Boa Leitura!!!

Capítulo 7

Provavelmente não era a pior noite da sua vida, mas certamente estava entre as dez mais, pensou Bella. Tânia chamara todas as pessoas mais importantes da localidade para o jantar, inclusive o comissário de polícia, mas Bella descobriu que outras pessoas foram convidadas para chegar mais tarde para dançar na pista montada na grande estufa nos fundos da casa.

Depois de um longo e tedioso jantar, Bella esperou que o tempo se dividisse, com Laurent e seus convidados mais velhos permanecendo na sala, mas ela estava completamente errada. A batida da música pareceu surtir um efeito estimulante em todos.

A música ao menos serviu como um escudo por trás do qual podia se esconder enquanto Edward conversava com a bela morena que chegara em companhia de um parlamentar. Isso até o momento em que o DJ decidiu mudar a atmosfera e a música ficou lenta e sonhadora e Edward subitamente aparecer a seu lado.

" Acho que esta é a nossa dança" disse ele, e a abraçou.

Por um momento ela o fitou quase atordoada, enquanto uma voz angustiada dentro de sua cabeça começava a sussurrar "Não posso fazer isso... não posso permitir que ele me abrace como se realmente me quisesse por perto. Não posso dançar lentamente com ele e sentir seus lábios contra meus cabelos, meu rosto; não iria aguentar isso".

Ela recuou e disse, forçando um sorriso:

" Edward, sinto muito, mas infelizmente você terá de me dar licença para me retirar. Estou caindo de sono e preciso me recolher."

Houve um silêncio estranho, e então Edward disse, cortês:

" Sim, querida, é claro. Entendo completamente. Tentarei não perturbá-la quando subir."

" Obrigada. Isso seria muito gentil."

Ela olhou ao redor com um sorriso claudicante estampado no rosto, deu um boa-noite geral e tentou não deixar muito evidente o fato de que estava fugindo.

Entrou ofegante em seu quarto. Ofegante e subitamente próxima das lágrimas.

" Controle-se!" ordenou a si mesma. " Nenhuma mulher pode ficar assim apenas por causa de um homem."

E a melhor maneira de se controlar, decidiu enquanto descalçava as sandálias e flexionava os dedos, seria se despir e ir para a cama. Não que estivesse cansada. Na verdade estava inquieta. Tensa. Essa sou eu. Mas uma noite de sono vai me colocar de volta nos trilhos.

Dando uma última olhada no espelho, despediu-se com certa relutância da estranha corada e desgrenhada no vestido sensual e esticou o braço para trás para correr o zíper. E então, depois de vários minutos tentando mover o zíper sem conseguir milímetro sequer, precisou admitir: estava emperrado.

Lembrando do quanto fora difícil fechá-lo enquanto se vestia, Bella gemeu baixo.

Pense, disse a si mesma com certa rispidez. Use um pouco de lógica. Se conseguir girar o vestido no corpo até posicionar o zíper na frente, ao menos poderá ver qual é o problema e ter alguma chance de lidar com ele.

Mas isso logo se revelou uma esperança vã. O apertado bustiê grudado nela parecia uma segunda pele e se recusou a ceder em qualquer outra direção.

" Oh, isto é ridículo" disse em voz alta. Respirando fundo, tentou abaixar o zíper novamente, segurando a bainha do vestido com firmeza com a outra mão. Mas em vão.

Sentia uma vontade enorme de gritar, mas se conteve. Perder a paciência com objetos inanimados era perda de tempo. Em vez disso, precisava de paciência e perseverança.

Ou de alguém para ajudá-la. Bem, uma pessoa, e ele não se encontrava ali. Bella estava por conta própria.

Meia hora depois, com os braços já doendo, desistiu de lutar. Caminhou até a cama e deitou, primeiro alisando cuidadosamente a saia de tafetá para que não enrugasse. Então desligou o abajur e fechou relutantemente os olhos.

Estava quase cochilando quando ouviu o som de uma porta abrir e fechar. Sentou na cama, viu o fino fio de luz por baixo da porta para a passagem entre os quartos. Caminhou descalça pelo tapete e bateu na porta.

Houve uma breve pausa e então a porta abriu e Edward apareceu. Ela compreendeu que deveria tê-lo ouvido retornar do banheiro, porque estava usando um roupão de tecido de toalha, tinha os cabelos umedecidos, indicando que a despeito de ser muito tarde, ele tomara um banho.

Ele a fitou sem sorrir.

" Você disse que ia subir porque estava cansada. Então, por que não está na cama e dormindo?"

Ela empinou o queixo.

" Porque não consigo tirar o vestido. O zíper prendeu."

Edward deu com os ombros.

" Pegue o telefone e chame Sue. Mande-a trazer uma tesoura para cortar o vestido."

" A essa hora da noite?" Bella o fitou. " Quando deveríamos ser amantes em termos de intimidade total? Não seria a você que eu deveria recorrer? Apenas a você?" Balançou a cabeça. " A não ser, é claro, que queira que Tânia tenha certeza de que não há nada entre nós." Respirou fundo. " Além disso, não quero que ele seja cortado. É bonito demais. E ele fez com que eu me sentisse, pela primeira vez na vida, bonita e desejável. Não pode tentar correr o zíper?"

" Sim, mas há um probleminha. Isso significa que eu teria de tocá-la."

" Isso não importa..."

" Importou quando eu quis dançar com você, ainda há pouco" retorquiu. " Ou achou que não percebi?"

" Você pareceu estar se divertindo tanto com aquela morena que não quis incomodar."

Ele levantou as sobrancelhas.

" Quer dizer, com a adorável Irina?" perguntou sardônico. " Divorciada, disponível e ansiosa por uma carona para casa? Essa Irina?" Riu impaciente. " Pelo amor de Deus, Bella. Ela era apenas mais uma armadilha da Tânia. Não percebeu isso? Passei o jantar inteiro sinalizando um pedido de socorro, mas você aparentemente estava ocupada demais para notar, de modo que fiquei preso a ela."

" A maioria dos homens não teria considerado a companhia dessa moça uma tortura" disse em tom de desafio.

" Tenho certeza disso" concordou Edward. " Ela certamente é bonita e ansiosa por agradar. Infelizmente ela também estava encharcada com um perfume que eu detesto. Fiquei tão impregnado com o cheiro que a primeira coisa que fiz ao subir foi tomar um banho." Fez uma pausa. " Caso você não tenha notado."

" Não notei" disse Bella. Foi sua vez de hesitar. " Mas por que a Sra. Denali faria uma coisa dessas?"

" Presumo que para demonstrar ao marido que eu ainda sou indigno de confiança, um bastardo mulherengo que não deveria ter permissão de chegar perto de nenhuma mulher bonita" retrucou cáustico. " Agora vire-se que verei o que posso fazer com esse zíper." Bella obedeceu. " Sugiro que respire bem fundo e fique imóvel."

Falar é fácil, pensou Bella. Porque seu corpo inteiro parecia tremer em antecipação ao primeiro contato da mão de Edward com a sua pele.

Bella sentiu a respiração morna de Edward agitar os pelos macios de sua nuca, enquanto ele enganchava os dedos nas costas de seu vestido, puxando-o cuidadosamente para longe de seu corpo.

Ele assobiou baixo.

" Prendeu no tecido" comentou Edward. " Talvez seja melhor admitir a derrota e pedir aquela tesoura." Aguardou por um momento e então acrescentou: " A não ser que você queira realmente que eu tente."

" Sim" respondeu, acrescentando: " Por favor."

Ao dizer isso, Bella compreendeu pela primeira vez para que o convidava. E soube com uma mistura de vergonha e excitação que não estava disposta a retificar o pedido. Contudo, teve de admitir que não havia nada nem remotamente sensual no toque de Edward. Estava simplesmente fazendo o que ela havia pedido, nada mais.

" Vejamos..." disse Edward, acrescentando um "Ah" quando o zíper correu um pouco. " Pode prender a respiração para mim um pouco mais?"

" Sem problema" retorquiu Bella. E não era mesmo, porque lhe dava a desculpa perfeita para estar ofegante depois.

" Muito bem. Serei o mais rápido possível."

A mão de Edward agora estava dentro de seu vestido, puxando o pano aprisionado. Ela se manteve imóvel, sentindo o zíper descer milímetro a milímetro à medida que ele o libertava.

" Pronto" disse Edward, descendo o restante do zíper enquanto Bella segurava a frente do vestido para impedir que caísse.

Eu deveria me afastar agora, pensou Bella. Deveria agradecê-lo educadamente por sua ajuda, desejar-lhe boa noite e ir embora, fechando a porta entre eles.

Edward levantou as mãos para pousá-las delicadamente nos ombros de Bella, polegares amaciando sua pele, tracejando a delicada estrutura óssea.

Agora era o momento de falar, pensou Bella, desesperada. Hora de acabar com isso enquanto fosse possível fazê-lo. Antes que ela fosse vencida por todas as sensações que a acometiam.

Porque agora seu corpo inteiro clamava para ter seus desejos saciados pelo homem que a havia despertado para um mundo de possibilidades. Porque esta poderia ser sua única chance de que isso acontecesse.

Uma noite, pensou Bella. Uma noite.

Deus, isso era realmente pedir demais?

Sentiu os dedos de Edward afastarem os cabelos de cima de seu pescoço, movendo-se com suavidade por sua pele. Foi um contato levíssimo, como o da asa de uma borboleta, mas deixou seu corpo inteiro tremendo de desejo instintivo e incontrolável.

Mas quando suas costas se arquearam em reposta, Edward levantou as mãos dos ombros de Bella, libertando-a.

Por um instante ela permaneceu imóvel, ainda segurando sobre os seios o corpete de tafetá. Então o desejo falou mais alto que a razão. Ela permitiu que o vestido deslizasse, expondo-se primeiro até a cintura, depois até os quadris. Quando o vestido finalmente chegou ao chão, deu um passo para fora dele. Ao se virar lentamente para encarar Edward, apenas a calcinha cobria seu corpo.

Edward olhou para ela com a expressão completamente arrebatada, olhos verdes ardendo de desejo. Ele respirou fundo, e então começou a menear negativamente a cabeça, lábios formando um "não".

Com um pequeno soluço ela se atirou a ele, corpo inteiro clamando um apelo desesperado. Pressionou-se contra Edward, mamilos rijos roçando no tecido de toalha do roupão, uma rajada de desejo correndo por suas veias. E no íntimo de Bella, seus músculos retesaram de modo quase selvagem.

Ela passou os braços em torno do pescoço de Edward, puxando-o para mais perto de si e oferecendo-lhe o primeiro beijo de livre e espontânea vontade. A boca de Edward encontrou a de Bella e, sem a menor pressa, pôs-se a explorar seus contornos. Durante o longo beijo, Edward passou lentamente uma das mãos pelos cabelos de Bella, enquanto com a outra segurou-lhe o quadril, puxando-a contra seu corpo.

Finalmente ergueu a cabeça e a virou bem devagar. Então, com Bella recostada em seus braços, plantou uma trilha de beijinhos na curva de seu pescoço e nas concavidades vulneráveis do sua base, acelerando loucamente sua pulsação.

A mão de Edward encontrou um seio macio e o segurou em concha, provocando com a ponta de um dedo o bico desperto e trêmulo. Em seguida, Edward abaixou o rosto para tomar na boca o monte macio e perfumado, prosseguindo com a língua o delicioso tormento. Bella arfou alto em resposta a esse incrível prazer, com o qual não estava acostumada.

Ao mesmo tempo, a mão de Edward continuou percorrendo sua pele, descobrindo sem pressa cada curva suave, cada ângulo, cada concavidade, desse modo derrubando a última barreira frágil para sua exploração absoluta de Bella.

Ela cambaleou em seus braços, olhos fechados, corpo desnudo completamente submisso, arfando alto quando os dedos de Edward alcançaram suas coxas, gentilmente acariciando a sedosa pele interior antes de iniciar uma busca mais íntima. Bella deixou escapar um gritinho abafado quando, pela primeira vez na vida, experimentou o toque de um homem. O corpo de Bella se moveu, levantando-se instintivamente em resposta à pressão sutil da carícia. Com suas pernas subitamente incapazes de sustentá-la, Bella agarrou-se à lapela do roupão de Edward, tentando se estabilizar. Estava absolutamente chocada com a reação primitiva de seu corpo diante de sua primeiríssima experiência real de amor carnal.

" Edward" disse seu nome, a voz soando um pouco mais alta que um suspiro quando a tomou nos braços para carregá-la até seu quarto. Até sua cama.

Bella sentiu a maciez dos travesseiros em suas costas, o frescor do lençol em sua pele. Mas quando Edward começou a despir seu roupão, Bella se virou rapidamente para estender a mão até o abajur que iluminava sozinho o quarto, sua timidez inerente levando-a a tremer diante da perspectiva de vê-lo nu.

Mas Edward foi mais rápido que ela, capturando-lhe o pulso para trazer a mão de volta para seu corpo, espalmando-a contra seu peito.

" Querida, eu preciso vê-la" disse Edward. " Preciso ver seus olhos. E preciso que você me veja também."

E segurando-a contra ele, Edward beijou-a novamente, a boca irresistivelmente exigente enquanto se movia até ela, a masculinidade rija contra suas coxas.

Enquanto retribuía de forma ávida os beijos de Edward, viu-se atordoada pelas sensações: o perfume da sua pele, a musculatura rígida dos ombros sob suas mãos.

Os lábios de Edward desceram lentamente pelo pescoço de Bella até alcançar seus seios, sugando-os gentilmente enquanto sua língua voltava a excitar os mamilos rosados. Bella sentiu seu corpo inteiro latejar em desejo.

A boca de Edward continuou descendo, cruzando seu abdômen até a delicada depressão de seu umbigo, língua tracejando seus contornos com impressionante precisão.

As mãos de Edward deslizaram pelo corpo de Bella moldando seus quadris finos, para então deslizar sob eles, segurando em concha suas nádegas enquanto a levantava para ele. Assim podia beijar-lhe as coxas, a face roçando em pele lisa e macia. Enfim, curvou-se até ela novamente, agora com novo e devastador propósito.

Bella podia ouvir o trovejar de seu coração acelerado enquanto uma pequena voz gritava freneticamente em seu íntimo, dizendo que isso não podia estar acontecendo.

Ele não iria, não poderia, realmente não estava tencionando...

Porque, se estava, ela deveria parar agora... agora...

Antes que fosse tarde demais...

Mas tudo que conseguia sentir era a boca quente e sensual de Edward acariciando o monte sedoso na junção de suas coxas, silenciosamente ordenando-as a se afastarem, permitindo-lhe o acesso final que buscava. Fazendo-a compreender que negar não era mais opção, mesmo se ela pudesse forçar sua garganta seca a emitir alguma espécie de protesto.

E então toda razão foi suspensa, a mente de Bella entrando em queda livre enquanto ela lhe oferecia livre acesso. Bella então não estava ciente de mais nada além do domínio devastador da língua de Edward em busca da minúscula saliência de carne sensível. E quando o achou, pôs-se a provocá-lo até que ficasse completamente inchado com agonizante prazer.

Então, exatamente quando se julgava incapaz de suportar mais qualquer dose de prazer, descobriu que as carícias de Edward haviam mudado. Que ele agora sondava habilmente as umedecidas regiões secretas de sua feminilidade, fazendo-a se contorcer sob ele, acometida por uma sensação tão intensa que chegava às raias da dor.

Edward retornou a língua até o botão pequeno e rijo, provocando-o suavemente até um novo nível de intensidade que ela jamais imaginara que pudesse existir, nem que seria capaz de experimentar. Com perícia extraordinária, Edward manteve Bella nesse patamar, fazendo com que ela agitasse a cabeça no travesseiro enquanto um grito silencioso se elevava de sua garganta.

E então, no espaço entre duas batidas de coração, Edward finalmente a conduziu para além daquele patamar de prazer, fazendo-a cruzar sua fronteira até o desconhecido. O inacreditável.

O extasiado corpo de Bella se contorceu sob a boca de Edward enquanto as primeiras convulsões de um prazer quase doloroso implodiam em seu íntimo. Bella escutou a si mesma emitir um grito alto e rouco, corpo tremendo incontrolavelmente com a violência dos espasmos que a rasgavam ao alcançar seu zênite, para em seguida começarem gradualmente a diminuir...

Kkkkk parei na melhor parte!!! Meninas esquentou um pouco por aqui hj não é?!! Notei também um certo ciúme no ar... E quem não teria ciúme de um homem desse?!! Kkkkk estou amando cada comentário!!! Então comentem muiiito!!!!