Capítulo 8
A lua brilhava no céu trazendo o início de uma noite morna embalada pelo som das ondas do mar ao longe; o cenário não podia ser mais romântico apesar da tragédia que os colocara juntos naquele lugar. Tudo pareceu acontecer naturalmente do momento em que os lábios dos amantes se tocaram ao ponto em que eles caminharam juntos, lado a lado, de mãos dadas para dentro da tenda que Sawyer tinha criado para eles. Ambos sabiam que aquele seria o primeiro de muitos momentos íntimos que eles compartilhariam naquela ilha.
Para Ana-Lucia era uma sensação estranha estar completamente sozinha com alguém que mal conhecia e ao mesmo tempo não se sentir sozinha; quando estava vivendo na civilização rodeada por pessoas, ela concluiu que era muito mais solitária do que agora nos braços de Sawyer debaixo das estrelas.
- Soaria estranho se eu dissesse que estou me sentindo feliz agora?
Ana se arrepiou toda ao som da voz dele e balançou a cabeça negativamente dizendo:
- Estamos vivos. Que melhor motivo do que isso para ficar feliz?
Ele a trouxe bem para perto de seu corpo, colando seus quadris aos dela antes de buscar-lhe a boca para mais um beijo ardente que foi prontamente correspondido.
"Que beijo gostoso!"- Ana murmurou em seus pensamentos.
Sawyer envolveu os dedos debaixo dos cachos dos cabelos dela. Ana o puxou junto de si guiando-o para a cama de almofadas.
- Parece que o nosso peixe vai esfriar.- ele brincou enquanto a sentia sugando e mordiscando em seu pescoço.
- Quero jantar você primeiro.- foi a resposta dela.
- Sí, señorita.- ele disse tirando a camisa. Ana-Lucia colocou ambas as mãos no peito dele e o acariciou bem devagar.
O olhar dele prendeu-se no dela por alguns instantes antes de descer e divagar por seu corpo, os olhos azuis se fixando nos mamilos eretos dela que estavam quase furando a camiseta de tão empolgados que estavam, ansiando pelo toque dele. No entanto, Sawyer não tocou-lhe os seios, não ainda; ao invés disso ele desceu a mão devagar pelo ombro dela antes de pousar a palma quente e macia em sua cintura fazendo Ana estremecer levemente. O sexo dela pulsou e uma onda de energia desceu pela espinha concentrando-se naquele lugarzinho especial que assim como seus seios também ansiava pelo toque dele.
- Deita.- ele comandou mas a voz dele estava cheia de carinho.
Ana gostou disso e suspirou. Àquela não era a primeira vez em que eles fariam amor, mas ao contrário da primeira vez havia menos urgência e mais desejo de prolongar o momento porque eles sabiam que não iam a lugar algum, tinham tempo de sobra para se amar. Ela deitou na cama como ele tinha pedido e deixou que ele lhe removesse a blusa.
- Linda, Ana! Você é linda!- ele elogiou bebendo da visão do corpo dela que aos poucos se despia para ele.
Ela puxou as mãos dele para si, colocando-a em seus seios. Sawyer os acariciou com vagar, os polegares brincando com os mamilos macios. Ana realmente se sentiu linda diante dos olhos admirados dele; linda e poderosa porque era a única mulher a quem ele queria naquele momento assim como ele era o único homem a quem ela desejava.
Ele segurou uma das mãos dela e beijou-lhe a palma antes de trazê-la para baixo, para a própria coxa dela. Ana trocou um olhar sexy com ele que sorriu safado e esfregou o rosto com a barba por fazer nos seios dela fazendo-a gemer porque ela amou a sensação da aspereza no rosto dele contra a maciez da pele dela.
Ana-Lucia não sabia, mas o coração dele estava batendo tão rápido e o corpo dele tão excitado que Sawyer estava fazendo um esforço enorme para se conter, para não devorá-la de uma vez como um bruto porque ele precisava dar para ela tudo o que quisesse antes que pudesse satisfazer a si mesmo. Beijou os mamilos dela e sugou com vontade em um dos seios enquanto sentia a mão dela brincando com o cós de seu jeans.
- Ainda não, señorita.- ele disse afastando os dedos dela que estavam se enfiando na calça dele. – Primeiro a gente vai brincar um pouquinho com você.- ele avisou pegando a mão dela de novo e guiando para a coxa feminina, mas dessa vez ele foi mais ousado e a levou para debaixo da sainha preta que ela usava. – Me motra, baby, me mostra do que você gosta nessa b...
Ana quase gozou ao ouvir aquelas palavras eróticas sussurradas em seu ouvido e sem perceber começou a se tocar por cima da calcinha, movendo lentamente os quadris. Sawyer agarrou os quadris dela e a beijou na boca. Ela acelerou a carícia em sua vagina até que sentiu a mão grande dele debaixo de sua saia, por cima da mão dela imitando os movimentos que fazia nela mesma.
- Assim que você gosta, morena...
- Sim...- ela gemeu agarrando a mão dele e fazendo-a tocá-la. Sawyer puxou a calcinha dela para o lado e gemeu ao sentir a carne macia dela e os poucos pelos femininos em sua mão.
Ana se deitou completamene na cama e abriu as pernas para ele, relaxada. Sawyer esfregou a mão no sexo dela e tirou-lhe a calcinha, descendo-a depressa pelas pernas dela. Assim que se viu livre daquela barreira ele inseriu um dedo devagar no recanto molhado dela sentindo que ela se abria mais, querendo-o mais fundo.
- Mais...- ela pediu entre gemidos enquanto ele brincava com ela. – Mais fundo...
Sawyer obedeceu, deleitando-se com os movimentos dos quadris dela e a expressão de puro deleite em seu rosto. Sem parar de acariciá-la, de alguma forma ele conseguiu se livrar do resto das próprias roupas e logo substituía seus dedos pelo pênis que roçou gostosamente a entrada dela enchendo Ana de prazer. Mas ele não a penetrou, não antes de trocar um olhar apaixonado com ela e pedir sua permissão silenciosamente.
A resposta dela foi um bater de quadris contra o corpo dele de tirar o fôlego. Sawyer não consegiu esperar mais e se afundou dentro dela numa doce invasão que arrancou-lhe gritos e suspiros. Ana não queria que acabasse mais. Com rosto enterrado nos cabelos dela Sawyer se moveu com ímpeto dentro e fora várias vezes, suspirando a cada vez que investia e sentia o interior úmido dela abraçando-lhe o pênis.
- Oh Ana! Damn it!- ele gritou quando sentiu a carne dela apertando-o, fazendo-o gozar dentro dela enquanto ela choramingava no pescoço dele esfregando o clitóris contra a pélvis masculina.
- Ahhhhhhhh!- ela gritou sentindo os poderosos espasmos do orgasmo que sacudia seu corpo por dentro.
Ele rolou pro lado alguns minutos depois, exausto. Ela também exausta ficou quietinha do lado dele respirando devagar, tentando se recompor.
- Sabe...- ele começou a dizer enquanto entrelaçava seus dedos com os dela. – Por mim tá tudo bem se o resgate demorar mais um pouquinho pra chegar...
Ana-Lucia riu e virou de lado se aconchegando ao corpo nu dele.
- Tarado!- ela sussurrou.
Ele riu também.
- Eu prometo que um dia a gente vai fazer amor em uma cama decente...
- Qualquer lugar é maravilhoso com você, cowboy.
Ele riu recostou seu rosto no dela um pouco antes dos dois adormecerem juntos.
Continua...
