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CAPÍTULO VINTE E NOVE
De volta a Hermosa Beach no domingo, eu ainda não tinha recebido notícias de Isabella. Recusei-me a entrar em contato primeiro, ainda mais sabendo o que eu sabia. Se ela não se importava o suficiente para me ligar para, pelo menos, me contar o que estava acontecendo, então eu não ia dar a ela a satisfação de procurá-la.
Um bando de gaivotas me seguiu enquanto eu caminhava ao longo da praia perto do loft. Chutando a areia, eu me perguntava para onde a minha vida seguiria agora, como eu passaria meus dias sem o objetivo de conseguir Bella de volta. Mais do que qualquer outra coisa, eu me perguntava como conseguiria esquecê-la.
Escolhi um lugar para me sentar e olhei para o mar. A água estava revolta. Um vento forte soprou areia nos meus olhos. Alguns surfistas deslizavam pelas ondas agitadas ao longe. Um grupo de pessoas estava jogando vôlei a poucos metros de distância. Uma das garotas correu até mim.
— Ei, precisamos de outro jogador. Quer se juntar a nós?
Por que não? Uma distração seria bem-vinda.
— Sim, claro. — Levantando devagar, me juntei a um cara e uma menina em um lado da rede. Bloqueando várias bolas, mantive a minha equipe na liderança por várias partidas.
Em um determinado momento, fizemos uma pausa, e o outro cara do time foi pegar água no quiosque da praia. Quando voltou, estava gargalhando.
— Cara, vocês não vão acreditar no que eu vi.
— O que foi, parceiro?
— Tinha uma garota na fila com um cabrito na coleira.
Deixei a bola cair.
— O que disse?
— Um cabrito na coleira! Estava com uma gostosona. Ela estav...
— Onde?
Ele apontou na direção de onde viera. Assim que comecei a correr, uma das garotas gritou atrás de mim:
— Ei, não vá embora! Vamos começar outra partida.
— Joguem sem mim — gritei, sem olhar para trás.
Meu coração parecia bater estranhamente rápido.
Quando cheguei ao quiosque, não havia ninguém na fila. Olhando em volta freneticamente, me perguntei se seria possível que fosse apenas uma coincidência. Um cabrito de coleira? De jeito nenhum. Ela estava aqui.
Então eu a vi.
Isabella.
Meu Deus.
Ela e Carré estavam sentados sozinhos na areia. Ela dava um sorvete de casquinha para ele e olhava para a água. O vento soprava seus cabelos. Ela estava muito bonita. Sem acreditar no que meus olhos viam, fiquei ali por mais um tempo sem dizer nada.
De alguma forma, ele me notou primeiro. O cabrito "cego" de repente se aproximou de mim e quase me derrubou.
Sem saber por que o animal havia corrido, Bella entrou em pânico antes de perceber que ele estava no meu colo. Ela se levantou e limpou a areia do vestido amarelo.
— Edward.
— Princesa. O que você está fazendo aqui?
— Fui até a sua casa. Não recebeu a minha mensagem?
Peguei o telefone do bolso e percebi que havia uma mensagem de texto não lida. Devia ter chegado durante o jogo de vôlei.
— Não, acabei de ver.
Tentando não ficar muito empolgado, pensei que ela poderia muito bem ter ido até lá só para me dar a má notícia pessoalmente. Apesar do meu desejo de estender a mão e tocá-la, meu corpo se enrijeceu, como se fosse uma forma de me proteger.
— Podemos ir até a sua casa? Não quero ter essa conversa aqui. — Ela não estava sorrindo. Sua expressão só confirmava meus piores medos.
Um sentimento de pavor surgiu na boca do meu estômago.
— Claro.
A curta caminhada até a minha casa foi silenciosa. Quando chegamos, o carro de Bella estava estacionado em frente. Sentamos do lado de fora, perto da entrada do loft. Carré começou a comer a grama ao nosso lado. Nervosa, ela esfregou as palmas das mãos.
— Vá em frente, Bella. Acabe logo com isso.
Ela parecia estar prestes a chorar, e sua pergunta me pegou desprevenido.
— Queria saber se você está saindo com alguém.
Meu tom foi seco.
— Se eu estou saindo com alguém?
— Responda.
— Não, Isabella. Não fiz nada além de comer, dormir e pensar em você por semanas. — Meu tom era repleto de raiva. — Por que está me perguntando isso?
— Voltei em casa para pegar algumas coisas que esqueci durante a mudança. Lauren viu meu carro e veio me dizer que você tinha estado lá mais cedo. Fui até o seu hotel naquela noite. Havia um carro estacionado do lado de fora. Quando espiei pela janela, uma garota estava com você, e ela estava vestindo uma camiseta. Acho que era a bartender.
Merda.
Merda.
Merda.
Está de sacanagem comigo?
Merda!
— Princesa, me ouça. — Coloquei a mão sob seu queixo, fazendo-a olhar para mim. — Prometo que nunca vou mentir para você. Você acredita em mim?
— Só me diga a verdade.
— Era Tanya. Ela é uma amiga. Você está certa. É a bartender do bar que eu frequentava. Ela me levou até meu quarto porque bebi demais naquela noite. Ela tirou a roupa e veio para cima de mim, mas eu a impedi. Não aconteceu nada.
— Jura?
— Juro sobre o túmulo da minha mãe. Tanya me beijou e começou a tirar minha roupa, mas eu disse a ela que não podia fazer nada e que nem queria.
Ela soltou um longo suspiro.
— Meu Deus. Perdi o sono por causa disso. Sei que não tenho o direito de ficar chateada depois do jeito como te tratei.
— Eu não estava com a cabeça no lugar naquela noite. Fiquei arrasado depois que descobri que você tinha decidido ir para Boston. Parecia que a minha vida tinha acabado.
— Boston? Nunca decidi ir para Boston.
— O quê? Mas todas as suas coisas sumiram.
— Sim, eu me mudei... mas não fui para Boston.
— Lauren conversou com Jacob enquanto você estava empacotando a mudança. Ele disse a ela que você tinha decidido ir com ele.
— Nunca. Isso não é verdade.
— Porra, princesa. Foi por isso que fiquei tão bêbado naquela noite. Pensei que tinha perdido você.
— Jacob estava esperançoso. Talvez por isso que ele tenha dito a Lauren que eu estava me mudando com ele. Ele continuou achando que poderia me convencer, com a promessa de um emprego e tudo o mais. Eu só falei sobre você no dia seguinte. Queria arrumar tudo antes.
— Espere. Você está me dizendo...
— Nunca pretendi ir a Boston, Edward. Isso já estava praticamente decidido havia um bom tempo, mas eu ainda estava com medo de me render completamente a você. O medo sempre vai estar presente. Sempre vou ter medo de te perder pelo tanto que eu te amo. No entanto, nunca me senti tão bem quanto naquele dia aqui com você. Eu nunca estive mais certa de alguma coisa na vida. Eu sabia que tinha que voltar e resolver a situação. Sabia que tinha que terminar com ele.
— Você terminou com Jake?
— Sim. Foi uma confusão. Contei tudo a ele. Ele me acusou de transar com você e com seu irmão gêmeo, James, o paisagista.
Nós dois explodimos em gargalhadas, assustando o cabrito, que dessa vez, por um milagre, não desmaiou.
— Se ao menos eu pudesse ser duas pessoas e conseguisse dobrar minhas chances. Você disse a ele que não tenho um irmão gêmeo?
— Não. Quando ele me acusou de ser uma vagabunda, não quis esclarecer nada.
— Idiota.
— Ele realmente era um bom homem, mas a partir do momento que você apareceu, Edward, você precisa saber que nunca houve concorrência.
Deixei escapar um enorme suspiro de alívio quando minha cabeça começou a entender o que estava acontecendo.
— Você saiu do trabalho... não para ir a Boston, mas para...
— Eu não estava feliz lá. Além disso, se eu estava vindo morar em Hermosa Beach, eu...
— Morar aqui? — Um enorme sorriso invadiu meu rosto.
Naquele momento, semicerrei os olhos para dar uma olhada no Audi de Bella e percebi, pela primeira vez, que estava lotado até o topo com todas as suas coisas, assim como na primeira semana em que nos conhecemos. Puta merda. Voltamos exatamente para onde havíamos começado.
— Todas as suas coisas estão ali?
— Sim. — Ela colocou a mão no meu coração. — Mas eu não preciso de nada além disto.
Me inclinando, eu a beijei e a ergui no ar. As pessoas passavam dirigindo e buzinavam. Quando a coloquei no chão, ela tinha lágrimas nos olhos enquanto passava o braço ao redor do meu pescoço.
— Espero que esse condomínio aceite cabritos.
— Se alguém reclamar, a gente se muda. Estou mesmo pensando que precisamos de uma casa, onde eu possa cultivar outro jardim para você.
Minha respiração acelerou quando a magnitude de tudo começou a me atingir. Fiquei sobrecarregado com um desejo animal de reivindicar o que eu finalmente soube, com certeza absoluta, que era meu. Não podia esperar mais um segundo para estar dentro dela.
— Princesa, espero que você não tenha planos por um tempo.
Ela ergueu a sobrancelha.
— Por quê?
— Porque temos dois anos de transa para colocar em dia.
Peguei Bella pela mão, e ela me seguiu até o apartamento enquanto praticamente tropeçávamos pela porta. Antecipando o que estava para acontecer, meu pau estava insuportavelmente duro.
Peguei a maior tigela que pude encontrar e enchi de água para que Pixy não desidratasse caso não saíssemos do quarto por horas.
— Manda ver, carinha — falei, colocando a tigela na frente dele. — É exatamente o que eu pretendo fazer com a sua mãe.
Ao observar Bella, senti como se um enorme peso tivesse sido tirado de mim. Era a primeira vez que eu podia realmente estar com ela sem apreensão e incerteza. Puxei o cabelo enquanto olhava para ela e balançava a cabeça.
— Nem sei por onde começar. Há tantas coisas que quero fazer com você.
— Estou pronta para qualquer coisa.
— Tem certeza?
— Sim.
— Acho que preciso te foder com força.
Ela respondeu tirando o vestido. Quando ela jogou a calcinha no chão, também tirei minhas roupas. A maneira como Isabella olhava para o meu corpo me excitava ainda mais. Todo o controle que eu havia demonstrado ao longo das últimas semanas era completamente inexistente agora.
— Meu Deus — sussurrei, enquanto olhava para o seu corpo nu em plena luz do dia. Ela tinha se depilado e deixado uma fina linha de pelos no meio da junção das coxas. Eu queria tanto saboreá-la, mas não dessa vez. Faria isso mais tarde. Agora, eu precisava desesperadamente dela.
Segurei sua cintura e a puxei. Em segundos, suas pernas estavam enroladas na minha cintura enquanto eu a encaixava em meu pau faminto. Não havia espaço para preliminares.
— Aaah — gritei, enquanto a sensação incrível de entrar profundamente nela me atingia. Era melhor do que qualquer coisa que eu pudesse lembrar antes disso.
Nem nos preocupamos em sair de onde estávamos. Ela estava de costas contra a porta do meu quarto enquanto eu entrava e saía dela implacavelmente, levando-a ao clímax enquanto ela implorava por mais intensidade. Eu não tinha certeza se era porque eu estava com a mulher que eu amava ou porque tinha se passado tanto tempo, mas nunca havia tido uma boceta ao redor do meu pau que fosse mais apertada, quente, úmida... mais perfeita ou feita para mim em toda a minha vida.
Ainda segurando Bella com força, em poucos minutos, senti seus músculos se contorcerem ao meu redor.
— Goza, Bella. Goza no meu pau, princesa.
— Fale o meu nome quando você gozar. Amo quando você diz meu nome — ela sussurrou contra minha boca.
Quando gozei dentro dela, murmurei seu nome a cada impulso dos meus quadris.
— Isabella... Porra... Isabella... Aaah... Bella... Bella... Bells.
Ficamos unidos, amparados na testa um do outro.
— Eu te amo, Bella.
— Foi um longo caminho para chegarmos aqui, mas valeu a pena — disse ela.
— Valeu cada segundo.
Ficamos abraçados por bastante tempo antes de eu finalmente colocá-la no chão.
— Está com fome?
— Um pouco.
— Vamos pegar algo para você comer... além de mim. Você vai precisar de energia para a segunda rodada.
Coloquei a cueca e vesti Bella com a minha camiseta. Eu adorava ver seus mamilos espreitando através da minha roupa. Quando me seguiu até a cozinha, ela colocou a mão sobre a boca, incrédula, enquanto a realidade se instalava.
— Eu não tenho emprego. Nunca fiquei desempregada antes.
— Você está com sorte, sra. Cullen. Tenho uma vaga para escrava sexual.
— Depois do que você acabou de fazer comigo, eu gostaria de me voluntariar para essa posição, sr. Cullen.
— Vamos encontrar um emprego para você aqui. Algo pelo qual você seja apaixonada — falei com seriedade.
— Estou apaixonada por você e gostaria de trabalhar pra você várias vezes.
— Então, está resolvido. Você será minha escrava sexual.
— Mas, sério, não quero ser dependente. Eu estaria vivendo do dinheiro que você ganha com a sua bunda.
— Levando em conta que vou reivindicar a sua mais tarde, parece justo.
Eita, que desencontro e... que encontro! hahaha
Teremos o epílogo no DOMINGO. Me aguardem! Beijinhos!
