Oiiieeee voltei com mais um capítulo prontinho pra vcs!!! Há postei uma nova adaptação de um romance que amo de paixão ele se chama A Prometida de Julia James! Leiam e comentemmm!!!!
Boa Leitura!!!
Capítulo 4
Bella teve muita dificuldade de dormir naquela noite. Disse a si mesma que era ansiedade causada pela entrevista que teria com a Sra. Ingram, mas em seu coração sabia que estava inquieta porque não fora completamente honesta com Rosalie. Ou, a propósito, consigo mesma.
Ela não era totalmente imune à companhia de Edward. Virou-se, socando de forma irritada o travesseiro. Fora pega de surpresa por aquele beijo, mas agora que sabia que estava em perigo potencial, iria se manter em guarda.
Além disso, era uma festa de fim de semana, lembrou a si mesma. Haveria outras pessoas por perto, e, ao menos durante parte do tempo, Edward e Laurent Denali estariam afastados conversando sobre negócios.
Quanto às noites... bem, ela teria de confiar que a governanta dos Denali iria colocá-los nos quartos habituais, concedendo-lhe privacidade, ainda que não paz de espírito. Apenas dois dias e duas noites e ele estaria fora de sua vida.
Na manhã seguinte acordou mais tarde do que planejara. Desfrutou de um delicioso desjejum deixado por Rosalie e então, vestida com saia cinza e blusa branca por baixo de uma jaqueta azul-marinho, partiu para a Ingram Organization.
Jessica, a secretária executiva, recebeu-a de olhos arregalados.
" Passamos a sexta-feira inteira recebendo ligações" sussurrou, apontando com a cabeça para a porta de Heidi Ingram. " Pode entrar. Ela está à sua espera."
A Sra. Ingram estava ao telefone quando Bella entrou. Ela gesticulou para que Marin sentasse e quando a ligação terminou, recostou-se em sua cadeira.
- Você arrumou uma tremenda confusão, menina" observou cáustica. " Segundo a Sra. Mason, você é uma destruidora de lares, uma loba em vestes de cordeiro que abusou de sua hospitalidade, gentileza e confiança." Estreitou os olhos. " Então, algum comentário?"
Fitando a diretora da agência, Bella disse com segurança:
" Acho que ela está botando a culpa no lobo errado. Aposto que, quando decidiu me contratar, ela considerou que seria seguro. Que eu não seria o tipo dele."
Heidi suspirou, irritada.
" Foi o que suspeitei. A Sra. Mason estava tão furiosa que acabou falando mais do que deveria. E agora está na nossa lista negra." Ligou seu computador e olhou para a tela. " Mas isso me deixa com uma dificuldade. Não terei nada para você pelo menos até o começo da semana que vem, e esse seria mais um trabalho residencial, no caso para um veterinário em Essex. E então, o que lhe parece?"
A resposta às minhas preces, pensou Bella.
" É perfeito."
Quando Rosalie retornou naquela noite, Bella estava com um apimentado molho bolonhesa fervendo no fogão. Rosalie cheirou apreciativamente o ar.
" Acho que eu mesma vou contratá-la."
" Tarde demais" informou-a Bella. " A partir da semana que vem estarei trabalhando numa clínica veterinária em Essex. A especialidade da clínica é animais de pequeno porte, o que deve eliminar lobos." Ela sorriu. " E agora que estarei trabalhando de novo, não vou precisar de mais dinheiro do Sr. Cullen. Assim, o programa do fim de semana está cancelado."
" Ah" Rosalie disse em voz baixa, e então se calou.
Bella parou de mexer o molho e olhou para a meia-irmã.
" Qual é o problema? Achei que você ia dar pulos de alegria."
" Provavelmente iria, se não tivesse passado metade do dia filtrando telefonemas de Tânia Denali." Meneou a cabeça. " Ela não vai desistir sem uma boa luta." Fitou Bella. " Acho que Cullen está contando com você, meu bem. Na verdade, tenho certeza de que está, porque recebi ordens de levá-la às compras amanhã."
Bella empinou o queixo.
" A única coisa que vou comprar é mais calças jeans e calçados adequados para o campo, tipo galochas."
Rosalie suspirou.
" Bem, antes de iniciar sua fase agrícola, que tal dar atenção a alguns vestidos e todos os acessórios a que tem direito... de graça? Gentilmente," acrescentou: " Não pediria isso a você se não fosse necessário. Olhe, Cullen me garantiu que estará segura, e em todo esse tempo que trabalho como sua assistente, ele nunca quebrou a palavra. Mas a decisão final é sua, claro."
Vinte e quatro horas depois, relutantemente compromissada, Bella era a proprietária de um novo guarda-roupa.
" Mas não preciso de todas essas coisas" protestou para Rosalie enquanto era conduzida inexoravelmente de uma loja para outra. " É um enorme desperdício, considerando que nunca vou usar essas roupas novamente. E já tenho lingerie" acrescentou desafiadora.
" Suas roupas de baixo são lindas" disse Rosalie com gentileza. " Mas não vai ser você quem irá desfazer suas malas, e sua anfitriã, que conhece bem o gosto particular de Edward, pode querer saber o que você levou. Lembre que deve aparentar ser a namorada dele, e tudo que usar deve parecer interessante a um homem."
Bella espremeu os lábios.
" E isso não lhe parece degradante?"
" Depende do que você supostamente sente pelo homem" disse Rosalie, um pequeno sorriso dançando nos lábios. " Assim, esse fim de semana definitivamente pedirá por seda e uma grande quantidade de renda."
Ela acrescentou rapidamente:
" E não faça essa cara feia. Não está pagando por nada disso, e quando a noite de domingo chegar, poderá jogar tudo na lata de lixo, se quiser."
" Não se preocupe" disse Bella entre dentes crispados. " É o que planejo."
Contudo, ela bateu pé contra a aquisição de um biquíni, dando preferência a um discreto maio preto, e Rosalie não discutiu.
Na tarde de sexta-feira, aguardando que Edward fosse buscá-la, Bella estava tão tensa que temia explodir.
Pontualíssimo, ele apareceu na porta da sala de estar, um leve sorriso no rosto.
" Então você não vai fugir, afinal?"
As calças compridas cor de carvão que ele usava enfatizavam seus quadris esguios e pernas compridas, e a camisa xadrez cinza e branco estava aberta no pescoço, suas mangas enroladas até os antebraços, revelando o que ela suspeitava ser um bronzeado completo.
" Acha que eu deveria?" desafiou-o, subitamente sentindo a boca seca e se desprezando por isso.
Bella não quisera as roupas que Edward lhe comprara, mas enquanto se submetia ao seu escrutínio crítico, soube que a camiseta vermelho-sangue concedia calor à sua pele branca e combinava bem com a saia creme que descia até os joelhos, enquanto elegantes sandálias da mesma cor acrescentavam quase três centímetros à sua altura, além de um reforço em sua autoconfiança. O que estava usando por baixo das roupas era seu segredinho.
Os cabelos, que Rosalie ordenara-lhe encurtar um pouco, estavam recém-lavados e reluzentes, e ela aplicara cuidadosamente a maquiagem, acrescentando cor à sua boca e escurecendo seus longos cílios.
Ele deu com os ombros.
" Não tinha certeza." Mais uma vez não teceu nenhum comentário a respeito de sua aparência, limitando-se a pegar sua valise.
" Só esta mala?"
" É um fim de semana, não uma vida inteira." Palavras que ela vinha repetindo continuamente nos últimos dias.
Ele contorceu a boca.
O carro que os aguardava era baixo, lustroso e potente, com um painel que mais parecia o controle de um reator nuclear.
" Típico" murmurou Bella enquanto sentava na poltrona do passageiro e ajustava a saia. Contudo, ao mesmo tempo, o cheiro do couro caríssimo era incrivelmente agradável, assim como o conforto do estofado.
Ela desesperadamente queria que ele dirigisse mal, fosse arrogante, egoísta e mal-humorado. Precisava disso para que pudesse concentrar todos os seus fervorosos sentimentos por ele, de uma vez por todas canalizando todos em antipatia. Para sua decepção ele não era nenhuma dessas coisas, como demonstrou com a habilidade e paciência com que lidou com o tráfego intenso ao sair de Londres para o fim de semana.
" Você dirige?" Edward perguntou finalmente, quebrando o silêncio denso entre eles.
" Tenho carteira, porque preciso para o meu trabalho. Mas não tenho muitas chances de dirigir quando estou na cidade."
" Quer experimentar dirigir este carro?"
Ela arfou.
":Deus, não." Acrescentando: " Obrigada."
" Como quiser" retorquiu casualmente. " Simplesmente achei que você iria gostar. Ao menos seria uma forma agradável de começar o fim de semana, aconteça o que acontecer depois."
" Está esperando problemas?"
" Se eu estivesse esperando passar algum tempo relaxando com amigos íntimos, viajaria sozinho" retrucou cáustico. " Não sei o que esperar, e isso me deixa inquieto. Digamos apenas que ficarei feliz depois que tudo estiver terminado."
" Não tanto quanto eu" retorquiu Bella.
O breve sorriso de Edward não exibiu o menor humor.
" Posso acreditar. Tente manter esse sentimento oculto, está bem?"
Depois que saíram da capital, um percurso contínuo de uma hora os levou ao seu destino. Queens Barton era uma vila muito bonita, com casas aglomeradas em torno de uma área verde muito bem cuidada.
A casa, em estilo georgiano e construída com tijolos vermelho-claros, ficava no final de uma estrada particular, 275 metros depois da igreja. Edward estacionou o carro perto de muitos outros no pátio amplo e calçado com cascalho diante da casa, e saltou para contornar o veículo e abrir a porta para Edward.
Em voz baixa, ele disse:
" Tudo correrá bem. Sua irmã sabe ser assustadora; prometi a ela que cuidaria de você e é isso que farei. Agora pare de se preocupar."
Ele a puxou para si, e por um breve instante Bella sentiu os lábios dele roçando em sua testa, ficando com olhos estarrecidos e lábios entreabertos.
Quando Edward recuou, ela o fitou, dizendo a si mesma que aquilo não fora importante. Apenas um gesto. Tentando rir, mas fracassando miseravelmente, ela disse em voz rouca:
" Mais maquiagem improvisada?"
" Não" sussurrou. " O que fiz, fiz por mim mesmo." Segurando a mão de Bella, conduziu-a pelo pátio em direção a casa. " E eis o anfitrião à nossa espera."
Laurent Denali estava parado diante da porta aberta da frente, sorrindo largo.
" Que bom vê-lo aqui de novo, Edward" disse caloroso. " E seja bem-vinda, Srta... Srta...?"
Conseguindo manter a voz calma apesar da tensão que sentia, respondeu:
" Meu nome é Bella, Sr. Denali, e é um prazer estar aqui." Olhou em torno. " Depois de Londres, é maravilhoso estar num lugar tão arejado e bonito."
Ele assentiu, o rosto expressando aprovação.
" Meu santuário. É assim que sempre o considerei. E é assim que ele sempre será."
Ele os conduziu até um amplo saguão de entrada, seu piso coberto por ladrilhos pretos e brancos.
" Tânia está conversando com o cozinheiro, creio eu, mas Sue vai lhes mostrar seus aposentos."
Ao som do plural, Bella quase desmoronou de alívio. Evitando o olhar irônico de Edward, seguiu a governanta gorducha até a escadaria ampla e o corredor do segundo pavimento. No final do corredor, uma passagem arcada concedia acesso a uma escadaria bem mais curta. Sue parou diante da primeira porta e a abriu.
" Este é seu quarto, Srta. Swan, e espero que o considere confortável. O Sr. Cullen estará na porta ao lado" acrescentou, e Bella se perguntou se imaginara a leve ênfase nas palavras. " Devo mandar alguém desfazer suas malas?"
" Acho que podemos nos virar, não é mesmo, querida?" disse Edward, recebendo um leve sorriso de censura da governanta, que se retirou.
" Bem-vinda a Queens Barton" disse Edward quando eles estavam a sós.
Caminhou até a porta comunicante e a abriu.
" Conforme o prometido, estou aqui. O banheiro fica através da passagem, de modo que infelizmente teremos de dividi-lo." E com um sorriso tranquilizador: "A propósito, a porta tem trava."
Para sua irritação, ela sentiu suas faces esquentarem.
" Obrigada" disse sucinta. "Acho que vou desfazer a mala agora."
" Em outras palavras, devo fazer a gentileza de me retirar para o meu lado da cerca e permanecer lá" disse Edward, parecendo achar aquilo divertido. " Não acha que devíamos deixar a porta aberta para praticarmos nossas habilidades de conversação?"
" Preferiria ter um pouco de tempo e espaço para mim mesma" redarguiu Bella. " Para me recompor."
Ele encolheu os ombros.
" Então a gente se vê mais tarde."
Deixada sozinha, Bella caminhou até a janela e ajoelhou na cadeira revestida em chita, levantando o rosto para o calor do sol, esperando que ele removesse o frio da inquietação que permanecia apesar das garantias de Edward. Os aposentos ficavam nos fundos da casa, dando para um gramado bem cuidado e oferecendo o lampejo de uma piscina no momento desocupada.
Sob circunstâncias diferentes, aquele realmente poderia ser o cenário para um fim de semana perfeito, pensou. Conteve um suspiro.
Relanceou os olhos para a porta comunicante, agora bem trançada. Era uma porta antiga, de construção robusta, e as paredes igualmente espessas, de modo que nenhum som vindo do outro cômodo iria lembrá-la da presença de Edward.
Contudo ela estava consciente dele, como se a barreira entre ambos tivesse sido feita com vidro fino.
Ciente do atordoante toque de seus lábios nos dela há meros momentos atrás.
Oh, acalme-se, recriminou-se impaciente. Pense em outra coisa, como seu novo trabalho. Mas em vez disso, flagrou-se pensando em Rosalie, na expressão sonhadora de seus olhos quando planejava sua casa e seu casamento, segura e protegida na certeza da devoção de Emmett. Enquanto eu, disse a si mesma, nunca estive nem de perto apaixonada, embora neste momento esteja cedendo à luxúria. E não sei como lidar com isso.
Se não sei, a última coisa que devia fazer era passar este fim de semana fingindo que ele é meu amante e que tudo que quero é estar a sós com ele, fazendo todas as coisas que os amantes fazem. Assunto sobre o qual eu entendo muito, acrescentou com desprezo por si mesma.
Com um novo suspiro, levantou-se da poltrona. Está cansada, disse a si própria. Não dormiu direito uma única noite da semana inteira, e talvez deva descansar agora, porque vai precisar de toda sua argúcia para enfrentar as próximas 48 horas.
Chutou para longe seus sapatos e puxou a colcha de chita da cama antes de deitar no edredom azul e fechar os olhos, permitindo que sua mente vagasse.
Estava na fronteira do sono quando de súbito a porta comunicante foi aberta. Ela se apoiou num cotovelo, atordoada e assustada, enquanto Edward entrava descalço e sem camisa.
Antes que Bella pudesse se mover ou emitir um protesto, Edward estava na cama com ela, prendendo-a ao colchão com o corpo, deslizando a mão sob sua camiseta para lhe desnudar a barriga enquanto aproximava a boca de seus lábios.
Bella flagrou-se levantando as mãos até os ombros dele, sentindo a força dos ossos e músculos sob as pontas de seus dedos, enquanto seu corpo inteiro trincava em resposta.
Mas ao mesmo tempo, em algum canto de sua mente, ela ouviu uma batida rápida na porta seguida imediatamente pelo rangido de uma dobradiça. A porta se abriu e então eles não estavam mais sozinhos.
" Ora, ora" disse Tânia Denali.
Tânia estava parada de pé, sorrindo, enquanto Edward relutantemente rolava para longe de Bella, plantando um beijo em sua pele exposta antes de sentar na cama e afastar os cabelos desgrenhados de seu rosto.
" Vim receber minha nova hóspede e me certificar de que tinha tudo de que precisava" prosseguiu Tânia. " Mas vejo que você já cuidou disso, Edward querido. Assim, tudo o que posso fazer é pedir desculpas por esta invasão. Serei mais cautelosa no futuro." Ela se virou para a porta, acrescentando por cima do ombro: " Se conseguirem se separar por tempo suficiente, o chá será servido no jardim."
A porta do quarto fechou suave às suas costas, deixando-os a dós.
Bella respirou fundo.
" Sabia que ela estava chegando?"
" Estava entrando no banheiro quando a ouvi falar com alguém no fundo da passagem" disse Edward, contorcendo a boca. " Presumi que ela estava indo até o seu quarto. Pareceu uma boa manobra deixar que nos flagrasse tão juntos."
Uma manobra? pensou Bella, tentando encontrar outro lugar para olhar que não envolvesse pele bronzeada exposta. Tentou esquecer o rápido roçar de lábios em seu corpo, bem como seu próprio grave erro de tocá-lo, abraçá-lo. Como se... Como se...
" Então, quer tomar chá no jardim?" perguntou Edward, delicadamente afastando uma mecha de cabelos da frente do rosto ruborizado de Bella. "Ou talvez tenha alguma sugestão alternativa?"
" Não" disse rapidamente. " Oh, não." Ela engoliu em seco. " Chá seria... bom."
E infinitamente mais seguro que a espécie de fruto proibido que ele representava.
" Então vamos ficar decentes para descer ao jardim dentro de trinta minutos" disse Edward, levantando rapidamente da cama. " Depois que tiver tomado banho e me vestido, baterei na sua porta. Sabe, esta casa é uma espécie de labirinto." O sorriso que lhe dirigiu foi casual, amistoso. Sem aparentes segundas intenções. " Afinal de contas, não gostaria que você se perdesse."
"Mas é tarde demais para isso", quis gritar para Edward enquanto ele retornava para seu próprio quarto. "Porque já estou perdida, e com medo de não achar meu caminho de volta para a garota que eu era depois que tudo isto tiver terminado."
E isso era mais uma coisa que ela teria de esconder durante este fim de semana... qualquer que fosse o custo.
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