Oiieee!!! Aqui está mais um capítulo prontinho pra vcs!
Boa Leitura!!!
Capítulo 10
— Por que cancelou a consulta? perguntou Edward enquanto seguiam de carro para Londres.
" Não vi sentido em perguntar ao doutor sobre intoxicação alimentar quando já sabia o verdadeiro diagnóstico." Bella não mencionou que refizera o teste na esperança de que o primeiro estivesse errado. Não estava.
" Bem, isso não importa. Quando chegarmos a Chelsea levarei você para ver minha médica" disse Edward. " Vou telefonar para ela amanhã."
" Não é um pouco cedo demais?"
" Não. Porque vai se mudar para minha casa esta noite. Quero ficar de olho em você."
" Edward, por favor, entenda que eu quero meu próprio quarto. Antes e depois do casamento."
Uma tensão repentina pairou no carro, flutuando entre eles como uma corrente elétrica.
" Não se preocupe, Bella" disse Edward finalmente. " Já dei as instruções apropriadas à criadagem." Contorceu a boca, malicioso. " Embora, como nós já sabemos, nem sempre quartos separados sejam garantia de bom comportamento."
Bella sentiu suas faces esquentarem.
" Então saiba que não tenho a menor intenção de cometer o mesmo erro duas vezes."
" Nem eu, querida" disse Edward com suavidade. " Nem eu."
Bella jamais esqueceria a primeira vez em que viu a mansão Harborne, ela esperara algo formal e georgiano, nas linhas de Queens Barton, mas não essa massa graciosa de pedras cinzentas encimadas por chaminés altas e excêntricas.
" Meu Deus!" exclamou estarrecida. " É linda. Nunca..." Engoliu em seco. " É aberta ao público?"
" Não, não é" respondeu Edward. " É e sempre será uma casa particular. Se bem que permitimos visitantes no nosso Dia do Jardim em junho. É um evento que promovemos para ajudar a Cruz Vermelha."
Enquanto Edward estacionava o carro diante da entrada principal, uma mulher emergiu da mansão e ficou parada na escadaria frontal esperando por eles. Era rechonchuda, com faces rosadas e cabelos grisalhos presos num coque frouxo no alto da cabeça.
" Bem, aqui está ela, Sadie" disse Edward enquanto se aproximavam dos degraus. " Ela não fugiu quando teve chance."
Bella se descobriu sendo escrutinada por olhos castanhos e inesperadamente argutos.
" E por que a jovem dama faria uma coisa dessas, Sr. James? Agora deixe de dizer bobagens e nos apresente adequadamente."
" Sim, senhora" murmurou Edward.
Depois que Edward terminou sua tarefa, Bella foi submetida a outra avaliação dos pés à cabeça.
" Até agora, magra demais" foi o veredicto de Sadie Hubbard. " E não me parece muito saudável, ouso dizer. Enjoo matinal é uma coisa horrível, mas logo passa, graças a Deus." Virou-se para fulminar com um olhar severo o homem cujas fraldas trocara um dia. " Mas não graças a você, Sr. Cullen."
" Tem razão, Sadie" concordou Edward com humildade suspeita. Segurando a mão de Bella antes que ela pudesse se afastar, puxou-a para si e plantou um beijo em sua cabeça. " Vamos entrar. Quero lhe mostrar a casa."
Um simples beijo na cabeça, mas carregado de ternura e intimidade. Infelizmente, como todo o resto, era apenas fingimento.
Ao entrar na mansão, Bella teve de conter um arfado estupefato.
" É bem antiga, não é?" sussurrou para ele.
" Originariamente era Tudor" disse Edward. " Provavelmente construída a partir das pedras de algum monastério. Mas desde então foi muito alterada. Felizmente meu avô e meu pai não permitiram que fosse transformada num prédio de apartamentos, limitando as mudanças ao acréscimo de um encanamento. Graças a isso você não terá de quebrar o gelo do poço quando quiser tomar um banho."
Sadie resfolegou alto.
" Sr. Cullen, pare de dizer gracinhas e leve a Srta. Swan para ver sua mãe no terraço antes que ela realmente fuja."
" Então esta é Bella." Esme Cullen entrou na sala trazendo-lhes uma bandeja com xícaras de chá. Era uma mulher alta, de cabelos acobreados e olhos de um verde vivido como os de Edward. Seu rosto expressava preocupação, até mesmo cautela, e a única saudação de boas-vindas que ofereceu foi um breve aperto de mão. " Querido, por que não fala com Bella sobre o que nós dois conversamos?"
" Bella, minha mãe sugeriu abrirmos mão da cerimônia civil e nos casarmos aqui, na igreja local."
Ela o fitou estarrecida.
" Você... você quer casar numa igreja?"
" Por que não?" retorquiu Edward. " Eu até assisto às missas ocasionalmente."
" Desculpe, mas acho difícil conciliar isso com seu estilo de vida."
" Bella, eu faço o que é esperado de mim." Ele se calou por um instante. " Então, o que você acha? Teria a vantagem de que todos os seus parentes poderiam ficar na mansão antes, durante e depois da cerimônia. Isso me daria uma chance de conhecê-los."
Ela o fitou, as palavras "Eu faço o que é esperado de mim" ainda ecoando em sua mente.
" Não sei o que dizer. Bem, você não espera que eu case de branco, espera?"
" Por mim você pode vestir um saco de lixo" disse Edward bruscamente. " Apenas esteja lá. Vou marcar uma data com o vigário."
Bella baixou os olhos para seu chá. Frases como "para amar-te e honrar-te" e "até que a morte nos separe" começaram subitamente a rodopiar em sua cabeça. Edward ficaria ao seu lado no altar e diria essas coisas e ela teria de responder e fingir acreditar nele. Teria de fingir que seu casamento seria real, em vez de uma fraude conveniente.
De corpo e alma eu te honro...
E ela, ela, teria de fingir que não se importa. Que não o estava desejando. Dilacerada pela dor, ela pensou: "Eu não posso fazer isso. Não posso ser tão hipócrita." E só compreendeu que falou isso em voz alta ao ouvir a Sra. Cullen exalar um longo suspiro melancólico.
" Então faremos uma cerimônia civil em Londres" disse Edward. " E não se fala mais nisso."
Não foi o chá das cinco mais agradável que Bella já desfrutou. Edward e sua mãe passaram o tempo todo conversando sobre assuntos locais enquanto ela bebericava seu chá de ervas e beliscava uma fatia de pão integral com manteiga e um pouco de mel. E o tempo todo ficou claro o quanto Edward e sua mãe haviam ficado decepcionados com sua decisão quanto à cerimônia de casamento.
Finalmente Edward se levantou da mesa.
" Preciso telefonar para escritório."
A mãe de Edward também pediu licença para se retirar e Bella foi deixada a encargo de Sadie, que lhe ofereceu uma visita guiada pela mansão. Sadie conduziu-a de cômodo em cômodo, mostrando-lhe tudo com orgulho quase tangível.
Bella logo compreendeu que carregava no ventre o herdeiro de uma dinastia que remontava a várias centenas de anos e que esse deveria ser o motivo pelo qual Edward insistia tanto com o casamento. Queria um filho, não uma esposa, concluiu Bella.
Mesmo assim, e quase contra a própria vontade, começava a relaxar, a sentir uma espécie de paz. Era como se a casa a estivesse acolhendo, envolvendo-a em calor e segurança. O que, obviamente, era um absurdo. Ela estava ali por um acidente da natureza. Sempre seria uma estranha naquele lugar. Lembre-se disso, aconselhou a si mesma. E não se permita sonhar nem por um momento com qualquer coisa diferente disso.
Um dos quartos de que ela mais gostou era menor que os outros e desleixadamente aconchegante.
" Costumava ser chamado de "Sala das Damas" disse Sadie. " Porque antigamente era aqui que elas se reuniam para costurar. Mas agora é mais uma sala familiar. Quando vem passar os fins de semana, o Sr. Cullen gosta de sentar aqui à noite para tocar sua música e ler."
Bella estava a ponto de perguntar com que frequência Edward passava seus fins de semana na mansão, mas se deteve bem a tempo, compreendendo que supostamente já deveria ter essa informação. Mas parecia haver momentos em que Edward parava de ser o workaholic mulherengo que se tornara lendário em Londres, pensou melancólica. Na verdade, o "Sr. Cullen" estava se revelando mais surpreendente a cada minuto que passava.
" O Sr. Cullen sugeriu que começássemos com a suíte master" prosseguiu Sadie, conduzindo-a ao longo da galeria. " Ele achou que você poderia ter algumas ideias para uma mudança de decoração."
" Tenho certeza de que está bom como está" disse Bella com as faces coradas. " Prefiro não invadir a privacidade dele."
" Senhora, o Sr. Cullen ainda dorme em seu antigo quarto. A suíte master não é usada desde o falecimento do pai dele, o Sr. Carlisle, e está precisando de uma nova decoração. Será um bom projeto para vocês dois."
Bella ficou maravilhada com o quarto, que era extremamente iluminado por janelas amplas adornadas com cortinas douradas. Uma colcha da mesma tonalidade cobria a cama ampla.
" Mas é lindo" disse baixinho.
" Confesso que ainda fico triste quando venho aqui, porque lembro do Sr. Carlisle."
" Como ele morreu?"
" Voltou do jardim reclamando de uma dor de cabeça muito ruim. Tomou alguns analgésicos e disse que ia se deitar um pouco em seu escritório. Algum tempo depois Madame foi chamá-lo para o chá e o encontrou inconsciente." Suspirou triste. " Morreu a caminho do hospital. Os médicos disseram que foi aneurisma cerebral."
" Meu pai também morreu subitamente, mas no caso dele foi ataque cardíaco."
Sadie fez um carinho no braço de Bella.
" É sempre muito difícil para os que ficam para trás" disse gentilmente. " Mas Madame já guardou luto por muito tempo, e agora é hora de alguma felicidade voltar para esta casa... com uma nova geração."
Subitamente prática de novo, Sadie prosseguiu:
" Aquela porta ali é a do banheiro, e a do lado é a sala de vestir."
Bella sorriu e murmurou alguma coisa em concordância. Tentou não olhar para a cama grande e dourada enquanto atravessava o quarto, primeiro até o banheiro luxuoso, e em seguida até a sala de vestir adjacente, mobiliada de amplos armários e uma cama de solteiro.
Quando retornou para o quarto, Edward estava deitado na cama, apoiado num cotovelo.
" Gostando do passeio?" indagou com um sorriso maroto.
" É... interessante." Olhou a sala ao redor, tentando evitar as lembranças evocadas pelo posicionamento casual do corpo esbelto de Edward naquela cama. " Onde está a Sra. Hubbard... Sadie?"
" Não precisa entrar em pânico" aconselhou friamente. " Não está muito longe. Lembra que lhe disse que no fundo ela é uma romântica? Ela nos deixou a sós porque acha que podemos querer adiantar as maravilhas do sexo legalizado. E num tom melancólico: Decidi ainda não destruir as ilusões dela." Fez uma pausa antes de perguntar: " E então, o que achou da casa do cachorro?"
" Não entendi."
" Era como meu pai chamava a sala de vestir" explicou Edward. " Dizia que era um local de exílio para maridos que cometeram algum pecado ou precisavam atender algum pedido de isolamento." Fez uma pausa. " Como pareço me enquadrar em ambos os casos, acho melhor me preparar para me mudar para lá... e ao mesmo tempo ganhar pontos por levar em conta o estado delicado de minha noiva."
Com as faces coradas, Bella empinou o queixo.
" Na verdade, eu mesma planejo dormir lá."
" Não vai, não. Daqui a alguns meses você vai achar muito desconfortável dormir numa cama de solteiro. E como eu só estarei mesmo aqui nos fins de semana, qual o problema?"
Ela o fitou, chocada.
" Não quis dizer... nós estaremos aqui?"
" Não. Depois do casamento você ficará baseada aqui, não em Londres."
" Acha que vou ficar aqui... sozinha?"
Ele franziu as sobrancelhas.
" Não chega a ser confinamento solitário. Vão cuidar muito bem de você."
" Não sou uma inválida" asseverou. " Tenho um trabalho de que gosto e não pretendo largá-lo."
Edward levantou da cama e deu um passo até ela. Bella arfou alto e instintivamente deu um passo para trás.
" A sua vida mudou, querida, e sua profissão também. Vai se tomar minha esposa, e prefiro que não desapareça nas suas condições por semanas a fio. Além disso, tenho a impressão de que quanto menos vermos um ao outro, melhor será. Ou estou errado?"
" Não." Ela abaixou os olhos para o reluzente soalho de madeira. " Você não está errado. Mas não poderíamos pelo menos reconsiderar minha mudança para Chelsea?"
" Boa tentativa, querida, mas o acordo permanece." Seu sorriso foi puro inverno. " Temos muito a fazer, porque até mesmo um casamento simples exige muitos preparativos. Estamos sob o mesmo teto, mas nossa convivência será mantida ao mínimo. Console-se com isso."
" E como você planeja consolar a sua mãe? Como ela vai se sentir vendo alguém como eu morando aqui, tentando ocupar sua posição?"
" Em primeiro lugar, você irá estabelecer sua própria posição" disse Edward. " Em segundo lugar, acho que as preocupações de minha mãe são muito diferentes." Ele se calou por um momento. " Ela e meu pai eram muito apaixonados e ela sempre esperou que quando eu casasse fosse pelo mesmo motivo."
" Então por que não fez isso? Você deve ter tido muitas mulheres apaixonadas beijando seus pés."
" Sim, mas a adoração deve ser mútua. Está vendo qual é o problema?"
Bella respondeu numa voz estrangulada:
" Sim, eu vejo."
" Mudando de assunto, gostaria que você parasse de recuar alarmada cada vez que me aproximo. Do contrário, as pessoas vão acabar pensando que eu a estuprei."
Ela assentiu, relutante.
" Agora me dê sua mão." Então suspirou. "Bella... sua mão esquerda, por favor."
Bella fitou estupefata o anel que ele estava colocando em seu dedo. Era um belíssimo rubi flanqueado pelo brilho puro de diamantes.
Finalmente ela disse, trêmula:
" Não posso aceitar isto. Não é direito."
" Era o anel da minha avó. Deixado para mim precisamente para este momento."
" Mas não esta garota." A expressão que ela lhe dirigiu foi quase desesperada.
" Isto não é fingimento disse-lhe Edward. " Você agora é oficialmente minha noiva. Muito em breve será minha esposa. Para o mundo exterior nós nos amamos, e esse anel demonstrará isso."
Bella percebeu que Edward ainda estava segurando sua mão, olhando embevecido para as joias como se elas o hipnotizassem. E por um agonizante momento ela julgou que ele iria beijar sua mão. Ela sabia que não deveria... não iria... permitir isso... Então a porta foi aberta e Sadie entrou animadamente.
" Madame está esperando para se despedir de vocês anunciou."
Edward soltou a mão de Bella e recuou um passo.
" Devemos ir também" disse Edward. " Temos assuntos a tratar em Londres." Ele a fitou com aqueles encantadores olhos verdes. " Não temos, querida?"
E Bella ouviu a si mesma sussurrar:
" Sim."
E então meninas o que acharam da Bella na sua futura casa? Será que esse casamento vai durar?... Rsrs Comentem e até o próximo!!!
