Notas da Autora

Oi galera linda!
Agradeço muitíssimo por todo apoio e carinho de vocês.

Bem...
O texto separado por pontos centralizados é porque mudei de cena e de personagens...
Separado por asterisco é uma passagem pequena de tempo, entre os mesmos personagens.

Espero que gostem,
Bejinhos de nutella


Capítulo 3 - O problema é ele!


Saíram em silêncio da casa do Naruto e caminharam tranquilamente para o distrito Uchiha onde ficava localizada a mansão de Sasuke. Entraram na residência e não o encontraram, o que foi um grande alívio.

O mais rápido que pôde, a rosada encheu duas malas com tudo que era dela, Haruno Sakura. Não levou nada do clã Uchiha, deixando para trás todas as roupas com o símbolo daquela família.

Naruto a acompanhou e se manteve a seu lado, todo o instante, sempre atento a tudo que ela precisasse ou requisitasse.

Num dado momento, olhou triste e vago para a fotografia que havia em cima do criado mudo do antigo time sete. Esta atitude chamou atenção da rosada e imediatamente direcionou o olhar curioso para onde o amigo fixava-se, tão tristemente. Um acesso de fúria apossou-se de seu interior e num ato completamente impulsivo ela retirou a fotografia do porta retrato com força e executando um movimento firme rasgou-a, arrancando a imagem de Sasuke fora. Depois devolveu a parte rasgada do moreno para o porta retrato e guardou a outra parte da preciosa fotografia com o restante do time: Kakashi, Naruto e ela, dentro da bolsa.

Talvez em outro momento ela não fizesse isto, mas tendo em vista toda revolução que vivia fez a única coisa que julgou correto.

- Prontinho! – disse fechando os olhos com um sorrisinho falso imitando Sai quando queria ser sociável. Naruto abriu a boca escandalizado com a atitude da rosada.

- V..você... rasgou ele fora? você está bem? – ele pergunta gaguejando. Nunca imaginou vê-la rasgando a foto, excluindo Sasuke como se quisesse arranca-lo a força.

- Claro que não estou bem. – sorriu mais falso ainda. – Mas juro que ficarei. Juro que serei feliz e longe dele.

- Assim é que se fala, essa é a Haruno Sakura que eu conheço. – abraçou-a fraternalmente. – Fique lá em casa.

- Não quero atrapalhar, mas vou aceitar por hoje. Vamos, não quero dar de cara com o Uchiha.

Sakura deixou para trás aquela casa e aquela vida de mulher submisa à um amor cego. Seus olhos foram abertos e permaneceriam abertos.

Caminharam o mais rapido até a casa do loiro. Foram recebidos por Hinata que amamentava o menino recém nascido de olhos azuis.

Sakura entrou e sentou-se ao lado da morena de olhos perolados e apreensivos.

- Sakura-chan, vou levar suas malas ao quarto de hóspedes. Sinta-se em casa e fique o tempo que precisar.

- Obrigada, Naruto e Hinata. – Sakura disse e sorriu de forma totalmente falsa fazendo com que o casal se entreolhasse pela estranheza da atitude.

- Amanhã falarei com Tsunade e darei entrada no seu divórcio e tendo em vista tudo que aconteceu em um dia você será solteira novamente.

- Obrigada, Naruto-kun. Vou dar uma ajeitada lá em casa.

- Vai ficar na casa dos seus pais?

- Sim. É minha casa e está vazia depois que eles faleceram.

- Está bem. Vou levar suas malas, já volto! – ele disse saindo do cômodo bastante arejado, deixando as duas a sós com o recém nascido.

- Ele é tão fofinho! – Sakura riu de maneira forçada.

- Como está, minha querida? De verdade! – Hinata pergunta da forma mais doce possível.

- Pior impossível, mas ficarei bem. – sorriu fechando ambos os olhos e mostrando todos os dentes numa tentativa de mostrar credibilidade.

Talvez ela invocasse aquele sorriso misteriosamente falso para buscar forças invisíveis que pudessem a ajudar. Queria substituir a dor dilacerante por algo bom e prazeroso. Certamente ela iria conseguir transformar seu atual desejo em realidade. Ah, se ia!

- Prontinho, Sakura. – ela levantou os olhos para Naruto que já havia retornado.

- Acho que... vou tomar um banho e depois gostaria de agradecer a Kakashi sensei. Ele salvou minha vida.

- Está bem, querida.

- Com licença, Hina-chan, Natuto-kun.

- Sakura... depois vá falar com a Hokage. Ela estava aqui até pouco tempo, preocupada.

- Está bem...

A bela kunoichi rosada caminhou até o quarto onde Naruto já havia deixado suas coisas, sentou-se na cama e abriu uma das malas.

Selecionou um vestido de alça preto com sandálias da mesma cor. Suspirou e foi ao banheiro. Abriu a torneira da banheira e a encheu. Provou a temperatura e mergulhou o corpo inteiro na agua morna.

Sakura havia saído da banheira quando sentiu seus dedos enrugados. Já era início da noite e ela resolveu agradecer à seu salvador prateado.

Colocou seu vestido e pintou os lábios com gloss. Passou uma maquiagem para esconder as olheiras, o ar abatido e o enormes vergalhões em seu rosto. Deixou a janela aberta para a hora da volta, não queria incomodar mais Naruto ou Hinata.

Saiu despedindo-se do casal deixando um beijo estalado na bochecha da jovem mãe.

- Você não quer comer alguma coisa?

- Não se preocupe, não quero incomodar mais ainda. Eu não tenho fome mas como alguma coisa na volta.

- Está bem, minha querida. Fique bem. – Hinata disse sorrindo.

- Ok. – sorriu mostrando todos os dentes. Aquilo estava começando a virar um hábito estranho! Saiu fechando a porta atrás de si.

Caminhou pelas ruas de forma displicente e parou em frente ao prédio dele. Subiu algumas escadas e encarou a porta do apartamento do antigo sensei. Permaneceu um tempo imóvel encarando o número 102 esculpido em metal prateado sobre a madeira pintada de branco. Tomou um fôlego grande e tocou a campainha. Esperou alguns segundos mas pareceu uma eterna agonia.

- Sakura? – sua voz foi de espanto mas era melodiosa e grave.

- Bem... – ela ficou ligeiramente constrangida à sua frente.

- Por favor, entre!

Ele cedeu passagem para ela entrar e fechou a porta. O apartamento era pequeno mas aconchegante e organizado.

- Venha, estou terminando o jantar.

- Não... não... – ela sorri balançando ambas as mãos. – Não quero lhe dar trabalho, Kakashi sensei.

- Imagina, isto não é nenhum trabalho, estou quase terminando. Aposto que não comeu nada. Por favor, sente-se aqui à mesa e me faça companhia. É tão chato comer sozinho.

Ela não teve coragem de recusar.

- Você está melhor? – ele pergunta com o olhar preocupado.

- Eu vou sobreviver. – agora seu sorriso era realmente falso.

- Acho que você andou muito tempo com o Sai. – ele disse referindo-se ao sorriso.

- Acho que é o melhor jeito de eu acreditar que ficarei bem, Kakashi-sensei. – ela olhou para as mãos trêmulas. – Obrigada. Você salvou minha vida. Eu estava fora de mim. Surtei com o que presenciei. Eu lhe agradeço por me impedir de fazer aquilo. – levantou os olhos encarando-o em toda a profundidade negra que eles tinham.

- Você merece ser feliz, Sakura. Merece encontrar alguém que a ame sem cobrar nada em troca. – instintivamente ele acariciou seu rosto fazendo-a ficar ligeiramente sem graça.

- Sim, suas palavras me fizeram ter forças para me levantar. Eu vou dar a volta.

Ela sorriu, e desta vez foi um sorriso fraco mas verdadeiro.

- Este sorriso sim... parece mais com você.

- Obrigada, sensei.

Ele aproximou-se e a abraçou com carinho, apertando-a, para mostrar que a apoiava. Ela pode sentir o aroma delicioso amadeirado que ele exalava. Era tão delicioso! Ele afastou-se e ela sorriu.

- A propósito, Naruto e Hinata mandaram um beijo. – disse para disfarçar seu constrangimento.

Por um breve momento Sakura esqueceu totalmente do que havia acabado de acontecer e de sua atual tristeza. Ficaram conversando animados sobre assuntos triviais até que ela diz:

- Bom... preciso ir. Amanhã tenho muito o que organizar lá em casa.

- O que vai fazer?

- Vou voltar para a casa dos Harunos, de onde nunca devia ter saído.

- Certo. Quer uma mãozinha? Posso te ajudar na limpeza.

- Imagina, Kakashi-sensei.

- Bem... você é teimosa... eu também. Amanhã bato à porta dona Haruno. Vou te levar, você está no Naruto, estou certo?

- Não vai adiantar eu dizer que não precisa, né?

- Certíssima. Vamos?

...

Retornando um pouco no tempo, depois que Sasuke saiu da casa de Naruto, aborrecido com o ocorrido, decidiu esquecer o que estava acontecendo em sua vida e com seu casamento. Saiu da cidade e partiu em busca de algo que o fizesse esquecer, mesmo que momentaneamente, os atuais desentendimentos.

Qual era o problema de um homem em tentar reconstruir seu clã? Se ela era seca e não conseguia lhe dar filhos, ele não via motivo para tanta raiva da parte da mulher. A culpa era dela... não dele... era uma questão de lógica e justiça.

Não vivia ela correndo atrás dele dizendo que o amava? Era o mínimo que podia fazer, ser compreensiva com a situação permitindo que ele fizesse seu trabalho, com outras mais capazes.

Quando viu estava à frente de um lugar bastante conhecido seu: o esconderijo de Orichimaru, onde Karin vivia.

Entrou e foi imediatamente a sua procura. Desde que casou-se, evitava Karin. Eles tiveram um caso esporádico anterior, mas Karin não aceitou ser 'a outra'. Ela exigia exclusividade.

A Uzumaki ruiva estava deitada em sua cama, lendo uma revista e assustou-se com a invasão, mas imediatamente dá um pulo de felicidade quando sente quem estava em pé à porta.

- Sasuke-kun! – sorriu e correu para abraça-lo.

- Karin... preciso de um filho. Dê-me um filho, Karin! – Falou ofegante com os olhos arregalados, explicando direto e objetivo seus planos. Uma coisa era certa... ele não as enganava. Sempre mostrou ser um homem frio e obscuro.

- Cansou da cor-de-rosa? – sua voz saia amarga por puro desdém.

- É inevitável... vamos nos separar, ela é seca. É uma inútil!

Sasuke tinha os olhos profundos, o negro parecia mais negro do que o usual e uma névoa escura quase visível rondava ao redor de sua cabeça.

- O que quer dizer com isso?

- Que se você for capaz de me dar um filho, me caso com você e será a nova senhora Uchiha.

Com um sorriso inacreditável e sem esperar, ela joga-se em seus braços novamente:

- E o que estamos esperando, vamos fazer seu filho!

E assim passaram toda a noite... praticando a criação do tão sonhado herdeiro Uchiha.

O ato do sexo entre eles foi intenso, Sasuke Uchiha não era carinhoso. Ele era possessivo, autoritário e selvagem. Ele a tomou com força e rispidez, sacudindo-a fundo e rápido.

Três longas vezes...mesmo ele sendo bruto, Karin sentia-se nos céus. Contudo, esperta como uma raposa, precisava precaver-se, não poderia correr o risco de não engravidar, assim, sem que ele percebesse, enquanto dormia, exausto pela quantidade de exercício, aplicou-lhe um ligeiro chakra, deixando-o parcialmente sedado e com uma incrível habilidade, masturba-o retirando seu sémen. Guardou-o num refrigerador especial e voltou para o leito ao lado dele, sorrateira, sem que este percebesse.

No dia seguinte, antes mesmo dos primeiros raios dos sol surgirem, Sasuke sentia-se cansado.

- Nossa! Minha cabeça está girando. – ele reclamou sentando-se à cama.

- Então... isso quer dizer que não conseguirá... mais uma vez? Sabe que quanto mais vezes fizermos... mais probabilidade temos de engravidar. – ela disse corando

- Hm

Ele fez um som estranho e jogou-a na cama, subindo por cima dela.

- Karin, não me decepcione.

- Nunca, meu Sasuke-kun. Faço qualquer coisa por você.

Era ainda bem cedo quando, Sasuke levantou-se e vestiu suas roupas imediatamente após aquele sexo selvagem que mais parecia um coito.

- Tenho que ir. Volto amanhã ou depois. - Ele disse frio, virando-se rumo a saída.

- Não vai me dar... nem um beijo de despedida?

- Dê-me um filho e te darei quantos beijos quiser.

E saiu, deixando-a sem mais uma palavra. Ela olha a porta fechar-se com um rugido e vendo-se novamente sozinha em seu quarto veste suas roupas rapidamente e corre para o laboratório indo selecionar os espermatozoides para uma futura inseminação artificial caso não conseguisse engravidar pelo método convencional.

Imediatamente, senta-se ao microscópio observando os organismos e o que viu a escandalizou:

- Ele tem os sêmens discretamente alterados e a causa da não gravidez era ele e não ela. – murmurou para si mesmo tapando a boca, horrorizada. – Era quase impossível ela ficar grávida! As chances são mínimas.

Engravidar pelas formas convencionais era possível mas as chances eram pouquíssimas. Assim, a sua decisão foi rápida, iria preparar para uma inseminação artificial.

Ela estava com sorte! Muita sorte, afinal estava no período fértil.

Sorriu vitoriosa.

- Mulher mole em pedra dura tanto bate até que fura – a ruiva disse alto, de forma assustadora e psicótica.

Imediatamente começou o procedimento. Era algo simples, já havia selecionado todos os melhores sémens, criou um clone seu e retirou um óvulo para ser fecundado. Seu clone turbinou tanto o óvulo quanto os sêmens com chakra e fecundou o óvulo in vitro primeiramente para não haver erros. Karin teria que ficar deitada durante todo o procedimento. Com muito cuidado o clone reintroduziu o óvulo fecundado no ovário através de sua trompa direita com jutsos médicos. Ela precisaria ficar deitada por mais uma hora, sem movimentar-se por precaução, enquanto o clone aplicava chakra que a ajudasse a manter o ovulo fecundo dentro do ovário e para que este voltasse a adaptar-se. (1)

- Eu não vou te decepcionar, Sasuke-kun. Vou te dar um filho de qualquer maneira.

Continua...