Boa Leitura!!!
Capítulo 7
Bella mal consegui dormir, lembrando por um lado o ardor de Edward, e por outro atormentada por aquele crescente sentimento de culpabilidade. «Como vou dizer agora a verdade?», perguntava-se angustiada, «como vai me perdoar?»
Vestiu-se e desceu para tomar o café da manhã. Assim que entrou na cozinha, Edward levantou a vista e lhe dirigiu um olhar muito cálido.
—Bom dia — saudou Bella com um sorriso.
—Bom dia —respondeu ele devolvendo, _a dormiu bem?
—Em... sim, bom, mais ou menos —respondeu ela vagamente.
-Terei que lhes deixar sozinho hoje, prometi a um vizinho que o ajudaria a procurar umas cabeças de gado extraviadas.
—Não vai ao colégio, Seth? —perguntou a jovem arqueando as sobrancelhas.
—Hoje temos festa —explicou o menino, sentado ao lado de seu pai.— E quer me fazer acreditar que tinha esquecido? —perguntou exasperado.— Se não, não teria levantado tão cedo, teria ficado na cama o dia todo. Bella sorriu.
—OH, vamos, vamos —animou dando umas palmadas no seu ombro. — Se dormir o dia todo perderá a lição de música, e hoje tinha pensado em te ensinar uma canção que...
—É a isso ao que se dedica? —interrompeu-a Edward com curiosidade. — Me disse que ganhava a vida tocando o teclado... Dá aulas?
—Não, na verdade não —murmurou a jovem incomodada. Talvez fosse um bom momento para lhe dizer a verdade.— Eu... monto os acompanhamentos para diferentes grupos —disse contraindo o rosto, esperando a explosão. — bom, uma verdade pela metade era melhor que uma mentira, pensou, porque não conseguia reunir coragem e dizer Grupo de rock...
Entretanto, para sua surpresa, aquela explosão não chegou. —OH. Vá —balbuciou Edward.— Bom, na realidade não tem nada de mau —disse. Bella o estava olhando de cenho franzido. —Desde quando se tornou tão informada a esse respeito? —. Além disso, fazer acompanhamentos não é o mesmo que vestir-se de forma provocadora e cantar essas letras obscenas - acrescentou. Bella abriu a boca para falar... mas ele a interrompeu — , Bom, tenho que ir. — Se despediu.
Bella queria ter dito a verdade, mas Edward deu uma piscada e saiu pela porta sem lhe dar tempo sequer de pensar.
A jovem se recostou contra o respaldo da cadeira com um suspiro.
—OH, Seth, que desastre —murmurou apoiando o queixo nas mãos.
—Por que? —perguntou o pequeno, que não sabia o que estava passando por sua cabeça. —Meu pai estava sorrindo, e vi que se ruboriza quando você o olha. Não estou cego, sabe? —ficou olhando-a um momento. — Você gosta dele, embora não seja o mister América?
—Sim, eu gosto dele —admitiu ela com um sorriso tímido, baixando a vista para a mesa.— É um homem muito especial.
- Eu também acho —respondeu Seth. Uma hora depois estavam em frente ao teclado praticando quando ouviram o ruído de um motor vindo de fora da casa. Seth foi à janela para ver de quem se tratava.
—Que estranho... —disse o menino.— É um flamejante ... OH!... OH!... —murmurou virando-se para olhar a jovem.— Temo que isto possa lhe trazer problemas...
Bella arqueou as sobrancelhas. —Porquê?
Bateram na porta, mas antes que Bella ou Seth pudessem chegar ao vestíbulo, Carlisle já estava ali, com a porta aberta, o trinco na mão e olhando para um tipo enorme que...
—Sam! —exclamou Bella correndo para ele. O tipo a levantou pela cintura e a abraçou, estampando um sonoro beijo em sua bochecha.
—Olá, garbancito! —saudou-a sorrindo. — Posso saber o que está fazendo aqui? O velho trapaceiro que vive montanha abaixo me disse que tinha deixado a cabana do Denali há dias, desde que começou a nevasca.
—Houve falta de luz e eu teria morrido de frio ali sem calefação. O senhor Cullen teve a amabilidade de me permitir vir para sua casa.
A jovem girou para Carlisle e Seth, que seguiam olhando o grandalhão boquiabertos.
—Este é Sam — disse. É um bom amigo, e um músico incrível — apresentou, estes são Carlisle e Seth —disse ao Sam. Ficou olhando o menino e Carlisle —Poderia me fazer um favor? Não digam a Edward nada desta visita, eu direi.
—Seu segredo está a salvo comigo, senhorita —disse Carlisle, desculpando-se e voltando para a cozinha
-E comigo também —disse Seth sorrindo—... E gostaria que o senhor me desse um autógrafo antes de partir.
Bella suspirou, o temor escrito nos olhos.
—Sim, já sei que é Bells Swan — disse o menino.— Tenho um disco do Twilight Mas não se preocupe, assim que te reconheci o tirei de onde meu pai tinha escondido. Você pensa em lhe dizer a verdade encontrar o momento certo, verdade?
A jovem suspirou aliviada.
—Sim, Seth, penso fazê-lo assim que puder — prometeu. — De fato, já tentei fazê-lo um monte de vezes, mas ... bom, as coisas se complicaram um pouco.
—Estou seguro que encontrará um modo de dizer-lhe_ animou-a o menino.—Deixarei-os para que se falem —disse indo para a cozinha onde estava Carlisle.
Bella levou Sam para a sala, onde se sentou com ele.
—Na verdade eu não entendo o que faz aqui. Esse Volturi me havia dito que este Cullen odeia às mulheres.
—Bom, tem suas razões, lhe asseguro —murmurou Bella entrelaçando as mãos sobre seu colo.— E não aprova rock —disse com um suspiro.
Houve um silêncio.
—Como se sente? Tentou cantar? —perguntou Sam, olhando-a esperançado.
A jovem assentiu devagar, contente por poder lhe dar a boa notícia.
—O outro dia estava sozinha E... comecei a cantarolar sem me dar conta. Quase não acreditei.
—Estupendo! —exclamou o com um amplo sorriso. — Nesse caso é possível que se interesse pelo que vim contar. Os meninos e eu pensamos em participar de um concerto no Larry's Lodge, perto daqui — explicou ele. — Já sei, já sei que não quer ouvir em falar de atuações diretamente, mas me escute por um momento nada mais: é um concerto beneficente para arrecadar recursos para uma associação de doentes de fibrosas. É um ato de caridade, não um concerto no sentido estrito da palavra. Apenas teríamos que cantar algumas músicas, e os meninos e eu pensamos que te ajudaria a retomar o contato com o cenário.
—Não sei, Sam. Ter podido cantar para mim mesma é uma coisa, mas a frente de um público...
—Bom, você pensa. Se não conseguir cantar, os meninos e eu pedimos desculpa por você e tocaremos apenas temas instrumentais, mas mesmo assim nós gostaríamos que viesse — tirou do bolso algumas entradas e entregou três a Bella. — Pode levar o menino e seu pai. Talvez assim esse Cullen se dará conta de que o rock não é algo demoníaco.
Voltaram a ficar calados por um instante.
—A família da garota mandou uma carta para Gravadora —disse Sam de repente, _para te agradecer por tentar ajudá-la. Dizia que você foi sua heroína e que... OH, Bells!, não, por favor...
A jovem pôs-se a chorar. Sam a abraçou, embalando-a brandamente contra si.
- Tem que superar. Não pode se esconder nestas montanhas pelo resto de sua vida. Foi um acidente, apenas um acidente.
—Sim, mas se eu tivesse chegado a ela a tempo... Se o pessoal da segurança tivesse estado mais presente...
—Se, se, se... —replicou ele meneando a cabeça.— Não pode voltar atrás no tempo e mudar as coisas.
A jovem secou os olhos com o punho da blusa.
—Vamos, Bella. Pode superar isto, sei. Os meninos e eu gostamos muito de você.
- Eu também de vocês —murmurou ela lhe dando um carinhoso abraço.
Sam olhou seu relógio.
- Será melhor que me vá —disse levantando-se.— Ei, menino! — chamou aparecendo na cozinha, ainda quer o autógrafo?
Seth saltou do tamborete em que estava sentado, vendo Carlisle cortar batatas, e correu para junto do grandalhão.
—É claro que sim! —exclamou.— Vou correndo buscar uma caderneta e um bloco.
No minuto seguinte esteva de volta, quase sem fôlego. Sam rabiscou sua assinatura, e desenhou debaixo o logotipo do grupo.
—Aí esta, guri.
—Seth é um talento musical em afloração — informou Bella rodeando o menino com o braço.— estou lhe ensinando a tocar teclado. Um dia destes, se conseguimos despistar seu pai, o levaremos as excursão para que faça os acompanhamentos musicais.
—Asseguro que adoraria —disse Sam despenteando o cabelo de Seth. — Trabalha duro, né ?
—Farei, senhor !
—Bom, te espero ver no concerto —disse Sam a Bella.— Até logo.
—Que concerto? —perguntou Seth muito excitado quando o músico partiu.
Bella lhe mostrou as entradas.
—É um concerto beneficente que o grupo vai participar.
—Você também?
—Bom, se reunir coragem para voltar a subir em um palco... sim.
O menino a olhou interrogativamente, e Bella lhe explicou o que lhe tinha ocorrido, lutando para conter as lágrimas.
—Bem —murmurou o menino—, não foi a toa que vieste aqui para se afastar de toda uma temporada. Mas, como o Sam disse, terá que voltar a cantar algum dia, e quanto mais demorar para enfrentar, mais te custará — disse com uma sabedoria inusitada para seus doze anos.
—Sei, mas... Seth, eu... Eu gosto muito do seu pai —murmurou baixando a vista para o chão, gosto muito, e assim que se inteire de quem sou...
—Ainda falta uma semana para o concerto —falou o menino, poderá dizer-lhe antes que possa saber por outros meios.
—E você, não está zangado por que lhe enganei? —perguntou olhando-o preocupada.
—Não seja parva —disse ele abraçando-a.— Cantora ou não, continua sendo genial.
A jovem sorriu o abraçou também.
—O que a preocupa, Bella? —perguntou-lhe Edward naquela noite, sentado junto a ela no sofá enquanto Carlisle lavava os pratos e Seth fazia os deveres em seu quarto.— Esta noite não parece ser você.
A jovem se sentou um pouco mais perto dele, e tocou ligeiramente a manga de sua camisa de flanela.
—Deixou que nevar — disse, dentro de pouco tempo terei que partir.
Edward deixou escapar um profundo suspiro e entrelaçou sua mão com a dela.
—Eu também estive pensando nisso... De verdade tem que voltar?
O coração da jovem deu um salto. Queria lhe dizer que desejava ficar com eles, e deixar que o futuro se encarregasse de tudo, mas não podia.
—Sim, tenho certas obrigações que não posso deixar de atender —murmurou contraindo o rosto, coisas que me comprometi a fazer —lhe apertou a mão, armando-se de coragem.— Edward,na próxima sexta-feira a noite tenho que ver umas pessoas no Larry's Lodge — levantou o rosto para olhá-lo nos olhos.— É um concerto, e tenho entradas... Cantarão alguns grupos de rock, mas também haverá outros tipos de música. Iria comigo? Seth poderia vir também. Eu... bom, eu gostaria que visse como ganho a vida.
—Você e seu teclado?
— Sim, mais ou menos —assentiu ela, pedindo a Deus que lhe desse forças para lhe dizer a verdade antes de sexta-feira.
—De acordo —aceitou Edward, _tenho ali um antigo companheiro da Patrulha de Esqui que ainda está em atividade. Claro, eu adorarei ir contigo. Iria contigo a qualquer lugar do mundo.
Bella o abraçou com força. -Eu também —murmurou.
Edward inclinou a cabeça, procurando sua boca, e ela a entregou com ardor e devoção, sem pensar no futuro. Ao termino de um momento, seus lábios se abriram em um convite mudo que ele aceitou, tomando-a pelos quadris e atraindo-a para si para pô-la em contato íntimo com os duros e masculinos contornos de seu corpo.
Gemeu fazendo o beijo ficar ainda mais profundo, e Bella disse sussurrando que o amava, que o adorava. Se pudesse ficar com ele para sempre...
Tiveram que se afastar por um momento para tomar fôlego.
—Edward, Carlisle ou Seth poderiam entrar... —murmurou ela com a frente apoiada na dele.
—Não me importaria — disse ele surpreendendo-a.— Não me envergonho do que sinto por você, Bella.
A jovem sorriu e apoiou a cabeça em seu peito enquanto viam televisão. Após alguns momento Carlisle e Seth se uniram a eles, Seth prometeu a seu pai que já tinha terminado seus deveres.
Carlisle sorriu para si mesmo ao vê-los abraçados, como se tivesse imaginado que antes ou depois isso ocorreria, e não pareceu se importar absolutamente, muito pelo contrario.
Eram quase como uma família, pensou a jovem feliz. Nunca havia se sentido tão à-vontade.
Um pouco mais tarde, Carlisle e o menino foram para cama, deixando-os de novo a sós, Edward tornou a levá-la para seu escritório para que tivessem mais intimidade.
Ali tombaram juntos no amplo divã de couro que havia junto à parede, ela sobre ele.
—Tive que lutar muito para manter este lugar — estava dizendo Edward, mas a terra é boa e tenho umas cabeças de gado bastante respeitáveis. Não posso te oferecer riquezas e nenhuma posição social elevada, mas cuidaria de você —acrescentou olhando-a solenemente aos olhos.
A jovem acariciou-lhe a bochecha brandamente.
—Mas Edward, você não sabe nada sobre mim. Talvez quando conhecer melhor o que me rodeia, o que faço, você não goste tanto como pensa —murmurou com pessimismo.
—Não acredito, é impossível. Quero a você, o resto não me importa. Bella não podia evitar se perguntar se esse ardoroso amor não deveria ser unicamente porque era a primeira mulher com que tinha compartilhado momentos íntimos. O certo era que tinha medo de iludir-se sem estar segura da firmeza de seus sentimentos.
— Edward, vamos nos dar um tempo antes de fazermos planos? —sugeriu com suavidade. Rodou até ficar apoiada, junto a ele.— Desfrutemos do presente. Me ame, por favor —sussurrou beijando-o.
Edward deixou escapar um gemido gutural, atraindo-a para si apaixonadamente. Despertava nele um desejo selvagem. Talvez ela estivesse nervosa ante a ideia de um compromisso, mas ele estava muito seguro do que queria: queria ela.
Com mãos hábeis se desfez da blusa da jovem, do sutiã, a seguir arrancou as pressas sua própria camisa, ansioso por sentir a suave pele de Bella contra a sua. Entretanto, logo aquilo não foi suficiente. Tombou sobre ela e a sentiu tremer. Seu corpo respondeu, fazendo estremecer seus membros. Esfregou-se sensualmente contra ela, levantando a cabeça para olhá-la nos olhos. Bella conteve o fôlego extasiada por aquela fricção.
-Também é novo para mim —murmurou Edward, adivinhando seus pensamentos, enquanto esfregava os quadris contra os de Bella.— Deus —gemeu com voz rouca, _é como se me queimasse, te sentir deste modo...
—Eu sinto o mesmo —disse ela arqueando-se contra ele.
Adorava sentir o peso de seu corpo, sua masculinidade. Rodeou-o com os braços para atraí-lo mais para si e abriu a boca para lhe dar acesso. Imediatamente a língua de Edward estava invadindo-a, com uns movimentos lentos e sensuais que a fizeram estremecer de prazer.
Edward deslizou uma mão por baixo dela, apertando-a contra si, e ficaram de repente em uma posição tão excitante que a necessidade um do outro quase os fez sucumbir. Bella fincou as unhas nas costas masculina para conter o desejo. Era como se um raio a tivesse sacudido, fazendo que uma sensação elétrica a percorresse todinha.
Edward se separou dela imediatamente, tremendo, tentando controlar-se com todas suas forças.
—Sinto —ofegou, _não pretendia que chegássemos tão longe.
Bella também estava tremendo, e grosas lágrimas de frustração rolavam por suas bochechas.
-Mas eu te desejo, Edward!, desejo! —sussurrou.
-Eu também querida, não sabe quanto... respondeu ele, _mas não podemos nos deixar levar desse modo.
—OH, Edward, mas por que não podemos chegar ao final? —suplicou-lhe olhando-o aos olhos.—Só uma vez... por favor...
Ele tomou o suave rosto da jovem entre suas mãos e a beijou na frente.
—Não podemos fazê-lo, Bella, poderia te deixar grávida... porque imagino que não estará tomando a pílula, verdade?
A jovem ruborizou ligeiramente.
—Não.
—Então teria que ser eu quem... —começou ele ruborizando-se também ligeiramente.— Quero dizer que teria que ir ao povoado, e entrar em uma farmácia e pedir um pacote de preservativos. E...
—Ficaria com vergonha?
—Não, não é isso —respondeu ele.— Toda a comunidade pensa que sou um solteirão. Sabem que está em minha casa, e se me vissem comprando isso... Não vou deixar que pensem que é essa classe de mulher.
Bella sorriu comovida.
—Sabe? acredito que não me importaria de ficar grávida de você e ter um pequeno Edward.
Ele sorriu brandamente.
—Os filhos devem nascer dentro do matrimônio –replicou.— Ficará conosco até o dia desse concerto e depois... depois farei uma pergunta a que espero que responda que sim —murmurou ruborizando-se.
—OH, Edward... —murmurou a jovem ruborizando-se também ao imaginar do que se tratava.
Ele a beijou.
-E agora será melhor irmos para cama... —disse separando-se dela, cada um na sua. Bella sorriu divertida ante a elucidação.
Será que a Bella vai contar para Edward que ela é uma cantora?? Vamos ver... No próximo capítulo! Comentemmm!
