Oiiieeee, mais uma capítulo pra vcs!
Boa Leitura!!!
Capítulo 7
Bella deu um rápido impulso para trás, em sua cadeira, como se alguém a tivesse agredido.
" Você ainda quer se casar comigo?" perguntou. Edward sacudiu os ombros.
"E por que não? Você está esperando meu filho, Isabella. Nada mudou, exceto sua capacidade se sustentar." Ele ergueu a sobrancelha e inclinou a cabeça para o lado.
Bella daria tudo para lhe dizer que isso não tinha importância, que perder o emprego não fazia diferença, mas fazia.
Ela deu uma olhada para a mão espalmada sobre a barriga, ainda lisa.
"Acha que eu não sei disso?" Ela mordeu o lábio inferior e suspirou. "E realmente irônico. Por um instante eu pensei que você fosse sugerir..."
Bella parou, ciente de que ele estava prestando muita atenção ao seu tom de voz. Ele parecia ter a habilidade de ouvir não somente o que uma pessoa dizia, mas também o que não dizia.
"Você achou que eu ia sugerir o quê?"
A admissão saiu com uma pressa desafiadora.
"Achei que você pudesse não querer que eu seguisse em frente com a gravidez."
Ele ficou com o olhar vago, por um instante.
"Não..." Depois ele congelou.
Bella viu a cor se esvair de seu rosto moreno, ficando profundamente pálido.
Com um fascínio involuntário, ela o viu estufar o peito, esforçando-se para conter a raiva que transpareceu na expressão de seu rosto.
Quando ele finalmente falou, sua voz baixa vibrava com a intensidade de seus sentimentos.
"Dio mio, você achou que eu ia lhe pedir para interromper a gravidez?" Ele começou a falar palavras agressivas em italiano.
Bella teimava em se agarrar aos fiapos de seu tom desafiador, diante da demonstração de raiva incandescente.
"Posso ver como isso pareceria uma solução para você." Ela se retraiu, sentindo soar como uma menina malcriada e petulante. Por que será, pensou, que ela sempre acabava se sentindo errada em tudo o que dizia respeito a Edward?
As narinas de Edward se dilataram enquanto puxava o ar. Era muito bom saber a exata opinião que ela mantinha com relação a ele.
"Você não vê nada, cara" disse ele, entredentes. "Exceto o que deseja ver! Eu sou o homem malvado de sua história, mas isso não é uma história, e, se fosse, não pertenceria só a você."
"Muito enigmático. Você está querendo provar um ponto de vista?" ela desafiou.
Ele inclinou a cabeça, num movimento rápido.
"Essa é a nossa história... nosso filho. E uma criança precisa de pai e mãe."
"Ela geralmente tem os dois. Não é opcional, ao contrário do casamento." Ela saltou, ficando em pé, para abrir uma distância entre os dois, passando a andar de um lado para o outro, zangada.
" Não há necessidade de ficar andando assim, desse modo emocional."
"Ficarei tão emocional quanto eu quiser" ela respondeu.
"Esse casamento será um acordo no papel..." Ela o interrompeu.
" Você está falando como se fosse algo inevitável e, de qualquer forma, do que está falando... acordo no papel?"
"Casamentos não precisam ser eternos."
Nem mesmo o casamento dos pais dele havia sido. Seu pai, um adúltero incorrigível, partira no aniversário de 10 anos de Edward, e o contato com o pai ausente durante o restante de sua infância foi limitado a cartões de Natal e o estranho presente de aniversário, geralmente com atraso de um mês ou mais.
Edward estava decidido que seu próprio filho jamais seria o menininho inventando as viagens maravilhosas que seu pai fizera para os amigos que tinham pais em tempo integral. Sua mãe fizera o melhor possível, mas depois que se casou novamente, sua nova família, incluindo as meia-irmãs, obviamente passaram a ser o foco de sua atenção.
Edward nunca se sentira pertencendo a lugar algum.
Bella parou a um palmo de distância de sua cadeira e disse, melancólica:
"Eu prefiro pensar que o meu casamento será para a vida inteira. É claro que não é tão fácil arranjar um homem disposto a assumir o filho de outro."
Edward ficou calado, enquanto assimilava as palavras. Outro homem criando seu filho; outro homem dividindo a cama com Isabella.
A pressão em suas têmporas aumentou e o leve pulsar se transformou numa batida ensurdecedora.
Mas não havia qualquer sinal de raiva em sua voz quando ele respondeu, friamente:
"Não acho que este seja o momento de ser emocional." A necessidade de se fazer entender era mais importante do que reconhecer a hipocrisia da crítica. "Eu estou lhe oferecendo uma solução prática. A vida de uma mãe solteira não é um mar de rosas."
"Eu sei disso" disparou ela, zangada, porque ele tocou no ponto que vinha lhe causando pesadelos. Ela não tinha emprego, o aluguel de sua quitinete era astronômico e o local não era ideal para um bebê, muito menos para uma criança pequena. O que Edward estava oferecendo, por mais frio e calculista que parecesse, resolveria seus problemas imediatos.
Ela estava ciente de que a maioria das mulheres em sua situação não veria essa oferta de casamento, feita por um bilionário, como um problema. Ela deveria estar pensando no bebê como ele estava, e não nela mesma. Não era como se ele quisesse se amarrar a uma esposa, mas estava disposto a fazer um sacrifício.
"Você não tem como sustentar nem a si mesma."
Ela afastou suas reflexões atormentadas e esboçou um sorriso sem graça.
"Estou vendo que você é do tipo que continua chutando quando o outro já está no chão."
Qualquer um que estivesse no lugar dele ficaria ao menos constrangido, mas ele não era qualquer um, e Bella duvidou seriamente que Edward sequer tenha sentido algo.
"Obrigada pela preocupação," Bella disse, concluindo em tom mais exagerado: "mas eu vou me virar.!" Até ela própria pôde notar o tom de histeria em sua voz.
Os lábios dele se curvaram quando lançou um olhar sinistro em sua direção.
"Eu não quero que meu filho se vire. Quero que meu filho tenha uma criação estável, um pai..."
"E você acha que eu não quero?"
Seus cílios escuros baixaram, encostando nas maçãs de seu rosto.
"Uma mãe deve colocar as necessidades de seu filho acima de seus anseios."
Bella resfolegou.
"Isso é golpe baixo, Edward, até mesmo para você."
Ele pareceu irritado, e passou a mão pelos cabelos, fazendo com que ficassem espetados na frente.
" O que você espera? Você não ouve a razão, é teimosa e idealista demais e... Dio mio! Você não percebe o quanto sua vida mudaria sendo uma mãe solteira? A satisfação profissional estará no fim de sua lista de prioridades. Você seria forçada a aceitar trabalho que pague, mas não necessariamente as ofertas que lhe dão os desafios dos quais precisa."
" Desafios" ecoou ela, amarga. "Eu não preciso de desafios, preciso..."
" De segurança" ele concluiu por ela, suavemente.
"Bem, se eu estiver com pouco dinheiro, posso contar uns segredinhos. Ainda tenho contatos. Apenas imagine" sugeriu ela "o que os tablóides pagariam."
Edward recostou em sua cadeira e Bella ficou irritada ao ver que ele não pareceu muito perturbado em ver seu nome estampado em todos os tablóides.
"Isso é uma ameaça?" perguntou ele.
"Pode ser."
" O truque com as ameaças é jamais fazê-las se você não pretende levá-las à frente."
Ela o olhou com profundo descontentamento.
" Você deve ser especialista em ameaças." Ele sorriu.
"Se eu fizer uma, pode ter certeza de que vou cumpri-la."
Bella baixou os olhos, antes que a ironia a atingisse. Ela estava evitando o olhar de um homem que nem podia vê-la! Ele a intimidava, mesmo sem tentar. E Bella não tinha problemas para acreditar que ele cumpriria quaisquer ameaças que fizesse.
Edward era um homem perigoso, e ela soube disso desde o instante em que o viu. Seu problema era que tinha uma desconfiança de que isso era parte do que a atraía nele. Ele era o fruto proibido, e ela não conseguia olhá-lo sem ter vontade de dar outra mordida!
"Você tem um modo muito original de fazer um pedido de casamento, tenho de admitir."
"Gostaria que eu me ajoelhasse e declarasse meu amor eterno?"
O sarcasmo atacou os nervos de Bella e ela respondeu:
"Por que não? Eu até que gostaria de dar uma boa risada." Edward ignorou sua resposta e virou a cabeça para que ela visse apenas seu perfil perfeito.
" Rir não está fora de questão. Você está considerando apenas os aspectos negativos desse casamento, mas há alguns positivos. Sejamos sérios, por um instante."
A sugestão foi como um mau pressentimento.
"Você é uma mulher ambiciosa. Eu poderia ajudá-la."
"Se vou chegar a algum lugar, será pelos meus próprios méritos!"
"Então, deixaremos o nepotismo de lado por um momento. O casamento comigo poderá lhe dar o privilégio de escolher o próximo passo em sua carreira, por seus próprios méritos. Ou, por outro lado, poderá passar um tempo afastada, cuidando do bebê. A questão é que a escolha seria sua."
"Você é um bom vendedor" afirmou ela, com uma expressão abstrata, quando ajoelhou, ao lado da cadeira dele. "Mas o fato é que os pactos com o diabo parecem maravilhosos, até você ler as letrinhas miúdas, então percebe que assinou entregando a alma. Portanto, o que você ganha com isso? Por que o casamento?"
"O diabo, isso certamente é fazer estereótipo." Bella ignorou a interrupção.
" Certamente, seria bem mais simples apenas dar alguma provisão financeira ao bebê, não?"
"Possivelmente" concordou ele. "Mas os direitos de um pai que não é casado com a mãe da criança, segundo compreendo, literalmente não existem, e eu, cara, desejo ter uma opinião igual na forma como nosso filho vai ser criado."
"Então, é esse o motivo para querer subitamente se casar? Era totalmente irracional achar seu motivo prejudicial." Não era o caso dela querer que ele a amasse.
"Parcialmente" admitiu ele. "Mas também não é ruim ter uma esposa junto, eu não atrairia aquelas mulheres que desejam segurar minha mão para atravessar a rua."
"Então, essa será minha função?"
"Não, acho que não mudaria a forma como as coisas são atualmente. Felix não quer casar comigo. Além disso, acho que você provavelmente me jogaria debaixo de um ônibus."
"Não me dê ideias" disse ela, antes de entrar em silêncio pensativo. Embora ela não considerasse uma ideia maluca, começava a gostar da vulnerabilidade de sua situação. Perder o emprego dessa forma serviu para enfatizar o fato de que não podia descartar nada.
E se algo acontecesse com ela?
E se ela ficasse doente, ou algo pior... O que aconteceria com seu bebê?
Bem, havia seu irmão e a cunhada, mas o jovem casal já tinha suas dificuldades financeiras e a última coisa de que precisavam era que ela aumentasse seus problemas.
"O que você está pensando?" perguntou Edward quando o silêncio se alongou, e tentou esconder sua impaciência crescente. Ele ficava frustrado por não poder ver o rosto de Bella.
"Você geralmente parece saber." Ela mordeu o lábio inferior e pensou que, às vezes, Edward sabia o que estava pensando, antes mesmo que ela soubesse. "Quem é Felix?"
" Felix é meu motorista, e, às vezes, meu guarda-costas, quando preciso." Irritado pela mudança de assunto, Edward acrescentou: "Não estamos falando de Felix."
"E já foi preciso?" Bella achou alarmante a ideia de haver ocasiões em que Edward precisasse de um guarda-costas.
"Você quer parar de mudar de assunto?"
" Fiquei interessada." Ela não acrescentou que ele a interessava. Isso poderia dar uma ideia errada. Ou seria a ideia certa? "E eu estava pensando que se não tivesse visto aquele artigo e não tivesse resolvido lhe contar sobre o bebê, nada teria acontecido..."
"Acontecido?"
"Bem, as coisas acontecem." Ela deu um suspiro e ficou olhando a estampa do tapete, embaixo dos joelhos, quando sentou nos calcanhares, franzindo o rosto. Era uma ideia depressiva que ela, como habitual otimista, não pensava com frequência, mas simplesmente não podia fugir dos fatos. Os comentários de Edward simplesmente haviam trazido preocupações que ela já tinha: todos os dias pessoas são atropeladas ao atravessarem a rua.
O comentário prosaico causou um arrepio que foi até os ossos de Edward, à medida que sua imaginação formou imagens de poças de sangue numa rua, um corpo quente ficando frio e rijo... um som engasgado saiu do fundo de sua garganta.
O som estranho também causou um arrepio na espinha de Bella e a fez levantar a cabeça, que falou subitamente:
" Você está bem?" profundamente alarmada com o tom pálido que surgiu na pele morena. A expressão dos olhos verdes insinuavam que algo que ele via não era nada bonito.
"Ah, você está pensando que o bebê ia parar sob os cuidados públicos" disse ela, interrompendo o que acreditava ser o motivo de seu visível estresse. "Não se preocupe, meu irmão e sua esposa jamais deixariam que isso acontecesse."
"Dio mio, mulher, será que você pode parar de falar bobagens?" Ele ergueu a mão até a cabeça; a pressão em seu crânio crescera, passando a um nível explosivo, conforme a verdade que vinha tentando evitar o encarava.
Bella ficou olhando. Ela se sentiu ofendida pelo tom.
"Imagino que quando você toma uma decisão, faz um quadro estatístico de probabilidades, pesa os prós e os contras" respondeu ela, sarcástica.
"Na verdade, eu acredito profundamente em seguir meus instintos."
E o instinto de Edward dizia que ele deveria beijá-la naquele instante. Abrir sua boca e saborear a doçura que o esperava.
Ele seguiu o ímpeto com tanta rapidez que Bella não tinha ideia de sua intenção, até que seus dedos a seguraram pelo queixo. Ela nem pensou em resistir quando ele inclinou a cabeça na direção de seu rosto, aproximando-se de sua boca. Bella apenas pensou: por favor, por favor, me beije!
Então, ele o fez. Seus lábios estavam sobre os dela e se moviam lentamente, com uma experiência sensual que elevou a temperatura a um nível febril e superaqueceu seu sangue, passando à fervura.
Ele recuou ligeiramente, respirando com força ou era ela...? Bella se esforçava para se separar dele, não apenas física, mas emocionalmente também, porém fracassou.
Palavras intensas ditas em italiano saíam dos lábios dele, quando abaixou a cabeça e a beijou novamente, com uma fome possessiva que ela sentiu até o dedão do pé. Como se fossem fogos de artifício, o desejo explodiu dentro dela, fazendo desaparecer o último resquício de resistência de seu cérebro encharcado pela vontade.
O beijo acabou e suas pálpebras pesadas se abriram. Enquanto ela traçava o rosto misterioso, um suspiro escapou.
Eles estavam tão perto que ela podia ver as rugas na pele, nos cantos de seus olhos, ao redor da boca sensual, e a cicatriz na testa, que sumia por dentro dos cabelos.
Ela ergueu a mão e traçou a evidência física do acidente que lhe roubara cruelmente a visão. Sentiu como se certa mão tivesse entrado em seu peito, com dedos gélidos, segurando seu coração, ao imaginá-lo sofrendo, acordando sozinho, na escuridão.
Edward passou os dedos longos no rosto dela, e o ergueu, enquanto respirava.
"Abra a boca para mim, cara."
E ela o fez; um pequeno gemido saiu de sua garganta, quando ela se ergueu e ficou de joelhos, passando os braços ao redor do pescoço dele. Ela encostou a língua à dele, respirando seu cheiro, sentindo seu gosto, com os seios apertados junto à rigidez do peito dele, e deslizou os dedos sobre os músculos firmes e perfeitos.
Foi Edward quem recuou bruscamente, e Bella caiu para trás, evitando cair sobre o traseiro por ter se amparado com as mãos.
Ela o encarou, com os olhos arregalados, as pupilas imensas, ofegante, ao tentar puxar o ar para os pulmões.
E ficou profundamente envergonhada.
"Isso foi... isso não deveria ter acontecido."
"Mas você sabia que aconteceria, nós dois sabíamos..."
Bella abriu a boca para negar e parou. Ficou de pé e suspirou.
Edward falou:
"Sabe, se vamos continuar arrancando a roupa um do outro sempre que estivermos no mesmo ambiente, acho que devemos nos casar."
A vergonha a fez corar, enquanto ajeitava a blusa.
"Eu estou de roupa" respondeu ela, com dignidade. E ele também, pensou ela, olhando para a pele morena acima do decote em V, onde o botão da camisa estava aberto. Seu estômago se contraiu.
" Essa situação pode mudar."
Ela puxou o ar pela boca ruidosamente, o que parecia meio insano, levando-se em conta que ele conhecia intimamente cada centímetro de seu corpo... Ela tentou não pensar na intimidade. Ele, obviamente, tinha a mesma opinião, já que soltou uma gargalhada maliciosa e terna.
"Você está vermelha, não está?" Ela arregalou os olhos.
"Como é que você sabe?"
"Você tem um leque bem variado de suspiros e eu posso sentir as mudanças de temperatura em seu corpo." Sem aviso, ele esticou a mão e a colocou espalmada sobre o peito dela. "Daqui, é fácil. Posso sentir seu coração disparado, querendo sair do peito. É irônico, sou cego e nunca conheci uma mulher mais fácil de interpretar do que você. Como é que vive tão despojada?"
Bella olhava hipnotizada, vendo os dedos dele espalmados sobre o seu peito. Às vezes, a verdade era a pior coisa a dizer, e agora era um desses momentos. Ela sabia, mas disse mesmo assim:
"E só com você."
Os olhos dele ficaram inebriados quando pediu:
"Vem aqui."
O coração de Bella batia tão forte que bloqueou todo o restante e, sem pensar, ela ficou de joelhos e se inclinou na direção dele, até que seus rostos quase se tocaram.
Ele acariciou os cabelos dela, sentindo a fragrância que exalava das mechas sedosas.
"Esse é um lado do acordo que será muito prazeroso para nós dois, cara" disse ele, com a voz embargada, encostando o nariz ao lado do dela.
" Os beijos...?"
A expressão dele era séria ao explicar.
"Algo obrigatório para pessoas casadas." Ele a beijou no canto da boca, antes de abaixar a cabeça e começar a traçar uma linha de beijos deliciosos e molhados em seu pescoço.
"Oh, Deus!" ela gemeu. "Não sei como você consegue fazer isso comigo."
"Somos dois, mas quem se importa?"
Bella não conseguia aprovar seu comportamento, e disse isso, mas ele não a levou a sério, provavelmente porque ela já estava abrindo os botões de sua camisa, com dedos trêmulos mas decididos.
Um suspiro profundo de prazer escapou quando o tecido se abriu e seu magnífico tórax se revelou sob seu olhar ávido.
"Você é tão lindo... O que foi?" ela perguntou, com a voz rouca, quando ele a agarrou pelos dois punhos, afastando suas mãos dele.
"Case comigo, Isabella."
A incredulidade dela foi pontuada pela indignação.
" Você está tentando me chantagear?"
"Você quer dizer me conter, se você não disser que aceita?" Ele riu, mas por baixo do riso a tensão era visível. "Boa ideia, cara" admitiu ele. "O único problema é que não gosto desse tipo de reação." Com relação a ela, não.
"Eu nem gosto de você" ela sussurrou, junto aos lábios dele.
"Gostar não tem nada a ver com isso" disse ele, traçando seu lábio superior com a ponta da língua, antes de mergulhá-la no fundo de sua boca. Um gemido saiu do fundo do peito de Bella quando ela abriu a boca para aumentar a sensual penetração. "Por que lutar contra isso?"
Bella não estava lutando. Lutar era a última coisa que ela queria fazer.
"Esse era o truque? Você acha que pode me beijar até me convencer a casar com você? Edward, você não é tão bom assim."
Mas ele era.
Ela brincou com os cabelos dele e o beijou na boca com a fome que vinha guardando há semanas, mas não foi suficiente.
"Há instintos primitivos mais poderosos em ação aqui. Nós temos uma ligação sexual."
" Eu não quero uma ligação sexual" choramingou ela.
Os lábios dele se curvaram num sorriso sensual, mas sua expressão continuou intensa, com as pálpebras meio fechadas, ao deslizar os dedos por baixo da blusa de Bella.
" Mas quer isso, não quer?" ele murmurou, erguendo a blusa de algodão que ela vestia, passando a mão de leve sobre a pele macia, antes de segurar os seios, por cima da renda do sutiã. O polegar passou por cima do mamilo, enquanto ele fazia um movimento sedutor com os lábios no pescoço dela. Ela se sentia em chamas, fora de controle, e adorava.
E o observou, enquanto ele lhe tirava a blusa por cima da cabeça e arremessava para o lado.
Ele abaixou a cabeça e, passando um dos braços ao redor dela, levou os lábios a um dos seios, sugando o mamilo, depois aplicando o mesmo prazer no outro. Bella se agarrou a ele, jogando a cabeça para trás.
Com a mão aberta nas costas dela, ele a ergueu, fazendo com que os rostos quase se encostassem. Havia uma leve umidade de suor em sua pele quando ele a levantou, respirando ofegante, como ela.
"Case comigo" Edward disse, com a voz rouca.
Meninas e aí? A Bella casa ou não casa? rsrs eu já teria casado a muito tempo!
