Quem diria em! Edward virgem?? Kkkkk por essa vcs não esperavam! Comentemmm!!!

Boa Leitura!!!

Capítulo 6

Acho que não te ouvi bem —disse Bella com os olhos muito abertos. Era impossível. «Edward Cullen... virgem?»

—Ouviu muito bem —respondeu ele, _e não é tão inusitado como deve parecer. O velho Volturi, nunca esteve com nenhuma mulher, e tem já uns setenta e tantos anos. Pode haver muitas razões para que um homem não chegue a ter essa aula de experiência: a moralidade, os escrúpulos, o isolamento, ou simplesmente o acanhamento. Além disso, eu nunca quis me deitar com uma mulher só para poder dizer que o tinha feito. Necessitava que fosse com uma mulher que me importasse. Suponho que sou um desses idealistas que, se não encontrarem nunca à pessoa adequada, mantêm-se no celibato por toda vida. Além disso, acredito que são uma minoria os que se deitam com uma qualquer, inclusive nestes tempos em que todo mundo presume de ser tão liberado. Apenas um idiota se arriscaria tanto com todas essas doenças que podem contrair.

—É certo —assentiu Bella olhando-o pensativa. _E nunca há...? Bom, nunca sentisse desejo de...?

—Esse é o problema —respondeu Edward olhando-a fixamente nos olhos.

-Qual?

—Que sim, senti desejo. Por você.

A jovem se apoiou contra a parede para se assegurar de que não perderia o equilíbrio.

—Por mim?

—A noite em que chegou, quando eu estava doente e estava me enxugando o suor com a esponja, cada vez que seus cabelos roçavam meu peito... Essa é a razão pela qual eu estava tornando as coisas tão difíceis, a razão pela qual fui tão brusco com você — acrescentou deixando escapar um suspiro.

—Não sei como controlar meu desejo, e tampouco seria capaz de te levantar e jogar sobre meu ombro e leva-la para minha cama... mesmo com o Seth e Carlisle por aqui. O desejo não foi embora, mesmo quando eu pensava que você era uma mulher libertina... Mas o problema é que você é tão inocente a respeito de sexo, que a situação é ainda mais difícil.

De repente as peças do quebra-cabeças tinham começado a encaixar na mente de Bella, e o estava admirando fascinada. Não, ele não era o homem mau que parecia. Era forte e tremendamente sexy. E adorava seus olhos, tão expressivos.

—Pois, felizmente para você, eu também sou bastante tímida —murmurou.

—Exceto quando quer me arrancar a camisa —replicou Edward entre risadas. Foi até a mesa, onde tinha deixado o chapéu de vaqueiro, o colocou na cabeça e também a jaqueta, que tinha pendurado no respaldo da cadeira.

Enquanto a abotoava, observou que a expressão no rosto de Bella se tornou triste e séria.

Certamente estava lembrando-se outra vez do bezerro.

—Se você se manter ocupada não pensará tanto nisso —disse—. Faz parte da vida, Bella não se preocupe.

—Sei —murmurou ela, esboçando um sorriso— Estou bem.

Edward lhe dirigiu um cálido olhar, fazendo-a ficar vermelha ligeiramente, e saiu pela porta traseira.

Nessa noite, após o jantar, Carlisle subiu para deitar-se assim que terminou de recolher os pratos. Edward estava como de costume em seu escritório com os livros de contabilidade e Seth tinha persuadido Bella para que seguissem com as lições de música. Estavam sentados os dois na sala, em frente ao teclado, quando o menino lhe confessou que tinha estado tentado adivinhar com seus amigos do colégio, de que sua convidada era música profissional.

—Onde tocas, Bella? —perguntou olhando-a com curiosidade.

— Talvez a tenha visto tocando em algum lugar. É que... me é tão familiar...

A jovem ficou tensa imediatamente. Seth havia dito que gostava de rock, e também que seu pai tinha escondido os discos que tinha. Se entre eles havia algum de seu grupo, Twilight tinha uma foto dela e do grupo na contra capa, e talvez por isso lhe parecia familiar.

—É que tenho um rosto muito comum —replicou com um sorriso.

—Toca em alguma orquestra? —insistiu ele.

—Não, mas sozinha, em clubes noturnos —improvisou Bella. Bom, tampouco era mentira: uma vez tinha cantado em um para substituir a uma amiga doente—. Principalmente faço acompanhamentos para grupos.

—Caramba! —exclamou Seth—Aposto que conhece um montão de cantores e músicos famosos.

—Bom, sim, a alguns —assentiu ela.

—E em que cidades tocas?

—Em Nova Iorque, em Nashville... onde me deem trabalho.

Seth baixou a vista e passou brandamente os dedos pelas teclas.

—Não se incomoda em me ensinar... verdade?

—É obvio que não, Seth —replicou ela olhando-o com carinho— Está achando difícil?

— Na verdade um pouco sim —admitiu ele. — Nunca pensei que houvesse tantas escalas e tudo isso.

—Bom, a música é uma arte, e como tal é algo complexo, mas, como dizem, uma vez que aprender o básico, poderá tocar qualquer coisa.

O menino olhou seu relógio de pulso.

—Será melhor eu subir para passar a limpo essa redação de línguas antes do jantar, ou papai se zangará comigo - disse levantando-se com um suspiro.— Até mais tarde.

Bella lhe fez um gesto de despedida com a mão enquanto o menino subia as escadas.

A jovem suspirou também, e começou a tocar uma canção que seu grupo tinha gravado dois anos atrás. Era uma balada triste e melancólica a respeito de um amor impossível, que lhes tinha feito ganhar um Grammy. Apenas ao termino de alguns instantes se deu conta do que... estava cantando! depois daquele trágico sucesso tinha pensado que nunca poderia voltar a cantar, mas sua voz, doce e pura como a de uma cotovia, estava alegrando a sala.

—Seth, pelo amor de Deus... se importaria de desligar esse rádio? —disse de repente Edward do eu escritório.

Bella se calou no mesmo momento, com o coração na garganta, esqueceu de seu anfitrião.

Era uma sorte que a porta estivesse fechada, e que ele não apareceu. Desligou o teclado e foi à cozinha, feliz por poder voltar a cantar de novo.

Uma parte dela queria ficar vendo televisão por um momento, com a esperança de que Edward saísse de sua toca, mas outra o temia um pouco depois do beijo daquela manhã. Cada vez se sentia mais atraída por ele, mas ele não sabia quem era na realidade, e ela não tinha coragem para dizer-lhe porque estava segura de que se zangaria ao inteirar do engano. Subiu as escadas e foi para seu quarto, sentou-se na cama, em frente ao espelho que havia no armário, e soltou o cabelo, escovando-o distraidamente, de repente, umas batidas tímidos na porta a sobressaltaram.

Ruborizou e ficou nervosa, pensando que pudesse ser Edward, mas quando foi abrir, encontrou-se com Seth. O menino ficou olhando-a boquiaberto.

—Sim? —insistiu ela perplexa— O que ocorre, Seth?

—Um... não —balbuciou o menino— Em... é que... esqueci de dizer boa noite... Bom, pois... boa noite —disse com um sorriso.

Bella lhe desejou também boa noite e fechou a porta. Seth ficou um instante ali de pé, com o sorriso ainda em seus lábios. Deu meia volta e pôs-se a correr, mas não para seu quarto, mas ao de seu pai. Abriu silenciosamente o armário e tirou uma caixa de entre umas bolsas de viagens que a cobriam, e levantou a tampa. Ali estavam todas os discos que seu pai tinha escondido. Procurou entre eles, até encontrar o que procurava, e o segurou em frente a si: na capa apareciam quatro homens com aspecto de duros, rodeando uma moça muito bonita, com o cabelo ruivo e solto. O grupo era Twilight, um de seus favoritos, e a jovem... Bells Swan.. pois claro!, Bella!, sua Bella! Não podia acreditar.

Se seu pai ficasse sabendo, se zangaria muitíssimo, pensou. Colocou o disco no bolso de seu pijama. Seu pai não o deixaria sair durante duas semanas se desse conta de que ele faltava, mas as circunstâncias eram desesperadas. Tinha que proteger Bella antes de que seu pai averiguasse de quem se tratasse. Caramba!, tinha uma estrela de rock em sua casa! Se pudesse contar a seus amigos e companheiros de classe, mas sabia que se o fizesse, poderia chegar aos ouvidos de seu pai. Fechou a caixa e tratou de deixá-la como estava, e saiu do quarto.

Bella quase perdeu o café da manhã na manhã seguinte, porque acordou tarde. Ao entrar na cozinha, surpreendeu ao ver que o céu estava azul pela primeira vez em todos aqueles dias, e que tinha deixado de nevar.

—Parece que se aproxima o chinook —disse Carlisle com um sorriso ao vê-la entrar.

Edward sondou o rosto da jovem.

—Bom, eu diria que ainda faltam uns dias —murmurou.

—O que vamos fazer hoje, papai? —perguntou Seth.

Era sábado, e portanto não havia colégio. —Poderia vir comigo e me ajudar a dar de comer o gado —respondeu Edward.

-E eu ficarei aqui dando uma mão a Carlisle —disse Bella imediatamente.

Edward entreabriu os olhos.

—Carlisle se vira muita bem sozinho. Pode vir conosco.

Depois de tudo, foi bastante divertido. Bella sentou-se com Seth na parte traseira do trenó, ajudando a empurrar os fardos de feno. Edward cortava as cordas, e imediatamente todas as cabeças de gado se aproximavam da carreira de feno. Era bastante cômico. Para Bella lembravam essas mulheres que se equilibravam sobre os biquínis e trajes de banho durante as ofertas, e não pôde evitar romper em gargalhadas.

Quando retornaram para casa, estabeleceu-se entre eles uma espécie de harmonia e, pela primeira vez, Bella compreendeu o que era ser parte de uma família. Olhando Edward, Seth e Carlisle durante o almoço, perguntou-se como seria se pudesse viver ali com eles. Mas não, era impossível, disse-se com firmeza. Apenas estava ali de férias. O mundo real estava esperando-a do outro lado da porta.

Edward permitiu que Seth se deitasse mais tarde aquela noite, assim Bella e ele ficaram vendo um filme de suspense enquanto o rancheiro uma vez mais se enterrava no escritório com sua papelada.

Na manhã seguinte, foram à igreja no trenó. Bella tinha posto blusa e saia mais clássicas que tinha para não atrair muito a atenção das pessoas da comunidade.

Apesar de tudo, quando retornaram ao rancho, sentia-se muito incomodada. Tinham-na observando com descaramento, como se fosse seu amante ou algo assim.

Edward se aproximou dela por trás em silêncio enquanto ela secava uns pratos na cozinha depois do almoço.

—Sinto muito, não pensei que fossem reagir desse modo —murmurou.

—Não foi nada —lhe assegurou, comovida por sua preocupação, _na verdade, é que foi embaraçoso.

Edward suspirou.

—Todo mundo por aqui sabe que não tenho precisamente afeto pelas mulheres —disse— Esse e não outro é o motivo para que a olhassem: sentiam curiosidade por ter me acompanhado. É normal que fiquem surpresos ao ver um suposto ermitão com uma ruiva preciosa.

—Eu não sou preciosa —balbuciou Bella timidamente.

Edward deu um passo para ela. Naquele dia, para ir à igreja, pôs um elegante traje cinza pérola, com uma camisa branca e gravata formando um jogo com a calça e a jaqueta. Para Bella nunca lhe pareceu mais atraente, tão forte e masculino, e adorou a colônia que pôs.

—É claro que é preciosa —murmurou.

Acariciou-lhe brandamente a bochecha, e sua mão foi descendendo até roçar os lábios da jovem.

Bella ficou um momento sem respiração ao olhá-lo nos olhos.

—Edward? —sussurrou.

Ele tomou os braços da jovem e os pôs em torno de seu pescoço, rodeando com seus braços sua a cintura, atraindo-a para si.

Bella estremeceu ante a sensualidade de suas mãos, tomando posse de seus quadris, e levantou o rosto para ele ansiosa. Edward se inclinou devagar e roçou brandamente seus lábios contra os dela. Depois deu uma ligeira pressão, fazendo-a abrir a boca para entrar e explorá-la com a língua.

—Eu adoro te beijar assim —murmurou.— Me faz cócegas por todas extensão das costas.

—Em mim também —assentiu ela enroscando os dedos em seu cabelo e ficando nas pontas dos pés para lhe dar melhor acesso a sua boca.

Edward aceitou o convite em silêncio, beijando-a devagar e apaixonadamente. Gemeu dentro de sua boca, e a levantou do chão em seu abraço, mordiscando docemente seus lábios, fazendo-a gemer também.

—Falou algo, Bella? —perguntou Seth da sala.

Edward a baixou por um momento e se afastaram um do outro ruborizados.

—Não... não, Seth —respondeu a jovem em um tom mais agudo que o normal.

Por sorte, ele, deu-se por satisfeito com a resposta, porque não foi à cozinha. Carlisle estava fora de casa, mas provavelmente retornaria logo. A jovem levantou a vista para Edward; e ficou surpresa com a intensidade de seu olhar. Ele estava admirando suas bochechas rubras, os lábios inchados pelos beijos e os olhos brilhantes pela emoção.

—Será melhor eu vá —balbuciou Edward.

—Sim —disse ela tocando brandamente a boca, como se acreditasse que tudo tinha sido um sonho.

Edward lhe dirigiu um sorriso e saiu da cozinha, retornando ao salão sem dizer nada mais.

Foi uma tarde muito longa, e se fez mais longa ainda devido a necessidade que sentia Bella de estar perto de Edward. Cada vez que levantava os olhos durante o jantar, e depois, enquanto viam televisão, encontrava-se com ele olhando-a também, e cada vez ambos se ruborizavam. Seu corpo tinha fome dele, e estava convencida de que lhe ocorria o mesmo.

Carlisle e Seth subiram para deitar-se, mas a jovem ficou sentada no sofá, em suave expectativa.

Edward apagou seu cigarro com ar de quem tem todo o tempo do mundo, levantou-se de sua poltrona, foi junto à Bella e a levantou em seus braços.

—Não deve ter nada o que temer —lhe disse em um sussurro, olhando-a aos olhos.

Levou-a a seu escritório, fechou a porta atrás deles e sentou-se em uma poltrona de couro com a Bella sobre seus joelhos.

—Aqui não irão nos incomodar —explicou Edward. Tomou uma das mãos da jovem e a pôs sobre seu coração. — Nem Seth entra aqui quando a porta está fechada, disse.— Continua querendo me tirar a camisa?

—Sim... —gaguejou Bella, _Mas nunca despi antes um homem...

—Eu tampouco tenho experiência — o recordou com um sorriso cúmplice — . Poderíamos aprender juntos.

Bella sorriu também.

—Isso seria maravilhoso.

Baixou os olhos para a gravata e tratou de desfazê-la sem muito êxito. —Deixa, que eu faço —se ofereceu Edward. Com um hábil movimento se desfez dela em um instante. — O resto é com você —disse a jovem com um sorriso picante.

Os dedos de Bella, que com tanta perícia percorriam o teclado, estavam de repente tremendo pelo nervosismo, mas pouco a pouco foi abrindo a camisa. Logo o tórax musculoso ficou descoberto, de pele azeitonada e com denso e encaracolado pêlo negro.

A jovem posou as palmas de suas mãos no dorso masculino, admiranda pela força com que lhe pulsava o coração. Olhou-o aos olhos.

— Não está ficando envergonhada está? —perguntou Edward brandamente.

—Um pouco até agora, cada vez que um homem me aproximava meio metro saía correndo —confessou a jovem. _Os tipos com que estou acostumada não se parecem nada com você. A maioria deles são uns Don Juan, com um grande número de conquistas a suas costas. Para eles o sexo é algo tão normal como tomar um sorvete —ficou calada um momento.— Mas para mim esta intimidade é algo novo — disse ruborizando-se um pouco.

—Para mim também —assentiu Edward. Seu peito subia e descia pela excitação do momento. Acariciou-lhe a cabeça, _por que não solta o cabelo, Bella? —pediu-lhe—. Estou há dias sonhando com isso.

—Como soltar o cabelo? —perguntou ela entre divertida e incrédula.

Desfez a trança e o soltou, encantada ao ver a fascinação no rosto de Edward. Ele inclinou a cabeça e a beijou na garganta, através do cabelo, e a atraiu para si.

—Seu cabelo cheira a flores... —sussurrou.

A jovem relaxou com um suspiro, esfregando o rosto contra o do pescoço de Edward, e enrolou os dedos no pêlo do peito.

—... E é tão sedoso... —continuou o rancheiro. A tomou pelo queixo e a fez levantar o rosto para ele, tomando seus lábios no silêncio do escritório. Edward gemeu brandamente quando lhe deixou entrar em sua boca. Tomou a jovem pelos braços e a fez girar um pouco, colocando-a escarranchada sobre ele, de modo que seus seios ficaram contra seu peito, e sua bochecha contra seu ombro.

Edward tinha sabor de tabaco e café, pensou Bella, e era muito apaixonado. Rondou-lhe o pescoço com os braços e se apertou um pouco mais contra ele, notando de repente sua crescente excitação ao mover-se contra seus quadris. Edward emitiu um gemido gutural. Os dois abriram os olhos e se olharam por um longo momento, ela bastante ruborizada.

—Sinto —murmurou ele, como se aquela natural reação física o envergonhasse.

—Não, Edward — ela o tranquilizou estremecendo um pouco. — Não tem por que se desculpar. _Me... eu gosto de saber que me deseja —sussurrou, baixando a vista aos lábios dele.— É somente que... não esperava. Nunca tinha feito isto com ninguém.

O peito de Edward se inchou de orgulho ante essa confissão.

—Me alegro —disse, _mas o que sinto por você não é apenas físico.

A jovem apoiou a cabeça em seu ombro e sorriu.

—Para mim tampouco é apenas algo físico —admitiu acariciando seu rosto e detendo-se nos lábios. Adorava o aroma de seu corpo, sua calidez, sua força... — Isto é incrível não é verdade? —perguntou-lhe rindo brandamente.— Quero dizer, que estejamos tão verdes na nossa idade...

Edward riu também.

—Nunca me importou não ter nenhuma experiência —murmurou.

Eu tampouco —lhe assegurou ela suspirando feliz.

A mão de Edward acariciou o ombro da jovem, baixou até a cintura e subiu depois para suas costelas. Ansiava lhe tocar os seios, mas se deteve, pensando que possivelmente fosse muito cedo para ir tão longe.

Bella sorriu ao vê-lo titubear e, olhando-o nos olhos, tomou sua mão e a pôs sobre um de seus seios, entreabrindo os lábios ante a deliciosa sensação que aquele contato provocou nela.

Sentiu que seu mamilo endurecia, e conteve o fôlego quando o polegar de Edward começou a esfregá-lo em círculos.

—Viu alguma mulher... nua da cintura para acima? —sussurrou Bella.

—Não, apenas nas fotos das revistas e nos filmes —respondeu ele — eu adoraria vê-la assim e acariciar sua pele.

A jovem tomou de novo sua mão e a levou para a fileira de botões de sua blusa. Edward foi desabotoando-os um a um e, depois de tirar o último de sua casa, abriu a blusa. O sutiã pareceu deixá-lo fascinado, e ficou olhando-o por um longo momento, com o cenho ligeiramente franzido, como se estivesse pensado como desabotoá-lo. —Tem um gancho frontal —sussurrou Bella, levando mãos ao seio para abri-lo.

Seus dedos tremeram ao fazê-lo, e quando conseguiu, levantou os olhos para observar a expressão no rosto de Edward quando descobrisse seus seios palpitantes. Este conteve o fôlego extasiado.

—Meu Deus —murmurou com verdadeiro ardor. Tocou-a com dedos trêmulos os olhos fixos nas auréolas rosadas e eretas. —Meu Deus, é o mais formoso que vi nunca...

Edward a fazia sentir incrivelmente feminina. A jovem fechou os olhos e arqueou para o braço que a rodeava, gemendo brandamente.

—Belos... —sussurrou-lhe com voz rouca, ansiando colocá-los em sua boca.

Ele se inclinou, deleitando-se com a fascinação da jovem ante seus beijos e as carícias de sua língua. Suas mãos a atraíram ainda mais para si. A pele de Bella era tão suave ao tato como pétalas de flores, e tremia sob seus ardentes lábios, enquanto o fôlego abandonava a boca da jovem em pequenas rajadas intermitentes. Tinha os olhos fechados; estava abandonada ao prazer.

—OH, Edward... Isto é tão doce... —gemeu com a voz rouca pela emoção.

Os lábios masculinos abandonaram seus seios para ir subindo até chegar a sua garganta, enquanto a atraía contra seu peito. Edward a sentiu estremecer antes de lhe rodear o pescoço com os braços e a apertasse mais contra ele, esfregando-se e deixando escapar um glorioso gemido.

Então se deteve e abriu os olhos, dois lagos escuros e serenos, o cabelo caindo desordenadamente sobre os ombros e as bochechas avermelhadas. Estava tão formosa que voltou a roubar o fôlego de Edward, que ficou ali sentado, admirando-a e devorando-a com o olhar.

Bella ficou quieta, sem respirar com medo de romper o encanto do momento.

—Estas lembranças me sustentarão durante o resto de minha vida —sussurrou ele.

—A mim também —murmura Bella. Estendeu as mãos para lhe acariciar o rosto.— Não deveríamos ter feito isto —disse sentindo-se culpada, _fará com que minha caminhada seja mais difícil.

Edward lhe impôs silêncio beijando-a brandamente.

—Vivamos apenas o presente — disse—. Além disso, embora tenha que partir, não permitirei que se afaste de mim para sempre. Não, não deixarei que vá.

Os olhos castanhos da Bella estavam cheios de lágrimas, que começaram a cair por suas bochechas antes que as pudesse conter. Edward a olhou preocupado.

—O que houve? —perguntou tomando seu rosto entre suas mãos.

-Ninguém antes tinha feito me sentir tão querida -explicou-lhe ela, conseguindo esboçar um sorriso entre as lágrimas. — Durante toda minha vida sempre me pareceu que estava demais em todas partes.

—Aqui você não está demais. Agora este é também seu lar.

Bella suspirou e se acomodou contra ele, fechando os olhos para concentrar-se na deliciosa sensação de pele contra pele e no batimento do seu coração. Edward ergueu seu queixo e voltou a beijá-la com ardor. Logo voltaram a estar envolvidos um com outro, mas de repente, ela começou a tremer e se afastou um pouco dele, um pouco assustada ante essas reações que não compreendia.

—É desejo —lhe sussurrou Edward, lhe acariciando os seios e olhando-a nos olhos. — Me deseja tanto como eu a você, não é, Bella?

—Sim, sim... —gemeu a jovem fechando os olhos.

Entretanto, a mão deEdward se deteve. A jovem abriu os olhos.

—Não podemos fazê-lo, Bella, não deste modo. Eu... sou um homem à moda antiga —disse deixando escapar um profundo suspiro.

A jovem tremeu ainda mais ante a ideia de interromper aquela escalada ao prazer.

Sentiu desejos de lhe dizer que mandasse a respeitabilidade as favas, mas Edward a abraçou e lhe sussurrou docemente: _se agarre em mim, feche os olhos e respire fundo. Passará logo.

A jovem fez o que ele disse. Não podia compreender como ia apagar aquele fogo que a consumia, quando seus seios estavam grudados em seu tórax, mas ao cabo de uns segundos a ansiedade começou a diminuir, até que os tremores desapareceram por completo, um profundo suspiro exalaram de seus lábios.

—Como pode saber tanto se nunca houver...? —perguntou curiosa.

—Já lhe disse —murmurou, _li um livro que... bom, a verdade é que tenho lido vários. Mas, Meu Deus, ler a respeito nem sequer comparar-se com isto.

Bella sorriu, deixando-se levar por um impulso malicioso, mordeu-o no ombro direito através do tecido da camisa. Edward estremeceu. —Não faça isso —murmurou com voz rouca. A jovem levantou o rosto, e ficou fascinada pela expressão que viu em seu rosto.

—Gostou...? Te excitei?

—Sim —assentiu ele com um sorriso, muito abaixou a vista para seus seios. _E também me excita ver seus seios nus, mas acredito que é melhor paramos enquanto ainda podemos.

Pegou o fecho do sutiã e o fechou, em seguida abotoou a camisa.

—Decepcionada? —adivinhou ao olhá-la nos olhos. — Eu também gostaria de ter ido em frente, Bella. Toda noite sonho contigo, fazendo amor, mas...

A jovem também o tinha imaginado várias vezes, e imaginou nesse momento, o musculoso corpo bronzeado de Edward movendo-se brandamente sobre o seu, sob os lençóis brancos...

—OH, Edward, mas eu quero que nós o façamos —gemeu beijando-o com deliciosa ternura.

—Eu também—assentiu ele. — Não deixo sonhar em te ver na minha cama, me rodeando com seus braços, o colchão rangendo em baixo de nós... —levantou o rosto para ela com a respiração entrecortada.—Lhe faria mal, sendo a primeira vez, e não estou seguro de...

—Mas seria apenas por um momento —murmurou ela—, e eu suportaria... sabendo o prazer que viria depois.

—OH, Deus, te daria prazer até que ficasse exausta —disse ele com adoração, tomando seu rosto entre suas mãos e beijando-a — Mas, agora deve ir para cama, Bella, antes que a dor fique insuportável por conter a excitação.

A jovem sorriu contra seus lábios, e deixou que ele a pusesse no chão. Ao fazê-lo, cambaleou ligeiramente e Edward teve que segura-la.

— Você se dar conta de até que ponto me afetas? —murmurou.— Me faz sentir fraquinha.

—Asseguro que não tanto como você a mim —replicou Edward lhe acariciando o cabelo e olhando-a com adoração.— Boa noite —murmurou.

A jovem separou-se dele com tristeza e sem deixar de olhá-lo nos olhos.

—É verdade nunca tinha feito isto antes? — perguntou entreabrindo os olhos.— Para um principiante estive muito bem— Digo o mesmo —respondeu ele com um sorriso malicioso.

Bella ficou observando-o um instante: o cabelo deliciosamente revolto, os lábios inchados pelos apaixonados beijos, a camisa enrugada... Caminhou de costas para a porta, sem deixar de olhá-lo, fascinada.

— Se eu fosse você trancaria a sua porta —sussurrou Edward.

A jovem sorriu encantada.

—OH, não, você sim que deveria fazê-lo... como na outra noite —replicou com um sorriso divertido.

Edward esfregou a nuca incomodado ao recordar aquela criancice.

—Sinto muito, aquilo foi um golpe baixo.

—Não, não, na realidade me senti poderosa —lhe assegurou Bella entre risadas.— Nunca em toda minha vida eu havia me sentido tão perigosa. Oxalá tivesse um desses negligés de seda negra.

—Quer sair daqui de uma vez? —insistiu Edward — Se não sair sou capaz de me lançar sobre você como uma fera e fazer amor até você implorar para parar.

—Com o Seth lá em acima? —perguntou ela arqueando uma sobrancelha de forma sedutora.—Por favor, cavalheiro, pensem em minha boa reputação.

—É exatamente o que estou tentando fazer, mas se não for imediatamente... —disse fingindo que ia levantar e saltar sobre ela.

—Está bem, está bem —murmurou ela entre suaves risadas.— Já vou —abriu a porta e se deteve um minuto para olhá-lo. Boa noite, Edward.

— Boa noite, Bella. Doces sonhos.

—Serão a partir de agora —assentiu ela. Fechou devagar a porta atrás de si, e subiu as escadas em silêncio para não acordar Seth nem Carlisle.

Só quando estava a sós em seu quarto teve plena consciência do que tinha feito, e dos problemas que podia causar. Ela não era livre, era Bells Swan, a cantora de um grupo de rock de êxito internacional. Estava se apaixonando pelo Edward e ele por ela, mas, o que diria quando se inteirasse de quem era na realidade? e, mais ainda, como ficaria quando soubesse que tinha mentido para ele, que tinha oculto a verdade? Gemeu zangada consigo mesma enquanto vestia a camisola. Não queria nem pensar. Tinha passado em um instante do céu ao inferno.

Sinceramente este é um dos melhores capítulos... Kkkkk esses dois são fogo puro!!! Vcs veram no próximo capítulo! Comentemmm!! Até!