Oiiieeee!!! Mais um capítulo pra vcs!!!
Comentemmm!!! E Boa Leitura!!!
Capítulo 9
Bella acordou lentamente do sono mais profundo e relaxante que podia se lembrar de ter em muito tempo. Espreguiçou-se de forma luxuriosa, um sorriso feminino lhe curvando a boca. A sensação em seu corpo era deliciosa, de abençoada satisfação. Mesmo sua pele, onde a luz do sol brilhava no braço exposto sobre o topo da colcha, parecia coberta por um brilho sedoso e sensual. Ela fechou os olhos e emitiu um profundo gemido de felicidade enquanto saboreava a novidade de se sentir tão bem. Era como se tivesse aberto um pacote, tirando dele um presente mágico de felicidade e amor.
" Humm..." Com os olhos ainda fechados, estendeu um dos braços para tocar Edward.
Abruptamente, Bella abriu os olhos, o corpo ficando tenso quando sua mão descansou sobre o espaço vazio da outra metade da cama. É claro. Devia saber que Edward não estaria na cama ao seu lado... ele tinha de pensar em Alice, afinal de contas... Mas a lisura do travesseiro não usado ao seu lado sugeria que ele havia deixado a cama o mais rapidamente que fora capaz, sem se permitir nem mesmo alguns momentos a fim de sentir a proximidade dos dois. E isso doía!
Sua alegria e felicidade evaporaram imediatamente.
Uma vez antes, Edward a tinha deixado assim, e ela acordara sozinha. Mas ele logo retornara com os braços carregados de flores e rosquinhas frescas, que havia comprado numa padaria em Nova York.
Então eles haviam compartilhado o café da manhã de beijos e rosquinhas na cama de Bella.
E depois...
Mas estava no presente, e o instinto lhe dizia que o motivo da ausência de Edward na cama não tinha nada a ver com planos de surpreendê-la com flores matinais ou outros presentinhos amorosos.
Ela ouviu passos na escada que levava ao seu quarto, mas sabia, mesmo antes que a porta se abrisse e Alice aparecesse, que os passos não pertenciam a Edward.
" Você está acordada?" perguntou Alice.
Forçando um sorriso, Bella assentiu com um gesto de cabeça.
" Eu queria que você tivesse dormido comigo ontem à noite" disse Alice de forma repreensiva enquanto atravessava o quarto e subia na cama ao lado de Bella, aninhando-se ao corpo dela.
Automaticamente, Bella estendeu o braço para aconchegá-la contra si. Seu corpo, que havia tão pouco tempo se sentira tão bem, tão feminino e tão amado, agora estava frio e vazio, os músculos tensos e doloridos.
Bella ouviu novos passos na escada, mas, diferentemente dos de Alice, esses pararam na metade do caminho. Ela ouviu Edward chamando:
" Alice! Café da manhã!"
" Estou indo, papai" respondeu Alice, saindo da cama e começando a ir para a porta... e então inesperadamente se virando, correndo de volta para abraçar Bella e lhe dando um beijo carinhoso no rosto.
Piscando para conter as lágrimas, Bella a observou partir. O fato de que Edward escolhera não entrar em seu quarto dizia tudo que ela precisava saber sobre como ele se sentia em relação à noite anterior. Como se precisasse de uma ênfase maior do quão pouco significava para Edward.
Novas lágrimas inundaram seus olhos, mais uma vez, Bella se forçou a contê-las. Contudo, tais lágrimas não tinham nada a ver com o carinho que sentira com o beijo de Alice.
Tinha apenas uma memória confusa de como ela e Edward haviam chegado a fazer amor na noite anterior... lembrava-se de ter acordado com o toque dos dedos dele em seu rosto, o calor do corpo másculo ao lado do seu. Presumivelmente, Edward deveria ter tido algum motivo para subir ao seu quarto.
Bella podia não saber que motivo era esse, mas certamente sabia por que ele fizera amor com cia. Fizera amor!? Fizera sexo, disse a si mesma de maneira brutal. Podia não lembrar do que o levara ao seu quarto, mas se lembrava muito bem do que o mantivera lá. Ela não poderia ter deixado mais claro seu desejo, seus sentimentos, se os tivesse escrito em uma placa de três metros, disse a si mesma com amargura. Ele teria de ser feito de pedra para não aceitar o que Bella oferecera tão tolamente.
Desejo sexual e frustração sexual podiam fazer muitas coisas com um homem... Até mesmo fazê-lo sentir desejo por uma mulher de que não gostava, quanto mais amar, e estava bastante óbvio que fora o que acontecera na noite anterior. Edward a usara para descarregar sua frustração sexual. Não era de se admirar que não ficara com ela depois. Não era de se admirar que estivesse mantendo distância pela manhã.
A verdade pura e simples era que ele a usara, e que Bella havia permitido isso. Não meramente permitido, mas encorajado. E pensar que, ao acordar, ela havia sentido... acreditado...
Nunca aprenderia? Acreditara que ele a amava uma vez, que se importava com ela, e estivera enganada. Agora, lá estava, 11 anos depois, ainda esperando, ainda sentindo... ainda amando.
Bella abriu os olhos. Não. Não o amava mais. Não poderia amá-lo. Abrindo os olhos de novo, olhou entorpecida para a parede. A quem achava que estava enganando? Amava-o. Não conseguia negar!
Levantou-se como um autônomo, saiu da cama e se dirigiu ao banheiro. Voltar à cidade havia sido um erro terrível. E nem estava mais convencida da verdadeira razão de seu retorno.
Ou talvez estivesse. O fato de que reencontraria Edward estivera no fundo de sua mente o tempo todo? Mesmo sabendo que ele estava casado com outra pessoa?
Bella deu um suspiro vazio. Voltara porque ali era o seu lar, o lugar onde crescera.
Depois de se vestir, relutantemente desceu a escada.
No momento em que abriu a porta da cozinha, Alice estava sentada à mesa, comendo seu cereal, enquanto Edward estava em pé no balcão, fazendo café.
Quando ela entrou, ele se virou para olhá-la, então desviou o olhar rapidamente.
" Liguei para o mecânico. Eles têm muito serviço, mas irão dar prioridade ao seu carro" disse ele, a atenção na chaleira que estava enchendo, perguntando de modo breve: " Chá ou café?"
" Café, por favor" respondeu Bella. Ele realmente precisava perguntar? Tinha realmente se esquecido de como costumava provocá-la no passado com sua necessidade matinal de cafeína? Ou estava ressaltando o fato de que, embora suas preferências contassem no momento, eram de pouca importância para ele, assim como ela própria?
" Eu a deixarei em sua casa quando for levar Alice para a escola" disse ele enquanto fazia o café. " Torrada, cereais?"
" Não, nada, obrigada" replicou Bella friamente. Quando ele lhe levou o café, ela deliberadamente se virou de lado. Edward tinha o aroma de sabonete e café, e a proximidade fez os músculos do estômago de Bella se contraírem de maneira frenética. Por dentro, estava tremendo, e teve de pegar com ambas as mãos caneca de café que ele lhe entregou para evitar que Edward visse o quanto estava abalada por sua presença.
" Quando nós vamos fazer as compras para o jantar?" Alice quis saber.
Eles estavam no carro de Edward, a caminho da escola de Alice, Bella sentada no banco de passageiro, por insistência de Alice e muito contra suas próprias inclinações. O jantar! Bella tinha esquecido tudo sobre aquilo.
" Chega, Alice" disse Edward com rispidez ao parar diante do portão da escola.
Saindo do carro, Alice exclamou:
" Olhe, aí está minha amiga Emily! Quero que ela conheça você." E então estava abrindo a porta de Bella, sem lhe deixar alternativa senão soltar o cinto de segurança e acompanhá-la para onde a outra garotinha estava parada, observando.
" Emily, esta é Bella" Alice anunciou como se aquilo fosse muito importante. Emily era menor e mais magra do que Alice, e estava óbvio quem era a líder da dupla, reconheceu Bella quando Emily lhe deu um olhar tímido e começou a dar risadinhas.
" Até logo." Alice deu um abraço forte em Bella antes de lhe dizer: " E não esqueça do jantar, certo?"
Bella a observou desaparecer com a amiga na entrada do colégio antes de retornar ao carro. Abaixando-se, disse a Edward pelo vidro aberto:
" Posso ir para casa a pé daqui, obrigada."
E antes que ele pudesse falar qualquer coisa, ela se virou e saiu. Não daria outra oportunidade de humilhá-la mantendo distância, decidiu com orgulho. Assim, ergueu o queixo e lutou para não olhar para trás.
Observando, através do espelho retrovisor, Bella caminhando, Edward bateu no volante com o punho cerrado.
Era ele quem estava correndo o perigo de ser machucado, rejeitado, usado. Então por que Bella estava se comportando como se ele a tivesse tratado mal?
Soubera o tempo todo que a noite anterior havia sido um erro, e lá, naquela manhã, estava a prova disso. Bella o tratara com distância, como se eles fossem dois estranhos. Era óbvio que estava arrependida do que acontecera entre os dois e que pretendia deixar claro que nem a noite de amor nem ele havia significado nada para ela. Na noite anterior, Bella podia tê-lo desejado, mas esta manhã...
" Mas você prometeu" insistiu Alice, os cílios molhados de lágrimas enquanto olhava para seu pai do outro lado da mesa.
" Alice, eu acabei de explicar. Não tenho tempo para me envolver em jantares e..."
" Bella vai fazer isso."
" Bella está muito ocupada com a própria vida para querer se envolver na nossa" disse Edward de modo breve. " E, já que estamos falando no assunto, eu quero que você me prometa que não mais na casa dela. Bella tem sua própria vida para cuidar."
Vendo as lágrimas escorrerem pelo rosto de sua filha, Edward amaldiçoou a si mesmo em silêncio.
Detestava desapontá-la e magoá-la dessa maneira, mas que outra opção havia? Quanto mais permitisse que ela se envolvesse com Bella, mais machucada sua filha acabaria no final.
" Agora se apresse e termine seu dever de casa" advertiu Edward seriamente. " Preciso sair às 8h e a sra. Simmonds virá ficar com você."
"Sra. Simmonds." Alice o olhou. Gostava da senhora viúva que normalmente se sentava com ela nas raras ocasiões em que Edward saía de noite, mas ela não era Bella.
" Por que eu não posso ficar com Bella? Aonde você vai, de qualquer maneira?" perguntou Alice, desconfiada. " Não vai encontrar Tânia?"
Edward cerrou os dentes.
" Não, não vou."
Ela sabia perfeitamente bem o que estava se passando pela cabeça de Alice. Ela havia deixado muito claro que não queria Tânia como madrasta... não que houvesse algum perigo de isso acontecer. Tânia não seria uma boa madrasta, reconheceu Edward, especialmente não para Alice, que precisava de alguém muito mais compassivo para governá-la, de um toque muito mais gentil... como o de Bella! Mas de onde tinha vindo esse pensamento?
Observando-o por sob os cílios, Alice prendeu a respiração. Para ela, Bella seria a madrasta perfeita. Lembrou-se da mensagem que havia lido na parte traseira da fotografia sobre a mesa de seu pai: "Para meu amado Edward, com todo o meu amor, hoje e sempre".
" Por que você acha que eles não dizem que já se conheciam?" perguntara Emily, os olhos arregalados quando Alice lhe contara o fato interessante.
Alice fizera cara de desânimo e respondera seriamente:
" Porque eles ainda se amam, sua tola."
" Como isso pode ser?" protestara Emily com ingenuidade. " Seu pai se casou com sua mãe."
" Isso acontece!" Alice a assegurou sabiamente.
" Talvez eles tenham parado de se amar" sugerira Emily, acrescentando: " De qualquer forma, por que você quer Bella como sua madrasta?"
" Porque..." e Alice lhe contara.
Se precisasse ter uma madrasta, e aparentemente precisava, então Bella era, com certeza, quem ela queria. Portanto, havia planejado sua própria campanha para atingir esse fim.
Agora, todavia, as coisas não estavam indo conforme o plano, e as lágrimas que enchiam seus olhos não eram totalmente forçadas. Aninhada nos braços de Bella naquela manhã, Alice experimentara uma emoção que havia quebrado as barreiras com que protegia a si mesma. Por ser muito jovem, tinha lamentado a pena que vira nos olhos da mulher que dissera a seu pai o quanto devia ser difícil criar uma garotinha como ela sozinho, olhando-os com uma carranca quando compreendera o que eles estavam falando. Gradualmente, Alice passara a ver as adultas não como aliadas em potencial, mas como adversárias que se intrometiam entre ela e o pai.
Com Bella isso era diferente. Alice não sabia por quê. Apenas sabia que era, que havia alguma coisa suave, reconfortante e adorável em Bella e em sua companhia. Queria que Bella fosse sua madrasta não somente para protegê-la de tipos como Tânia, mas pela própria pessoa incrível que ela era também. E então, justamente quando as coisas começavam a dar certo, lá estava seu pai agindo de forma estranha e estragando seus planos.
A sugestão dele de que Bella devia estar ocupada demais com a própria vida para ter tempo para ela foi uma que Alice descartou imediatamente. Sabia, é claro, que não era verdade. Bella gostava dela. Isso estava claro no jeito como a observava, não havia engano quanto àquele olhar amoroso especial. Vira a mesma expressão nos olhos da mãe de Emily olhando para a filha, e sentira inveja por causa disso.
Edward estava a caminho de casa quando passou pela frente da casa de Bella. O BMW estava na garagem descoberta. Em um impulso, ele parou e desceu.
Os jardins pareciam os mesmos de quando ele trabalhara ali. Havia o canteiro que estava cultivando na primeira vez que tinha visto Bella. Com raiva, desviou o olhar e, então, quase contra a sua vontade, se pegou virando e atravessando o gramado.
A casa podia ter mudado desde que ela morara lá, mas não os jardins, notava Bella ao parar perto do lago dos peixes, observando-o na escuridão da noite de verão.
Seu tio costumava ameaçar mandar aterrar o lago, reclamando que as carpas atraíam a atenção dos gatos, mas Bella o convencera a não fazer isso. Costumava adorar sentar ali e olhar os peixes. Era um de seus locais favoritos.
De onde estava, podia ver a pequena cabana onde ela e Edward haviam trocado seus primeiros beijos avassaladores.
Um miado a fez saltar, e então levar uma das mãos ao coração quando, das sombras de um arbusto, um pequeno gato preto se aproximou e começou a se roçar contra as suas pernas.
Rindo, Bella se abaixou para acariciá-lo.
" Bem, você com certeza não é um gato domesticado" disse ela, esfregando atrás da orelha do bichinho, "mas poderia ser cria de um dos da vizinhança."
Miando como se em concordância, o gato pulou sobre a borda da pedra do lago, onde ela estava sentada, e olhou para a água escura.
Quando criança, ela teria adorado ter um animal de estimação, mas seu tio sempre recusara. Depois de adulta, os negócios a haviam mantido ocupada demais e longe de casa com muita frequência para que achasse justo ter um.
Agora, contudo, as coisas estavam diferentes. Quando finalmente decidisse onde iria passar o resto de sua vida, não haveria nada que a impedisse de ter um gato ou um cachorro, se assim escolhesse.
Suponho que um gato seria melhor, refletiu. Afinal, gatos e mulheres solitárias deviam se dar muito bem, não deviam? Um cachorro, de alguma forma, sugeria alguém com amigos, uma família... uma vida cheia e agitada.
Abaixando a cabeça sobre o gato, ela coçou-lhe atrás da orelha.
" Bella."
" Edward." Rapidamente, Bella se levantou. Sua postura era inconscientemente defensiva, como se estivesse tentando mantê-lo a distância, notou Edward quando ela ergueu ambas as mãos na frente do corpo.
Imediatamente, ele deu um passo atrás.
Ele nem mesmo podia suportar ficar a um metro de distância dela, Bella reconheceu dolorosamente quando viu o modo como Edward se afastava.
" Eu estava só pensando que este gato poderia ser descendente de um dos gatos da região" murmurou ela com voz rouca, tentando preencher o silêncio tenso.
" Humm... pela aparência dele, provavelmente é" concordou Edward. " Ouça, Bella, será que eu podia conversar um pouco com você?"
O coração dela entristeceu.
" Sim, é claro" conseguiu responder. Qualquer coisa que Edward quisesse lhe dizer, ela podia ver pela expressão dele, não era nada particularmente prazeroso.
" É sobre Alice" disse Edward, ainda mantendo distância. " Conversei com ela esta noite sobre... sobre a maneira como... ela está tentando envolver você em nossas vidas... Expliquei que você tem a sua própria vida para cuidar e..."
" Você veio aqui para me dizer que não quer mais que Alice me veja" interrompeu Bella sem rodeios, adivinhando o que ele estava prestes a dizer e rezando para que Edward não fosse capaz de ver o quanto a feria com isso.
" Eu... eu acho que seria melhor assim" concordou Edward com um suspiro. " Alice está em uma idade muito vulnerável e..."
" Acha que eu não sei disso?" disse ela, rapidamente, o rosto empalidecendo com a intensidade de suas emoções. " Também já passei por isso, Edward, lembra?"
Aquilo tinha sido a coisa errada a dizer, a pior coisa que poderia ter dito, percebeu Bella quando viu a expressão dele se alterar e ouviu a inflexão na voz quando Edward falou de modo breve:
" Sim, eu lembro. Alice enfiou na cabeça que precisa da influência de uma mulher na sua vida" admitiu ele, devagar, " mas..."
" Mas de maneira alguma você quer que esta mulher seja eu" adivinhou ela com raiva.
" Não quero que Alice seja magoada" interrompeu Edward com rispidez.
Bella o olhou. Podia sentir as batidas aceleradas de seu próprio coração, e se perguntou atordoada se Edward também podia ouvir.
Ele estava realmente tentando insinuar que ela desceria baixo a ponto de tentar magoar Alice! Uma criança! Realmente achava...
Por um momento, sentiu-se abalada demais para falar. Rapidamente, engoliu em seco, erguendo-se no momento em que o desafiou:
" Você está sugerindo que eu machucaria Alice? E isso realmente que pensa de mim, Edward?" questionou-o com cautela. " Acredita mesmo que eu seria tão... tão vingativa!"
Parcialmente cega pelas lágrimas que de súbito inundaram seus olhos, ela se virou de costas e começou a andar rapidamente em direção à casa, transformando os passos numa corrida quando o ouviu chamando seu nome.
" Bella" protestou Edward, praguejando baixinho contra si mesmo. Bella tinha todo o direito de estar zangada com aquilo, sabia disso. Mas certamente podia entender que ele tinha todo o direito de proteger sua filha.
" Bella" chamou novamente, mas sabia que era tarde demais. Ela já estava subindo os degraus correndo e entrando na casa.
Rapidamente, Bella lavou o rosto quente com água fria para deter as lágrimas.
Como Edward podia insinuar, que ela magoaria Alice? Como ousava pensar isso depois do que ele lhe fizera, do jeito como a magoara? Devia ser a consciência culpada que o motivava.
Ela nunca faria uma coisa como essa. Não com uma criança, nem com ninguém. Pretendera ajudar Alice pelo bem da menina. Sua ligação com Alice não tinha nada a ver com o fato de ela ser filha de Edward.
Não tinha? Lentamente, endireitou o corpo e se olhou no espelho do banheiro. Uma parte sua não havia reconhecido quão facilmente ela poderia ter sido a mãe de Alice? Não se sentira, de alguma forma, estimulada a ajudar a menina por causa disso?
Ajudá-la, sim, mas machucá-la, nunca. Nunca... jamais!
Não podia ficar naquela cidade. Não depois daquilo. Telefonaria para seu corretor no dia seguinte, informando-o de que cancelaria o contrato de aluguel da casa. Ligaria para seu advogado avisando que o fundo para caridade ao qual queria dar o nome de seu tio poderia continuar... Eles poderiam cuidar dos detalhes tão facilmente de Londres quanto de lá. Ela havia sido uma tola por ter voltado. Era uma tola. E agora uma tola estúpida com o coração despedaçado
