Oiiieeee! História está na reta final então comentemmm !!!
Boa Leitura!!!
Capítulo 10
O sol de meio-dia entrava pela janela quando uma enfermeira sacudiu brandamente o ombro de Edward, que tinha ficado dormido em um dos assentos de plástico do corredor, endireitou-se no assento, sonolento e desorientado, mas imediatamente recordou por que estava ali.
—Como está Bella? —perguntou-lhe. A enfermeira, uma morena jovem de cabelo encaracolado lhe sorriu e disse:
—Está acordada e perguntou por você.
—OH, graças a Deus —murmurou Edward esfregando o rosto e levantando-se.
Seguiu a enfermeira até a unidade de terapia intensiva com a esperança de que, se tinha pedido para vê-lo, possivelmente não o odiasse depois de tudo.
Quando chegaram ao cubículo que tinham instalado Bella, encontrou-a acomodada sobre vários almofadões. Ainda tinha aparelhos para melhorar a respiração, mas tinham desligado as demais máquinas. Estava ainda muito pálida, e parecia tremendamente frágil ali sobre o lençol azul do hospital.
Entretanto, ao ver Edward, o cansaço e a dor se apagaram de seu rosto, sendo substituídos por um sorriso, e de repente voltou a ser tão bonita como sempre. Seu primeiro pensamento, ao recuperar a consciência, tinha sido para ele, e quando a enfermeira lhe disse que estava lá fora esperando, que tinha passado toda noite ali, a jovem ficou esperançosa de que ele não podia ser tão indiferente depois de tudo.
—OH, Edward! —sussurrou com os olhos cheios de lágrimas pela sorte, estendendo os braços para ele. Sem pensar duas vezes, Edward foi para seu lado e a abraçou ignorando as enfermeiras, e os outros pacientes, tudo o que os rodeava. Com o rosto apoiado em seu suave cabelo e os olhos fechados, inspirou com força, dando graças a Deus por aquele milagre.
—Meu deus... acreditei que a tinha perdido... —murmurou a voz tremendo pela emoção.
Bella tinha lhe rodeado o pescoço com os braços e o abraçava como se não quisesse se separar nunca mais dele. No dia do concerto se perguntou se Edward não a teria afastado dele porque tinha acreditado que seria o melhor para ela, e nesse momento, vendo-o tão agitado e aliviado, soube que assim tinha sido.
—Me falaram que foi você quem me trouxe até aqui —lhe disse docemente.
Edward levantou o rosto para olhá-la nos olhos.
—Foi a noite mais longa de toda minha vida, temendo que pudesse morrer.
—OH, os Swan's são como gatos, temos sete vistas —brincou a jovem esboçando um sorriso.— Céus, Edward, está com um aspecto terrível - disse entre suaves risadas.
Voltar a ouvi-la rir, vê-la sorrir... para Edward era como se lhe tivessem concedido uma segunda oportunidade. Entrelaçou seus dedos com os dela.
—Senti-me tão mal ao escutar a notícia do acidente... sobre tudo pelas coisas que havia te dito por telefone. Não sabia se me odiava por isso, mas não podia ficar sentado em casa esperando que outros a encontrassem —acariciou com o polegar o dorso de sua mão.— Como se sente, querida?
—A dor física passará, mas ainda me sinto muito emocionada. Aqueles dois homens que morreram... Um deles estava tendo um ataque ao coração, e o outro homem e eu tentamos ajudá-lo. Por isso não estávamos com o cinto de segurança. É tão triste... por que eles sim e eu não? Faz-me pensar certas coisas...
Ficaram os dois calados um momento.
—Edward. Será que algumas coisas estão predestinadas a acontecer por mais que tentamos evitá-lo? —perguntou a jovem pensativa, lembrando também da garota que tinha morrido naquele concerto.
—Suponho que sim —sorriu ele com tristeza.— Mas estou agradecido por que ainda não foi o seu momento -murmurou olhando-a nos olhos.
-Eu também — respondeu Bella. Estendeu a mão e lhe acariciou o rosto perdida em pensamentos. De repente, um sorriso se desenhou em seus lábios ao lembrar de uma coisa que lhe falaram, sorriu travessa.— Bem, e onde está?
Edward franziu o cenho.
—Onde está o que?
Meu anel de compromisso, é claro —respondeu ela sorrindo mais ainda.— Já não pode mais voltar atrás: ouvi dizer por ai que é meu noivo, assim agora não tem escapatória. vai casar se comigo.
Edward arqueou as sobrancelhas. Estaria sonhando?
—Que vou o que? —perguntou boquiaberto e com os olhos muito abertos.
—Vai casar comigo —repetiu Bella muito segura de si mesma.— Onde está Sam? Chamou alguém?
—Chamei ontem —respondeu Edward sem sair do estado de choque que estava. Olhou seu relógio e contraiu o rosto.— Tinha prometido chamá-lo esta manhã, mas acho que já é muito tarde. Já saíram. Chegarão a qualquer momento.
—Bem, porque Sam quando se zanga é como um tigre furioso —brincou Bella entreabrindo os olhos.— Lhe direi que me seduziu, que poderei estar grávida.
Edward estava cada vez mais atônito.
—Isso é impossível! Eu nunca...
—Mas o fará —respondeu ela renda-se,— espere até que estejamos sozinhos. Me jogarei sobre você e te beijarei até que fique despreparado, e então...
-Você jamais faria isso —Falou Edward quase alarmado, perguntando-se se ela seria capaz.
—Faria, e por isso precisamente temos que nos casar, porque eu não sou essa classe de mulher... e você tampouco é essa classe de homem —disse ela renda-se.
— Me dou muito bem com Carlisle, Seth e eu somos grandes amigos, e acredito que inclusive poderia tolerar o velho Volturi se tirasse as armadilhas... —levou um dedo aos lábios, pensativa.— É obvio esta excursão, que é inadiável, mas assim que terminar me retirarei de cena e só gravaremos em estúdio, e talvez um vídeo de vez em quando. Assegurou-te que ficarão encantados com a ideia. Embora não parecem, devido ao seu aspecto, são todos bastante tímidos, e estão tão cansados quanto eu de ficar andando pelo mundo. Poderia compor as canções em casa, e ajudaria Carlisle com a cozinha, e Seth com os estudos, e a você com os bezerros, e teríamos vários meninos —concluiu sorridente.
A cabeça de Edward dava voltas. Como sempre estava acostumado a acontecer, a mente das mulheres pensava muito mais depressa que a dos homens, e ele nem sequer tinha pensando em tudo aquilo. Apenas tinha se preocupado que despertasse para se desculpar com ela.
—Escute, Bella — disse ficando muito sério,— está segura de que é isso o que quer? Você é uma cantora de êxito, e eu estou arruinado. Não tenho mais que um rancho no meio de lugar remoto. Não seria capaz de viver a suas custa, e além disso tenho um filho, embora não seja meu.
Mas Bella tinha tomado sua mão e a tinha posto em sua bochecha, esfregando-se amorosamente contra ela.
-Tudo isso não importa. Eu te amo — disse, olhando-o com adoração.
Edward ruborizou profundamente e ficou olhando-a como se fora a primeira vez que a via. Com exceção de sua mãe e de Seth, ninguém mais lhe havia dito jamais essas duas palavras.
—Você me... me...? apesar de tudo que te disse?, apesar do modo como me comportei naquela dia?
—Sim, apesar de tudo —murmurou ela.— Te quero com toda minha alma. Quero passar contigo o resto de minha vida, Edward, e não me importa se for nas montanhas de Wyoming, ou em uma ilha no meio do Pacífico, ou em uma cova. Contanto que estejamos juntos o resto não importa.
Edward sorriu abertamente pela primeira vez com o coração cheio de felicidade. Tomou a mão de Bella e beijou a palma com tanto sentimento que a jovem sentiu que estremecia por dentro.
-Eu também te amo, mais intensamente do que nunca imaginei que poderia amar. Sem você seguiria perdido — disse Edward olhando-a nos olhos.— Comprarei esse anel hoje mesmo, mas me temo que não poderá ser de diamantes nem...
Bella lhe pôs um dedo nos lábios para lhe impor silencio.
— Me contentaria até uma bijuteria, para me casar com você.
-Tampouco sou tão pobre —respondeu Edward ofendido, provocando risadas em Bella.
Inclinou-se para ela e, roçando seus lábios, disse-lhe: E nada de um noivado muito longo. —Acredito que demora três dias para conseguir uma licença matrimonial —murmurou ela contra seus lábios,— e a mim isso já parece uma eternidade, assim... vá solicitar já!
Edward sorriu e a beijou docemente.
—Pois bem —lhe sussurrou.— Acredito que vou rever os livros que tenho em casa, para me preparar -disse-lhe piscando um olho.
A jovem ruborizou e sorriu, pensando maravilhada ao vê-lo sair, como a felicidade chegava inesperadamente.
Os meninos foram visitá-la a tarde, quando já a tinham posto em um quarto particular, fora da unidade de terapia intensiva. O resto dos sobreviventes do avião tinham sido resgatados, e todos, com exceção de um que permanecia no hospital por choque pós-traumático, tinham sido liberados. Os repórteres tinham entrado para falar com Bella, mas Sam os tinha despachado com umas breves declarações. Jacob, por sua vez, se desculpou por não ter ido ao hospital, pois teve que ir a São Francisco para cancelar o show dessa noite.
Quando Edward retornou, uma meia hora mais tarde, a jovem estava sentada na cama rodeada por outros membros do grupo. Tinha um aspecto muito melhor.
—Sam trouxe sua metralhadora —brincou assim que o viu aparecer,— e Embry, Paul, e Jared lhe escoltarão até o altar, para que não se perca. OH, e Jacob me disse que já raptou um sacerdote e que a licença matrimonial...
- Eu já a solicitei —a cortou Edward rindo. Olá, moços, alegra-me lhes ver —disse estirando a mão a cada um.— OH, e metralhadora é uma boa ideia, se por acaso «ela» resolver escapar.
—Eu? O que te faz pensar isso? — Sorriu Bella, abraçando-o quando se aproximou da cama.— Onde está meu anel? Quero pôr logo para que as enfermeiras deixem de te jogar olhares —lhe disse sorrindo...
-Eu não tenho olhos para ninguém mais —lhe assegurou Edward, tirando uma caixinha do bolso da jaqueta e colocando em sua mão.
Era um anel bastante singelo, mas para a jovem pareceu o mais formoso e perfeito que tinha visto em sua vida.
Capítulo pequeno mas bemm fofo!!! Bella já acordou planejando o casamento kkkk Edward ficou até tonto rsrs
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