Oiii flores do meu dia!!! rsrs estou muito feliz minha gata criou ontem a noite e veio 4 gatinhos!!! Já dá vontade de apertar!! rsrs. Comentemmmm! Boa Leitura!!!
Capítulo 8
Bella ergueu a mão e passou pelo maxilar de Edward.
" Não podemos apenas ir para a cama?" sugeriu ela, esperançosa.
Ele curvou um dos cantos da boca, num sorriso breve, enquanto passava o dedo no rosto dela.
" Você está me oferecendo sexo consolação, cara?"
" Estou me oferecendo."
Ele resfolegou, e ela sentiu um tremor percorrendo o corpo dele.
" Pareço não ter qualquer orgulho no que diz respeito a você. Sou profundamente sem limites." Ela jamais imaginara que poderia se render tão incondicionalmente a qualquer homem, muito menos a um homem como Edward.
Ela ficava totalmente desinibida mas, ao mesmo tempo, mais ciente de sua feminilidade do que algum dia estivera em toda sua vida. Tudo sobre aquele homem era uma contradição, tanto quanto seus sentimentos por ele. A rejeição e a atração que ela sentia por ele eram confusos, algo poderoso.
" Você é profundamente deliciosa" disse ele, rouco. " Tenho pensado em estar dentro de você."
A imagem erótica que as palavras dele criaram em sua cabeça a fez sentir dor na pélvis. Ela contemplava os olhos dele, e via seu próprio reflexo, via o brilho predador, ao sentir uma reação igualmente primitiva, um tranco por dentro. O desejo incitava opressoramente os sentidos de Bella, enquanto ela via seu sutiã seguindo o mesmo caminho de sua blusa. Ela se arrepiou quando o ar frio tocou sua pele.
" Então faça isso."
" Case comigo."
" Quer parar de dizer isso? As pessoas não tomam decisões assim" ela protestou, apertando os lábios junto ao pescoço dele, sentindo o sal da pele.
" Esqueça as pessoas. Não somos pessoas. Somos nós. Fizemos um bebê, Isabella. Ele precisa de nós."
Edward expunha um argumento atraente. Os sentimentos guerreavam dentro dela. Seu cérebro encharcado de sexo não funcionava. De certo modo, o que ele estava dizendo fazia sentido e era atraente, de outro, a aterrorizava!
" E quanto a mim? Para você não importa o que eu preciso?"
" Você precisa de mim." E, naquele momento, ele precisava dela. A fome rugia em seu sangue como uma fornalha, afogando a culpa por ter manipulado a situação.
" Um acordo no papel, você disse?"
Um sorriso lento de triunfo masculino se abriu no rosto dele.
" Vamos falar sobre isso depois. Nesse momento, acho que devemos terminar no conforto de sua cama. Você tem uma cama?"
" Sim, tenho uma cama." Ele pôs a mão na dela.
" Então, me guie, cara" disse ele, ficando de pé e a puxando.
" Eu não disse sim."
" É claro que disse" ele falou, com uma decisão masculina, ante de beijá-la e fazê-la sentir que diria qualquer coisa que ele quisesse.
Dois dias depois Edward a acompanhou na consulta para fazer a primeira ultrassonografia.
O consultório luxuoso na clínica situada na Harley Street ficava a um milhão de milhas do centro de saúde público que ela estaria frequentando.
O fato de estar sempre controlando o orçamento já era algo enraizado em Bella e ela não tinha como evitar a culpa pelo ambiente de luxo, mas tendo visto a expressão de Edward quando ele falou sobre a segurança e a saúde de seu filho ainda não nascido, ela reconhecera que esse não era um ponto no qual ele poderia vir a ser flexível. Parecia melhor poupar sua energia para batalhas que ela pudesse ganhar.
Além disso, ela não conseguia ver Edward pacientemente aguardando o atendimento no centro de saúde público; ele, provavelmente, se comportaria tão mal que pediriam que se retirasse.
" De que você está rindo?" Bella virou a cabeça, estarrecida.
" Como sabe que estou rindo?"
Ele sacudiu a cabeça, parecendo também perplexo.
" Mas você está?"
" Eu estava pensando em você, se comportando mal."
A voz dele baixou a um sussurro sedutor, que sempre fazia com que os músculos do estômago se contraíssem.
" Achei que gostasse quando me comporto mal, cara" observou, com ar inocente.
" Eu não estava pensando no quarto."
O sorriso dele aumentou.
" Eu raramente penso em você em algum outro lugar." Ele não precisava ser um sensitivo para saber que ela estava corando.
Alguns minutos depois Bella soube que os pensamentos de Edward não estavam no quarto.
Ela virou o rosto rapidamente, desviando da tela para ele, e a expressão em seu rosto partiu seu coração. Ela estivera empolgada demais pelo que vira, para pensar em como Edward se sentiria ao ouvir o médico descrevendo as imagens de seu bebê imagens que ele não podia ver, de uma criança que Edward jamais veria.
Tomada por uma onda de profunda emparia, ela pegou a mão dele entre as dela, sem se importar com sua ultras sensibilidade a qualquer forma de compaixão. Que se dane seu orgulho! A pele dele estava pálida quando ela levou sua mão até o peito. Sentiu uma dor profunda em seu rosto, como uma dor física.
A expressão dela ficou mais determinada. Não podia fazê-lo ver, mas podia compartilhar.
" Você pode ver a cabecinha dele e seu coração e ali..." Ela lançou um olhar interrogativo para o médico. " É a coluna?"
Edward engoliu, os músculos de sua garganta morena se moveram com força, e os dedos dele apertaram os dela.
" Você pode vê-lo?"
" Você quer saber o sexo, Edward?"
Houve uma pausa, antes que ele respondesse.
" Eu não me importo quanto ao sexo, contanto que ele ou ela seja forte e saudável."
" Bem, pela forma como está se movendo, não parece haver qualquer problema." Ela olhou na direção do médico para obter confirmação, e ele assentiu.
" Fico contente em dizer que tudo está como deve ser."
" Em algumas semanas você irá senti-lo mexer, chutar... Eu só preciso tirar algumas medidas para confirmar as datas."
" Oh, não há dúvida quanto a isso, doutor" disse ela, sem pensar.
" De fato, foi uma noite memorável" Edward concordou.
" Não estou vermelha" Bella mentiu, sem olhar para o médico.
" Está, sim" respondeu Edward, com um sorriso na voz. Ela corou novamente quando o médico confirmou as datas exatas e limpou o gel de sua barriga, para depois deixá-los a sós.
" Obrigado por isso."
Bella terminou de arrumar sua roupa e ficou de pé.
" Pelo quê?" perguntou Bella, evitando os olhos verdes, e desejando que pudesse ignorar a intensidade de seus próprios sentimentos com a mesma facilidade.
" Obrigado por me deixar ver nosso filho por meio de seus olhos, Isabella."
Um brilho terno se espalhou no rosto de Isabella enquanto ela saboreava a intimidade daquele momento. Sua garganta se fechou de emoção quando ela respondeu:
" De nada. Afinal, ele é o que temos em comum. Devemos compartilhar pelo menos isso."
Ele parecia prestes a falar, depois parou e segurou seu queixo. Sua habilidade de localizá-la em qualquer ambiente sempre surpreendia Bella..
" Então, você vai deixar que eu veja nosso bebê pelos seus lindos olhos castanhos como chocolate."
" Eles são castanhos" admitiu ela.
" Jasper ficou bem lírico quando descreveu a cor. Como chocolate," disse ele. "Foi quando você me disse que tinha sardas."
" E o que você fez?"
" Eu a beijei" disse ele, beijando-a.
Oito dias depois do exame era o dia do casamento. Segundo Edward, não fazia sentido ficar esperando, e Bella vinha tendo ataques de pânico, diariamente. Era como se aquilo tivesse se transformado numa bola de neve que fugia dela.
Ela poderia ter parado o efeito bola de neve com uma palavra, mas não o fez, pois a alternativa significaria muitas coisas, inclusive passar as noites sozinha.
Haviam passado todas as noites juntos, exceto duas, quando ele ficara em Roma, a negócios, e na noite anterior, quando Bella regressara à quitinete pela última vez. Durante as noites de paixão, ela não tinha dúvidas. Era quando o dia amanhecia que ela começava a pensar em sua sanidade.
Talvez a manhã tivesse um efeito semelhante em Edward, talvez ele acordasse se perguntando o que estava fazendo. Isso pareceu uma séria possibilidade, mais cedo, naquele dia. Por que outro motivo um homem liga às 5h para a mulher com quem se casará dez horas depois?
Ele ligara dez minutos depois, e o motivo não ficou claro. Mas ela havia ficado com a impressão de que ele queria dizer algo; possivelmente desistir de tudo, mas mudara de ideia.
Algumas vezes, Bella pegara o telefone para ligar para ele, mas não tivera coragem.
Ainda se perguntava o que Edward tivera a intenção de dizer quando o carro chegou para levá-la ao cartório.
" Ainda não é tarde demais" ela disse ao seu próprio reflexo. Mas era certo, e ela estava comprometida. Essa era a melhor atitude para o bebê. A melhor coisa para ela não aconteceria, não poderia acontecer. Edward não a amava.
A descoberta que ela o amava não viera tão subitamente.
Ela nem sequer tinha certeza em que momento da semana anterior realmente percebera essa verdade.
Teria sido no momento em que ele colocou a imensa safira em seu dedo e ela teve de desviar o olhar para esconder uma onda de lágrimas emotivas?
Quando Bella deparou com uma foto dele, pendurado numa rocha sobre um precipício e percebeu que essa era apenas uma das coisas que lhe haviam sido arrancadas? Que ele enfrentava cada dia com bravura e ausência de autopiedade que a enchiam de admiração?
Ela pensou no dia em que entrara numa sala, uma hora antes que ele pegasse um voo para Roma, e ele estava sentado, junto à escrivaninha, olhando o espaço, parecendo tão distante, quando virou a cabeça na direção dela e um arrepio de apreensão desceu sua espinha.
O que você esperava? Disse a voz dentro da cabeça dela. O homem não a ama, não vai lhe dizer que está contando os minutos para vê-la novamente. Ele não dirá que vai se sentir solitário quando você não estiver presente... Mas ela, sim. Teria sido ali que ela percebeu seu amor por ele?
Fora em todos esses momentos, porém em nenhum deles, pois ela sempre soubera, mas negara isso. Estava apaixonada. Edward Cullen, corajoso, teimoso e totalmente impossível, era o amor de sua vida.
Hoje deveria ser o dia mais feliz de sua vida mas, em vez disso, quando o carro estava chegando ao seu destino, tudo que ela sentiu foi uma profunda tristeza. A tristeza que pendia sobre ela, como uma nuvem escura, e nada tinha a ver com o fato de não ter convidados fora decisão de Bella não contar à família ou aos amigos.
Sua infelicidade veio à tona não pela ausência de convidados, ou de um casamento elaborado, mas pela ausência de algo que seu coração clamava ter seu amor correspondido. Mas isso simplesmente não ia acontecer.
Edward não a amava. Ele cuidaria dela, e ela acreditava que honraria os votos matrimoniais, pois, ao contrário do que diziam os tabloides, era um homem muito honrado. Mas ela jamais teria o lugar que tanto desejava em seu coração.
Seria ela gananciosa por querer isso tão intensamente, quando já tinha tanto?, pensou Bella consigo.
E o que aconteceria se algum dia ele conhecesse alguém a quem realmente amasse, da forma como amara Tânia? Será que Edward ainda amava a bela loura? Bella não conseguia parar de se torturar, achando que ele poderia estar pensando em outras mulheres quando eles faziam amor.
Esses pensamentos, quando interferiam, a deixavam enojada e estragavam um momento perfeito para ela, e Edward, sempre com uma percepção misteriosa, parecia captar sua inquietação.
Quando ele perguntava o que havia de errado, ela nunca dizia, claro. Ela não falava nada, mas ele sabia que Bella estava mentindo, e isso permanecia entre eles, como um muro. E se dissolvia quando a paixão pegava fogo, porém, mas quando eles esfriavam, ainda estava ali.
Bella sabia que se esse casamento tivesse qualquer chance de dar certo ela precisava superar suas inseguranças e aceitar o fato de que Edward não lhe daria o que ela queria o que oferecia era mais do que a maioria das mulheres já tivera.
Ela faria dar certo, disse a si mesma, segurando a saia ao sair do carro.
Jasper, parecendo nervoso como se fosse o noivo, esperava-a na recepção do prédio antigo.
" Você está linda" disse ele, arregalando os olhos, quando viu Bella.
Bella tocou a saia branca do vestido de cetim, constrangida.
" Você não acha que está um pouco exagerado?"
A intenção original de Bella fora vestir um terninho que ela usara no casamento do irmão. Afinal, custara uma fortuna e só havia sido usado uma vez.
Não fora uma mera sugestão quando Edward, ignorando seus protestos quanto a detestar lojas chiques, providenciara que estas abrissem fora do horário para que Bella escolhesse algo compatível com a esposa de um bilionário.
Ela não entrara no local com qualquer intenção de adquirir um vestido de noiva tradicional. Um terno, ou algo simples fora a instrução que ela dera à sua assistente; as pessoas se tornavam muito solícitas quando grandes somas estavam envolvidas, pensou Bella, cinicamente.
Talvez ela não tivesse sido muito específica, porque a primeira coisa que eles apresentaram foi um vestido, o que ela estava usando agora.
Foi a simplicidade que imediatamente a atraiu. Com um corte simples, tomara que caia, ia até as panturrilhas, mas era justo na cintura e nos quadris.
Ela ficara ligeiramente incerta quanto a deixar os ombros de fora: o corpete justo dava um efeito de suspensão do busto, mas a equipe da loja garantiu que estava perfeito.
É claro que o entusiasmo tinha a ver com o preço; era o tipo de loja que não tinha nada de mau gosto, exceto as etiquetas do preço. Porém, ao ver seu reflexo no espelho do provador, Bella teve de admitir que não estava nada mal.
Assim que ela disse sim ao vestido, a coisa tomou vulto e se transformou num frenesi de vendas! Uma hora mais tarde, ela estava sendo acompanhada à limusine com chofer, a orgulhosa dona de uma lingerie pecaminosamente sexy, sapatos e um lindo véu de renda de Bruxelas.
" Isso é um casamento, você não pode estar exagerada" disse Jasper, vendo o brilho sumir de seu olhar. Ela parecia tão triste que mesmo não sendo um homem de demonstrações emotivas, teve vontade de abraçá-la.
" Não é esse tipo de casamento" Bella mordeu ó lábio, ouvindo seu próprio tom cauteloso.
Os olhos de Jasper desviaram de seu olhar, mas ele não respondeu ao comentário e, para seu alívio, também não mentiu. Em vez disso, ele a surpreendeu, dando-lhe um buquê que segurava nas costas.
" Espero que não se importe. É um casamento e você deve ter flores." Jasper colocou o buquê de violetas nas mãos de Bella, acrescentando, subitamente: " A cor combina com seus olhos."
Bella ficou profundamente comovida pelo gesto inesperado. Ela ergueu o buquê até o rosto e o cheirou.
" Obrigada, é muito gentil."
" Você não pode ter um casamento sem flores. Eu sei, eu me ofereci para pagar as flores do casamento de minha irmã."
Assoviou baixinho. " Na época, eu não tinha ideia do quanto custaria num casamento de verdade." Ele parou e ficou envergonhado. " Não que este não seja um casamento de verdade." Ele se apressou em dizer.
" Não há necessidade de fingir, nós dois sabemos que não é" respondeu Bella, e sua postura externa contrastou com o nó em seu estômago.
A expressão de Jasper ficou séria enquanto ele observava seu rosto claro.
" Está certa quanto a isso, Bella?"
Bella, que não tinha certeza de nada, exceto do fato de que Edward era o amor de sua vida e pai de seu filho, conseguiu dar um sorriso provocante.
" Você está sugerindo que eu fuja?"
" Se Edward quer isso, eu duvido que você consiga correr rápido ou longe o suficiente para fugir dele..." Os olhos de Jasper se arregalaram. " Deus, estou fazendo com que ele pareça sinistro. Eu não quis dizer desse modo. Só quis dizer que..."
" ... Edward quer esse bebê a qualquer preço, e eu faço parte do pacote."
Bella suspirou. Ela supunha que deveria ser grata por Edward não tentar enganá-la. Ele não fingira amá-la. Reconhecendo que parte dela gostaria que ele fizesse isso, ficou triste.
" Eu sei o que você quis dizer Jasper, ele é... implacável. Não se preocupe, sei o que estou fazendo..."
Mas Jasper não parecia acreditar naquilo, assim como ela.
" E se não souber, bem, há uma solução perfeitamente fácil" disse ela, lembrando a sugestão de Edward quanto ao assunto.
" Divórcio?"
Bella podia entender a expressão chocada de Jasper. Afinal, não era habitual para uma noiva discutir o assunto antes de fazer seu juramento nupcial.
Os ombros esguios se ergueram.
" Bem... acontece. Não se preocupe. Eu vou tentar fazer dar certo" acrescentou ela.
Enquanto esperava na salinha anônima, Edward pensou que aquele não era o casamento dos sonhos para a maioria das garotas.
Com que tipo de casamento Isabella teria sonhado?
Ela havia sonhado?
Ele não sabia, porque não perguntou a ela. Ficara óbvio que ela ainda estava em estado de choque com relação à gravidez inesperada e ele cruelmente explorara a situação para coagi-la a se casar. O que ela queria ou precisava, nem entrou nessa equação. Ele só se preocupara em estar presente para o filho, em ser um pai em tempo integral. Esse foco lhe permitira ignorar um fato simples ele mesmo precisava dela.
Edward nunca precisara de uma mulher. Quisera, sim, mas jamais precisara.
O fato de Bella estar grávida de seu filho se tornara uma desculpa conveniente para que ele legitimamente evitasse o instinto de sobrevivência mental que se apoderava dele quando pensava que ela sairia de sua vida.
Uma onda de auto-aversão se apossou dele.
Era um bastardo egoísta, mas reconhecer isso não diminuía sua determinação de que essa cerimônia prosseguisse.
Seria um marido atencioso, Edward jurou, silenciosamente.
Bella não se arrependeria por se casar com ele.
A porta abriu, silenciosamente. Não houve acompanhamento musical. Não havia lencinhos para enxugar lágrimas emotivas, nem cabeças se virando para ver a noiva.
Foi preciso todo o restante de seu autocontrole para que Edward não virasse a cabeça na direção dos passos sobre o piso de madeira.
Bella disse as palavras tão baixinho que o tabelião teve de se esforçar para ouvir. Edward, ao contrário, deu suas respostas em alto e bom som. Ela manteve os olhos fixos no escrivão ao longo de toda a cerimônia, e foi somente ao ouvir que Edward podia beijar a noiva que se virou, com os dedos trêmulos, para erguer o véu.
Edward soltou um suspiro, agora feliz, mais do que nunca, por ter ignorado o conselho do médico naquela manhã.
Quem ia querer ficar deitado numa cama de hospital, olhando as paredes brancas, quando podia olhar aquele rosto? Ela era linda.
Ele olhava, gravando na memória cada detalhe de seu rosto em formato de coração. Ele traçara o contorno com os dedos. Sabia que sua pele era sedosa e macia. Sabia que seu queixo era pequeno e que havia uma leve ruga entre suas sobrancelhas. Ele conhecia aquela boca suculenta, feita para ser beijada.
O que Edward não sabia até agora era que seus lábios eram cor-de-rosa, e a cor só estava enfatizada, não disfarçada, pelo brilho transparente que ela colocara na boca.
Havia um tom radiante em sua pele, com as deliciosas sardas espalhadas sobre o nariz empinado, os cachos ruivos gloriosos e, mais que tudo, ele não sabia sobre a cor de seus olhos, um tom incrível de castanho iguais a chocolate.
Sua garganta se apertou à medida que as emoções inchavam seu peito. Se ele acordasse amanhã novamente num mundo de escuridão, levaria essa lembrança, essa cor e esse rosto com ele.
Houve ocasiões, nos últimos dias, em que dormira com ela nos braços, fantasiando sobre acordar de manhã e ver seu rosto. Na verdade, ele nunca esperava que isso acontecesse, mas acontecera, e ela não estava lá.
Porém, seu primeiro instinto foi contar a ela. Ele pegou o telefone com a intenção de fazer exatamente isso, compartilhar o milagre.
E quando ouviu sua voz sonolenta, do outro lado da linha, ele pensou: e se não for um milagre? Talvez sua visão fosse desaparecer tão bruscamente quanto retornara. Então, ele permaneceu em silêncio, e tomou a decisão de buscar aconselhamento médico.
Ele voltou a enxergar!!! Mas será que vai durar?? Comentemmm!!!
