Disclaimer: Naruto, bem como os seus respectivos personagens, não me pertence, e sim a Masashi Kishimoto. Posto esta fic apenas por diversão e entretenimento, e sem nenhuma intenção de lucrar algo com isso.
Esclarecimento: Esta história também não é de minha autoria, ela é uma adaptação do livro de mesmo nome, de Rachel Ford, que foi publicado na série de romances "Julia", da editora Nova Cultural (edição 600, publicada no Brasil em 1991).
ARMADILHAS DE VERÃO
Capítulo 1
- Você está tão pálida, Sakura. Sente-se bem ?
Atsui se inclinou sobre a outra poltrona, para segurar a mão da moça, tentando confortá-la. Ela forçou um sorriso encorajador.
- Sim, estou bem, sério ! Apenas um pouco cansada, é tudo. Ficarei contente quando chegarmos ao nosso destino.
- Bem, vai demorar um pouco mais que o previsto, por causa do desvio que o avião foi obrigado a realizar, mas chegaremos às...
No momento exato em que o rapaz consultava o relógio, a voz da aeromoça grega, através do intercomunicador de bordo, anunciou que aterrissariam em Mykonos dentro de dez minutos. Sakura sorriu para o rapaz e com gentileza libertou a mão.
Suspirou, interiormente. Talvez essa viagem trouxesse conseqüências previsíveis, mais do que ingenuamente presumira. Antes mesmo de o vôo ter terminado, o que ela com otimismo visualizava como um grupo de jovens despreocupados, começara a formar pares. Quanto a Atsui, sua amizade, aparentemente casual, mostrava todos os sinais de querer se tornar algo mais íntimo, e isso ela não podia permitir.
Que loucura se apoderara dela ?, perguntou-se, pela centésima vez, desde que atravessara o portão de embarque em Gatwick. Que insensatez a seduzira assegurando-a que não havia perigo em voltar à Grécia ? Não estaria exagerando ?
Na segurança da antiga mansão, ao norte de Oxford, a Grécia tinha lhe parecido um país suficientemente grande para ela visitar, por poucas semanas, no auge do verão, invadido pelos turistas. Perdida nas multidões, ela seria apenas mais uma jovem de jeans e camiseta, andando pela ilha e deliciando-se ao Sol, assim se persuadira disso com um toque de ousadia.
Mas, no momento em que os primeiros movimentos do avião manifestaram que o piloto já estava começando a descida, o que lhe restava de coragem se esvaiu e, de algum modo, a Grécia começou a parecer menor e ela, mais exposta... e o pior é que não havia calculado a greve no aeroporto de Creta, o que desviara o vôo de Heraklion para o aeroporto de Mykonos, tão mais ao norte; tão mais próximo dele.
Se seu pai não tivesse partido para os Estados Unidos, numa viagem de conferências, ela jamais teria embarcado nessa viagem. Mas, condenada à perspectiva de um longo e tedioso verão em Oxford, nas férias de seu curso de administração de empresas, ela saltara de entusiasmo quando Atsui, um dos alunos de seu pai, lhe oferecera a oportunidade, no último minuto, de tornar o lugar de uma moça que abandonara o grupo que passaria férias na praia em Creta, preferindo um trabalho fabulosamente bem pago em Florença.
Escrevera ao pai, apresentando-lhe a decisão, e salvara a própria consciência telefonando à tia, que morava muito longe, em Cumbria. De início, tia Madoka tinha ficado chocada, depois a prevenira e, por fim, resignara-se.
- O que dirá Kizashi, eu não sei, mas suponho que não posso impedi-la. Aos dezenove anos, você já deve ter as próprias idéias e saber como decidir - porém, o longo suspiro implicava que a tia não acreditava nisso - Percebe que está se arriscando, voltando para lá de novo ? Sei que já faz três anos, mas, mesmo assim...
- Parece que você imagina que eu estou entrando na jaula dos leões - Sakura forçou uma risada.
- Bem, não é isso mesmo o que está fazendo ? - a voz de Madoka era dura.
- Mas, um dia, precisarei voltar - era inútil, entretanto, tentar explicar à tia, prática e realista, sobre os apelos e anseios internos que ultimamente a perturbavam - Afinal de contas, eu sou metade grega - falou, como argumento.
- Talvez seja assim - desta vez o suspiro foi mais forte - Mas, felizmente, é a metade que menos aparece. Hum - Sakura sentia, através do fio, a censura que emanava da tia. - Bem, como você está decidida a ir, então, pelo amor de Deus, tome cuidado. Use óculos escuros e cubra os cabelos com um lenço ou qualquer outra coisa. Não confio em nenhum deles.
Sakura sorriu relutante. Eles, era como o pai e a tia, nas raras ocasiões em que eram forçados a fazê-lo, se referiam a todos os gregos, e em especial aos membros da família de sua falecida mãe.
- E, sobretudo - tia Madoka bradou -, não confio em Sasuke. Não sei qual o seu jogo, mas ele tem estado quieto por muito tempo. Seu pai acredita em não incomodar cães que dormem, como todos os homens, aliás - era a implicação sugerida -, mas de qualquer maneira...
"De qualquer maneira", Sakura pensou, apreensiva, enquanto seguia Atsui e os outros, descendo as escadas do avião enfrentando o tórrido ar da tarde, "se pudesse me ver agora, tia Madoka..."
Ser forçada a voar para Mykonos tinha sido o primeiro choque. Tivera dificuldade em convencer a si própria que Creta ficava numa parte do mar Egeu bastante distante da zona perigosa. E, agora, descobrira que pegariam a balsa para Creta a apenas doze milhas de Tinos, a ilha em que Sasuke morava... de repente sobressaltou-se, imaginando que um par de olhos negros e profundos a examinavam. Ajeitou o lenço de cabeça, branco, de algodão rústico, de modo a não deixar escapar um só fio de cabelo e esquivou-se atrás de membros do grupo, acompanhando-os, enquanto atravessavam o saguão do aeroporto.
A área de chegada estava ocupada por uma massa fervilhante de pessoas acaloradas e Sakura se misturou à multidão. No entanto, a sensação de formigamento pelo corpo, de dedos gelados a tocarem suas costas, não a abandonava. O pressentimento de algo perigoso a invadia.
"Faça um esforço, controle-se", obrigou-se a pensar. Com certeza era a lembrança da outra ocasião que estava interferindo em seu sistema nervoso. Recordou-se dos momentos angustiantes pelos quais passara nesse mesmo saguão, esperando a cada momento o grito zangado, a mão a detê-la, e não conseguira acreditar que realmente escapara, tropeçando pelas escadas do avião e voltando à segurança do vôo para Londres.
Era completamente impossível, inimaginável que alguém soubesse de sua vinda ao país. Ainda assim, como se precisasse certificar-se de que estava realmente a salvo, ficou contente com o aperto de mão de Atsui, que a conduzia através da multidão.
Meia hora mais tarde, todos já estavam reunidos com as bagagens e Sakura aguardava a sua, impaciente para subir no ônibus que os levaria à balsa.
- Olhe, vá andando com os outros - Atsui disse-lhe numa voz que não escondia a própria irritação - Diga ao motorista para esperar, enquanto eu tento localizar a sua bagagem. Vou voltar à alfândega. Creio que os sacos de viagem se perderam no vôo KLM que chegou logo depois de nós.
Sakura sentia muito calor, o cansaço e o medo dominando-a dos pés à cabeça, e agora esta novidade. Desanimada, observou Atsui abrir o caminho de volta entre as pessoas. Apoiou-se num pilar, cruzando os braços no peito e olhando o chão de lajotas.
Ao sentir uma mão tocá-la, de leve, no ombro, teve um sobressalto, mas voltou-se, radiante de alívio.
- Atsui.
Mas era um oficial do aeroporto, de alta patente, a julgar pelas medalhas douradas do uniforme.
- Srta. Sakura Haruno ?
- Sim - ela sorriu ansiosa - Encontraram minha bagagem ? Mas como foi ?...
- Siga-me, thespinis - o tom da voz era profissionalmente suave e sem expressão, mas havia alguma coisa.
- Há alguma coisa errada ?
Diante da ausência de resposta, o pânico se apoderou dela, como de um náufrago. Refletiu. "Oh não, eles a perderam. É só isso. Com certeza, neste momento, minha mala está decolando a caminho de Atenas, ou para a Austrália, deixando-me apenas de jeans e com esta camiseta amarrotada que estou usando."
O oficial abriu uma porta e fez um gesto para ela entrar.
- Por favor, espere um momento aqui, srta. Haruno - a porta se fechou atrás dele com um ruído surdo. A sala era pequena, contendo apenas um arquivo, um par de cadeiras e uma escrivaninha, sobre a qual estavam sua mala e a mochila. Sakura as tocou, apenas para se assegurar de que não eram uma miragem, e então deixou-se cair numa das cadeiras, os joelhos fraquejando de alívio.
Mas o alívio durou pouco. Se sua bagagem não estivera perdida, por que fora trazida para esse lugar ? Haveria algum problema com seu passaporte ? Ela ainda o estava segurando, abriu-o e tirou os óculos escuros para examiná-lo melhor. Era válido por mais três anos, e ali estava seu rosto, a expressão de inocência infantil com a vulnerabilidade típica das fotos sem retoque de todos os passaportes. Sakura Haruno; local de nascimento: Oxford; data de nascimento: há dezenove anos.
Fechou o documento e deixou-o cair na bolsa a tiracolo, começando, então, a andar agitada pela pequena sala, sentindo claustrofobia. Sua bagagem não se perdera, o passaporte estava em ordem. Então, sinais de alarme despontaram em sua mente; será, talvez, que alguém de seu grupo a usara sem ela se dar conta para contrabandear drogas através da alfândega ?
Com as mãos trêmulas, ela abriu primeiro a maleta, depois a mochila, mas ambas estavam exatamente como as preparara ao partir, na tarde anterior. Tentou controlar o medo cego que a tomava, mas um terror ainda mais profundo, superior ao pânico compreensível, começara a se apoderar dela, anuviando-lhe a mente.
Atsui ! Seu único pensamento coerente era que precisava sair desse lugar, encontrá-lo e ao restante do grupo. Se não o fizesse, algo terrível iria acontecer.
Completamente esquecida da bagagem, atirou-se para a porta. A maçaneta girou, mas a porta não abriu. Estava trancada. Ela levou a mão à boca, como se tencionasse impedir-se de gritar, e, enquanto olhava a maçaneta, ela começou a se mover. Recuou, os olhos arregalados, os nós dos dedos comprimidos junto aos lábios, enquanto o homem entrava.
Ele fechou a porta atrás de si, então encostou-se nela, os braços dobrados, tencionando impedir qualquer tentativa de fuga. Era ainda mais bonito do que ela recordava. Noite após noite, ela o vira em pesadelos, mas numa imagem pouco nítida, em que pequenos fragmentos de um caleidoscópio nunca tinham ajudado a dar uma imagem completa do homem.
O corpo esguio e forte, os ombros largos e as pernas musculosas sob o fino tecido de linho da calça... os cabelos negros espessos, o rosto profundamente bronzeado, em que a dureza era suavizada apenas pela curva sensual da boca, o perfeito nariz grego aquilino, as sobrancelhas negras. E os olhos, negros e profundos, secretos e misteriosos...
E esses mesmos olhos, de cílios negros espessos, a observavam sem expressão. Sob o exame silencioso, seu coração começou a bater, os músculos do estômago se contorcendo. Boa aparência, inteligência penetrante, arrogância: nascido para ser um membro de unia das mais abastadas famílias gregas, tudo contrabalançado por um charme inquietante e cáustico e pela presença de espírito aguda. Para uma tímida moça inglesa de dezesseis anos, todos esses ingredientes haviam formado uma mistura letal, um coquetel estonteante...
- Kalimera, Sakura.
- Sasuke ?
Era um sussurro estrangulado, a voz emergindo de sua própria garganta quase irreconhecível. Fazia apenas uma hora que estava em solo grego, e ali estava o homem que ela mais temera encontrar. Não acreditara em tal possibilidade, porém, enquanto seu rosto exprimia descrença, o pensamento, com total clareza, saltou em sua mente. Naturalmente, todo o tempo, ela sabia que isso poderia acontecer. Mas, ainda assim, para Sasuke aparecer no aeroporto justamente no dia da sua chegada... qual era a frase que seu pai costumava citar ? "Os deuses estão rindo." Bem, com certeza deviam estar morrendo de rir nesse momento.
Ela contemplou a aparição, ainda em pé junto à porta. Ele não movia um músculo, ainda assim uma ameaça iminente pairava no ar e, sentindo a mesa atrás de si, ela a contornou, colocando-se atrás do móvel. A madeira polida constituía um apoio sólido para suas mãos trêmulas, oferecendo uma ilusão de segurança.
- Está tudo bem, Sasuke. Não necessito de sua ajuda. Já encontrei minha bagagem.
Ele lhe devolveu um sorriso breve e felino.
- Parece que preciso esclarecer tudo, Sakura. Fui eu que providenciei para que sua bagagem sumisse temporariamente, e sob minhas instruções ela foi trazida para cá.
- Suas instruções ? Mas, por quê ?...
Enquanto falava, dava-se conta da estupidez do que dissera. Conhecia Sasuke bem o bastante para entender que ele dominava todas as pessoas certas para assegurar que as coisas ocorressem exatamente da maneira como ele desejava. Mas, ainda assim...
- Você... você não arrumou o desvio para Mykonos, não é ?
- Sinto-me lisonjeado, agape mou - ele atirou a cabeça para trás e sorriu - Não, eu tinha feito planos para vê-la em Heraklion - ele levantou as mãos num gesto expressivo - Sua vinda para cá simplificou meus planos.
Seus planos... Mas quais precisamente eram seus planos ? Implacáveis, ela não tinha dúvidas, como ele próprio. E onde, com exatidão, indagou-se amedrontada, ela figurava neles ?
- Você me ouviu ?
Ele estivera falando, mas ela não tinha ouvido uma palavra. Seu rosto se contorceu como se estivesse diante de um enigma e, depois, quando o significado do que estava acontecendo a alcançou, ela sentiu o sangue fugir do rosto e as pernas enfraquecerem. Caiu numa cadeira.
- Você - ela passou a língua ressecada sobre os lábios enregelados -, todo o tempo, sabia que eu estava chegando ? - ela murmurou.
- Naturalmente - ele se endireitou e se aproximou da mesa, inclinando-se para olhá-la de perto - Minha querida Sakura, pensava que seu pai poderia esconder você de mim ? Eu sempre soube onde você tem estado, todos os dias.
Todos os dias. Ela estremeceu diante do que tais palavras implicavam: ela, voltando para o colégio interno, conduzida pelo pai zangado e ansioso, pela primeira vez regozijando-se com a rotina maçante das aulas, com as corridas através dos campos nas tardes de inverno, a capela... Depois, de volta a Oxford, para o curso de administração, correndo pelo parque, sempre atrasada para a aula de processamento de dados, na aparência mais uma estudante despreocupada e livre, como todas as outras jovens que a cercavam. E, durante todo o tempo... não, era impensável.
- Não acredito em você. Se tivesse sabido, teria... - ela se interrompeu.
- Teria ido procurá-la ? - ele sorriu novamente, a expressão maliciosa - Não, eu preferi esperar que você viesse cair em minha mão como um pêssego maduro - o gesto dos dedos finos ao redor de uma fruta imaginária a repugnou - Eu tinha certeza de que um dia desses você voltaria. Mas você quase esgotou minha paciência. Por isso, passos mais positivos foram tomados. A moça que abandonou o grupo, deixando um lugar livre para você, conseguiu um emprego de sonho em Florença, com um conde que é meu velho amigo. Devo continuar ?
- Não se incomode - ela interrompeu-o desanimada. Tia Madoka, que ela descartara, impetuosa, como exagerada e super preocupada, estivera certa. Era ela a tola, e agora sentia-se como uma mosca, capturada e lutando na teia da intriga de Sasuke. Mas, se ela lutasse com tenacidade, poderia se libertar ? Afinal de contas, não era mais a tímida e maleável mocinha de dezesseis anos e desta vez não estava sozinha.
Nesse exato momento, Atsui abriu a porta com violência, o rosto quase tão vermelho quanto sua camiseta e tentando, zangado, libertar-se de dois oficiais do aeroporto. Mas foi Sasuke, ela não pôde evitar perceber, quem deu a ordem curta e autoritária para que soltassem o rapaz e se retirassem.
- Sakura, o que está acontecendo ? - Atsui olhou carrancudo para Sasuke, e sua voz era alta e beligerante.
- Por favor, Atsui... - ela começou e então se interrompeu abrupta. "Seja cuidadoso", era o que ela queria dizer, mas não ousava - Olhe - recomeçou -, está tudo bem, honestamente - ela precisava evitar, a qualquer preço, um confronto entre os dois homens.
- É claro que não está tudo bem. Trazem a sua bagagem para cá, sem uma palavra. Se não começarmos a nos movimentar, perderemos a balsa. E, afinal de contas, quem é esse sujeito ?
Apontou o dedo na direção de Sasuke, que se apoiava despreocupadamente contra a parede, embora seu olhar fosse ameaçador.
- Olhe, Atsui - ela tentou, apressada -, espere por mim lá fora, está bem ?
- Esperar lá fora ? - ele fuzilou Sasuke com um olhar enviesado - Eu não saio desta sala sem você - pôs seu braço sobre os ombros da moça - Venha, querida, vamos embora.
Sakura não tinha certeza se fora por causa do braço ou do "querida" ou do "sujeito", mas ela viu o rosto zangando de Sasuke se contrair e depois assumir um ar de suavidade irritante, quando Atsui se voltou para ele.
- Er parakalo, kyrie...
- Boro na sas voithissol - Sasuke alçou as sobrancelhas.
- Oh, não, Atsui - ela irrompeu, de súbito enojada com o jogo cruel que Sasuke estava claramente pretendendo - O inglês dele é perfeito.
Atsui olhou devagar para Sasuke e depois pareceu perceber um pouco de tensão que se espalhava no pequeno ambiente.
- Quer dizer que o conhece ? - perguntou - Quem é ele, afinal ?
Ela só conseguia olhar de um para outro, do rosto aberto, agradável de Atsui, agora exprimindo estranheza, para o semblante sombrio e impenetrável de Sasuke.
- Ele, ele é meu primo em segundo grau - conseguiu articular e enviou a Sasuke um olhar suplicante, que não o atingiu. Ao contrário, o seu ar era de franca reprovação.
- Que falta de consideração a sua, Sakura. É evidente que não informou este jovem de nosso verdadeiro parentesco.
Ele voltou-se com frieza para Atsui.
- Permita que me apresente. Sou Sasuke Uchiha, primo de segundo grau de Sakura e - havia um ar de cruel ironia - seu marido.
P. S.: Nos vemos no Capítulo 2.
