Olá!! Voltei com mais uma adaptação que eu amo muiiito é um romance da Diana Palmer(que eu particularmente adoro seus livros) e eu gostaria de compartilhar aqui pra vcs! Os personagens são de Stephanie Meyer e a história é da maravilhosa Diana Palmer. Então espero que gostem, já aviso que no começo vcs vão querer matar o Edward! Mas depois vcs entenderam o porquê dele ser tão carrancudo! E claro a nossa Bella vai dar um jeitinho!!! Aproveitem e não esqueçam de ler minhas outras adaptações!

Boa leitura!!!

Capítulo 1

O vento tinha começado a uivar de novo fora da cabana. Bella se aconchegou no sofá em frente à lareira onde o fogo crepitava, sem levantar a vista da novela que tinha sobre o colo.

Embora lá fora houvesse mais de meio metro de neve, não se preocupava absolutamente com isso, pois abasteceu-se de tudo o que pudesse necessitar durante as próximas semanas se o tempo continuasse ruim.

Aquilo sim que era estar afastada do mundo, sem um telefone que a incomodasse a todas as horas, nem vizinhos. Bom, sim tinha um. Edward Cullen, dono de um rancho na montanha, mas era um homem tão anti-social, que Bella duvidava que fosse ter muito contato com ele... e tampouco ansiava ter.

Só o tinha visto uma vez, e fora o suficiente. Tinha sido no sábado da semana anterior, no dia da sua chegada. Nevava, e estava subindo pela estrada da montanha conhecendo o local que tinha alugado, quando divisou ao longe a enorme casa do rancho Cullen, e o seu proprietário a uns metros do caminho, baixando pesados fardos de feno em um trenó levado por cavalos para alimentar a suas cabeças de gado. Bella observou incrédula a facilidade com que o fazia, como se fossem travesseiros de plumas. Devia ser muito forte.

Deteve o veículo, baixou o vidro e tirou a cabeça para fora para perguntar a indicação de como chegar à cabana do Eleazar Denali. O senhor Denali era o noivo de sua tia, que amavelmente tinha cedido a cabana por duas semanas de descanso.

O alto rancheiro virou-se para ela, estudando-a com seus frios olhos verdes. Tinha a barba por fazer de alguns dias, as maçãs do rosto muito marcadas, frente ampla, queixo proeminente, e uma grande cicatriz na bochecha esquerda. Não, não era um homem atraente, mas isso não tinha sido o que tinha feito Bella dar um passo para traz. Sam e os outros três companheiros de seu grupo musical tampouco eram de aparência agradável, mas ao menos tinham bom humor. Aquele homem, em troca, parecia incapaz de esboçar um sorriso.

—Siga a estrada, e gire à esquerda quando ver as tuyas —lhe respondeu com sua voz profunda.

—As o que? — perguntou Bella franzindo as sobrancelhas.

-São árvores. — falou ele irritado, como se fosse algo que todo mundo soubesse.

-OH, e que aspecto têm?

— Você alguma vez viu um pinheiro? — perguntou ele perdendo a paciência - São altos e têm galhos. — Eu sei o que é um pinheiro —murmurou Bella ofendida—, mas não sei...

—Deixe. Gire à esquerda na bifurcação — cortou ele— Mulheres... —resmungou meneando a cabeça.

—Obrigado por sua amabilidade —disse ela com sarcasmo,— senhor...

—Cullen —respondeu ele asperamente,— Edward Cullen.

—Encantada — falou Bella com idêntica aspereza.— Eu sou Bella... —ficou em dúvida por um momento. Seria reconhecida naquele lugar afastado da mão de Deus? Ante a dúvida, preferiu lhe dar o sobrenome de sua mãe,— Isabella Marie. vou passar umas semanas na cabana.

—Não estamos na temporada turística —apontou ele, como se lhe incomodasse a ideia.

—Eu não lhe disse que vim fazer turismo - respondeu ela.

—Bem, pois não venha a mim se a lenha acabar ou se ficar assustada com os ruídos — falou ele em um tom cortante.— Se por acaso ainda não lhe falaram no povoado, não vejo com bons olhos às de seu sexo. As mulheres só servem para dar problemas.

Bella ficou observando-o aturdida. quando se ouviu uma voz infantil. Bella girou a cabeça e viu um menino de uns doze anos correndo para eles.

-Papai!

Bella levantou à vista incrédula para Edward Cullen. Esse homem, pai de um menino?

-Papai, papai, veem, pois acho que a vaca prenhe está parindo!

- Está bem, filho, sobe no trenó — disse o rancheiro ao menino. Bella se surpreendeu que a voz soasse tão suave, quase carinhoso, mas ao voltar-se para ela voltava a ser tão brusco como antes. — Assegure-se de fechar bem a porta a noite —disse—... a menos que esteja esperando uma visita do Denali. claro que está -acrescentou com um meio sorriso zombador.

Bella o olhou com o mesmo desdém com que ele a estava olhando, e esteve a ponto de lhe dizer que nem sequer conhecia o senhor Denali, mas decidiu que não ia morder o anzol.

—Farei, não se preocupe —lhe respondeu. E, jogando uma olhada em direção ao seu filho, que estava subido no trenó, acrescentou sarcástica.— Pelo que vejo... ao menos houve uma mulher que lhe serviu para algo. Fico com pena da sua esposa.

E antes que ele pudesse responder a isso, tinha subido o vidro da janela e pisado no acelerador para afastar-se dali.

Um dos troncos da lareira desmoronou para o lado, tirando-a de seus pensamentos. Bella observou as chamas irritada pela lembrança da grosseria de seu vizinho, e desejou não ter que necessitar jamais sua ajuda.

De repente, pensando em Edward Cullen, veio-lhe à mente seu filho. Tinha ficado surpresa com o pouco que o filho se parecia com ele, não só pelo cabelo vermelho e os olhos azuis, mas também porque suas feições não tinham nem o mais pequeno traço que indicasse parentesco.

Cullen pai, por sua vez, tinha todo o aspecto de um bandido, com o rosto sem barbear, aquela cicatriz na bochecha, o nariz torto e o olhar turvo.

Fechou o livro com um bocejo e o pôs sobre a mesinha que havia em frente ao sofá. A verdade era que não tinha muita vontade de ler.

O trauma pelo que tinha passado durante as últimas semanas finalmente tinha acabado por apanhá-la.

No último concerto do grupo. encontrava-se sobre o palco, com os focos de iluminação iluminando-a e o microfone na mão, disposta a cantar, mas ao abrir a boca tinha descoberto para seu espanto que era incapaz de emitir uma só nota. O público tinha começado a murmurar, e ela, em um estado de choque total, tinha ficado de joelhos, tremendo e chorando.

Tinham-na levado imediatamente ao hospital. Estranhamente, podia falar, mas não cantar, embora o médico tivesse explicado que se tratava de um bloqueio que tinha origem psicológica e não havia problemas com as cordas vocais, o problema fora causado provavelmente pelo cansaço, o estresse e a tragédia que tinha vivido recentemente. Que necessitava apenas descansar.

Quando sua tia Carmem ficou sabendo, recorreu ao seu último noivo, Denali, um homem rico com quem estava saindo, para que emprestasse a sua sobrinha a cabana que tinha nas Grandes Montanhas Tetón de Wyoming durante umas semanas. Ele tinha cedido, encantado de poder agradar a tia Carmem, e embora a princípio Bella se negou, dizendo que não era necessário ir a um lugar tão afastado para descansar, finalmente tinha sido obrigada a aceitar ante a insistência de sua tia e de Eleazar, o líder do grupo, e outros membros da banda.

Por isso encontrava-se ali nesse momento, em pleno inverno, sem televisão, nem telefone, nem aparelhos elétricos mais complexos que uma torradeira e um refrigerador. Eleazar, tratando de animá-la, havia-lhe dito que assim teria mais «encanto».

Bella sorriu ao recordar como seus companheiros se mostraram carinhosos e amáveis com ela quando se despediram. Seu grupo se chamava Twilight, e era composto por quatro músicos e ela mesma. Os «meninos», como ela os chamava, podiam ter o aspecto de monstros, mas na realidade eram uns tipos inofensivos, uns autênticos boa praça.

Sam, Embry, Jared e Paul tinham entrado em um clube noturno da Virgínia para oferecer suas músicas quando se encontraram com ela. Curiosamente o dono do clube estava procurando uma banda e uma cantora, assim propôs contratá-los em conjunto. Bella, que tinha sido criada em um ambiente muito protegido, assustou-se, um pouco ao velos desgrenhados com suas jaquetas de couro, e eles, ao vê-la tão bonita e distinta, tão tímida e encantadora, tinham duvidado também, sentindo-se inferiores, mas ambas as partes decidiram finalmente dar uma oportunidade a si mesmos.

A primeira atuação junta foi de um êxito estarrecedor, e não se separaram mais. Isso já dura quatro anos.

Twilight tinha conseguido alcançar a fama. Tinham aparecido em distintos programas de televisão, incluindo os melhores de música, como o do canal MTV; várias revistas os tinham entrevistado; fazia dois anos que tinham começado a gravar seus próprios vídeos clipes; e os fãs os reconheciam onde fossem, sabiam tudo sobre sua cantora, Bella, que tinha posto o nome artístico de Bells Swan.

Além disso, podiam dizer que tinham tido a sorte de ter um bom agente. Quando estavam começando, Jacob Black os tinha salvado de morrer de fome, lhes conseguindo pequenas atuações em locais modestos, e pouco a pouco tinha obtido para eles melhores locais.

Era como tinham sonhado: estavam ganhando montões de dinheiro, e o calor dos fãs compensava os esforços que tinham tido que fazer para chegar até ali. Entretanto, a fama não lhes deixava muito tempo para sua vida pessoal. Sam, o único que estava casado, estava em trâmites de divórcio, já que sua esposa estava farta de ficar só em casa enquanto ele estava a rodar pelo mundo com o grupo.

Depois da tragédia que tinha vivido, Bella tinha pedido a Jacob que lhes desse umas semanas de descanso, e embora este se negou a princípio, lhes dizendo que não podiam descuidar-se baixando o ritmo, ao final teve que ceder quando ela não pôde cantar. assim, todo o grupo tinha acordado fazer uma parada na turnê durante um mês. Talvez, havia-se convencido Bella, passado esse tempo conseguisse fazer frente a seus problemas. A verdade era que, após ter transcorrido uma semana, já se sentia melhor. Possivelmente aquele retiro não tinha sido uma má ideia depois de tudo. Se ao menos o vento não uivasse desse modo tão horrível e a casa não rangesse de modo assustador à noite...

Nesse momento, sobressaltou-se com pancadas na porta. ficou escutando sem levantar-se.

Voltaram a bater. Agarrou o atiçador da lareira e foi nas pontas dos pés até à porta. —Quem é ? —perguntou vacilante.

—Senhorita, Senhorita cadê você ? —chamou-a uma voz de menino do lado de fora. — Sou Seth, Seth Cullen.

Bella deixou escapar um suspiro de alívio, mas apertou os dentes contrariada. O que será que ele queria ? Será que seu pai sabia que ele não estava no rancho, iria buscá-lo, e a última coisa que queria era ter a esse homem por ali.

—O que é que você quer? — perguntou com receio ainda, sem abrir a porta.

—É meu pai... —chegou-lhe a angustiada voz do menino do outro lado.

Parecia sério. Bella abriu a porta envergonhada.

— Aconteceu alguma coisa com seu pai, Seth? O menino estava com olhos cheios de lágrimas.

—Está doente, e delira, mas não me deixa ir procurar o médico.

—E sua mãe? ela não pode fazer nada?

O menino mordeu o lábio inferior e baixou a vista.

- Minha mãe fugiu com o senhor James da associação de gado, quando eu era pequeno —murmurou.— Meu pai e ela se divorciaram, e minha mãe morreu faz anos —Voltou a levantar a vista ansioso para ela. — Você não poderia ir comigo, senhorita?

- Mas eu não sou médica, Seth — Ela falou aturdida e com pena do menino,— não sei o que poderia...

—Sei que não é médica —assentiu o menino imediatamente,— mas você é mulher, e as mulheres sabem cuidar dos doentes, não é verdade? — Seus olhos estavam aterrorizados. — Por favor, senhorita – suplicou, — estou assustado, eu não sei o que fazer, ele está ardendo de febre, e treme o tempo todo. Eu...

—Está bem —decidiu Bella,— espere um minuto.

Calçou com pressa as botas, colocou um gorro de lã e vestiu um casaco, e saiu da cabana com ele.

—Têm medicamentos em casa? —perguntou-lhe enquanto caminhavam para o trenó.

-Sim, senhorita —respondeu Seth.— Meu pai se nega a tomar, mas sim temos.

—Como se nega? —exclamou Bella entre incrédula e indignada. subiu no trenó junto com Seth.

—É muito cabeçudo —explicou o menino.— Diz que não tem nada, que está perfeitamente bem, mas eu nunca o tinha visto assim antes e me dá medo que... Ele é tudo o que tenho —murmurou baixando a cabeça.

—Não se preocupe, eu cuidarei dele —prometeu Bella.— Vamos.

— O senhor Denali lhe vendeu sua cabana? — perguntou o menino quando tinham subido no trenó e já estavam a caminho da fazenda.

—Não —respondeu ela,— é amigo de minha tia, e me emprestou por umas semanas para... Recuperar-me de algo —lhe explicou vagamente.

—Você também esteve doente? —perguntou Seth curioso.

—Bom, sim, de um certo modo —murmurou Bella sem olhá-lo.

Ao passar um determinado momento começaram a visualizar a casa do rancho ao longe.

- Têm uma casa muito bonita —comentou a jovem.

- Meu pai a estava arrumando especialmente para minha mãe, antes de se casarem —respondeu ele, encolhendo os ombros.— Não tenho lembranças porque eu era um bebê quando ela morreu —de repente se voltou para Bella, olhando-a como se queria desculpar-se pelo que ia dizer.— Meu pai odeia às mulheres. Não vai gostar nem um pouco que eu a tenha trazido. Tinha que adverti-la...

- Fique tranquilo, sei cuidar muito bem de mim mesma — disse Bella, sorrindo divertida.

Seth deteve o trenó frente ao estábulo, que estava iluminado.

—Vamos ver se é tão terrível como o pinta —brincou.

Ao ouvi-los chegar, tinha saído do estábulo um homem de uns setenta anos de cabelo e barba grisalhos.

Depois de apresentar-lhe brevemente Bella, Seth deixou que ele se ocupasse do cavalo e o guardasse no estábulo e conduziu a jovem a casa. —Carlisle tem anos trabalhando aqui —explicou a Bella.— Já estava no rancho quando meu pai era um menino —entraram na casa.— Faz um pouco de tudo. Inclusive cozinha para os homens —lhe disse. Subiram as escadas, e o menino se deteve em frente a uma porta fechada. voltou-se para olhar a jovem com um olhar preocupado.— Prepare-se: estou seguro de que ele gritará assim que a ver.

Bella esboçou um meio sorriso, e passou para trás do menino, que abriu a porta sem fazer ruído.

Edward Cullen estava estendido de barriga para baixo na cama, vestido somente com uma calça jeans. Seus musculosos braços estavam estendidos para a cabeceira, e as costas e o cabelo negro brilhavam de suor. Na casa não fazia tanto calor, assim Bella deduziu que, como lhe havia dito o menino, devia ter muita febre. Ao aproximar-se com o menino junto do rancheiro, este gemeu e emitiu algumas palavras ininteligíveis.

—Seth, poderia me trazer uma bacia com água fria, uma esponja e uma toalha? —disse-lhe ao pequeno, tirando o casaco e arregaçando as mangas da blusa.

—Claro —respondeu ele. Saiu do quarto e correu escada abaixo.

—Senhor Cullen, pode me ouvir? —chamou-o Bella brandamente, sentou-se junto a ele na cama e o tocou ligeiramente no ombro. Estava ardendo. — Senhor Cullen... —chamou-o de novo.

Aquela vez sortiu efeito, porque o homem girou sobre o colchão e abriu os olhos. Bella tinha ficado paralisada observando-o, maravilhada pela perfeição de seu corpo nu. Não podia deixar de olhá-lo. Tinha a pele bronzeada, sem dúvida pelo trabalho sob o implacável sol, um espesso pêlo negro cobria-lhe o peito e descia para o estômago, desaparecendo sob a fivela do largo cinto que usava.

—Que diabos você quer? —balbuciou Edward com voz rouca.

Aquela brusca interpelação a tirou do momento de paralisação em que se encontrava.

Levantou os olhos para os dele.

—Seu filho estava preocupado e foi me pedir ajuda —lhe respondeu.— Faça o favor de não se alterar. Tem muita febre.

—Isso não é problema seu —resmungou o homem em um tom perigoso.— Saia daqui.

—Não posso deixá-lo assim — disse Bella.

Nesse momento Seth reapareceu com o que lhe tinha pedido. —Aqui, senhorita —lhe disse.— Acordaste, papai —murmurou, dirigindo a seu pai um sorriso de fingida inocência.

—Seth, vá procurar Carlisle e lhe diga para que tire esta mulher de nossas terras —disse Edward furioso.

—Vamos, vamos, senhor Cullen, você está doente, não se irrite. Não quer ficar pior... —Bella se voltou para o menino.— Seth, me traga umas aspirinas com um copo de água, e veja se tem xarope para tosse. OH, traga algo para comer... Algo leve.

—Na geladeira tem um pouco de consomé de frango que Carlisle fez ontem —disse o menino.

—Estupendo. E quando descer suba um pouco a calefação. Não quero que seu pai se resfrie quando o lavar.

- Você não vai me lavar! —brandiu Edward Mas Bella fez que não ouviu.

—Vá fazer o que te pedi, Seth, por favor — pediu ao menino.

—Às ordens, senhorita —respondeu ele com um amplo sorriso, ao ver que não se deixava acovardar por seu pai.

—Pode me chamar de Bella.

—Bella —repetiu ele, e saiu correndo de novo, escada abaixo.

—Que Deus o tire do caminho quando eu voltar a ficar em pé —resmungou Edward carrancudo.

Bella tinha molhado a esponja e, depois de escorrê-la um pouco, aplicou de improviso. Edward estremeceu.

— Eu disse para que não fazer isso!

—Cale-se, está ardendo em febre . Temos que baixar a febre. Seth me disse que estava delirando E...

—Era ele quem devia estar delirando para trazê-la aqui sabendo que... —mas não terminou a frase. Os dedos de Bella tinham lhe roçado acidentalmente o estômago, e ele tinha arqueado involuntariamente, tremendo. — Pelo amor de Deus, veja se fica quieta! - grunhiu.

—Dói o estômago? — Perguntou ela preocupada.

—Não, não dói nada, assim sendo já pode ir por onde veio —foi à grosseira resposta.

Bella voltou a ignorá-lo e, molhando e escorrendo de novo a esponja, começou a passar-lhe pelos ombros, o peito, os braços e o rosto.

Edward tinha fechado os olhos, estava respirando pesadamente e seu rosto estava contraído.

«Deve ser a febre», pensou a jovem jogando uma mecha de cabelo por detrás da orelha. Devia ter prendido o cabelo.

—Maldita seja —grunhiu Edward.

—Maldito seja você, senhor Cullen— Falou ela docemente. Terminou de lhe enxugar o rosto e voltou a colocar a esponja na bacia.— Onde tem uma camisa de manga longa?

—Não vai pôr me nenhuma camisa. Saia daqui de uma vez!

Nesse instante entrava Seth com os remédios.

—Carlisle está esquentando o consomé —disse a Bella com um sorriso.— E subirá em seguida.

—Obrigado. Seu pai tem uma camisa de pijama que seja de manga longa?

—Acredito que sim. Vou buscar —respondeu o menino dirigindo-se à cômoda.

-Traidor —resmungou Edward.

-Tome —disse Seth a Bella lhe tendendo uma camisa de pijama de flanela.

—A odeio —lhe disse Edward a jovem em um tom carregado de veneno.

-E eu a você.

Bella o fez inclinar-se um pouco para poder lhe pôr a camisa, mas ao fazê-lo, teve que lhe passar os braços por detrás de suas costas para ajudá-lo com as mangas da camisa do pijama, e aquilo cortou a distância perigosamente entre eles. Curvada, sentiu sua bochecha roçando o pêlo de seu tórax, e como seu comprido cabelo se esparramava sobre o rancheiro, estremeceu ante o contato, mas tratou de controlar seu crescente nervosismo, terminou de colocar as mangas e abotoou a camisa.

— Já acabou? —exigiu saber Edward com a mesma brutalidade. Quase —murmurou Bella. Cobriu-o com o lençol e a colcha, deu-lhe uma colherada de xarope para a tosse, e o fez tomar uma aspirina.

—Aqui está o consomé —disse Carlisle unindo-se a eles. Na verdade tinha subido com uma bandeja e trazia uma tigela para cada um. Deu a Bella o seu e o do Edward.

-Mmm... Isto cheira muito bem — disse ela com um sorriso tímido.

O homem lhe devolveu o sorriso.

—É agradável que alguém aprecie meus esforços. Há quem nem sequer diz «obrigado» —balbuciou olhando para o Edward.

— Não morrerá —disse a Bella—: «erva má nunca morre»...

Bella fez com que o rancheiro tomasse todo a tigela de consomé, e ao termino de um momento, enquanto o velho, o menino e ela tomavam o seu, ficou dormido.

— Vais ficar? —perguntou-lhe em voz baixa o pequeno a Bella.

—Acredito que será melhor. Alguém tem que vigiar seu pai esta noite —respondeu ela comendo seu consome, sentada em uma cadeira junho à cama.— Mas amanhã ele deveria ver um médico —disse a Carlisle.— Há algum aqui por perto?

—O doutor Aro... vive no povoado —respondeu o velho.

— Bem —assentiu ela. Voltando-se para Seth.

— Teremos que esperar e ver como se encontra seu pai pela manhã — disse-lhe com um sorriso tranquilizador. — Anda, vá para cama.

—Obrigado por vir, senhorita...Bella— corrigiu o menino rapidamente.— Boa noite.

—Boa noite.

Carlisle se despediu também e saíram fechando brandamente a porta do quarto por atrás de si.

Bella se recostou na cadeira e olhou para o rosto do rancheiro dormido. Visto assim parecia vulnerável. Tinha as pestanas espessas, e umas sobrancelhas perfeitamente desenhadas. Os lábios eram finos, mas o inferior era muito sensual, e gostava do ar obstinado que lhe dava o queixo proeminente. E o nariz... o nariz tinha muito caráter. A verdade é que assim, dormido, era bem atraente. Talvez fosse a dureza de seu olhar o que o fazia parecer um foragido quando estava acordado.

Passado um momento, a jovem estendeu a mão e lhe tocou a testa. Graças a Deus parecia que a febre estava baixando. Em algum momento, ao longo da noite, ficou dormindo com a cabeça apoiada no antebraço, e despertou com as vozes roucas de Carlisle e Edward falando baixinho.

—Ficou ai à noite toda? —estava perguntando Edward a Carlisle.

— Parece. Pobre criatura, deve estar exausta.

-Juro que quando Seth acordar ...

—OH, vamos, chefe... O menino se assustou, e eu não sabia o que fazer. Foi uma boa ideia procurá-la. As mulheres entendem de enfermidades. Eu tinha uma tia que ia ver toda a gente do povoado quando tinham alguma doença. Não sabia nada de medicina, mas conhecia a utilização de cada erva silvestre.

Bella abriu os olhos, os piscando os olhos devido à luz que entrava pela janela. Edward estava sentado na cama e a estava observando fixamente.

—Como se sente? —perguntou-lhe sonolenta, sem levantar a cabeça do antebraço.

—Como se tivessem me dado uma surra —respondeu ele,— mas suponho que melhor que ontem.

—Por que não desse para tomar o café da manhã ou comer algo, senhorita? -ofereceu Carlisle a Bella com um sorriso.

—Obrigado, mas só tomarei café, não quero incomodar —murmurou ela levantando a cabeça.

Carlisle saiu do quarto, e Bella bocejou e se espreguiçou, fazendo com que seus seios marcassem o tecido da blusa que usava.

Edward sentiu que todo seu corpo ficava com tensão, como tinha ocorrido na noite anterior, cada vez que os dedos da jovem ou seu cabelo tinham roçado sua pele, embriagado por aquele delicioso perfume com aroma de gardênias.

—Não tinha que ter dado ouvido ao Seth. Deveria ter ficado na cabana —resmungou, incomodado porque a doença o fazia sentir-se vulnerável.

Bella retirou o cabelo do rosto, tratando de não pensar no mau aspecto que devia ter, sem maquiagem, e com o cabelo sem pentear. Exceto nos concertos, quase nunca o levava solto, mas sim estava acostumada a levá-lo preso em uma trança.

—Seu filho é só um menino —respondeu.— Estava apavorado com a ideia de que pudesse lhe acontecer algo. Essa responsabilidade era muito grande para ele. Sei muito bem o que é isso. Na sua idade eu tampouco tinha mãe, e meu pai bebia e se metia em brigas, mais de uma vez tive que ir buscá-lo na delegacia de polícia —explicou.— Depois, durante minha adolescência, a coisa não melhorou: não podia levar ninguém em casa, não me deixava sair com meninos... Assim que completei dezoito anos fugi. Não sei se ele está vivo ou não, e a verdade é que tampouco me importa.

— Então, você é uma dessas mulheres fortes que estão por aí, né? — perguntou ele cerrando os olhos.

-E você dos que estão por aí etiquetando as pessoas, não? — respondeu ela._ Se já está mostrando as garras, é porque se encontra muito melhor, de modo que não tenho nada mais que fazer aqui. Mas se a febre voltar, deveria ir ver um médico.

—Eu decidirei o que devo ou não fazer — falou ele com aspereza.— Volte para a cabana.

—É o que pensava em fazer — falou ela levantando-se.

Agarrou o casaco e o pôs mal-humorada, sem parar para pentear-se colocou o gorro de lã, consciente todo o tempo de que ele estava observando-a.

—É curioso. Pelo seu aspecto nunca a teria tomado por uma dessas mulheres parasitas —disse o rancheiro de repente.

Bella o olhou, piscando incrédula.

—Perdão, o que falou?

—Não se parece em nada às amantes anteriores do Denali. Claro que talvez agora seja a vez das jovens. Enfim, se estiver atrás de seu dinheiro é possível que tenha sorte depois de tudo. Ele sempre gostou de pequenas vadias que ... Maldita seja!, o que fez?

Bella lhe tinha jogado na cara o caldo da tigela que estava sobre a mesinha, o caldo escorria na camisa do pijama. A jovem estava de pé junto a ele, tremendo de ira, com a tigela vazia na mão, olhando-o com desprezo.

—É você um homem horrível e não tem direito de me julgar. Nem sequer me conhece.

Virou-se e se dirigiu para a porta ignorando suas imprecações entre dentes.

—Eu também o maldiçoaria — disse se voltando por um momento, e apontando com o dedo disse. — Vai demorar muito tirar esse caldo tão pegajoso. Que lástima que não tenha uma «mulher parasita» que o esfregue na ducha! Claro que... tampouco você tem o dinheiro que tem o senhor Denali verdade?

E saiu do quarto com a cabeça bem alta. Enquanto descia as escadas, tinha jurado que ouviu risadas