Capítulo 11: Separação


O cheiro de fumaça e fogo não estava tão forte desta vez quanto Sakura lentamente abriu os olhos para o quarto atípico. O turvo brilho laranja ainda tremeluzia nas paredes de pedra, e o edredom era quente e pesado em suas pernas machucadas. Por quanto tempo ela dormira era um grande mistério.

Esforçando-se para sentar, ela teve de se apoiar para impedir que caísse pela tontura. Algo lhe dizia que ela dormiu por mais tempo do que gostaria e que o veneno gostou de ter tempo para fazer sua mágica. Tentando concentrar chakra em vão, Sakura estremeceu de dor com a tentativa. O chakra ainda estava bloqueado.

— Droga. — ela reclamou num suspiro.

Olhando em volta, ela podia ver o fogo queimando tranquilamente pelas portas abertas do fogão a lenha, lançando o brilho ao redor da sala. Itachi não estava presente, mas havia uma bandeja no chão ao lado do futon com água, frutas, pão e arroz.

Sakura não conseguia se lembrar há quanto tempo não comia. Certamente isso contribuia para a tontura que sentia; fazendo então um esforço de proporções épicas, ela deslizou os pés para o chão e guiou o corpo para se sentar ao lado da bandeja.

Enquanto se movia, ela notou a capa da Akatsuki espalhada na extremidade do futon, a bainha arruinada denunciando que era a que ela sempre usava. Isso a fez suspirar de leve. Ela estava relutante em usá-la novamente, mas obviamente ainda era obrigatório. Estendendo a mão, ela puxou a capa para si e colocou-a entre as pernas, cobrindo a calcinha exposta pela posição em que se sentava. A força estava esvaindo-se dela com o pequeno esforço de se recostar contra a lateral do grosso futon.

Pegando o jarro de água com as duas mãos, tristemente precisando de ambas, ela o ergueu até os lábios e bebeu o máximo que pôde sem passar mal. Estava tão gelada que ela imaginou que não estivesse ali há muito tempo. Se ela não estivesse com tanta sede, poderia ter esmagado o jarro em frustração. Um longo suspiro escapou dela.

Por mais que tentasse, ela não conseguia ficar brava. Demandava muito esforço.

Sakura pegou o pêssego em seguida, dando uma mordida superficial na doce fruta. Ela respirou fundo e mastigou lentamente, encontrando-se incapaz de se concentrar quando seus olhos vidraram na parede.

Eu não quero morrer.

As palavras se repetiam em sua cabeça.

Colocando o pêssego de volta na bandeja, ela optou pelo arroz, pegando-o com os dedos e levando-o à boca.

Nada parecia estar gostoso.

Talvez a depressão estivesse batendo ou talvez fosse o veneno, mas ela queria chorar. Ela queria bater mais forte no rosto de Itachi. Ela queria que ele viesse e a abraçasse.

Pegando o pêssego novamente, ela deu outra mordida. A porta se abriu então, e Itachi entrou calmamente para parar ao vê-la sentada no chão.

Se ele apenas tivesse entrado e se sentado, Sakura não achou que ficaria brava. Mas os olhos dele pareciam vagar pela pele exposta de sua perna. Mesmo nessa situação, ele não sentia necessidade de esconder suas intenções enquanto ela estava doente e fraca.

— Você gostaria de mais alguma coisa? — Itachi disse ao olhar para a bandeja com comidas pela metade.

— Antídoto. Quem sabe uma clínica médica também. — disse ela em voz baixa, a pitada de raiva ainda presente.

Itachi ignorou isso; em vez disso, aproximou-se e sentou-se de frente a ela no lado oposto da bandeja. Mais uma vez, seus olhos vagaram e Sakura sentiu sua mão coçar para fazê-lo olhar para cima.

— Eu trouxe calças para você vestir. Você deveria colocá-las. O chão está frio. — disse ele com indiferença.

Os olhos de Sakura se arregalaram quando ela se virou e olhou para a cama. De fato, as calças estavam lá. Elas deviam estar debaixo da capa. Bem, ela pensou, ele ainda está olhando.

Itachi ergueu a mão e pegou um pêssego também. Ele deu uma mordida, parecendo saborear o gosto enquanto mastigava lentamente, olhando para o fogo. Por causa do calor no quarto, ele começou a desabotoar a capa, e então a tirou dos ombros para amontoar as suas costas no chão de pedra.

Sakura suspirou, sentindo-se derrotada. Sem se importar se ele a via ou não, ela penou para voltar ao futon baixo, percebendo sua força diminuindo. Era mais difícil do que ela pensava que seria. Descer era obviamente mais fácil.

Quando ela caiu na cama pelo esforço crescente, respirou pesadamente e sentiu seu corpo relaxar contra os lençóis macios. Suas pernas ainda estavam penduradas na borda dos joelhos para baixo, mas naquele momento, ela não se moveria mais um centímetro.

— Você está mais fraca. — comentou Itachi.

Sakura abriu os olhos para vê-lo parado ao lado de suas pernas e olhando para ela com uma espécie de concentração. Ele parecia tão jovem de novo sem a capa. Ele a lembrava de Sasuke, pelo modo como estava ali, com as mãos ao lado do corpo, como se estivesse pronto para agir a qualquer momento. Devia ser um traço de família, ela pensou internamente.

Ela queria respondê-lo de forma inteligente. Claro que estou mais fraca, ou o que você esperava? Mas ela não estava com vontade. No momento ela queria gentileza e cuidado, não uma briga. Em vez disso, ela apenas fechou os olhos.

O futon balançou suavemente quando ele subiu, e quando ela abriu os olhos, encontrou-o sentado de costas para ela.

— O veneno desacelerou meu coração e deixou meus músculos mais difíceis de mexer. Amanhã já não poderei me mexer. — as palavras eram como uma faca em sua garganta. Era difícil admitir o que viria a seguir, mas como médica, não era nenhum mistério. Como shinobi, ela encararia de cabeça erguida.

Itachi se levantou e caminhou até porta. Ele não tinha resposta, nada a dizer e Sakura estava tentada a rosnar para as suas costas: "isso é a sua cara".

Mas ela estava cansada demais para lutar.


Mais uma hora ou duas de sono, e Sakura foi capaz de vestir as calças. Elas estavam mais largas dessa vez, e ela passou os dedos sobre os ossos salientes do quadril, odiando o jeito como sua pele parecia sobrar. Mas o que isso importava agora.

Tentando se levantar, ela vacilou. Seus joelhos dobraram sob ela e as lágrimas começaram a encher seus olhos. Tentando novamente, ela conseguiu se equilibrar e tropeçou em direção à porta. Ela conseguiu abrir a porta, usando o batente para se manter de pé quando seu pulso sentiu aquele calor familiar ao passar pelo portal.

Como se um alarme disparasse, Itachi de repente apareceu através de uma porta ao fim do corredor. Sakura sabia que ele sentira ela passar pela porta. Vê-lo causou um súbito alívio. Ela não queria ficar sozinha no momento.

Ele caminhou na direção dela, sua capa aberta ondulando com seu movimento, e ela percebeu que ele devia tê-la pegado de volta enquanto ela dormia.

Sem que ela precisasse dizer nada, Itachi se aproximou e a agarrou pela cintura para segurá-la antes que ela caísse. Os dedos fracos de Sakura agarraram o escuro tecido. Ela pressionou o rosto contra o ombro dele.

— Eu não posso ficar esperando a morte silenciosamente — ela disse suavemente. — Eu preciso tentar.

Ele não disse nada, não que ela esperasse que ele dissesse, mas quando ela ergueu os olhos, seu sharingan estava brilhando, vermelho e lindo. Uma pequena arfada saiu de sua boca, imaginando o que ele faria a seguir.

— Você está sentindo alguma dor? — ele perguntou muito clinicamente.

— N... não. — ela sussurrou, incapaz de tirar os olhos dos dele. A mão dele deslizou por seus cabelos quando seus lábios se aproximaram tanto dos dela que ela teve certeza de que eles se tocavam.

— Quanto tempo lhe resta? — ele sussurrou em sua boca.

— T... talvez... dois dias. — disse ela, suas lágrimas continuando a cair. — O q... o que você está fazendo? — ela perguntou, surpresa em sua voz.

— Me despedindo.

A boca dele finalmente encontrou a sua e seus joelhos cederam ao mesmo tempo. Mas ele a segurou. O braço dele a mantinha contra ele. Ela respondeu ao beijo; Deus amado, ela queria tanto beijá-lo. Ela podia sentir isso em todos os lugares e por alguns momentos ficou bêbada na sensação. Por alguns segundos preciosos, ela tinha toda a sua atenção, seu desejo e aquele pequeno traço de emoção que ela desejava receber dele.

A mão dele agarrou seus cabelos curtos. E quando o braço dele a segurou mais firmemente, ela sentiu os pés levantarem do chão antes que ele a carregasse em direção à cama. Gentilmente, ele a deitou, tirou a capa e se pôs sobre ela. Ele continuou a beijá-la, descendo pela garganta e depois voltando.

O tempo todo, ela chorou.

Suas mãos trêmulas seguravam o rosto dele quando os lábios dele encontraram novamente os seus. Uma mão deslizou sobre ele para afrouxar o laço de seu cabelo. Ela sentiu seu peso mais intensamente antes dele rolar ao seu lado.

Não deixe isso acabar, ela pensou tristemente.

Puxando-a para ele, eles ficaram entrelaçados enquanto ele continuava a beijá-la. O calor da língua dele a tomava, fazendo-a choramingar. Isso continuou e Sakura rezou para que pudesse ficar acordada o suficiente para apreciá-lo, mesmo que fosse pela última vez.

Mas, para sua consternação, ele se afastou.

Seus olhos ainda estavam vermelhos enquanto ele olhava para ela.

— Sharingan... por quê? — ela perguntou ao observá-los mudarem novamente para o mangekyou. — Você vai usar um doujutsu em mim de novo?

Itachi apenas a encarou.

— Devo dizer adeus? — ela perguntou tristemente.

— Não. — ele respondeu, e ela não conseguiu entender o tom.

Sakura continuou a olhar nos olhos dele, esperando o mundo dos sonhos sugá-la. Uma última vez, ele se inclinou e a beijou profundamente; um daqueles beijos, exatamente como ela se lembrou por horas antes de acordar para o pesadelo em que estava agora.

Quando se separaram, houve um lampejo nos olhos dele e Sakura sentiu o puxão de ser arrancada da consciência. Seus olhos se fecharam lentamente para o quarto, Itachi, e a realidade.

O Uchiha a observou apagar por alguns momentos. Ele podia ver que ela havia parado de tremer e seu corpo estava em descanso.

Ele ouviu sua respiração firme, passando o dedo por seus lábios levemente separados. Os dedos dele percorreram a pele macia do braço dela e desceram para a pulseira prateada preenchida por seu chakra e gravada com selos. Fora um golpe de gênio colocar isso nela, ele pensou consigo mesmo. Saber onde ela estava a cada segundo era útil.

Ela se mostrara extremamente útil, ele pensou.

Ela se mostrara muito necessária.

Não lhe conviria se ela morresse.


Quando Sakura finalmente recobrou a consciência, sentiu aquela euforia familiar de movimento descontrolado. Era noite. Mais uma vez, o corpo quente dele estava sob o seu, sua cabeça apoiada no ombro dele. Suas pernas balançavam ao lado das dele, enquanto as mãos fortes dele seguravam suas coxas contra seus quadris.

Ambos estavam vestindo mantos da Akatsuki.

— Itachi. — ela murmurou para suas costas. O som pareceu ter se perdido entre o farfalhar das folhas na floresta ao redor deles, mas ele a ouviu e diminuiu sua passada dentre a escuridão das árvores.

A cabeça dele virou ligeiramente e ele então pulou no chão coberto de musgo. Sakura ficou impressionada com a suavidade de seu pouso. O homem era realmente um gênio.

Abaixando-se até os pés dela tocarem o chão, as mãos de Itachi saíram de suas pernas.

— Onde estamos? — Sakura perguntou ao bambear antes de ser trazida para o corpo dele.

— Você não reconhece seu próprio país? — Itachi disse friamente.

— Floresta é tudo igual. — ela murmurou.

— Como está se sentindo? — ele perguntou calmamente.

— Minha cabeça dói e meu corpo está fraco. Eu não consigo mais ficar de pé.

— É como eu pensava. — Itachi sussurrou quando ele começou a desabotoar a capa dela, ainda a segurando pela cintura.

— Você me trouxe de volta? — ela perguntou.

— Não seria conveniente se você morresse. Eu posso precisar de você novamente. — Itachi começou a deslizar a capa de seus ombros. Ela estremeceu no ar frio da noite, apenas a macia camisa preta e a calça escura mantendo-a aquecida.

— Isso é tudo o que eu sou para você? — ela sussurrou enquanto seus dedos corriam pelo rosto dele. A pele dele estava tão quente sob as pontas dos seus dedos.

Por um longo momento, os olhos negros de Itachi encararam os dela. Havia uma resposta por trás dessa frieza? Ele nunca diria. Mas quase parecia que havia algo ali, algo que poderia sair se eles tivessem tido mais tempo.

Após deixar a capa solta cair sobre o braço, ele usou a outra mão para colocar a mão dela em seu ombro. Gentilmente, seus dedos percorreram o braço nu dela até chegarem à pulseira prateada pendurada. Ele esfregou-a entre os dedos por um momento, o brilho azul iluminando seus rostos.

Ele iria removê-la.

Ela se perguntou a que distância ele podia sentir a pulseira de chakra.

Ele se inclinou e então a beijou, seus dedos ainda brincando com a pulseira de prata. Seus lábios eram macios nos dela, e o beijo era sem pressa. Era um beijo de despedida, e isso a fazia se sentir triste, quando ela pensou que ficaria feliz em se livrar de toda a provação.

Itachi voltou a sua persona fria quando interrompeu o beijo. — Esquadrões da ANBU vêm aqui de hora em hora.

— Obrigada, Itachi. Por Sasuke e por mim. — ela sussurrou.

Ele a encarou por um segundo e parecia contemplar algo enquanto seus dedos deslizavam entre o bracelete e a pele fria dela.

Finalmente, ele se inclinou próximo da orelha dela e sussurrou: — Quando ele vier atrás de mim, eu vou matá-lo. Não esqueça quem eu sou, Sakura.

Sakura se encolheu um pouco em seu aperto, mas ele a segurou firme.

— Quando eu encontrar a kyuubi, vou pegá-la. — ele acrescentou, e Sakura apenas ouviu de olhos arregalados.

— Quando eu me deparar com você novamente, Sakura, prometo uma coisa. Eu não vou te deixar escapar tão facilmente da próxima vez. — ele terminou.

Os dedos de Sakura agarraram a capa de Itachi quando ele se afastou de sua orelha, mas ela usou toda sua força restante para mantê-lo perto. Ela moveu a boca para a dele e falou em seus lábios.

— Eu vou proteger o Sasuke, e eu vou te matar se você machucar o Naruto. E se você se deparar comigo de novo, Uchiha Itachi... Confio que você vai manter sua promessa.

Ela pressionou a boca na dele, instigando um beijo pela primeira vez entre eles, e ele respondeu calorosamente. Tanta paixão que ela acreditava que nunca mais encontraria. Esse beijo, o beijo dele, seria aquele que todos os outros seriam comparados.

Itachi moveu-os lentamente contra uma árvore para que Sakura pudesse se apoiar nela antes dele soltá-la. Com um pequeno sorriso, ele a observou enquanto seus olhos se tornaram vermelhos.

De repente, vozes foram ouvidas na floresta, e Sakura sabia que Itachi tinha cronometrado perfeitamente a aparição da ANBU. Ela podia ver em seu rosto que ele sabia que eles estavam chegando. Ele pareceu enrijecer, tornando-se aquele soldado frio e calculista que ela havia esquecido que ele era.

Ele pulou em uma árvore próxima para ficar sobre o galho e depois deu uma última longa olhada nela antes de partir.

Sakura observou o galho por um bom tempo depois que ele saiu, enquanto as vozes se aproximavam cada vez mais. Seu corpo deslizou pela casca áspera com sua incapacidade de se manter de pé. Ela esperava que eles a achassem porque não havia como ela gritar para eles.

O vento frio entrou por sua blusa leve e ela estremeceu dolorosamente. O piscar lento de seus olhos lhe informou que, não importava quanto descanso ela conseguisse, não seria suficiente.

Por um momento, uma pequena pontada de pânico a percorreu quando as vozes pareceram se afastar. Ela não percebeu na hora que era sua mente voltando para a escuridão que havia se acostumado ultimamente.

Ela nem ouviu os pés aterrissarem ao seu redor.


— ... maçã do rosto quebrada duas vezes, múltiplas contusões parcialmente curadas na epiderme, principalmente nas pernas e rosto, toxina redutora de chakra introduzida em seu sistema, assim como um veneno que levaria vários dias para matá-la, costelas quebradas e mal cicatrizadas. — a voz de Tsunade pareceu flutuar em sua mente quando seus olhos começaram a se abrir.

— ... essas marcas indicam que correntes foram usadas. Elas são semelhantes às que Sasuke tinha nos pul... ah, Sakura, você está acordada! — Tsunade exclamou com uma expressão chocada.

— Sh... Shishou? — Sakura sussurrou; sua garganta estava seca. Seu corpo estava dolorido, mas nem tanto, considerando tudo o que tinha aguentado. As lâmpadas fluorescentes acima dela a fizeram fechar os olhos novamente enquanto respirava fundo.

— Sakura! Eu estive tão preocupada com você. Kakashi está aqui. Ele esteve procurando em todos os lugares por você. — sua voz soava à beira da emoção que ela se esforçava para não mostrar, e Sakura sorriu fracamente ao ouvi-la.

— Você foi envenenada. Se não tivéssemos a encontrado na hora certa, não poderíamos mais te ajudar. Me diga onde esteve! — a voz maternal de Tsunade, nada apropriada para uma hokage, continuou a afogá-la em perguntas. Sakura tentou se acostumar com a luz enquanto ignorava a ofensiva. Lentamente, seu olhar vagou para Kakashi, que estava de pé junto às janelas, com os braços cruzados firmemente sobre o peito. Seu silêncio a preocupava mais do que a tirada da Hokage.

Por um momento, ele pareceu desconfiado e irritado, mas ele pareceu dissolver em alívio ao continuarem se olhando.

Tsunade finalmente parou, parecendo ficar sem perguntas e comentários. Ela se virou para Kakashi como se esperasse que ele continuasse de onde ela parou.

— Bem, quando você estiver melhor nós conversamos. — disse ele, levantando a mão casualmente e saindo da sala. Típico de Kakashi, Sakura pensou consigo mesma. Ela seria interrogada quando ele voltasse; ela sabia disso cem por cento.

Sua atenção voltou-se para Tsunade, quase soluçando, e ela sorriu enquanto ouvia a renovada sequência de pânico. Nada parecia bater até Tsunade dizer: — E essa pulseira, nós não conseguimos tirá-la de você...

Os olhos de Sakura se arregalaram por um momento quando ela levantou o braço e olhou para a pulseira. Estava lá, nenhum brilho azul ou calor emanando dela, mas ainda estava lá.


NT: Só mais unzinho para o time skip! Confesso que estou ansiosa, o plot fica quente. ;)