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Boa Leitura!!!

Capítulo 9

O helicóptero deixou Edward no pico da montanha onde tinham avistado pela última vez o avião, e depois se afastou, deixando-o na mais absoluta solidão, em meio da neve. O rancheiro comprovou as ataduras dos esquis, ajustou firmemente as tiras da mochila e olhou para baixo, estudando o caminho a seguir. Perigosa como era, as autoridades locais se asseguravam de que não os turistas que se alojavam na estação de esqui, não a frequentassem, já que não contava sequer com o habitual tobogã de salvamento um trenó especial com maca.

Edward inspirou profundamente, preparando-se para o descida. Bella devia estar ali abaixo, e tinha que encontrá-la, ajustou os óculos, e fincou as fortificações na neve para melhor impulsionar-se montanha abaixo. Começou a deslizar ganhando cada vez mais velocidade. O vento golpeava seu rosto sem piedade, e os flocos de neve grudando em seu traje escuro.

Entreabriu os olhos, concentrando-se ao máximo nos obstáculos que foram surgindo em seu caminho, e dando graças a Deus por poder fazer algo em vez de ter que ficar sentado em casa, passando um inferno a espera de notícias. Não podia suportar a ideia de que Bella tivesse morrido. Tinha que tentar pensar positivamente. Havia gente que sobrevivia aos acidentes aéreos, pessoas que, milagrosamente, saíam ilesas dos restos do avião. Tinha que acreditar que Bella seria uma delas, porque, se não fazê-lo, a dor poderia atrapalhar sua concentração.

Viu alguma coisa ao pé do pico da montanha, e rogou a Deus com todas suas forças para que o avião estivesse ali, mas quando chegou ao lugar, percorreu-o sem êxito. Deteve-se e olhou ao redor. Talvez aquele observador se equivocou, talvez se tratasse de outro pico, possivelmente a quilômetros dali, pensou agitado. Mordeu o lábio inferior, sentindo o gosto do protetor labial que aplicou antes de sair. Se algum dos passageiros estivesse com vida, alguns minutos para mais ou para menos podiam significar tudo. Tinha que encontrar logo o avião.

Seguiu deslizando montanha abaixo, com o coração pulsando apressado pela preocupação. De repente algo captou sua atenção e se deteve. Vozes? Girou a cabeça e ficou escutando, mas apenas podia ouvir o ruído do vento, e o ranger das copas das árvores. Voltou a girar a cabeça com mais atenção. Sim! Estava seguro de que havia tornado a ouvir. Quase ficaram desapercebidas sob o uivar do vento, mas sem dúvida eram vozes. Edward levantou os braços e fez buzina com as mãos.

—Olá? Onde estão? Podem me ouvir? —gritou, rogando ao céu para que a vibração de sua voz não provocasse uma avalanche.

-Aqui!, estamos aqui!, nos ajude! —responderam as vozes.

Edward as seguiu, confiando que não estivesse sendo provocada pelo eco e, finalmente, lá abaixo, entre as árvores, um raio de sol entre as nuvens arrancou um brilho que parecia ser uma superfície metálica... o avião! Graças a Deus, havia sobreviventes! Que Bella seja um deles, pediu a Deus com fervor.

Ao se aproximar, viu algumas pessoas junto ao aparelho quase intacto. Uma delas, um homem, com uma tosca vendagem na cabeça, e outro que sustentava o braço dolorido, provavelmente quebrado. Também havia uma mulher, mas não era loira. Mas acostumado com a visibilidade pôde distinguir dois vultos estendidos no chão cobertos com casacos. «Por favor, Meu deus, que não seja ela...».

-Sou Cullen, enviado da Patrulha de Esqui — apresentou-se ao homem da vendagem. Então fixou no que vestia um uniforme.— Quantos mortos?

—Dois —respondeu o homem.— Eu sou Jeff Coleman, o piloto. Não sabe como me alegro de vê-lo - disse lhe estendo a mão. Estava tiritando de frio.— A cabine pegou fogo e se propagou tão rápido que não tive tempo de fazer nada, perdi o controle sobre o aparelho. Deus, não tem ideia do quanto me sinto mal —resmungou.— Três dos passageiros não tinham o cinto de segurança quando nos chocamos —disse meneando a cabeça.— Dois deles morreram —assinalou com um gesto os cadáveres, e a terceira pessoa sofreu uma forte contusão na cabeça.

Edward estremeceu por dentro, armando-se de coragem para fazer a pergunta que ia fazer:

— Havia uma cantora entre os passageiros —disse, Isabella Swan...

—Sim —confirmou o piloto, mas a seguir meneou a cabeça. O estômago de Edward deu um tombo,— é a pessoa que sofreu a contusão.

A mão do rancheiro tremia quando tirou os óculos, as pondo sobre o gorro.

—Onde está? —perguntou com voz fraca.

O piloto o conduziu, rodeando os dois corpos sem vida, ao outro lado do aparelho, onde outros passageiros se escondiam do vento, sentados sobre os restos do avião e tentando manter-se quentes com as mantas cinzas do avião.

Tinham construído uma pequena maca com ramos e travesseiros, e ali tinham colocado a Bella, tampando-a com mantas e casacos.

—Bella... —murmurou Edward com a voz quebrada, ajoelhando-se junto a ela.

Seu rosto estava muito pálido, e tinha um corte na têmpora direita. Edward tirou a luva e apalpou a artéria do pescoço, aliviado de encontrar o pulso, embora muito fraco.

Tirou a mochila das costas, e o piloto e dois dos passageiros se aproximaram dele.

—Tenho um telefone móvel —disse Edward mais para si que para eles,— que espero que funcione... —resmungou enquanto apertava as teclas e esperava. Fechou os olhos, contendo o fôlego e dizendo uma oração em silêncio. Por fim, depois do que lhe pareceu uma eternidade, a voz de Charlie respondeu do outro lado da linha.— Charlie!, graças a Deus! —murmurou Edward abrindo os olhos.— Cullen. Encontrei-os!

—Graças a Deus —respondeu o chefe da Patrulha de Esqui.— Bom trabalho, Edward, me dê sua posição.

Ele o fez, desdobrando o mapa diante de si para verificar, e a seguir o informou sobre o número de vítimas mortas e feridos. —Bem, teremos que tira-los daí por ar, mas não haverá forma de fazê-lo até que a tempestade de neve amaine.

—Entendo —respondeu Edward,— mas Bella... a mulher que está inconsciente... temos que levá-la o quanto antes a um hospital. É sua única oportunidade.

Charlie soprou contrariado.

—Escuta, e se te mandar o Quil? —perguntou de repente excitado_ lembra-se do Quil, não é verdade? Campeão nacional de descida faz uns anos, retirou-se da Patrulha o ano passado, mas estou seguro de que irá se pedir —lhe assegurou. — Poderíamos levar o tobogã de salvamento com o helicóptero, e mantimentos para os sobreviventes do avião. Então você e o Quil poderiam arrastar a maca até um lugar acessível para o helicóptero. O que me diz, Edward?

—É melhor arriscar, que deixá-la aqui. Não acredito que sobreviva até o amanhecer. Acredito que recordo que o trecho entre o Caraway Ridge e Jackson Hole é bastante plano. Talvez o helicóptero possa descer no Jackson Hole sem ter que subir no pico, o que acha?

—Parece-me uma boa ideia —assentiu Charlie.— Bem, entrarei em contato com o Carlisle.

Edward explicou o plano ao piloto. A seguir começou a descarregar o conteúdo da mochila, entregando-lhe —Rojões de luzes, fósforos, pacotes de comida desidratada com alto teor de proteínas, um kit de primeiros socorros... —enumerou,— Acredita que poderão arrumar-se até o amanhecer, quando vierem busca-los?

O homem assentiu.

—Com tudo isto não haverá problema. Além disso, a companhia nos treina para casos de emergência como este. Não se preocupe conosco. Tire a jovem daqui —disse olhando-a— Espero que sobreviva.

—Sobreviverá —disse Edward com mais convicção do que sentia, talvez porque precisava animar-se,— é uma lutadora. Sei que não se dará por vencida — voltou a olhar o piloto.— Se importaria em verificar como se encontram os outros e se necessitam de algo? Eu gostaria de me sentar um momento com ela.

O piloto assentiu com a cabeça e o deixou a sós com a Bella. Edward se sentou junto à jovem e pegou sua mão.

—Escute, querida — disse com suavidade: temos um longo caminho adiante antes de poder te tirar daqui e te levar ao hospital, vai ter que aguentar um pouco mais —lhe disse apertando sua mão.— Eu estarei contigo o tempo todo, não vou me separar de você, mas preciso que me ajude. Tem que lutar, Bella. Eu... não sei se pode me ouvir, mas há algo que queria te dizer... Não te separei de mim porque te odiasse, mas sim porque te amo mais que tudo neste mundo. Amava-te tanto que pensei que o melhor era deixar que retornasse a sua antiga vida, à vida que acreditava que necessitava. Tem que viver Bella. Não suportaria se me deixasse e não pudesse te dizer que... que... —mas não pôde prosseguir, porque tinha a garganta apertada e pelas lágrimas que ameaçavam rolar pela sua face.

Edward engoliu a saliva e soltou sua mão, depositando-a de novo com cuidado sob as mantas. Ao término de uns minutos, o ruído de um helicóptero lhe indicou que as provisões estavam a caminho, ficou de pé e foi ficar junto ao piloto, a aeromoça e os passageiros, que tinham se levantado também ao ouvir o aparelho se aproximando.

O helicóptero ficou suspenso no ar, a uns metros deles, e alguns minutos depois jogaram dois paraquedas carregados com as provisões e o tobogã de salvamento. Edward conteve o fôlego, rezando que o trenó caísse de um modo suave para que não ficasse imprestável.

Graças a Deus a sorte estava do seu lado, e o tobogã chegou ao chão sem problemas, junto com as provisões. Além disso, tinham equipado o tobogã com mantas, um travesseiro, e correias para manter Bella bem segura durante o percurso.

O helicóptero voltou a subir até um dos picos mais baixos, e minutos depois Quil descia pela ladeira e o helicóptero se afastava a uma distância segura.

—Como está amigo? —saudou Edward, lhe estendendo a mão quando chegou a seu lado.

—Bem. Nunca acreditei que me alegraria tanto de voltar a te ver —respondeu. — Será melhor nos colocarmos a caminho o quanto antes.

Quil assentiu com a cabeça. Levantaram Bella com a maior suavidade possível para a maca improvisada e a colocaram sobre o tobogã, que contava com asas para poder ser rebocado.

Cobriram-na com as mantas, prendendo-a com as correias, e colocaram os ganchos de reboque, despediram-se dos sobreviventes, quem lhes desejou sorte, e puseram-se a caminho.

Como Edward havia dito a Charlie a rota que tinham tomado não era muito acidentada, mas não podia deixar de preocupar-se com Bella cada vez que tropeçavam com o mais pequeno dos buracos.

Em um dado momento, Edward teve a impressão de que se desviaram da rota, mas começou a reconhecer alguns pontos de referência na paisagem. Avistaram o rio e seguindo-o chegaram à lacuna do Caraway Ridge. Edward e Quil já estavam ofegantes apesar se alternarem para puxar o tobogã. pararam um momento para descansar, e Edward verificou o pulso de Bella. Teria jurado que era um pouco mais forte, mas seguia pálida e imóvel.

-Ali está! —exclamou Quil de repente assinalando para o céu—, o helicóptero!

Edward rogou mentalmente para que pudesse aterrissar.

O aparelho começou a descer, mas imediatamente teve que voltar a subir devido a forte tempestade de neve. Edward amaldiçoou entre dentes, mas o piloto tentou de novo aproveitando um momento em que o vento parou, e conseguiu pousar o helicóptero no chão. Desceu do aparelho.

-Depressa! —gritou, antes que o vento comece a sopro de novo!

Edward tirou os esquis em um minuto, deixando para que Quil os levasse, ele e o piloto subiram Bella para o helicóptero.

Quando o helicóptero aterrissou nos jardins do hospital, o lugar estava lotado de repórteres, que já tinham sidos informados do resgate. A polícia conseguiu detê-los para permitir que os enfermeiros levassem Bella pra dentro, mas apanharam Edward e Quil sob os flashs das câmaras, brandindo seus microfones e gravadores. Quil, vendo a ansiedade de Edward se ofereceu para relatar o acontecido, e o rancheiro, agradecido, pôde escapulir e entrar no setor de emergência do hospital.

Teve que passar uma hora de desespero, bebendo café atrás de café até que saiu um médico e se aproximou dele.

—É você um parente? —perguntou-lhe.

Edward sabia que se falasse que não, teria que esperar ainda mais tempo para saber qual era seu estado, até que aparecesse alguém de sua família, e não tinha ideia de como entrar em contato com aquela única tia que ela disse que tinha, assim optou por mentir:

—Sou seu noivo. Como ela está?

—Não muito bem —respondeu o médico, um homem pequeno de cabelo prateado,— mas teremos que esperar. Está na unidade de terapia intensiva. Sofreu uma lesão cerebral muito forte, e o balanço do trenó e depois no helicóptero não lhe fez nenhum bem —acrescentou,—mas entendo que não podiam fazer outra coisa —apontou ao ver a expressão atormentada no rosto de Edward.— Vá descansar. Não saberemos nada até manhã pela manhã. Estas coisas não são rápidas. —Se não se importar ficarei aqui. Não acredito que possa descansar, e quero estar perto dela.

O médico assentiu e partiu.

Edward esfregou os olhos cansado, ia voltar a sentar-se, mas lembrou que tinha prometido a Seth ligar quando pudesse, assim se dirigiu ao vestíbulo, onde tinha visto um telefone público.

Seth atendeu ao primeiro tom.

—O que aconteceu papai? —perguntou-lhe inquieto.— Está...?

Edward lhe relatou todo o ocorrido.

—Oxalá pudesse dar melhore notícias, mas só saberemos alguma novidade manhã de manhã —concluiu.

—Não pode morrer! —gemeu o menino.— Ela não pode morrer, papai!

—Reza por ela, filho —murmurou Edward — Reza muito.

—Vai ficar no hospital? —perguntou o menino após um momento.

—Sim, Seth, Bella é... é muito importante para mim —disse com a voz rouca pela emoção.

—Para mim também —murmurou o menino.— vai ficar bem, verá —disse com firmeza,— Traga-a para casa com você assim que despertar, papai.

—Não sei se vai querer —murmurou Edward esboçando um sorriso triste.

—Claro que sim —lhe assegurou Seth,— Bella não é vingativa. Tem um coração muito grande.

Edward sorriu de novo.

—Isso espero, filho —respondeu.— E agora para cama. Voltarei a ligar amanhã.

—De acordo. OH!, papai... quase o esqueci... Ligaram os companheiros de Bella. Disseram-me que te desse um número de telefone.

—Espere um momento, filho —Edward pediu uma caneta e papel a recepcionista, e pediu a Seth que falasse o número.— Bem. Ligarei agora —disse, se cuide ... e conte a Carlisle. Sim, papai. se cuide você também. Amo você.

—E eu a você. Boa noite.

Edward pendurou o telefone, tomou o café que tinha deixado no pequeno suporte que havia sob o telefone, e discou o número que Seth tinha dado. O prefixo era da Califórnia.

-Sim?

-Sou Edward Cullen.

—OH, até que enfim, Obrigado por ligar —respondeu a voz grave do outro lado da linha.— Eu sou Sam Uley, amigo da Bella. Como ela está?

-Tem uma lesão cerebral. Está sob vigilância, na unidade de terapia intensiva. Não posso lhe dizer mais nada. O médico disse que terá que esperar até manhã pela manhã para falar mais alguma coisa.

Sam ficou calado um momento.

—Se tivesse vindo conosco no ônibus... —resmungou.— Nos detivemos em um povoado e ligamos para Jacob, nosso agente, para saber se Bella tinha chegado bem, e então ele nos contou do acidente. Não vamos fazer mais o show, e compramos um bilhete de volta para Jackson para amanhã, mas não sai antes das dez. Agora mesmo estamos em um motel.

—Então amanhã, assim que saiba algo mais, ligarei.

—Obrigado ... Cullen... obrigado pelo que tem feito. Não vou julgá-lo, mas sei que você significa muito para ela.

—Ela também significa muito para mim —murmurou Edward incomodado,— e precisamente por isso a afastei de mim, porque não podia permitir que atirasse pela janela tudo o que conseguiu... por um miserável rancheiro de Wyoming como eu.

—Bella não é uma garota da cidade —disse Sam.— nunca foi, produziu uma mudança tremenda nela durante os dias que passou com você. A vi muito feliz, e eu pressenti que seu coração já não estava conosco. Ontem à noite chorou até dormir.

—OH, Deus, não... —gemeu Edward mortificado.

—Sinto —se apressou a dizer Sam.— É a última coisa que deveria ter dito. Sinto seriamente. Deixarei-o descansar. Já teve bastante por hoje. Amanhã falaremos.

—Obrigado por tudo outra vez.

Edward pendurou o telefone, deixando se cair em um banco e afundando o rosto entre suas mãos. Não podia suportar a ideia de que Bella morresse pensando que não a amava, não podia suportar a ideia de perdê-la, de repente lhe pareceu que o mundo sem ela seria um lugar terrivelmente vazio.

A Bella está viva!!!! Kkkkk é claro né! O nosso Edward salvou ela! rsrs

Até o próximo!!!