Boyce Avenue do dia: Dancing with a Stranger (acoustic cover from Sam Smith, Normani).

CAPÍTULO DEZESSETE


Eu ainda seria considerado um stalker quando a vítima se tornava ciente da presença do perseguidor?

Agora Bella sabia que eu estava na cidade e o risco de ser pego não existia mais.

Na semana seguinte, continuei em Temecula na esperança de um milagre. O único estresse era a espera de que ela entrasse em contato comigo. Eu olhava o telefone constantemente, pensando que talvez pudesse ter perdido sua ligação, mas ela nunca ligou.

Evitando irritá-la mais do que eu já tinha irritado, decidi dar um tempo nas visitas ao seu escritório. Malhei muito todas as manhãs para afastar as frustrações do meu corpo. Não tocava em uma mulher havia mais de dois anos e a única que eu queria aparentemente tinha um namorado e me odiava. Assim, puxar ferro era a minha forma de lidar com isso até que eu pudesse conquistá-la de volta. Eu só sonhava com todas as formas de poder descarregar a energia acumulada em Isabella.

Depois da academia, no início das tardes, eu ia para a casa de Bella e continuava arrumando seu jardim. Alguém tinha que fazê-lo, pelo amor de Deus. Eu adubei as plantas e plantei duas mudas de flor-de-baunilha. Foi a escolha perfeita.

Os vizinhos estavam acostumados a me ver trabalhando. Com o cortador de grama na caçamba da caminhonete, eles achavam que eu trabalhava com jardinagem. Minha pele estava um pouco mais bronzeada depois de trabalhar durante dias no calor sufocante. Várias mães com carrinhos começaram a passear por ali nos últimos dias também. Eu acenava para elas com as mãos sujas. Essas novas espectadoras pareciam estar se multiplicando a cada dia.

Porém, a melhor parte durante essas tardes na casa de Bella era o tempo que eu passava com o cabrito. Ele sempre esperava por mim na janela.

Pixy. Ainda tinha que me acostumar a chamá-lo assim.

Eu levava almoço para ele. Comíamos juntos. Estava me acostumando com o cheiro do seu hálito misturado ao cheiro da grama recém-cortada.

Sujeito fedido.

Minha rotina noturna era a mesma de sempre. Eu ia para o bar e desabafava com Tanya.

Em uma sexta-feira à noite, porém, houve uma mudança surpreendente. Estava sentado no meu banco no bar quando Tanya perguntou:

— Como você disse que Isabella era?

— Por quê?

— Descreva-a para mim.

— Pequena, mas curvilínea, cabelo ondulado castanho-avermelhado, olhos grandes, pele clara...

— Por acaso ela tem um casaco com estampa de leopardo?

Passei a mão no queixo e lembrei que ela estava usando um desses para o trabalho certa manhã.

— Sim... sim, ela tem. Por quê?

— Acho que ela esteve aqui. Uma garota assim estava nos olhando pela janela da frente. Quando olhei para ela, ela fugiu.

Eu me virei.

— O quê?

Tanya acenou com a mão na direção da porta.

— Vá atrás dela.

Sem pensar, levantei e corri. Não havia dúvida de que era o Audi de Bella saindo do estacionamento. Meu coração batia forte enquanto ela acelerava na rua. Como eu tinha ido andando para o bar, não iria conseguir segui-la. Minha princesinha enfiou o pé no acelerador e se afastou rápido demais para que eu pudesse pará-la.

Peguei meu telefone e rolei a tela até seu número para enviar uma mensagem de texto.

Edward: Quem está seguindo quem agora?

Não houve resposta. Depois de alguns minutos, recebi uma mensagem de texto. Meus batimentos cardíacos aceleraram.

Bella: Foi uma coincidência.

Edward: Não mande mensagens enquanto estiver dirigindo.

Bella: Por que me escreveu então? E não me diga o que fazer.

Edward: Estacione, princesa.

Bella: Eu não estava te seguindo.

Edward: Não me escreva de novo até que tenha estacionado.

Olhando para a tela, continuei parado no estacionamento. Depois de alguns minutos, o telefone vibrou de novo.

Bella: É isso o que você faz toda noite? Vai de bar em bar atrás de mulher?

Edward: Só estou atrás de uma mulher. Ela me faz querer beber. Por isso, o bar.

Bella: Eu só queria que você fosse para casa. Pare de me mandar mensagens.

Edward: Parar de enviar mensagens? Achei que você gostasse da vibração.

Nenhuma resposta.

Talvez eu tivesse ido longe demais. Era muito cedo para brincar como costumávamos fazer. Mandei outra mensagem, respondendo honestamente a seu pedido de que eu fosse para casa.

Edward: Minha casa é onde você está.

Bella: Você queimou nossa casa em Las Vegas depois que transou comigo e foi embora.

Doeu demais ler aquelas palavras. Olhei para elas por quase um minuto antes de responder.

Edward: Há um motivo para eu ter feito o que fiz, e preciso te explicar pessoalmente. Não vou fazer isso por mensagem de texto.

Bella: Não há desculpa para o que você fez.

Edward: Onde você está? Vou aí te encontrar.

Bella: Por favor, não.

Edward: Se quiser se livrar de mim, uma hora ou outra vai ter que me ver.

Bella: Por que você está fazendo isso?

Porque eu te amo.

Porra.

De onde veio isso?

Edward: Por favor, volte para o bar ou posso ir até você. Não posso dirigir porque bebi.

Bella: Não posso te ver hoje à noite. Não estou pronta.

Edward: Vai estar algum dia?

Bella: Acho que não.

Edward: Quem é ele?

Bella: Quem?

Edward: Seu namorado.

Bella: Como você ainda não sabe? Que tipo de stalker é você?

Edward: Me diz o nome dele.

Bella: Ele se chama Jacob.

Edward: Vocês moram juntos?

Bella: Isso não é da sua conta.

Edward: Vi o paletó dele pendurado na porta do seu armário.

Bella: Você andou bisbilhotando minha casa?

Edward: Sim. Só quando você não está em casa. E eu nunca entrei. Eu não faria isso.

Bella: Ainda assim é doentio.

Edward: Não posso acreditar que você ficou com o cabrito, a propósito.

Bella: Eu não abandono as coisas com as quais me importo.

Edward: Nem eu. É por isso que estou aqui.

Bella: Depois de dois anos?

Edward: Vim para cá na primeira oportunidade que tive.

Mesmo que fosse verdade, tenho certeza de que isso a confundiu. Ela não respondeu. Então, mandei outra mensagem.

Edward: Você deu a ele o nome de Pixy. É a prova de que você não me odeia.

Bella: Não posso mais fazer isso.

Eu não queria deixá-la mais chateada. Então, parei de escrever.

Surpreendi-me quando meu telefone vibrou novamente dentro do bar cerca de quinze minutos depois.

Bella: Quando você tem ido arrumar meu jardim?

Edward: O dia todo enquanto você está no trabalho.

Bella: Obrigada.

Se fosse possível um coração sorrir, juro que o meu teria feito isso naquele momento.

Edward: De nada.

Bella: Por favor, não dê mais milho para ele comer. Ele não digere e não é bonito.

Eu ri.

Edward: Ops.

Foi o fim da nossa conversa naquela noite. Foi mais do que eu poderia ter esperado.

Isabella ainda evitava me ver a todo custo. Quando outra semana se passou, percebi que minha abordagem precisava ser mais agressiva. A cada novo dia, eu ficava mais incomodado por ela não saber a razão por trás da minha partida. E eu ainda me recusava a ter essa conversa de outra maneira que não fosse pessoalmente.

Eu compreendia seu medo, mas era necessário achar uma maneira de encontrá-la sozinha para que pudéssemos conversar.

Era uma tarde de quinta-feira quando recebi um telefonema do meu agente na Austrália a respeito de uma oportunidade de marketing. Então, fiz o que qualquer pessoa na minha posição faria antes de aceitar um novo negócio: contratei um advogado.


CAPÍTULO DEZOITO


— Tenho um horário marcado às onze com a srta. Swan.

A recepcionista sorriu e olhou para a agenda.

— Sr. Masen?

— O único.

Eu sorria de orelha a orelha, como um idiota. A mulher deve ter achado que era a causa da minha animação. Ela era bonita. Aposto que muitos homens ficavam caidinhos por ela, mas meu entusiasmo era por causa de uma única mulher. Só o fato de ouvir sua voz no interfone fez meu coração acelerar um pouco.

— Sim, Kate? — perguntou Bella.

— Seu cliente das onze horas está aqui.

— Obrigada. Pode pedir a ele que entre em cinco minutos? Preciso me organizar. — Imaginei sua mesa cheia de papéis espalhados.

Kate soltou o botão e falou comigo:

— Pode se sentar. Chamarei o senhor daqui a dez minutos. Ela é uma das melhores advogadas do escritório, mas sua mesa geralmente é um desastre.

Sentei-me na recepção e folheei uma revista enquanto esperava, mas não consegui me concentrar. Eu havia esperado quase uma semana para esse encontro. No dia anterior tinha pegado meu terno novo. Era feito sob medida e vestia muito bem. Quando me olhei no espelho, pela primeira vez em dois anos, não odiei o que vi.

Arrumei a gravata, torcendo para que a vendedora que me ajudou a escolhê-la estivesse certa. Ela disse que aquele tom profundo de verde destacava a cor dos meus olhos e que seria impossível não cativar uma mulher. De uma forma estranha, suas palavras explicaram o que eu queria fazer com Bella... Possivelmente pelo resto das nossas vidas. Podia ter passado só oito dias com ela, mas aprendemos o que a maioria das pessoas leva seis meses de namoro para aprender.

Vir a Temecula confirmou o que eu havia pensado pelos últimos dois anos – eu era um caso perdido quando se tratava de Isabella Swan.

Kate saiu de trás de sua mesa.

— Senhor? Se estiver pronto, vou levá-lo até lá agora.

Respirei fundo.

— Estou mais que pronto.

Caminhamos por dois corredores compridos e passamos por alguns homens de terno. Esse lugar era uma maldita convenção de engomadinhos. Depois de mais um corredor, Kate parou em uma porta. Escritório de canto. Boa, princesa. Ela era valorizada ali. Senti um baita orgulho.

— Oi, Bella. O sr. Masen está aqui.

— Obrigada.

Kate se afastou para que eu pudesse entrar. Minha advogada estava olhando para baixo. Ela falou antes de erguer a cabeça:

— Muito prazer em...

Bella congelou. Eu poderia jurar que, por um segundo, vi um lampejo de entusiasmo em seus olhos. Mas sumiu rapidamente... e foi substituído por raiva. Eu já esperava essa reação.

— Sr. Masen? — Ela revirou os olhos. — Como não percebi isso?

Sorri, mas ela não achou graça.

— Edward, estou trabalhando. Não posso participar do seu joguinho aqui. Você precisa ir embora.

Abotoei meu paletó.

— Estou aqui por causa de trabalho.

— Boa tentativa. Sou advogada de direitos autorais. Se você foi preso por embriaguez ou comportamento lascivo e inapropriado, precisará ir para outro escritório, no Celino e Barnes.

— Preciso de um advogado de direitos autorais.

— Ah, é mesmo? — Ela não estava acreditando em uma só palavra do que eu estava dizendo.

— Sim.

— Bem, nesse caso, vai precisar arrumar outro advogado. — Ela saiu de trás da mesa e cruzou os braços sobre o peito.

Bella bancando a durona comigo era a coisa mais sexy que eu via em anos.

— Não quero outro advogado.

— Que pena.

Ficamos nos olhando por alguns momentos. Então ela sorriu. Não era um sorriso feliz, era algo como estou prestes a te ferrar e vou adorar fazer isso. Não me importei. Adorei vê-lo mesmo assim. Sorri de volta – um sorriso duas vezes maior.

Ela bufou e saiu do escritório.

Bella voltou poucos minutos depois. Eu me acomodei e me sentei confortavelmente em uma cadeira em frente à sua mesa. Fiquei de pé quando ela entrou. Um homem veio logo atrás dela. O-maldito-filho-da-puta.

Isabella parecia contente enquanto falava.

— Jacob, este é o sr. Cullen. Ele precisa de um advogado de direitos autorais, e estou ocupada esta tarde. Por isso, pensei que talvez você pudesse atendê-lo.

Ele estendeu a mão para mim.

— Jacob Black.

Assenti.

— Jake. Prazer em conhecê-lo. — O aperto que dei em sua mão quando o cumprimentei foi quase uma agressão.

Pude ver a mandíbula de Bella retesar. Então ela me corrigiu, cerrando os dentes:

— O nome dele é Jacob.

— Não tem problema. — Jake acenou para ela. — Estou acostumado. Não tenho o hábito de usar apelido, mas não é incomum quando me chamam.

Sorri para Isabella.

Ela estava espumando de raiva.

— Por que você não vem para o meu escritório e veremos no que posso te ajudar?

— Eu realmente prefiro esperar pela srta. Swan. Foi a indicação que recebi.

— Não estou disponível — Bella falou bruscamente.

Jake pareceu surpreso com a atitude de Isabella. Isso me deixou feliz por algum motivo. Gostei do fato de ele não conhecer sua ousadia. Guarde-a para mim, querida. Quero tudo que é seu.

— Bem. — Jake se virou para Bella. — O que mais você tem hoje? Talvez eu possa assumir algum dos seus compromissos da tarde.

— Prefiro que você assuma o caso do sr. Cullen.

Jacob olhou para mim como se estivesse se desculpando e depois falou com ela. Seu tom era um pouco paternalista.

— Parece que o sr. Cullen quer que você cuide dos assuntos dele, Isabella.

Sorri para ela.

— Eu estava muito ansioso para que você cuidasse deles.

Jacob veio em meu socorro.

— Por que não vamos até o meu escritório e vemos o que posso fazer para ajudar a reorganizar sua agenda para que você possa atender o sr. Cullen?

Eles saíram do escritório, e Bella voltou cinco minutos depois com a recepcionista.

— Sente-se, Kate. — Ela trouxe uma acompanhante.

Fiquei decepcionado pelo fato de que não teria um tempo sozinho com ela, mas estava longe de me sentir desencorajado. Bella, por outro lado, não estava nada feliz. Com raiva, ela pegou um bloco amarelo da gaveta e o jogou com força em cima da mesa.

— Qual a natureza dos serviços jurídicos de que precisa, sr. Cullen? — Sua caneta estava pronta para escrever, e ela não olhava para cima. Kate parecia estar perplexa diante da cena que se passava na frente dela.

— Tenho dois, na verdade. — Abri a pasta que estava carregando, tirei um grande envelope pardo e o deslizei pela mesa até suas mãos. — Recebi a oferta de uma empresa que gostaria de usar algumas fotos minhas em sua campanha publicitária.

Ela soltou um riso dissimulado.

— Ah, é verdade. Você é modelo de bunda.

Eu a ignorei.

— Enfim... A empresa que quer usar as fotos na campanha quer os direitos exclusivos, e uma empresa americana está usando a foto em seu site sem permissão. Preciso enviar uma notificação a eles antes de assinar o contrato.

— Certo.

— E gostaria que o contrato fosse analisado também.

— Algo mais?

— Talvez você queira jantar para discutir os termos do contrato?

— Acho que não.

— Café da manhã?

— Saia, sr. Cullen.

Fiquei de pé. Eu tinha ido longe demais e não queria testar meus limites.

— Você sabe como me contatar quando tiver a oportunidade de analisar os documentos?

— Sim. — Ela finalmente olhou para mim. — Aparentemente, agora você está disponível o tempo todo.

Ela estava furiosa. Mas, de alguma forma, isso me deu esperança. Se ela não se importasse, já teria relaxado.

— Obrigado pelo seu tempo.

— Kate, mostre a saída ao sr. Masen, por favor.

Nos três dias que se seguiram, fiquei preso à minha rotina.

Bem, na maior parte do tempo. Eu chegava à Jefferson Avenue no meu horário normal, só que entrava no Starbucks de manhã e lia o jornal enquanto tomava meu café. Todo dia, eu pagava o café de Bella e acrescentava algo ao pedido. No dia anterior, tinha sido um muffin de banana e castanha. Naquele dia, escolhi bolo de café com gotas de chocolate. Eu comia a mesma coisa e bebia o mesmo café. Era o mais próximo de conseguir tomar café da manhã com ela.

Angela – a barista – e eu estávamos nos tornando amigos rapidamente. Ela entregou meu latte.

— Ela sorri quando eu digo que você pagou, sabia?

— É mesmo?

Angela assentiu.

— Ela tenta disfarçar, mas eu percebo.

Ela não tinha ideia de que tinha me feito ganhar o dia.

— Obrigado, Angela.

Ela se inclinou sobre o balcão como se quisesse me contar um segredo.

— Estamos todos torcendo por você.

Aquilo foi legal, mas eles não sabiam o que eu tinha feito com Bella.

Às oito, voltava para a caminhonete. Queria estar perto dela, mas não irritá-la por estar tão próximo. Ela não olhava para mim, mas sabia que eu estava ali todas as manhãs.

Como um relógio, às nove e meia, Bella entrou no Starbucks. Alguns minutos depois, ela saiu. Com o café e o bolo com gotas de chocolate na mão, ela deu dois passos em direção ao escritório e então parou, dando-me um baita susto quando começou a caminhar direto para a minha caminhonete.

Abaixei a janela.

— Pode, pelo menos, escolher um café da manhã com menos calorias da próxima vez?

Tive que me segurar para não dizer o que eu realmente queria – que eu prepararia o que ela quisesse, todas as manhãs. Em vez disso, respondi:

— Claro.

Isabella assentiu e se virou, mas parou depois de apenas dois passos. Ela permaneceu na mesma posição quando falou:

— As flores desabrocharam esta manhã. São lindas. — Então ela desapareceu por mais dez horas.

Fui à academia e passei algumas horas no Home Depot, comprando o que precisaria para meu próximo projeto na casa de Bella. Quando resolvi ir até Temecula, peguei a caminhonete em vez da moto para que não fosse facilmente reconhecido. Acabou que a caminhonete tinha vindo a calhar.

A tarde estava quente e abafada, então tirei a camiseta para limpar o suor que estava pingando da testa. Eu tinha descarregado oito levas de cedro no quintal da casa, embaixo de um calor de trinta graus. Quando fechei a porta de trás da caminhonete, uma mulher que passava sempre por ali parou para falar comigo.

— Oi. Sou Lauren. — Ela usava uma daquelas saias brancas curtas de jogar tênis, galochas e uma blusa justa com decote baixo. O céu estava azul e não chovia por dias. Meus olhos caíram no vão entre seus seios. Era impossível não notar. Ela tinha uma comissão de frente gigantesca.

— Edward. — Assenti.

Ela levantou a mão, que estava engessada, para apontar para a rua.

— Moro logo ali, Edward. Faz uma semana que venho te observando. Gostaria de saber se você pode ir à minha casa. — Ela estava me propondo algo, mas definitivamente não era aparar seu gramado. Fazia dois anos. Sim, ela era bonita, mas eu tinha zero interesse.

Eu a encarei.

— Obrigado, mas Isabella é minha única cliente.

— Mulher de sorte. Você realmente... trouxe certo encanto ao lugar.

Olhei para a casa estilo bangalô que antes era sem graça. Estava muito melhor agora.

— Obrigado. São flores-de-baunilha.

— Eu não estava falando sobre o jardim.

Tentei mudar de assunto.

— Espero que a lesão não tenha sido grave.

— Tropecei no meu porco durante a noite. Somos só nós dois. Ele é o homem da casa. — Ela piscou, afastando-se, e falou por sobre o ombro: — Se mudar de ideia, moro no número 41. Apareça. Quando quiser.

Naquela noite, eu estava no bar contando o meu dia para Tanya quando meu telefone vibrou. Eu tinha mandado algumas mensagens para Alice e esperava que fosse a resposta dela. Fiquei animado pra caramba ao ver que era de Isabella.

Bella: Sua foto foi removida do site hoje. Também negociei uma indenização compensatória.

Edward: Uau. Isso é ótimo. Você é muito boa.

Bella: Sou boa no meu trabalho. Você vai precisar assinar um comunicado. Também tenho algumas sugestões de alterações no contrato.

Edward: Onde você está? Posso ir até aí agora.

Bella: Venha ao meu escritório amanhã às nove e meia.

Edward: Levarei nossos cafés.

O telefone parou de vibrar, e achei que era o fim da nossa conversa. Um minuto depois, ele vibrou novamente, e meu coração vibrou junto. É bem surpreendente o que a esperança pode fazer quando se está disposto a encontrá-la.

Bella: Você está construindo um curral para Pixy?

Edward: Sim.

Bella: Ele vai adorar.

Meu telefone ficou quieto depois disso, mas não me importei. Eu tinha um encontro marcado com Isabella na manhã seguinte.


Mais dois capítulos curtinhos que nem juntos formam um de tamanho decente kkkkk

Boas festas, feliz Ano Novo, boa viagem (para quem viajou), Deus as acompanhe! Que 2020 venha com tudo de melhor para todas nós! Beijooooooos