Pov Will
"Onde vamos?!" Questionei com cautela.
"Para casa de Mac!" Minha mãe respondeu entrando no carro. Meu pai me aguardou para que eu entrasse no carro e fechou a porta. Acho que ele pensou que eu fugiria. Assim que ele se sentou no banco do motorista me olhou pelo retrovisor "precisamos de privacidade, por isso estamos indo até lá!" Ele disse chateado, me explicando o que estávamos prestes a fazer.
"Eu sei pai, tudo bem!" Eu disse enterrando minha cabeça no banco.
"Filho?! Chegamos!" Papai disse me acordando.
"Eu não sei como pude pegar no sono tão rápido" eu disse a ele tentando justificar.
"É que nosso dia foi cansativo ao extremo" Ele disse me puxando pela mão de forma delicada. Era como se ele tivesse punindo ele mesmo sobre minhas ações.
Assim que entramos papai já começou o discurso "Filho, estamos cansados demais para começar alguma palestra longa ou te questionar porque estamos aqui. Você já sabe porque estamos aqui. Então, não há muito o que dizer agora!" Ele disse com firmeza. Mamãe se sentou em uma das poltronas, apenas nos observando.
Geralmente, mamãe foge desse momento. Ela sempre diz que odeia saber que o papai está tendo 'a conversa' com a gente. Mas hoje, ela estava diferente.
Ela queria assistir.
"Vem aqui!" Meu pai se sentou no sofá e bateu na sua própria perna.
"O que?" Questionei me fazendo de desentendido. Era óbvio que eu sabia o que ele queria.
"Anda Will" Ele disse dando um tapa na perna novamente.
"Não no seu colo Hotch!" Tentei argumentar. Eu sabia que ele fica mexido quando eu o chamava pelo nome. Mas ele simplesmente ignorou. Ele estava cansado demais para entrar em qualquer jogo meu.
"Eu estou velho demais para isso!" Eu praticamente implorei.
Na verdade já fazia algum tempo que eu e meu pai apenas conversávamos. Eu e JJ já estávamos morando sozinhos com Henry, fazia cerca de 1 ano e meio e nesse período, meu pai falava comigo com um adulto. Me dava dicas, E mesmo que fosse me colocar contra a parede, nunca saiu mais do que uma boa bronca. Confesso, todas as vezes senti um frio na espinha como se fosse apanhar. Mas, sem problemas. Eu só não estava preparado para receber a mesma punição de antes.
Mas óbvio, ele queria me ver como um fedelho rebelde.
"Willian, não temos o tempo todo filho" ele disse dando ênfase no 'filho' como se tivesse dizendo não se importar por eu chamá-lo pelo nome.
"Pai, faz tempo que não.." eu disse engolindo minhas próprias palavras.
"Eu sei, mas as coisas precisam mudar!" Ele disse rígido demais. Eu nem sabia o que fazer mais. Então, em passos de tartaruga me coloquei em sua frente para que ele pudesse me dizer qual passo seguir.
"Tire o cinto!" Ele disse para mim. Instintivamente olhei para ver se ele estava de cinto. E não estava. Então, Respirei aliviado, pensando que ele havia mudado de ideia sobre me castigar. Eu me curvaria facilmente para receber meu castigo como um homem. Mesmo que fosse de cinto. Fiz um movimento para entregá-lo.
"Não pretendo usar isso filho. Você não vai apanhar com ele" Gemi em derrota e lancei o cinto sobre o sofá com toda minha força.
"Agora abra o botão e zíper da sua calça" Ele disse com firmeza.
"Não pai, por favor!" Tentei argumentar. Mas ele nunca mudaria sua mente. Com um suspiro pesado fiz o que ele solicitou.
"Agora vem aqui" Ele disse me puxando pela mão. Ele me colocou em seu colo. O jeans era rígido o suficiente para me deixar com bumbum bem empinado, esperando as palmadas iniciarem.
"Preparado?" Meu pai questionou e antes que eu pudesse responder ele me deu uma palmada que me fez tossir. Assim ele continuou:
SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK , SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK *
"Eu me sinto como um bebê." reclamei em meio as palmadas. Mas ele não estava interessado em ouvir. SMACK, SMACK, SMACK
"Tudo bem chorar filho ... faz parte disso" * SMACK, SMACK, * SMACK, SMACK... SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK ...SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK , SMACK, SMACK
"Okay filho. Levante!" Ele disse me ajudando com delicadeza para que eu me colocasse de pé.
Respirei aliviado. Ele finalmente havia acabado. Ou foi isso que eu pensei, até ele abrir a boca: "Tire a calça!" Ele disse com firmeza.
"Não papai"
"William" Ele disse com firmeza.
"Pai, eu sou um homem!" Eu disse a ele. Mas ele ignorou. "Eu não sou uma criança!" Eu disse irritado.
"Não há nada que possa dizer que me faça mudar a mente. Então, se quiser que termine rápido, faça o que pedi!"
"Por favor!" Eu insisti mais uma vez.
"Agora!" Ele disse áspero. Puxei a calça para baixo com raiva de mim mesmo. Acabei tropeçando.
"Pode tirar tudo!" Ele sugeriu. Fiz o que ele solicitou com muita chateação. Olhei para minha mãe com vergonha de estar nessa posição. Mas ela ignorou. Seu olhar era frio. "Aqui!" Ele disse batendo na perna novamente.
"Não quero!" Eu disse. Mas ele me pegou pela mão e me guiou ao seu colo.
* SMACK, SMACK, SMACK, "Ai!" SMACK, SMACK, SMACK, SMACK * "Ai!" SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK * SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, "Aiiiii!" eu dizia entre as picadas. Mas estava quase impossível manter o controle de minhas emoções. SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK,"Ai!"
Ele parou para que eu pudesse controlar a respiração, enquanto fazia círculos em minhas costas.
Com certa delicadeza ele colocou a mão no elástico da minha cueca. Instintivamente, coloquei a mão para segurar. Qual é?! Minha mãe estava logo ali, me olhando feito um pirralho mimado, recebendo palmadas no colo do pai. Eu já estava humilhado o suficiente. Ele prendeu minha mão sobre as costas e com uma mão só, de forma rápida ele puxou minha cueca, expondo meu bumbum já vermelho. Mamãe saiu, pensei que ela havia nos dado privacidade para terminar. Mas ela havia pensado outra coisa. Em outro momento, eu já estaria em lágrimas. Mas, eu queria provar ao meu pai que já era um homem. E iria tomar meu castigo como um.
SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, "ufff" SMACK, SMACK, SMACK, "ai pai" SMACK, SMACK, SMACK , SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, "ai" SMACK, SMACK SMACK, SMACK * "aiiii" * SMACK, SMACK *
"Hotch isso não está dando certo!" Mamãe quebrou o silêncio. Ele respirou fundo e parou a sessão.
"Certeza?" Ele perguntou a ela. Mas não ouvi sua resposta.
"Okay querida. Se é seu desejo!" Ele disse. Então, ele me deu uma palmada leve na coxa esquerda que me fez saltar, mas foi mais de susto do que dor.
"Levante-se" Ele me disse. Levantei rápido demais. Cobri minhas partes, quando me lembrei que minha mãe estava lá conosco. Respirei aliviado por ter sobrevivido.
"William vem aqui". Minha mãe disse batendo no próprio colo.
"Não!" Eu respondi rápido demais.
"William!" Ela disse mais irritada.
"De jeito nenhum!" Respondi a ela. Enquanto colocava minha cueca de volta no lugar.
"Não é uma escolha!" Ela disse. Mas eu ignorei. Então, ouvi um barulho de cinto. Quando olhei meu pai, ele estava dobrando meu próprio cinto nas mãos.
"Faça o que sua mãe disse" Ele disse com firmeza me mostrando.
"Não!" Eu respondi rápido demais.
Então ele me acertou nas pernas "anda William" Ele gritou.
Aquilo ardeu feito fogo. "Aí" reclamei em resposta.
"Eu sou um adulto!" Eu disse a ele.
"Vamos ver!" Ele disse acertando mais uma vez em mim.
"Aí" gritei dando um salto e me afastando dele.
Ele estava bravo. Jogou o cinto em algum lugar pela sala e se aproximou irritado de mim.
Me agarrou pela orelha e me deu palmadas, me guiando até minha mãe. Tentei me proteger colocando a mão. Mas ele acertou a maioria de forma alternada.
SMACK, SMACK, * SMACK, SMACK, Owwwww ... SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK , "pareeee papai" SMACK, SMACK, SMACK, SMACK
Minha mãe me pegou pela mão. Neste momento, meu destino já estava feito. Eu não faria nenhum movimento que pudesse machucá-la. Então, cedi, e me deitei e m seu colo. Sem pestanejar, ela arrancou minha cueca numa puxada só. Ela estava com um objeto sólido na não, provavelmente uma escova de banho (de madeira) ou o instrumento do vovô.
"Me diz que é um homem agora!" * SMACK, SMACK *
"Desculpe-me!" * SMACK, SMACK *
"Ai!" * SMACK, SMACK *
"Não p-por favor, por favor, mamãe." * SMACK, SMACK *
"isso dói!" SMACK, SMACK
"sinto muitooooo" * SMACK, SMACK, SMACK, SMACK *
"mamãe?" * SMACK, SMACK *
Owwwwww ... * SMACK, SMACK, SMACK, SMACK * * SMACK, SMACK, SMACK, SMACK SMACK, SMACK, * SMACK, SMACK,
Owwwww ... SMACK, SMACK, SMACK, SMACK
Ela só parou quando eu finalmente, cedi ao meu próprio orgulho e chorei feito um bebê. Mas senti seu suspiro pesado. E então, ela continuou.
"Você sempre vai ser um menino para mim." Ela disse chorando, e desta vez continuou me batendo apenas com a mão. Mas o que importava?
Eu já estava dolorido o suficiente.
"Eu" SMACK,
"Vou" * SMACK
"Fazer" SMACK
"Isso" SMACK
"Quantas" SMACK
"Vezes" SMACK
"Forem" SMACK
"Necessárias" SMACK
"Me ouviu?" SMACK
"William, perguntei se me ouviu?!" Ela disse irritada. *SMACK, SMACK
"Siiimmmm" eu disse em meio às lágrimas. **SMACK, SMACK
"Sim o que William?" Ela disse irritada
SMACK, SMACK, * SMACK, SMACK, Owwwww ... SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK, SMACK "Sim senhora mãe" SMACK, SMACK, SMACK, SMACK "Pareee por favor mamãeeee"
Tentei colocar minha mão para proteger, eu não aguentava mais.. mas ela bateu na minha mão com tanta força que eu senti latejar por minutos. Eu gritei "aiii" enquanto puxei minha mão para frente.
SMACK, SMACK, * SMACK, SMACK, Owwwww
Ela continuou.
"Desculpe mãe!" Eu implorei. SMACK, SMACK, * SMACK, SMACK, "aiiiiiiii"
"Por favor mamãe!" Eu gritava em meio às lágrimas que se intensificavam a cada batida. SMACK, SMACK, * SMACK, SMACk
"Pare! Por favor!" SMACK, SMACK,
"Eu não aguento mais!" * SMACK, SMACK, Owwwww
"Eu prometo que vou obedecer!" SMACK, SMACK
Então eu parei de insistir e recorri a única coisa que eu poderia.
Meu bumbum estava ardendo como um inferno. Certeza que eu não me sentaria por semanas. Agarrei ao braço do sofá e enterrei minha cabeça, enquanto chorava feito um bebê. Confesso, chorei alto demais, até para mim. Eu estava exausto de me fingir de forte.
SMACK, SMACK, * SMACK, SMACK "Querida?!"
"Lucy!" Meu pai disse com firmeza * SMACK, SMACK "Ele já teve o suficiente!" * SMACK, SMACK
Ele disse a segurando pela mão. Senti que eles entraram numa espécie de luta.
Então, ela finalmente parou e seu choro estava bem semelhante ao meu. Papai a abraçou bem ali, comigo ainda em seu colo. Ele sussurrava coisas amáveis em seu ouvido, do tipo: "Ele está aqui querida"
"seu bebê está aqui!"
Eu demorei tanto para começar a chorar que eu pensei que nunca conseguiria parar. Depois de conforta-la, meu pai me puxou delicadamente minha cueca e me levantou do colo da minha mãe. Ele me puxou para um abraço. Eu enterrei minha cabeça em seu peito e chorei, chorei muito. Ele não estava preocupado em me ver como um menino, e nessa altura do campeonato, eu também não. No início, meu choro era alto demais, depois passou para alguns soluços e no final, apenas algumas fungadas fortes que pareciam me deixar sem ar.
"Vai ficar tudo bem!" Ele disse fazendo carinho nas minhas costas em círculos.
"Sinto muito" eu sussurrei entre as fungadas.
"Eu sei filho" Ele respondeu.
"A mamãe me odeia, não é?!" Eu disse limpando minhas próprias lágrimas e me afastando dele.
"Ela nunca poderia te odiar" ele respondeu com firmeza.
"Ela me bateu com muita raiva" eu disse chateado.
"Olhe pra mim" Ele disse puxando meu rosto para que nossos olharem ficassem unidos.
"Eu e sua mãe te amamos demais. E só de pensar em te perder.."
Ele respirou fundo e continuou "Nunca, nunca poderemos te odiar."
Dei de ombros com esse discurso. É óbvio que minha mãe estava me odiando. Ela nem se aproximou de mim para me dar conforto. Ela não disse que tudo estava bem.
"Filho, lave seu rosto" meu pai disse me empurrando para o banheiro. Voltei do banheiro, peguei minha calça e vesti enquanto me torturava internamente.
"William?!" Ela me tirou do devaneio.
"Eu e seu pai temos algumas coisas para falar pra você!" Minha mãe disse batendo no sofá para me unir a eles. Papai me entregou um copo de água.
"Obrigado" eu respondi. Eu realmente estava precisando daquilo. Mas permaneci em pé, encostado sobre a parede a frente deles.
"Aqui" Mamãe disse batendo no sofá para me unir a eles. Gemi internamente.
"Antes de falar com você, gostaríamos de dizer que já conversamos com JJ e ela aceitou todos os termos"
"Okay" eu disse me sentando com eles. Minha vontade era levantar com a dor latejante.
"Filho, você vai trabalhar comigo e com sua mãe por um mês. Queremos ter certeza que vai começar a seguir regras." Meu pai disse rigidamente.
Eu apenas confirmei com a cabeça. Limpando uma lágrima indesejada que saiu inesperadamente.
"Você vai fazer estágio com Peter Burke" Crimes do colarinho branco?! Sério?! Questionei internamente me castigando.
"Peter é um cara sensato, vai te ensinar muitas coisas. E vamos ter certeza que ele vai te fazer seguir cada etapa do castigo"
"Okay!" Eu disse quase inaudível.
"Você está de castigo por tempo indeterminado. Vai ser do trabalho pra casa e de casa para o trabalho" Eu confirmei com a cabeça chateado. Mas estava pronto para cumprir.
"E.. último e não menos importante.." Ela interrompeu meu pai, mas parou para respirar.
"Vocês vão voltar a morar conosco" Ela disse severamente.
"O que?" Questionei com cautela.
"Filho, depois de conversarmos bastante, decidimos que seria melhor para vocês estarem conosco. Porque.." meu pai tentou dizer, mas eu o interrompi com um abraço.
"Obrigado!" Eu disse o apertando.
"Pensamos que ficaria chateado e..."
"Eu nunca poderia pai!" Eu disse voltando a me sentar em frente a eles.
"Hoje eu senti uma dor, que nunca mais quero sentir!" Mamãe disse.
"Eu sei!" Eu sussurrei olhando para minhas mãos.
"Sinto muito!" Eu disse a ela.
"Eu sei que sente!" Ela disse de forma amável. Eu a olhei de forma confusa. Achei que ela tivesse me odiando.
"Estou esperando você vir me abraçar!" Ela disse com um sorriso.
"Mamãe!" Eu disse levantando para abraçá-la
"Eu sinto muito!" Eu disse enquanto meu choro intenso ameaçava voltar.
"Eu te amo tanto!" Ela disse para mim.
"Pensei que a senhora estivesse com raiva." Eu disse em seu peito.
"Eu estava!" Ela disse com firmeza. Então ela me afastou do seu aperto e me forçou a olhá-la nos olhos.
"Eu odeio bater em qualquer um de vocês. Só de pensar que seu pai vai castiga-los, já quero sumir.
Mas se qualquer um de vocês, arriscar a vida, assim como você fez hoje. Eu vou bater, bater, bater até eu me dar conta que nunca mais essa façanha se repetirá. Confesso, se seu pai não estivesse aqui hoje, teríamos ido longe demais!" Ela disse chateada, derramando algumas lágrimas.
"Will."
"Oi mãe!" Eu disse a ela, secando minhas próprias lágrimas.
"Prometa-me: você nunca mais vai fazer algo assim de novo"
"Eu prometo mamãe!" Eu disse com sinceridade.
" Filho, Você sabe que morar conosco de novo vai te colocar na linha, não sabe?!" Papai me questionou confuso.
"Pai, eu não me importo. Você sabe que eu amo vocês mais do que a mim mesmo"
"Acho que vai ter dificuldade para se sentar por um tempo" meu pai disse chateado, fazendo uma careta.
"Tudo bem pai!" Eu disse a ele.
"Nós vamos dormir aqui?" Questionei meus pais.
"Gostaríamos de ir para nossa casa. As pessoas estão lá. Eles querem ficar perto de nós. Mas se quiser, podemos ficar aqui. Não tem problema!"
"Eu quero ir!" Eu disse a eles.
