Boyce Avenue do dia: Beautiful Soul (acoustic cover from Jesse McCartney).

CAPÍTULO SETE


A manhã seguinte foi estranha, mas não o tipo de estranheza empolgante que havíamos experimentado na barraca. Eu tinha dormido muito mal, e a rejeição da noite anterior fez com que a tristeza se transformasse em raiva. Nos sentamos na Waffle House, que estava cheia de caminhoneiros e aposentados.

Mexi o café e bati a colher em cima da mesa.

— Está tudo bem, princesa?

— Sim, tudo bem. — Evitei contato visual e olhei pela janela enquanto tomava um gole do café. Estava amargo... assim como eu.

Edward se recostou no assento e apoiou os braços na mesa.

— Posso não ser especialista em mulheres, mas as conheço o suficiente para saber que esse "sim, tudo bem" significa que nada está bem.

— Então aparentemente você não me conhece, porque bem significa bem.

Ele me ignorou e continuou analisando aquela palavrinha.

— E a velocidade com que o bem é dito é diretamente proporcional ao nível de irritação. — Ele bebeu o café e inclinou a caneca em minha direção. — E o seu veio bem rápido.

A garçonete interrompeu enquanto nos olhávamos.

— Está tudo bem aqui?

— Tudo bem — respondi. Falei tão brusca e rapidamente que a garçonete ficou surpresa.

— Desculpe. É aquela época do mês, e ela fica assim. — Ele encolheu os ombros, e a garçonete se desculpou com o olhar.

Acho que ela realmente sentiu pena dele. Esperei até que ela se afastasse.

— Será que você pode não fazer isso?

— O quê?

— Inventar histórias a meu respeito.

— Não tenho certeza de que foi mesmo invenção. Você está agindo como uma cretina esta manhã. Talvez esse seja o seu problema. Está naquela época do mês, Isabella? É isso que está te incomodando?

— Não sou cretina e não... não é isso que está me incomodando.

— Então você admite que alguma coisa está te incomodando?

— O que é isso, um interrogatório? Você é advogado agora? Achei que era um modelo de bunda.

Edward me olhou e o encarei de volta. Pelo menos eu o aborrecera o suficiente para fazê-lo se calar pelo resto da refeição. Comemos em um silêncio mal-humorado e, em seguida, ele levou o cabrito para dar uma volta antes de pegarmos a estrada outra vez.

Edward começou dirigindo. Com cinco minutos de viagem, meu telefone começou a tocar. O nome de James apareceu na tela.

— Não vai falar com o seu namoradinho? — perguntou.

Respondi com honestidade:

— Não. Só faço papel de idiota uma vez. Ele me mostrou quem realmente era com suas ações. Não importa o que diga agora.

Ele me encarou por um momento e depois olhou para a estrada. Ficamos calados por mais uma hora depois disso.

— O que você acha de fazermos outro desvio? Las Vegas por uma noite ou duas?

Fiquei triste em responder, mas passar mais duas noites com ele não era uma boa ideia. Eu já estava sentindo algo que não era correspondido. Nos distanciarmos era a coisa certa a se fazer.

— Acho que eu deveria ir direto para a Califórnia.

Ele pareceu verdadeiramente triste com a minha resposta, o que me confundiu ainda mais.

— Se é o que você quer, beleza.

Horas mais tarde, sabendo que seria nosso último dia inteiro juntos, uma sensação de melancolia se instalou. Paramos para abastecer e, como de costume, Edward estava chupando um Pixy Stix quando voltou para o carro.

— Quer chupar um? — Ele tirou vários pacotes roxos do bolso de trás.

— Não, obrigada.

— Tem certeza? Você parece precisar de uma boa chupada. — Ele piscou para mim.

— Por que você faz isso?

— Comer açúcar? — Voltamos para o carro. Edward ia dirigir de novo.

— Não. Você faz insinuações sexuais o tempo todo.

— Acho que fico meio tarado quando estou perto de você. — Ele afastou o carro da bomba de gasolina e saiu do posto.

— Menos na noite passada — murmurei, aparentemente mais alto do que pretendia.

— O que isso quer dizer?

— Podemos esquecer a noite de ontem? Já me senti idiota por tempo suficiente. Você não tem que fingir estar atraído por mim para fazer com que eu me sinta melhor hoje. Sou adulta.

— O quê? — Ele franziu as sobrancelhas. — É isso que você acha? Que você não me atrai?

Dei de ombros e revirei os olhos.

Edward murmurou uma série de palavrões e parou no acostamento. Não tínhamos andado nem um quilômetro desde o posto de gasolina. Nesse ritmo, eu nunca me afastaria dele. Ele saiu do carro, batendo a porta com força. O carro inteiro tremeu. Observei de dentro enquanto ele andava de um lado para o outro. Ele puxou os cabelos enquanto caminhava pela terra batida, resmungando algo consigo mesmo. Eu não conseguia entender o que ele estava dizendo, mas nem precisava para ter certeza de que era um monte de palavrões.

Por que ele estava bravo? Por eu ter falado do seu comportamento? Por tê-lo feito se sentir mal por me rejeitar? Fiquei feliz por ele estar chateado... porque eu também estava.

Depois de alguns minutos, saí do carro.

— Quer saber de uma coisa? Pare de ser tão egocêntrico. Alguém finalmente percebeu seu joguinho. Ser rejeitado é uma merda — zombei. — Embora eu tenha certeza de que você não sabe de verdade como é.

Edward parou de andar e olhou para mim. O músculo em sua mandíbula se mexia, e ele parecia estar quase bufando. Eu queria que ele bufasse.

— E sabe o que mais? Muitos homens me acham atraente. Não me importo que você não ache. Você não é diferente de James. Diz uma coisa e faz outra.

Aquilo funcionou. Ele explodiu. Embora não fosse do jeito que havia imaginado.

Edward veio até mim e parecia muito zangado. Recuei até ficar encostada contra o carro, sem ter para onde ir. Então ele invadiu meu espaço. Os braços se apoiaram nas laterais do meu corpo, prendendo-me entre ele e o carro. Ele aproximou o rosto do meu e falou com nossos narizes a alguns centímetros de distância.

— Você está certa sobre uma coisa, princesa. Você não me atrai.

Recusei-me a dar a ele a satisfação de ver minhas lágrimas, embora meu coração estivesse lentamente se quebrando. Então ele continuou:

— Você me atraiu quando te vi na loja, naquele primeiro dia, brincando com aquela miniatura. Te achei linda. Linda mesmo. Mas agora não estou mais atraído por você. Agora que te conheci, não é atração.

Queria mandá-lo se ferrar. Mas, mesmo enquanto ele dizia coisas terríveis para mim, eu estava hipnotizada. A forma como seus olhos se transformavam de um verde com um toque de cinza a cinza com um toque de verde quando ele estava com raiva. A maneira como seu peito subia e descia e, droga, ele era tão cheiroso também. Fiquei ali parada e esperei o resto do seu discurso. Porque, sinceramente, eu não era capaz de fazer outra coisa.

— Agora que sei o que realmente existe por trás dessa fachada mal-humorada. Existe uma mulher que foi muito magoada, mas que ainda está disposta a seguir em frente e tentar de novo porque, no fundo, é uma romântica. Não é atração o que eu sinto quando te olho. Quer saber mesmo o que sinto quando olho para você?

De alguma forma, consegui acenar que sim com a cabeça.

— Atração é algo muito pequeno para descrever o que acontece quando eu olho para você. Eu quero dominar você. Quero olhar para o seu lindo rosto quando eu te penetrar tão fundo e com tanta força que você verá estrelas. Quero me enterrar tão intensamente em você que não será capaz de andar por dias. A única coisa que pode ser mais bonita do que seu rosto quando sorri para mim é seu rosto quando eu estiver dentro de você.

Ele fechou os olhos e encostou a testa na minha.

— Então, sim, você está certa. Você não me atrai. É mais como se você me fascinasse.

Eu tinha certeza de que ele podia sentir meu coração batendo forte, ainda que nossos peitos não estivessem se tocando.

— Então eu não entendo.

Edward levou uma mão ao meu rosto e a apoiou sobre minha bochecha. Ele me acariciou com ternura antes de deslizá-la até minha garganta. Ficamos em silêncio por um bom tempo. Meu coração pulsava sob seu polegar quando ele finalmente falou.

— Queria que as coisas fossem diferentes.

Durante as horas de viagem seguintes, minhas emoções ficaram confusas. Estávamos quietos, embora não houvesse mais aquela irritação tensa no ar. Eu estava confusa, para dizer o mínimo. Quando começamos a ver as placas que indicavam Las Vegas, a única coisa clara na minha cabeça desordenada era que eu não estava pronta para encarar o término da viagem.

— Se a oferta ainda estiver de pé, eu gostaria de fazer o desvio. — Minha voz era baixa, quase hesitante.

Edward me olhou. Um olhar sério a princípio, até que um sorriso se abriu lentamente.

— Está querendo pecar comigo, princesa?

Sempre.

...

Eu não conseguia acreditar que havíamos encontrado um hotel para animais para deixar o cabrito. A mulher na recepção nem piscou quando perguntamos se ela poderia hospedar nosso passageiro por uma noite ou duas. Algo me dizia que ela já tinha visto um monte de coisas estranhas em Las Vegas.

Estacionamos e decidimos caminhar ao longo da Las Vegas Boulevard até encontrarmos um hotel que tivesse vaga para nós. O sol estava escaldante enquanto caminhávamos de uma ponta a outra da infame avenida. Tirei a camiseta branca e fiquei só com um top justo na cor nude. Normalmente eu não andava assim tão exposta, mas já estava começando a transpirar. Rindo, coloquei a camiseta ao redor do pescoço e caminhei na frente de Edward, olhando para ele por cima do ombro.

— Te lembra alguma coisa? — Brinquei, colocando a peça exatamente como estava posicionada no pôster que eu tinha encontrado à venda na internet.

— Uma graça. — Ele balançou a cabeça e riu.

Meu humor estava melhorando enquanto caminhávamos.

Um mímico de rua me surpreendeu quando passamos e me segurou. Ele puxou uma flor da manga e a estendeu para mim, levando minha mão até sua boca para um beijo. Edward me pegou e me puxou para longe antes que seus lábios pudessem alcançar minha pele.

— Ei. Por que você fez isso?

— Estamos em Vegas, não no Kansas. Você não deveria deixar caras estranhos te tocarem com os lábios. — Minha primeira reação foi ficar irritada. Então percebi que ele não havia soltado minha mão. Estávamos andando de mãos dadas, o que me fez pensar que não deveria discutir, já que estava gostando do resultado final.

No Mirage, visitamos os tigres brancos; no Bellagio, vimos o show das fontes de água com música. Caminhamos pelo que pareciam quilômetros, embaixo do sol quente, antes de chegarmos ao Monte Carlo. Uma grande placa indicando o The Pub estava pendurada na lateral do imponente hotel.

Estávamos com calor e sede. De que outro sinal nós realmente precisávamos para saber que tínhamos encontrado o lugar onde deveríamos ficar?

O ar frio dentro do pub bateu na minha pele suada, provocando um arrepio que atravessou meu corpo e um pequeno tremor. Meus braços e pernas se arrepiaram, e não precisei olhar para baixo para saber que meus pelos não eram a única coisa proeminente na minha pele.

Os olhos de Edward se demoraram por um momento nos meus mamilos eriçados, mas depois se ergueram para encontrar os meus próprios olhos. Arqueei uma sobrancelha, mas não disse nada.

— Pode esconder essas coisas? — Ele balançou a cabeça e forçou os olhos para baixo, concentrando-se no cardápio do bar.

— Não posso evitar. Eles têm vontade própria. Ficam em estado de alerta sempre que querem.

— Sei como é — ele resmungou enquanto se remexia na cadeira.

— O que posso trazer para vocês? — perguntou a garçonete quase sem roupa. Edward não olhou para cima, mas respondeu rapidamente:

— Duas cervejas, por favor.

Gostei do fato de ele não ter notado a garçonete.

— E aí, o que quer fazer hoje à noite?

— O de sempre. Vinte e um, peitos e bebidas.

— Como é?

— Quando se vem a Vegas, é por três coisas: jogos de azar, mulheres seminuas e divertir-se como um astro do rock.

Um garçom nos trouxe talheres e sorriu para mim. Edward notou.

— Já temos a mulher seminua — resmungou.

— Bem, deixe-me ver se entendi. Você gosta de mulheres seminuas... desde que não seja eu?

A garçonete trouxe nossas cervejas, e Edward tomou metade da caneca em um grande gole. Deus, por que sou fissurada em pomos de adão? Enquanto o observava, senti um frio na barriga.

— Gosto de você seminua. Mas só... no carro ou em uma barraca fechada. Não se exibindo por toda a cidade para que qualquer um possa ver.

— Você estava namorando Irina quando aquele cartaz começou a ser vendido?

Ele semicerrou os olhos.

— Isso é diferente.

— Ah, é? Como?

— Eu estar sem camisa não tem o mesmo efeito que você andando por aí com esse top apertado da cor da pele com seios pulando para cima e para baixo.

Bebi minha cerveja.

— Quer apostar?

Edward levantou as sobrancelhas.

— Princesa. Está sendo descarada de novo?

— Você gosta de descaramento? — perguntei com um sorriso malvado.

Ele riu e balançou a cabeça.

— Você está tentando me matar. Eu sabia.

Comemos dois hambúrgueres enormes e bebemos canecas de cerveja ainda maiores. Eu ia precisar de um mês para me desintoxicar depois dessa viagem.

— E aí, o que você quer fazer hoje à noite? — Edward perguntou enquanto caminhávamos até o lobby para reservar os quartos.

— O que você quiser.

Ele parou.

— É uma oferta perigosa, princesa. Você pode querer mudar sua resposta antes que eu decida.

Depois da confissão de Edward daquela manhã e a cerveja que havia me deixado um pouco tonta, eu estava me sentindo corajosa. Aproximei-me dele e sorri.

— O que você quiser. Sou sua para fazer o que te der prazer esta noite.

Ele gemeu, e eu fingi não perceber que ele ajeitou a bermuda algumas vezes enquanto fazíamos o check-in.

...

Levei menos tempo para me arrumar para o baile de formatura do que para sair naquela noite. Em geral, eu tentava domar meu cabelo, naturalmente ondulado, mas em vez disso encorajei-o a ficar desarrumado. Os olhos esfumados e os lábios com gloss combinavam com a sensualidade dos meus peep toe de salto, e o vestido simples preto mostrava minha boa forma nos lugares certos. No fim das contas, carregar todas as minhas coisas teve seu lado bom.

Aquele look não tinha nada a ver comigo e, definitivamente, eu não costumava sair assim à noite. Mas, quando Edward bateu e eu abri a porta, qualquer apreensão que eu estivesse sentindo sumiu.

— Porra. — Ele passou os dedos pelo cabelo.

Envaideci-me por dentro.

— Só preciso pegar a bolsa. Entra.

— Não, obrigado. Vou esperar aqui fora.

Se eu não pudesse tê-lo, ia me certificar de esfregar na cara dele tudo que estava perdendo.

Um grupo que parecia estar vindo de uma despedida de solteiro apareceu aos tropeços no hall de elevadores enquanto esperávamos. Eu meio que adorei quando Edward colocou a mão nas minhas costas em um discreto gesto de possessão. Adorei o fato de ele não a tirar dali, mesmo quando começamos a caminhar na rua.

— Para onde estamos indo?

Edward fez sinal para um táxi e abriu a porta para mim. Ele respondeu ao orientar o motorista.

— Spearmint Rhino, por favor.

Cinco minutos depois, estávamos parando em um estacionamento. A placa de neon dizia Spearmint Rhino. Mas, abaixo, havia uma explicação: clube de cavalheiros.

— Vamos a um clube de striptease?

— Sim. Você disse que a escolha era minha. — Ele piscou.

...

Embora eu nunca tivesse entrado em um, estava estranhamente mais intrigada do que aborrecida. O interior não era nada como eu havia imaginado. Acho que eu esperava escuridão e pisos grudentos. Mas, em vez disso, fiquei surpresa ao encontrar dois andares, um grande palco e uma decoração opulenta. No início, parecia mais uma boate elegante do que um lugar onde mulheres tiravam a roupa.

Cadeiras circundavam o palco principal e havia uma área com sofás compridos para grandes comemorações. Outras áreas poderiam ser fechadas com cortinas para se ter privacidade. Algumas delas estavam fechadas; outras estavam abertas e eram convidativas. Observei enquanto duas mulheres atraentes conduziam um homem pela mão para uma área privativa atrás de uma porta.

Meus olhos absorveram tudo ao redor, mas, quando olhei para Edward, ele estava apenas observando a mim.

— Já esteve aqui antes?

Ele assentiu.

— Na despedida de solteiro de um colega, ano passado.

— Quer dizer que não costuma ir a lugares como este em seus encontros?

Edward riu e pegou minha mão.

— Só com você, baby. Você ainda acha que sou mulherengo, não é?

Deixei que ele me levasse para uma cabine num canto. Era tranquila, quase privativa, mas não ficou assim por muito tempo. Uma dançarina usando apenas um fio dental, com um corpo que eu só podia sonhar em ter, sorriu quando se aproximou.

— Sua acompanhante gostaria de uma dança?

Ele olhou para mim, viu meus olhos arregalados e recusou graciosamente:

— Ainda não. Acho que vamos beber primeiro.

Ele voltou sua atenção para mim.

— Ainda concorda com a minha escolha de programa para a noite?

Aceitei o desafio.

— Claro.

Nós dividimos uma garrafa de vinho extremamente cara, e eu realmente me esqueci de onde estávamos por um tempo. Olhei em volta e suspirei.

— Onde eles acham todas essas mulheres perfeitas?

Edward esvaziou a taça.

— Só vejo uma.

— Isso foi fofo. Mas não posso levantar a perna sobre o ombro desse jeito. — Apontei para uma mulher que parecia ser de borracha. — Acho que ela ganhou de mim.

— Graças a Deus.

— Graças a Deus por ela ganhar de mim?

— Não. Graças a Deus que você não consegue fazer isso. Há limites do que um homem pode aguentar antes de quebrar. — Havia intensidade em seus olhos e senti como se eu pudesse quebrá-lo se forçasse um pouco mais. Só que eu não queria quebrá-lo. Eu o queria inteiro.

— E aí? Já passei no teste? Ou temos que pagar cem dólares por outra garrafa que custa nove?

— Só mais uma coisa antes de irmos.

Estava quase com medo de perguntar.

— O quê?

— Vou pagar uma lap dance pra você.

— E isso vai provar que não sou púdica de uma vez por todas?

— Não. Mas com certeza fará a minha noite ter valido a pena.

A lap dance não foi como eu esperava. Ela meio que... me excitou, e eu não sabia como processar aquilo. Eu gostava de homens. Nunca tive interesse em mulheres, então me senti um pouco confusa no caminho de volta para o hotel.

— Em que está pensando, Isabella?

As ruas estavam lotadas como se fossem nove horas da manhã no centro de Manhattan, embora fosse quase uma da manhã em Las Vegas. Eu tinha bebido um pouco de soro da verdade demais... quer dizer, vinho. No banco de trás do táxi, apoiei a cabeça no ombro de Edward e respirei.

— Diz meu nome de novo?

— Princesa.

— Não, meu nome de verdade.

— Ah. Princesa púdica.

Dei uma cotovelada em seu peito e ri.

— Esse não. Gosto do jeito como você diz Isabella.

— Ah, é?

— É.

— Tudo bem, Isabella. — Ele colocou o braço em volta do meu ombro e me puxou para perto.

ISA-BELLA.

Firmemente aconchegada ao lado de Edward, cochilei por alguns minutos. Sua voz rouca dizendo meu nome com aquele sotaque incrível me aqueceu toda. Parecia tão bom que quase doeu pensar que, em breve, não estaríamos o tempo todo juntos.


Já estou com aperto no coração por antecipação.

OBRIGADAAAAAA pelas reviews, vocês são umas foférrimas. Estou super feliz com a quantidade de pessoinhas que estão aparecendo!