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Boa Leitura!!!
Capítulo 5
Bella lavou as louças do café da manhã antes de ir ao estábulo e quando chegou lá encontrou Edward ajoelhado junto ao bezerro mais pequeno. A jovem soube imediatamente que algo não ia bem. O animalzinho estava caído sobre o flanco, onde se viam as costelas marcadas através da pelagem castanha, tinha os olhos frágeis e com problemas para respirar.
Bella ajoelhou-se ao lado de Edward e este a olhou preocupado.
—Será melhor que volte para casa — disse.
A jovem baixou a vista para o animal. Tinha tido vários mascotes e os tinha visto morrer, assim conhecia os sintomas. O pequeno bezerro estava morrendo. Edward também sabia, e por isso queria protegê-la, evitar a dor, sentiu-se comovida.
--É um bom homem, Edward Cullen.
Ele esboçou um débil sorriso.
—Quer dizer quando não me revolto como um gato furioso? —disse.—Sinto pelo que ocorreu ontem, Bella. Não sabe como me senti mal quando vi que se afastava de mim, como se tivesse medo.
—Eu também sinto —murmurou ela—. Não devia ter me comportado de um modo tão... —ficou calada e olhou nos olhos dele.— A verdade é que eu tampouco sei muito sobre os homens, Edward —disse finalmente.— Desde que sai de casa estive fugindo de me comprometer em uma relação. Flerte, mas nunca fui além de uns poucos beijos — levantou o rosto e o olhou.
— O senhor Denali é o noivo de minha tia. É uma artista, um pouco frívola mas é uma boa mulher —explicou. _Eu, em no caso ... não tenho quase nenhuma experiência com os homens.
Edward assentiu em silêncio.
—Essa é a impressão que me deu ontem, quando tentei me aproximar no meio da neve —olhou o animal agonizante—. Volte para a casa, eu me ocuparei disto.
— A morte não me assusta —replicou Bella.—Vi minha mãe morrer, e não fiquei com nenhum medo. Foi como se dormisse. Fechou os olhos... e isso foi tudo.
Edward a olhou—Meu pai morreu assim também —disse voltando a olhar o bezerro.— Não falta mais muito tempo.
A jovem sentou a seu lado no feno e entrelaçou seus dedos com os dele, enquanto acariciava devagar o animal.
—Acabou-se —murmurou Edward ao término de um momento.
— Agora ao menos descansará. Volte para casa, Bella. vou enterra-lo.
Bella não queria chorar diante de Edward, mas não pôde evitar. Um animal tão pequeno e indefeso... O rancheiro a atraiu para si e a abraçou enquanto as lágrimas rodavam uma atrás de outra por suas bochechas. Quando acalmou-se um pouco, separou-se dele, e Edward secou suas bochechas com os polegares.
—Anda, vá para casa —murmurou com um sorriso. A sensibilidade e valores morais eram uma boa combinação em uma mulher, pensou.
Bella estava pensando exatamente o mesmo dele. Conseguiu esboçar um sorriso entre as lágrimas e, olhando com tristeza o bezerro por última vez, levantou-se e saiu do estábulo.
Quando entrou na cozinha encontrou Carlisle, e lhe contou o acontecido, derramando mais algumas lágrimas enquanto este lhe servia uma taça de café bem forte.
— Eu poderia ajudar em algo por aqui? —perguntou-lhe..
—Já fez o bastante, senhorita —respondeu ele sorrindo—. É agradável tê-la no rancho.
—Bom, não estou muito segura de que Edward pense o mesmo —murmurou ela.
—Mas é claro que sim —replicou Carlisle com firmeza.—O chefe a teria levado para a senhora Sue se quisesse. Vive sozinha a uns quilômetros montanha abaixo —sorriu ante a expressão de surpresa da jovem.
— Esteve observando-a ultimamente. Para ele é novidade ter a uma mulher por aqui, e sempre lhe custou muito se acostumar com mudanças.
—Como a todos, suponho —respondeu ela vagamente.
—Quando deixará de nevar? —perguntou-se com um suspiro, olhando pela janela.
Carlisle encolheu os ombros. —Dias... semanas... estamos em plena montanha, senhorita. Não se pode dizer quando chegará o "chinook" —ante o olhar perplexo da jovem, explicou—: um vento quente do noroeste. Assim o chamavam os índios.
Quando Edward retornou para casa, Bella estava mais acalma, mas ainda triste pela morte do bezerro.
Edward lhe dirigiu um breve olhar antes de lavar as mãos na pia. Carlisle, sábio corno era, soube que estava demais e saiu da cozinha para deixá-los a sós, e Edward foi para junto da jovem.
— Você está bem?
Bella assentiu com a cabeça, possivelmente com muita veemência, o que indicou a Edward que ainda estava sobressaltada pelo que tinha ocorrido.
—É que... era tão pequeno... —murmurou com a voz cheia de emoção.
—Suponho que pensará que sou uma boba —disse baixando a vista.
—Não, não penso.
E, sem parar para pensar nas consequências, a tomou pelos ombros e a atraiu para si, olhando-a aos olhos. Bella sentiu que os joelhos tremiam ante aquela inesperada proximidade.
Era algo novo, e também tremendamente excitante, sobretudo porque tinha sido ele quem se aproximou dela pela primeira vez. Não sabia o que esperar, podia sentir seu coração batendo loucamente.
Baixou a vista para a garganta de Edward. A veia pulsava com rapidez, e sua respiração se tornou entrecortada. Certamente dava muito trabalho respirar nesse momento, com o doce aroma do perfume e xampu embriagando-o e tirando-lhe os sentidos. Apertou os dentes. Estava muito difícil conter a excitação que ela lhe produzia, tendo-a tão perto...
Tinha consciência do que estava fazendo, mas necessitava desesperadamente beijá-la.
—Cheira a flores —disse com voz rouca.
Aquele era um comentário interessante vindo de um homem tão pouco poético, pensou
Bella esboçando um sorriso.
—É o xampu que uso —murmurou.
—Alguma vez solta o cabelo? —perguntou olhando-a encantado. Apenas recordava de tê-lo visto assim na noite que tinha estado doente. —Só quando vou dormir —respondeu ela, estremecendo ao sentir o fôlego de Edward em sua face.
—Sinto que o bezerro tivesse que morrer —lhe disse Edward.—Perdemos alguns a cada inverno.
A jovem levantou o rosto e o olhou nos olhos, pensativa.
—Eu não devia ser tão sentimental. Suponho que as mulheres reagem de um modo diferente dos homens.
—Não é bem assim —falou ele.
—Eu também acabo me afeiçoando aos animais. Além disso, alguém tem que ser protetor com as crias, tão pequenas e indefesas... A natureza lhes dá poucas oportunidades.
Os olhos de Bella se enterneceram enquanto o observava. Parecia um homem totalmente diferente quando falava assim: vulnerável, quase terno, e tão solitário...
—Bella, eu... não te meto medo, verdade? —perguntou-a de repente, como se o pensamento o atormentasse.
A jovem franziu o cenho.
—Não, é obvio que não —lhe assegurou, me sentia envergonhada por haver te beijado, e um pouco nervosa pelo modo como reagiu, isso é tudo. Sei que nunca me faria mal —murmurou.
Deixou escapar um suspiro.
— Sei que não se sente cômodo comigo aqui, e eu me sinto mal por estar incomodando, mas logo a neve derreterá e eu partirei.
Edward não respondeu, mas depois de um momento comentou:
—Eu acreditava, pela segurança que demonstrava, que fosse uma dessas mulheres que estiveram com vários homens. Temo que te julguei mal me apoiando somente no exterior.
Bella sorriu.
—Era tudo fingimento. Nem sequer sei por que o fazia. Suponho que me irritava essa imagem que você tinha formado sobre mim, e me comportava assim para te chatear.
Sem dar conta do que fazia, Edward apertou um pouco as mãos em torno de seus braços. —Alguma vez esteve com um homem? —perguntou brandamente.
A jovem viu curiosa que ele se ruborizou um pouco ao fazer a pergunta, e sentiu que a ela mesma estava ficado vermelha também.
—Não, nunca —balbuciou.
—É difícil acreditar, com o aspecto que tem.
—O que quer dizer com isso? —perguntou Bella ficando em guarda.
—Não posso acreditar que não saiba quão bonita é —respondeu Edward olhando-a nos olhos.—Uma mulher tão preciosa como você poderia escolher o homem que quisesse.
-Talvez —concedeu ela—, mas nunca quis um homem em minha vida. Desde que fugi de casa tive que abrir caminho por mim mesma, e não estou segura de querer perder minha independência. Sou música — disse, sem querer entrar em mais detalhe, _ganho a vida tocando o teclado.
—Sei, Seth me contou —respondeu Edward.
— Te ouvi tocar, e é boa.
Edward não podia deixar de olhá-la, e cada vez que seus olhos posavam nos lábios da jovem, recordava o breve momento durante o qual o tinha beijado com tanta inocência. Deixaria ela que ele a beijasse? Sabia tão pouco das sutis mensagens que emitiam as mulheres quando queriam que um homem desse o primeiro passo com elas. Não podia compreender as emoções que passavam nos olhos escuros de Bella, mas tinha os lábios entreabertos e sua respiração se tornou rápida e entrecortada, e suas bochechas estavam ruborizadas.
A jovem levantou o rosto para ele, e não consegui baixar a vista. Edward não era bonito, mas suas facções eram tão masculinas... e seus lábios a atraíam como um ímã. Recordou o efeito que seu beijo tinha tido nele, e se perguntou como reagiria se o beijasse de verdade, com a paixão que despertava nela.
—No que pensa? —perguntou Edward com voz suave.
—Eu... estava me perguntando como... —começou a balbuciar, _como seria te beijar...
O coração de Edward pareceu saltar, para seguir depois em um ritmo frenético.
—Já fez antes —respondeu depois de um pequeno pigarro, _já me beijou.
—Não, perguntava como seria... te beijar «de verdade».
Edward não podia entender o que ela queria dizer com aquilo. Sua esposa só o tinha beijado em poucas ocasiões, durante seu breve noivado, e sempre acabava o afastado, murmurando que ia borrar a maquiagem. Não tinham sido beijos verdadeiros, não tinha havido amor nem paixão neles. Bella se referia a isso?
Tomou o suave rosto oval da jovem entre suas mãos, e inclinou a cabeça para ela.
—Ensina-me o que é ... «um beijo de verdade» —sussurrou.
Os lábios de Edward descenderam sobre os de Bella. Tinham sabor de vento e sol, pensou a jovem, que estava em êxtase. Colocou as palmas das mãos sobre o peito masculino e, ficando nas pontas dos pés, apertou mais seus lábios contra os dele. De um modo automático, instintivo, abriram a boca ao mesmo tempo. Bella sentiu como Edward ficava tenso um instante, para gemer de puro prazer imediatamente em seguida.
Ao término de alguns momentos, a jovem se afastou com os olhos muito abertos, olhando curiosa e com intensidade nas íris castanhas do rancheiro.
—Assim? —murmurou Edward, inclinando-se de novo para ela para imitá-la—. Nunca tinha feito... com a boca aberta —sussurrou contra os lábios de Bella.
A jovem não podia dar crédito ao incrível comichão que a percorria dos pés à cabeça, como em ondas. Finalmente deixou-se arrastar pelo ardor de Edward, rendendo-se a seus lábios exigentes, enquanto a mão dele deslizava até sua nuca, enroscando-se em seus cabelos.
Bella emitiu um suave gemido. Querendo ficar ainda mais perto dele, apertou-se contra ele, ficando seus seios levemente esmagados contra o tórax largo. Podia sentir inclusive os fortes batimentos de seu coração. Queria-o ainda mais perto, queria fundir-se com ele. Suas unhas rasparam em círculos a camisa, e ele se esticou ligeiramente.
—OH, Edward, é maravilhoso... —murmurou, se esfregando contra ele, e inalando seu aroma masculino.
— Posso tirar sua camisa? —sussurrou.
Ele desejava imensamente isso, porque suas carícias o estavam deixando louco, mas então lembrou que Carlisle podia entrar a qualquer momento, e seria bastante embaraçoso se o encontrasse dessa forma. Por outro lado, a ele mesmo se turvava com a ideia, por mais que o desejasse, já que estava sentindo que ficava muito excitado. Aquele desejo o fazia sentir-se vulnerável, e não queria sentir-se vulnerável. Voltou a tomá-la nos braços e a separou brandamente, amaldiçoando entredentes. Bella ficou vermelha e deu um passo atrás, com o peito subindo e descendo pela respiração agitada.
—Não tem por que se sentir ameaçada —disse Edward interpretando mal essa retirada. Havia tornado a assustá-la?— Se você não gosta, não voltarei a fazê-lo.
—OH, não é isso —se apressou a esclarecer ela.
— Não me assustei. É apenas porque... — murmurou baixando a vista para o chão, _acreditei que estaria pensando que sou uma mulher fácil.
—Eu não...
Mas ela o calou pondo a mão em seus lábios para que a deixasse explicar-se.
—Não, Edward, quero que saiba: não estou acostumada a dar o primeiro passo com relação os homens. E nunca... nunca antes tinha pedido a nenhum que me deixasse tirar sua camisa —levantou o rosto para olhá-lo.—Não sou uma mulher fácil. É que... deixei-me levar pela emoção do momento...
—... como ontem —concluiu Edward.— Sinto muito Bella, sei que te acusei de ter se atirado sobre mim.
—Pois sim, não quero que pense que sou uma espécie de maníaca sexual.
—E não é? —perguntou Edward com um sorriso malicioso.
—Edward!, isso não tem graça! —exclamou a jovem batendo com o pé no chão—. Não estou muito segura de querer ficar aqui.
—Eu tampouco estou seguro de que seja uma boa ideia deixar que fique —murmurou ele admirando a irritação em seus olhos. Era tão preciosa...—Quero dizer... se tentasse de me seduzir, as coisas poderiam complicar-se...
A jovem ruborizou irada.
—Faz com que soe como se tivesse planejado te seduzir —falou.
Edward sorriu divertido.
—Bom —disse tirando um cigarro do bolso da camisa, se estivesse planejando, será melhor que me avise antes... assim estarei preparado para combater seus encantos. Bella o olhou maravilhada. de repente era um homem diferente, cheio de arrogância masculina e senso de humor. Aquele beijo apaixonado o tinha mudado. A distância entre eles terminou.
—Me diga uma coisa... Como chegou a sua idade sem ter nenhuma relação? —perguntou Edward de repente.
O acanhamento da jovem e seus contínuos rubores o tinham convencido por fim de que estava dizendo a verdade, que não era uma qualquer.
Bella encolheu os ombros, mas Edward tinha aceso o cigarro e a estava olhando, como esperando uma resposta.
—Não podia renunciar a minha independência —respondeu a jovem finalmente.—Durante minha infância e adolescência vivi dominada por meu pai, maltratada, assim, parecia que me render a um homem, lhe entregar meu coração, seria o mesmo que renunciar a minha individualidade. Além disso, a ideia de me entregar a um homem na cama sempre me deu um pouco de medo —disse afastando a vista, porque se houver um lugar em que o homem é o amo e senhor, é no quarto, apesar da liberdade que se diz que as mulheres gozam hoje em dia.
—Então, você achar que as mulheres deveriam mandar no quarto?
—O que acredito é que não é justo que alguns homens usem às mulheres simplesmente por sua condição de mulheres.
Edward esboçou um sorriso estranho.
—Tampouco é justo que algumas mulheres utilizem os homens.
—Eu não estava te utilizando —protestou Bella imediatamente.
— Por acaso me mencionei?
A jovem engoliu saliva, sentindo-se tímida de repente pela intensidade de seu olhar.
—Não, suponho que não —balbuciou.
Cruzou os braços, ao dar-se conta de que seus mamilos estavam duros e erguidos.
—Hum... então é certo que ficam eretos quando sentem desejo... —disse Edward sorrindo como um menino. —Li em um livro... —explicou-lhe ficando vermelho.
—A maioria das coisas que dizia não tinham muito sentido para mim até agora, mas estou começando a entender...
-Hei!, não sou um modelo vivo para educação sexual!
—Pois é uma verdadeira lástima. Não seria nada mal umas aulas...
—Mas, o que diz, Edward?, você estive casado —replicou ela sem compreender.
—Sim, estive —admitiu ele encolhendo os ombros. Franziu os lábios e seus olhos percorreram o corpo da jovem, _tem apenas um detalhe, ela jamais sentiu o menor desejo por mim: nem antes nem depois que casamos.
Bella entreabriu os lábios, sem saber o que dizer.
—OH, Edward... —murmurou—Sinto muito.
—No inicio me perguntava por que se afastava de mim cada vez que começava a beijá-la. Acreditava que, por seus princípios morais não queria fazer nada antes de casar, mas logo descobri que o que ocorria era que não tinha um pingo de moralidade e tinha me enganado para que eu casasse com ela, para que não fosse mãe solteira _ficou calado um momento, refletindo sobre o quando lhe custava contar para Bella essas coisas, coisas que não compartilharia com ninguém mais.
—Depois, quando compreendi que classe de pessoa era, o desejo de compartilhar o leito com ela... simplesmente desapareceu — levou o cigarro aos lábios e deu uma tragada.
—Seth é minha vida, cuidei dele desde que nasceu, e procurei fazer com que seja feliz. Sabe que não há laços de sangue entre nós, mas me quer como a um pai, e eu a ele como a um filho.
— Gosta muito de você —assentiu ela com um sorriso. —Fala de você o tempo todo.
—É um menino estupendo —disse Edward. Deu um passo para ela, observando curioso como a jovem se esticava, adorava essa reação, porque significava que estava muito consciente dele, embora se mostrasse tímida e reticente — E já que estamos fazendo confissões —murmurou, te direi que, igual a você, eu tampouco tive relações.
—Quer dizer que não teve nos últimos meses? —perguntou ela.
Edward meneou a cabeça, e deu de ombros incômodo. —Na realidade faz um pouco mais de tempo. Aqui nas montanhas não aparece muitas oportunidades— disse, e não vou deixar o Seth aqui para ir a cidade... A verdade é que faz treze anos.
-Treze?! —repetiu Bella boquiaberta. Imediatamente ficou vermelha e envergonhada—sinto. Não é que pense que...
Edward a olhou, esboçando um sorriso divertido pelo assombro da jovem.
—Quando adolescente não sabia nada das garotas. Era alto, desajeitado e tímido... assim eram os outros meninos também —deu outra tragada no cigarro— Na realidade sigo tendo o mesmo problema com as mulheres. Não sei como as abordar —lhe confessou com um débil sorriso.
Bella sentiu como se o sol estivesse saindo nesse momento, e sorriu também.
—Sério? —perguntou com suavidade— Eu acreditei que me rechaçava porque me achava pouco atraente, porque não era suficiente mulher para você.
Edward sentiu desejos de rir ante aquela desatinada ideia.
—A verdade é que você tampouco me dava uma trégua para fazer as pazes —falou, respondendo a cada uma de minhas agressões.
—Isso era porque você feria meus sentimentos ao pensar que eu era uma qualquer, uma mulher sem princípios. Não sabe o quanto me indignava, sobretudo porque nunca em minha vida me joguei em cima de nenhum homem.
—Sinto muito, comportei-me como um idiota presunçoso —murmurou Edward, ficou calado um momento, para logo em seguida esboçar um sorriso. _Acredito que temos algo mais em comum que nossa inexperiência e nossa falta de técnica.
—O que? —perguntou ela curiosa.
Edward apagou o cigarro no cinzeiro que havia na mesa junto a eles, ergueu-se e a olhou nos olhos uns segundos antes de falar:
—Bom, acredito que é bastante óbvio... Não é a única pessoa virgem aqui.
Alguém imaginava isso? rsrs até o próximo...
