A morena estava ofegante. Não podia parar de correr. Correu por quase oito quarteirões para parar por dois minutos. Dois minutos seriam o suficiente para que não fosse mais uma pessoa precisando de atendimento médico. Ela correu de novo.

Billy estava viajando com a nova esposa, Jacob, o pequeno filho de dois anos deles tinha ficado com a avó em casa. Sarah era uma senhora de sessenta anos e que aparentava oitenta. Tinha cuidado dos filhos como se a vida se depende daquilo. E dependia. Sue e os quatro irmãos só estavam ali graças ao bom cuidado e força daquela mulher. Mas ela não tinha a mesma disposição para cuidar de Jake.

Jake é um menino serelepe e bonito. Esbanja charme. Mas agora está molinho na sua cama, vomitou tudo o que tinha na barriga e sua febre aumentara. Ninguém além da avó sabia disso. A dona da casa tinha passado o dia fora graças aos estágios e aulas que ainda tinha que assistir. O patrão, esse ninguém via direito, vivia no hospital e quase não aparecia quando estava em casa.

E é nessa fatídica noite de sexta-feira que a cidade caiu num breu. Sem luz, sem internet, sem sinal. De volta a idade média. Mas a senhora daquela casa sabia que só um lugar estaria seguro e iluminado. O hospital. Edward a atenderia, buscaria o bebê em casa e o salvaria. Salvaria?

Ela correu o máximo que pôde, o hospital não era longe e mover Jacob parecia perigoso. O trânsito estava caótico, pelo menos dois acidentes já tinham acontecido ali perto. Precisava correr.

Quando viu a movimentação na frente do hospital quase desmaiou de estresse. Com dificuldade entrou no hospital e percorreu ele até o escritório de Edward. Ela abriu a porta e viu duas pessoas quase nuas no sofá dele. Ela sentiu um aperto no peito, suspirou tentando achar o oxigênio preciso e despencou.

- Bella? - Ela escutou antes de cair deitada no chão gelado do hospital. Esse dia não ia acabar?

Edward estava pronto para fazer o que pudesse pelo menino, começou tomando cuidado extra na direção, estava prestes a sair do hospital quando voltou ao escritório e encontrou a esposa na porta. Ela viu duas pessoas no escritório e estavam fazendo sexo, ou quase, ele não viu muito pois logo em seguida Bella caiu no chão.

- O que…? - Ele analisou rapidamente enquanto ela puxava a respiração. Ela só estava cansada. Mas cansada de quê? - O que quer Bella? - Puxou ela para ficar de pé. - Saiam já daqui, não é motel.

Os dois saíram dali sorrindo. Pareciam dois bobos apaixonados

- Jacob, ele está muito mole. Não consegui deixar de ficar nervosa para pegar um carro ou… eu só tinha que chegar aqui. - Ela puxou uma respiração mais forte.

- Eu já estava indo para lá. Vamos, bebe um pouco de água. Vou só pegar alguns remédios na sala e podemos sair. - Ele saiu dali com sua atitude profissional. O Edward de cinco anos atrás não agiria assim. Nem queria pensar no que estavam se tornando. Agiam como se estivessem separados. Meros colegas de quarto.

Ele apareceu e eles saíram depois dele trancar a sala. Seguiram para a saída. Aquelas pessoas não precisavam de ajuda médica. Tinham medo e o hospital parecia o lugar mais seguro naquele apagão. Ele dirigiu com cuidado, o silêncio pesado parecia ainda mais perigoso naquele breu.

Edward se guiou pelas velas acesas, encontrou Jake e a avó deitados na mesma cama. Bella ficou ao lado de Sarah enquanto Jake tomava os remédios sem muita vontade. O menino se agarrou ao tio, como ele tinha a liberdade de chamar, Edward deu um banho rápido nele e o menino começou a cochilar e respirar bem melhor. Sarah agradeceu aos dois e Bella encontrou a babá eletrônica que tinha dado aos pais do menino quando ele foi para casa depois do parto. Pegou um dos dois e deixou ao lado da idosa. O aparelho funcionava a pilha e tinha alto alcance.

Caminharam para o quarto e ela olhou a rua a luz da lua. Ele suspirou e deitou. Eles ficaram naquele silencio. Todo esse tempo juntos parecia distante. Os dois mal conversavam. Bella iria ter sua formatura em breve, não tinha feito o convite para ele. O serviço social tinha tomado seu coração. Uma pena que o tempo não tinha aproximado os dois.

- A festa de formatura está chegando.

- Sério? Quando?

- Quarta. Vai ter uma festa também. – ela segurou a barra da blusa. Nervosa.

- Eu posso pedir uma folga.

- Oh, verdade? Eu vou ficar tão feliz se você for! – Ela sorriu e o abraçou pelo pescoço. Edward quase permitiu aquele beijo, mas ele sabia que ceder a ela seria adiar mais uma vez aquele assunto.

- Sabe que precisamos conversar.

- Não precisamos. – Ela pulou no lugar e já iria se trancar no banheiro, como sempre fazia quando brigavam ou começavam a falar naquele assunto.

- Não. Eu não vou mais continuar com esse jogo de gato e rato. Porra Bella, o que foi? Se apaixonou por outro alguém?

- O que? Não. Eu nunca... eu amo você Edward.

- Ah é, interessante você dizer isso pela primeira vez nesse ano. – Ele diz raivoso e ela arfa.

- Não é verdade.

- É, e você sabe. Bella, me diz logo o que você tanto esconde. Se for outra pessoa, se quer o divórcio... Só, por favor, fale logo o que está acontecendo. Eu tô tão cansado de ficar no escuro.

- Edward... – ela sentiu as lágrimas deslizando pelo rosto. – Eu tenho medo de ser como ela.

- Ela? Ela quem? – Ele tocou o ombro dela. Bella abraçou ele.

- Minha mãe. Não quero terminar como ela. Não posso me tornar uma nova Lucinda ou Renné.

- É por isso que resolveu esperar? Esperar os anos e anos prolongando seu curso, sempre com um projeto novo? Sempre pedindo para que eu esperasse mais e mais para começar uma família.

- Eu tento compensar os erros dela e talvez os meus próprios erros antes de termos filhos. Eu não sou uma mulher materialista, eu tento ser o mais minimalista possível e... e também...

- O que?

- Você não tem tempo para mim, como vai ter tempo para filhos. Ou espera que eu fique em casa te esperando com as cinco crianças?

- Não, eu só me afundei no trabalho por você ter se afastado de mim. Ter escolhido não ser mãe sozinha. Eu sei que o corpo é seu, mas custava dizer só avisar que estamos esperando o momento certo?

- Talvez esse tempo nunca chegue. – Ela sussurrou.

- Para de se comparar com a sua mãe. Você já provou para si mesma que não é como ela. Bella, nós somos um casal, lembra? Era para resolvermos isso juntos.

- Mas...

- Você não me deu escolha. Foi isso que aconteceu.

Bella e Edward respiravam alto. Parecia que a conversa que deveriam ter tido a anos estava acontecendo naquele momento. Edward pensou no seu rival de cinco anos atrás, tinha dois filhos com a namorada, que se tornara sua esposa a quase quatro anos. Ele sentiu inveja dele. Emmett e Rosalie estavam grávidos, dois bebes estavam chegando. E mais uma vez o fantasma da maternidade tinha aparecido para Bella.

- Você quer um filho?

- Eu quero tudo com você. – Ela soluçou alto. Edward se deu por inteiro naquela relação. Bella devia reciprocidade.

Ela pulou na cintura dele. Eles finalmente se beijaram, roupas começaram a cair e eles pararam no banheiro. A agua fria despencou e eles se arrepiaram e gemeram com a sensação da agua gelada na pele. Edward sorriu quando percebeu que só faltava o sutiã dela. Suspirou o soltando. Os piercings estavam lá, agora, ao invés de bolinhas simples de prata, eram duas asinhas, uma em cada ponta. O de língua ela tinha tirado quando começou a estagiar. O cabelo estava em sua cor escura natural. Mais longo e Edward tinha o estranho hábito de lavar ele para Bella. Era um pequeno hobbie quando se viam. Um momento que tinha ficado tão raro quanto dizer que se amavam.

- Eu também quero tudo com você. – Edward sorriu e eles se beijaram mais. A língua passeando pelos lábios e dentes, as mãos de Bella tocaram o peito, os braços, as costas e a nuca dele durante os suspiros apaixonados. Ele beijou a bochecha dela com adoração, desceu para o queixo e mordicou ali. Uma mão na nuca dela alcançando os cabelos ali, ele puxou um pouco para ter mais acesso ao pescoço. A língua dele deslizou por ali. Bella gemeu tão alto que mal acreditava que o som tinha saído dela.

Mais um beijo cheio de promessas e ele pulou para os mamilos dela. Uma mão trouxe a perna dela para se enroscar na cintura dele e depois ele teve mais acesso a intimidade dela. Bella estava pronta para ele, enfiou um dedo e depois outro. Ela deslizou a mão e o tomou na mão. Suspirou ao encontrar a pele quente e macia. Ele mordeu o seio esquerdo e ela quase escorregou. Depois de sustenta-la melhor, ele enfiou mais um dedo ali. A sensação dele tomando o corpo dela a tinha deixado com uma dor gostosa no ventre.

- E quero tanto você. – Ele esfregou a ereção no centro dela. Bella o guiou para dentro e ele encostou na parede. A outra perna dela foi parar na cintura dele. Ele começou então as estocadas. Bella abriu a boca e ficou assim enquanto sentia Edward sendo mais bruto. Ela escorregou um pouco. Ele parou os movimentos e saiu dela.

- Não acabou, não é? – Ela estava receosa dele a castigar agora. De um modo ruim.

- Mal comecei. – Ele puxou ela para o quarto e a jogou na cama. Bella ficou com as pernas para fora e foi parada quando iria subir. – Eu vou te comer assim. – Ele apoiou uma perna na cama e guiou o pau para a entrada estreita dela. Os dois gemeram e Bella revirou os olhos de prazer. Edward tinha seu ritmo e as estocadas eram fortes, não pensou que estava machucando a mulher, ela gemia e rebolava para ela. Ele enrolou a mão no longo cabelo dela e ela ficou um pouco pendurada por ele.

Dessa vez eram gritos. Bella apertava os lençóis e já respirava com dificuldade. Edward saiu dela e a girou e levantou mais na cama. Ela estava um pouco zonza e só sentiu as pernas sendo afastadas e o membro inchado dele entrando de uma vez. Ela sabia que as marcas dos dedos dele apareceriam na manhã seguinte, mas não podia se importar menos. Uma mão dele foi para o pescoço dela.

Bella arranhou o peito dele com as unhas grandes e ele a girou de novo. Estava parecendo uma boneca. Não importava, só queria ser fodida por ele. Edward a colocou de quatro e bateu em cada lado da bunda dela. Ele logo estava dentro dela de novo. Bella deitou a cabeça no travesseiro e ficou mais empinada. Sentiu mais tapas e as carícias dele pelo corpo. Arfou ao sentir as borboletas na intimidade. Explodiu em orgasmos múltiplos. Ela mal conseguia pensar.

Ele gozou e Bella só deitou ao lado e de frente para ele. Depois de normalizar a respiração, os dois se aproximaram.

- Será que já fizemos um bebê?

- Se não fizemos, pelo menos praticamos. – Ele sorriu presunçoso. – Senti tanta saudade dessa sensação.

- E eu não? Me matava ter que me desvencilhar de você.

- É. Eu morria um pouco a cada briga.

- Você me ama mesmo, não é?

- Nunca duvide disso.

As luzes acenderam de repente.

Eles não estavam mais no escuro.

Em todos os sentidos.