Edward estava preocupado. Bella não estava dormindo bem e ela se estressava por qualquer coisa. Ele tinha medo dela se arrepender do que estavam fazendo. Criar uma família era mais difícil do que pensavam.

Jane o chamou para almoçar. Ele quase riu, como iria para qualquer lugar com aquela dondoca, se estava todo sujo de poeira, fedia a suor e, desde que começou a se esforçar mais carregando cimento e materiais pesados, ele comia como se tivesse passado fome por duas semanas. Recusou não só por esses motivos, mas também por respeito e, no fundo, por fidelidade a esposa.

Mesmo assim Jane voltou com uma cesta cheia de doces, salgadinhos, um champanhe e um cartão desejando feliz ano novo e muita saúde ao bebê que estava chegando. Ele guardou o cartão no bolso, Bella também não ia gostar daquilo se soubesse quem deu. Ele escondeu a cesta até o dia seguinte, daria como uma ceia de virada. Conservou tudo e esperava agrada-la.

Ele entrou sorrindo, mas, por dentro, um tanto apreensivo. O que poderia fazer para melhorar o humor dela? A procurou pela casa e a viu deitada e encolhida na cama. Ela estava forçando os olhos fechados.

- O que aconteceu? - Ele se deitou ao lado dela. A barriga era grande demais para sete meses. Os dois conseguiam manter a alimentação dela o mais saudável possível, com exceção dos desejos, que ele não sabia se eram propositalmente baratos ou se eles tinham sorte por ela não ter desejado algo mais caro.

- O bebê não chutou mais cedo. Agora está se contor...cendo - ela puxou a respiração e se moveu para sentar. Edward viu a marcar do suor dela na capa. Tinha o formato do corpo dela. - Edward, é cedo demais. Não estamos prontos, falta o berço…ai! AI!

- Eu vou chamar a ambulância. Não posso te carregar até o hospital e está frio demais para isso. - Ele pegou o telefone, mas viu ela tentando se levantar.

- Sim, me ajude a tomar banho. Eu sinto que vou desmanchar nesse suor. - Ele a levou para a banheira. As pernas dela fraquejaram e os dois quase entraram juntos na banheira. Edward correu para pedir socorro e voltou para ela - E se ele... eu não posso perder ele.

- Acha que é ele? - Beijou os cabelos dela. Esfregou suas costas e tentou passar conforto, que sabia que era inútil.

- Se for ela ou ele... juro que não me importo. Mas eu preciso que ele sobreviva... - Bella colocou a mão onde percebeu que estava muito duro.

Edward ligou para a mãe. Ela foi a única que não lhe acusou pelas consequências de dormir com a namorada e engravida-la. Esme disse que pagaria o tratamento de Bella assim que estivesse tudo bem.

Depois dos exames, Bella descobriu que o estresse estava quase forçando o bebê para fora. Por mais que ela não conseguisse evitar, deveria deixar os pensamentos ruins e focar em manter o bebê por mais tempo no ventre.

- Bella, sei que tudo que Carlisle te falou foi da boca para fora. Ele ama vocês três e sei que assim que ver o bebê ele vai abrir os olhos e parar com essa besteira.

- Mãe...obrigado. - Edward a abraçou.

- Edward, me deixe ajudar. Se estiver precisando de comida, vitaminas, remédios... eu posso ajudar. Por favor, não me afaste. - Ela pediu. Olhou pra Bella e nem precisou repetir a súplica. Elas se deram as mãos e a garota sorriu. Era bom ter a sogra como aliada, assim ela não sentia tanta falta da própria mãe.

Bella e Edward voltaram para casa dois dias depois. Poucos segundos para o fim do ano.