PRÓLOGO
Eu sei. É uma ideia um tanto utópica pensar que um pitel como aquele pudesse notar uma pessoa como eu, não me desmerecendo, ou algo assim (coisa que a maioria das autoras das fanfics fazem com a protagonista) até porque eu também não sou pouca bosta.
Mas me comparar com aquele ser é um pouco de exagero; deixe-me explicar.
O garoto, cuja a pessoa não sai da minha cabeça, é um aspirante a jogador de futebol, tem seu estilo atlético, um sotaque até refinado pra uma pessoa que vive no interior do Maranhão. Ele não se resume à beleza física, tem seus neurônios bem trabalhados até, o cara é inteligente viu? Inclusive me ajudou com alguns problemas na época da escola.
É ou não é uma boa pinta?
PORÉM, o que mais me deixa apaixonada é o tom de pele do cara. Não, não imagine um garoto branquelo, que veio da Britânia e joga futebol americano com os amigos. Meu crush é a personificação de algum deus indiano que eu não me lembro o nome agora. Ele é rico em melanina, tem os traços rústicos, as costas largas (eu vi quando fomos ao rio no meu aniversário) cicatrizes nas pernas por conta do tempo. Ele é a representação, pelo menos pra mim, da cor marrom bombom. E são esses traços carregados de história e admiração me deixam tonta.
Talvez não seja amor, mas não posso negar que ele me atrai, nem que me obrigassem.
