Edward tinha certeza de que estava sentindo o odor fétido, que não era totalmente proveniente do vaso sanitário, mas sim de um dos seus colegas de cela. Ou era o gordo bêbado que estava mancando e com olhos inchados, talvez o cara vestido de palhaço, ele tinha a maquiagem escorrendo pelo rosto e pela roupa. Tinha chovido.
E restava o mais provável. O cara que tinha acabado de dar descarga e que estava com uma cor escurecida nas calças. Bem, o cara devia estar drogado também. Edward não sabia o que as drogas poderiam fazer, seus efeitos colaterais, mas a partir daquele instante, diria aos seus filhos e netos que se drogar fazia você se cagar. Literalmente.
- O senhor não é o doutor Cullen? - O cara de palhaço perguntou. Edward só assentiu. Estava muito zangado por ter sido preso.
- Bem, aquele cara ali todo cagado é o Cleitinho. Essa é a quinta vez dele aqui, que ele saiba. O outro bêbado ali é o Zé, ele bebe muito desde que perdeu a visão de um dos olhos quando a mulher bateu nele, mas ele começou, então ele mereceu. - O cara de palhaço comentava e com isso esperava que Edward se abrisse.
- E você? - Edward deu moral para ele.
- Bem, é época do filme do It, daí o povo se veste de palhaço para fazer aqueles "vídeos assustadores de palhaços perseguindo as pessoas" uma péssima época para quem trabalha com isso. - Ele começou. - Bem, eu não estou com muita sorte desde que resolvi tentar a vida por aqui, longe de onde meus velhinhos recém-falecidos moravam. Eu sempre quis fazer stand-up, mas onde eu parei? Espancado por mães numa chuva de sábado. Que culpa eu tenho se perdi as chaves do carro e minha mochila estava presa dentro dele? Nem pude trocar de roupa.
Edward mal podia acreditar naquilo. Como pode? O cara era o azar em carne e osso.
- Como é o seu nome?
- Billy Black.
- Então você sempre quis fazer comédia?
- Bem... não. Sou mecânico e eletricista, às vezes. Mas eu quero fazer algo diferente. Acho que me precipitei. - Ele solta uma risadinha. - O que você fez?
- Minha sogra, ela me denunciou.
- Você fez algo para ela?
- Primeiro, do que ela me acusou, isso seria antiético demais, além da conta. Iria perder tudo pelo que trabalhei. Segundo, eu te falei que ela é minha sogra? - Billy assentiu - Minha mulher nunca me perdoaria, eu não me perdoaria.
- Não sabia que era casado doutor?
- Ah sim, eu sou. - Edward sorriu. - Nos casamos ontem.
Renne viu a filha de longe. Estava vestindo um ousado vestido vermelho e usava uma das muitas joias que tinha ganhado de Charlie. O quase ex-marido dela. Sabia que controlar a filha era o caminho mais certo contra o divórcio. Se perdia o controle ficava solteira.
E foi exatamente assim que aconteceu. Estava prestes a se tornar Dywer novamente.
Ela encarou as vestes da filha. Bella usava um vestido branco e liso. Um decote poderoso em formato de coração e uma fenda longa de deixava a silhueta dela mais afinada. Os cabelos na cor rosa estavam lisos por suas costas. Ela atraía muita atenção ao lado do belo rapaz. O noivo dela. Renné mal conseguiu evitar o rolar de olhos. Como odiava o Cullen.
- Mais um pouco e você pula no pescoço dele tia Renné. - Tanya sorriu ao lado dela. Vestia um vestido negro de botões de mangas longas e seus cabelos estavam presos em um penteado elegante e conservador até, muito diferente de quem usava.
- Eu o quero longe dela.
- Ele é médico, bem-sucedido, rico. Não era isso que quer para a sonsa da Isabella?
- Não a chame de sonsa, sabe muito bem que Isabella é esperta demais, a única coisa que a faz ficar cega com o que armo para ela, é por eu ter a criado assim, às escuras. – Tanya não sabia o motivo de Renne ser assim. Maltratava e "protegia" a filha. Parecia uma louca obsessiva.
- Renné, Bella não vai desistir dele. Ela abriu os olhos sobre você.
- Bem, eles não vão ficar muito tempo juntos. - A mãe de Bella sorriu bebendo seu champanhe.
- O que quer dizer?
- Espere e verá querida Tanya, espere e, com certeza, verá! - Ela sorriu perversa olhando o casal apaixonado posar para mais fotos.
O fato de ser a filha do senador já deixava Bella sob o olhar dos paparazzi. Ela não aparecia muito e todos sabiam que ela era a mistura perfeita da ex-cantora com o senador. E agora, noiva de um médico filho de outra mulher muito influente, ela fazia ainda mais sucesso. Não que ela quisesse essa fama, mas era a primeira aparição pública dos dois depois do noivado. Bella estava radiante. Edward espelhava os sentimentos quase em dobro. Eles se afastaram um pouco quando ela foi tirar fotos com o pai.
A ala da pediatria oncológica nova foi aberta, o projeto era de Charlie com o chefe do hospital e outros médicos da área e ele estava eufórico pela inauguração oficial com as crianças dali a dois dias. Edward estava feliz com aquilo, quanto mais ajuda melhor. Apesar de ser um clínico geral e atender mais adultos que crianças.
- Já disse o quão linda você está hoje? - Edward pergunta a Bella enquanto eles dançam uma música lenta e contagiante, a letra dava essa sensação, ninguém estava parado. Os anúncios tinham sido feitos, já tinham jantado e agora se divertiam.
- Não, quando você me viu mais cedo ficou lá deitado respirando devagar. Pensei que estivesse passando mal. - Ela soltou uma risada com a lembrança. Tinha certeza que ele estava se contendo para não ataca-la. Precisavam mesmo estar aqui? Sim, precisavam. - Tenho certeza que está sendo bem… duro para você.
- Mulher má. - Ele diz rouco ao se aproximar e beijar a boca dela ainda aberta pelo sorriso. A mão dele acariciou o quadril dela e tudo que os dois queriam era sair dali. - Vamos marcar uma data?
- O quê? Mas já?
- Sim amor, quanto mais cedo melhor, a gente pode até casar agora.
- Agora? Estamos em Las Vegas?
- Estamos no hospital e aqui tem capela.
- Edward. - Bella segurou a respiração. - Está falando sério? - Os olhos dela marejaram. - Mas eu nem me preparei…
- Você está linda… e de branco. - Ele sorriu ao contemplar isso. - Vamos lá. O juiz está aqui, nossas famílias também.
- Minha mãe… - Bella fechou a cara.
- Sim, mas e daí? Tem paparazzi, duvido que ela arme algo.
Bella abraçou o noivo em pura felicidade. Estava quase gritando e ela estava pensando seriamente no pedido. O que fazer? O que fazer?
- Só mais uma coisa...
- Minha mãe anda com as alianças dela e do meu pai num colar, que ela está usando agora, ela vai nos emprestar. Não tem momento melhor que agora. – E com as palavras dele, Bella tomou a decisão.
- Vamos nos casar!
Quase uma hora depois, Bella e Edward estavam no altar. Ela retocou a maquiagem, conseguiu um buquê com rosas cor de rosa e estava ainda mais ansiosa pelos votos. Já Edward estava nervoso. E se Renné fizesse algo? Conseguiu que Rose e Emmett chegassem ali a tempo para serem os padrinhos da noiva. Sua mãe e Charlie seriam seus padrinhos.
Eles trocaram as alianças que um dia foram de Carlisle e Esme, só para ser mais simbólico. Depois comprariam novas. Bella beijou a mão de Edward depois de colocar a aliança e ele fez o mesmo quando colocou a dela. Eles não soltaram as mãos depois. A necessidade de se tocarem aumentava a cada momento.
- Se alguém presente é contra esse matrimônio, fale agora ou cale-se para sempre. - O juiz anunciou. Renné se levanta. Charlie a encara zangado. Bella, pela primeira vez viu o pai indo contra a mãe. Era completamente o oposto de anos de casamento. A mãe dela se sentou. - Sem mais, pelo poder em mim investido, os declaro agora: Mulher e Marido. Podem se beijar, façam o favor. - O público riu enquanto Edward e Bella se aproximaram e compartilharam o primeiro beijo de casados.
Edward e Bella não quiseram ir para qualquer lugar além de casa. Chegaram lá e, por um minuto, ficaram parados em frente a porta do quarto. Ela abriu a porta e viu que o quarto estava limpo e tinha a luz baixa. Edward acendeu as velas que estavam espalhadas por ali e sorriu. Tinha pedido para que Emmett e Rose arrumassem o quarto antes deles chegarem, menos ligar as velas, não queria o quarto com esse tipo de calor.
- O que acontece agora?
- O que você quiser.
- Mas combinamos de que seria você quem comandaria. – Ela sorriu ao ver os quentes olhos do marido. Ele lembrava sim do que aconteceria.
— Eu não posso pensar em futuro quando...- ele sentiu a cabeça dela se apoiar em seu peito. Ele a abraçou. - ...eu só sei pensar no agora. - Ele a virou e começaram a ter um beijo de verdade. Uma dança de língua e lábios. Suas mãos descansando na cintura dela até ele começar a descer a mão e parar em sua bunda. Sorriram no beijo. Bella segurou a mão dele.
— Vem comigo. – Ela o guiou até a cama. O empurrou e ele caiu sentado.
Ela sentou em seu colo e segurando seu rosto o beijou. Ele logo voltou a pousar suas mãos em sua bunda e pressionou seu pau mais forte. Gemeram com o contato. Ela queria mais. Ele abaixou a alça um pouco o decote e espalhou beijos por ali, na pele exposta. Bella amassou seus cabelos e beijou a têmpora esquerda dele e seguiu para a orelha e depois o pescoço. Edward joga a cabeça para trás e agora ela tem mais acesso ao seu pescoço. Seu cheiro gostoso preenchendo o ar.
Ele apalpou seus peitos e mordeu um mamilo através do vestido. Gemendo com aquilo ela o puxou ainda mais. Ele abaixou o vestido e sugou diretamente o mamilo. Eles giraram na cama e ele ficou entre as pernas dela. Bella arqueou as costas e sentiu que o membro estava cada vez mais duro.
Ele puxou a calcinha para baixo e beijou as pernas dela, começou a doce tortura. Sua boca cobriu a intimidade dela e dominava-lhe cada gemido. Bella segurou as pernas abertas, não podia impedir o melhor oral que estava tendo. Um, dois e depois três dedos estavam lá dentro. Sua mão livre apertava seus mamilos que estavam duros. Chegavam a doer.
Quando gozou, ele se deteve em seus seios e depois a beijou afoitamente. Inverteram as posições na cama e ela beijou seu peito. Edward deteve a ação de Bella, apesar de sentir e adorar a boca dela nele, precisava de muito mais.
— Hoje não... agora não. Eu quero estar dentro de você. Agora. – Ele respirou fundo quando o zíper estava sendo aberto por ela. Então, escutaram a campainha tocar. Edward soltou uma risada grossa e frustrada. Bella ainda estava flutuando no orgasmo. Ele a cobriu e saiu do quarto para atender quem quer que estivesse atrapalhando sua noite de núpcias.
Quando abriu a porta nem se assustou. Não devia a ninguém. Os policiais estavam segurando os distintivos e um papel, ele não entendia daquilo muito bem, mas sabia que com aquilo eles poderiam caçar o que quer que estivessem caçando em sua casa. Ele permitiu. O que achariam ali? Nada suspeito.
Bella estranhou a demora, se arrumou e foi até onde o marido estava. Viu os policiais mexendo nas coisas e entrarem com pelo menos quatro cães farejadores. Edward abraçou o corpo dela e respirou fundo ao perceber que algo muito suspeito estava acontecendo. O policial mais alto o encarava.
- Posso saber o que está acontecendo?
- Você está sendo acusado de porte ilegal de drogas. Recebemos uma denúncia anônima e já estamos revistando o hospital, mais precisamente o seu escritório.
- Isso só pode ser um trote. – Bella disse encarando Edward assustada.
- Não... – o policial escutou algo no rádio, um código policial ou coisa parecida. – Bem, senhor Cullen, você está sendo preso por porte e comércio de drogas. Tudo que você disser a partir de agora pode e será usado contra você no tribunal. Tem direito a um advogado. – O policial algemou Edward e o escoltou até a viatura. Bella estava estática.
- Não! Ele não fez nada. Edward é um médico de prestígio, nunca fez mal a ninguém... – Ela começou a falar seguindo os policiais ali. – Parem! Isso está errado. Estão incriminando ele sem provas.
- Errado, encontramos drogas no escritório do Senhor Cullen e agora o levaremos para a delegacia.
- Não. Edward, fala para ele... – Bella chorava de preocupação. Abraçou o homem algemado.
- Me deixe acalmá-la, um minuto. – Ele pediu ao policial. Esse assentiu. - Amor, ligue para o seu pai e para Jasper Brandon.
- Seu advogado? – Ele assentiu. – Querido... eu. Me desculpe.
- Shiii, calma, não é sua culpa.
- É sim. Você e eu sabemos que fez denuncia e quer te acusar injustamente. – Ela tinha fogo nos olhos.
- Calma, ok? – Ele a olhou nos olhos. – Faça o que te pedi. Vamos estar juntos logo, prometo. – Eles se beijaram rapidamente e ele entrou no carro.
Bella viu o carro e as outras viaturas partindo e nem sentiu o vento frio lhe tocar. Estava determinada a tirar Edward da delegacia e fazer Renné pagar pelo que estava fazendo.
