O bebê abriu o berreiro. Bella estava tentando entender o que ele queria. Olhou a fralda, depois checou a temperatura. Nada. Colocou o seio para fora e ele começou a sugar. Que garotinho esfomeado. Ele piscou e as lágrimas que se acumularam durante seu dengo caíram. Ela sorriu para o menino e ele fechou os olhos curtindo o lanche.
Depois que ele dormiu, Bella o colocou lentamente no berço. Ele quase acordou e ela o balançou até ele ser embalado para o sono novamente. Ela se afastou e foi para a cozinha. Preparou arroz, batatas e bife. Preparou a salada e um suco de laranja. O menino nem tinha se mexido e ela ficou receosa. Continuou encarando o corpinho dele até que ele suspirou e ela soltou a respiração. Ele estava vivo.
Cuidar de um bebê em tempo integral era cansativo. Bella aproveitava cada sono do bebê para terminar a organização da casa, preparar a comida e cochilar. Edward ajudava muito durante a noite. Ele estava cansado, mas nunca se comparava a esposa. O trabalho não o deixava mais tão dolorido. Pegou costume. Ele chegaria em duas horas hoje e por isso ela iria preparar seu prato e comer. Não conseguiria esperar.
Escutou algo no vidro da janela. A primeira coisa que viu ao seu lado ela pegou e usaria como arma. Era um amolador de facas. Serviria. Correr com uma faca e um bebê não seria bom. Uma sombra apareceu na janela, foi crescendo e se aproximou mais. Bella soltou um grito quando a mão tocou a janela.
Carlisle limpou a neve dali e sorriu quando apareceu para Bella. Ela levou a mão ao peito e deixou o amolador em cima da mesa.
- Entre pela porta. A janela não vai abrir, está congelada. - Ela diz sinalizando para a porta principal.
- Obrigado por não me expulsar.
- Muito cedo para falar isso, senhor Cullen. - Bella se sentou e aproximou o bebê dorminhoco como se ele a protegesse.
- Me perdoe, eu sei que agi como um troglodita nos últimos meses. Eu não sou assim, você sabe.
-Eu não sei de nada. Passei a vida acreditando que minha mãe me apoiaria em qualquer momento. Se minha mãe virou as costas, então eu não a conheço tão bem. Talvez Edward e eu tenhamos nos enganado com o senhor também.
- Juro que não tive intenção alguma de magoar os dois. Principalmente o meu filho. Achei que estivesse protegendo ele. Você pode me entender agora.
- Estou lutando para que meu filho não tenha que sofrer como o pai. Você sabe o que ele teve que sacrificar?
- Eu sei, eu sei. A carta de aceite dele tinha chegado na semana no nascimento do… bem, do bebê.
- Do seu neto.
- Meu neto.
- O que dizia a carta? Sei que abriu.
- Ele passou. Ele pode ir no próximo semestre, mas ele não vai Bella. Ele está decidido a deixar os sonhos para trás.
- Não estamos deixando nada, só estamos adiando.
- Vocês não estão ficando mais novos.
- Não. Não me venha com essa conversa de novo. Está tentando decidir por nós. De novo. - Antony começou a chorar.
- Eu não o peguei ainda. - Carlisle segurou ele nos braços.
- O que quer de nós?
- Quero que os dois possam ir a faculdade.
- E Antony?
- Esme e eu cuidaremos dele. - Carlisle beijou a cabecinha do neto e o devolveu.
E o que parecia ser uma luz, se tornou uma faísca que prometia queimar tudo.
