Boa Leitura!!!
Capítulo 8
Edward acordou abruptamente. Havia um gosto amargo em sua boca, do vinho que tinha tomado, e sua cabeça doía. Colocando as pernas para fora da cama, levantou-se e pegou um robe. Seu peso era basicamente o mesmo que sempre fora, mas o corpo era muito mais musculoso do que costumava ser quando tinha seus vinte e poucos anos... o trabalho que fazia era responsável por isso, é claro. Meneando a cabeça, saiu descalço no corredor e foi em direção ao banheiro. Precisava de um copo d'água.
Estava para abrir o armário do banheiro e pegar uma aspirina quando ouviu um som familiar. Largando o copo que estivera segurando, andou rapidamente na direção do quarto de Alice. Quando ela era menor, costumava acordar chorando com frequência, assustada por algum monstro que lhe perturbava os sonhos. Porém, no momento em que ele abriu a porta com o máximo de silêncio possível, sua filha estava dormindo profunda e pacificamente.
Ainda franzindo o cenho, Edward olhou para a escada que levava à sua suíte de hóspedes.
O barulho estava mais claro agora, um soluço baixinho e suave. Bella estava chorando?
Imediatamente, subindo a escada de dois em dois degraus, Edward se apressou para o quarto dela, abrindo a porta.
Como Alice, ela estava dormindo. Contudo, diferentemente de Alice, seu sono não era pacífico. Os lençóis estavam emaranhados. A colcha, metade para fora da cama, expondo a pele suave de Bella. No momento em que percebeu que, como ele, ela dormia nua, Edward se forçou a ignorar a tentação de olhar para o corpo deleitoso. Em vez disso, se concentrou no rosto pálido e molhado de lágrimas.
Sem maquiagem e com os cabelos soltos, Bella não parecia muito diferente do que quando tinha 19 anos. Por um momento, a tentação de segurá-la nos braços e aninhá-la contra si foi tão forte que ele teve de se afastar um pouco da cama para se impedir de fazê-lo.
Em seu sono, Bella deu um gritinho, com novas lágrimas rolando pelas faces de seus olhos fechados.
Bella podia se recordar o quão raramente ela costumava chorar, quão corajosa e independente sempre lutara para ser. Uma vez, quando eles haviam brigado por alguma razão... uma discussão pequena sem importância... Bella virara o rosto para o outro lado no carro e ele pensara que era devido ao mau humor, até que olhara pelo espelho lateral e vira lágrimas escorrendo pelas faces dela.
" Eu não queria que você me visse chorando" murmurara Bella quando ele parará o carro e a puxara para seus braços. " Isso magoa tanto..."
" A última coisa que eu queria era magoar você" dissera Edward com toda sinceridade...
Em seu sono, Bella revivia os eventos do último verão de seu relacionamento com Edward. Depois de dois dias juntos, Nova York parecera mais solitária do que nunca. O trabalho com um velho amigo de seu tio exigia muito, tanto mental quanto fisicamente. Ao mesmo tempo, era, de certo modo, insatisfatório. Não tinha vontade de fazer aquilo, Bella reconhecera. Seu coração estava com Edward. Os dois dias que haviam passado juntos a haviam relembrado o quanto sua vida era vazia sem ele. Enquanto Edward estava ao seu lado, se sentira viva, inteira, completa. Mas quando ele partira... Fazia menos de uma semana desde que ele voara de volta para casa, lhe tendo suplicado para dizer ao tio que mudara de ideia e que seu futuro seria com Edward agora.
" Não posso fazer isso" protestara ela.
" São só negócios, Bella" argumentara ele. " Nada mais. Nós somos seres humanos com sentimentos, necessidades... Sinto sua falta e quero que estejamos juntos."
" Eu também quero isso" murmurara Bella. Inicialmente, estava combinado que ela passaria quatro meses em Nova York, mas os quatro meses originais tinham se estendido para oito, e depois para 12. Todas as vezes que ela mencionava voltar, seu tio adiava, dizendo que, de acordo com o amigo dele, Bella ainda tinha muito a aprender.
Às vezes, a tentação de dizer ao tio que simplesmente não podia fazer o que ele queria era tão forte que ela quase cedia. Porém, sempre se lembrava de como ele a recolhera.
Embora o assunto nunca tivesse sido discutido entre os dois, Bella tinha a impressão de que seu tio a culpava pela morte do pai dela. Ele e a mãe de Bella estavam a caminho de apanhá-la numa festa de aniversário a que ela insistira em ir quando sofreram um acidente fatal que os matara. Bella sentia que, se assumisse o lugar do tio, estaria pagando algum tipo de penitência, oferecendo algum tipo de compensação.
Havia tentado explicar isso para Edward, mas ele sempre ficava tão zangado toda vez que eles discutiam aquele assunto que Bella simplesmente não fora mais capaz de falar. E a antipatia entre Edward e tio Aro parecia ser mútua.
" Você tem alguma ideia do quanto seremos ricos?" perguntara seu tio quando ela lhe suplicara para voltar para casa. " Você deve tomar muito cuidado, Bella. Sempre haverá homens ambiciosos lá fora, tentando convencê-la de que a amam. Não dê ouvidos a eles."
" Edward não é assim" protestara ela, defendendo-o.
" Não é?" devolveu seu tio com raiva. " Bem, ele é certamente um jovem com muitas dívidas... Dívidas demais para ser capaz de sustentar uma esposa."
" Volte para casa" Edward lhe suplicava. Mas ela dizia:
" Não até que eu tenha pago minha dívida com meu tio."
Logo depois que Edward retornara à Inglaterra, o assassinato de um morador do quarteirão onde ela alugava um apartamento resultara na insistência de seu tio para que Bella se mudasse para um bairro mais seguro.
Bella tentara ligar para Edward e lhe contar que estava se mudando. Mas, quando não conseguira obter nenhuma resposta do telefone da casa dele ou do viveiro, tivera de pedir ao tio que lhe passasse seu novo endereço e telefone.
Sabia, pelo que Edward lhe contara durante sua visita, que ele tinha diversas encomendas novas e estava trabalhando 18 horas por dia, o que explicava porque ela não conseguia localizá-lo.
Um mês depois, ainda sem notícias dele, finalmente reconhecera a verdade. Amava-o e sentia terrivelmente falta dele. Edward era a coisa mais importante, a pessoa mais importante de sua vida, e mesmo que isso significasse desapontar seu tio, sabia que era impossível continuar negando seus sentimentos, seu amor, por mais tempo. Queria ir para casa.
Ligava para seu tio, que a assegurara que havia passado a Edward seu novo endereço e número de telefone.
Edward estava zangado e chateado com ela, percebera Bella. Ele lhe suplicara inúmeras vezes para voltar, e, sem dúvida, ela lhe ferira o orgulho por não ser capaz de dizer sim.
Bella sabia como tinha sido difícil para ele conseguir tempo e dinheiro para ir visitá-la em Nova York, e gostaria de poder lhe dizer agora o quanto sentia saudade e o quanto desejava estar ao seu lado.
Quando mais dois meses se passaram sem que Edward entrasse em contato, ela finalmente se conformara com a verdade. Tinha perdido peso, não conseguia dormir, pensava nele dia e noite. Sofria tanto que a dor de perdê-lo não cessava por um segundo sequer. Amava-o tanto que, mesmo se isso significasse decepcionar seu tio, sabia que seria impossível continuar negando seus sentimentos. Certamente devia haver um jeito de ficar com Edward sem abandonar o tio Aro, uma forma que não a forçasse escolher entre os dois. Mas se não houvesse...
Se não houvesse, então estava decidida, por mais egoísta que aquilo pudesse ser. Estar com Edward era mais importante do que agradar seu tio. Queria ir para casa, para o lado de seu amor, ser envolvida nos braços dele. Queria ouvi-lo dizer, naquela voz rouca e sexy que usava depois que faziam amor, que a amava e precisava dela, e que jamais a abandonaria. Queria ouvi-lo dizer o quanto queria torná-la sua esposa, o quanto queria que os dois passassem o resto da vida juntos.
Reviver repetidamente, na solidão de seu apartamento, os momentos felizes que os dois tinham vivido não substituía a realidade de estar com ele.
Sem dar tempo a si mesma para mudar de ideia, marcara o primeiro voo disponível para casa, sem contar a ninguém o que estava fazendo. Queria surpreendê-lo, ver a expressão nos olhos de Edward quando ela corresse para seus braços e lhe mostrasse que ele era mais importante do que qualquer outra coisa ou qualquer outra pessoa no mundo.
Confrontar seu tio não seria fácil, sabia disso. Mas tinha 22 anos, idade o bastante para saber o que queria e para tomar suas próprias decisões.
Bella comprara um jornal local enquanto esperava um táxi para levá-la do aeroporto ao viveiro. Sem o jornal, sem ver o pequeno anúncio do casamento de Edward com uma outra mulher, ela não teria sabido, e teria mergulhado em uma situação para a qual estava totalmente despreparada.
O taxista, vendo seu rosto pálido, se preocupara o bastante para perguntar se ela estava passando mal.
Bella o fitava inexpressivamente, seu olhar retornando para o jornal. Edward estava casado. Como isso podia ser possível? Ele ia se casar com ela, Bella estava sofrendo de algum tipo de loucura, algum tipo de alucinação? Aquele era apenas um sonho ruim? Como Edward podia estar casado com outra pessoa? Devia haver um engano. Entretanto, sabia que não havia engano algum, assim como agora entendia a razão do silêncio dele durante aquelas últimas longas semanas.
O sofrimento era diferente de qualquer coisa que já houvesse experimentado: uma agonia alucinante dilacerando sua alma, que a fazia querer gritar e rasgar as roupas em uma tentativa de aliviar uma dor que não era capaz de controlar ou conter.
Ela fizera o taxista voltar para o aeroporto. Durante o caminho para Heathrow e o voo de volta para Nova York, não conseguia, entender por que, apesar do calor dia, seus dedos dos pés e das mãos estavam frios como gelo. Estavam tão frios que chegavam a doer, seus movimentos muito parecidos com os de uma mulher idosa.
De volta a Nova York, mergulhara no trabalho com uma concentração amarga, construindo ao seu redor uma barreira que não permitiria que ninguém atravessasse.
Edward não a amara de verdade. Havia mentido para ela. Seu tio estava certo. De agora em diante, iria se devotar aos negócios. O que mais, afinal de contas, haveria para ela?
As lágrimas rolavam pelo rosto de Bella... as que nunca se tinha permitido chorar o rosto quando seu coração fora despedaçado com a perda de Edward, mas que, enquanto revivia aquela época em seus pesadelos, não tinha forças para suprimir.
Edward. Nem mesmo na privacidade de seu apartamento ela se permitira a fraqueza de sussurrar seu nome, de reviver todos os momentos que eles haviam passado juntos.
" Edward..."
Ao ouvi-la murmurar seu nome, Edward fechou os olhos. Doía ouvir a emoção na voz de Bella e ver a evidência do desespero no rosto.
Muito gentilmente, ele se aproximou e lhe tocou o rosto molhado. A pele estava fria sob seus dedos, os longos cílios tocando lhe a ponta dos dedos. A cabeça dela estava metade para fora do travesseiro, e, automaticamente, ele levou uma das mãos à nuca de Bella a fim de colocá-la numa posição mais confortável, como costumava fazer com Alice. Mas Bella não era Alice, não era uma criança... sua filha... Era uma mulher... sua mulher.
O tremor que lhe percorreu o corpo foi um aviso em si, mas veio tarde demais. Edward enrijeceu quando ela de repente abriu os olhos.
" Edward..." A surpresa na voz rouca de Bella o fascinou. " Edward"
Ela falou seu nome novamente, sussurrando-o sem firmeza em meio a um suspiro. Quando se esforçou para se sentar, a colcha escorregou mais de seu corpo, banhando-o com o luar prateado que se infiltrava pela janela.
Edward perdeu o fôlego. Com vinte e poucos anos, Bella tinha o corpo de uma menina, magra com algumas curvas suaves, apenas insinuando o que se tornaria na maturidade. Naquele momento, porém, era uma mulher, as curvas tão ricamente sensuais... E ele teve de fechar os olhos para se impedir de tocá-la apenas para se certificar de que ela era real. Podia sentir as gotas de suor começando a brilhar em sua pele enquanto era tomado por um desejo ardente.
Apesar de ter desviado os olhos imediatamente, cada detalhe do corpo de Bella estava impresso em sua mente e em suas emoções. Suas mãos doíam de vontade de lhe segurar os seios maduros e firmes, de lhe massagear a barriga, de cobrir de beijos seus pontos mais íntimos, de...
O poder de sua reação à Bella, não apenas sexual, mas também emocional, o chocou tanto que foi incapaz de se mover.
" Edward."
Com relutância, ele abriu os olhos ao som de seu nome sussurrado. A boca de Bella parecia suave e quente, os olhos, confusos e infelizes. Edward ergueu uma das mãos para lhe tocar os cabelos, e os deixou deslizar por seus dedos, o corpo tremendo quando começou a liberá-la.
Bella o observava com olhos arregalados, ainda envolvida na intensidade de seu sonho, o olhar seguindo cada movimento de Edward. De maneira quase suplicante, levou uma das mãos à lateral do rosto dele, posicionando a palma contra o maxilar forte, onde podia sentir a barba por fazer.
Edward fechou os olhos e gemeu o nome dela, um som torturante de negação, mas Bella estava tão perdida que não respondeu àquilo. As pontas de seus dedos tremeram quando ela os pressionou contra a boca sensual, explorando o formato familiar, sentindo-a se mover quando ele murmurou seu nome. Instintivamente, deslizou os dedos por entre os lábios de Edward.
Seus mamilos enrijeceram os músculos da barriga e das coxas se contraindo enquanto tremia com a força do que estava sentindo.
Sem poder evitar, Edward abriu a boca, a ponta da língua lhe acariciando os dedos. Podia tanto ver quanto sentir o corpo inteiro dela tremendo em reação a suas carícias. Segurando-lhe o braço, lambeu os dedos delicados lentamente.
Bella emitiu baixinho um gemido familiar no momento, em que levou a outra mão ao rosto dele, acariciando-o com pequenos movimentos frenéticos, um gesto muito mais sensual e excitante por sua espontaneidade do que calculada provocação que poderia ter sido.
Perdendo seu autocontrole, Edward lhe pegou ambas as mãos, recostando-a contra o travesseiro macio. Então, segurou-lhe o rosto enquanto começava a beijá-la, abrindo a boca de Bella com seus lábios, sua língua, alimentando sua sede em vez de satisfazê-la, com beijos profundamente íntimos e apaixonados.
Quando abriu a boca para ele, Bella emitiu um pequeno soluço de alívio. Tinha sido tão terrível sonhar que perdera Edward, mas lá estava ele, ao seu lado, abraçando-a, amando-a, lhe mostrando que ela estava segura.
O aroma dele, a visão, a sensação de tê-lo em seus braços inundavam todos os seus sentidos, seu corpo tão sensível ao de Edward que os seios doíam antes mesmo de sentir as mãos fortes se estendendo para segurá-los. Ávida, ela se moveu para acomodá-lo e ajudá-lo, tremendo de puro prazer no instante em que sentiu o toque familiar em seus mamilos.
Sob o robe, Edward estava nu, e era o paraíso poder deslizar as mãos sobre os ombros largos, descê-las para as costas, sentir o calor da pele sólida, o corpo dele sob suas mãos. Sentia a realidade pela qual tanto esperara de sua pele contra a de Edward, que estava totalmente cercada e protegida por ele.
" Edward" disse ela, e se moveu para baixo dele, silenciosamente convidando-o a aumentar a intimidade entre os dois.
No momento em que a sentiu erguer o corpo em direção ao seu, Edward gemeu. Podia perceber o tremor de Bella enquanto a tocava, e sabia que também estava tremendo. Não houvera aquela tensão sexual entre eles nem mesmo na primeira vez que tinham feito amor. Era como se os corpos de ambos estivessem esperando para explodir, para se fundir, se unir tão completamente que nunca mais poderiam se separar.
Era tão bom estar com ela, tão certo... tão... tão Bella. Ele queria tocá-la, beijá-la, possuí-la de forma tão absoluta que ela nunca mais seria capaz de deixá-lo.
Edward lhe tocou o abdome quando ela arqueou o corpo em sua direção. Então, levou a boca a um dos seios magníficos, prendendo a respiração enquanto lambia delicadamente o mamilo, temendo que, pudesse machucá-la sem querer, se forçando a ir mais devagar. Porém, Bella parecia não ter tais inibições, a mão indo para a nuca dele a fim de puxá-lo para mais perto de seu corpo, de modo que a boca de Edward se abrisse completamente sobre seu mamilo úmido.
Tremendo, ele o posicionou na boca e começou a provocá-lo. Sob a mão, podia sentir a pele da barriga de Bella esquentar e umedecer. O rosto dela estava corado de desejo, o corpo tremendo, enquanto gemidos escapavam do fundo de sua garganta.
Sem falar, ele lhe entreabriu as pernas. O quarto estava iluminado o bastante para que pudesse ver o corpo nu e a mais íntima e bela parte de Bella. Podia se recordar de quão tímida ela havia sido na primeira vez em que ele lhe sussurrara o quanto queria vê-la, o quanto queria admirá-la. Todavia, ela lhe permitira fazer isso, e Edward ainda se lembrava da fascinação e amor que o envolvera, sabendo o quanto Bella confiava nele.
Podia ver a mesma confiança nos olhos dela agora, e, embora soubesse que estava se iludindo, era quase como se nunca tivesse havido uma outra pessoa para Bella exceto ele. Era como se aquele corpo deleitoso jamais tivesse conhecido outro amante, como se tivesse memórias apenas dos toques, do desejo e do amor dele.
De maneira erótica, Edward expôs seu ponto mais íntimo e feminino. Seu coração batia freneticamente, seu próprio corpo rígido de excitação e desejo. Podia vê-la olhando-o silenciosamente enquanto o acariciava com as pontas dos dedos.
Com incrível gentileza, ele a tocou, a provocou, a acariciou.
Bella gemeu baixinho, uma das mãos se apertando ao seu redor. Podia sentir o corpo respondendo a Edward, ansiando por ele. Um corpo que o desejava havia tanto tempo que não precisava de preliminares, e que estava agora sedento e ávido para senti-lo dentro de si.
" Eu quero você, Edward" disse ela com voz rouca. " Preciso de você... agora. Oh, sim, agora" sussurrou, frenética. " Agora. Agora... agora."
O ato de amor deles foi rápido e intenso, levando-os a compartilhar um clímax explosivo que deixou ambos tremendo enquanto Edward a aninhava em seus braços.
" Fique comigo" sussurrou Bella quando seu corpo exausto entrou em estado sonolento. " Não me deixe, Edward. Por favor, não me deixe... Não desta vez."
Enquanto ela dormia, Edward lhe estudava o rosto. Bella era uma mulher agora, uma mulher com desejos e sexualidade de mulher. Se ela não o amara o bastante no passado para colocar o amor deles em primeiro lugar, provavelmente não faria isso agora. Talvez o desejasse sexualmente, talvez até ficasse por um tempo, mas não eram apenas as emoções dele que ela machucaria dessa vez. O coração de Edward poderia ser despedaçado. Mas... Havia Alice também.
" Fique comigo" ela lhe suplicara. Mas tinha sido Bella quem o abandonara. Havia sido ela quem se recusara a ficar.
Muito devagar, Edward se afastou do abraço, pegou seu robe descartado e a olhou.
" Fique comigo" ela tinha dito. Quando ele se inclinou e lhe beijou o rosto, uma única lágrima rolou pela face de Bella, mas não era dela.
Enrijecendo o maxilar, Edward foi para a porta, fechando-a silenciosamente, sem ousar olhar para trás.
Amo esse capítulo apesar de ser triste pelo desencontros dos dois... Mas é lindo!!! Então comentem!!!
