Oiiiieee!!! Último capítulo da história!!! Ô tristeza! Mas já postei outra! Kkkk então comentem e me falem o que acharam desse romance!!! Há tem epílogo!
Boa Leitura!!!
Capítulo 10
" Bella... Bella... É você, não é?"
Bella largou no chão a sacola de compras que estivera prestes a colocar no banco de trás do carro e olhou intrigada para a mulher que a chamava. Seu rosto se abriu em um sorriso caloroso quando reconheceu a garota com quem estudara na escola.
" Ângela!" exclamou ela carinhosamente. " Meu Deus! Como você está?"
" Bem. Se você não contar o fato de que estou com 33 anos, cinco quilos acima do peso e prestes a fazer compras para um marido e três filhos. Quando voltou à cidade? Você está maravilhosa, a propósito."
" Apenas recentemente. Eu..."
" Ouça, estou com um pouco de pressa agora. Meus sogros vão jantar lá em casa." Ela fez uma careta. " Eu adoraria conversar com você, saber o que tem feito... Posso telefonar?"
" Sim, isso seria ótimo" murmurou Bella, anotando rapidamente o número de seu telefone para Ângela antes de entrar no próprio carro.
Era irônico que encontrasse uma das poucas amigas que tivera na época de escola justamente quando havia decidido deixar a cidade, pensou ela, ligando o carro.
Alice olhou de lado para o telefone do escritório do viveiro. Era sábado de manhã, e, em vez de ir nadar com Emily e a mãe, optara por ir trabalhar com seu pai. Ele estava do lado de fora com um cliente. Olhando por sobre o ombro, Alice pegou o telefone e apressadamente discou o número de Bella.
Bella ouviu o telefone tocando no momento em que destrancou a porta da frente, colocando a sacola no chão e indo atender.
" Bella, é você?"
Seu coração entristeceu ao reconhecer a voz de Alice e ouvir o tom deprimido da menina.
" Alice. Onde você está? Está bem?" perguntou com ansiedade.
" Humm... mais ou menos. Estou no viveiro. Bella, posso ir à sua casa?"
Bella se recostou contra a parede do hall e fechou os olhos.
" Oh, Alice" sussurrou com tristeza. Abrindo os olhos, falou com o máximo de firmeza que foi capaz: " Alice, não acho que isso seja uma boa ideia, você acha? Eu..."
" Você falou com papai, não falou?" Alice quis saber, o tom de voz de acusação. " Pensei que gostasse de mim. Pensei que fossemos amigas."
Bella podia ouvir as lágrimas na voz dela.
" Alice" implorou. " Por favor..."
" Eu pensei que você gostasse de mim" Alice estava repetindo, chorando de maneira inconsolável agora.
Bella passou uma das mãos pelos cabelos. Ela os tinha deixado soltos naquela manhã, distraída dos olhares masculinos de admiração que atraíra enquanto atravessava o estacionamento do supermercado, o sol brilhante lançando mechas ruivas sobre eles.
" Alice. Alice, eu gosto de você, mas não ficarei na cidade por muito tempo. Eu só pretendia fazer uma vista rápida à cidade" começou Bella, mas Alice não estava mais ouvindo.
" Você vai embora. Não, não pode ir. Não pode. Eu preciso de você, Bella." Então o telefone ficou mudo.
Encostada contra a parede, Bella respirou profundamente.
Alice olhou para seu pai. Ele ainda estava falando com o cliente. Às vezes, os adultos simplesmente não sabiam o que era bom para eles.
Ela saiu para encontrá-lo.
" Papai, eu mudei de ideia. Quero ir nadar com Emily, afinal."
" Tudo bem" concordou Edward. " Dê-me cinco minutos e eu a levo até a casa de Emily."
" Vou precisar passar em casa antes para pegar minhas coisas de nadar" ela o relembrou.
" Certo" replicou Edward.
Sabia da infelicidade de sua filha com ele... e o motivo disso. Seu único conforto era que, um dia, ela entenderia e lhe agradeceria por protegê-la. Um dia... mas definitivamente, não naquele momento.
" Então o que você vai fazer?" Emily perguntou a Alice com grande interesse. Elas estavam sentadas na cama de Emily, comendo sanduíches e penteando uma os cabelos da outra depois do passeio de lazer no clube.
" Eu não sei ainda" replicou Alice desesperada.
" Você pode tentar encontrar outra pessoa para ser sua madrasta" sugeriu Emily cautelosamente.
" Eu não quero uma outra pessoa" retorquiu Alice com veemência. " Você gostaria de trocar de mãe?"
Emily a olhou.
" Às vezes" disse ela, pensativa. " Especialmente quando ela não me deixa ficar acordada até tarde para assistir televisão..."
" Adeus, Alice."
Alice se virou para sorrir e acenar quando saiu do carro da mãe de Emily.
Vendo a filha descer do carro, Edward abriu a porta da frente para ela. Arrastando a sacola atrás de si, Alice entrou em casa.
" Nenhum beijo para mim?" perguntou Edward com jovialidade forçada quando ela passou por ele. Alice se virou para lhe dar um olhar seco. " Alice, eu estava pensando, sabe aquele animalzinho de estimação que você queria..."
" Eu não quero um animal de estimação" — interrompeu Alice friamente. " Eu quero Bella."
Edward cerrou os dentes. Sabia quando estava sendo punido e recebendo um tratamento frio. Qual era a melhor maneira de lidar com aquilo? Em situações como essa, gostaria do conselho de uma mulher. O conselho de Bella? Ele se censurou. Que coisa! Agora Alice o fizera pensar nisso.
" Fiz sua comida favorita para o jantar" disse ele, animadamente enquanto a seguia até a cozinha.
" Não estou com fome" replicou Alice. " Teremos uma festa de fim do período escolar. Serei uma cantora pop, mas vou precisar de uma fantasia."
" Bem, tenho certeza de que poderemos encontrar uma para você" ofereceu Edward, ignorando por hora os méritos duvidosos de uma garota de 10 anos imitando as maneiras de uma cantora pop bem mais velha. Sabia que estava sendo levado para um terreno perigoso, mas sem saber ao certo de onde o perigo estava vindo. Logo descobriu.
" As mães de todas as outras garotas estão fazendo as roupas para as filhas" Alice o informou.
" Bem, talvez a sra. Sue possa..." começou ele, mas era óbvio que Alice não seria dissuadida tão facilmente.
" Bella saberia como fazer a minha" disse ela friamente. Ele prendeu a respiração.
" Agora ouça, Alice" começou, mas no momento em que viu os olhos da filha cheios de lágrimas que escorriam pelo rosto, Edward fechou os olhos. Aquela era exatamente a situação que esperara evitar.
Alice tentou ele com mais gentileza, mas sua filha estava se recusando a ouvi-lo, se virando, correndo para fora da sala e subindo a escada.
Edward ouviu a porta do quarto de Alice bater e suspirou.
Bella...
Deus, até mesmo pensar no nome doía, e não apenas por causa de Alice.
Desde a noite que Bella passara em sua casa ele vinha lutando para não pensar nela, tentando não ceder à necessidade compulsiva de reviver cada segundo do tempo que a tivera em seus braços.
Fechando os olhos, reconheceu o que vinha lutando para negar desde que havia saído daquela cama, deixando-a sozinha.
Era tarde demais para aconselhar a si mesmo a não cair na armadilha do amor novamente. Sempre fora tarde demais... Porque simplesmente jamais deixara de amá-la.
" Alice, preciso sair por meia hora. Você vai ficar bem, ou devo ligar para a sra. Sue?"
Alice ergueu os olhos do livro que estava lendo. Era segunda-feira de tarde, e Edward tinha acabado de receber um telefonema de um cliente que queria vê-lo com urgência.
" Não, eu ficarei bem" Alice o assegurou instantaneamente.
Então, esperou até que tivesse certeza de que seu pai saíra antes de ir para o escritório e vasculhar a mesa até encontrar o que estava procurando. Sim, lá estava a fotografia de Bella.
Pegando-a, ela a virou e rapidamente leu a mensagem na parte de trás.
Situações desesperadas pediam medidas desesperadas. Endireitando os ombros, Alice subiu até seu quarto e encheu uma mochila com uma muda de roupas. Na cozinha, pegou uma barra de chocolate e, após pensar por um instante, mais outra... para Bella.
Em seguida, se sentou e escreveu um bilhete breve para seu pai.
Lentamente o leu:
" Eu vou morar com Bella."
Alice não levou muito tempo para andar até a casa de Bella, mas mesmo seu coração valente se sentiu aliviado quando finalmente chegou lá e viu o BMW do lado de fora. Não tinha certeza do que teria feito se Bella não estivesse em casa.
O toque inesperado da campainha levou Bella à porta, enquanto franzia o cenho.
" Alice!" exclamou ao ver a pequena figura solitária.
" O que..."
" Eu vim morar com você" disse Alice de maneira autoritária, entrando rapidamente no hall, e então começando a chorar e se atirando nos braços de Bella, enquanto falava entre soluços:
" É horrível não poder ver você..."
Depois que Bella havia conseguido acalmá-la, Alice estava confortavelmente acomodada na cozinha, comendo biscoitos caseiros e bebendo suco enquanto o gato, que decidira adotar Bella, estava ronronado no joelho da menina.
" Alice, você sabe que não pode ficar aqui, não sabe?" perguntou Bella gentilmente. " Seu pai..."
" Ele não se importa" Alice a interrompeu.
" Você sabe que isso não é verdade. Ele a ama muito."
" Como você o ama?" questionou Alice, olhando-a diretamente nos olhos.
Bella abriu a boca... mas não disse nada. Suas pernas, descobriu, estavam estranhamente fracas. Ela se sentou e ficou muito feliz por ter feito isso.
Alice estava mexendo na mochila que levara consigo. De maneira triunfante, tirou dela a fotografia que pegara da mesa de seu pai.
" Eu achei isso" anunciou ela, observando Bella.
" Oh, Alice" foi tudo que Bella conseguiu dizer enquanto olhava para a foto. Podia se recordar do dia em que Edward a tirara... um dia depois que eles haviam feito amor pela primeira vez, e Edward lhe dissera que sempre guardaria a fotografia como uma lembrança de tudo que eles haviam compartilhado.
" Não que eu algum dia precise de um lembrete" sussurrara ele apaixonadamente, deixando a câmera de lado e a tomando em seus braços.
"Aqui diz: "Para meu amado Edward, com todo meu amor, hoje e para sempre." declarou Alice solenemente.
Bella desviou o olhar.
" Sim, eu sei" concordou com fraqueza.
" Você falou que não conhecia o meu pai" Alice a relembrou.
" Sim. Sim, eu sei" concordou ela mais uma vez.
" E ele falou que não a conhecia, mas você escreveu aqui que o ama. Por que parou de amá-lo, Bella?"
" Eu... Não foi..." Bella meneou a cabeça. " Isso aconteceu muito tempo atrás, Alice."
" Mas eu quero saber" persistiu Alice com teimosia.
Bella meneou a cabeça, mas sentia que a filha de Edward não ficaria satisfeita até que soubesse da história inteira.
" Não há muita coisa para saber" murmurou ela. " Seu pai e eu éramos jovens. Eu pensei... Ele falou... Tive de viajar para Nova York a trabalho, e, enquanto eu estava lá, seu pai conheceu outra pessoa... a sua mãe..."
Edward praguejou quando encontrou o bilhete que Alice lhe deixara. Furioso, pegou as chaves do carro e saiu. Ela ia voltar para casa com ele imediatamente, e sem bobagens. E uma vez que chegassem lá, iria ter uma conversa séria com sua filha... uma conversa muito séria.
Parando o carro atrás do de Bella, Edward desceu, dirigiu-se para a porta da frente, e, mudando de ideia, rodeou a casa para ir pelos fundos.
A porta da cozinha estava entreaberta... Bella estava do lado de fora estendendo roupas quando Alice chegara. Nenhuma das duas podia vê-lo, e ele parou no ato de abrir a porta quando ouviu Bella dizendo com voz emocionada:
" Pensei que seu pai me amasse. Eu não sabia sobre a sua mãe. Suponho que deveria ter adivinhado que alguma coisa estava errada quando ele não entrou em contato comigo, mas pensei apenas que Edward... estivesse zangado comigo porque..." Ela parou e meneou a cabeça. " Vim para casa a fim de lhe dizer que ele tinha razão, e que o nosso amor era mais importante do que qualquer dever que eu tivesse em relação ao meu tio, mas descobri sobre o casamento de seu pai."
Parecendo desamparada, Bella estendeu as mãos.
" Pensei que ele me amasse, mas Edward não me amava de jeito nenhum." A voz tremeu de emoção, e o gato parou de ronronar.
Alice olhou para cima, arregalando os olhos quando viu seu pai parado à porta.
Bella se virou para ver o que havia chamado a atenção da menina, o rosto empalidecendo quando também viu Edward.
Por um momento, nenhum deles falou, e então Edward entrou na cozinha e segurou o braço de Alice, dizendo-lhe com firmeza:
" Alice, você vem comigo, imediatamente e sem discussão."
Ele não dissera nada para Bella. Nem mesmo a olhara, reconheceu ela quando Edward saiu com Alice pela porta dos fundos e fechou a porta com firmeza.
Ela ouviu o barulho do motor do carro do lado de fora. Sua mão tremia quando pegou a fotografia que Alice deixara sobre a mesa.
Lágrimas embaçaram seus olhos. Inclinando a cabeça para trás, Bella piscou para contê-las. Não ia chorar. Não agora, não novamente... nunca mais.
A mãe de Emily pareceu surpresa quando abriu a porta e encontrou Edward e Alice do lado de fora.
" Sue, desculpe-me por isso, mas aconteceu uma coisa urgente. Alice pode ficar com vocês até que eu possa vir buscá-la?"
" É claro que pode" concordou ela calorosamente, conduzindo Alice para dentro. O que estava acontecendo? perguntou-se. Muitos sussurros vinham ocorrendo entre as duas amiguinhas recentemente. E Emily sentindo-se importante, havia anunciado para quem quisesse ouvir que ela e Alice tinham um segredo especial.
Tendo se inclinado friamente para beijar o rosto do pai, Alice entrou com a pose regia de uma grande dama... uma grande dama altamente ofendida, refletiu Sue com tristeza.
Edward, no entanto, parecia mal-humorado demais para que ela o questionasse.
Bella estava estendendo o resto das roupas que tinha abandonado com a chegada de Alice quando Edward voltou, andando com leveza ao longo do gramado, de modo que ela não percebesse sua presença, até subitamente ver uma sombra.
" Ed... Edward." Para seu desgosto, o choque inesperado de vê-lo a fez gaguejar. " O que... o que você quer? O que está fazendo aqui?"
" Você quer a versão resumida?" perguntou ele de modo tenso, e então, meneando a cabeça, sem esperar resposta, demandou abruptamente: " Por que você disse a Alice que veio de Nova York para me dizer o quanto me amava?"
" Porque é verdade" admitiu Bella com voz rouca. Por que ele estava lhe perguntando aquilo, afinal? Que importância podia ter agora?
" Não, não é" discordou Edward sem rodeios. " Seu tio me contou a verdade. Disse-me que você lhe pediu para me avisar que não queria mais me ver, que estava tudo terminado entre nós."
Bella o olhou, incrédula. De súbito, sentiu um terrível frio.
" Não" sussurrou ela, levando uma das mãos ao pescoço. " Não, isso não é verdade. Ele não poderia ter lhe dito isso. Não acredito..."
" Acredite" murmurou Edward com frieza. " Porque posso lhe garantir que foi isso que ele fez. Não que eu estivesse disposto a ouvi-lo. Não naquele momento. Cheguei a escrever para você, suplicando que mudasse de ideia, implorando que me escrevesse de volta, dando-lhe o que suponho que fosse um ultimato quando escrevi que se eu não tivesse notícias suas, teria de aceitar que estava acabado entre nós."
Bella precisa muito se sentar.
" Isso é algum tipo de brincadeira?" perguntou com fraqueza.
A boca dele enrijeceu.
" Eu estou rindo?"
Bella balançou a cabeça. Podia ver que ele estava falando a verdade, mas a enormidade do que seu tio havia feito, do que provocara, era ainda demais para que compreendesse completamente.
" Eu nunca recebi a sua carta" murmurou ela. " Houve um assassinato no bairro onde eu morava, e meu tio insistiu que eu tinha de me mudar. Prometeu que daria a você o meu endereço novo e o número de telefone. Eu...eu esperei e esperei que você entrasse em contato, e então, quando isso não aconteceu... por um tempo, eu... Você estava certo. O nosso amor era mais importante do que fazer o que meu tio queria. Voltei para lhe dizer isso. Para lhe dizer o quanto eu o amava e..." Para seu horror, Bella sentiu lágrimas quentes escorrendo enquanto revivia todo o trauma daquela época. " Li sobre o seu casamento no táxi, quando saí do aeroporto para encontrar você. Depois disso, percebi que não fazia sentido vê-lo" finalizou de maneira desolada.
Bella olhou para o chão. Por que ele estava fazendo isso com ela, obrigando-a a passar por... aquela humilhação? Que importância isso podia ter agora?
" Ouça, vamos deixar de lado o assunto de meu casamento por enquanto" ela ouviu Edward dizendo com voz emocionada.
" Quero me concentrar em uma outra coisa, algo muito mais importante. Você realmente me amava tanto, Bella?"
Por um momento, ela ficou tentada a mentir, mas por que deveria? Orgulhosamente, ergueu a cabeça e o encarou.
" Sim, eu amava" admitiu. "Eu..." Rapidamente engoliu em seco, sabendo que não podia admitir que nunca deixara de amá-lo, que ainda o amava, e que esse amor era ainda mais profundo e mais doloroso agora do que tinha sido na época.
" Eu não me casei com Sarah porque a amava" confessou Edward com sinceridade. " Eu me casei porque ela estava grávida."
Mal podendo acreditar, Bella o estudou.
" Mas..." sussurrou ela, meneando a cabeça. " Você nunca faria uma coisa dessas. Jamais faria amor com alguém que não... de quem não gostasse muito."
" Eu não fiz amor com ela" disse ele com simplicidade. " Nós apenas fizemos sexo."
Brevemente, sem permitir que ela o interrompesse, Edward lhe contou exatamente o que tinha acontecido.
Depois que ele acabou de falar, Bella lhe estudou os olhos com atenção. Não havia dúvida da veracidade do que Edward acabara de lhe contar. Seu coração apertava, batendo tão forte que ela pensou que poderia explodir. E quanto às pernas...
" Eu... eu preciso me sentar" murmurou ela com fraqueza.
" E eu preciso me deitar" respondeu ele com voz rouca.
" De preferência na cama, com você em meus braços e nada entre nós, nada que possa nos separar. Oh, Bella." Ele se aproximou de repente e a envolveu em seus braços, enquanto lhe beijava os olhos, o rosto, a boca. " Oh, Bella, Bella" sussurrou em tom emocionado. " Você é a única mulher que eu amei, a única mulher que eu sempre amarei."
" Não, isso não pode ser verdade" sussurrou Bella de volta em meio aos beijos. " Não pode ser. Não depois do jeito como você me deixou a outra noite... não depois que eu lhe supliquei que ficasse."
As lágrimas inundaram seus olhos e rolaram pelo rosto.
" Oh, não, meu amor, não chore. Por favor, não chore." Edward a abraçou forte e balançou-a em seus braços, o rosto pressionado contra a cabeça dela. " Não foi assim, realmente não foi. Eu a deixei porque... porque estava com medo. Não apenas por mim mesmo e pela dor que sabia que sentiria se a deixasse entrar de novo em minha vida, mas também pelo sofrimento que pensei que você pudesse causar a Alice."
" Eu nunca machucaria Alice!" protestou Bella com veemência.
" Não" concordou Edward suavemente. " Perdoe-me por isso."
" Ela me lembra tanto de como eu era..." contou Verity tremendo. " Oh, eu sei o quanto você a ama, Edward... e você não poderia ser mais diferente do meu tio."
" Mas não sou o suficiente" interrompeu ele com melancolia, acrescentando antes que ela pudesse protestar: " Eu sei disso, pois minha filha querida já me informou."
" Realmente pensou isso de mim... que eu pudesse magoar vocês dois?"
" Você já me magoou terrivelmente uma vez" ele a relembrou com suavidade. " Ou pelo menos assim pensei."
" Senti-me da mesma maneira a seu respeito" admitiu Bella. " Doeu tanto saber que, quando você falou que me amava, que me amaria para sempre, não tinha sido sincero..."
" Eu fui sincero" Edward a corrigiu. " E ainda estou sendo sincero, Bella. É tarde demais para recomeçarmos agora?" perguntou ele seriamente.
Ela o encarou.
" Eu... Oh, Edward..."
" Vamos entrar" disse ele. " Há um telefonema que quero dar." Enquanto ligava para Sue, Edward se recusou a deixar Bella sair de seus braços. " Fique exatamente onde está" brincou ele quando ela tentou se afastar.
" Sue, é Edward" disse, prendendo o telefone na curva do pescoço enquanto abaixava a cabeça para dar um beijinho na boca de Bella. " Seria pedir demais que Alice passasse a noite aí com vocês? Eu não pediria, mas... Você não se importa? Sem problemas? Certo... Não, eu não preciso falar com ela" continuou ele, " mas se puder dar um recado a Alice, eu gostaria. Diga-lhe que acho que talvez ela consiga o que tanto quer. O que ela quer mais do que quer um animal de estimação" enfatizou, sorrindo.
" Do que se trata tudo isso?" perguntou Bella quando ele desligou o telefone.
Sorrindo-lhe, Edward respondeu:
" Alice tem me implorado para ter um animal de estimação. Outro dia, quando eu cuidadosamente sugeri um como uma oferta de paz, ela me informou que não queria um animal de estimação. Ela queria você."
Bella o fitou.
" Oh, Edward" protestou, dividida entre risos e lágrimas.
" Eu quero levá-la para cama" disse ele com voz rouca, segurando-lhe o rosto em ambas as mãos. " Quero fazer amor com você, Bella. Quero amá-la. Quero reafirmar todos aqueles votos e promessas que fizemos um para o outro anos atrás. Mas, se você acha que é muito cedo, se preferir esperar... se sente que..."
Pondo os dedos contra os lábios dele para silenciá-lo, Bella falou suavemente:
" O que sinto no momento é que quero você. Eu o quero de todas as maneiras que uma mulher quer o homem que ama, Edward. Não pode imaginar o quanto minha vida tem sido vazia sem você, o quanto..."
" Não posso?" contradisse ele num sussurro rouco. " Não houve um único dia durante esses anos em que eu não tenha pensado em você. Até mesmo no dia do funeral de Sarah... Enquanto estava parado ao lado do túmulo, tudo em que eu conseguia pensar era o quanto precisava de você e a queria."
" Pobre garota" sussurrou Bella com compaixão.
" Sim, pobre garota" concordou ele.
" Leve-me para cama" pediu Bella com urgência. " Leve-me para cama, Edward, e..."
Ela não precisou falar mais nada, não pôde falar mais nada porque de repente ele a estava pegando no colo e carregando-a em direção à escada.
" Você é a mulher mais linda da face da Terra" disse Edward de modo extravagante enquanto deslizava os dedos pelos cabelos de Bella.
Sorrindo-lhe preguiçosamente depois do ato de amor, ela estendeu uma das mãos e lhe tocou o rosto, se aconchegando mais contra o calor do corpo nu dele.
" Ei, não faça isso" avisou Edward, beijando-lhe a palma da mão lentamente. " A menos que você queira..."
" A menos que eu queira o quê?" provocou Bella, deliberadamente se aproximando ainda mais.
" A menos que você queira isso" disse ele com voz excitada, pegando-lhe a mão e colocando-a contra seu corpo sólido.
" Edward, nós não podemos" protestou Bella sem convicção, seus dedos instintivamente acariciando o membro viril.
Era tão bom ser capaz de tocá-lo daquela maneira, saber o quanto ele a queria e o quanto precisava dela, saber o quanto Edward a amava.
" Oh, não?" desafiou ele suavemente, segurando-lhe um dos seios na mão e abaixando a cabeça para trilhar beijos provocantes desde o vale entre os seios até o umbigo.
" Não..." sussurrou ela.
" Não, o quê?" perguntou Edward, enquanto lhe circulava o umbigo com a ponta da língua, mordiscando levemente a pele.
" Não... não pare" disse ela.
" Eu não vou parar" ele a assegurou, abaixando a cabeça e deslizando uma das mãos entre as pernas de Bella.
Aquilo era o paraíso, todos os encantos que ela já conhecera ou imaginara conhecer, pensou Bella, tremendo, quando se entregou às gentis carícias da mão de Edward contra seu corpo e da boca sensual que passeava por seu ponto mais sensível.
As contrações de seu corpo no momento do clímax foram, se é que era possível, até mais fortes a segunda vez. Por um instante, tentou resistir a elas, querendo compartilhar com Edward o que estava experimentando, mas ele não lhe permitiu.
" Deixe acontecer, Bella" implorou ele, a voz tremendo com a excitação masculina. " Eu quero ver isso acontecendo com você, sentir acontecendo."
" Edward" protestou ela, mas já era tarde demais. Com um pequeno gemido, cedeu ao apelo de Edward e deu vazão às demandas de seu próprio corpo.
" Você pensou?" questionou Edward mais tarde, quando estavam sentados na cama, comendo sanduíches de salmão defumado que ele tinha descido para preparar e bebendo a garrafa de vinho branco que haviam decidido que teria de substituir um champanhe para comemorar.
Eles provavelmente pareciam mais um casal de crianças levadas, sentados lado a lado no ninho de colcha e travesseiros que tinham feito, do que adultos, pensou Bella. No entanto, se sentia mesmo quase como uma criança, repleta de esperança e alegria juvenis que perdera quando acreditara que tinha perdido Edward. Sentia-se, reconheceu, como uma garota novamente, mas, desta vez, era capaz de apreciar o que possuía, o que eles possuíam, com toda a maturidade de uma mulher.
" Se eu pensei no quê?" incentivou ela, dando uma mordida no sanduíche oferecido, e rindo quando Edward afastou o pão, de modo que os dentes de Bella lhe roçassem a pele. E então, ela lhe lambeu os dedos como se não soubesse que era aquilo que ele queria que ela fizesse.
" Humm" revidou Edward, inclinando-se para lhe morder a ponta dos dedos. " O gosto é bom, mas não tão bom quanto..."
" Edward" repreendeu ela. " Se eu pensei no quê?"
" Bem, não sei quanto a você" começou ele seriamente, "mas eu, com certeza, não usei nenhuma precaução." Ele meneou a cabeça. " Para ser honesto, essa foi a última coisa que me passou pela cabeça, por mais irresponsável que possa parecer."
Bella lhe deu um olhar preocupado.
" Eu não estou tomando pílula" admitiu ela, acrescentando com um pouco de timidez: " Eu não... Bem, nunca houve nenhuma necessidade, não desde... Bem, não desde que você e eu..."
Os sanduíches foram empurrados para um lado quando ele a pegou nos braços e gemeu.
" Oh, Bella, nunca esperei... Não fui capaz, e eu a amo da mesma forma, independentemente... Você tem alguma ideia do quanto isso significa para mim? Aconteceu o mesmo comigo, sabe" murmurou ele baixinho. " Exceto com Sarah, eu não..."
" Nem mesmo com Tânia?" perguntou Bella.
Principalmente com Tânia. Edward riu.
" Ela queria você."
" Humm... mas não me conseguiu. Não havia nada para Tânia aqui" confessou ele, seriamente, tocando o próprio coração de leve, então adicionando: " E também não havia nada para ela aqui." Bella observou quando Edward tocou o próprio sexo.
" Pensei que para os homens não funcionasse assim" foi tudo que ela conseguiu falar.
" Para alguns homens, mas não para mim. Talvez seja por isso que estou tão sedento por você agora" disse Edward com um gemido suave. " Tenho muitas noites solitárias que quero compensar."
" Eu não quero engravidar" murmurou Bella, explicando quando viu a expressão nos olhos dele: " Quero dizer, ainda não. Não até que Alice tenha a chance de... de se ajustar... de saber que sempre será especial para nós dois. Nós precisamos de algum tempo juntos como um grupo, uma família. Necessitamos de uma união a três, Edward, antes de introduzir um novo bebê na nossa família. Devemos a Alice esperar até que ela esteja pronta."
Quando ela o observou, viu que os olhos de Edward estavam brilhando de emoção.
" O que foi?" perguntou Bella preocupada. " Eu fiz..."
" Você é perfeita, simplesmente perfeita, sabia disso?" declarou ele de forma apaixonada. " Não é de se admirar que Alice esteja tão determinada a tê-la como madrasta. Venha aqui e deixe-me beijá-la..."
Sorrindo, Bella obedeceu.
