Oiiieeee!!! Tirei uma folga no carnaval! Kkkkk e pra vcs comentarem bastante também! Então aproveitem !

Boa Leitura!!!

Capítulo 9

A casa de campo ficava agora, vários quilômetros atrás deles. Essa parte do tormento de Bella estava terminada, mas ela precisava lidar com as consequências.

Ela tentou, mas não conseguiu deixar de relancear os olhos para as mãos de Edward no volante do carro, guiando-o, controlando-o com perícia, exatamente como fizera com ela na noite anterior.

Porém, agora ela sabia que o que julgara ardor tinha sido apenas obrigação. Edward lhe dera prazer apenas porque ela deixara vergonhosamente claro que era o que queria. Porque ela havia se atirado nele.

Edward sabia como excitar e satisfazer, mas isso não significava que agira movido por qualquer espécie de emoção.

Lembrou de James aparecendo sem aviso no chalé na França. 'Ela não é nenhuma deusa", dissera. "Quem ia querer qualquer coisa com um objeto tão patético?"

Deus, sussurrou Bella. Como era possível sofrer tanta dor? "sentir tanta vergonha?

" Você se importa se fizermos um pequeno desvio?" perguntou Edward.

Ela engoliu em seco.

" Por quê?"

" Conheço um lugar onde poderíamos almoçar" disse Edward alegremente. " Não fica muito longe do nosso caminho e você deve gostar."

" Obrigada." Sua voz soou educada, porém firme. " Mas prefiro voltar direto para Londres, se você não se importa."

" Bem, se é o que você quer... Que tal se eu deixá-la no seu apartamento para empacotar o resto das suas coisas? Então espero passar mais ou menos uma hora e pego você."

" Você vai me pegar?" repetiu Bella, virando abruptamente a cabeça para ele. " Como assim?"

" Moro em Chelsea, meu bem. Não sugeriria que você fosse até lá por transporte público."

" Sei onde você mora. Mas o que eu tenho a ver com isso?"

Houve um silêncio, e então Edward disse em voz baixa:

" Imaginei que você teria muito a ver com isso." Ele reduziu a velocidade, entrou no acostamento e parou o carro. Desligando o motor, desafivelou o cinto de segurança e se virou para ela, franzindo levemente a testa enquanto vasculhava o rosto de Bella. " Sabe, estava pensando que você deveria se mudar para a minha casa."

O sabor do mês durante algum tempo...

" Acha que vou morar com você por causa do que aconteceu ontem à noite?" Fez que não com a cabeça. " Aquilo passou. Agora tenho minha própria vida para cuidar."

Edward fitou-a incrédulo.

" De que diabos está falando?"

" Sobre seguirmos caminhos diferentes." Ela se obrigou a olhar para ele com frieza e calma. " Fizemos um acordo, que termina hoje. E nada vai tomar seu lugar."

Houve um silêncio, e então ele disse em voz baixa:

" Querida, você não pode estar falando sério." Abrindo o cinto de Bella, Edward estendeu os braços até ela.

— Não me toque!

" Pelo amor de Deus, eu já parei com amassos em carros a muito tempo" disse rude. — Só quero abraçar você enquanto tento descobrir o que está acontecendo aqui.

" Você me contratou para um trabalho. Minha parte do acordo está completa. Só falta você me pagar o dinheiro que prometeu." Fez uma pausa. " A não ser que esteja considerando que a noite passada foi pagamento em espécie, Sr. Cullen"

" Isso nunca passou pela minha cabeça garantiu. Mas acho que mereço alguma espécie de explicação para essa... volta difícil."

" Claro, eu quase esqueci. É você quem geralmente decide quando a relação está terminada. Bem, desta vez a prerrogativa é minha."

" Está bem." Ele afivelou seu cinto de segurança e ligou o motor. " Mas só me diga uma última coisa, Bella. O que aconteceu com a garota que dormiu nos meus braços ontem à noite?"

Ela deu com os ombros.

" Ela acordou. Simples assim."

" É mesmo?" retrucou irônico. " Pois para mim parece incrivelmente complicado."

Edward conduziu o carro de volta para a estrada e acelerou com raiva. Foi uma jornada longa e silenciosa. Quando chegaram no prédio, Edward estacionou numa vaga, entregou a Bella a sua mala e disse:

" Sei que é um clichê, mas precisamos conversar."

" Não há mais nada a dizer. Seu cliente importante está convencido de que você não está atrás da mulher dele. E isso e tudo."

" Além do dinheiro, claro" Edward acrescentou.

" É claro" concordou Bella, dando-lhe as costas. " Pode me mandar o cheque pelo correio."

" Não, prefiro lidar com isso agora, aqui mesmo na rua."

Sacou seu talão e preencheu um cheque, que entregou a Bella.

" Não foi o que acertamos" disse Bella ao ver a quantia. " É muito. Mil libras a mais."

" Considere um bônus." Ele deu com os ombros, um sorriso insolente estampado no rosto. " Digamos que por serviços acima e além do chamado do dever." Fez uma pausa. " Manterei contato" acrescentou baixinho, entrou no carro e partiu

Agora tudo que Bella precisava fazer era partir imediatamente para Essex e seu novo emprego e torcer para começar a esquecer Edward. Alguém dissera a Bella que a melhor maneira de se recuperar de Edward era saindo de sua cama; ela rezou para que fosse verdade.

" Ter passado um mês em meio à natureza não parece ter lhe feito muito bem" foi o primeiro comentário de Rosalie ao entrar no quarto de Bella e vê-la deitada na cama, cobertor puxado até o pescoço. " Está muito pálida."

" Eles me levaram para comer no restaurante chinês daqui" esclareceu. " Acho que o molho agridoce não bateu bem no meu estômago. Mas estou me sentindo melhor agora."

Exceto que não estava, porque mais cedo naquela noite, Ben, o veterinário, trouxera-lhe uma quentinha com comida chinesa, e só de sentir o cheiro ela tivera de correr para o banheiro.

" Se não estiver se sentindo melhor de manhã, terá de ir ao médico" instruiu Rosalie, severa. " Talvez precise de antibióticos." Ela se calou por um instante, fitando preocupada a meia-irmã. " Preciso ir, mas antes quer que eu lhe prepare alguma coisa? Café quente, por exemplo?"

Bella estremeceu.

" Acho que ficarei só com água."

Contudo, meia hora depois ela estava se sentindo uma completa fraude.

" Vou cancelar aquela consulta e ir trabalhar" disse a si mesma com determinação. Então vestiu seu roupão e seguiu até a sala de estar para usar o telefone.

Estava procurando pelo número da veterinária quando ouviu a porta do vestíbulo fechar e presumiu que fosse Rosalie voltando para ver como ela estava.

" Olhe, você está levando essa história de mãezona longe demais."

" E você, querida, está confundindo os sexos" disse Edward do vão da porta.

" O que... o que você quer?"

Estava vestido num terno escuro, nó da gravata de seda frouxo, expressão fria e indecifrável.

" Você" respondeu enquanto se aproximava.

Bella sentiu o coração pular dentro de seu peito, mas ainda assim o fitou desafiadora.

" Acho que não. Nem você pode estar tão desesperado por uma mulher."

Edward levantou friamente as sobrancelhas.

" A quem você quer insultar com esse comentário, querida? A si mesma ou a mim?"

" Quero dizer que você deve ter coisas melhores a fazer em outro lugar."

" Possivelmente. Mas não vim aqui para passar uma cantada em você e ser rejeitado."

" Então por que veio?"

" Porque precisamos conversar."

" Achei que tinha deixado claro que isso era desnecessário."

" Também vim porque Rosalie me disse que você estava doente" prosseguiu como se Bella não tivesse falado. " E fiquei... preocupado."

" Não deveria ter se dado ao trabalho de vir até aqui, porque estou me sentindo bem de novo."

" Tem certeza?" Ele a fitou. " Lembra da única noite em que dormimos juntos, há algumas semanas? O que você está sentindo talvez não seja apenas uma indigestão."

" O que você quer dizer?"

" O que eu quero dizer, meu bem, é que eu não estava usando preservativo, e desconfio que você não toma pílula. Assim, pode haver... consequências."

Ela o fitou por um momento, a mente girando. Então disse, rouca:

" Não, não é possível. Eu não acredito nisso."

" Então vejamos se sua fé é justificada" disse Edward. Ele tirou um pacote do bolso interno do paletó e o jogou para ela. " Faça o teste no banheiro, e então nós dois poderemos ficar em paz."

Bella fitou o kit de teste de gravidez com o coração batendo em pânico.

" Não vou fazer isso." Empertigou o queixo. " Você não tem o direito de entrar aqui me dando ordens."

" Eu quero saber se você está ou não carregando um filho meu" disse ele. " Por favor, atenda meu pedido. Pelo bem de nós dois."

Os olhos deles se encontraram, colidiram. Então Bella lhe deu as costas e marchou até o banheiro.

Quando Bella finalmente retornou à sala de estar, Edward precisou apenas olhar uma vez para seu rosto pálido e lábios trêmulos para compreender. Ele ficou em silêncio por um momento, e então suspirou.

" Então agora precisamos realmente conversar" disse Edward, segurando sua mão para conduzi-la até o sofá.

Bella tentou se soltar.

" Largue-me."

" Fique calma. Precisamos marcar a data para o mais breve possível."

Aquelas palavras giraram na mente de Bella sem fazer o menor sentido.

" Do que está falando?" sussurrou.

" Do nosso casamento, é claro" respondeu com um toque de impaciência. " Vamos ter um bebê, Bella, e por isso precisamos nos casar. E será assim."

" Mas você não é o tipo de homem que se casa" protestou sem refletir.

" Talvez não" concordou. " E certamente não tinha planos de ser pai. Para você ver como a vida pode mudar depressa."

" Pare com isso" rogou impaciente. " Ninguém mais se casa por causa disso."

" Então pode me chamar de antiquado" retorquiu Edward com frieza. " Porque não tenho a menor intenção de permitir que meu primogênito seja um bastardo."

" Meu primogênito..."

" Mas não podemos nos casar." Ela se deixou afundar em seu canto do sofá. " Nós nem nos conhecemos direito."

" Não em termos de semanas, meses ou anos, talvez" concordou. " Mas nós já descobrimos que somos compatíveis numa área muito importante... embora um pouco descuidados."

" Eu bebi naquela noite. Eu... eu... não sabia o que estava fazendo."

" Bem, você está sóbria agora." Ele tirou o paletó e o pendurou no braço do sofá. " Por que não vamos para o quarto testar essa sua teoria?"

" Não ouse tocar em mim!" ameaçou. " Certo, então eu cometi um erro terrível, mas isso não é motivo para arruinar o resto da minha vida."

Ele ficou em silêncio por um momento.

" Não" disse finalmente. " Acredite, eu me sinto culpado por tudo isso. Deveria ter tido mais cuidado. Protegido você das consequências." Ele suspirou. " Mas ao menos posso garantir que seus futuros sofrimentos envolverão uma razoável quantidade de conforto. Além disso, sou saudável, não fumo, não uso drogas e jamais levantei a mão para bater numa mulher " Fitando-a acusadoramente, acrescentou: " E nem bebo em excesso."

" E isso deveria ser base suficiente para um casamento?"

Ele se recostou no sofá, completamente à vontade, perna esticadas à sua frente.

" É um começo, meu amor."

" Não me chame assim!"

" Como prefere que eu lhe chame?" inquiriu zombeteiro. " Minha querida? Meu primeiro e único amor?"

Ela afundou novamente no sofá.

" Por favor, não faça isso."

" Então continuarei a chamá-la de Bella. Mas com uma condição: você me chamará de Edward, nada mais de "Sr. Cullen". Ele acrescentou com naturalidade: " Você pode começar a praticar esta tarde, quando conhecer minha mãe."

Ela o fitou.

" Você tem mãe?"

" É claro" retorquiu. " Como acha que cheguei a este mundo?"

" Apenas não sabia que você tinha família."

" Também tenho três padrinhos, duas tias, um tio, além de seus cônjuges e vários primos." Fitou os olhos de Bella. " O importante é que meu filho terá um lar estável e será criado pelo pai e pela mãe. O bem-estar do bebê é tudo que importa, e nossos sentimentos pessoais devem vir em segundo lugar."

" E o que vai acontecer quando o bebê tiver idade suficiente para entender que ele é o único motivo para seus pais estarem juntos?" Sua boca agora estava seca. " Que eles... que eles não se amam?"

Edward deu com os ombros.

" Resolveremos isso quando chegar a hora. Ou podemos voltar à estaca zero e fingir."

" Começando pela sua mãe, certo?"

" Não. Eu pretendo lhe contar a verdade. Quando meu pai morreu, há três anos, ela se mudou da mansão para uma casa no subúrbio da cidade. Porém, ela cuida da propriedade para mim e atua como anfitriã sempre que necessário, de modo que iremos vê-la muito." Ele fez uma pausa antes de acrescentar: " E ela não é fácil de enganar."

Mansão? Pensou Bella, chocada. Propriedade? Isso não soava como a cobertura de playboy que ela imaginara. Pelo contrário, isso apresentava novas e ainda mais perturbadoras implicações que ela teria de considerar depois.

Quando estivesse sozinha.

" E quanto à minha mãe e ao meu padrasto? O que direi a eles?"

" Diga-lhes o que lhe parecer melhor. Mas eles terão mais facilidade em aceitar a situação se forem convencidos de que nosso amor é verdadeiro. E talvez você deva tentar a mesma estratégia com Sue" acrescentou. " Ela agora é a governanta da mansão, mas já foi minha babá e não sabe medir palavras quando acha que passei dos limites. Mas, no fundo, ela é uma romântica."

" E por quanto tempo devo manter essa farsa?"

" Eu diria que até que minhas falhas óbvias e imperdoáveis como marido venham a destruir a alegria de nosso casamento. Então, aceita minha proposta honrada?"

Ela ficou em silêncio por um momento, e então acrescentou com a voz baixa:

" Sim... pelo bebê. Por mais nenhum motivo. E quero que isso fique bem claro."

Ele deu com os ombros.

" Está claro como o dia."

A Bella está grávida!!! Kkkk novidade! E eles vão se casar " pelo bem do bebê" sei!! Até o próximo e comentemmm!!!