Oiiiieeeee!!!! Mais um capítulo pra vcs! Infelizmente esse é o penúltimo então comentem muiiito e ...
Boa Leitura!!!
Capítulo 12
" Claro que haverá uma festa!" declarou com firmeza Esme Cullen. " Todos da região estão loucos para conhecê-la."
" Não sou muito de festas." Bella mordiscou o lábio. " Além disso, é realmente uma boa ideia... considerando as circunstâncias?"
" Você é a esposa de Edward" retrucou Esme. " Essa é a única circunstância que importa. Ele virá para cá neste fim de semana?"
" Não, aparentemente não."
" Mesmo?" O tom de sua sogra foi austero. " E que razão ele deu desta vez?"
" Na verdade não falei com ele. Recebi o recado pela sua assistente." Agora que sua meia-irmã havia pedido demissão para se dedicar integralmente ao seu casamento, Edward contratara uma nova assistente pessoal, que fora quem lhe dera a mensagem. Vendo Esme franzir a testa, Bella prosseguiu, improvisando apressada. " Parece que ele está tendo muito trabalho na empresa. E Edward sabe que estão cuidando bem de mim." Ela conseguiu sorrir. " Na verdade, nunca me senti tão mimada."
" Só que era Edward quem deveria estar mimando você" retorquiu Esme secamente.
Bella podia contar nos dedos as vezes que vira Edward desde que chegara a Harborne, há um mês. E sempre que dormia aqui ficava no quarto que ocupara desde a infância. Exatamente como prometera fazer.
E, mesmo se tivessem estado a sós por tempo suficiente para ter uma conversa particular, algo que Edward agora parecia ansioso em evitar, Bella só teria lhe feito perguntas arriscadas, como "onde você foi na noite em que nos casamos?".
Esme ainda estava falando:
" Teria sido muito melhor se vocês tivessem viajado juntos depois do casamento. Claro que não teria sido uma lua de mel no sentido usual" acrescentou com leve embaraço. " Mas poderiam ter chegado a termos com a situação de um com o outro. Talvez ao menos encontrado uma base para uma amizade."
Amizade, pensou Bella com uma pontada de dor. Eu teria me contentado com isso?
" Talvez tenha sido melhor não termos feito isso" disse a Esme. " Eu não teria sido uma boa companhia, pois tenho enjoado todos os dias. Só espero que os enjoos parem logo, e de preferência esta semana, porque realmente preciso ir a Londres."
" Tem certeza de que é sensato? Está pálida demais para o meu gosto. Quando será sua próxima consulta com a médica?"
" Daqui a uma semana. Quer acertar os preparativos de me internar na Clínica Martingdale para o parto. E estou bem" acrescentou. Isto é, afora um severo caso de amor não correspondido. " Mas preciso conversar com os corretores que estão administrando meu apartamento. Recebi uma mensagem deles dizendo que os locatários querem entregar as chaves antes do final do contrato e estão pedindo para fazer um acordo."
" Então por que não me deixa levá-la de carro até lá?" sugeriu Esme, que estava se esforçando imensamente para ser uma boa sogra. Gentileza, aparentemente, era uma característica de família. " Depois poderíamos almoçar. Na Casa Romagna, por exemplo."
" Eu adoraria" disse Bella.
Finalmente a sós, Bella iniciou seu passeio diário pela mansão, o ritual auto imposto de percorrer lentamente de cômodo em cômodo para alisar uma de suas peças de mobília favoritas, endireitar um quadro, ajustar uma almofada, recolher as pétalas caídas de uma flor. Estranhamente tinha cada vez mais a impressão de pertencer a esse lugar, sentindo um impulso de cuidar da casa que jamais a acometera em Chelsea.
Bella também vinha cuidando da redecoração da suíte master e todos os dias analisava amostras de tecidos pedidas por Sadie. O único problema era que a cor de que gostava mais era um dourado cálido, quase idêntico ao que já estava lá e que provavelmente desbotaria igualmente rápido. Mas esse não seria um sacrifício muito pequeno para manter aquele ambiente tão cheio de sol?
Contudo, Bella não se sentiu particularmente ensolarada ao acordar na manhã seguinte. Tivera sonhos perturbadores e devia ter dado um jeito enquanto dormia, porque estava sentindo uma dormência incômoda nas costas. Se não tivesse documentos a assinar, teria telefonado para Londres e cancelado a reunião com os corretores.
Pôs um vestido cor de chocolate e sandálias de salto baixo combinando.
Esme a deixou na corretora e as duas combinaram de se encontrar mais tarde no restaurante. Uma hora depois ela havia liberado seus inquilinos de qualquer obrigação adicional e concordado com os corretores em colocar o apartamento à venda.
Mais um pedacinho da minha vida está sendo desmantelado, pensou enquanto fazia sinal para um táxi para levá-la à Casa Romagna.
O restaurante já estava muito movimentado quando Bella chegou, dez minutos antes da hora. A mesa reservada estava disponível e foi com alívio que se sentou, porque a dor em suas costas não diminuíra. Parecia até ter piorado um pouco. Torceu para que Esme tivesse algum analgésico em sua bolsa.
" Ora, ora, se não é a pequena Srta. Swan" disse uma voz de mulher. Bella levantou os olhos para se deparar com Tânia parada ao lado da mesa. " Só que agora você é a Sra. Mansen Cullen. E grávida, mas eu imagino que essa não tenha sido a verdadeira ordem dos eventos."
Bella pousou com muito cuidado seu copo de água mineral, voltando a se sentir enjoada. Se eu vomitar, pensou, vou mirar nos seus sapatos caríssimos.
" Boa tarde, Sra. Denali" disse Bella.
O sorriso de Tânia alargou.
" Sabe, encontrá-la aqui foi uma coincidência extraordinária. Estava mesmo falando a seu respeito com uma amiga." Virou a cabeça. " Victória, meu amor, venha cumprimentar a recém-casada."
Não! A palavra pareceu explodir na cabeça de Bella. Não, isto não pode estar acontecendo comigo. Não pode...
Mas Victória Mason já estava se aproximando delas, imaculada num vestido cor de rosa complementado por um comprido xale violeta.
" Ora, vejam só" disse Victória. " Você certamente tirou a sorte grande, sua vagabundinha. Tânia me contou que engravidou de um milionário e o obrigou a casar com você."
Victória não se dera ao trabalho de falar em voz baixa, e Bella viu várias cabeças se virando nas mesas adjacentes, e olhares sendo trocados. Ela precisava dizer alguma coisa, fazer alguma coisa, mas suas costas agora doíam muito, dificultando pensar, quanto mais falar.
" Espero que o marido rico não tenha insistido num acordo pré-nupcial" prosseguiu Victória. " Porque ele pode não gostar de saber que você está na minha ação de divórcio. Na verdade, é a estrela convidada. Assim, você e seu bebê podem acabar com uma mão na frente e a outra atrás." Ela assentiu. " Sim, James e eu terminamos, e estou culpando você por isso, Isabella Swan. Você o perseguiu e o teve. E vou fazer com que seu marido e todo mundo saiba a vagabunda que você é."
Edward disse sereno:
" Eu adoraria ouvi-la, mas talvez deva começar me dizendo quem você é." Ele estava de pé a poucos metros, olhos reluzindo como frias esmeraldas, boca severa. Atrás dele estava Esme, rosto pálido e olhos chocados.
Victória se virou para ele.
" Meu nome é Victória!" anunciou, elevando ainda mais a voz. " E não faz muito tempo tive a desventura de empregar "essazinha" como datilografa. Pensei que ela nem sabia soletrar sexo, até flagrá-la rolando nua com meu futuro ex-marido. Certamente enganou você da mesma forma. Mas não é tarde para avisá-lo. Gaste seu dinheiro fazendo um teste de DNA no fedelho que ela está carregando. Descubra quem é o verdadeiro pai."
Bella se levantou abruptamente, remotamente cônscia do ruído da cadeira caindo às suas costas, dos rostos fitando-a em choque. Mas o que mais a marcou foi ver Edward parado como se tivesse sido esculpido em pedra, toda cor esvaída de seu rosto, fitando-a com horror autêntico nos olhos.
Ela quis se defender, dizer que tudo que Victória Mason havia dito era mentira. Que o bebê era dele e de mais ninguém.
Em vez disso, ela se ouviu dizer:
" Ar... por favor, preciso de ar..." Então o chão se inclinou e ela sentiu alguma coisa atingir sua cabeça e deslizar para uma escuridão raiada em dor.
Houve uma luz brilhante, mas não era o sol passando pelas cortinas de seu quarto. Era forte demais, asséptico demais. E em algum lugar uma voz dizia:
" Sra. Cullen, acorde."
Com um esforço imenso, Bella abriu os olhos.
" Assim é melhor." Quem falou foi uma desconhecida, que, em seguida, tomou seu pulso.
Tudo era branco: as paredes, os lençóis que a cobriam, até as roupas da mulher. Tudo branco.
" Onde estou?"
" Na Clínica Martingdale, meu bem."
" Não" disse Bella. " Isso não está certo. E na semana que vem, tenho certeza."
" Bem, estamos cuidando de você agora. Assim, descanse enquanto trago o doutor para conversar com você."
Ela voltou com um homem jovem, que puxou uma cadeira e sentou ao lado de sua cama.
" Como se sente?"
" Minha cabeça dói."
" Era esperado. Você bateu a cabeça quando desmaiou. É por isso que a estamos mantendo aqui até termos certeza de que não houve concussão."
" Mas eram minhas costas que doíam" protestou, acrescentando lentamente: " Embora isso pareça ter parado agora."
" Sim."
Houve alguma coisa na forma como ele disse isso que lhe revelou a verdade. Então Bella disse num fio de voz:
" Era o meu bebê, não era? Perdi meu bebê."
" Sinto muito. Mas, por favor, acredite que não havia nada que pudesse ser feito, mesmo se você tivesse ido ver um médico assim que a dor começou. É uma daquelas coisas inevitáveis e mais comum nos primeiros meses de gestação do que si imagina."
Bella permaneceu imóvel, fitando a parede branca à sua frente enquanto as lembranças retornavam. Uma voz dizendo coisas terríveis e absurdas... acusando-a...
Os olhos verdes de um homem carregados com choque e descrença. E ela sabia que nada mais seria como antes.
" Meu marido sabe sobre o bebê?"
" Claro. Ele veio com você na ambulância. Está lá fora, esperando para vê-la."
" Não!" asseverou. " Não quero. Não posso. Mande-o embora."
" A senhora passou por uma experiência traumática, mas seu marido está muito preocupado e precisa ver que está bem."
" Ele não precisa de mim. Nunca precisou. Era o bebê que ele queria, apenas o bebê, e agora ele se foi." Sua voz embargou. " Tudo se foi. E eu não pertenço a este lugar... aqui onde bebês nascem..."
O médico hesitou, mas acabou concordando em pedir a Edward para retornar de manhã. Bella ficou aliviada quando ficou sozinha, porque agora teria tempo para planejar um futuro. Para pensar numa forma de ela e Edward se libertarem para sempre desse casamento inexistente.
Bella enterrou o rosto no travesseiro e chorou até não ter mais lágrimas.
Cerca de uma hora depois, Bella foi transferida para um aposento especial, tão confortável que praticamente parecia um quarto de hotel de luxo. Todos pareciam ter lhe mandado flores: Esme, Rosalie e Emmett, Sadie e a criadagem de Harborne e a Sra. Connell. E no centro de todas essas flores havia uma cesta enorme de rosas brancas com miolos amarelados, como as de seu buquê de casamento, com um cartão que dizia simplesmente "Edward".
Ao olhar as rosas e sentir seu perfume no ar, Bella se lembrou de sua noite de núpcias. De sua humilhação de ir até o quarto dele para se oferecer e não encontrar nada além de uma cama vazia.
Trouxeram-lhe o jantar. Ela comeu um pouco e depois da visita do médico assistiu a um pouco de televisão. Por fim, aceitou o leite quente com mel e a gemada que a enfermeira lhe trouxe para ajudá-la a dormir.
Na manhã seguinte, era quase meio-dia quando Edward chegou. Ele caminhou lentamente até a cama para fitá-la, preocupado.
" Como está se sentindo?"
" Acho que a resposta padrão é "tão bem quanto se pode esperar". Engoliu em seco. " Sobre o bebê... Eu... eu sinto muito."
" Não diga isso. Jamais diga isso. Essas coisas acontecem, e por todas as espécies de razões. E não é culpa de ninguém."
" Não... bem." Ela desviou o olhar. " Mamãe esteve aqui mais cedo. Disse que você mandou comprar a passagem para ela. Obrigada."
" Não precisa agradecer."
" Ela também disse que você a buscou pessoalmente no aeroporto e a trouxe até aqui. Por que esperou até agora para vir me ver?"
" Achei que você iria se sentir mais à vontade se visse primeiro a sua mãe."
" C-como assim?"
" Não faça joguinhos, querida. O médico estava visivelmente constrangido quando me apresentou suas desculpas. Você não queria me receber."
" Eu fiquei surpresa por você querer me ver" disse Bella em voz baixa. Ela se obrigou a fitá-lo. " Você pode não acreditar depois das coisas que Victória Mason disse, mas o bebê era seu, Edward."
Ele levantou as sobrancelhas.
" Por que eu haveria de duvidar disso?"
" Vi a expressão no seu rosto quando ela estava gritando aquelas mentiras. Você parecia horrorizado."
" E qual deveria ser a expressão do meu rosto quando minha esposa grávida começou a perder o nosso bebê? A única coisa em que eu pensava era em trazê-la para o hospital." Ele deu com os ombros. " Quanto a Tânia e sua amiga desagradável, se elas me dissessem que abril vem depois de março, eu teria de checar no calendário." Ele fez uma pausa. " Além do mais, eu já sabia o que aconteceu na França."
" Como?"
" Bem, eu não conseguia entender como você havia parado em Londres sem emprego nem trabalho e então perguntei a Rosalie." Edward sorriu de leve. " E como se nada disso bastasse, eu sabia algo que aquelas duas bruxas não podiam saber... que era virgem quando fiz amor com você."
" Oh!" exprimiu Bella, que abaixou os olhos, ciente de que suas faces estavam vermelhas.
" Bella, vou perguntar ao médico se poderei levá-la para casa ainda hoje."
" Não sei se ele vai concordar" Bella se apressou em dizer. " Ainda estou sentindo dores de cabeça por causa da queda." Ela se calou por um momento. " Além disso, minha mãe disse que quando eu sair da clínica poderei voltar para Portugal com ela, e realmente gostaria de fazer isso. Se você não tiver nenhuma objeção."
" Não objetaria contra nada que a ajude a se recuperar" disse lentamente. " Claro que pode ir, se é o que você quer."
" Mas isso não é tudo." Ela respirou fundo. " Quando eu retornar, quero o divórcio."
Um silêncio profundo se fez entre os dois antes que ele dissesse em voz baixa.
" Do que diabos você está falando?"
" Sobre nossas vidas. O futuro. Afinal, nós apenas nos casamos pelo bem do bebê. E se não estivéssemos com tanta pressa, se tivéssemos esperado apenas mais algumas semanas, não teria havido qualquer necessidade de nos casarmos."
Antes que Edward tivesse tempo de retorquir, ela emendou:
" Tudo que aconteceu entre nós foi muito errado, mas agora temos chance de consertar tudo e recomeçar. Recuperar nossas vidas verdadeiras e fazer um novo começo. Nada mais de fingimento para nenhum de nós."
Edward deu as costas para ela e caminhou até a janela. Olhando para a rua lá fora, disse:
" Parece ter pensado com muito cuidado."
" Você não tinha qualquer intenção de dormir comigo naquela noite. Você mesmo disse isso. E casar comigo foi apenas a atitude honrada a tomar. Porque você nunca imaginou que acabaríamos num relacionamento tão vazio."
" Não." Sua atenção ainda estava fixada na vista da janela. " Eu lhe garanto isso."
" E um dia desses você encontrará uma mulher com quem casar e iniciar uma família... uma família de verdade. Dar uma nova geração a Harborne."
" Bem, não tenho muito a dizer além de lhe dar minha garantia de que não irei resistir. Vou aceitar o divórcio e lhe desejar boa sorte."
" Obrigada" disse ela.
" Porém, acho melhor não mencionarmos nossos planos a ninguém por enquanto" prosseguiu Edward. " Acho que eles não entenderiam o momento."
Ela se remexeu, inquieta.
" Podemos dizer que minha viagem a Portugal nos deu uma chance de pensar. De admitir que não tínhamos um futuro."
" Muito prático da sua parte, querida." Ele sorriu. " Posso dizer a todos que sua ausência me fez compreender o quanto eu gostava de ser solteiro."
" E eu direi que decidi que também posso voltar a ser feliz." Ela sorriu, resoluta. " Então... combinados?"
" Completamente." Caminhou de volta até a cama. " Podemos poupar um ao outro do absurdo sem sentido de dizer que continuaremos bons amigos?"
Ela não olhou diretamente para ele.
" Acho que nunca fomos nem isso."
" Provavelmente, não" concedeu. " E o apartamento em Chelsea é seu enquanto precisar dele" acrescentou abrupto. " Sua mãe está hospedada lá, é claro, e tentarei ficar o menos por perto que puder até vocês duas terem partido para Portugal."
" Mas e você? Para onde vai?"
Ele disse muito gentilmente:
" Acho que isso não é da sua conta, meu bem. Não acha?"
E foi embora.
Sério?! Divórcio? Duvido nada que a pancada que a Bella recebeu na cabeça mexeu com seus neurônios!!! Ahh ela perdeu o bebê! Eu fiquei muito triste quando li esse capítulo, e entendo ela. Bella pensa que os dois se casaram apenas pelo bebê, mas nós sabemos que não foi só isso... Arg e tinha que aparecer essas duas ... Para estragar tudo! Ainda bem que o Edward acreditou na Bella!
Ahh o próximo capítulo é o último!!! Chorei... Estou feliz e triste ao mesmo tempo por terminar mais uma adaptação, que eu amo muito então comentem muiiito e até o próximo!!!
