Boyce Avenue do dia: Locked Out of Heaven (acoustic cover from Bruno Mars).
CAPÍTULO OITO
Uma batida em minha porta soou às oito da manhã. Eu estava acordada, mas não o suficiente para entrar em uma academia.
No que estava pensando quando concordei em ir? Eu estava muito receptiva na noite anterior. O álcool havia me suavizado por um tempo, mas naquela manhã já me sentia tensa de novo.
— É muito cedo — resmunguei ao encontrar Edward. Ele estava incrivelmente sexy com um short de cintura baixa e tênis, mas nem isso era suficiente para afastar minha preguiça. Ele segurou a porta quando voltei para a cama e deslizei para debaixo do edredom.
Edward arrancou o cobertor de cima de mim.
— Que diabos você está fazendo?
— Levante e se anime, princesa.
— Não quero me levantar.
— Vai se sentir melhor depois que fizermos isso.
Ergui uma sobrancelha, e ele sorriu.
— Ah. Acho que te corrompi. Quem é o pervertido agora?
— Pervertido é alguém que tem comportamento sexual errado ou inaceitável. — Repeti a definição que ele tinha me dado quando estávamos discutindo sobre o fato de eu não admitir que me masturbava.
Ele riu, mas também me pegou da cama e me levou para o banheiro.
— Viu o tamanho do hambúrguer que comi ontem? Preciso ir à academia, e você vem comigo.
Franzi os lábios.
— Está me chamando de gorda?
— De jeito nenhum. Estou dizendo que gosto de olhar para a sua bunda torneada e sou egoísta. Quero que ela continue assim.
Revirei os olhos, mas entrei no banheiro e tomei banho. Quando saí, Edward estava deitado na cama, com as duas mãos atrás da cabeça enquanto assistia despreocupadamente a um jogo de futebol europeu.
— Sente falta de jogar? — perguntei. Era uma pergunta estúpida. Arrependi-me no momento em que as palavras saíram da minha boca.
— Sinto.
— Existe alguma forma de voltar? Não digo jogando, mas talvez treinando, liderando uma equipe ou algo assim?
— Já pensei nisso.
— E?
— Não terminei os estudos. Passei para a equipe profissional no segundo ano da faculdade. A maioria das universidades e até mesmo as escolas de ensino médio querem que os técnicos sejam formados. Serve de exemplo para os alunos.
— Então volte a estudar.
— Pode ser. Isso me manteria ocupado por uns dois anos.
Caminhei até a mala e peguei um top de ginástica e uma legging de lycra da mesma cor.
— Estou quase pronta, só preciso me trocar.
Dentro do banheiro, prendi o cabelo e vesti a roupa de academia. Gritei para Edward pela porta do banheiro enquanto escovava os dentes.
— O que vamos fazer? Eu gosto de ioga.
— Ioga não é malhar de verdade. Costumo treinar com pesos e correr na esteira por quarenta e cinco minutos.
— Certo. Talvez a academia tenha os dois e cada um possa fazer o que gosta. — Abri a porta do banheiro e saí, pronta para irmos.
— Você vai usar isso na academia?
Olhei para baixo. Minha barriga estava à mostra, mas não achei que estava muito sugestivo ou estranho.
— Qual o problema?
— Nada. — Ele desligou a TV e segurou minha mão no caminho até a porta. — Acho que vou fazer ioga hoje também.
Nos esforçamos para valer na academia. Ele fez uma aula de ioga comigo e então corremos lado a lado nas esteiras durante uma meia hora. Estávamos famintos quando acabamos. No dia anterior, tínhamos conversado sobre ficar mais uma noite, e eu toquei no assunto no caminho para o café da manhã.
— Estava falando sério sobre querer passar mais uma noite aqui?
— Ficaria para sempre se pudéssemos. — Essas coisinhas que ele dizia me davam esperança, mesmo que ele escrevesse as palavras nunca vai acontecer na minha testa.
— Bem, então esta noite é minha. Você escolheu nosso programa de ontem. Agora é a minha vez.
Edward semicerrou os olhos e me encarou por um bom tempo.
— Combinado.
— Ótimo. — Sorri. — Quero visitar Esmerelda Snowflake agora de manhã. Ele deve estar com medo.
— Estamos pagando um lugar cheio de regalias a oitenta dólares por dia para que cuidem daquela coisa. Ele está em um lugar espaçoso e dorme no ar-condicionado, sendo que normalmente vive por aí e anda na frente de BMWs em alta velocidade. E você está preocupada que ele esteja com medo?
— É o meu dia. Reclamei quando você escolheu o que íamos fazer?
— Só tive uma noite. Por que você vai ter um dia e uma noite inteiros?
— Porque sim.
Ele riu.
— Boa resposta, advogada. Você argumenta bem no tribunal?
— Cale a boca. — Arrumei uma desculpa qualquer. — Ganhei um dia e uma noite inteiros porque você me fez ir a um clube de striptease e ainda me pagou uma lap dance.
— Mesa para dois — disse Edward ao nos aproximarmos da recepcionista do restaurante. Ele voltou sua atenção para mim. — Você gostou. Acho até que ficou um pouco excitada.
— Não fiquei. — Meu rosto ficou vermelho.
Edward falou com a recepcionista quando ela nos acomodou. A mulher provavelmente tinha uns sessenta anos, não que ele se importasse.
— Ela ganhou uma lap dance de uma stripper na noite passada, e não quer admitir que gostou.
A mulher sorriu e balançou a cabeça. O sotaque jamaicano ficou nítido quando ela falou:
— Não se sinta envergonhada aqui, linda. O que acontece em Las Vegas fica em Las Vegas. Não tem nada de mais em apreciar uma lap dance. Pode voltar à sua postura conservadora na segunda-feira. Vou pegar café para vocês e podem se servir no bufê à vontade. — Ela se afastou.
— Vamos, admita. Você gostou da bunda daquela mulher se esfregando em você. — Edward encolheu os ombros. — Pode ter certeza de que eu gostei.
— Por que você gosta de me fazer admitir coisas constrangedoras? — Eu já tinha feito isso uma vez. Não tinha a intenção de revelar mais nada.
— Está falando de quando você admitiu que se masturba?
Senti o rosto esquentar. Levantei-me e fui para o final da fila do bufê, embora tivesse acabado de me sentar. Mas Edward segurou meu pulso e me fez parar.
— Nunca se sinta envergonhada por se satisfazer ou por curtir uma lap dance. É lindo, e você também.
Fomos dar um passeio no início da tarde e havíamos acabado de voltar de uma visita ao cabrito. O fofinho ficou muito animado e pulou em Edward, lambendo seu rosto quando chegamos. O coitado devia ter achado que nunca mais voltaríamos.
— Esmerelda Snowflake ficou tão feliz quando te viu.
— Meu rosto ainda está melado daquele ataque.
— Você sentiu falta dele. — Eu ri.
— O que vamos fazer com aquela coisa?
— Aquela coisa? Não se refira a ele assim. Ele é como nosso filho adotivo.
Edward parou e olhou para o céu, rindo.
— Nosso filho?
— Sim! Ele não tem mais ninguém além de nós neste mundo inteiro.
— Sério, Isabella. Depois que a viagem acabar e nos separarmos, o que você vai fazer? Você não pode ficar com ele.
Meu coração de repente parou.
Depois que nos separarmos.
Minha cabeça estava tentando lidar com o fato de que ele tinha deixado implícito que essa viagem era o máximo que teríamos. De um jeito típico, sempre que Edward me dava um pouco de esperança de que algo estava rolando entre nós, ele a arruinava em seguida.
Fiquei em silêncio por um tempo antes de me forçar a falar.
— Vou tentar encontrar uma fazenda em que confie. Vou dar um jeito de ficar com ele até que tenha certeza de que estou fazendo a escolha certa.
— Justo. Ele tem sorte de ter você. — Ele estava me observando, tentando ler minha expressão desanimada. — Já pensou no que quer fazer pelo resto da tarde?
— Quer saber? Não me importo. Você decide.
Edward parou de andar novamente e se virou para mim.
— Espera. Você está abrindo mão de escolher o que faremos hoje? Por que diabos você faria isso?
Porque você simplesmente admitiu que não significo nada para você, e eu não quero estar ao seu lado agora.
— Não estou com vontade de decidir nada.
— O clima ficou estranho, princesa. Não sei o que fiz ou disse desta vez, mas sinto que já te conheço bem o suficiente para saber que algo te irritou.
— Deixa pra lá, tá bom? Não temos muito tempo aqui. Não o desperdice tentando me decifrar. Às vezes, as pessoas ficam de mau humor. Ponto-final. Só escolha alguma coisa.
Seu rosto ficou sério.
— Você está bem?
— Sim. Eu juro.
— Sei que estava brincando com relação a isso antes... mas é aquela época do mês?
— Não!
Ele coçou o queixo enquanto estávamos de frente um para o outro, na calçada cheia de gente.
— Acho que sei do que você precisa, algo que vai aliviar toda a tensão que vem se acumulando aí dentro nos últimos dias.
— Ah, é mesmo?
Ele levantou as sobrancelhas.
— Ah, sim. Espere aqui. — Ele se afastou para fazer um telefonema.
Enquanto esperava em meio ao calor seco, prometi a mim mesma tentar ficar de bom humor. Eu tinha que aceitar a situação pelo que ela realmente era: uma viagem, nada mais, nada menos. Precisava aproveitar as últimas horas com ele e parar de exagerar.
Ao retornar, sua boca exibia um largo sorriso. Aquelas covinhas. Um lembrete de que minha nova postura não seria fácil de manter. Segurando minha mão, ele disse:
— Vamos.
Eu não tinha ideia de para onde Edward estava me levando.
Não saberia dizer se ele me levaria para tomar sorvete ou para seu quarto. Depois de caminharmos por cinco minutos, acabamos no hotel. Seguindo-o até o elevador, notei que ele apertou o botão para um andar diferente do nosso.
— O que tem no terceiro andar?
Ele piscou.
— Você vai ver.
Quando as portas se abriram, vi a placa: Tranquil Waters Spa.
— Vamos ao spa?
— Bem, você vai ganhar uma massagem.
Antes que eu pudesse pedir a ele que explicasse melhor, Edward caminhou até a recepcionista.
— Massagem para casal, reservada em nome de Cullen.
Não pude deixar de rir e balançar a cabeça.
— Massagem para casal?
— Sim. Vamos fazer juntos. Eu também estou precisando aliviar a tensão.
Uma mulher atraente se aproximou e piscou para ele.
— Por aqui.
Vaca.
Nós a seguimos por um longo corredor e entramos em uma sala com iluminação fraca.
— Tirem tudo, menos a cueca e a calcinha, e cubram-se com essas toalhas — disse ela. — Os massagistas virão em breve.
O local estava completamente tranquilo, exceto pelo som suave de uma música instrumental. O quarto cheirava a hortelã e havia velas elétricas cintilantes dispostas pelo espaço. Normalmente seria uma experiência relaxante, se não fosse...
— Você a ouviu. Tire a roupa — disse Edward, bruscamente.
Um arrepio percorreu meu corpo ao ouvir o tom dominante de sua voz.
— Você realmente acha que eu vou me despir na sua frente?
Em vez de responder à minha pergunta, ele segurou a camisa. Observei os movimentos dos músculos do seu abdômen enquanto ele a tirava lentamente. Se essa cena fosse um gif no Tumblr, eu a teria repetido inúmeras vezes. Ele desabotoou o jeans e o deslizou para baixo antes de jogá-lo em uma cadeira. E então ficou na minha frente usando apenas a cueca boxer azul-marinho enquanto olhava descaradamente para o meu peito.
— Sua vez.
— Vire-se, então — falei, suavemente.
— Preciso mesmo? — ele brincou e abriu um sorriso irônico antes de se virar para a parede.
Tirando o top, olhei fixamente para os músculos definidos das suas costas e para a sua bunda. Ele estava parado debaixo de uma das lâmpadas da iluminação embutida. Ela iluminava seu traseiro delicioso como um projetor. A divisão das nádegas estava perfeitamente marcada através do tecido. Ele tinha a bunda mais fenomenal de todas. Eu queria mordê-la.
Quando soltei o sutiã e o joguei sobre sua calça jeans, sua respiração acelerou. Envolvi-me na toalha branca macia e me deitei de barriga para baixo na mesa de massagem. Essa deveria ser uma experiência relaxante, mas eu definitivamente me sentia um pouco nervosa.
— Pode se virar.
— Você não é nada divertida — ele disse enquanto se deitava na mesa ao meu lado.
— O que você esperava? Que eu ficasse de pé na sua frente completamente nua?
— Não se pode sonhar?
Estávamos deitados de barriga para baixo com as cabeças viradas um para o outro. Ocasionalmente, seus olhos passeavam pelo meu corpo.
Ele sussurrou:
— Você está bem, princesa?
Algo no tom de sua pergunta apertou meu coração. Tentei relaxar. Eu ia manter a promessa de continuar de bom humor, ainda que isso me matasse.
— Sim, estou bem. — Quando ele levantou a sobrancelha com ceticismo, sorri. — Sério. Estou, sim. Foi uma boa ideia. Obrigada.
— Estou feliz que tenha gostado.
Depois de dez minutos de espera, eu começava a me perguntar se eles haviam se esquecido de nós quando a porta se abriu lentamente. Uma pequena mulher asiática chamada Anna caminhou para o lado de Edward. À minha esquerda, havia um homem grande e musculoso que se assemelhava ao ator Joe Manganiello.
O olhar de Edward ficou sério, e ele se virou para a mulher.
— Ele vai tocar nela?
— Pelo menos alguém vai tocar em mim — murmurei.
— Sim. Achamos que funciona melhor assim. Os homens tendem a ficar mais confortáveis com uma massagista, e as mulheres gostam muito do James. Algum problema?
Edward estava me olhando boquiaberto.
— Não. Problema nenhum — respondi, olhando diretamente para os olhos de Edward. — Prefiro um homem.
A voz de James era baixa e profunda.
— Por favor, desenrole a toalha e a deslize até a cintura. Você pode ficar de bruços.
Isso era bom demais para ser verdade. O plano de Edward fracassara totalmente.
Os olhos de Edward estavam colados nos meus movimentos enquanto eu me desvencilhava da toalha. Então seu olhar pousou na lateral do meu seio nu, pressionado contra a mesa. Anna pingou óleo quente por toda a extensão das costas de Edward. Ele deveria ter fechado os olhos e relaxado. Em vez disso, estava olhando diretamente para James, que derramava o mesmo óleo em mim. Eu podia ver as costas dele se erguendo e baixando enquanto sua respiração acelerava.
James começou a esfregar o óleo em minha pele. Em certo ponto, suas mãos estavam massageando a parte inferior das minhas costas e praticamente apertando o topo da minha bunda. O olhar de Edward se transformou em algo meio mortal. Ele estava muito zangado, mas eu não conseguia deixar de me sentir feliz com isso.
Olhar aquela mulher tocando Edward da mesma maneira também estava me deixando muito irritada, mas eu estava mais preocupada com ele me observando e não conseguia descobrir se estava com ciúmes ou excitada. Provavelmente ambos.
Depois de vários minutos observando Edward seguir cada movimento das mãos de James, não pude deixar de perguntar:
— Você está bem?
Sua voz estava rouca.
— Não.
Ele estava mesmo se mordendo de ciúme. Eu não conseguia entendê-lo. Se ele soubesse que o tempo todo fiquei imaginando que era ele me tocando... Eu o queria mais do que qualquer coisa.
— Quanto tempo falta? — ele perguntou à mulher.
— Tente relaxar, senhor. Você está extremamente tenso.
Quarenta minutos depois, nossas massagens terminaram.
Edward não tirou os olhos das mãos de James. Acho que a única razão para eu saber disso era porque eu não tinha tirado meus olhos dele. Ficamos em completo silêncio quando Anna e James nos deixaram sozinhos para nos vestirmos.
Edward estava de costas para mim quando perguntei:
— Como está se sentindo?
— Mais tenso do que quando entrei.
— E por quê?
— Porque eu acabei de pagar trezentos e cinquenta dólares para ver um homem tocando você por uma hora.
— Então tudo bem uma mulher te tocar, mas eu não posso ser tocada por um homem?
Ele se virou de repente, antes de eu estar vestida, impelindo-me a cobrir os seios com a blusa.
— Não gosto que um homem toque em você quando eu não posso — ele falou, antes de se virar de novo, permitindo que eu terminasse de me vestir. Depois de alguns segundos de silêncio, ele finalmente disse: — Desculpe, princesa. Agi como um babaca.
Eu realmente amava seu ciúme.
— Você tem sorte por eu me sentir atraída por babacas. Cretinos abusados também. — Enfiando os braços na blusa, eu disse: — Pode se virar, idiota.
— Como eu fracassei na minha escolha, gostaria de te devolver a vez de escolher o que vamos fazer pelo resto do dia.
— Vou aceitar. Acho que nós dois precisamos nos refrescar. Além disso, estamos melados de óleo. Por que não ficamos na piscina?
— Eu topo.
— Espere... Não temos roupa de banho.
— Vamos comprar na loja lá embaixo. Por minha conta, se eu puder escolher a sua. — Ele piscou.
— Combinado.
— Sério? — Ele pareceu surpreso. — Você confia em mim?
— Sim. — Sorri. — Confio.
Era a nova Bella. Despreocupada. Eu não ia me apegar a ele. Ia me soltar e me divertir.
— Certo.
Edward me surpreendeu com sua escolha de biquíni. Havia alguns com tirinhas bem finas, mas ele escolheu um que tinha um sutiã esportivo simples e uma calcinha que cobria a maior parte da minha bunda. Era branco com bolinhas pretas e tinha um babadinho na parte de trás da parte de baixo. Ele também comprou um lustroso calção de banho preto que contornava seu traseiro lindamente.
Encontramos duas espreguiçadeiras brancas, uma ao lado da outra, e levamos alguns lanches e revistas. Era final de tarde e a piscina não estava lotada. Demos um mergulho juntos antes de retornar às espreguiçadeiras para relaxar. Até agora, era a minha parte favorita da viagem.
— O que você quer beber? — Edward perguntou.
— Algo gelado e com frutas.
Ele se levantou para ir ao bar. Algumas garotas o olhavam enquanto ele caminhava até o outro lado da piscina. Ele não parecia notar que atraía a atenção das pessoas frequentemente. Ou talvez notasse, só não era afetado por isso.
Depois que ele voltou com dois daiquiris, bebemos em silêncio. Brincando com o guarda-chuva de papel da minha bebida, olhei para ele.
— Isso é legal.
Ele sorriu.
— Tenho certeza de que se eu pudesse escolher qualquer coisa para fazer no mundo agora, seria isso.
— Esta piscina é linda.
— Não é só o lugar. É a companhia.
Quando ele me olhou naquele momento, seus olhos me contaram uma história. Estavam me dizendo que ele estava sendo sincero. Eu acreditava que Edward me desejava, que queria estar comigo, mas que ele realmente não podia. O que quer que fosse que o estava segurando, era algo fora do seu controle. Esses sentimentos desagradáveis que eu estava tentando suprimir começaram a reaparecer, então enfiei o rosto em uma revista In Touch Weekly. Ele estava chupando um Pixy Stix vermelho quando senti um desejo repentino de algo doce e perguntei:
— Tem mais um?
— Claro que sim — disse ele piscando, enquanto pegava a bolsa de plástico que havíamos trazido, e me entregou um.
Comecei a chupá-lo e quase nada estava saindo. Então olhei para baixo e notei que havia um buraco na extremidade inferior do pacote. O pó de laranja tinha caído na minha barriga.
Edward riu.
— Garota bagunceira.
— Tem um guardanapo?
— Não precisa — disse ele. — Deixa comigo.
Antes mesmo que eu piscasse, Edward se inclinou sobre mim e abaixou a cabeça até minha barriga. Lentamente, ele passou a língua no meu umbigo, lambendo uma linha reta, até poucos centímetros dos meus seios. Contorci-me embaixo dele, sentindo uma perda total de controle enquanto ele lambia todo o pó doce.
— Humm — ele gemeu quando sugou a última porção de açúcar da minha pele e lambeu os lábios.
Minha respiração estava acelerada quando ele voltou ao seu lugar na espreguiçadeira. Edward me deixou sentada lá, completamente excitada, mas em estado de choque. Não conversamos sobre o que ele havia feito. Ele disse que tinha que usar o banheiro e desapareceu por um tempo.
Exatamente assim, todas as decisões que eu tinha tomado naquele dia foram destruídas.
Precisava ir ao banheiro? Hmmmm, sei sei. kkkkkk
