Capítulo 3
Sidney parecia o lugar mais longe do mundo. É claro que não era, mas naquele momento em particular parecia. Sawyer e Ana estavam no topo da torre de um dos prédios mais altos de Sidney no centro da cidade. O vento forte bagunçava os cabelos dela dando-lhe uma aparência livre e selvagem.
- E então, o que achou? Esse lugar fica longe o bastante pra você, chica?- Sawyer sussurrou a pergunta enquanto beijava suavemente a orelha de Ana. Ele tinha seu sorriso sedutor no rosto e estava tão lindo com seu casaco marrom e as mãos enfiadas em ambos os bolsos.
- Eu adorei esse lugar!- Ana disse animada enquanto caminhava ao redor do terraço e olhava para baixo apreciando a cidade toda iluminada debaixo deles. As pessoas nas ruam pareciam increvelmente pequenas como formigas andando de um lado para o outro entre as sombras dos prédios. – Às vezes eu penso no quanto somos criaturas frágeis nesse mundo enorme.- ela disse enquanto observava as pessoas lá embaixo.
- Sim, a vida é muito curta, baby.- Saywer disse chegando perto dela novamente e cheirando-lhe os cabelos. Ele passou a ponta do nariz nas madeixas negras de Ana e se sentiu deliciado com o cheiro dela e a sensação de estarem tao perto um do outro.
- O que você acha, Sawyer?- Ana perguntou a ele enquanto relaxava contra o peito dele. Poderíamos morrer amanhã ou depois de amanhã.- ela se sentiu um pouco vulnerável naquele momento mas ao mesmo tempo sentiu-se confortável diante do vento soprando seus cabelos e a presença do corpo acolhedor e forte de Saywer atrás dela.
- Isso depende.- Sawyer respondeu enquanto deslizava os lábios sedutoramente ao longo do pescoço dela. Ana suspirou quando sentiu um dos braços dele gentilmente envolvendo sua cintura e o hálito morno dele contra a pele do pescoço dela.
- Depende do quê?- Ana perguntou curiosa, sem se virar para ele.
- Depende do que acontecer hoje à noite.- Sawyer sussurrou ao ouvido dela. – Eu morreria feliz amanhã se...- Sawyer gentilmente mordiscou a orelha dela, o que causou pequenos arrepios de prazer no corpo de Ana.
- Se…?- Ana o encourajou a terminar a frase.
- Se eu puder te conhecer melhor essa noite.-Sawyer disse finalmente.
- Voce não presta!- Ana disse rindo, mas ela permaneceu nos braços dele.
- Ok, baby, se eu morrer de tesão porque estou louco para passar a noite com você a culpa é sua.- Sawyer riu baixinho no ouvido dela.
- Que bonitinho!- disse Ana virando-se para ele.
Sawyer tinha ambos os braços ao redor da cintura dela agora mas decidiu não correr o risco de deslizar suas mãos em direção aos quadris dela antes de perguntar: - Como você consegue resistir ao meu charme?
- Olha, eu confesso que está sendo muito dificil resistir a você.- Ana disse tentando não rir. – Mas tem uma voz na minha cabeça dizendo que você está tentando me dar um golpe, cara.
Sawyer sabia que ela estava brincando, mas ele se sentiu desconfortável quando ela usou a palavra golpe. Ele respirou fundo e finalmente decidiu relaxar lembrando a si mesmo que Ana-Lucia não conhecia nada de seu passado e ela também não tinha ideia do que ele realmente tinha ido fazer na Austrália. Ele resolveu brincar de volta com ela: - Estou profundamente ofendido agora, garota. Como você pode dizer uma coisa dessas? Eu sou um santo!
- Eu disse isso porque você sempre parece ter resposta pra tudo.- Ana disse com um sorriso enquanto acariciava o rosto dele.
- Ah não, amor, você por acaso está pensando que eu estou aqui tentando te seduzir debaixo das estrelas porque eu gostaria de algo de você?- Sawyer perguntou ainda fingindo estar ofendido.
- E por que não?- ela retrucou dando de ombros. – Eu sei muito bem que é assim que as coisas funcionam, nada vem de graça.
- Espertinha!- disse Sawyer sorrindo. – Tá certo, então antes que eu te diga o que eu quero de você, me diz o que você gostaria que eu te desse?
- Você já me deu: paz!- Ana disse simplesmente enquanto ela movia seu rosto mais perto do dele. – Paz e a luz das estrelas de um lugar que segundo você é o mais longe do mundo. Agora me diz, o que você deseja em troca, cowboy?
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Os beijos de Sawyer eram quentes, molhados e deliciosos. Ana descobriu isso enquanto ele a beijava sem parar e a mantinha aquecida naquela noite fria em Sidney. Ela estava gostando tanto do calor dos braços dele ao redor dela. De certa forma ela sabia que ele seria capaz de aquecê -la dentro e fora de seu corpo em todas as formas possíveis fazendo-a esquecer de sua dor e de seus infortúnios.
Sawyer a mantinha cativa em seus braços e se recusava a deixá -la ir. Ele não tinha ideia se conseguiria se segurar até eles chegarem ao hotel dele tal o desejo latente que os acometia. Mas ele conseguiu pegar o elevador e descer com Ana ate o térreo do prédio onde tomaram um táxi e seguiram para o hotel dele. Ana-Lucia deixou seu carro alugado estacionado no estacionamento do prédio.
Vinte minutos depois, Sawyer vagamente lembrava a corrida de táxi do prédio até o seu quarto de hotel. Ele e Ana continuavam se beijando como se fosse o último dia deles na Terra. Sawyer abriu a porta do quarto com sua chave-cartão e gentilmente trouxe Ana para dentro, seus lábios nunca deixando os dela. Ele fechou a porta do quarto com um chute.
Ana-Lucia não se importou com a aparência barata do quarto dele quando entraram. Ela também não se importou que os lençóis em que eles se deitariam em breve já tivessem tido dias melhores porque ela sabia que o corpo de Sawyer seria macio e quente em seu corpo. Ana sabia que naquela noite ela não precisava de mais nada além do corpo dele cobrindo o dela como um cobertor.
Sawyer segurou a mão dela e a levou para cama. Ele sentou-se no colchão que afundou consideravelmente por causa das molas antigas e usadas demasiadamente. Ele colocou seus braços ao redor da cintura dela e puxou-a para seu colo. A mão dele roçou suavemente as coxas dela embaixo da saia preta.
Ana-Lucia sentou no colo dele. Ela se moveu cuidadosamente para que os rostos deles pudessem ficar da mesma altura assim seus lábios poderiam se encontrar novamente. Sawyer se moveu um pouco para trás na cama fazendo com que Ana pudesse se acomodar melhor no seu colo. O movimento dela fez com que sua saia se erguesse até a cintura.
Ana pôde sentir o quanto Sawyer estava pronto para ela quando sentiu a ereção dele contra sua coxa quase tocando seu sexo. Ela esfregou-se contra ele que gemeu em resposta.
Sawyer encontrou o pescoço dela com seus lábios e gentilmente mordiscou em um doce e morno recanto debaixo da orelha dela. A ereção dele ficou ainda mais firme por causa dos pequenos movimentos dos quadris de dela contra suas coxas. A sensação da calcinha de seda dela encostando em seu jeans o estava deixando louco.
Ana colocou suas mãos no peito dele e removeu sua camisa. Ele a ajudou a despi-lo erguendo seus braços acima da cabeça para facilitar a tarefa. Uma vez que ela finalmente tinha removido a camisa dele ficou fácil o acesso ao peito musculoso nu.
As bocas deles dançaram juntas novamente enquanto as mãos de Ana tocavam o peito dele de cima a baixo. Ela traçou devagar sua língua pelo pescoço dele e sugou delicadamente somente para voltar ao peito dele para lamber e mordiscar seus mamilos. A pele dele tinha um gosto tão doce.
Sawyer percebeu que estava em desvantagem sendo devorado por Ana. Por isso ele deitou seu corpo na cama trazendo-a junto consigo, colocando-a no topo. Ele conseguiu então puxar a blusa dela para cima e retirá-la pela cabeça antes dele se virar na cama e trocar de posição com ela, colocando-a embaixo de seu corpo.
As palmas das mãos dele cobriram os seios dela como uma concha. Ele estava desesperado para sentir a pele delicada dela sem nenhuma barreira. Ana empurrou a mão dele mais perto de seu seio permitindo que ele a inserisse dentro do sutiã dela. Sawyer sentiu o bico do seio dela e brincou com ele colocando-lhe o peito para fora do sutiãpara que ele pudesse sugar o mamilo. Um pequeno suspiro de prazer escapou dos lábios de Ana. Sawyer sorriu e beijou o seio, umidificando o mamilo dela com sua língua.
- Do jeito que eu gosto…- Sawyer sussurrou enquanto elogiava os seios dela, sentindo-os firmes em suas mãos. – Pequenos...perfeitos...
Ele notou que ela estava ficando impaciente debaixo do corpo dele. Ele rapidamente levantou sua saia até expor sua lingerie para ele. Ana se equilibrou em seu cotovelo e com o outro braço puxou o rosto dele para si obeijando com paixão. Sawyer tirou o sutiã dela e acariciou-lhr as costas. Eles então começaram a se despir mais depressa porque o desejo que sentiam um pelo outro era urgente. Ana tinha esquecido completamente as razões pelas quais ela tinha ido para Sidney e Sawyer também já não estava mais pensando em seus próprios problemas. Tudo o que importava agora era o que estava acontecendo dentro daquele quarto de hotel.
Alguns minutos depois ambos estavam completamente nus na cama se tocando mutuamente. Os lençóis estavam amassados debaixo deles porque nenhum dos dois sentiu necessidade de cubrir sua nudez enquanto faziam amor. Ana agora estava em cima de Sawyer, beijando cada pedacinho de pele exposta antes de se mover abaixo da cintura dele e dar um longo beijo em sua masculinidade. Sawyer gemeu e ela sorriu, sussurrando para ele: - Do jeito que eu gosto...firme...perfeito!
Ele decidiu que não ia mais permitir que ela continuasse provocando-o por muito tempo. Ele trocou de lugar com ela novamente e continuou brincando com seus seios. Ele beijou seu corpo ternamente e mordiscou a pele dela traçando um caminho até ficar entre suas coxas onde começou a mover sua língua dentro e fora dela. Ele aumentou o ritmo dos movimentos enquanto lambia, sugava e provava-a fazendo com que ela chegasse a um poderoso orgasmo.
- Ohhhh!- ela exclamou tentando recuperar o folêgo.
- Gostosa!- ele sussurrou no ouvido dela e levantou-se da cama.
Ana fechou os olhos e sorriu. Quando ela os abriu novamente ele estava de volta à cama e trazia na mão uma camisinha.
- Gostaria de fazer as honras, madame?- ele indagou com um sorriso safado. Ela sorriu de volta e sentou-se na cama. Ela aproximou-se dele e lambeu-lhe os lábios antes de beijá-lo. Então ela se abaixou e acariciou o membro dele devagar. – Baby, se continuar me provocando desse jeito eu vou explodir.- ele avisou.
Ela deu uma risadinha e abaixou-se, tomando o membro dele em sua boca. Sawyer suspirou, sentindo seu corpo inteiro estremecer, Ela então rasgou o invólucro da camisinha com cuidado usando os dentes, retirando o preservativo de dentro. Colocou a camisinha nele devagar ao mesmo tempo em que o acariciava. Sawyer empurrou-a contra a cama e beijou-lhe a boca. Sua mão desceu para o meio das pernas dela e ele a penetrou gentilmente com seu dedo. Ana arqueou os quadris e ele começou a provocá-la movimentando o dedo dentro dela antes de acrescentar outro dedo.
- Cowboy quem é que está provocando agora?- ela indagou escancarando as pernas para ele.
Ele a segurou pelos ombros e fez com que ela se virasse na cama. Deitou-se por cima dela e guiou sua masculinidade para dentro. Ana começou a mexer os quadris incentivando-o a ir mais fundo. Sawyer moveu-se intensamente dentro dela, batendo os quadris contra os dela. Movendo seu corpo ligeiramente ele desceu o rosto e beijou-lhe o final da espinha. Ana deu um gritinho de prazer. Ana colocou a cabeça no travesseiro e aproveitou a deliciosa sensação do corpo dele encaixado no dela, acariciando-a tão intimamente. Ele distribuía beijinhos por seus ombros e costas. Ana empurrou seu corpo contra o dele e gemeu longamente.
Ela chegou ao orgasmo mais uma vez. Sawyer a virou de frente fazendo com que eles se encarassem novamente. Ela acariciou o rosto dele. Ele a penetrou mais uma vez. Estava desesperado pelo próprio prazer mas queria levá -la ao limite novamente. Tudo seria perfeito então. Colocou todos os seus esforços em fazê -la gozar mais uma vez.
Ela seguiu os movimentos frenéticos dos quadris de Sawyer. Os dois gemiam incontroladamente com o que faziam. Ele a segurava firmemente pela cintura enquanto beijava-lhe os seios e Ana enfiava os dedos em seus cabelos loiros. Não demorou muito e Ana estava voando alto novamente, seu corpo tremendo enquanto ela gritava de prazer. Sawyer finalmente atingiu o êxtase também, as ondas de prazer vieram intensas e poderosas.
- Oh, meu Deus!- Ana exclamou e sorriu enquanto Sawyer rolava para o lado. Ana virou-se e o abraçou, enroscando seu corpo no dele. Ele sorriu para ela e gentilmente começou a acariciar-lhe os cabelos.
- Yeah, agora eu posso morrer amanhã!- ele disse, rindo levemente.
- Ah, você me deixou exausta, cowboy.- Ana disse engatinhando os dedos no peito dele.
Ele levantou-se da cama e livrou-se da camisinha. Voltou logo em seguida e aninhou-se na cama com ela novamente.
- Vamos dormir, amor.- Sawyer falou baixinho no ouvido dela enquanto colocava seu braço protetor ao redor de sua cintura. Ele não se importou em cobri-los com os lençóis. Estava frio lá fora mas dentro do quarto estava quente e os corpos deles cobertos de suor. – Eu adoraria conversar, morena mas acho que não vou conseguir. Você quase me matou, Chacha!
- Engraçado!- Ana disse. – Você é o primeiro homem que eu conheço que quer conversar depois do sexo. Qual é o seu problema, cara?
Sawyer riu e respondeu: - Chica, eu realmente gostei de você. Espero que isso não seja um sonho. Promete que vai estar aqui amanha de manhã?
Ana não respondeu. Ela olhou para ele e lhe deu um beijinho nos lábios antes de deitar sua cabeça no peito dele e adormecer.
Continua...
