíssimo mais. Seus olhos eram deslumbrantes quando não estavam ardendo de raiva e sua boca...

Ela parou aí, aconselhando si mesma a nem pensar em contemplar sua boca, que começara a curvar num sorriso leve, mas perigoso.

"E você dificilmente está em posição de me expulsar" ele prosseguiu em voz baixa. "Não tão deliciosamente despida. Não acho que essa toalha irá resistir por muito tempo se começarmos a brigar."

Ele a tinha em total desvantagem, claro. O terno executivo de sombria formalidade caía com perfeição no corpo alto, esguio e viril, enquanto o colete cinzento acentuava sua cintura fina. A camisa era branca e bem engomada e a gravata era de seda vermelha.

Edward não poderia estar mais completamente vestido nem mesmo se tentasse; então como conseguia lhe passar exatamente a impressão oposta? De que, na verdade, não usava nenhuma roupa?

Ela precisava retornar a um terreno seguro e depressa.

"Como assim sua residência?" retrucou.

"Este apartamento é da minha empresa, Srta. Swan" disse ele, agora num tom arrastado que transbordava sensualidade. "Ele me pertence e eu o uso para clientes estrangeiros que não gostam de hotéis. Rosalie está morando aqui enquanto seu senhorio está sendo forçado, muito contra sua vontade, a reformar seu apartamento, e todos os outros do prédio. Ela não explicou isso antes de convidá-la a se mudar para cá?"

Fazendo que não, Bella disse em voz baixa:

" Não tivemos muito tempo para explicações. E Rosalie não sabia que eu viria até que telefonei do aeroporto e lhe disse que estava numa enrascada."

Ele franziu a testa.

"O que aconteceu? Foi assaltada enquanto estava de férias?"

"Não, nada assim. Eu estava trabalhando na França e as coisas deram errado. E meu próprio apartamento estará ocupado por cinco meses."

"Entendo" disse lentamente. "Então isso faria de você uma sem-teto, desempregada e falida."

"Obrigada" disse Bella, empertigando o queixo. "Não preciso que me aponte isso."

Ele prosseguiu como se ela não tivesse dito nada:

"Portanto, podemos fazer um acordo. Quanto cobraria para passar a noite comigo?"

Bella arfou, ultrajada.

"Pelo que está me tomando?" inquiriu, furiosamente cônscia de qual seria a resposta.

"Bem, claramente não o que você está pensando." Ele teve a audácia de rir. "A despeito do quanto você possa parecer nessa toalha... a qual, caso não tenha notado, escorregou um pouco."

Cores se espalharam pelo rosto de Bella, enquanto ela puxava apressada a toalha para seu nível anterior, amaldiçoando os poderes de observação dele.

"E eu estou lhe fazendo uma oferta irresistível" ele prosseguiu. "Preciso ir a uma festa esta noite e a garota que eu iria levar pegou uma virose. Foi por causa disso que telefonei para Rosalie. Mas como ela não está por perto, você terá de servir."

Depois de um momento de silêncio, ela disse:

"Deve estar brincando."

"É a sua resposta?" perguntou. "Perdeu sua eloquência?"

"Mas não meu senso de humor." Ela respirou fundo. "Obrigada por seu gracioso convite, Sr. Cullen, mas... não. Nem que minha vida dependesse disso."

"Estava pensando no seu futuro econômico imediato, Srta.Swan Realmente tem condições de recusar várias centenas de libras em troca de algumas horas em minha companhia?"

Não, ela provavelmente não tinha, admitiu em silêncio, mas que diferença isso fazia? Ela disse:

"Não pertenço ao seu sofisticado mundo de relações públicas, Sr. Cullen, acredite em mim. Eu não me relaciono bem com as pessoas e só cometo gafes em festas. Gaste seu dinheiro em outro lugar."

"Por outro lado, se você me ajudar, posso ser persuadido a fazer vista grossa para a infração cometida por Rosalie ao aceitar hóspedes. Posso até permitir que você permaneça aqui até sua vida melhorar." Ele sorriu novamente. "Então, por que não coloca seu vestidinho preto e sai comigo esta noite?"

"Porque não tenho um vestidinho preto" retorquiu zangada. "Mas tenho certeza de que possui uma cadernetinha preta, Sr. Cullen."

Na verdade, sabia que ele possuía porque Rosalie certa vez lhe contara, rindo, que sua lista de namoradas era quilométrica. Bella então se virará para sua meia-irmã, tão bonita e confiante, e perguntara, olhos arregalados:

"Alguma vez ele lhe passou uma cantada?"

Rosalie dera com os ombros.

"Uma vez, no começo... quase. Mas depois disso, nunca mais. Não faço o tipo dele... e ele certamente não faz o meu acrescentara com firmeza. É por causa disso que trabalhamos tão bem juntos."

" Está um pouco tarde para começar a dar telefonemas" disse, e então fez uma pausa, franzindo um pouco a testa. "Além disso, ninguém conhece você, o que atende muito melhor aos meus propósitos. Assim, seja uma boa menina, pare de discutir e vá se vestir. Use preto, branco ou rosa - choque, não me importo. Se não tiver nada adequado, pegue emprestado da Rosalie. Creio que vocês duas vestem mais ou menos o mesmo número."

Ela podia ter passado sem essa avaliação, aquele permanente olhar verde que parecia tratar sua toalha como se ela não existisse.

"É claro que, se você preferir, podemos esquecer a festa e ficar juntos aqui" disse mais lentamente. "Há champanhe na geladeira, de modo que poderemos relaxar um pouco enquanto você me conta a seu respeito, incluindo como perdeu seu último emprego. E então você não teria de se mudar. Poderia continuar parecendo tão linda quanto está agora, com um ou dois ajustes acrescentou em voz sedosa. E sujeito a negociações, claro. Talvez eu possa até persuadi-la a deixar essa toalha cair um pouco mais da próxima vez. O que me diz?"

"Pensando melhor, prefiro ir à sua maldita festa" disse rangendo os dentes.

O sorriso que Edward abriu deixou Bella com vontade de lhe dar um soco.

"Uma sábia decisão, meu bem. E eu vou esperar aqui; obediente, ainda que relutante, enquanto você realiza a transformação necessária." Parou pensativo. "Mas se precisar de mais alguma ajuda, por favor, não hesite em me chamar."

"Conte com isso" disse Bella com doce veneno. "Assim que eu conseguir pensar num palavrão adequado."

E então, ainda segurando sua toalha, Bella fez uma retirada estratégica, ainda que não inteiramente digna.