Bom dia! Como vão vcs? Eu estou ótima. Hoje li os comentários e gostei de saber que estão gostando, respondendo ao comentário da kjessica" Eu edito e reviso todo o capítulo antes de postar e sempre coloco travessão no início e no final das falas mas percebi que quando posto não aparece no começo das falas, não sei se o problema é no aplicativo, já que eu posto nele, mas nesse capítulo eu coloquei aspas vamos ver se vai aparecer quando eu postar no aplicativo. Muito obrigada por seu comentário, espero que vc continue lendo!."
Há preparem porque o capítulo de hoje está pegando fogo literalmente!;)
Boa Leitura!!!
Capítulo 5
Os primeiros pingos de chuva já caíam do céu que escurecia quando Bella correu até o Land Rover para pegar o kit de primeiros socorros. Ela torcia para que a tempestade esperasse até que ela conseguisse voltar para o sítio. Um incidente de infância a deixara com um temor irracional de trovões, e a chuva forte tornava o caminho de volta um pesadelo.
Por um instante, ela ficou tentada a entrar no carro e ir embora, delegando a tarefa de ajudar aquele homem ingrato a outra pessoa. Mas o fato de não voltar seria uma admissão de que ela havia sentido o que o estranho pretendia.
A cozinha, com uma lareira imensa e piso quadriculado, era tão grande quanto um celeiro, mas, apesar disso, Bella sentia as paredes se fechando ao seu redor quando voltou.
"Gostaria de se sentar?" perguntou ela. Um convite que ela própria não se importaria em aceitar, pois os joelhos adquiriam consistência de algodão ao se aproximar dele.
A expressão do homem era mal-humorada quando estendeu o braço na direção dela, tirou o pano de prato e disparou:
"Dio mio, mulher, ande logo com isso, se tem mesmo de fazê-lo."
"Esse era o charme italiano do qual tanto ouvi falar?" Sua voz sumiu, quando ela viu o corte aberto na palma da mão dele. "Você realmente deveria ir ao médico. Isso pode precisar de sutura..."
"O que preciso é de paz e silêncio, portanto, faça um curativo, ou vá embora."
Bella suspirou, identificando o tom conclusivo no comunicado dele. Ela não precisava ser paranormal para ver que aquele não era um homem que reconheceria a dedicação, nem se ela trombasse contra seu nariz perfeito.
Ela pegou o pulso dele e segurou-lhe a mão sobre a pia, enquanto limpava a área com um antisséptico da caixinha de medicamentos.
Ele aceitou os cuidados no silêncio pontuado apenas pela chuva que batia na janela.
A tempestade e o peso do ar provavelmente eram responsáveis por noventa por cento da tensão estranha que vinha dele.
"A tempestade está chegando."
Quase ao mesmo tempo em que as palavras saíram dos lábios dela, um relâmpago deixou a cozinha totalmente branca. Bella ficou tensa.
A tempestade chegara.
" O que há de errado?"
"Nada... relâmpago. Eu não sou muito chegada a tempestades." A distância, Bella podia ouvir o rugir do trovão, e ele, obviamente, também ouvia.
"Está bem perto."
"Eu já havia notado" disse ela, rabugenta, mantendo a cabeça inclinada sobre a mão dele. "Desculpe se estiver doendo." E colou a última tira de esparadrapo na atadura. "Pronto." E lançou um olhar interrogativo ao rosto dele, bem certa de qual seria a resposta para a pergunta que se sentia obrigada a fazer.
" Você quer que eu ligue para alguém?"
"Eu gostaria..."
Nesse instante, houve um estrondo tão forte que Bella deu um grito e pulou, como se levasse um tiro. Ela viu a caixa de primeiros socorros cair no chão e depois não pôde ver mais nada, pois as luzes se apagaram e tudo ficou escuro.
"Calma, mulher, é só um pouquinho de trovão."
Apesar da irritação na voz dele, ela presumiu que a mão sobre seu ombro fosse para confortá-la.
"Acabou a luz" disse ela.
O rosto dele passou a ser apenas uma silhueta na escuridão, mas a voz saiu isenta de qualquer expressão.
"Para mim, a luz acabou cinco semanas atrás." Somente cinco semanas! Os olhos dela se arregalaram de choque e por um instante ela nem notava a tempestade.
" Foi gradual ou...?"
Os dedos se apertaram no braço dela.
"Você quer dizer se eu tive tempo de praticar com minha bengala branca ou se aprendi braille? Não, não aprendi. Foi um efeito colateral depois de uma cirurgia, seguida de um acidente. Mas, vendo pelo lado bom, eu sou o homem que você quer por perto quando acaba a luz. E você tem medo do escuro, meu anjo da guarda?"
"Você tem?" Ela esticou a mão e levou ao rosto dele, passando os dedos em seus contornos fortes, tentando traduzir as mensagens para uma imagem... Seria assim que ele enxergava?
Será que ele vivia com medo da escuridão que agora enfrentava todos os dias? Pensar em seu mundo escuro fez algo se revirar dentro de Bella. Ela esticou a mão e pegou a cabeça dele, levando a boca aos seus lábios. Beijou-o com uma ferocidade que brotara não somente pelo desejo, mas por uma intensa ternura.
Ele não reagiu. Houve um espaço de alguns segundos, quando ela desejou que o chão se abrisse e a engolisse, antes que ele respondesse, beijando-a com o desespero selvagem de um homem faminto.
Às vezes ela ouviu a si mesma admitindo, quando o beijo terminou e ela ficou ali, em pé, tremendo tenho medo de praticamente tudo. Mas nada em sua vida a amedrontara mais do que o desejo que ela sentia nos braços daquele estranho.
"Você disfarça bem."
Ela não conseguiu disfarçar quando as mãos dele deslizaram por baixo de sua blusa, os dedos longos descendo pela pele quente de suas costas. Bella nem tentou reagir contra.
E quando ele inclinou a cabeça para baixo, encostando sua boca na dela e abrindo seus lábios com a língua, Bella deixou.
Quando ele ergueu a boca, um gemido escapou do fundo da garganta dela. Então, sentiu a respiração dele junto ao seu pescoço, junto aos pelos de seu rosto, passando por seus lábios trêmulos, inchados por seus beijos famintos.
"Dio mio, faz muito tempo" ele disse, com a voz embargada.
Bella tremia por dentro e por fora, quando sussurrou:
"Você não perdeu o jeito, eu juro."
Ele passou a língua lentamente pelo seu lábio superior, com um sorriso sensual lentamente se formando na boca, quando viu que suas ações provocaram outro gemido dela.
"Faz muito tempo que não desejo uma mulher."
As palavras provocaram uma onda de calor no corpo dela.
"Mas você me quer?"
A eletricidade e o silêncio que se estenderam nada tinham a ver com a tempestade que caía. Quando ele finalmente falou, a voz estava rouca, com o sotaque fortemente acentuado.
" O que acha?" As mãos grandes deslizaram para as nádegas e ele a puxou para perto, com força, para que sentisse a intensidade de sua ereção.
Outro gemido brotou no fundo da garganta de Bella quando ela sentiu o volume rijo junto à sua barriga macia.
"Você me aceita inteiro, minha cara!" Sem esperar pela resposta, ele pegou a bainha da blusa dela e começou a puxá-la pela cabeça, jogando por cima do ombro, antes de esticar as mãos até o fecho do sutiã.
Um lampejo de bom senso surgiu e Bella sacudiu a cabeça.
"Ainda não."
Tremendo pelo ar frio na pele quente, Bella ficou grata pela escuridão, quando ele disse:
"Para você também, eu imagino, faz muito tempo?" A voz dele hesitou, o tremor surgiu nos lábios dele, quando se abaixou para beijá-la novamente.
Bella ficou surpresa quando ele ficou de joelhos, com as mãos ainda em seus quadris. Ele colocou uma das mãos no fim de suas costas e a puxou para perto.
"O que você..." Ela parou, ofegante, quando sentiu a lambida no mamilo rijo. Ela arqueou a cabeça para trás, soltando um gemido, conforme a carícia erótica provocava calor em sua pélvis, repetidamente, enquanto ele sugava o mamilo.
"Oh, Deus!" Ela gemeu, sem reconhecer a própria voz. Sua cabeça estava girando e não conseguia manter o foco. Seu corpo estava em chamas. Cada terminação nervosa gritava pela atenção dele. Seus joelhos estavam fracos e ela achou que não aguentaria mais aquilo que ele fazia, mas talvez as palavras não estivessem em sua cabeça, talvez ela as tivesse pronunciado em voz alta, porque ele gemeu.
Ele a pegou no colo, com as mãos grandes segurando-a pelas nádegas, suportando seu peso, enquanto ficava em pé.
Com os pés fora do chão, Bella enlaçou os braços ao redor da cabeça dele e o beijou na boca, com força. Ele estava com gosto de uísque e ela se lembrou das garrafas vazias.
" Você está bêbado?"
"Isso seria uma desculpa" concordou ele. "Mas não estou, e também não acho que estou totalmente são." Ele abaixou a cabeça para beijá-la mais uma vez.
"Você tem um gosto tão bom" disse ele, com a voz grossa. "Todos os anjos da guarda têm um gosto bom assim?"
"Não pare!" pediu ela, entremeando os dedos nos cabelos dele, puxando seu rosto para junto do corpo dela.
"Não vou parar... não consigo." Algo na voz dele demonstrava que ele achava a situação incompreensível, o que era verdade para ambos, pensou Bella, agarrando-o com força, na total escuridão, enquanto ele a levava pela escada de pedras, subindo dois degraus de cada vez. Ele agia como se ela não pesasse nada. Os músculos nos braços dele e no restante do corpo não eram apenas para exibir.
Ele chutou a porta do quarto para abri-la e entrou de costas, carregando-a. Um relâmpago acendeu o céu e por um instante ela viu o quarto e ele.
Até a hora em que ele a deitou no meio da cama de quatro mastros e se juntou a ela, a escuridão já os envolvia como um cobertor, mas a lembrança do instinto selvagem estampado em suas feições permaneceu com ela.
Bella sentiu as mãos dele em seu corpo, tirando o restante de sua roupa, o toque aumentando o fogo de desejo que crescia dentro dela.
Podia ouvir a respiração dele, acelerada, enquanto a tocava nos seios, pesando cada um nas mãos, e ela já nem mais respirava.
À medida que as mãos dele deslizavam por seu corpo, ela lembrou de ter lido em algum lugar que as inibições de uma pessoa são liberadas na escuridão. Isso só podia ser verdade, pois agora ela se via pegando a mão dele e pressionando no espaço entre suas pernas, querendo que ele a tocasse.
"Eu não sou assim" ela sussurrou, quando ele deslizou os dedos para dentro dela, entrando em seu calor úmido, fazendo com que seu corpo arqueasse. Ela estava em fogo, derretendo... estava ardendo.
" Bem, seja você quem for, cara, você é a melhor coisa que me aconteceu em muito tempo."
Soltou um grito de protesto quando ele se afastou, mas, literalmente, segundos depois voltou, sem roupa. O contato pele com pele provocou uma onda elétrica no corpo dela, mas também pareceu dar a ignição de seus instintos naturais.
"Você é lindo!" Ela sentiu seu primeiro ímpeto de poder feminino quando pousou a mão no peito liso e ele se arrepiou. "Nossa, como você é gostoso." Foi um ato libertador e profundamente excitante deslizar os dedos na pele macia e ouvi-lo puxando o ar, enquanto ela alisava os pelos de seu peito, antes de ir descendo a mão. A força máscula do corpo dele a fascinava.
Ela fechou os olhos bem fortemente, sua respiração vinha em golpes de ar acelerados, e foi descendo a mão.
Logo depois ela resfolegou e puxou a mão, arrancando uma risada rouca do homem ao seu lado.
"Eu disse que fazia muito tempo." Ele a beijou na boca e respirou profundamente. "É isso que você faz comigo."
Ajustando sua posição para que ficassem um de frente para o outro, ele a puxou, passando a perna dela por cima de seu quadril. Ele a deixou sentir sua ereção encostada à barriga dela, depois guiou a mão dela e colocou ao redor de sua rigidez.
Um raio de calor varreu seu corpo enquanto tudo se apertava em sua pélvis.
"Você é incrível..."
Dessa vez, foi Edward quem tirou a mão dela, contendo um pequeno protesto. Enquanto eles se beijavam de modo febril e desesperado, seus corpos se apertavam, enquanto lutavam para serem apenas um.
A expectativa se alojara nela quando ele a virou de barriga para cima. O homem era apenas uma sombra escura, acima dela, quando colocou as mãos ao lado de sua cabeça.
Um suspiro interrompido deixou os lábios dela quando ele colocou o joelho entre suas pernas para separá-las e se acomodar no meio. Quando mergulhou dentro dela, um grito de choque brotou no fundo da garganta de Bella, no instante da invasão íntima.
Acima dela, ele falava no tom que se usa para falar com um bichinho assustado. Ele falava baixo, e poderia estar dizendo qualquer coisa ela não entendia uma só palavra de italiano , mas parecia incrível. Ele também despertava uma sensação incrível, e embora ela tivesse uma ideia do que viria a seguir, mal podia esperar para descobrir.
Bella agarrou os ombros dele, deslizando os dedos pelos contornos das costas musculosas, até se fixar em suas nádegas.
Acima, ela ouvia o som áspero da respiração dele. Ela o agarrou com força, se arqueou junto a ele e implorou:
"Por favor!"
O pedido voraz arrancou um gemido do peito dele.
"Não empurre com muita força, eu preciso manter o controle..."
Bella não precisava que ele mantivesse o controle, ela o desejava fora de controle. O fogo em seu sangue lhe dizia isso.
Ele pareceu identificar a intensidade do pedido dela, porque logo depois ele reagiu, e começou a se mexer, entrando num ritmo constante enquanto mergulhava cada vez mais fundo dentro dela.
O corpo dela o envolveu, e ela enlaçou as pernas ao redor da cintura dele, enquanto um ímpeto que fervia em seu sangue se apoderou dela completamente.
A expectativa foi se acumulando por dentro, até que achou que fosse explodir ou pegar fogo. E as duas coisas aconteceram.
Começou devagar, com alguns tremores, depois aquilo a invadiu com uma força incrível, arrancando um grito de seus lábios ao sentir um jorro quente por dentro.
Ele ficou deitado em cima dela, sem fazer qualquer movimento, para não interromper a ligação íntima, até que ele gemeu:
"Vou esmagá-la, cara." E rolou para o lado.
Bella, que havia gostado de ser esmagada por seu corpo másculo, ficou ali deitada, sem saber o que fazer, até que ele subitamente esticou o braço e a puxou para o seu lado.
"Você vai ficar com frio aí, anjo." Ele puxou a coberta sobre ela e a acomodou em seu peito. "Desculpe, eu não durmo há dias, mas agora vou dormir. Não vá a lugar algum."
Enquanto ela ficou ali deitada nos braços dele, ouvindo sua respiração profunda, ele lembrou de ter ouvido uma amiga dizer algo, depois de terminar um relacionamento particularmente turbulento:
"O sexo não é a cura. É, muitas vezes, uma droga pior do que a doença que estava ali. E melhor ficar solitária do que precisar tanto de alguém."
Isso não fizera sentido para Bella, na época, mas agora fazia. Não se sentia solitária antes, não sentia que sua vida carecia de algum ingrediente vital, mas, agora, sim.
Ela ergueu o queixo. Era uma adulta e ia seguir em frente. Não teria sua vida definida por um encontro casual, com um homem profundamente carismático e fascinante.
Mas não parecia fazer sentido seguir em frente até que a tempestade fizesse o mesmo.
Agora, 12 semanas depois, Bella pensava em sua ingenuidade quando achara que seguir em frente seria assim, tão simples. Uma experiência que lhe ensinara ser bem mais fácil dizer do que fazer, principalmente quando ela tinha uma lembrança definitiva daquele homem e daquela noite.
Ela suspirou, pressionou a mão sobre a barriga e pensou no quanto já amava o bebê, independente de tudo.
"Eu disse, senhora, seria melhor ir andando, a partir daqui. Esse tráfego não vai andar."
Bella olhou para o motorista de táxi com um olhar vago.
"Obri... obrigada" disse ela, pegando a bolsa.
Precisava resistir à capacidade que o passado tinha de arrastá-la de volta. Não fazia nenhum sentido ficar voltando ao passado e presumir qualquer proximidade daquele homem, só porque haviam compartilhado uma noite.
Ela poderia ter ficado deitada em seus braços, com a cabeça em seu coração, enquanto ele dormia, mas ele continuava sendo um enigma absoluto. Ainda não tinha qualquer pista sobre o que se passava na cabeça dele. Mas isso talvez fosse bom, pois pertenciam a mundos diferentes.
Disse a si mesma que estava contente por ele ter rejeitado a chance de assumir qualquer papel na vida do filho. Ao menos, isso significava que ela podia mantê-lo fora de sua vida e de sua cabeça também, concluiu ela, forçando um sorriso.
" Pode ficar com o troco" disse ao motorista de táxi, ao entregar o dinheiro e sumir no meio da massa de pedestres. O dia de hoje havia sido um grande erro, mas ela já o superara, e a ele também.
